sábado, janeiro 24, 2015

Moeda, trocos, trocas e cambalhotas

Eu ainda sou do tempo em que a direita, partidos, governo e família Silva  acusavam os menos ricos da culpa da gula e de todos os males que sucediam a Portugal, afirmavam a sua crença nos mercados com o mesmo fundamentalismo que os jihadistas do Estado Islâmico berram Allahu Akbar enquanto dispara sobre tudo o que mexe. Apoiado no imã Vítor Gaspar o ainda primeiro-ministro sempre foi um fundamentalista na recusa de qualquer intervenção do BCE.
  
Durante três anos todos os sectores da direita, de Passos a tudo quanto é comentador encostaram António José Seguro exigindo-lhe antes de manifestar qualquer outra opinião, como iria diminuir a dívida. Em Portugal perdeu-se o direito a opinar sobre o que quer que fosse a não ser que se defendesse uma solução para a dívida, enquanto se defendia que essa solução passava por austeridade e pelo seu pagamento. Durante três anos Seguro foi ridicularizado por toda esta direita sempre que defendia que a solução da dívida e o crescimento passava por medidas europeias.
  
Agora que perceberam o falhanço e que a economia portuguesa está à beira do desastre essa gente ultrapassa tudo e todos pela direita para apoiar a intervenção do BCE, primeiro apoiaram a compra de dívida no mercado secundário, agora são apoiantes convictos da emissão de papel moeda para ser injectado na economia através da aquisição de dívida soberana. Até Passos Coelho que excomungava todo aquele que sugerisse tis medidas aparece agora a fazer –se de parvo para dizer que sempre apoiou estas medidas.
  
Mas eu também sou do tempo em que Seguro era acusado de não fazer oposição, recordo-me de que não foi apenas a direita a desvalorizá-lo por se refugiar em soluções que passavam pela intervenção do BCE. Recordo-me também de quando não alinhou com o lançamento de uma candidatura presidencial  de António Guterres por um António Costa que se colava ao antigo líder do PS. 
  
Compare-se a oposição que Seguro fazia com  a que António Costa tem feito em matérias como a barracada do Citius, as mortes de gente abandonada nas urgências, só para dar dois exemplos em que António Costa tem feito menos oposição do que muitos militantes do PSD. E em matéria de candidaturas presidências o espectáculo ainda vai a meio, Costa não só lançou a candidatura de António Vitorino ao mesmo tempo em que empresta a sua pessoa a iniciativas que mais parecem uma pré-campanha presidencial de Rui Rio.
  
Seguro foi queimado vivo por uma suposta aproximação ao PSD, precisamente aquilo que António Costa tem feito ultimamente, mas com uma pequena diferença. Enquanto dantes a aproximação era apenas ao nível das políticas governamentais, agora já se fala abertamente em acordos e até se fica com a impressão de que António Costa quer ser o primeiro nome da lista de honra de uma candidatura presidencial de Rui Rio.
  
E como se tudo isto fosse pouco e não bastasse aos trabalhadores do Estado os cortes e ofensas de que já foram alvo nestes três anos, vem António Costa com piadolas de mau gosto sobre ministros que ficam prisioneiros de directores-.gerais, chefes de departamento (coisa que não existe no Estado e Costa devia saber pois já teve a pasta da Administração Pública) e chefes de divisão. Esses malandros dos funcionários não só ganham muito e trabalham pouco como ainda tramam as virgens ministeriais, fazendo-as reféns para que não ponham em causa os seus interesses mafiosos. Esta coisa de andar mal acompanhado tem destas consequências.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Baixa (Bairros da Sé e de Alfama) de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

Quando Passos Coelho apoia convictamente as últimas medidas do BCE só nos resta esperar que se declare emancipado da senhor Merkel e defenda uma vitória eleitoral do Syriza nas eleições gregas.

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse esta sexta que é “bem-vinda” a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de comprar dívida pública e que espera que ela “seja tão eficaz quanto se deseja”.

“Este financiamento do BCE não é para os Governos nem para os Estados, é para os bancos e para a economia e portanto o BCE, ao contrário do que algumas pessoas defendiam, não alterou o seu mandato, os seus estatutos, o seu objetivo que é de política monetária e não está a financiar os Estados, está a financiar os bancos e a economia”, afirmou o chefe de Governo.» [Observador]

PS: Os jornalistas, as televisões, rádios e jornais portugueses estão de parabéns, nenhum deles se lembrou do que Passos Coelho disse durante três anos sobre uma intervenção do BCE.


 Menos um 
   
«Mikael Batista, lusodescendente de 23 anos, poderá ter morrido na sequência de uma operação militar organizada pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

Contactada pelo Observador, a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas disse “não ter qualquer informação” sobre a morte deste lusodescendente.

A notícia está a ser anunciada em várias contas do Twitter relacionadas com o Estado Islâmico (EI), depois de raides aéreos da coligação internacional terem atingido Kobane, na Síria, junto à fronteira com a Turquia, noticiou a Sábado.

Raheeq Makhtoum, a mulher de Mikael Batista, contactada pela mesma revista, revelou que o jovem terá morrido na segunda-feira à noite. Estava em Kobane há “uma semana” a combater com outros 15 jihadistas originários de França, quando foi atingido pelo ataque da coligação internacional. “Eles foram para lá disponíveis a não voltar. Estavam decididos a morrer pela causa de Alá, com a intenção de matar e de serem mortos”, afirmou Raheeq Makhtoum.» [Observador]
   
Parecer:

Kobani está sendo um cemitério para muitos jihadistas estrangeiros, incluindo portugueses.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Que a terra lhe seja leve.»

 António Costa e as urgências
   
«António Costa apresentou esta sexta-feira quatro propostas para acabar com o “caos” nos hospitais. Depois de uma reunião com os bastonários da Ordem dos Médicos e dos Enfermeiros, o líder socialista sugeriu ao Governo que, neste período de maior afluência às urgências, não fossem cobradas as taxas moderadoras nos centros de saúde para os casos de doença aguda.

Esta seria uma “medida extraordinária” para vigorar enquanto dura o período agudo da gripe e que serviria, segundo António Costa, para “incentivar” a que os doentes “recorram aos centros de saúde e não às urgências” hospitalares. Atualmente, a taxa moderadora nos centros de saúde custa cinco euros e, de acordo com os últimos dados, 5,8 milhões de portugueses estão isentos de a pagar, nomeadamente, a população mais idosa, doentes com incapacidade superior a 60% e a população com menos recursos financeiros, bem como crianças até aos 12 anos de idade.» [Observador]
   
Parecer:

Digamos que estamos perante alguma ingenuidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a António Costa quando vai pedir a demissão do seu "protegido" Opus Macedo.»

 Não foi por falta de aviso
   
«O alerta, um e-mail, foi enviado três dias antes da morte de Roberto Pereira, a 4 de janeiro. Cinco horas depois ter sido admitido na urgência, o doente morreu. Roberto Pereira, 57 anos, tinha dado entrada no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, com uma pulseira amarela, mas o agravamento do seu estado de saúde obrigou a uma segunda triagem e a outra pulseira, desta vez laranja, para assinalar que o seu caso era muito urgente. Ainda foi visto por um médico, mas não resistiu. Morreu a 4 de janeiro e a sua morte foi noticiada como a sexta das oito mortes nas urgências desde o Natal.

O caso está a ser investigado pelos inspetores da Saúde e agora também pelo Ministério Público. Uma mensagem de correio eletrónico a que o Expresso teve acesso revela que a administração do hospital, integrado no Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, estava informada sobre o risco de morrerem doentes nas urgências por falhas no atendimento. A missiva foi enviada pela própria diretora da urgência três dias antes da morte de Roberto Pereira. Chegou ao conhecimento dos administradores e da Ordem dos Médicos, a quem a médica pedia ajuda.» [Expresso]
   
Parecer:

Parece que o país está descobrindo quem é o Paulo Macedo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Exija-se a dmissão do ministro incompetente.»
  

   
   
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sexta-feira, janeiro 23, 2015

Liberais no discurso, cobardes no ADN e velhaco nas acção

Ao fim de três anos este governo não tem um discurso económico coerente e transparente, nunca se perece se o que os governantes dizem é o que pensam, se os que dizem ser o programa é o que vão fazer. Umas vezes fica-se com a impressão de que não sabem o que querem, outras deixam a ideia de que escondem permanentemente o que pretendem. O resultado das suas políticas é uma mistura estranha entre as patetices supostamente ideológicas de Passos Coelho, das manifestações de ódio aos reformados e à Função Pública considerados os inúteis da sociedade, algumas imposições externas e o improviso a que a cada momento resulta do eleitoralismo doentio de dois líderes partidários, Portas e Passos Coelho, que tentam sobreviver a qualquer custo.
 
A grande solução para o controlo da despesa do Estado eram os cortes nos vencimentos e das pensões, as gorduras do Estado são as mesmas, as direcções-gerais, institutos e fundações ficaram como estavam, as PPP são negócios de amigos, a solução passou por ignorar os pensionistas e por proletarizar os técnicos superiores do Estado. Reagiram aos acórdãos do Tribunal Constitucional com ódio e questionam a competência dos juízes. Mas como a vergonha na cara não é muita apregoam agora a sua bondade.
 
Mas onde o liberalismo desta gente mais se afirmou foi na afirmação do estatuto de bons pagadores coo pressuposto ideológico do apoio incondicional das teses defendidas pela Alemanha no seu próprio interesse, muita austeridade e nenhuma intervenção do BCE. Mas quando as taxas de juro baixaram graças às intervenções do BCE faltou-lhes a coragem de aceitar que o país beneficiava de uma postura do BCE diferente da defendida por Passos Coelho e foram oportunistas ao ponto de reclamarem que a descida das taxas de juro foi resultado das suas políticas.
 
Agora que o BCE volta a intervir nos mercados Passos Coelho ignora o que já disse sobre a matéria, chegou mesmo a defender que as medidas agora tomadas conduziram  Europa a uma guerra, e os seu ministro da Economia já veio a elogiar a actuação do BCE, enquanto no parlamento os seus deputados apoiam as mesmas medidas. Não é preciso ser muito inteligente para se perceber que mal a economia dê sinais de que reage politicamente às medidas do BCE Passos Coelho vai aparecer a reclamar os sinais de retoma como o resultado das suas opções.
 

Enfim, esta gente é tão honesta e tão liberal que é bem provável que em segredo torcem para que o Syriza ganhe as eleições na Grécia. Foram cobardes quando a Irlanda pediu juros mais baixos, foram cobardes quando a mesma Irlanda pretendeu pagar aos credores mais cedo, voltaram a sê-lo com as intervenções do BCE e em todas essas situações beneficiaram do trabalho alheio. Agora deverão estar à espera de cedências da Europa em relação à Grécia para conseguirem benefícios à custa da coragem alheia.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Alfama, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pires de Lima, o cómico da Horta Seca

Pires de Lima não partilha da ortodoxia de Passos Coelho e Maria Luís em relação à intervenção do BCE ou está apenas a querer apanhar a boleia do combate à deflação?

«O ministro da Economia, António Pires de Lima, não tem dúvidas que o Banco Central Europeu irá apresentar um plano de expansão monetária esta quinta-feira e considera esta uma “decisão muito positiva” que mostra que “Mario Draghi está a fazer o que é necessário para escapar à deflação“. Ainda assim, o governante defende, em Davos, que os estímulos monetários não devem interromper o trabalho reformista na Europa, que “Portugal já fez e continua a fazer“.

“Vejo o anúncio deste plano de expansão monetária como uma decisão muito positiva por parte do BCE e acredito que Mario Draghi está a fazer o que é necessário para escapar à deflação”, diz António Pires de Lima, entrevistado pela televisão norte-americana CNBC à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça. “No que diz respeito ao crescimento, independentemente destas medidas de expansão monetária, temos de continuar com a agenda de reformas porque a Europa, se quiser competir com os EUA e a Ásia, tem de promover as reformas que nós, os portugueses, fizemos e continuamos a fazer”, asseverou o ministro da Economia.

Pires de Lima considera que “Mario Draghi tem feito um trabalho muito importante na Europa, não só há dois ou três anos quando teve um papel crucial para proteger o euro de todas as ameaças que existiam há três ou quatro anos”. Agora, o BCE está a combater “um risco importante na zona euro, que é a deflação“.» [Observador]


 As coisas com que o BPI se preocupa
   
«O BPI enviou uma mensagem aos seus clientes onde se demonstra preocupado com a instabilidade política e a possibilidade de eleição do Syriza, um partido que considera antieuropeu.

A mensagem enviada por email, denunciada pelo Bloco de Esquerda e a que o Observador teve acesso, diz que a convocação de eleições antecipadas “não só compromete os avanços económicos que o país realizou em 2014 como também ressuscitou o espetro da vitória de um partido antieuropeísta”, numa altura em que o Syriza continua com vantagem nas sondagens.» [Observador]
   
Parecer:

Enfim, a democracia é uma grande chatice.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O advogado amigo da acusação
   
«Ricardo Marques, advogado de João Perna, criticou esta quinta-feira as declarações de algumas personalidades à porta do Estabelecimento Prisional de Évora que defenderam que a prisão preventiva de José Sócrates era uma perseguição política.

“Alguns políticos teceram comentários que me pareceram excessivos. O Tribunal não prende por questões políticas, o tribunal prende quando, na perspetiva dele, tem indícios de práticas de crime. As pessoas quando falam disso [perseguição política] não sabem o que consta no processo”, afirmou o advogado, em declarações aos jornalistas.

Mário Soares tem sido um dos principais defensores da teoria de que a detenção e prisão preventiva do ex-primeiro-ministro é um caso de perseguição política. A 26 de novembro de 2014, na primeira visita que fez à cadeia de Évora, o fundador do Partido Socialista afirmou aos jornalistas que a operação Marquês “não é outra coisa que não seja um caso político”, acrescentado, ainda, que “todo o PS está contra esta bandalheira”.» [Observador]
   
Parecer:

Porque será que este advogado me traz à memória o advogado do Bibi? O homem fala como se fosse um porta-voz da acusação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Investigações estão servindo para atacar o PS
   
«José Sócrates manteve-se sempre a par do que se passava dentro do Partido Socialista, mesmo durante o período em que esteve em França, conforme referiu o jornal i. José Almeida Ribeiro, antigo secretário de Estado adjunto de Sócrates e antigo conselheiro político de António José Seguro, foi apanhado nas escutas ao ex-primeiro-ministro, no âmbito da Operação Marquês, a reportar quase diariamente o que se passava no partido.

O teor preciso dessas escutas não é, porém, revelado pelo jornal.

A carreira de Almeida Ribeiro foi alternando entre os serviços secretos e a política. Mas surpreendeu sobretudo quando aceitou ser conselheiro de António José Seguro, rival de Sócrates no PS, enquanto no tempo em que Seguro liderou o partido.» [Observador]
   
Parecer:

Vamos ver até onde irá esta gente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Mais uma vítima dos métodos do MP
   
«Ex-presidente da Câmara de Matosinhos estava acusado de desviar dinheiro e simular roubo de um 'smartphone', além dos crimes de abuso de confiança, peculato e participação económico em negócio.

O ex-presidente da Câmara de Matosinhos Narciso Miranda foi hoje ilibado de desviar dinheiro de uma associação mutualista que liderou e de simular o roubo de um `smartphone".

O ex-autarca estava ainda acusado, enquanto presidente do conselho de administração da Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede Infesta (ASMSMI), em Matosinhos, dos crimes de abuso de confiança, peculato e participação económica em negócio de que também foi absolvido.» [DN]
   
Parecer:

Aos poucos o MP vai denegrindo os políticos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a factura ao magistrado do MP que conduziu a acusação e pergunte-se à procurdora-geral se desta vez não festejou a sentença.»
  
 António Costa fala das urgências
   
«O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou hoje à agência Lusa que a "situação de caos" nas urgências médicas constitui a prova de que o PSD rompeu o "consenso nacional", colocando-se como um adversário do Estado social.

Esta posição foi hoje assumida pelo líder socialista, depois de o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, ter afirmado na quarta-feira à noite que "acabou com o mito de que apenas certos setores políticos conseguem dar expressão à preocupação com o Estado social, que estava em rutura há três anos e meio, mas que está hoje fortalecido, com menos dívidas, seja na saúde, na área social e, ao mesmo tempo, com mais vitalidade, mais rigor e mais exigência do que existia".» [DN]
   
Parecer:

Mas faz de conta que o Paulo Macedo nem existe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Opus MAcedo como conseguiu tanta protecção por parte do PS.»
  
 Grande Opus Macedo
   
«m jovem que sofre de cancro há uma década perdeu recentemente a isenção total de pagamento de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS) porque os juros do dinheiro angariado em campanhas de solidariedade para tratamentos no estrangeiro entraram no cálculo de rendimentos do seu agregado familiar. Para voltar a ter direito a isenção em todos os serviços de saúde públicos, exigem-lhe agora que se apresente a uma junta médica e pague 50 euros, queixa-se a mãe, Glória Calisto, que denunciou a história por se sentir “revoltada” com a situação.

“Não é justo”, defende Glória, que tem tentado por vários meios obter ajudas financeiras para aliviar o sofrimento do filho, João Pedro Calisto, doente com leucemia linfoblástica aguda desde os sete anos.  Hoje com 17 anos, João já experimentou  sucessivos tratamentos, nomeadamente um transplante de medula óssea, sem sucesso, e tem feito quimioterapia no SNS, mas a mãe quis tentar outro tipo de terapias que não são pagas pelo serviço público e, para isso, organizou várias iniciativas para recolha de fundos.» [Público.]
   
Parecer:

Uma vergonha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»

   
   
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quinta-feira, janeiro 22, 2015

Cheira mal em Portugal

Enquanto se morre à espera de tratamento em intermináveis filas nas urgências do SNS floresce o negócio dos hospitais privado onde nada disto acontece. O ministro queixa-se das reformas antecipadas para justificar o problema nas urgência, mesmo sabendo que estes médicos não trabalhavam nas urgências há mais de dez anos, mas não reparou ainda na fuga dos médicos para o sector privado, empurrados pelas suas medidas.

A PGR recebe um jornalista que denuncia a violação do segredo de justiça e mesmo depois de acusações graves num artigo de opinião sugere ao jornalista que consulte um advogado. Todos os dias os jornais dão conta de supostas novas provas em processos sujeitos ao segredo de justiça e a PGR limita-se a abrir o processo da praxe.

Os mesmos sindicalistas que agendaram uma greve na TAP para defender o interesse nacional acabaram por trocar os interesses do país por uma mão cheia de alcagoitas, aceitando mesmo juntar-se ao governo para tramarem os colegas de empresa que não assinaram o negócio das alcagoitas.
  
Dantes os sindicatos defendiam os direitos dos trabalhadores e eram os seus representantes, agora os líderes sindicatos querem ser, parecer ou servir os patrões, não hesitando em apoiá-los contra os outros trabalhadores, como sucedeu no acordo oportunista entre alguns sindicatos e a TAP. No caso dos guardas prisionais o espectáculo é ainda mais deprimente, já se viu um líder sindical armado em representante dos serviços prisionais, justificando os controlos feitos em relação a um detido e agora assistimos ao espectáculo repuganante de ver um sindicato a denunciar que um detido tem umas botas com uma qualquer presilha proibida ou um cachecol do Benfica.

O governo sugeriu que os juízes do Tribunal Constitucional eram incompetentes, não faltou quem chamasse traidores aos escolhidos pela direita e que se manifestaram pela inconstitucionalidade dos cortes de vencimentos e pensões, alguns foram mais longe e sugeriram que fosse alterado o sistema de escolha dos juízes ou mesmo a extinção daquele tribunal. Os mesmos que disseram cobras e lagartos dos juízes do Tribunal Constitucional são agora os arautos da boa nova, os pensionistas deixaram de ter cortes nas pensões e os funcionários públicos até iriam receber 25% de um corte que foi considerado inconstitucional. Neste país já não há vergonha na cara.

Os mesmos gargantas fundas que diariamente mandaram provas inequívocas da culpa de José Sócrates, passando a imagem do maior criminoso do país e arredores mudaram agora de programa e em vez de provas da culpa mandam publicar a prova de que Sócrates sabia estar a ser investigado e  teve tempo para destruir todas as provas. No princípio Sócrates soube das investigações por um telefonema do filho, agora já soube por um amigo jornalista que confirmou a informação, daqui a uns tempos vamos saber que sabia de tudo ainda antes da abertura do processo. É assim a justiça portuguesa, prende com base em suspeitas transformadas em provas virtuais.

A Procuradoria-Geral chegou a emitir um comunicado esclarecendo que o processo contra José Sócrates foi iniciado com uma comunicação de um banco, a CGD, ao abrigo da lei do branqueamento de capitais. Mas depois de mais de um mês de provas diárias publicadas nos dazibaos da acusação, provas que davam para condenar Sócrates a várias perpétuas, ainda não apareceu nenhuma prova associada à tal comunicação da CGD. Fica-se com a sensação de que essa comunicação teve o mesmo valor das cartas anónimas, só serviu de argumento para abrir o processo.

O mesmo governo que por ódio mesquinho de um político pequenino ao seu antecessor destruiu tudo o que cheirasse a formação profissional com projectos da treta que não concretizou, gasta agora rios de dinheiro a eliminar desempregados nas estatísticas do desemprego, colocando-os a fazer cursos da treta, sem qualquer qualidade e dos quais não resulta qualquer qualificação profissional.
  
E a tudo isto, a este cheiro pestilento exalado do país e de algumas das suas instituições Cavaco diz não sei, não ouvi, não tenho nada que ver com o assunto, não é essa a minha praia, é um problema que não me assiste. Podem morrer portugueses como se fossem cães, abandonados num canto da sala de espera das urgências, podem ser violadas todos os valores constitucionais, podem meter as instituições da democracia de pernas para o ar que a tudo Cavaco responde com o sorriso de uma vaca da Graciosa..
  

Umas no cravo e outras na ferradura



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Uma ponte para a outra margem, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças

A questão da interpretação das regras de Bruxelas em relação à forma como se contabilizam os investimentos é secundária, qualquer entidade pode pedir um esclarecimento à Comissão. O problema das declarações de Maria Luís é a sua defesa da pior hipótese para Portugal, para dessa forma poder continuar e mesmo aumentar a austeridade.

A ministra não invoca qualquer conversa ou esclarecimento por parte da Comissão, limita-se a fazer a interpretação que mais corresponde à defesa dos seus valores ideológicos.

«O Governo e António Costa leem de maneira diferente a comunicação da Comissão Europeia sobre a contabilização de investimentos públicos para os défices nacionais. Na comissão de Orçamento e Finanças, a ministra das Finanças insistiu na leitura do Governo de que a “interpretação mais flexível não é aplicada a Portugal”, uma vez que o país ainda se encontra em procedimento de défices excessivos.

Resposta de Maria Luís Albuquerque depois de António Costa ter escrito uma carta ao Diário Económico em que defende que a interpretação que faz da decisão da Comissão Europeia sobre a flexibilidade ao Pacto de Estabilidade e Crescimento é que ela se aplica a todos. Aos deputados, a responsável pela pasta das Finanças insistiu na leitura do Governo: “Aquilo que foi comunicado pela Comissão não tem alteração de regras. Não há alteração das regras do Tratado Orçamental”.

Na audição no Parlamento, o deputado João Galamba do PS questionou a ministra sobre se Maria Luís Albuquerque considerava ou não do “interesse de Portugal que os projetos com co-financiamento dos fundos europeus tivessem um tratamento semelhante ao da cláusula de investimento?”.

Na resposta, a ministra das Finanças disse considerar que a posição da Comissão Europeia “era bem-vinda”, mas insistiu que a “cláusula de investimento” não se aplica a Portugal. Disse Maria Luís que a cláusula de investimento “prevê que possa não ser considerado para efeitos de défice [esses investimentos] e que possa ser estabelecido um objetivo menor em termos [de défice] estrutural, que tem de ser corrigido em 4 anos”, mas, acrescentou, “só para países que não estão em procedimento de défices excessivos”. Na senda do que disse o primeiro-ministro no último debate quinzenal, a ministra aproveitou o caso para dizer que é isso mesmo que o Governo quer fazer este ano: retirar o país do procedimento de défices excessivos (défice acima de 3%).» [Observador]

 Um governo de gente que não os tem em su Citius

Morrem portugueses abandonados como cães nas filas de espera das urgência e o brilhante Paulo Macedo não assume a mais pequena responsabilidade pelas consequência dos cortes, pela emigração dos médicos, pela mudança de médicos e enfermeiros pra o sector privado, pela incapacidade total e criminosa de prever situações óbvias, pela má gestão dos recuros, por uma política manhosa de destruição subtil do SNS.

A ministra da Justiça estende-se ao comprido com a reforma do mapa judiciário, paralisa a Justiça durante meses mas em vez de dar a cara anda a difamar pessoas, umas atrás das outras, atribuindo as culpas, iludindo a sua incompetência, recusando-se ao último gesto digno que lhe resta, a demissão. O mesmo fez o ministro voador Crato que nunca assumiu as responsabilidades por um único dos seus actos incompetentes.

A excepção a esta cobardia foi Miguel Macedo, o único que não teve responsabilidades directas nos actos que conduziram ao seu pedido de demissão. Isto é um governo de gente que não os tem em su Citius.

 Que lobbies estarão envolvidos na RTP?

É muito estranho o silêncio que se sente em torno do que se passa na RTP. Que grupos andarão a actuar na sombra para que uma mudança tão abrupta na administração da RTP ocorra sem quase se ouvir um comentário.


 PS perdoa Paulo Macedo
   
«Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo vice-presidente da bancada socialista Marcos Perestrello após uma reunião com o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, e de a maioria PSD/CDS ter chumbado em sede de comissão parlamentar um requerimento do PS para audição do ministro da Saúde, Paulo Macedo.

Entretanto, essa audição com o ministro da Saúde vai concretizar-se, através de um agendamento com caráter potestativo apresentado pelo PCP.

Na perspetiva de Marcos Perestrello, a política de austeridade seguida pelo executivo também na saúde "chegou ao limite e o sistema está em rutura".

"Quem o diz são os profissionais de saúde e os utentes", afirmou o dirigente socialista.

Mas o vice-presidente da bancada do PS foi ainda mais longe e considerou mesmo que a "crise" neste setor está a degradar a saúde das relações entre os partidos da coligação governamental.

Neste ponto, o deputado do PS disse que o PSD, além de ter chumbado o requerimento do PS, foi ao ponto de travar também um requerimento do CDS para que fosse ouvido no parlamento o diretor Geral de Saúde.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Quantos portugueses terão que morrer como cães abandonados nas urgências para que o PS considere que há matéria para atacar o ministro em vez de se refugiar em evasivas sobre pretensas divisões entre PSD e CDS. Quem protege Paulo Macedo no PS?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a António Costa.»
  

   
   
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