sábado, outubro 25, 2014

As eleições que não interessam a ninguém

O único político que até agora propôs a realização de eleições antecipadas foi Cavaco Silva, em tempos o ainda presidente achou que podia “comprar” o apoio de Seguro a Passos Coelho em troca de umas eleições antecipadas que conduziriam a um governo de aliança entre Seguro e Passos, tutelado por Belém. Naquele tempo Passos Coelho não questionava a constitucionalidade da solução.
 
É muito pouco provável que Cavaco esteja interessado em realizar agora essas elições e é bem provável que se esqueça dos negócios manhosos que propôs no o passado e se esconda atrás dos princípios constitucionais. O pesadelo de Cavaco é ter de vir a dar posse ao governo que ajudou a derrubar, terminando o seu mandato e a sua carreira política de forma humilhante. Resta a Cavaco a esperança de que haja algo que ajude Passos a ganhar as próximas eleições.
 
Paulo Porta luta por todos os meios contra a extinção do CDS e o fim da sua carreira, usa a política fiscal para gerir a sua imagem com o apoio do Núncio Fiscólico e faz os negócios que ainda pode fazer através da pasta da Economia. Para Portas umas eleições antecipadas poderiam ser o seu fim, uma provável maioria absoluta do PS deixá-lo-ia exposto e limitado aos rendimentos e imunidade parlamentar de um modesto deputado.
 
Mesmo depois do reconhecimento dos erros seguido de fuga por Gaspar, o autor da política económica pinochetista de Passos Coelho o ainda primeiro-ministro sonha que um dia ocorrerá mesmo um milagre económico. Sabendo que corre o risco de ver o seu partido reduzido à representatividade eleitoral dos seus liberais de extrema-direita, Passos foge para a frente na esperança de poder vir a mostrar resultados usando o OE2016 como o programa eleitoral nas legislativas.
 
Seria um erro trágico para o PS se chegasse ao poder por eleições antecipadas, assumindo as consequências de uma política de que não foi autor ao mesmo tempo que Passos diria que os resultados não aareceram graças às alterações de política entretanto introduzidas. É do interesse do PS e de todo o país que este ciclo político se concretize para que a direita assuma os resultados do que fez.
 

É do interesse de todos que não ocorram eleições antecipadas.

Umas no cravo e outras na ferradura



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Espantalho na Comporta
  
 Jumento do dia
    
Rui Machete

Quando Rui Macehete se explica dizendo que tudo o que afirmou já tinha sido escrito na comunicação social teremos de concluir que o seu nível de inteligência não lhe permite distinguir entre o que se escreve num jornal e o valor de uma declaração de um ministro dos Negócios Estrangeiros ou então que o país tem um ministro cujo pensamento em matéria de Negócios Estrangeiros é um arrazoado de declarações tiradas de jornais.

«O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, foi uma das primeiras pessoas a falar na reunião de quinta-feira do Conselho de Ministros para justificar as declarações que fizera em Nova Iorque a propósito dos jihadistas portugueses que querem regressar e que geraram polémica – incluindo uma manchete do DN que dava conta de mal-estar nos serviços de informações e de segurança.

Segundo relato feito ao Observador, o ministro disse que não divulgara qualquer informação de caráter sigiloso, na linha daquela que é a argumentação que usa esta sexta-feira, numa carta enviada ao DN e que o jornal publica. Machete alega que, na entrevista dada à RR a partir de Nova Iorque, menciona apenas dados que são do conhecimento geral da opinião pública através de notícias na comunicação social.

O ministro, nessa carta, diz claramente que “o número aproximado de portugueses que militam no ISIS foi o já referido publicamente e também divulgado por diversos jornais” e que “a referência à existência de famílias portuguesas que lamentam que os filhos tenham viajado para a Síria vem descrita em vários artigos recentes da imprensa nacional”. Machete acrescenta ainda não ter dado “qualquer pormenor que permita identificar pessoas concretas”. Segundo apurou o Observador, esta última questão é a mais delicada nas declarações do MNE – dizer-se que os portugueses jihadistas querem regressar pode pôr em causa a sua vida na organização onde ainda militam ou inviabilizar qualquer tentativa de fuga.» [Observador]

      
 Deixem-se de histerias
   
«As pessoas espantam-se com cada coisa. Agora é porque um tribunal superior diz que nas mulheres a atividade sexual serve sobretudo para a procriação, logo depois dos 50 e já tendo parido dois filhos não poder ter sexo não releva grande coisa para efeitos de indemnização por danos, e dá como assente que uma mulher deve cuidar do marido.

Isto no país e na semana em que, reagindo ao caso do homem que em Soure, Coimbra, matou a mulher e uma filha à facada e deixou outra filha ferida, um porta-voz da GNR disse ao DN: "É difícil perceber, ainda para mais quando se atacam os filhos. Pertence ao domínio da psicologia." Ora bem. Se o homem matasse só a mulher seria mais fácil perceber, até porque é o pão nosso de cada dia, a gente já não estranha (só até junho foram 24, uma por semana) - e, como daquele senhor tão engraçado chamado Palito que, estando com pulseira eletrónica por violência contra a ex-mulher foi de caçadeira para a matar e matou a ex-sogra e a irmã dela por se meterem à frente, diziam os populares (as populares, aliás) que o aplaudiram à porta do tribunal, "se fez aquilo alguma razão teria."

Aliás, como nos lembrou nesta mesma semana e neste mesmo país o presidente da Federação das Associações de Ciganos, contestando um projeto parlamentar de criminalização de casamentos forçados (de menores, portanto), o papel da mulher está muito bem definido e o resto são aberrações que podem levar os homens à loucura e o mundo à ruína: "A cigana é preparada para o casamento. As ciganas aprendem a lavar, a coser, a passar a ferro, a fazer tudo. Ao contrário da sociedade maioritária em que a maioria delas nem sabem fritar um ovo. Até se vê mulheres a conduzir um automóvel e os maridos a conduzir carrinhos de bebé. As nossas são 100% femininas, 100% donas de casa."

O mesmo país em que estas declarações passam sem uma única reação institucional de repúdio (fosse um muçulmano a debitá-las, ui), que é o mesmo país em que uma proposta de criminalizar o assédio sexual das mulheres na rua é acolhida com gozo - o argumento predileto é "só as feias não gostam" - e no qual a quebra da natalidade é invariavelmente imputada à "dificuldade de conciliar maternidade e trabalho", é também o mesmo em que uma loja pode apostar, como estratégia de marketing, num cartaz à porta a dizer "homens e cães podem entrar, mulheres não." Fosse "proibida a entrada a negros", "judeus" ou "ciganos", isso sim, era inaceitável, discriminatório, insultuoso. Mas é com mulheres, pá. Qual é o problema de discriminar e insultar as mulheres, que, toda a gente sabe, já não se podem queixar de falta de igualdade? Se calhar queriam valer mais do que os homens, ou ter um estatuto intocável, não? Um bocadinho de sentido de humor, vá. E digam lá se aquele acórdão, bem vistas as coisas, não é a nossa cara.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

      
 O país da bandalhice
   
«“O Banco Espírito Santo e a Portugal Telecom eram classificados nas primeiras posições de vários ‘rankings’ de ‘corporate governance’ [gestão empresarial]. As regras formalmente estavam lá, mas não eram cumpridas”. É este o diagnóstico feito por Carlos Tavares dos acontecimentos que levaram ao colapso do Grupo Espírito Santo e aos problemas na Portugal Telecom. O presidente da CMVM nota que “nos EUA ninguém ousa mentir aos reguladores e supervisores”. “Aqui, infelizmente, as penas são ligeiras, se é que há algumas”, lamentou na quinta-feira, durante uma conferência organizada pelo Jornal de Negócios e pela corretora GoBulling, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), em Lisboa.

O presidente da Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM) alertou que “os modelos podem ser perfeitos, mas não funcionam se as pessoas que os executam não forem as adequadas”, considerando que os gestores, sobretudo, das empresas cotadas em bolsa, têm que ter “ética” e “competência”. “O não cumprimento das regras tem que ser penalizado”, defendeu Carlos Tavares, acrescentando que é necessário “encontrar mecanismos que sejam dissuasores dos maus comportamentos”.» [Observador]
   
Parecer:

O que Carlos Tavares disse é que é mais perigoso investir na bolsa portuguesa do que ir para uma favela do Rio de Janeiro exibir um anel de diamantes, a probabilidade de ficar sem um dedo é maior se o meter no mercado português.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 "Vamos brincar aos pobrezinhos"
   
«O eco daquelas palavras ainda perdura. No verão do ano passado, numa reportagem do Expresso na Comporta, um membro da família Espírito Santo falou de um café onde, gracejou, iam "brincar aos pobrezinhos". A frase foi glosada, citada, criticada e irritou muitos membros da família, cujo nome estava a ser afetado por causa de uma frase disparatada de um membro sem qualquer relevo pessoal ou profissional na vida do grupo.

Nessa altura, a crise dentro do Grupo Espírito Santo não tinha ainda rebentado nos jornais, o que aconteceria em setembro, com a primeira notícia sobre os problemas financeiros na Espírito Santo International a ser publicada no Expresso, em setembro. Meses depois, a situação estava já descontrolada. Em abril deste ano, Ricardo Salgado já afirmava numa reunião do Conselho Superior: "Estamos quase pobres". A brincadeira acabara. 

A reunião é relatada na edição de hoje do jornal "i", que cita frases entre aspas dos intervenientes de um plano que visava salvar o Grupo Espírito Santo: Ricardo Salgado e José Honório, curiosamente antigo gestor de Pedro Queiroz Pereira, inimigo frontal de Salgado. Salgado quis José Honório a trabalhar consigo. E para isso precisou de convencer a família a contratá-lo - e pelo preço que o gestor exigia, que implicava um custo de 2,1 milhões de euros por ano.

"Estamos quase pobres, mas se é preciso investir em alguém com estas qualificações é este tipo e não é outro. Não conheço outro em Portugal", afirmou Ricardo Salgado, para persuadir a sua família na contratação de José Honório, que classifica nessa reunião de início de abril como um "tipo brilhantíssimo", segundo cita o "i" desta sexta-feira. » [Expresso]
   
Parecer:

Uma família com sentido de humor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Ela acredita!
   
«Maria Luís Albuquerque foi a primeira oradora nas terceiras jornadas parlamentares conjuntas do PSD e CDS-PP, que esta manhã começaram em Lisboa, na Sala dob Senado da Assembleia da República. Segundo a ministra das Finanças, "as bases para o crescimento estão construídas, o que permite olhar para o futuro com mais esperança".

As exigências orçamentais impostas ao país nos últimos anos vão agora ser reduzidas, permitindo um aumento de esperança e de melhoria nas condições de vida e de trabalho de muitas famílias, garantiu a ministra.

Confiante numa recuperação da actividade económica, Maria Luís Albuquerque acredita que "com o aumento do salário mínimo e com o aumento do rendimento de muitos pensionistas", as famílias vão poder finalmente ver o seu poder de compra crescer.» [Expresso]
   
Parecer:

Esta rapariga é uma crente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Jornadas parlamentares: não se fala da "culigação"
   
«As jornadas parlamentares conjuntas entre PSD e CDS, que decorrem entre sexta-feira e sábado, terão um tema sobre o qual não se falará: a coligação. O pedido foi feito pelo líder do Governo. Passos Coelho não quer pôr já na agenda pública o tema e censurou este ponto da lista de pontos em debate, escreve o Diário de Notícias.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Não se fala de nada que possa incomodar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Portas se vai ou não "culigar-se" a Passos.»

 Não, era remediado!
   
«Pedro Passos Coelho está de visita ao Luxemburgo. O programa desta quinta-feira teve na agenda uma visita a uma escola onde a maioria dos alunos é portuguesa. Uma menina surpreendeu o primeiro-ministro e Nuno Crato: “O Passos Coelho também era pobre quando era pequeno?”

A pergunta foi feita a Nuno Crato por uma menina que não teria mais de seis, sete anos. O ministro da Educação, embaraçado e trocando olhares com o primeiro-ministro, respondeu: "Passos Coelho é o primeiro-ministro. Acho que não, acho que não. Não era rico. Que eu saiba não era rico, mas pobre, pobre não era."» [Público]
   
Parecer:

Não era pobre mas era esperto, como se viu depois na Tecnoforma.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Falam, falam, mas não dão a cara
   
«As garantias dadas esta quinta-feira por António Costas ao PÚBLICO relativamente à pluralidade nos órgãos nacionais do PS poderão ter travado uma eventual candidatura alternativa à do futuro secretário-geral. Mas fontes afectas a António José Seguro dizem que há pessoas disponíveis, mas para já ninguém quer dar a cara. Os apoiantes do ex-secretário-geral dizem que só decidem se desistem de uma candidatura própria a 6 de Novembro, dia quem que António Costa apresentará a moção ao Congresso de Lisboa.

Mas o agitar de uma eventual candidatura alternativa a Costa não tem apenas a ver com a questão da pluralidade nos órgãos nacionais, vai para além disso. Seguro saiu de cena, mas os seus apoiantes estão activos e temem “o caminho da esquerdização” - é assim que o classificam -, que António Costa está a tomar ao chamar para a liderança do grupo parlamentar Ferro Rodrigues e ao entregar a vice-presidência da bancada a Vieira da Silva. Alguns deles lembravam, de resto, que quem assinou o memorado com a troika foi o PS e que alguns daqueles que defendiam que a dívida devia ser suspensa estão com Costa, numa alusão ao deputado Pedro Nuno Santos que, num jantar de Natal do PS, disse que se estava a “marimbar para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou”.

“Com esta gente fica-se com a ideia de uma certa esquerdização no PS e isso é preocupante. Isto é o regresso ao passado e o futuro do país não passa pelo passado”, disse ao PÚBLICO  um apoiante de Seguro nas primárias. A mesma fonte, que pediu para não ser identificada, lembra que o PS quando ganhou eleições foi ao centro e não à esquerda, e adverte que as legislativas de 2015 não estão ganhas. Marinho e Pinto, que lidera o Partido Democrático Republicano, e Rui Tavares, do Livre, vão tirar muitos votos ao PS, acreditam apoiantes de Seguro.» [Público]
   
Parecer:

Porque será que os apoiantes de Seguro não dão a cara pelas suas ideias?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Cobardolas!»
 Macedo irritado com o Cota das Necessidades
   
«Miguel Macedo tem fama de ser um político ponderado na gestão da sensível pasta que tutela, a Administração Interna. Nada o incomoda mais do que holofotes virados para questões operacionais de segurança nacional. Por isso, fontes próximas do ministro garantiram ao DN que o calmo Macedo não terá conseguido esconder a sua "irritação" quando ouviu o colega, ministro dos Negócios Estrangeiros, falar publicamente daquele que é a mais tabu das suas pastas, o terrorismo.» [DN]
   
Parecer:

O homem tem toda a razão, é preciso ter muita paciência para aturar o cota do ministério dos Negócios Estrangeiros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao cota porque não retira da política.»
  
 Obrigadinho ó Santinha
   
«O ministro da Economia, António Pires de Lima, referiu-se hoje a uma série de "tentações" a que o Governo resistiu, como o aumento do IVA em 2015, das taxas aeroportuárias e das taxas de dormidas.

"Resistimos em Conselho de Ministros à tentação de aumentar o IVA em 2015", afirmou Pires de Lima numa intervenção nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, que decorem hoje e sábado na Assembleia da República.» [i]
   
Parecer:

Para a Santinha da Horta Seca os portugueses devem estar gratos ao governo pelo que de bom faz, mas também e sobretudo pelo que de mau não faz.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que regresse às Super Bocks.»
  

   
   
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sexta-feira, outubro 24, 2014

A aritmética de um país corrompido

Somem os administradores não executivos das centenas de empresas do universo do GES ligados à política, os múltiplos favores desde o emprego para o filho do alto dirigente do Estado, do senhor magistrado ou do governante, o crédito facilitado à filha do político, a bolsa para o filho promissor do deputado e muitos outros grandes, médios e pequenos favores.
  
Somem os mesmos favores concedidos pela generalidade dos bancos, das empresas petrolíferas, das empresas do negócio da electricidade e gásnatural, das cimenteiras, das empresas de telecomunicações, das empresas proprietárias de escolas de ensino privado, do universo de empresas que precisam de favores do Estado, favores que envolvem fixação de preços, concessão de subsídios, exigências ambientais, avaliações de qualidade, etc., etc..
  
Somem as despesas com fundações muito bem intencionadas que organizam seminários, que pagam a autores para escreverem livros, que organizam viajens, que pagam bolsas a filhos de amigos.
  
Somem os altos patrocínios dados pelas empresas atrás referidas a eventos organizados por instituições como os sindicatos de magistrados.
  
Somem os orçamentos publicitários geradores de receitas para as empresas de comunicação social que pela pena dos seus articulistas podem influenciar a opinião pública, acrescentem as viagens pagas, os cabazes de Natal, as prendas dadas a diversos títulos. Somem o orçamento das grandes empresas para prendas de Natal, prendas de aniversário, oferta de viagens e de obras de arte.
  
Agora verifiquem entre as personalidades públicas que influenciam a opinião pública como comentadores, que detêm altos cargos da Administração Pública, que exercem cargos nas magistraturas ou como políticos e excluam os que nada receberam.
  
Quantas das personalidades que diariamente nos aparecem nos ecrãs das televisões não beneficiam deste imenso bolo de corrupção? Quantos podem dizer que nunca receberam nada a título de favor da imensidão de empresas que se alimentam das facilidades dadas pelo Estado? Quantos podem dizer que nunca foram comprados?
  
Quanto do luxo dos nosso políticos, quantas das viagens de férias ao Brasil, quanto dos carros de alta cilindrada que vemos em Lisboa, quantas das vivendas e apartamentos de férias, quanta da boa vida não é paga o facilitada por esta imensa pirâmide de corrupção que envolve uma boa parte da elite do país que ao longo de décadas foi instalando um imenso esquema de corrupção, de compadrios e cumplicidades e de favores?
   
Ai se o Ricardo Salgado falasse! Enfim, o Ricardo Salgado, o Jardim Gonçalves, o Oliveira e Costa e muitos outros. Talvez os portugueses percebessem o que impede o país de se desenvolver e ficariam a saber o grande logro que tem sido uma austeridade que apenas visa criar um balão de oxigénio para que este esquema sobreviva durante mais alguns anos.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Cacilheiro 'Dafundo', Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Marques Guedes

Marques Guedes sabe muito bem que o seu governo tem usado a falsa reforma do IRS para disfarçar a manutenção da carga fiscal, recorrendo a frequentes falsas fugas de informação para gerir a imagem na comunicação social, chegando ao ponto de discutir a reforma com toda a gente menos com o PS para depois vir defender pactos e acordos nesta matéria.

Vir agora queixar-se de que a reforma é criticada com um documento provisório revela a má fé d eum governo que usa esses documentos para atirar barro à parede e quando percebe que está em maus lençóis dá o dito por não dito para aparecer com uma nova versão. O argumento de Marques Guedes só revela falta de honestidade.

«Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes defendeu que a introdução de uma "cláusula de tratamento mais favorável" pode "obrigar a Autoridade Tributária e Aduaneira a ter algum trabalho complementar", mas abrange "situações marginais, minoritárias" e "não mexe com a simplificação geral da reforma".

O ministro da Presidência contestou que esteja em causa uma "trapalhada" do Governo e sustentou que as críticas à proposta de alteração do IRS foram "todas feitas com base num documento que não era o documento final que foi aprovado no Conselho de Ministros" na semana passada.

Contudo, referiu que, desde então, "houve mais do que uma alteração" ao diploma, escusando-se a adiantar quais. Questionado se a proposta de reforma do IRS já continha a chamada "cláusula de salvaguarda" quando foi apresentada aos jornalistas, na quinta-feira passada, o ministro não quis esclarecer "qual foi o momento em que o Governo decidiu que deveria haver uma cláusula de tratamento mais favorável"» [Notícias ao Minuto]

 Dúvida

Porque razão para se renovar a carta se tem de fazer um exame médico a partir de certa idade e para ser ministro ou presidente não importa o estado de saúde físico ou mental? Não seria melhor confirmar se Rui Machete está mesmo em condições de desempenhar o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros? Cada vez que abre a boca ou entra mosca ou sai asneira. Aliás, o melhor mesmo era estacionar uma carrinha da inspecção do trabalho junto à Presidência do Conselho de Ministros e levar todo o governo À consulta de medicina no trabalho pois entre sinais de estupidez e sinais de demência há de tudo um pouco neste governo.

      
 Nem a Fitch acredita
   
«O défice público do próximo ano deverá ficar em 3% do PIB, e não em 2,7%, como diz o Governo, porque a economia deve desiludir, ficando bem abaixo do nível usado pelas Finanças para construir o Orçamento do Estado de 2015, diz a Fitch, que na semana passada manteve o rating de Portugal no lixo.

Numa nota enviada às redações, a analista da Fitch que segue Portugal, Michele Napolitano, repete os receios de vários especialistas, designadamente da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), dizendo que o crescimento tenderá a ser mais fraco do que diz o Governo e que o ajustamento orçamental está mais baseado em medidas circunstanciais e temporárias, e não em cortes permanentes da despesa.» [DN]
   
Parecer:

Isto vai de mau a pior.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à Maria Luís.»
  
 Está a ser pago IMI em excesso
   
«Os contribuintes portugueses estão a pagar cerca de 244 milhões a mais em Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), de acordo com um estudo da revista Dinheiro & Direitos da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidor (DECO), O número é resultado das simulações realizadas na página da ação “Pague menos IMI”, a partir de parâmetros como a idade e o valor de construção dos imóveis, que não foram revistos de forma automática.

Joaquim Rodrigues da Silva, jurista e porta-voz da ação, explica como foi calculado o valor em comunicado à imprensa. “O nosso simulador contabilizou que, em média, a poupança que cada contribuinte poderia obter, se a lei fosse justa, seria de 18,75 por cento. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, o Estado arrecadou, em 2013, 1300 mil milhões de euros em IMI. Uma vez que, desse bolo, 18,75% estão a ser cobrados em excesso, 244 milhões de euros é o montante exigido a mais aos contribuintes”.» [Observador]
   
Parecer:

Até onde se pode ir apra aumentar a receita fiscal?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver onde isto vai dar.»

 Marinho Pinto
   
«O deputado eleito pelo MPT não esteve presente na sessão de despedida de Durão Barroso e de balanço de cinco anos da sua presidência da comissão europeia. Hoje, também faltou à eleição do novo colégio de comissários. E, claro, aos restantes trabalhos parlamentares.» [Expresso]
   
Parecer:

Digamos que estamos perante um político da treta que se fez eleger para representar os portugueses e agora anda a baldar-se.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Mais um  show Opus Macedo
   
«O Governo aprovou esta quinta-feira de manhã uma comissão composta por vários ministérios para o combate ao ébola. Disse o ministro da Presidência que a criação da comissão não se deve a nenhum facto novo, mas servirá para “eventualmente” “agilizar decisões” caso Portugal seja confrontado com casos de contágio pelo vírus do ébola.

Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, Marques Guedes, referiu que “mais vale prevenir que remediar” e por isso foi criada, a nível político, a comissão. “Portugal tem acompanhado as medidas e esta comissão a nível político é para agilizar a nível da decisão política e adotar as medidas que se tornem, eventualmente necessárias”.» [Observador]
   
Parecer:

O Paulo Macedo parece querer mataras más sondagens com o ébola!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pobre Opus MAcedo.»
  
 Acabou-se o recreio?
   
«Após meses de terror na Síria e no Iraque, algumas das cerca de 3.500 pessoas que deixaram para trás os seus países de origem na Europa para se juntarem ao grupo terrorista autointitulado Estado Islâmico, querem regressar. Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros, já disse que há portugueses nesta situação, mas também há austríacos, britânicos e belgas. Agora, a União Europeia divide-se quanto ao tratamento a dar a estes jihadistas regressados. Enquanto algumas vozes no Reino Unido têm vindo a defender a retirada da nacionalidade aos ex-combatentes, outros deputados europeus, como a portuguesa Ana Gomes, querem que estas pessoas mantenham todos os direitos no regresso e sejam julgadas nos seus países de origem por atos de terrorismo.

Na quarta-feira debateu-se no Parlamento Europeu a importância da rápida aprovação do Registo de Nomes de Passageiros, que vai permitir aos Estados-membros monitorizarem quem circula no espaço aéreo dos 28 de forma concertada. Uma ferramenta que teria sido útil no combate à fuga de europeus para se juntarem ao Estado Islâmico e, com este mote de combate ao terrorismo, o debate fez com que vários eurodeputados em plenário se pronunciassem sobre este fenómeno, especialmente ao tratamento jurídico a ser aplicado a quem quer regressar agora aos seus países de origem.» [Observador]
   
Parecer:

Enquanto mataram por prazer sem receio de correrem riscos esta gente divertiu-se numa orgia de sangue, agora que as bombas começam a cair perto e a situação se vai inverter querem regressar e ainda contam com apoio diplomático para não correrem riscos. A verdade é que a maior parte destes assassinos vão ser bombas-relógio pois não há provas contra a maioria deles e dificilmente se adaptarão à sociedade depois da orgia de morte que promoveram.

~Estes bandidso destruiram, roubaram e mataram sírios de forma indiscriminada, agora regressam dizendo que nada fizeram e que foram enganados. Não passam de combatentes cobardes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Discuta-se o problema com todas as hipóteses em aberto, incluindo a perda da cidadania.»

 Agora é que repararam
   
«Os partidos da maioria PSD/CDS e o partido ecologista Os Verdes (PEV) envolveram-se esta tarde num debate fervoroso no Parlamento. Em causa estava a “legitimidade democrática” dos ecologistas, que começou por ser posta a cheque pelo deputado do PSD Jorge Paulo Oliveira e que depois foi validada pelo líder parlamentar Luís Montenegro. São os Verdes um partido verdadeiro, ou um “partido satélite”? O mote foi lançado no Parlamento, e o CDS pediu mesmo que o assunto fosse discutido na próxima conferência de líderes. Para já, os ânimos incendiaram-se – e com direito a murros na mesa.

Tudo começou durante um debate sobre a fiscalidade verde quando o deputado José Luís Ferreira, depois de o PSD ter acusado Os Verdes de serem um “partido satélite” e de ter sido o líder parlamentar do PCP a dar “a tática” das intervenções, ter atirado à bancada da maioria que tem tanta legitimidade democrática como os restantes. “Eu fui eleito nas mesmas condições do que o senhor deputado, porque a minha legitimidade é exatamente a mesma da sua”, disse, apontando o dedo ao social-democrata Jorge Paulo Oliveira.

Não é o que pensam, contudo, os partidos da maioria. “O que fazem aqui, com a anuência de todas as bancadas, incluindo as maioritárias, é uma fraude da representatividade democrática”, atirou o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que entretanto tinha entrado na discussão em defesa da bancada. Para Montenegro, o PEV tem “o dobro do tempo e da capacidade de apresentar iniciativas no Parlamento”, já que na Assembleia se separa do parceiro de coligação eleitoral, o PCP. Uma situação que prejudica o CDS, diz, “porque tem mais representatividade, mas menos tempo de intervenção e menos possibilidade de usar os instrumentos” democráticos.» [Observador]
   
Parecer:

Quando os verdes votavam moções contra o anterior governo a direita nunca se sentiu incomodada. É evidente que a representatividade dos verdes não passa de um estratagema para o PCP disfarçar o seu programa atás de uma falsa frente popular e para ter dois grupos parlamentares.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»


   
   
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quinta-feira, outubro 23, 2014

Rir é mesmo o melhor remédio

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Já se percebeu que Passos Coelho é o dono deles todos e que nem a coligação rompe nem Cavaco convoca eleições antecipadas, isso significa que teremos de aguentar estes gajos durante mais um ano. Teremos de aturar o Crato com aquele ar de cão de raça abandonado, a ministra da Justiça a dizer baboseiras com pinta de catedrática, o Opus Macedo em perante propaganda que evidencie as suas grandes qualidades de gestor, o Miguel Macedo a pedir a todos os anjinhos que chova em Agosto e por aí adiante.
  
Não vale a pena levar a sério um debate sobre a reforma do Estado conduzida por Passos Coelho com base no guião de Paulo Portas. Até porque com as entidades internacionais não se brinca e se a memória não me atraiçoa este governo chegou a encomendar um estudo ao FMI (Janeiro de 2012) e foi a partir daí que o Portas elaborou o seu guião (Junho de 2013) que, por sua vez, foi aprovado em reunião do Conselho de Ministros de 30 de Outubro de 2013 com direito a mais uma conferência de imprensa de Portas. Na ocasião o Luís Marques Guedes, ministro da Presidência, até esclareceu que o Guião correspondia a medidas já adoptadas e que a reforma do Estado já estava em curso.
  
Isto é, o muito divertido Passos Coelho vem sugerir ao país que debate agora uma reforma quee já foi feita, que seguiu um guião já aprovado e que teve em conta as propostas do FMI? Passos Coelho está a gozar com o Paulo Portas, com todos os membros do seu governo, com os portugueses ou com o FMI? É óbvio que este governo começa a dar sinais de demência mental e não pode ser levado aa sério. Resta-nos ver as coisas pelo seu lado positivo e como bons portugueses que somos podemos iludir as dificuldades inventando anedotas em torno de um governo que já é também uma anedota.
  
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Há melhor anedota política que uma desastrada Paula Teixeira da Cruz que depois de se ter espetado com a sua reforma que estava por fazer há 200 anos e agora promoveu uma caxa às bruxas para identificar os culpados para o desastre que ela própria promoveu? A senhora que prometeu o fim da impunidade anda agora em busca de responsáveis no plano disciplinar que a poupem de responsabilidades políticas.
  
Mais expedito na caça às bruxas foi o Crato que não precisou de qualquer processo de averiguações para identificar o director-geral que devia ser demitido e agora que o problema persiste descobriu que, afinal, a culpa era do sistema de colocação de professores, uma sugestão do grande especialista em questões de ensino, um tal Cavaco Silva que em tempos foi professor e que faz lembrar o tal professor que foi colocado em mais de cinquenta escolas, também Cavaco tinha um horário na Universidade Nova onde faltava para poder dar aulas na Católica. Pelos vistos o nosso divertido presidente ficou a perceber muito de horários e de colocação de professores.
  
Este governo é uma anedota e já nem vale a pena fazer manifestações ou esperas para gritar contra a presença dos seus ministros. O melhor mesmo é ver as coisas pelo lado positivo e se a economia não dá alegrias a ninguém resta-nos rir por conta das palhaçadas a que vamos assistindo. Palhaçadas como aquela de os que não fazem filhos terem de pagar mais IRS para financiarem os preservativos dos que já têm muitos filhos através de um benefício fiscal.
 
Levar a sério os discursos do Cavaco, as inconfidências do marques Mendes, a reforma do Estado do Passos, os palpites do Marcelo, os processos de averiguações da Paula Teixeira da Cruz, as encenações conta o ébola do Paulo Macedo, as informações sobre jihadistas do Miguel Macedo, as fórmulas dos concursos do Crato, os guiões do Paulo Portas, os benefícios fiscais amigos da família do Núncio Fiscólico ou as preocupações sociais do Lambretas? Pura perda de tempo, o melhor que temos a fazer não é debater, protestar, berrar ou dialogar, a única coisa que há a fazer e a melhor oposição afazer a esta gente é rir, rir à gargalhada.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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A Baixa de Lisboa vista desde o miradouro do Elevador de Santa Justa
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

Passos Coelho entrou em modo eleitoral e como já não engana ninguém com baboseiras e mentiras optou por regressa ao estatagema do diálogo e dos debates, o incompetente que não debateu com ninguém o que tem feito nos mais diversos domínios quer agora debates. Desde que António Costa chegou à liderança do PS que se desdobra em propostas, começou com o Paulo Macedo a defender o debate na saúde, depois foi Passos Coelho a propor um debate da Segurança Social, de seguida veio o Núncio Fiscólico propor um debate da reforma do IRS, agora é de novo Passos a querer debater a reforma do Estado.

É o truque de quem não quer discutir o que fez e prefere ficar a ouvir o que os outros propõem para estar na posição confortável de quem critica. Mas Passos está enganado, ninguém quer debater com ele ou com Portas o que quer que seja. Enquanto o PSD e o CDS forem liderados respecticamente por Passos Coelho e Paulo Portas não têm credibilidade para serem interlocutores de qualquer debates. a reforma do Estado, que reformou a segurança social vem agora querer debates como se nada tivesse acontecido?

A verdade é que Passos Coelho e Paulo Portas perceberam que estão derrotados, que já não passam de impostores e precisam que seja a oposição a dar-lhes com debates a credibilidade que perderam depois de tanta maldade e incompetência. Para a proposta de Passos Coelho só pode haver uma resposta, a famosa resposta que um dia deu o saudoso almirante Pinheiro de Azevedo.

PS: Aposto com quem quiser que dentro em breve Cavaco Silva virá defender o debate em torno das grandes questões nacionais. Recorde-se que esta estratégia da direita teve a luz verde de Cavaco Silva no seu discurso do dia 5 de Outubro.
 
«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, voltou hoje a defender a necessidade de Governo e da oposição discutirem os problemas do país, afirmando querer “um amplo debate nacional sobre matérias importantes” como a reforma do Estado.

“Gostaria muito que nós conseguíssemos fazer um amplo debate nacional sobre estas matérias que são importantes. Os governos duram o que têm que durar nos termos da Constituição e desde que não haja crises (…). Temos este tempo ainda para que o Governo governe e para que a oposição faça oposição, mas entre quem governa e quem faz oposição tem de haver espaço para discutir os problemas do país”, afirmou Pedro Passos Coelho, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez.» [Observador]

 Vamos ajudar Passos a pagar a dívida

Se a palavra de Passos Coelho em relação aos credores valer tanto como vale quando se dirige aos portugueses então o melhor é esperarem sentados pois o ainda e por enquanto primeiro-ministro nunca cumpriu qualquer promessa e a sua palavra vale menos do que o BES mau. Além disso, Passos Coelho anda a dizer que paga mas a verdade é que a dívida tem aumentado e pelas políticas que tem adoptado é óbvio que nuca pagará nada.

Portanto, os que concordam com Passos Coelho e acham como eu que a dívida é mesmo para pagar devem começar por defender o eu defendo e correr com este primeiro-ministro.

 Comentário imaginário do Portas para o Passos Coelho

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Depois disto podemos imaginar o Portas a dizer ao Passos:

"Quem é amigo, quem é amigo? Deves-me uma!"

 A dúvida dos dias que correm

Durão Barroso vai regressar ao seu tachico de consultor do BES no BES bom ou no BES mau?
  
 Experimentem fazer o mesmo ao cavaco


      
 As metáforas de Passos e chorar por mais
   
«Antes das últimas eleições legislativas, em janeiro de 2011, Passos Coelho disse dos seus: "O PSD não está cheio de vontade de ir ao pote." Ontem, à espera das próximas eleições, Passos Coelho falou dos outros, "os que olham agora gulosamente para as eleições". Assinale-se a coerência lambareira da análise. Vamos a caminho de quatro anos e o pensamento do primeiro-ministro não sai da papila gustativa. A política externa? "Hummm, crepes Suzette..." E quanto à Defesa? "Brigadeiros, claro." E a dívida pública, senhor primeiro-ministro? "De comer e chorar por mais!" Não é que eu não goste, gosto. Mas não é a ideia que tenho de debate eleitoral, ver qual o político que mais passa a língua pelos lábios. Preferia que a política pusesse sobre a mesa mais ideias e menos sobremesas. Além de que, com a má fama que o açúcar começa a ter na política da Saúde, eu não entendo a insistência de Passos Coelho em ser acusado do aumento da diabetes. Ontem, frase completa usada para repetir a que já se vai tornando habitual política de faca e garfo era contra aqueles que "sabem alimentar-se da desgraça e que olham gulosamente para as eleições". Como veem, é uma preocupação com o dar ao dente própria de um país subalimentado. Já enjoa. A única justificação que vejo é a de lembrar que nem todo o setor bancário está em crise. O Banco Alimentar contra a Fome tem em Passos Coelho um propagandista incansável.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 E proque não cortam também os ditos?
   
«Mota Soares não quer que quem recebe prestações sociais tenha mais rendimentos do Estado do que se recebesse um salário e, por isso, o Governo vai impor um teto para quem recebe Rendimento Social de Inserção, Subsídio Social de Desemprego e subsídio de doença. Disse Mota Soares que estas são prestações sociais do regime não contributivo que substituem rendimentos do trabalho e que “não devem os beneficiários com idade e capacidade para trabalhar, que recebam prestações sociais, receber mais do Estado do que receberiam se auferissem rendimentos do trabalho”.

Para as contas do rendimento vão contar todas as prestações sociais que uma família receba: desde o abono de família, aos apoios à educação ou à habitação, muitos deles concedidos por câmaras municipais, mas o corte será apenas nas prestações não contributivas que substituam os rendimentos do trabalho. Ou seja, nas contas do Governo entra o subsídio social de desemprego, o subsídio de doença e ainda o Rendimento Social de Inserção.» [Observador]
   
Parecer:

Grandes f......
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Recomende-se a entrada destes fdp no Reino dos Césus.»
  
 O "ai aguentam" na versão suave
   
«“A estratégia orçamental é correta e seja quem for que esteja no poder não vai poder ter objetivos quantitativos muito diferentes destes”, defende Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, em comentário à proposta de Orçamento do Estado para 2015. “Não há varinhas mágicas” atira.

O presidente do BPI defende que “Portugal não tem grande margem de manobra para fazer muito diferente disto”. “Vamos ter de viver muitos anos a fazer isto”, diz o banqueiro, referindo-se à consolidação orçamental e a geração de saldos primários da despesa (sem juros) positivos.» [Observador]
   
Parecer:

Este senhor era mais inteligente se ficasse calado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o banqueiro à bardamerda.»

 PSD quer conhecer filiações secretas?
   
«O PSD ameaça obrigar todos os políticos a declararem publicamente todas as suas filiações, mesmo as secretas (Maçonaria, Opus Dei, etc).

A ameaça foi feita pela deputada Teresa Leal Coelho, vice-presidente do partido, numa reunião da Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, no final de uma reunião sobre se os registos de interesses dos fiscais das 'secretas' devem ou não ser públicos.» [DN]
   
Parecer:

Pode muito bem dar o exemplo e divulgar as filiações secretas dos membros do governo, a começar pelos que são da Opus Dei. Esta velha dirigente do Benfica de Vale e Azevedo é um pouco agressiva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»

 Desaparecimento oportuno
   
«Os documentos do Centro Português para a Cooperação (CPPC) - fundado por Passos Coelho em 1996 - terão sido enviados para o Ministério do Emprego, mas não se sabe onde se encontram.

O Ministério da Solidariedade, do Emprego e Segurança Social disse ao Público que não consegue encontrar os documentos relacionados com o CPPC de Passos Coelho, que lhe foram enviados em 1997.  

Dia 3 de outubro foi feito um requerimento para consultar os documentos arquivados "que tenham a ver com projetos e pedidos de financiamento apresentados entre 1996 e 1999" pelo CPPC, e é na sequência deste que o gabinete de Mota Soares fez saber ao Público que os documentos estão desaparecidos.» [DN]
   
Parecer:

Há desaparecimentos que vêm mesmo a calhar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Agarrem-me senão vou-me embora
   
«Em português comum, Durao Barroso disse que "o futuro a Deus pertence". Ou que "l'avenir apartien a Dieu", porque a plateia era maioritariamente francesa e a mensagem era para ser compreendida. Ontem à noite, numa livraria do centro de Estrasburgo e depois de ter feito o seu último discurso ao Parlamento Europeu, o presidente cessante da Comissão Europeia foi a figura principal do lançamento de um livro sobre os seus dez anos de líder europeu.

Falou sobre o seu futuro, mas deixou quase tudo em aberto. "Provavelmente, vou continuar a intervir na vida pública" e seguir as questões "europeias e internacionais". De fora e "seguramente" está a hipótese de um regresso "à vida política activa", hipótese que Barroso já por diversas vezes tinha afastado.

O que vai fazer, então, José Manuel Durão Barroso? A resposta é vaga. Garante não estar "mal de convites", mas há "questões pessoais e familiares" a resolver antes de uma decisão definitiva. Barroso referiu-se concretamente a uma futura actividade em "seminários, conferências e universidades", mas não referiu quais, quando ou de que forma irá ser feita essa colaboração.» [Expresso]
   
Parecer:

Compreende-se que o futuro político seja incerto, por cá os portugueses ainda não o esqueceram, o Cavaco não dá mostra de ter uma doença impeditiva e ninguém lhe pode assegurar que seja Passos a escolher o próximo candidato presidencial da direita, até porque o CDS já o excluiu ao lançar Marcelo. O melhor é mesmo tentar um lugar junto ao filho no BdP que para isso pode contar com a generosidade do Ti Costa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Até tu Juncker?
   
«O futuro presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse hoje que estão enganados os que pensam que apenas a austeridade pode levar à retoma económica, defendendo que as regras da disciplina orçamental devem ser acompanhadas de flexibilidade.

"Àqueles que pensam que excessiva austeridade leva automaticamente à melhoria da economia e à criação de postos de trabalho, devo dizer-lhes que devem abandonar essas ideias. O desaparecimento do défice e da dívida não leva automaticamente ao crescimento, ou a Europa estaria a crescer imenso", afirmou hoje de manhã Juncker na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.» [DN]
   
Parecer:

Um dia destes o Passos ee a Luís ficam a falar sozinhos, isso se não aparecerem a defender a flexibilização do défice acusando o PS de falta de diálogo para o permitir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Afinal Nogueira Leite não emigrou
   
«António Nogueira Leite criticou o Governo por não ter realizado uma verdadeira reforma do Estada, considerando que não há pessoas com capacidade de gestão e organização do Estado no executivo.

"Há uma questão marcante que é a reforma do Estado, que não foi feita. Isso resulta da falta de pessoas no Governo com capacidade de gestão e organização do Estado", disse António Nogueira Leite.» [DN]
   
Parecer:

Os impostos aumentaram mas Nogueira Leite não cumpriu a sua promessa de se ir embora. Veremos se é o aumento dos impostos do OE2015 que o convencem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Salganhada
   
«O pai da reforma de IRS considerou esta quarta-feira uma “salganhada” a proposta do Governo nesta matéria. Para o fiscalista Rui Morais, nomeado pelo Governo para entregar a proposta de revisão de IRS (o que aconteceu durante o verão), a solução encontrada por Maria Luís Albuquerque tem vários problemas. Um deles é fazer com que as famílias sem filhos paguem efetivamente mais imposto do que até aqui, apesar da cláusula de salvaguarda que o Executivo diz introduzir para que isto não suceda.

A intervenção de Rui Morais, noticiada pelo Público, teve lugar durante uma conferência sobre a reforma do IRS e o Orçamento do Estado, organizado pela sociedade de advogados PLMJ, no CCB em Lisboa.

“Queremos tudo. Somos o povo do sol na eira e da chuva no nabal. É evidente que, assumindo como pressuposto a manutenção da carga tributária – num cenário à economista, em que tudo o resto se mantém constante –, obviamente que se há desagravamento do ambiente fiscal para as famílias com dependentes, há um agravamento necessariamente relativo [para] as que não têm dependentes. É tão óbvio… Não percebo como é que se possa mascarar uma coisa destas”, afirmou. “Assim, vamos entrar nesta balbúrdia total que se anuncia, com umas cláusulas de salvaguarda”, disse.

“Agora, esta salganhada… A simplicidade [da reforma], que era a grande bandeira, está manifestamente em risco”, acrescentou, considerando que o critério para saber se uma reforma é boa “é saber se a repartição da carga tributária é mais justa”.» [Observador]
   
Parecer:

Uma boa definição.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 É perigoso andar de bicicleta
   
«Os 5.741 acidentes envolvendo bicicletas provocaram 134 mortos e 284 feridos graves, entre 2010 e 2013, sendo a colisão com veículos motorizados o desastre mais frequente, indicou esta quarta-feira a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Segundo a ANSR, que apresentou uma campanha para prevenir os acidentes com ciclistas, os desastres com bicicletas representaram 4,5% do total de desastres registados nas estradas portuguesas.

Os dados da Segurança Rodoviária adiantam que a maioria dos mortos e dos feridos graves resulta de acidentes registados dentro das localidades, embora nos últimos três o número de vítimas mortais tenha diminuído seis por cento. Os distritos com maior número de mortos foram, entre 2010 e 2013, Aveiro, Faro e Lisboa, refere a ANSR, sublinhando que é entre as 18h e as 21h que se verifica o maior número de acidentes envolvendo ciclistas.

Para promover o convívio entre utilizadores de bicicletas e automobilistas e prevenir para comportamento de risco, a ANSR apresentou hoje a campanha “Segurança dos ciclistas, uma responsabilidade partilhada”, que vai passar nas televisões. “Com os novos direitos que foram consagrados no Código da Estrada, é tentar que o convívio entre ambos (ciclistas e automobilistas) e a partilha do espaço se faça o melhor possível e se consiga reduzir a sinistralidade decorrente dos problemas de convívio entre eles”, disse à agência Lusa o presidente da ANSR, Jorge Jacob.» [Observador]
   
Parecer:

Anda por aí muito azelha e muita besta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Fernando Ulrich trabalha para a desvalorização do Novo Banco
   
«O presidente-executivo do BPI, Fernando Ulrich, diz que há um “mito” que emergiu nos últimos anos e que “há-de interessar a muita gente”: o “mito de que o Banco Espírito Santo (BES) era o grande banco das PME”. O responsável avisa que “se, um dia, porventura um dia viesse a comprar o Novo Banco, só o faria se metade da carteira de crédito do BES não viesse atrás“, referindo-se a um valor na ordem dos 26 mil milhões de euros.

Fernando Ulrich baseia-se “apenas em informação pública” quando diz que “basta analisar o último relatório e contas do BES e verifica-se que da carteira de crédito e garantias em Portugal, cerca de 52 mil milhões no total, cerca de metade, ou 26 mil milhões de euros, está concentrada em cinco segmentos”. A saber: “construção e obras públicas, atividades imobiliárias, sociedades financeiras (basicamente “holdings” em vários grupos), e depois dois “sacos”, um que é serviços prestados a empresas – não sei bem o que isso é – e depois créditos a outras entidades coletivas incluindo futebol e outras”, enumera Ulrich.

Nas rubricas comparáveis, o BPI tem um valor na ordem dos 3,5 mil milhões de euros, afirma o presidente-executivo do banco. Isto “pode fazer parecer que nós sejamos uns azelhas e não vimos a mina de ouro que havia ali”. Mas “eu digo já que entrego os 3,5 mil milhões que o BPI tem nesses cinco setores se, um dia, se porventura um dia viesse a comprar o Novo Banco, só o faria se esses 26 mil milhões não vierem atrás”, atira Fernando Ulrich.» [Observador]
   
Parecer:

O único resultado deste tipo de discursos sem bases e antes dosn resultados das auditorias é a desconfiança e a desvalorização do Novo Banco por parte de quem pode estar interessado na sua compra.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Ti Costa do BdP.»

   
 Naki
   
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