sábado, novembro 15, 2014

O modelo económico do Bobo da Horta Seca

Confrontado pelos jornalistas a propósito do crescimento económico modesto da economia portuguesa, essa grande intelectualidade que Portas trouxe para o governo e que agora faz biscates de bobo da corte explicou as tretas do costume, mas disse algo inovador, o crescimento maravilhoso  da economia portuguesa é uma bênção que devemos agradecer ao novo modelo económico resultante das políticas deste governo.
  
Estamos perante uma evolução do pensamento económico dos estarolas deste governo, algo inovador pois, tanto quanto se sabe, este governo nunca assumiu seguir qualquer modelo económico e durante três anos disse que tudo o que era feito estava previsto no memorando e era culpa de Sócrates. Isto é, o modelo económico de que o Bobo da Horta Seca tanto se gaba mais não é do que o previsto no memorando devidamente aprofundado pelo extremismo troikista de Passos Coelho.
  
Mas o destino tem destas coisas e na mesma semana em que o Bobo da Horta Seca inovou no domínio do pensamento económico do governo o país foi confrontado com os danos colaterais dos visas gold introduzidos em Portugal pelo ministro itinerante Paulo Portas. O destino acaba assim por nos ajudar a entender melhor o modelo económico do Bobo.
  
Uma das variáveis de qualquer modelo e, porventura, a mais importante delas todas, é o investimento, pelo que para entendermos o modelo desenhado por este destacado intelectual do governo devemos procurar entender qual a magnitude deste investimento e no que tem consistido.
  
Depois de três anos com o Estado a reduzir o investimento a zero e mesmo a desinvestir pois desde o túnel do Marão à modernização das escolas deixou muitas obras a meio, tornando obsoleto ou mesmo perdido o ou parte do investimento já realizado, com os investidores privados descapitalizados e sem uma procura interna que lhes dê a confiança necessária e com os investidores estrangeiros a ignorar as maravilhosas reformas que foram feitas para os tentar a investir em Portugal, o investimento foi reduzido a quase zero.
  
Digo quase porque há um domínio onde dizem que houve sucesso, uma verdadeira aldeia gaulesa do CDS, é precisamente o dos visa gold. E são precisamente estes vistos oportunistas e manhosos que Portugal anda a vender à nata de alguns países que o Bobo da Horta Seca e o seu apoderado Paulo Portas consideram ser veículos de investimento. A lógica destes artistas é que dinheiro aplicado na compra de uma habitação de luxo ou um depósito a prazo é investimento. Mas só é investimento se for feito por chineses e angolanos e as aquisições forem feitas em casas.
  
Isto é, quem comprar uma automóvel na Auto Europa ou se um português comprar um apartamento igual ao do chinês ou do angolano ou se investir no BES depois de ouvir as recomendações do governador do BdP não é um investidor, é um sacana que anda a consumir demais.
  
Segundo a lógica destes idiotas todo o dinheiro é investimento desde que seja colocado num banco ou sirva para comprar uma casa de habitação, não havendo qualquer distinção entre estes negócios e um investimento da Ford ou da Microsoft. Ainda por cima são tão palermas que consideram que são os mil milhões que chineses e angolanos investiram e que vão querer de volta daqui a seis anos que vão tapar o imenso buraco que abriram no investimento.
  
Estamos perante um modelo económico muito estranho, o investiemnto é alimentado por dinheiro de origem duvidosa e em vez de emprego cria corrruptos ao mais alto nível.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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O navio de assalto anfíbio "Dixmude" da classe Mistral, Lisboa
(trata-se de um navio igual ao comprado pela Rússia à França e que este país se recusa a entregar [Observador])
  
 Jumento do dia
    
Miguel Macedo

No plano pessoal Miguel Macedo não está em causa no processo dos vistos Gold porque não é arguido neste processo, mas o facto é que uma boa parte dos arguidos são pessoas do seu círculo pessoal e um deles é mesmo dirigente de um organismo que é tutelado pelo MAI e, portanto, é da sua confiança política, com ou sem intervenção da CRESAP foi escolha sua.

Nestas condições resta ao ministro concluir se tem ou não condições políticas para se manter no cargo e parece que acha que sim, mas todos já vimos ministros caírem por muito menos e a partir de agora é um ministro fragilizado. Pode ter a confiança de Passos Coelho mas a questão é saber se seria mais digno sair agora do que ficar exposto a um desgaste acelerado.

PS: A ministra da Justiça não leva o galardão proque esta senhor é um problema que já saíu do foro político. A senhora não parece estar boa e desde há algum tempo só faz asneiras ao mesmo tempo que só dz disparates. Digamos que mete dó.

«Miguel Macedo treme, mas não caiu. Em seis meses, o ministro da Administração Interna viu-se envolvido em mais um caso de corrupção no seu ministério. Desta vez, o caso dos vistos Gold apanhou de surpresa o ministro, que colocou o lugar à disposição, não tendo sido aceite pelo primeiro-ministro.

Há seis meses, tinha sido detido o ex-diretor-geral de Infraestruturas, João Correia, por suspeitas de corrupção em casos de obras para o ministério em ajustes diretos. A detenção ocorreu na sequência de uma auditoria interna que o próprio Macedo enviou para o Ministério Público.

A “bomba” dos vistos Gold rebentou à hora de almoço de quinta-feira. A Polícia Judiciária entrou no ministério, antes das 13h, para fazer buscas relacionadas com a nomeação de um oficial da ligação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em Pequim – seria Maria Guadalupe Mègre, apurou o Observador. Miguel Macedo estava ainda na reunião do Conselho de Ministros, na Teixeira Gomes, quando a polícia resolveu fazer as buscas.» [Observador]

 Conclusão

Disseram aos chineses que em Portugal estava tudo à venda e eles começaram a comprar directores-gerais.

 Investimento?

Paulo Portas insiste em chamar investimento a tudo quanto é dinehrio ou a todas as aquisições. Segundo a lógica destes imbecis quando um cidadão bebe uma bica está investindo na indústria do café da mesma forma que quem compra uma habitação investe na construção civil. Só é pena que em relação aos portugueses que investiram na sua casa de habitação sem terem levado nda que seja "gold" sejam tão perseguidos por impostos e pela máquina fiscal, acabando alguns por ficar sem a casa,

Para esta gente não há qualquer diferença entre um empresário e um traficante, se tem dinheiro e o deposita num banco português ou compra uma casa é promovido a investidor estrangeiro. Já os portugueses que tenham dinheiro ou que comprem casa são gente que anda a consumir demais.


 A realidade contesta a austeridade
   
«A economia portuguesa cresceu 0,2% no terceiro trimestre do ano, conseguindo assim o segundo trimestre consecutivo a crescer, depois de uma queda no início do ano, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na primeira estimativa para os números do terceiro trimestre do ano, o INE dá conta de mais um trimestre de crescimento, mas a ritmo inferior. Neste terceiro trimestre, face ao trimestre imediatamente anterior, a economia cresceu 0,2%. No segundo trimestre do ano a economia cresceu 0,3%.

Recorde-se que, em cadeia, a economia sofreu uma contração no início do ano de 0,4% do PIB.

A explicação, segundo o INE, para o crescimento no terceiro trimestre deve-se a um aumento do consumo por parte das famílias. Com isto, a procura interna aumentou e deu um contributo positivo para o PIB.» [Observador]
   
Parecer:

É uma pena que a ministra saiba tanto de política económica como o pitbull do seu marido e que os imbecis do CDS andem a estudar as estatísticas que lhes dá jeito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Era um fartar vilanagem?
   
«O juiz desembargador Antero Luís – que dirigiu o Serviço de Informações de Segurança e foi secretário-geral de Segurança Interna – terá sido apanhado nas escutas feitas no âmbito da investigação à atribuição de vistos de Gold. Antero Luís está a ser investigado num processo autónomo, segundo noticia o Correio da Manhã esta sexta-feira.

De acordo com aquele jornal, a investigação teve que ser autonomizada por se tratar de um juiz desembargador. É que para poder emitir mandados de detenção ou mesmo conseguir autorização para fazer escutas telefónicas e obter mais provas, é necessária autorização do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, por estar em causa um juiz. As escutas a outros suspeitos foram autorizadas pelo juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre.

Antero Luís foi escutado num telefonema com António Figueiredo, o presidente do Instituto de Registo e Notariado que foi um dos 11 detidos na operação da Unidade nacional de Combate à Corrupção da PJ.

O juiz ter-lhe-á ligado a perguntar se encontraria compradores para um apartamento que um irmão dele detinha na zona de Leiria. O imóvel foi visitado pelos potenciais clientes, mas o negócio não foi fechado.» [Observador]
   
Parecer:

Os chineses estão mesmo a comprar tudo em Portugal, um dia destes ainda compram o cavalo da estátua equestre do D. José no Terreiro do Paço.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Este governo não quer saber a cor do dinheiro
   
«O CDS entende que não se pode pôr em causa a bondade dos vistos Gold, criados em 2012 por iniciativa de Paulo Portas, e está indignado com o ataque que o PCP e o BE fizeram ao agora vice-primeiro-ministro, na sequência da investigação que já levou à detenção de 11 pessoas por suspeitas de corrupção na concessão destes vistos.

“O modelo é bom, magnífico, para captar investimento estrangeiro e muitos países também têm este tipo de vistos. Será um erro pô-los em causa”, afirmou ao Observador o deputado centrista Hélder Amaral. “Todos nós tiramos cartas de condução e há pouco tempo houve um megaprocesso de corrupção e não me parece que se vá acabar com as cartas de condução”, acrescenta.» [Observador]
   
Parecer:

Por este andar até os narcotraficantes mexicanos se vão instalar em Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se essa gente à bardamerda.»

 Passos só deu prejuízo à Tecnoforma
   
«No início de 1998, pouco mais de um ano depois de ter sido criado pela Tecnoforma e por Passos Coelho, o Centro Português para a Cooperação (CPPC) tinha em carteira cinco projectos com um valor superior a 12 milhões de euros. Todos eles aguardavam financiamentos públicos.

Passados dois anos, em Fevereiro de 2000, o seu terceiro e último Balanço de Actividades já se apresentava como uma confissão de fracasso. O destino da organização era aí remetido apenas para o futuro da estratégia de cooperação do Estado português com os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).  

E a cessação da sua actividade, nesse mesmo ano, parece ter uma só explicação: a Tecnoforma angariou quase três vezes mais fundos públicos nos três anos anteriores à criação do CPPC do que este veio a conseguir nos seus três anos de actividade.  

Afinal, o homem que “abria todas as portas”, como o fundador da Tecnoforma definiu Passos Coelho, revelou-se uma aposta sem qualquer valor para a empresa. Pelo menos até ao fecho do CPPC.» [Pública]
   
Parecer:

Digamos que Passos nunca deu lucro a ninguém e muito menos ao país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 PSD atira Paulo Portas aos lobos
   
«O líder parlamentar do PSD afirmou hoje que cabe ao parlamento dirigir os pedidos de explicação aos membros do Governo sobre os vistos ‘gold', mas adiantou que a tutela é de Paulo Portas, apelidando-o de "porta-voz" do programa.

"Se a tutela desta área é do senhor vice-primeiro-ministro e se é ele que tem sido o porta-voz do Governo sobre ela, naturalmente ele dará as explicações em nome do Governo", acrescentou o líder parlamentar social-democrata.» [i]
   
Parecer:

Já estamos em campanha eleitoral e na coligação é o salve-se quem puder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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sexta-feira, novembro 14, 2014

Corrupção Gold

1. Tem sido óbvio que os vistos Gold atraíram ao país aquilo que mais convinha às estatísticas que os governantes do CDS tanto gostam de exibir. Um projecto de investimento leva tempo a implementar e a melhor forma de assegurar o sucesso do esquema era atrair dinheiro fácil. É natural que este dinheiro fácil tenha atraído gente que também gosta de ter dinheiro fácil.

2. É cedo para atirar foguetes e a nossa justiça é tão dada a difamar primeiro e a provar depois que o melhor será aguardar antes de tirar conclusões. Em qualquer caso é óbvio que pela primeira vez os envolvidos são gestores públicos e isso diz muito sobre os critérios políticos que presidiram à sua escolha. A escolha de um director-geral é um acto político e os responsáveis governamentais pela tutela dos organismos devem tirar as decisões mais adequadas.
 
3. Mais uma vez a ministra da Justiça revelou ser um desastre e a nota comum a todos os comentários de ontem foi o desprezo pelas suas palavras. Mais uma vez a senhora se arma em justiceira metendo-se onde não se deve meter, tentando misturar processos para conseguir para ela a impunidade que diz querer acabar para os outros. Exige que quem prejudica os organismos se demita mas esquece-se que também é seu dever demitir quem no seu ministério se comportou de tal forma, da mesma forma que ignora as suas próprias responsabilidades.  Até parece que foi a oposição ou a tal minoria que ela acusa de querer impunidade que escolheu a secretária-geral do seu ministério.

4. A surpresa do ministro da Presidência que a meio do dia ainda não sabia de nada, mostrando-se surpreendido com as perguntas dos jornalistas durante o briefing realizado após a reunião co Conselho de Ministro foi a imagem da incapacidade deste governo que se vai afundando cada dia. Alguém acredita que estejam a ser feitas buscas ao mais alto nível do ministério da Administração Interna e que o ministro apenas comente com os seus colegas o estado do tempo ou as cheias de Aveiro?
 
5. É impossível que perante a bandalhice generalizada e o crescimento exponencial e acelerado na concessão dos vistos ninguém neste governo se tenha apercebido de que os vistos se estavam tornando num negócio de oportunidade muito apetitoso em tempos de austeridade. Os responsáveis governamentais deste país devem andar muito distraídos.
 
6. Até ao momento nenhum governante assumiu as responsabilidades políticas pelas nomeações que fizeram para os mais altos cargos da Administração Pública.

7. Como os chineses que compram os vistos se limitam a depositar o dinheiro e a alugar as casas que compraram seguindo de seguida para outros países europeus vão ser mais os que estarão a residir no país com mandatos de prisão gold do que com os vistos gold do Paulo Portas.

8. Coincidência ou não tudo onde o Paulo Portas se mete dá lugar a negócios que geram comissões e suspeitas de corrupção. A sua coordenação económica do governo mostra um político sem qualquer consistência, sem qualquer ideia para a economia e que se farta de viajar, de preferência por lugares exóticos de onde aparecem os clientes dos vistos gold.
 
9. A Europa do Durão Barroso, do Juncker ou de indígenas como Passos e Portas é uma Europa onde o investimento se consegue com esquemas e golpadas. Desinveste-se nas energias renováveis, na investigação, no ensino e na formação profissional para criar esquemas de atracção do dinheiro das máfias de todo o mundo. Combate-se a construção civil e arruina-se metade deste sector mas aposta-se na construção de luxo que depois é posta à venda por empresas de amigos e familiares.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Igreja do Carmo, Lisboa

 Imagens dos visitantes d'O Jumento
  
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Chafariz do Mono, Monsanto [A. Santos]
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís, ministra e esposa de um rapazola dado à violência

A ministra Maria Luís que é tão dada à austeridade poderia aplicar essa mesma austeridade à agressividade do seu marido que anda armado em Tontom Macoute da esposa. Esta mistura entre ministras e maridos agressivos é mais próprio do Haiti do 'Papa Doc' Duvalier do que do protugal europeu. A ministra devia obedecer ao velho princípio segundo o qual o que se come em casa não se diz na rua e esconder o seu marido dos olhos do povo, não vá um dia destes o povo imitar-lhe os métodos agressivos e violentos.

É a segunda vez que este senhor é notícia, da primeira tinham-lhe dado um tacho na EDP, agora aparece a enviar mensagens ameaçadoras a jornalistas que incomodam a esposa, um dia destes ainda se radicaliza e cria alguma milícia de defesa da austeridade. Uma imagem que não condiz com a da ministra, mas nisto como em tudo na vida o princípio é sempre o mesmo, diz-me com quem andas que dir-te-ei quem és.

«“Metes a minha mulher ao barulho e podes ter a certeza que vais parar ao hospital”, foi assim que começaram as ameaças que António Albuquerque fez a um jornalista do Diário Económico e que levaram Filipe Alves a apresentar uma queixa contra o marido da ministra das Finanças.

As mensagens, confirmadas por António Albuquerque à revista Sábado, começaram depois de um artigo de opinião do jornalista com o título “O que acontece se o Novo Banco for vendido com prejuízo?”. No artigo, Filipe Alves admitia a possibilidade de os portugueses virem a pagar a decisão de resolução do BES, uma hipótese na altura não admitida pelo Governo nem pela própria ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

Na sequência do artigo, o marido da ministra terá enviado a mensagens a ameaçar o jornalista que, num primeiro momento sem saber de quem se tratava, respondeu de forma irónica. Mas mais tarde, sabendo tratar-se de António Albuquerque, respondeu dizendo que iria dar conhecimento da situação à direção do jornal. Foi aí que António Albuquerque estendeu os insultos ao diretor do jornal, António Costa.» [Observador]

 António Costa e os vencimentos da Função Pública

Quando Passos Coelho prometeu e depois retirou a promessa de repor os vencimentos dos funcionários públicos António Costa mandou a sua deputada Ana Catarina Mendes garantir em pleno parlamento que a reposição será mesmo feita em 2016. Disse a deputada:

"Há uma coisa que o PS quer dizer: que o Orçamento do Estado para 2016, se os portugueses, como espero, confiarem no PS, será respeitador da Constituição e não afrontará o Tribunal Constitucional (TC). É por isso, senhoras e senhores deputados, que a reposição integral dos salários é mesmo para 2016"

Uns quantos dias depois António Costa descobre que, afinal, o TC permite cortar os vencimentos durante mais algum tempo e entrevista à RTP o quase líder do PS veio agora concluir que não foi fixado qualquer limiar ou qualquer timing pelo que promete devolver o máximo possível em 2016. Por outras palavras, o que Costa promete é exactamente a mesma coisa que Passos, não promete nada pois o máximo vai de 0% a 100%. Pior, Passos prometia a reposição dentro de um determinado prazo e Costa nem isso promete.

Como um dos mais fervorosos apoiantes de António Costa é Vital Moreira e família não seria de admirar mais uma cambalhota do quase líder do PS pois como é sabido o antigo militante do PCP tem defendido que os cortes dos vencimentos são constitucionais.

Costa é contra os cortes nos vencimentos mas já que os funcionários públicos estão habituados a suportar esta sacanice dá jeito a qualquer político que queira votos contar com esta "folga" orçamental.
 
 Uma pergunta ao comendador Barroso

De certeza que nunca teve conhecimento dos esquemas duvidosos do governo kuxemburguês de Juncker?

 Coisas estranhas

A auditoria conduzida pelos homens da ministra da Justiça chegou num instante aos jornais e ao MP e num ápice foi arquivada. Já a auditoria ao BdP ao BES só chegou aos jornais.
  
 IVA dos restaurantes

O mesmo António Costa que volta com aa palavra atrás e descobre que lhe pode dar jeeito continuar a sacrificar os funcionários públicos está muito proecupado com o IVA nos restaurantes. EM vez de se preocupar com a taxa do IVA dia era estar incomodado com a evasão fical generalizada num sector onde a regra é a fraude e a evasão fiscal. Mas o eleitoralismo vale mais do que os valores da justiça e da equidade.

 Guterres candidato a Belém

Parece que a Presidência da República é um emprego a que determinados políticos podem candidatar-se e sugerir que a sua candidatura fica suspensa durante o tempo necessário para que o candidato arranja melhor emprego noutro lugar qualquer.

A Presidência da República de Portugal é um cargo demasiado importante para o país, para os portugueses e em especial para os que estão fartos de Cavaco Silva que é inaceitável a forma como Guterres está lidando com o assunto, não sabe muito bem o que quer mas enquanto não arranja melhor deixou a presidência a marinar e fica-se com a impressão de que uma candidatura será um favor ao país.

Por mim dispenso os favores deste tipo e a candidatura de Guterres morreu aqui, estou-me borrifando para saber se é candidato, se não é candidato ou se mudou de ideias. Estou fartos dos Guterres, dos Barrosos e de políticos que vivem à custa do país e ainda se comportam como faz Barroso que parece o homem do fraque a pedir a toda a hora para que o país pague o que lhe deve.

 Muito estranha

Esta paixão dos nossos governantes, familiares, amigos e sócios por chineses da China comunista.


 Juncker enrascado
   
«Berlim lançou mais achas para a fogueira no caso Lux Leaks e marcou posição no debate que está a colocar em causa a capacidade de Jean-Claude Juncker de continuar a liderar a Comissão Europeia, presidência que assumiu há menos de 15 dias.

Um dia depois de Jean-Claude Juncker aparecer publicamente para se defender e tentar dar a volta ao escândalo em torno dos acordos fiscais entre centenas de multinacionais e o Luxemburgo, que lhes permitia reduzir a quase zero (ou mesmo zero) a fatura fiscal, o Governo da Alemanha mostrou que não vai facilitar a vida ao agora presidente da Comissão, mas que durante 19 anos foi primeiro-ministro do Luxemburgo.

“Nem tudo o que é legalmente possível corresponde à necessidade de justiça”, afirmou o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, que, apesar de não referir por nome Jean-Claude Juncker, atacou aquela que tem sido a principal linha de defesa do responsável.

Esta quarta-feira, Jean Claude-Juncker surgiu na conferência de imprensa diária na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, quando não estava previsto que o fizesse, para se defender. Juncker diz que foram sempre cumpridas as leis nacionais e internacionais, mas assumiu que era “politicamente responsável” no caso.» [Observador]
   
Parecer:

O ainda presidente da Comissão não percebeu que "já foi".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que se demita e regresse ao governo do Luxemburgo para promover esquemas internacionais de evasão fiscal.»

 Detido o director nacional do SEF
   
«O diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, foi detido esta quinta-feira pela Polícia Judiciária por estar, alegadamente, envolvido num esquema de corrupção de atribuição ilegal de “vistos gold”, segundo avançam o Expresso Diário e o Correio da Manhã. O presidente do Instituto de Registos e Notariado foi, também, detido na mesma operação.

As detenções ocorreram na sequência de buscas feitas à sede do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em Porto Salvo, concelho de Oeiras, por elementos de Polícia Judiciária, revelou à Lusa fonte do organismo.

A mesma fonte adiantou que as buscas da PJ estão relacionadas com a emissão de autorizações de residência para investimento superiores a 500 mil euros, os denominados “visto gold”.


Manuel Jarmela Palos, que é diretor nacional do SEF desde 2005, preparava-se para viajar para fora do país antes de ser detido pela PJ, de acordo com a SIC.» [Observador]
   
Parecer:

Digamos que teve direito a um mandato gold.

Curiosamente Miguel Macedo que tem agora o menino das mãos tinha exigido a sua demissão em 2005 [DN]. Deve estar arrependido de ter mudado de ideias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 PS volta à treta do IVA dos restaurantes
   
«Estas posições foram transmitidas aos jornalistas pelo vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Vieira da Silva no final da reunião semanal da bancada socialista, que debateu as propostas que serão apresentadas na especialidade no âmbito do Orçamento do Estado para 2015.

Vieira da Silva disse que as propostas do PS serão conhecidas na sexta-feira, data limite para a entrega de alterações ao Orçamento do Estado, mas que os socialistas não têm expetativa que a maioria PSD/CDS as aceite viabilizar.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Como se o problema dos restaurantes estivesse na taxa eles que escapam a quase tudo o que é impostos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 O sucesso dos vistos gold
   
«O diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, foi detido esta quinta-feira pela Polícia Judiciária por estar, alegadamente, envolvido num esquema de corrupção de atribuição ilegal de “vistos gold”, segundo avançam a edição online do Expresso e o Correio da Manhã. Além Jarmela Palos, foram também detidos o presidente do Instituto de Registos e Notariado, António Figueiredo, e a secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes, esta última confirmada pela SIC.

As detenções ocorreram na sequência de buscas feitas à sede do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em Porto Salvo, concelho de Oeiras, por elementos de Polícia Judiciária, revelou à Lusa fonte do organismo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já emitiu um comunicado onde informa que estão ainda em curso 60 diligências em diversos pontos do país e foram emitidos outros mandados de captura, pelo que se espera que outros responsáveis sejam detidos ao longo do dia. A Unidade Nacional de Combate
à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ) está a investigar suspeitas de crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e branqueamento de capitais.» [Observador]
   
Parecer:

Com tanto chinês duvidoso a emigrar para Portugal e a especular nas habitações de luxo era de esperar esta bandalheira.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Expurgue-se o cancro extinguindo o SEF e distribuam-se as suas competências pelas forças policiais já existentes.»
  
 A anedota da semana
   
«A ministra das Finanças recusou esta quinta-feira no Parlamento rever já as previsões económicas em que a proposta de Orçamento do Estado assenta, argumentando que não é razoável ajustar previsões “a cada duas semanas” e diz que as previsões até têm uma margem de prudência.


“Nós não podemos ajustar previsões a cada duas semanas, não é razoável e não faz sentido. (…) Isso não é forma de fazer orçamentos e não é de todo razoável. Estamos a falar de previsões”, afirmou a ministra das Finanças na audição que fecha as idas dos ministros à comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública para discutir o orçamento.» [Observador]
   
Parecer:

A ministra erra ou aldraba as previsões da forma que mais lhe convém e depois vem dizer que não pode corrigi-las de duas em duas semanas. Pois, o melhor é ter um orçamento errado para todo um ano!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  

   
   
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quinta-feira, novembro 13, 2014

Há notícias que valem por mil posts

Desta vez limito-me a reproduzir duas notícias que dizem tudo sobre o tempo que vivemos e o despero que gassa nas hostes de Passos Coelho e que leva muitos dos seus à asneira.
 
1.ª Notícia:
Rádio Renascença
Machete diz justifica a suspensão de direitos sociais fundamentais


«O Ministro dos Negocios Estrangeiros diz que a crise pode justificar certas restrições aos direitos fundamentais. Rui Machete exprimiu esta convicção no Parlamento em resposta a acusações do PS e do PCP segundo as quais o governo violou direitos humanos com as medidas de austeridade.

Na resposta Rui Machete afirmou que «os direitos fundamentais sociais têm de assentar no desenvolvimento económico compatível com o nível de satisfação desses direitos e isso é uma tarefa prioritária que pode justificar aquilo que os juristas designam como certas restrições aos direitos fundamentais, prontas a serem levantadas assim que o desenvolvimento o permita».

O governante considera que «é isso que o governo está a fazer» portanto não crê «que haja alguma violação [dos direitos]».

Declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros que durante a audição da comissão parlamentar de negócios estrangeiros. Um encontro pedido pelo PSD a propósito da eleição de Portugal para o conselho dos direitos humanos da ONU.»

Que Tribunal Constitucional foi ouvido? Com que fundamento Cavaco apoiou? Onde se justificou Cavaco?


2.ª Notícia:
Sábado
Marido da ministra das Finanças anda armado em pitbull do governo


«António Albuquerque insultou e ameaçou um jornalista do 'Diário Económico'. A queixa está no DIAP

Por Vítor Matos

“Tu não sabes quem eu sou. Metes a minha mulher ao barulho e podes ter a certeza que vais parar ao hospital.” O SMS foi enviado às 13h08 do dia 23 de Setembro, para o telemóvel de Filipe Alves, jornalista do 'Diário Económico' (DE). O emissor era António Albuquerque, marido da ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, também jornalista e ex-editor executivo daquele jornal. “Acabou, vou apresentar queixa contra ti na PSP”, respondeu Filipe Alves depois de uma troca de mensagens violenta, acrescentando que se lhe acontecesse alguma coisa, ser-lhe-iam pedidas explicações. Dois minutos mais tarde, Albuquerque reforçou o que tinha dito, sempre através de mensagens móveis: “Agora fiquei preocupado… estás avisado se metes a minha mulher ao barulho nesta história… vais parar a um hospital.” Ainda havia de escrever: “Tira a minha mulher da equação ou vou-te aos cornos.” Esta semana, na terça-feira, dia 11, depois de se esgotar um período dado a Albuquerque para pedir desculpa, deu entrada no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), uma queixa por injúrias e ameaças contra o marido da ministra.

António Albuquerque assume à SÁBADO que escreveu os SMS, justificando ter uma questão pessoal com o antigo colega e com o director do jornal, António Costa: “Desculpas nunca pedirei!”, diz. “Não peço desculpa a supostos jornalistas, que não o são, e que se movem para defender interesses económicos”. A SÁBADO pediu uma reacção ao gabinete da ministra, mas não obteve resposta até ao fecho da edição. “O assunto agora está nas mão da Justiça, por isso não vou comentar”, afirmou à SÁBADO Filipe Alves, o jornalista que apresentou a queixa.

“Uns cabrões fdp” 

A troca de mensagens tinha começado no dia anterior, a 22 de Setembro, uma segunda-feira, em que Filipe Alves escreveu um artigo de opinião com o título ‘O que acontece se o Novo Banco for vendido com prejuízo?’ Argumentava que seriam os contribuintes a pagar o resgate do BES, uma possibilidade que a própria ministra viria mais tarde a colocar. António Albuquerque enviou uma primeira mensagem a atacar o autor do artigo, mas Filipe Alves não identificou o número, respondendo com mensagens irónicas e os primeiros insultos. No dia seguinte, ao perceber que aquele era o novo telefone do marido da mulher mais poderosa do País, comunicou-lhe por SMS que daria conhecimento à direcção do jornal. Foi o que originou a escalada de tom.

“Estou cheio de medo. Reafirmo, tu e o teu director são uns cabrões fdp”, respondeu António Albuquerque. “Posso citar em on?”, replicou Filipe Alves, provocando mais insultos de Albuquerque: “Vai para o cara... cabrão” e “já te disse vai para o cara... seu merdas”. O jornalista ainda invocou que sempre deu “a opinião de forma honesta e sem querer prejudicar A, B ou C.” Albuquerque insistiu: “A tua memória é muito fraca… queres que te envie um dossier com as tuas notícias a começar pela Perella. Sim tu tens um dossier”.

“Respeito todos os jornalistas do DE, mas não estes dois”, diz Albuquerque. Vários elementos da redacção do DE, porém, dizem à SÁBADO que, quando estava no jornal, tirava satisfações junto dos colegas em relação às notícias sobre Maria Luís, nem sempre com os melhores modos. Os problemas remontam a 2011. Quando chegou a secretária de Estado do Tesouro, antes de ser ministra, António Albuquerque foi despromovido de editor-executivo – onde tinha acesso a tudo o que o jornal estava a investigar – para editor dos projectos especiais. Mas, segundo Albuquerque, mantinha a obrigação de “transmitir notícias”. 

Havia de negociar uma indemnização e sair do jornal para a EDP, em Abril de 2013, de onde viria a despedir-se quando a notícia da sua contratação foi pública. Hoje é correspondente da Soico, o maior grupo de comunicação social moçambicano.»

Parece que este governo além de secretários de Estado e de ministros tem um outro tipo de membros que deve passar a constar na lista, os pitbulls governamentais.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Palácio dos Marqueses de Fronteira, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paula Teixeira da Cruz

O caso de Paula Teixeira a Cruz, a ministra da Justiça que se tem revelado ser incompetente começa a ser deprimente, depois de ter desviado a atenção da comunicação social promovendo a difamação pública de dois cidadãos vem agora dizer com o maior desplante que não inventou bodes expiatórios no caso Citius. Agora que tanto se fala de poluição ambiental é caso para dizer que estamos perante um caso de poluição política que levou a Justiça ao internamento nos cuidados intensivos.

Quanto ao ter sido ou não informada poder-se-ia dizer que nem foi informada nem procurou informar-se, quem inicia uma reforma destas dimensões deve assegurar-se de que estão reunidas todas as condições e é óbvio que a ministra nem o fez, nem o quis fazer. Mas se lermos as declarações do seu ex-chefe de gabinete é óbvio que a ministra foi devidamente informada, mas a incompetência levou-a a ignorar os avisos.

O mínimo que se exige da ministra é que conclua se o falhanço está no domínio do técnico ou político, se é do domínio político deve demitir-se ou ser demitida, se for do domínio técnico deve demitir os responsáveis do IGFEJ que se escondem através de relatórios que eles próprios produzem para atirar as responsabilidades para terceiros. Mesmo que tenha sido sonegada informação tal só pode ser atribuído à incompetência de gestores que se deixam enganar.

Estará a ministra em condições para demitir os responsáveis daquele instituto por incompetência ou teme as consequências?

Não deve estar, quando a ministra diz que cumpriu a lei esconde que o relatório foi por ela encomendada aos responsáveis pelo instituto que falhou e a quem interessava atirar as culpas para alguém de forma a ilibar a ministra e a ilibarem-se a eles próprios. Demitir os verdadeiros irresponsáveis seria dizer que o tal relatório não serviu para nada a não ser para servir de frete.

«Paula Teixeira da Cruz respondia ao deputado Pita Ameixa (PS) que, durante a discussão na especialidade do Orçamento de Estado para 2015, pediu a responsabilização política da ministra pelo "crash" do Citius, observando ainda que a "reforma do mapa judiciário foi o maior desastre dos últimos 200 anos" na justiça portuguesa.

Quanto à acusação de Pita Ameixa de que, após o bloqueio do Citius, a ministra se "tentou salvar a sia própria" e "arranjou dois bodes expiatórios", numa alusão aos dois funcionários da PJ visados no relatório do Instituto dos Equipamentos da Justiça (IGFEJ), Paula Teixeira da Cruz rejeitou que tenha arranjado dois "bodes expiatórios", acentuando: "Não houve da minha parte a perseguição a ninguém".» [Notícia ao Minuto]

«Esta conclusão consta do relatório do CD do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) sobre o "crash" do Citius no arranque do novo mapa judiciário e que levou a ministra da Justiça a enviar o documento para a Procuradoria-Geral da República, que abriu e arquivou o respetivo inquérito-crime em duas semanas, ilibando dois ex-técnicos (Hugo Tavares e Paulo Queirós) a quem o IGFEJ apontou responsabilidades.

Contudo, o relatório enviado pelo IGFEJ à ministra da Justiça que serviu de base não só ao inquérito do MP agora arquivado como à abertura de um inquérito disciplinar, além de Hugo Tavares e Paulo Queirós, aponta dois outros nomes, do Departamento de Serviços de Suporte Tecnológico (DSST): Nuno Fonseca e Manuel Osório.

O documento, que a Lusa teve acesso, indica que houve "ausência e manipulação de comunicação", dizendo que alguma informação crítica foi sonegada, condicionada e manipulada, havendo "coação e condicionamento de comunicação" por parte de Paulo Queirós e Hugo Tavares, mas nunca refere a palavra sabotagem.» [Notícias ao Minuto]

«O inquérito-crime sugerido à Procuradoria-Geral da República (PGR) pela ministra da Justiça, por suspeitas de sabotagem do Citius, traduziu-se num revés pelo qual a tutela não esperaria. Foi afinal o próprio Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), que integra aquele ministério e lançou suspeitas sobre dois funcionários que afastou, o responsável pelo colapso que paralisou os tribunais durante 44 dias.

É o Ministério Público (MP) quem o diz. No despacho de arquivamento do processo ao qual o PÚBLICO teve acesso, o procurador Pedro Verdelho, do Gabinete do Cibercrime da PGR, salienta uma ideia que “ficou claramente vincada no decurso do inquérito”, reforçando a “inexistência de crime de sabotagem: a da incapacidade do IGFEJ para conduzir, com eficácia, o processo de migração” informática dos 3,5 milhões de processos necessária ao novo mapa judiciário.

Durante quatro meses (o primeiro ensaio do Citius foi a 25 de Junho e só em finais de Setembro a situação melhorou) o IGFEJ não fazia ideia do que estava a acontecer. A justiça paralisou enquanto a tutela, informada pelo IGFEJ, garantia que a situação não era grave. Em anexo ao relatório do IGFEJ, existem até mapas com vistos que garantem que às 18h30 de 1 de Setembro todos os processos estavam acessíveis. Mas nos tribunais, magistrados, advogados e funcionários reportavam o caos.» [Público]

 O Vira de Massamá

Dantes havia o Vira do Minho, com o Pirres de Lima paece termos assistido ao Vira do Vinho, mas o melhor de todos é mesmo o Vira de Massamá, aqui apresentado por uma escolha de imageens de Francisco Louçã:



 Legionella e irresponsabilidade

O mínimo que se pode dizer da forma como o governo aborda a questão da causa do surto de legionella é que estamos perante um comportamento irresponsável estimulado por quem está mais proecupado com a imagem do que com a saúde dos portugueses. Desde o princípio que o nível político da decisão chegou a si a condução de todo o processo como se o ministro fosse ao mesmo tempo ministro, médico, pneumologista e epidemiologista.

O Opus ministro tem-se desdobrado em manobras de pura propaganda pessoal passando a imagem de que é ele que decide tudo aquilo que nada mais é do que protocolos há muito seguidos. Se não por uma crise olítica ou por qualquer outro motivo não houvesse ministro da Saúde nada teria decorrido de forma diferente.

Mas quando a questão da causa começou a incomoda foi evidente que o ministro da Saúde sacudiu a questão para o ministro do Ambiente e agora é o próprio Paulo Macedo que aparece a amenizar a questão, dizendo o óbvio, que é provável que nunca se venha a saber qual a causa do surto. Paulo Macedo percebeu que linchar uma empresa na praça pública sem quaisquer provas para isso poderia sair caro ao Estado e rapidamente se demarcou do seu colega do Ambiente.

 Dúvida

Porque razão o PS simpatiza tanto com a incompetente da Justiça e não pede a sua demissão?
  
 Sugestão a Pires de Lima

Porque não incluir no OE2015 uma norma em que se promete devolver-lhes em 2016 o euro da taxa do Costa se as receitas do IVA a 23%  ficarem acima do esperado? desta forma o Imbecil da Horta Seca faria um figurão, tirava da sua taxinha o dinheiro que os turistas pagaram com a taxona da CML.

 Era tudo legal
   
«O agora presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, garantiu esta quarta-feira que os acordos fiscais celebrados durante oito anos entre multinacionais e o governo de Luxemburgo são legais, reiterando ainda estar empenhado no combate à evasão fiscal.

"Tudo foi feito de acordo com as normas nacionais legislativas de Luxemburgo e das regras internacionais nesta área", declarou Jean-Claude Juncker em conferência de imprensa, citado pelo jornal "L'Essenciel" e a AFP.

O presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro de Luxemburgo admitiu, porém, que estes acordos podem levar a situações fiscais que não correspondem aos "padrões éticos e morais geralmente aceites".

Juncker reiterou também que a Comissão Europeia está empenhada em combater a evasão fiscal.  "Eu disse que a Comissão iria lutar contra a fraude e evasão fiscais. Eu quero que todos saibam que não se trata de uma ideia no ar, mas reflete a verdadeira intenção da Comissão", acrescentou.

Anunciou ainda que irá propor uma lei europeia que prevê a troca automática de informações sobre acordos fiscais com as empresas.» [Expresso]
   
Parecer:

Legal mas sem qualquer ética.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se de presidente da Comissão alguém cujos valores éticos são contrários ao projecto europeeu.»

 Só tenho um quintalinho
   
«"Tenho um quintal no Douro e uma casa", afirmou Luis Filipe Menezes, ontem à noite em entrevista ao Porto Canal, conforme é hoje citado no "Jornal de Notícias". É esse o seu património, assegura, e não aquele que lhe vem sendo atribuído em várias notícias recentes, que incluiria uma quinta no Douro e várias habitações no Porto, que estariam em nome de familiares. "Está tudo legalíssimo", garante.

Essa foi uma das respostas do ex-presidente da Câmara de Gaia, que deu a sua primeira entrevista depois de ter sido noticiado ser suspeito de corrupção e enriquecimento ilícito, por alegadamente ter lesado o erário público enquanto esteve a liderara a câmara municipal.

Dizendo-se "preparado para bater forte", Menezes disse ter sido alvo de "vários rounds a levar tareia", num "verdadeiro tsunami psicoafetivo", cita o Jornal de Notícias. Classificando as notícias publicadas ao longo dos últimos meses como "perfídia", Menezes disse que já avançou com queixas-crime contra os autores do que que diz ser difamação.» [Expresso]
   
Parecer:

Pobe Menezes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Promova-se um peditório nacional para oferecer a Menezes uma quinta digna da sua grandeza em sinal de gratidão pelo tanto que o país lhe deve.»

 Isabel dos Santos, reina de África y emperatriz de Portugal
   
«Después del night club, uno de los primeros negocios de Isabel dos Santos, fue el del diamante. El presidente-papá crea Endiama, empresa pública para la explotación de piedras preciosas, y su hija aparece como propietaria del 25% de la sociedad. A raíz del escándalo provocado por la película Diamantes de sangre, basada en el libro de Marques, Isabel transfiere la propiedad a su madre.

El país crece a buen ritmo, así que el cemento es un bien de primera necesidad, más aún, un bien estratégico nacional. La cementera Cimangola pasa a ser controlada por la hijísima.

Portugal se queda pequeño para los escasos, pero grandes, empresarios nacionales, como Américo Amorim. El rey mundial del corcho ve en Angola una oportunidad de nuevos negocios. Se repite el guion, la presidencia de Angola da licencia a un banco privado, el BIC. Amorim pone el dinero y en el accionariado, con un 25%, aparece Isabel dos Santos. Como también es habitual, acaban mal, y finalmente Amorim le vende su parte a la angoleña, que ya tiene el 42,5% del mayor banco del país. Consolidada en Angola, y con dinero real, ya puede dar el salto a otros países africanos (está en Namibia) y europeos. Dos Santos posee el 20% del portugués BPI.

Amorim amplió sus negocios a otras áreas angoleñas de innegable futuro, como el petróleo y el cemento. Crea Amorin Energia, el 55% de la familia y el 45% de Dos Santos, formalmente el holding holandés Esperanza. A través de esa sociedad controla la petrolera portuguesa Galp, donde Dos Santos tiene directamente un 7%. A estas alturas, ya es la mujer más poderosa de Portugal —por encima de Maria do Carmo Moniz Espírito Santo— , moviendo hilos en la banca, la energía, los medios de comunicación y las telefónicas.

Isabel dos Santos rechaza las insinuaciones de que sus negocios van muy relacionados con los 35 años de presidencia de su padre. Una de sus escasas exposiciones a los periodistas fue el pasado año en un almuerzo con Tom Burgis, de Financial Times. Aparte de los 250 euros que le costó al diario la pescadilla con patatas, la ejecutiva angoleña le recordaba que a los seis años vendía huevos y que gente bien relacionada hay mucha, pero que sepa hacer negocios, poca.» [El Pais]
   
Parecer:

Enfim, é a decadência, os filhos dos colonialistas lambem as botas aos antigos colonizados,muitos dos que ainda hoje berram contra a descolonização anseiam receber uma gorjeta de Isabel dos SSantos enquanto em privado dizem o pior possível da família.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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