sábado, maio 30, 2015

Ideias que não alimento

Não alimento a ideia de que toda a gente que participa nessa economia paralela a que designam economia social sejam apenas boas almas que dão o seu melhor por amor ao próximo. A miudagem que faz a recolha de alimentos e os muitos voluntários são certamente boas almas, mas acima deles há muita gente que junta o passaporte para o céu que esperam obter a muitas outras vantagens pessoais.

Não alimento a ideia de que as carências se resolvem com caridade institucionalizada e com o desvio de recursos públicos das prestações sociais para a empresas encapotadas de IPSS que se alimentam dos negócios de milhões da economia caritativa que se expandiu com a crise e com o emprenho de um CDS que procura implantar-se e um Marco António que tem neste meio o seu exército de apoiantes.
  
Não alimento a ideia de que há uma economia social que cria riqueza, antes pelo contrário, os mecanismos de financiamento dessa falsa economia social é uma imensa teia de interesses e de compadrios que se desenvolvem contra as regras do mercado, destruindo empresas em favor de esquemas menos transparentes.
  
Não alimento a ideia de que se corrijam os problemas resultantes da crise com caridade, penalizando as vítimas das injustiças sociais com a perda de dignidade que significa pedir e consumir o que algumas almas caridosas entendem que devem consumir. É mais justo entregar uma prestação social do que obrigar alguém a ir a uma instituição receber um saco de alimentos ou a uma cantina comunitária onde come o que uma qualquer boa alma decidiu que devia comer.
  
Não alimento a ideia de que os pobres devem ser tutelados por senhora bondosas como a que dirige o Banco Alimentar, que opinam sobre o que os pobres podem ou não fazer, que se sentem no direito de censurar o comportamento de muito portugueses porque sendo pobres são obrigados a pedir e por essa via perder o direito à dignidade.
  
Não alimento a ideia de que a caridade feita sob a forma de sacos de comida ou de sopas dos pobres seja uma forma de reintegrar quem foi rejeitado por uma economia que os rejeitou. Para quebrar o círculo de pobreza é necessário assegurar que os cidadãos se sintam plenos e com dignidade, criar mecanismo de reinserção e ajudar as pessoas a encontrar soluções para o seus problemas e reencontrar a auto-estima e a vontade de lutar. Com sopas dos pobres e sacos de comida consegue-se o contrário, quebrar o orgulho, empurrar para o gueto, promover a desistência.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Flor da Quinta das Conchas, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Anabela Rodrigues, ministra incompetente da Administração Interna

Pela forma como a ministra da Administração Interna cedeu a tudo o que os sindicatos da polícia lhe exigiram até parece que foi ameaçada de levar uma tareia do brutamontes de Guimarães, mais um pouco e dava-lhes até o que eles não exigiam. Pela primeira vez um sindicato saiu de uma reunião garantindo que tinham conseguido tudo o que durante anos lhes tinha sido recusado.

A esta hora os sindicalistas devem estar arrependidos de não terem pedido a aposentação aos trinta anos e um aumento do salário para o dobro. É o que dar ter uma ministra fraca e incompetente e um governo desesperado por conseguir votos.

«Tranquila e sorriso no rosto. Foi assim que a ministra da Administração Interna recebeu ontem o maior sindicato da PSP, para a segunda ronda de negociações sobre o polémico estatuto. "Quero dizer que a minha intenção é ir ao encontro das vossas expetativas", terá declarado Anabela Rodrigues logo do início da reunião, de acordo com uma fonte que acompanhou os trabalhos.

Resultados? A promessa da admissão de 500 novos polícias por ano, a partir já de 2016, até 2019, para compensar e as saídas, o horário de trabalho manter-se nas 36 horas semanais e a cedência a uma das principais e mais difíceis reivindicações sindicais: a pré-aposentação aos 55 anos, sem cortes e sem necessidade, como agora, de autorização superior do diretor nacional da PSP, sempre moroso.

"Algo de impensável há uns meses e que contraria tudo o que tem sido a linha política dos Governos, nos últimos anos", reconhece o presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP), o primeiro sindicato a reunir-se com a ministra e o mais representativo desta força de segurança.» [DN]

 A comunicação social, a Voz do Povo e a verdade

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A Voz do Povo diz que o crescimento resulta das exportações, mas o Expresso diz claramente que "face ao último trimestre, a economia cresceu 0,4 por cento, com o contributo positivo da procura interna e negativo da procura externa líquida". Não é difícil imaginar o José Manuel Fernandes a reescrever o artigo de forma a enganar os papalvos que ainda acreditam nas suas patranhas estalinistas.

Pobre Petinga, o que um pobre assalariado de um falso jornal é obrigado a assinar.

  "The Man and the Dog"



 Parlamento cobarde

«É que o dirigente sindical, embora garantindo ter "informações" e "testemunhas" (que não quis identificar), de que foi o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Paulo Núncio a dar ordens para que essa lista se fizesse, também assumiu não ter nada de "concreto, palpável ou factual" que lhe permitisse sustentar a acusação.» DN de 20 de Março

Se a Assembleia da República fosse um parlamento de gente coerente o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos seria de novo chamado à comissão parlamentar de orçamento e finanças para apresentar as tais testemunhas que tinha que lhe permitiam afirmar que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscias tinha daod instruções.

A verdade é que da famosa lista VIP resulta uma única conclusão óbvia, ou Paulo Núncio mentiu aos deputados ou o sindicalista mentiu com a intenção deliberada de provocar a destruição da carreira de alguns trabalhadores dos impostos, numa tentativa desastrada de apagar todos os processos disciplinares envolvendo os seus associados.

Se os deputados estivessem mesmo interessados em apurar a verdade identificariam o mentiroso e tirariam as conclusões. Mas parece que a lista VIP já desempenhou a sua função, A CNPD fez um brilharete, a IGF fez o que lhe mandaram, os deputados deram o seu espectáculo triste e pouco sério.



      
 A superioridade moral de Massamá
   
«De acordo com a biografia oficial do Primeiro-Ministro, de Sofia Aureliano, Pedro Passos Coelho revelou desde muito cedo uma grande curiosidade intelectual. Se Miguel Relvas diz que pautou a sua vida «pela procura do conhecimento permanente», Pedro mostrou logo na infância «uma avidez, quase aditiva, pela busca do conhecimento». Ainda não tinha completado a 4ª classe e já o nosso primeiro-ministro «escrevia melhor que muitos doutores». Deve ser daqui que vem a ideia de que o país tem licenciados a mais. O amigo Relvas foi mesmo um dos pioneiros dessa causa nacional, tendo-lhe sido atribuído pelo ministro Crato o título de ex-licenciado.  

Na juventude, não foi um rapaz especialmente namoradeiro, mas o nome da primeira namorada fica na memória: Maria Luís. «Foi um namoro bonito mas curto, que terminou quando chegou o verão.» Anos mais tarde, em 2013, um tipo malvado chamado Dr. Paulo Portas também quis que o relacionamento de Pedro com uma outra Maria Luís terminasse quando chegou o verão. Como diria Marx, a história repetia-se. Só que, apesar da breve passagem pela UEC, Pedro não quer nada com Marx. Prefere uma versão caseira do princípio thatcheriano do «no such thing as society»: «somos aquilo que escolhemos ser». Escolheu ignorar a carta de demissão «irrevogável» de Paulo Portas, e a verdade é que dois anos depois ainda cá anda.

«O Movimento das Forças Armadas nascido da revolução dos cravos» (não foi ao contrário, Sofia?) apanhou o jovem Pedro com a família em Angola. O pai, António, «ouvia relatos de grande euforia em Portugal, mas não via eco dela em Angola». Sofia acha que «o pós-25 de abril demorou a chegar a Luanda». Deve ter sido por causa da diferença horária. De resto, o jovem Pedro recuperou o tempo perdido e cinco anos depois, já estava na JSD, a impressionar com os seus «famosos discursos de improviso», que agora fazem as delícias da oposição. Pedro Pinto recorda que no discurso de estreia, ele foi «o único que verdadeiramente defendeu aquilo em que acreditava com base na informação que tinha, ainda que as premissas estivessem todas erradas». Ainda hoje é frequente isto acontecer.

Também vale muito a pena perceber como se divertia Passos e o grupo da jota. Segundo Sofia Aureliano, «Nos anos 80, a ausência de televisão e de novas tecnologias fazia com que o ato de pertencer a um grupo com os mesmos interesses fosse a forma mais natural de conviver em sociedade». Estranhos tempos, esses em que não havia «novas tecnologias» e em que pertencer a um grupo era a forma mais natural de conviver… Seja lá como for, o convívio passava por um bar de Luís Represas, «frequentado por artistas, profissionais que [como nota Sofia] já nessa altura seguiam maioritariamente uma orientação mais à esquerda». Foi justamente aí que Passos conheceu a sua primeira mulher: essa artista de esquerda chamada Fá, uma das famosas Doce. Mas talvez por causa da «ausência de televisão e novas tecnologias», Pedro não associou logo a cara ao nome. Fá despertou-lhe a atenção por um motivo muito especial: «tinha um rosto muito parecido com uma senhora que ele conhecia, a mulher do senhor Faria, com quem Fá partilha traços de um rosto tipicamente judeu».

O pai nunca lhe quis dar dinheiro «para ele andar metido na política» (safa, safa). Foi nos cursos de formação da JSD que ganhou o seu primeiro sustento. Esse bichinho da formação voltaria anos mais tarde, durante a travessia do deserto, através dos famosos cursos para técnicos de aeródromos da Tecnoforma. Nessa empresa, Passos teve como missão gerir toda a formação à distância. A coisa deve ter sido gerida demasiado à distância, porque o resultado de que o atual PM mais se orgulha é «ter estado muito próximo de criar uma escola de ensino superior em Cabo Verde». Ângelo Correia, conhecido caçador de talentos, deu valor a isto e foi buscar Pedro para junto de si na Fomentinvest, onde esteve até 2010. Desta magnífica experiência no setor privado ficou-lhe «o valor do risco (…) que falta na maior parte dos que dependem dos favores e dos benefícios do Estado». A Tecnoforma e a Fomentinvest devem ter sido as únicas empresas de formação profissional e de serviços ligados ao ambiente que nunca beneficiaram de dinheiros públicos.

Em 2010 Passos vê-se forçado a depender «dos favores e dos benefícios do Estado»: torna-se líder do PSD. Nessa qualidade, «viabilizou a governação socialista enquanto achou que essa seria a melhor alternativa para o país» e, já agora, enquanto os prazos constitucionais impediram o Presidente de dissolver a Assembleia. Preferiu chegar a primeiro-ministro no tempo certo, quando «ganhava força a alternativa social-democrata de virar a austeridade para o Estado e não para as pessoas». Estranhamente, apesar desta excelente plataforma social-democrata e apesar de Passos estar a «pôr o país no mapa do investimento e na senda do crescimento», os portugueses continuam a achá-lo uma pessoa má como as cobras. Mas para grandes males, grandes remédios: reúnem-se uns depoimentos de gente desinteressada, como Marco António Costa ou Secundino Cardoso do restaurante O Comilão; revela-se o historial de doenças da família inteira; e finalmente mostra-se a intimidade do apartamento de Massamá.

Sofia Aureliano esteve lá e conta-nos como é «o estado de espírito». À entrada, foi recebida por Peluche e Olívia, «as cadelas da família que completam, com o seu entusiasmo sonoro, o quadro mais genuíno da arte de bem receber». Lá dentro percebeu que as gravatas não combinam com o ambiente, embora isso não se deva felizmente a «qualquer recalcamento ideológico mal resolvido ou a qualquer simbolismo adjacente». De resto, em casa, Passos até estende a roupa e põe a loiça na máquina, «para sentir um registo de normalidade». Pedro é um de nós, que também só lavamos a loiça e estendemos a roupa para sentir «um registo de normalidade».

Ultrapassada que está a tese da superioridade moral dos comunistas, este livro propõe-nos assim a tese da superioridade moral de Massamá. É certo que Passos confessa «não gostar de dar a ideia de poder estar a manipular o sentimento das pessoas em favor de um determinado objetivo». Mas infelizmente, como lembra em epígrafe a própria Sofia Aureliano, «em política o que parece é» (frase que a autora atribui a Sá Carneiro).» [Jugular]
   
Autor:

Filipe Nunes.

      
 Mais um Jota muito bem sucedido
   
«Nos últimos meses a central de compras da saúde, a empresa pública Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), adquiriu serviços no valor de meio milhão de euros a empresas criadas muito pouco antes de assinarem contratos com a SPMS. O i teve acesso a denúncias feitas à Inspecção-Geral das Finanças e Portal da Transparência que questionam alguns dos negócios e analisou os contratos publicados pela empresa pública no site base.gov

Uma das empresas terá mesmo ligações familiares a um funcionário contratado no ano passado pela administração da SPMS, engenheiro que esteve directamente envolvido na adjudicação, atesta documentação a que o i teve acesso. Além disso, a empresa em causa, Crucialintuition, foi contratada pela central de compras pela primeira vez pouco mais de um mês depois da sua criação no dia 9 de Outubro de 2014, revelam registos comerciais consultados pelo i. Sem ter até aí qualquer relação com o Estado, entre Novembro e Janeiro a firma de Santarém fechou cinco contratos com a SPMS para consultoria, no valor de 168.094,26 euros acrescidos de IVA.   

Mais suspeitas Estes não são os únicos contratos que motivaram denúncias. Segundo informação a que o i teve acesso, são igualmente questionados três contratos com a consultora Violet Morning, que segundo foi possível apurar foi contratada pela primeira vez pela SPMS 11 dias depois de ser registada comercialmente. A empresa foi constituída no dia 26 de Dezembro e logo no dia 7 de Janeiro celebrou o primeiro contrato com a SPMS. Desde então soma contratos no valor global de 179.439,48 acrescidos de IVA. Pelo menos uma outra empresa está nesta situação: a LFG, Prestação de Serviços LDA, foi constituída no dia 27 de Fevereiro e contratada por dois anos no dia 25 de Março de 2015 pela SPMS, com um contrato no valor de 74 400 euros acrescidos de IVA.

É ainda também questionada a contratação da empresa We Mean Business, que nos últimos meses fechou quatro contratos com a SPMS no valor de 106.545,00 acrescidos de IVA. Neste caso, a empresa foi constituída em 2012 mas até aqui não tinha qualquer relação com o Estado. Um outro contrato referido ao i prende-se com a contratação de um elemento para o departamento de comunicação através de uma empresa de engenharia em nome do seu irmão, que não indicia o tipo de funções que veio a exerce na central de compras. Este funcionário trabalhava também na câmara de Santarém, onde é dirigente da JSD.» [Notícias ao Minuto]
 
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Parecer:

Ganda Macedo!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Casa, comida e roupa lavada
   
«Segundo o Jornal de Negócios, a Autoridade Tributária voltou a afirmar que mantém a responsabilidade de exigir o pagamento dos valores em falta, a não ser que o processo avance para os tribunais.

A partir do momento em que os cidadãos recorrem à justiça, o Fisco recusa continuar envolvido no processo, devido à impossibilidade de representar empresas privadas em processos legais. Esta é já a segunda vez que as Finanças têm esta interpretação quanto às portagens em atraso» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

É muito discutível que se misturem impostos com um sistema de cobrança de empresas privadas, representar essas empresas em tribunal deixava de ser o recurso ao homem do fraque para ser puro parasitismo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Deixem-se de cobrar dívidas privadas.»

 Mais um salta pocinhas
   
«“Acho um absurdo”. É desta forma que Ricardo Sá Fernandes classifica a proposta do PS de “garantir a proteção de titulares de cargos políticos ou públicos contra a utilização abusiva de meios judiciais”.

O dirigente político considera que esta intenção “pode ser lida, objetivamente”, como uma reação à detenção de José Sócrates e defende que “os titulares dos cargos políticos têm de se sujeitar às regras a que estão sujeitos todos os cidadãos”.

Por outro lado, o advogado admite que vê “com bastante simpatia” a intenção da coligação em criminalizar o enriquecimento ilícito, admitindo sentir-se “bastante próximo dos propósitos políticos da ministra da Justiça e da deputada Teresa Leal Coelho”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

H´quem não consiga viver sem fama.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Os Verdes reúnem em convenção?
   
«O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) reúne-se hoje e no sábado, em Lisboa, na convenção nacional do partido, um encontro que vai debater as ideias contidas na moção global, entre as quais a renegociação da dívida do país.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Estava convencido que as convenções deles não passavam de um café na Festa do Avante.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se desta fraude política.»
   

   
   
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sexta-feira, maio 29, 2015

O negócio da “economia social”

A transferência dos recursos públicos das prestações pagas directamente à população carenciada para os intermediários da chamada “economia social” é um imenso esquema que merece ser denunciado. Os mesmos pobres que eram tratados como indigentes, gente preguiçosa que não gosta de trabalhar passaram a ter uma grande utilidade a partir do momento em que em vez de receberem prestações sociais passaram a receber a ajuda das IPSS.

Dantes era um peso para o orçamento, agora é um sector dinâmico da economia criador de emprego e gerador de crescimento económico que o ministro Lambretas e o Marco António não se cansam de elogiar. Dantes prometia-se rigor na concessão do rendimento social de inserção e o combate às situações fraudulentas, agora duplica-se o valor a partir da qual as IPSS são obrigadas a contratar um ROC. Quando era o pobre a receber duzentos euros para comer era suspeito de desvios de fundos, agora que são as IPSS a receber milhões são isentas de controlo porque é tudo boas almas caridosas.
  
Antes de mas importa demonstrar a falsa ideia de que com o desvio de recursos para a caridadezinha surge uma nova economia geradora de riqueza não passa de uma mentira. Isso só seria verdade se os pobres em vez de comerem optassem por guardar o rendimento mínimo debaixo do colchão subtraindo-o da economia. A verdade é que as prestações sociais geram consumo e, por essa via, estimulam a economia, estimulando a produção de uma forma mais eficaz pois fá-lo através do mercado e não de uma intrincada rede de interesses instalados em torno dessas economia mafiosa que de forma quase cínica designam por economia social.
  
O cidadão que recebe uma prestação social é um cidadão livre, pobre mas livre e que pode comprar onde e a quem entender sem levar na testa a etiqueta de dependente da caridade. O cidadão que vai á sopa dos pobres fica na mão das almas caridosas e acaba por ter de consumir produtos fora do praz para que as empresas dos amigos das almas caridosas se possam libertar de produtos que não conseguem vender a bom preço e sem os custos da destruição.
  
Em qualquer parte do mundo sabe-se que em torno de boas causas como o combate à pobreza e a ajuda alimentar se formam muitas ONG que a troco da sua generosa actividade ficam com uma grande fatia dos recursos que deviam chegar aos que deles precisam. São organizações que envolvem interesses e que se especializam em desviar recursos. Que o digam os responsáveis pelo combate à fraude da Comissão Europeia ou mesmo as nossas polícias que são cada vez mais confrontadas com suspeitas de fraude. Recorde-se o caso da famosa ONG portuguesa que há poucos anos ficou famosa quando se percebeu que a sua estrutura interna dependia quase em exclusivo de familiares do seu presidente.
  
Nas últimas eleições foram as escolas privadas a fazerem de tropa de choque para ajudar a direita a chegar ao poder, não é difícil de perceber que nas próximas eleições aos senhores das escolas privadas se vão juntar os beneficiados dessa economia social, uma imensidão de organizações lideradas por boas almas e com grandes ramificações nalgumas empresas a começar por algumas grandes superfícies que descobriram nas campanhas de ajuda alimentar uma excelente forma de promoção comercial.
  
A economia social não passa de uma imensa fraude económica e política desenvolvida pela  dupla formada pelo Lambretas e pelo Marco António para que sejam os que  mais foram penalizados com as políticas deste governo sejam pressionados a votar neste governo. Da mesma forma que há medo de reclamar porque os produtos estão fora do prazo, também vai haver o medo de não votar no partido sugerido pelas boas almas que estão enriquecendo nesta economia mafiosa que de uma forma cínica designam por social.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Grafiti, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Guilherme d'Oliveira Matins, o senhor dos vistos

Se um dia destes aparecer alguma notícia a informar que o ministro da Saúde salvou a vida a 20.000 portugueses, que a ministra da Administração Interna impediu que 5.000 cidadãos fossem roubados ou que o ministro Crato salvou 500.000 jovens de ficarem sem estudar não se admire. Esta forma imbecil de marketing da treta foi agora inventado por um Tribunal de Contas que parece gostar muito de si próprio e que fez saber que poupou 196 milhões de euros aos contribuintes ao recusa vistos de despesas.

Agora ficamos à espera de saber quantos vistos concedeu o tribunal de Guilherme d'Oliveira Martins pois se os vistos recusados são contabilizados como despesas poupada teremos de atribuir ao Tribunal de Contas a responsabilidade pela despesa correspondente aos vistos concedidos.

Quando até o Tribunal de Contas recorre a expedientes destes para melhorar a sua imagem temos de recear que o país esteja mesmo a ficar louco.

«O Tribunal de Contas beneficiou a Administração Pública em 349,5 milhões de euros, em resultado das auditorias, vistos prévios e controlos financeiros realizados no ano passado. Este valor, que constitui uma espécie de poupança para o Estado, consta do relatório de actividades publicado pela instituição.

"Alcançaram-se, em 2014, benefícios para o cidadão-contribuinte dos quais saliento os de natureza financeira", escreve o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, na nota de apresentação do documento. "O valor dos benefícios financeiros decorrentes da actividade do Tribunal ascendeu a 349,5 milhões de euros", quantifica o responsável.

O benefício mais expressivo resultou da recusa de vistos pedidos ao Tribunal. A instituição recusou o visto em 69 processos, o que corresponde a apenas 3% dos vistos apreciados, no montante de 196 milhões de euros, "com base em ilegalidades detectadas". Trata-se de "despesa pública efectivamente impedida pelo Tribunal de Contas", refere Oliveira Martins.» [DE]

 Andam por aí muitos Blatters
  
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Não é só na FIFA que há um Blatter honesto à volta do qual todos enriquecem de forma rápida e em total impunidade.

      
 Ao que isto chegou
   
«Lixo. Foi este o destino exigido e conseguido pelos sindicatos da PSP para o polémico projeto de estatuto que lhe foi apresentado, em março, pela ministra da Administração Interna. Anabela Rodrigues foi obrigada a recuar em toda a linha nas propostas que tinham deixado "em choque" os polícias e a recuperar grande parte do projeto, que chegou a desprezar, do seu antecessor Miguel Macedo.

Os polícias partem hoje para mesa de negociações muito mais fortes que antes - conseguiram unir, pela primeira vez, as 12 estruturas sindicais da PSP - e com uma ministra fragilizada, mais vulnerável e contestada pela própria coligação PSD/CDS. Ao que o DN apurou, Anabela Rodrigues foi mesmo afastada da gestão política do processo, o qual, foi conduzido diretamente pelo gabinete de Pedro Passos Coelho, em coordenação com Paulo Portas. Os vários alertas que chegaram sobre um inevitável cenário de manifestações em plena campanha eleitoral, criaram uma inquietação em todo o Governo e foi o pretexto mais forte para a desautorização da ministra.» [DN]
   
Parecer:

Os sindicatos da PSP vão reunir com a ministra em posição de força sabendo que a ministra foi obrigada a recuar por ordens do primeiro-ministro que ainda designou um assessor para tutelar a ministra durante as negociações. No ministério das forças da autoridade deixou de haver autoridade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Benfica segunda escolha para Jesus
   
«Jorge Jesus reuniu-se, na última terça-feira à noite, com o empresário FIFA Jorge Mendes, mas não ficou agradado com as propostas que este lhe apresentou, apurou o DN. Foram três as possibilidades que o representante de, entre outros, Cristiano Ronaldo apontou ao treinador do Benfica, mas, para já, essas parecem descartadas.» [DN]
   
Parecer:

Este Jesus está mesmo a pedir que o devolvam a Braga.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Carlos Costa corajoso?
   
«O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, anunciou esta quinta-feira, após reunião do Conselho de Ministros, que Carlos Costa foi reconduzido como governador do Banco de Portugal. A indigitação passará, ainda, por uma audição parlamentar que o ministro recusa que seja um “mero pro forma“. Mas Carlos Costa é o nome do governo, que elogia a “alteração de paradigma” promovida por Carlos Costa no Banco de Portugal.

Carlos Costa é a escolha do Conselho de Ministros para liderar o Banco de Portugal, renovando o mandato iniciado em junho de 2010. Em conferência de imprensa esta quinta-feira em Lisboa, Luís Marques Guedes, diz que apesar das situações que correram menos bem na supervisão bancária nos últimos anos, como demonstrou o relatório da Comissão de Inquérito, nos últimos anos houve uma “atuação fundamental para que as coisas tivessem decorrido como decorreram, que os contribuintes não ficassem responsáveis, como no passado, pela gestão ruinosa que terá havido“, numa alusão ao colapso do BES.

Marques Guedes elogiou Carlos Costa pela “alteração de paradigma”, constatada pela Comissão de Inquérito, e, numa “opinião pessoal”, Marques Guedes diz que Carlos Costa demonstrou “uma atitude de grande coragem” evitando que “uma situação que nunca se tinha verificado no sistema financeiro” colocasse sob a responsabilidade dos contribuintes “a gestão ruinosa que terá acontecido”.» [Observador]
   
Parecer:

Que o digam os clientes do BES que foram enganados, eles conhecem muito bem a coragem da personagem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  

   
   
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quinta-feira, maio 28, 2015

Mais um museu de cera

Parece que a moda dos museus de cera pegou, dantes existia o Museu de Cera da Madame Tussaud, mas um pouco por todo o lado foram-se multiplicando as imitações. Por cá a cera já não serve apenas para as velas ou para reduzir a produtividade do trabalho, inspirado pela designação de mamute Sócrático que atribuiu ao Museu dos Coches agora inaugurado com a pompa devida a uma verdadeira obra de regime dessa dupla maravilha formada por Cavaco e Passos o governo decidiu lançar um novo museu. Portugal já tinha o museu de cera de Fátima, onde podemos ver os três pastorinhos e a santinha, agora passa a ter o Museu de Cera do Senhor Coelho.
  
Digamos que as figuras deste museu seriam melhor utilizadas numa capela dos ossos pois estamos mais perante mortos-vivos do que de figuras que mereçam ser conservadas para a posteridade como se ainda estivessem vivas.

Neste museu já deram entrada personagens quase esquecidas como Miguel Relvas que muito antes do bobo da Horta Seca andar a dar um ar de seriedade à venda da TAP já tinha dado corda aos sapatos e andou pelo Brasil a vender a empresa. Ou um Vítor Gaspar que perante o desastre eminente também deu corda aos sapatos e fugiu para o BdP de onde seguiu para o FMI.
  
A última aquisição do museu de cera foi uma tal Anabela Rodrigues de quem ninguém se lembrará quinze dias depois das eleições legislativas, nem mesmo o Passos Coelho que a designou ministra mas que a esta hora já tem pesadelos só de pensar nela. Mais do que um zombie estas senhora é um nado-morto governamental que se vai arrastando pelo que resta de um ministério de onde já fugiu um secretário de Estado e onde só permanecem os que são obrigados a isso.

Ao lado de Anabela Rodrigues ficará em exibição essa personagem original que segundo consta ainda deverá ser ministra da Justiça, mas que desde a crise do Citius quase desapareceu. A senhora já tinha uma cara que parecia estar conservada dentro de uma garrafa de álcool ou de clorofórmio, mas tudo indica que desapareceu de circulação para levar uns retoques na pintura antes de ser colocada em exibição.
  
Quem está em exibição quase desde a abertura do museu é Crato, o pior ministro da Educação na já longa história da escola pública em Portugal. Depois das patacoadas que disse nos seus blogues não se pode dizer que a triste personagem nos desiludiu, se antes de ser ministro dava pontapés em seco, desde que chegou a ministro acerta em cheio na qualidade das escolas, que já nem conseguem abrir a tempo e horas.
  
Maduro que chegou ao governo quando Passos decidiu transferir Relvas para o seu museu do ridículo encerado transitou logo para as oficinas, os moldes começaram a ser feitos logo que iniciou os famosos briefings promovidos pelo seu secretário de Estado Lomba, outra personagem que desde então só reapareceu com um programa ridículo de regresso de jovens empreendedores.
  
É uma pena que em vez de figuras de cera os membros deste governo não tenham sido transformados em burros ou mesmo promovidos a cavalos. Com o Museu dos Coches aberto à pressa para Passos aparecer a dizer que tenha feito qualquer coisa, nem que fosse dar vida a um mamute socrático, estes autênticos cavalos sempre dariam vida aos coches e até poderíamos ter a sorte de ver Crato a puxar a  Carruagem do Porto Covo, a Anabela Rodrigues a puxar pela Berlinda da Cama, a coitada da ministra da Justiça puxando o Landau do Regicídio ou o Poiares e o Lomba a puxarem a Berlinda dos Leões.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Fotosdos Jumento


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Bombeiros Voluntários de Belas (foto de A. Moura, Faro)
  
 Jumento do dia
    
Carlos Costa, (des)governador do BdP

O facto de uma instituição pedir que a auto-avaliem merece um elogio pois os dirigentes da generalidade das instituições tem uma excelente opinião do seu trabalho e dispensam qualquer avaliação. Mas se é encomendada uma avaliação externa ao comportamento de uma instituição é ridículo e motivo de suspeita que se mantenha essa avaliação no segredo dos deuses.

A decisão do governador do BdP de manter secreta uma avaliação externa à sua actuação no caso BES só pode ser entendida de uma forma, convencido que a avaliação seeria positiva Carlos Costa tornou pública a sua realização, mas conhecidos os resultados ou receando os resultados e para proteger a sua própria imagem esconde os resultados. Conclusão gastou-se dinheiro só para se saber se o relatório da avaliação poderia servir para promover a imagem do governador.

«O Banco de Portugal (BdP) não vai revelar a totalidade do relatório interno da auditoria interna à sua atuação no caso do BES, apesar do pedido do líder socialista para que o fizesse. O Governador do BdP apenas vai tornar públicas as “recomendações” constantes no processo, garantiu numa audição no Parlamento. Aos deputados, Carlos Costa diz que a atuação do regulador durante o seu mandato ficou marcada pelo programa de ajustamento e pela queda do Banco Espírito Santo.» [Observador]

 Paulo Núncio está de parabéns

Num tempo em que se diz que os dirigentes do fisco o ignoravam, algo estranho para alguém que diariamente falava dezenas de vezes com os mesmos, temos a boa notícia de que ainda há gente respeitadora da autoridade, o relatório da IGF encomendado por Paulo Núncio disse aquilo que se esperava, o chefe é uma excelente pessoa.

O relatório só tem uma pequena omissão, depois de concluir que o Secretário de Estado é um verbo de encher não sabendo de nada do que se passa na única direcção-geral que tutela e onde dizem fazer o papel de verdadeiro director-geral teria de concluir sobre o que fazer de um secretário de Estado que não existe.

 Uma sugestão a Maria Luís Albuquerque

Se já sabe quanto se deve cortar na despesa com pensões, se comunicou essa decisão a Bruxelas, se acha que devem ser reduzidas as pensões, se diz que é necessário um consenso, porque razão não formaliza uma proposta onde explica aquilo que diz ser uma reforma das pensões?

 O meu desejo secreto

A manterem-se os cortes nos vencimentos espero que o PSD perca as eleições e que a ministra das Finanças regresse à condição de funcionária pública de que se gaba sempre que reúne com gente do seu ministério. Assim conheceria na pele as consequências das suas decisões, gostava de ver como pagava o empréstimo à habitação de quase meio milhão de euros e dava de comer às filhas com o vencimento privilegiado de funcionária pública mais o do brutamontes do seu esposo.
  
 Mas que argumento idiota!

A crer no CM que, como se sabe, deve conhecer o processo da Operação Marquês melhor do que o inspector Teixeira, a razão para manter Sócrates preso é a perturbação que as suas cartas e entrevistas terão provocado. Enfim, parece que os magistrados consideram que as entrevistas dadas a partir da prisão são menos perigosas do que as dadas em casa.

 Joana Amaral Dias

Esta senhora teria de mudar o seu discursos e alterar os seus comentários na CMTV para ser da extrema direita?

      
 Organizações católicas, dizem eles...
   
«O Hospital de Santa Maria, o maior do país, está minado por uma teia de interesses e lealdades a partidos políticos, à maçonaria e organizações católicas, conclui um estudo que avaliou a qualidade e funcionamento de seis instituições nacionais. A análise ao Hospital de Santa Maria (HSM), a cargo de Sónia Pires, salienta que, “apesar das melhorias registadas a partir de 2005″, a unidade hospitalar “continua atravessada por fortes conflitos de interesse e atos nas zonas cinzentas ou silenciadas que se configuram como corrupção“.

“A Maçonaria, a Opus Dei e a ligação a partidos políticos ainda são três realidades externas que intersetam a esfera do HSM”, refere o estudo “Valores, qualidade institucional e desenvolvimento em Portugal, encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que vai ser apresentado na quinta-feira. A investigadora, que se baseou em questionários e entrevistas recolhidos entre 2012 e 2013, traça um retrato negro da instituição onde se entrecruzam os interesses públicos e privados de “grupos poderosos“, nomeadamente na classe médica e na direção de serviços de apoio que condicionam o funcionamento dos serviços a nível de recursos humanos e aquisição de material clínico.» [Observador]
   
Parecer:

O curioso desta notícia é que se diz sem gaguejar "maçonaria" mas na hora de falar em Opus Dei parece existir um manto protector dos senhores da Obra de Deus, senhores que pela terra parecem mais dedicados a "obrar". Também não deixa de ser curioso que ninguém se lembre da presença da Opus Dei ao mais alto nível do ministério da Saúde.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Macaquinhos de imitação
   
«A menos de meio ano das eleições, os partidos aceleram na conclusão dos programas eleitorais. O processo será liderado pelo gabinete de estudos nacional que recolhe os diferentes contributos dos economistas. Inicialmente, o PSD iria contar com a colaboração de 15 economistas, mas o grupo alargou-se para 20, avança o "Jornal de Negócios". 

O grupo é informal e não reconhecido pelo PSD, mas conta com a coordenação de pessoas próximas de Passos Coelho e do governo: Pedro Reis, ex-presidente do AICEP,  e atualmente assessor da Comissão Executiva do Millennium bcp, João Moreira Rato, ex-presidente IGCP, e Manuel Rodrigues, secretário de Estado das Finanças.

Conhece-se apenas o nome de doze economistas, três pedem anonimato e não foi possível apurar a identidade de outros cinco, diz o Negócios. Há várias personalidades do mundo académico e muitos consideram-se independentes.» [Expresso]
   
Parecer:

Há três que não querem dar a cara com o estatuto de macaquinhos de imitação. Os outros ou são amigos de Passos Coelho ou estão directa ou indirectamente envolvidos com instituições que de alguma forma estão ligadas aos interesses e decisões do Estado.

O curioso é que os 20 economistas apenas apoiam o programa, isto é, não assinam eles próprios qualquer documento, limitaram-se a emprestar o nome.,
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Derrota para a humanidade
   
«O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, diz que não é a Igreja que precisa de rever a sua posição, pois a  “derrota dos princípios cristãos” representa “uma derrota para a humanidade”.» [Expresso]
   
Parecer:

Pura canalhice eclesiástica esquecer que a verdadeira derrota para a humanidade na perspectiva de uma Igreja Católica devia ter sido o escândalo da pedofilia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 FMI vai entrar na campanha eleitoral
   
«As três instituições da troika têm já agendada a segunda avaliação pós-programa a Portugal: os técnicos do FMI, Comissão Europeia e BCE chegam a Lisboa na próxima semana, dia 4 de junho, confirmou o Observador.

A avaliação vai acontecer, deste modo, a quatro meses das eleições legislativas – com o respetivo relatório a ser publicado ainda no verão.

O último, publicado em janeiro, deu azo a uma polémica entre a equipa da troika e o Governo português – mas também dentro das instituições credoras.» [Observador]
   
Parecer:

E mais uma vez o seu representante vai defender para Portugal os padrões de justiça social com que aprendeu a conviver na sua Índia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

   
   
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