sábado, janeiro 03, 2015

Semanada


Neste início do ano a solidariedade deste humilde palheiro vai para o procurador Teixeira e para o juiz Alexandre, duas vítimas de José Sócrates. Se Sócrates está prisioneiro de quatro paredes os ambiciosos magistrados estão prisioneiros da sua consciência agora que é cada vez mais evidente que tiveram mais olhos do que barriga e prenderam primeiro para provar depois.
  
Como é costume Cavaco Silva fez mais uma mensagem de Ano Novo paupérrima, evidenciando um político pequeno e sem uma única palavra merecedora de um segundo de análise. Cavaco é um político pouco culto, também prisioneiro das suas aversões, um homem que sabe que está à beira de ir ao seu próprio funeral no dia em que der posse a um governo que ele próprio ajudou a derrubar. Se a mensagem de Natal foi patética com o casal de Boliqueime armado em família real, a mensagem do Ano Novo revelou pobreza cultural.
  
Se Cavaco ainda se vai arrastar durante mais de um ano à espera do seu enterro, já o Alberto João que ainda está no governo já se parece com uma alma penada, só ainda não adquiriu tal estatuto porque a sua assinatura ainda vale milhões para empresas duvidosas e um jornal miserável que ele manteve com dinheiros públicos.



Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Flor do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Alberto João Jardim

Há vícios difíceis de perder e no dia em que o Alberto não puder gastar dinheiros públicos até vai amarinhar pelas paredes por causa da ressaca!

«O Governo Regional da Madeira, sob a presidência de Alberto João Jardim, concedeu, no seu último plenário de 2014, um empréstimo de 6,1 milhões de euros às sociedades de desenvolvimento Ponta Oeste e do Norte. Este financiamento foi contratado pela sociedade do Porto Santo com a Depla Deutsche Pfandbriefbank AG e avalizado pela Região Autónoma.

Ao longo de 2014 o Governo madeirense fez entrar mais 40 milhões de euros mas sociedades Ponta Oeste, Norte, do Porto Santo e Metropolitana – as quatro de capitais exclusivamente públicos – persistindo em viabilizar projectos cuja retorno já se provou ser muito duvidoso e outros cujos resultados foram considerados desastrosos. Entre estes estão a marina, no Lugar de Baixo (onde já foram gastos mais de 125 milhões, quatro vezes o custo previsto), e o heliporto do Porto Moniz. Inaugurados antes das eleições de 2004, nunca funcionaram e encontram-se em estado de degradação.

Na resolução aprovada no plenário de 29 de Dezembro e publicada no dia seguinte no Jornal Oficial, Jardim reconhece que o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro da Madeira obrigou a “uma contenção nas despesas de investimento”, na sequência da qual “foram cancelados alguns dos projectos, em curso ou em fase de adjudicação”. Ainda assim, decidiu transferir o financiamento concedido em 2006 a uma das quatro sociedades públicas para outras duas igualmente falidas e a aguardar a protelada medida de fusão.» [Público]
 
 CM promove Sócrates

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Na falta de novas informações do processo, sinal de que os polícias de toga nada fizeram durante o Natal e passagem do ano, o CM decidiu promover José Sócrates a candidato presidencial.

 O nervosismo de Cavaco Silva

Cavaco anda com tanto receio de ter de dar posse ao governo que derrubou que em vez de uma mensagem de Ano Novo fez uma comunicação eleitoral ao país onde tentou passar a ideia de que não há diferenças entre os partidos e que a oposição deve ir ás legislativas sem programa eleitoral e mansinha nos ataques ao governo. 


 O ano começa bem...
   
«Bárbara Guimarães poderá ser julgada por crime de violência doméstica, caso a decisão do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa se torne definitiva. Em despacho publicado a 23 de dezembro, o tribunal escreveu que a apresentadora de televisão terá tido uma “conduta de maus-tratos psicológicos” quando Manuel Maria Carrillo se ausentou do país, em outubro.

Em causa está o que se passou entre 15 e 18 de outubro de 2014. O ex-ministro da Cultura esteve em Paris e, durante esse período, Bárbara Guimarães, escreve o Público, que teve acesso ao acórdão do tribunal, terá trocado a fechadura da porta de casa “de forma fria e calculista”. E mais: terá empacotado “10 mil livros em 107 caixotes” e contratado “uma empresa de segurança privada” para “impedir” Carrillo de “entrar em casa”.

O crime de violência doméstica, de acordo com o Código Penal, é punível com pena de um até cinco anos de prisão, prevendo maus-tratos de índole física ou psicológica.

O comportamento de Bárbara Guimarães é descrito como sendo de uma “grande violência psicológica”. A apresentadora, de 41 anos, terá também perturbado “a liberdade de decisão” de Manuel Maria Carrilho, de 63 anos, por este “estar impedido de ver os filhos menores”, algo que “lhe terá provocado danos na sua saúde psíquica e física”. O despacho indica ainda que o antigo governante chegou a estar sem acesso ao local de trabalho e a falhar “compromissos profissionais” devido à conduta da apresentadora.» [Observador]
   
Parecer:

Esta família não para de nos surpreender...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Alfazema do mar em risco de extinção
   
«Uma espécie do género Limonium, um grupo de plantas conhecidas como alfazemas-do-mar, está em risco de extinção no Cabo Raso, no concelho de Cascais, alertam investigadores do Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade de Lisboa, na sequência dos estudos que têm feito na zona.

As populações dessa espécie, Limonium multiflorum, só existem na costa portuguesa, entre Cascais e a Nazaré. Trata-se de um endemismo lusitano que ocorre nas primeiras manchas de vegetação das arribas costeiras. Resistentes a ambientes salinos, estas plantas perenes apresentam folhas que crescem, em forma de roseta, junto ao chão preferencialmente rochoso. A partir da Primavera exibem flores liláceas, tornando a sua observação mais fácil no terreno. A espécie possui populações muito antigas com indivíduos que podem atingir uma longevidade até 30 anos.» [Público]

 Tornozelo perigoso
   
«A cantora Selena Gomez provocou mais uma vez agitação nas redes sociais. Durante a visita à Grande Mesquita de Abu Dhabi a norte-americana publicou uma fotografia onde mostra o tornozelo dentro do templo sagrado.

Os muçulmanos ficaram chocados com as atitudes da cantora. Além da fotografia com o tornozelo à mostra, publicou também uma fotografia onde está às gargalhadas com um grupo de amigos no mesmo local. As imagens foram consideradas uma “falta de respeito” para os cidadãos locais.

O local sagrado tem regras a cumprir. Mas, ao que parece, Selena não obedeceu. As saias devem cobrir os tornozelos e os beijos são proibidos dentro da mesquita da cidade dos Emirados Árabes Unidos.» [i]
   
Parecer:

Começa a não haver paciência para religiões.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se no Abu Dhabi quanto davam para ver um pouco mais.»

   
   
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sexta-feira, janeiro 02, 2015

Os Macedos não são todos iguais

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Agora que o foguetório acabou e os vapores alcoólicos se dissiparam recordo que na última semana de 2014 as urgências do hospital Amadora Sintra e de outros hospitais estiveram num caos, chegando ao absurdo de os doentes terem de esperar 24 horas para serem atendidos. No Hospital de São José um homem morreu esquecido numa maca a aguardar tratamento, tendo sido um filho a constatar o óbito.
  
Como era de esperar o Opus Ministro Paulo Macedo não deu a cara, podia ter feito uma das suas encenações tipo ébola para mostrar como poderia ter sido salvo o homem, até poderia ter convocado o ministério da Saúde para uma missa na Sé de Lisboa ou podia ter convocado os médicos para tocarem cornetas de feira como fez com os dirigentes do fisco. Paulo Macedo não fez nada disto, nem sequer apareceu ao lado da Catarina Furtado para uma qualquer manobra de propaganda, simplesmente não deu a cara e desapareceu.
  
Bem, não desapareceu totalmente, desapareceu para não ter de assumir responsabilidades mas aproveitou-se das situações para mais uma das manobras de propaganda em que se tornou especialista nos tempos da DGCI. Começou por autorizar o Hospital-Amadora Sintra a contratar uma dúzia de médicos para passarem a passagem do ano nas urgências e perante o avolumar do escândalo mandou dizer que iria perseguir as empresas,
  
A culpa não foi do ministro mas sim das empresas que não serão incomodadas e das quais ninguém falará daqui a uma semana. Graças a manobras de propaganda a culpa ficará solteira e daqui a uns dias continuarão a dizer que Paulo Macedo é um bom ministro. O Paulo Macedo beneficiou da pressão sobre o preço dos medicamentos que já tinha sido iniciada antes de se imaginar ministro, beneficiou do aumento de uma hora de trabalho gratuito, beneficiou dos cortes brutais nos vencimentos do pessoal médico e mesmo assim cortou brutalmente na saúde. Brutalmente  e de forma irracional como se viu.
  
A morte ocorrida no Hospital de São José não +e a única que pode ser atribuída à responsabilidade política do ministro, já o mesmo tinha sucedido em Évora onde ocorreram duas mortes porque as ambulâncias ficavam nas garagens. Mas o corajoso Opus ministro Macedo não teve a coragem de assumir as responsabilidades, em todos os casos escondeu-se nos gabinetes e só voltou a parecer em público quando tudo estava esquecido.
  
O Opus Macedo é bem diferente do ex-ministro Miguel Macedo que não tendo quaisquer culpas ou responsabilidades pessoais teve a coragem de assumir as responsabilidades políticas no caso dos vistos gold. O mesmo não fez o Opus Macedo que apesar das mortes pelas quais é politicamente mais do que responsável, escondeu-se e desde o seu esconderijo desencadeou manobras de propaganda para iludir as suas responsabilidades.
  
Apetece-me imitar Passos Coelho e dizer que os Macedos não são todos iguais.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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2015, o primeiro ano de Portugal sem a protecção do divino Espírito Santo
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Cavaco Silva não parece querer desistir corrigindo o que fez precisamente no início da mesma carreira, a reconstituição de um governo de direita, patrocinado por ele e que inclua o PS, de preferência com Passos Coelho como primeiro-ministro. Quando o PS foi governo tudo fez para o desgastar, enquanto foi oposição tentou transformar o PS num apoiante institucional das políticas de Passos Coelho e agora está preocupado (sabe-se lá porquê) com o risco de o debate político conduzir a conflitos que impeçam um governo de coligação.

Cavaco Silva sabe do que fala, antes das últimas legislativas quer Passos Coelho, quer Paulo Portas declararam que nunca negociariam com o PS enquanto este partido não mudasse de liderança, mas nessa ocasião Cavaco Silva não estava tão empenhado em governos de coligações e não receava incompatibilidades.


 Um "Observador" distraído
   
«A notícia do médico que recebeu 851.635 euros por uma participação no Congresso Mundial AIDS 2014 estava errada, por lapso do próprio médico. Carlos Alberto da Silva e Vasconcelos recebeu 8.516,35 mil euros pela participação no congresso.

O médico e professor da Universidade do Porto explicou ao Observador que se enganou numa vírgula ao preencher a declaração entregue na Plataforma de Comunicações – Transparência e Publicidade, presente no site do Infarmed. O valor já foi atualizado pelo próprio.» [Observador]
   
Parecer:

Só um jornalista muito distraído, para dizer pior, acredita que um médico receba quase um milhão de euros para ir a um congresso. Num tempo de caça às bruxas os jornalistas andam armados em cabo da guarda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Idiotas!»
  

   
   
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quinta-feira, janeiro 01, 2015

2015, As nuvens que Passos não viu

Aquele que poderia ser um ano de retoma económica mundial será um dos anos que começa com maior incerteza e se Passos Coelho achou que era um ano sem nuvens é porque muito provavelmente em vez de se preocupar com o BES enquanto estava em férias na Manta Rota, optou por adiantar trabalho e olhando em direcção a sul escreveu a sua mensagem de Natal. As expectativas para 2015 são muito sóbrias, seja para Portugal, para a Europa e para o mundo.



Estado Islâmico

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Ao lado do Estado Islâmico a Al Qaeda é quase uma brincadeira, a organização de Bin Laden fez algumas operações espectaculares mas só sobrevive porque está encostada aos talibans e protegida por uma zona tribal do Afeganistão e do Paquistão. O Estado Islâmico não está escondido nas montanhas de Bora Bora, está em terreno aberto, ocupa uma boa parte da única potência do Médio Oriente que incomodava Israel, ocupa mais de metade do Iraque incluindo parte Curdistão iraquiano, controla muitas explorações petrolíferas, tem dezenas de milhares de soldados no terreno, atrai a simpatia dos sunitas e mobiliza cada vez mais muçulmanos da Europa e do resto do mundo. A Europa enfrenta as ameaças do EA do outro lado do Mediterrâneo e e das muitas centenas de “lobos solitários” dentro das suas próprias fronteiras.



Ucrânia

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Movida pelos objectivos geo-estratégicos da Alemanha como já tinha sucedido na ex- Jugoslávia a EU decidiu associar-se à estratégia política dos “democratas” ucranianos, gente que como se sabe são um modelo de valores democráticos para todos os europeus. O resultado foi a anexação da Crimeia com a Rússia, uma guerra civil que Kiev não consegue ganhar, uma economia ainda mais arrasada do que já estava e um conflito económico com a Rússia que depois de lançar este país numa crise económica e financeira acabará por chegar à economia da EU.



Preço do petróleo

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Com a crise na Líbia, no Iraque e na Síria e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia por cujo território passa o gás natural de que a EU precisa era de esperar tudo menos uma descida do preço do petróleo. Mas foi isso que sucedeu e numa dimensão que ninguém imaginaria, os preços estão de tal forma baixos que muitas explorações estão em risco de serem viáveis, designadamente as explorações off-shore e a produção a partir dos xistos betuminosos. Os que festejam os benefícios estão ignorando os custos e no caso português  estes são tudo menos negligenciáveis. De entre os países com os quais mantemos relações comerciais e/ou política mais próximas estão vários produtores de petróleo, é o caso de Angola, Brasil, Venezuela e Timor-Leste. A perda de receitas de países como Angola, em relação à qual temos uma cada vez maior dependência (exportações, investimento e emigração), não se deixará de fazer sentir mais cedo ou mais tarde.
 


A ilusão estatística

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O governo deixo de trabalhar na resolução dos problemas do país para se dedicar ao ilusionismo estatístico, estratégia iniciada desde que o humorista Pires de Lima chegou ao governo. Agora o país é um fenómeno, caminha para o pleno emprego e incrivelmente não produz mais riqueza, não atraiu qualquer investimento produtivo e o Estado reduziu o investimento a quase zero. O problema é que enquanto gente de recursos intelectuais limitados se entretém a manipular as políticas para iludir as estatísticas a economia portuguesa está numa pasmaceira.


A justiça
  
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A direita pode festejar a prisão de Sócrates e tem a secreta esperança de que um caso que começa a evidenciar muitas falhas funcione como oxigénio eleitoral. O problema é que dois ou três licenciados em direito com uma pós graduação no centro de estudos judiciários, que se sentem magistrados romanos do país arriscam-se a lançar o país numa profunda crise política, ao mesmo tempo que a justiça se afunda e só os chineses se arriscam num mercado onde ninguém pode contar com tribunais. A ressaca deste processo pode ter maiores consequências do que as que o Teixeira, o Alexandre a PGR e outros imaginam. A justiça está obrigada a condenar Sócrates a qualquer custo e ninguém sabe o que sucederá se não o conseguir e os portugueses concluírem que estiveram perante um golpe conduzido por interesses políticos e corporativos.



A economia Europeia
  
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Enquanto a Alemanha enriquece e volta a ter ambições há muito perdidas as potências europeias vão estagnando uma atrás da outro e por agora só se escapou um Reino Unido que mantem um pé fora da EU. O sonho que a Europa foi para muitos países pode tornar-se um pesadelo enquanto a direita e a social-democracia alemã vão reconstruindo a influência aos países do Leste e da Europa Central. A Europa ado progresso e da riqueza é a Europa do Norte e do centro com sede em Bona enquanto o sul se vai arrastando numa crise profunda. E nas relações europeias Portugal tem cada vez menos influência, não só somos descartáveis para os alemães como a estratégia da direita portuguesa é transformar o país num satélite do PC Chinês, uma versão europeia e democrática da Coreia do Norte.


A estagnação da economia portuguesa

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O problema da economia portuguesa começou por ser uma crise financeira agravada pelo contexto internacional, agora e graças às medidas adoptadas por gente mal preparada não só não resolvemos o problema da dívida como o o agravámos e ainda por cima criámos novos problemas ou agravamos outros que já eram evidentes. O país está sem investimento há quase meia década o que terá consequências trágicas para as novas gerações e para a sustentabilidade do modelo social em que assenta o Estado Social e os pressupostos sociais do regime democrático. O país perdeu recursos humanos preciosos, dantes emigravam trabalhadores analfabetos, agora parte os mais qualificados e ambiciosos, um capital humanos indispensável ao desenvolvimento de qualquer país. Os portugueses perderam a confiança no Estado, na justiça vale tudo, na economia é o salve-se quem puder, os contratos deixaram de ter valor, o Estado deixou de ser gerido com uma entidade credível para se comportar como um canalha. O sistema financeiro está paralisado e empobrecido enquanto as empresas estão sem recursos financeiros para ir além de uma visão de curto prazo.
  
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Ainda bem que Passos Coelho não vê nuvens no horizonte, isso ajuda-o a ter esperança e a ser feliz e a acreditar nas estatísticas que ele próprio vai forjando para inventar um país que não existe e no qual quer desesperadamente ganhar as eleições.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Desejos de um 2015 o menos mau possível




   Foto Jumento


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Praça da Figueira, Lisboa
  
 Jumento do ano de 2014
    
Paulo Macedo

O Opus ministro da Saúde acaba o ano da forma que mais gosta, fazendo propaganda à sua pessoa. A notícia de que vai perseguir as empresas prestadoras de serviços que colocam médicos no SNS não passa de uma manobra de propaganda grosseira que ao mesmo tempo que ilude a incompetência do Opus ministro faz passar a mensagem do ministro duro e exigente.
 
A verdade é que o sector da Saúde tem tdio os seus momentos Citius e isso sóp tem sucedido por incapacidade do ministro de prever e prevenir estas situações. A culpa pode ser das empresas, mas a responsabilidade e a culpa é do ministro pois o seu papelnão é aplicar multas ou perseguir empresas, é assegurar-se de que o SNS tem capacidade de resposta para um mero surto de gripe ou para uma tolerância de ponto decidida pelo governo.
 
Não são apenas as empresas que devem ser perseguidas, é também a incompetência de um minsitro que gere mais a propaganda da sua própria imagem do que o SNS.
 
«O Ministério da Saúde vai penalizar as empresas de prestação de serviços que falhem a colocação de médicos nos hospitais e centros de saúde. O incumprimento de contratos, que deixa frequentemente escalas por preencher, está a acontecer em grande parte dos hospitais públicos, que têm pouca margem para as evitar. É o caso do Amadora-Sintra, que lidou recentemente com esperas acima das 20 horas na urgência.

Perante constantes falhas, o Ministério da Saúde disse ao DN que "no âmbito dos novos concursos a realizar, está a estudar medidas que visam assegurar que as empresas prestadoras de serviços cumpram os contratos estabelecidos, sob pena de penalizações para as que entrarem em incumprimento".» [DN]

 Expectativas para 2015

Não espero muito de 2015 nem no plano pessoal, nem numa perspectiva nacional, será mais um ano perdido na vida de muitos portugueses que Passos Coelho condenou a suportar a crise em dose dupla, o crescimento continuará raquítico e dificilmente a descida temporária do preço do petróleo afastará as muitas nuvens negras que vão desde a crise na Ucrânia ao problema ignorado do Estado Islâmico.

No plano europeu as incertezas não são menores, à crise no leste junta-se a persistência da crise grega, não sendo de excluir o recrudescimento do terrorismo com os extremistas islâmicos a apelar aos “lobos solitários” da Europa, perante as dificuldades em chegar à Síria muitos jihadistas irão actuar na Europa. Espero que a extrema-esquerda ganhe as eleições na Grécia ainda que não acredite, seria bom para lançar o debate da dívida e para testar de uma vez por todas as propostas da esquerda conservadora.

No plano político nacional já estamos assistindo a uma campanha eleitoral suja, em que tudo vale e em pouco tempo já se foi mais longe do que alguma vez se imaginou. Alguma direita mais militante, instalada nalguns jornais e nalguns sectores da Justiça dão tudo por tudo pela destruição do centro esquerda, numa tentativa desesperada de transformar o PSD num partido único eleito democraticamente, o equivalente nacional ao PSD Madeira.
  
O caso BES vaio arrastar-se no parlamento enquanto que a venda do Novo Banco será agendada de forma a favorecer o PSD nas eleições, o mais provável é que o prejuízo seja grande, mas com manobras como a que foi feita com os dinheiros da Goldman Sachs é provável que o BdP iluda a realidade e daqui a uns anos Portugal ter´+a de pagar os prejuízos por conta dos empréstimos e investimentos bons que foram manhosamente transferidos para o banco mau.
  
Quanto aos governante espero que o PSD perca as eleições apesar de todas as manobras e truques a que já estamos a assistir, até porque os portugueses não são os pacóvios que alguns mangas de alpaca da capital imaginam. Será um enorme prazer ver Cavaco dar posse aos que em tempos derrubou. Se Cavaco não tiver um fanico na posse de um futuro governo, entºão que tenha uma caganeira que o mande para a Quinta da Coelha um ano mais cedo pois já não há paciência para ver mais mensagens de Natal dos Silvas de Boliqueime.
  
No plano pessoal pouco há a fazer, mais um ano que se espera ser  de recuperação do pouco que resta por recuperar. No plano profissional será mais um ano sem novidades, sem quaisquer incentivos e com os cortes do costume que Passos quer eternizar e que engasgam o discurso económico de António Costa.

Enquanto consumidor vou abandonar a EDP pois não vou ser mais cliente do PC Chinês nem contribuir para o vencimento do professor pintelhos. Quanto ao banco aguardo o destino do BE e no que se refere a supermercados continuarei a evitar o Pingo Doce pois não gosto de empresários que tentam influenciar eleições com fundações e outros truques manhosos. No que se refere a telecomunicações equaciono a hipótese de abandonar a Meo.

   
   
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