sábado, julho 18, 2015

Por acaso ele é um grande mentiroso

A mentira está para a política portuguesa como o vinho do Porto está para o peru do Natal, da mesma forma que a ave é enganada com um cálice de peru os eleitores portugueses preferem uma mentira que os ajude a engolir o remédio mais azedo. Há muito que a política portuguesa está cheia de mentiras e de mentirosos, mas com José Sócrates a direita portuguesa tentou passar a imagem de um ministro que só diria mentiras e a estratégia da difamação foi levada à exaustão.
  
Passos, uma personagem que nunca valeu grande coisa na vida, chegou ao governo e começou a usar a estratégia do peru, a sua primeira grande mentira foi a do desvio colossal. Desde então e face aos resultados negativos na economia e à evolução da sondagens Passos Coelho tornou-se um mentiroso profissional e todos às sua volta adoptaram a mesma postura para não entrar em contradição com o primeiro-ministro.
  
Só que com a questão da Grécia Passos Coelho foi ainda mais longe, misturou o mentiroso, com o político sem escrúpulos e com o imbecil que acha que todos os outros são parvos. Foi um erro dramático, se habituados a embebedar os perus os portugueses admitiam ser vítimas do mesmo tratamento para lhes aliviar os sacrifícios, já é demais ter um ministro ridículo que acha que todos os outros são parvos.
  
Passos Coelho especializou-se tal forma na mentira que começou a perder a noção da realidade, confundindo a verdade com a mentira que lhe dá jeito. Levou a sua realidade mentirosa a um tal ponto que achou que a podia usar para ridicularizar adversários e a sua lucidez foi tão longe que achou que poderia usar o estratagema no plano internacional. Este pacóvio achou que as reuniões do Conselho são a mesma coisa que os seus conselhos de ministro e que todos os que se reuniram em Bruxelas ficariam calados para proteger a imagem do chefe Passos.
  
Por acaso enganou-se e os portugueses têm razão para ficarem seriamente preocupados, muito piro que um primeiro-ministro mentiroso é um primeiro-ministro ridículo, dantes ainda havia muita gente a fazer de conta que acreditava nele, agora todos o acham ridículo.

Umas no cravo e outra na ferradura



   Foto Jumento


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Resudência estilo Pombalino, Vila Real de Santo António
(residência da família Folque)
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho, ladrão de funcionários públicos

Só depois de apanhado pelo TdC é que Passos Coelho descobriu que os excedentes da ADSE seriam para os seus beneficiários, não explicando porque razão só agora o diz e porque não reduziu as taxas se eram excessivas. Passos diz que o dinheiro conta para o défice mas não foi retirado da ADSE. Resta saber agora onde estará depositado, se na ADSE ou se nos cofres da esposa do brutamontes do Albuquerque.

O problema de Passos Coelho é que um dia diz uma pequena verdade e ninguém vai acreditar.

«Depois de uma conferência no ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa), o primeiro-ministro Passos Coelho reagiu à auditoria do Tribunal de Contas (TdC), que fez saber que o aumento da taxa de desconto da ADSE para 3,5% em 2014 foi "excessivo" e que apenas resultou da necessidade do Governo em reduzir o financiamento público, por imposição da troika. Para o primeiro-ministro estas alegações são falsas.

"Os excedentes que foram criados destinam-se aos próprios beneficiários da ADSE. Não há uma apropriação do Estado desse excedente financeiro para utilizar noutras coisas. Como a ADSE é pública a receita acumulada ajuda a equilibrar as contas públicas, mas esse dinheiro não está a ser desviado para financiar outras necessidades públicas. É dinheiro que está à disponibilidade dos beneficiários", garante.» [Notícias ao Minuto]

 Censura

Ontem esqueci-me de que o Augusto Santos Silva tinha sido saneado a bem da Naçãoe  do governo e passei sem querer pela TVI 24, qual não foi a minha surpresa, dei com o Porfessor Adriano Moreira e com um conhecido bancário madeirense que ainda não percebi se é da ala direita do PS ou da ala esquerda do CDS. è como se fosse jantar pensando que a companhia seria a Irina e em vez da russa se sentasse à mesa a Judite Sousa, enfim, um susto.

 O CM informa que Sócrates não é gay

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Depois de anos de muitas insinuações temos de agradecer ao procurador e ao inspector do fisco este importante esclarecimento, Sócrates não é gay! Está explicada tanta investigação em relação a Sócrates desde há vários anos, o Rosário queria tirar esta dúvida aos portugueses.

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Mas é pouco provável que estejam preocupados em desmentir a sugestões do agora muito digno Santana Lopes. Pelo contrário, este processo começa a lembrar o dos Távoras, não basta queimar Sócrates, é preciso também queimar os familiares e mais íntimos e salgar o solo para que nada nasça. Os tempos são outros, mas os filhos da mãe pouco mudam ao longo dos tempos.

 A lista VIP invertida

Dantes dizia-se que havia uma lista VIP para proteger os dados de governantes, agora parece haver uma lista VIP invertida, isto é uma lista de cidadãos cujos dados podem ser vasculhados e divulgados na comunicação. Dessa lista fazem parte os familiares e amigos de José Sócrates que devido a essa condição também são suspeitos, não se sabe bem do quê, mas primeiro são suspeitos e depois logo se vê o que fizeram.

      
 A narrativa aldrabada
   
«A entrevista do primeiro-ministro à SIC foi um verdadeiro monumento de mistificação e distorção grosseira dos factos. Começou na Grécia, passou pelos números do desemprego e do défice e acabou com o anúncio do fim da austeridade.

Na questão da Grécia, chegou a ser patético. Contra toda a evidência testemunhada pelo Mundo inteiro em dias seguidos de elevada tensão negocial, Passos quis convencer-nos de que "houve sempre unanimidade no Eurogrupo", o qual, vejam lá, até deu provas de uma imensa "generosidade" para com a Grécia. Esqueçam, portanto, as resistências da Finlândia e da Alemanha e a preferência de Schäuble pelo ‘Grexit' temporário; esqueçam as iniciativas e pressões de Hollande e o sonoro "basta!" de Renzi - nada disso conta. O nosso excelentíssimo primeiro-ministro, que esteve lá, viu tudo ao contrário de toda a gente: total "unanimidade" e profunda "generosidade", garante ele. E, em boa verdade, já que inventou uma história tão bonita, porque não arranjar-lhe também um final feliz? Se bem o pensou, melhor o fez. Vai daí, escolheu para si o papel principal: por acaso, a ideia para o acordo final até foi dele. Também por acaso, mais ninguém reparou nisso. Mas um criativo talentoso nunca deixa que os factos atrapalhem uma boa história.

Nos números do desemprego, Passos andou perto da desonestidade intelectual. Começou por comparar a evolução da taxa de desemprego entre 2005 e 2011, durante os governos socialistas, omitindo que em 2011 se operou uma quebra de série por alteração da metodologia estatística do INE, o que transforma qualquer comparação linear numa pura fraude. Depois, atribuiu o aumento do desemprego nesse período ao "modelo de desenvolvimento económico socialista", omitindo a redução do desemprego verificada entre 2005 e meados de 2008 e ignorando, ostensivamente, a crise financeira internacional que a partir de 2008 fez o desemprego aumentar não só aqui mas em toda a Europa; finalmente, descreveu uma imaginária dinâmica de criação de emprego na economia, escamoteando o único balanço que interessa: ao fim de quatro anos de governação PSD/CDS, centenas de milhares de empregos foram destruídos e o desemprego é hoje mais alto do que era quando a direita chegou ao poder.

Depois, veio a conversa dos défices de 2010 e 2011, numa tentativa esfarrapada de justificar a austeridade "além da troika" com as contas alegadamente "mal feitas" do Memorando inicial (que, aliás, o PSD também negociou). Ora, nem o défice oficial de 2010 era desconhecido ao tempo da negociação do Memorando (salvo quanto à fraude estatistica operada pelo Governo do PSD na Madeira, sendo que a revisão posterior, e retroactiva, da metodologia estatística do Eurostat em nada alterou o esforço orçamental pedido para efeitos do Memorando), nem o défice registado no primeiro semestre de 2011 (também inflaccionado pela fraude estatística do PSD na Madeira) justifica as medidas de austeridade que o Governo, por sua livre opção, de imediato resolveu tomar (designadamente, o corte de 50% do subsídio de Natal, que o Expresso garantiu na altura já estar decidido pelo Governo muito antes de conhecidos os números do défice) e depois ainda agravou mais em 2012 (cortando salários e pensões) e 2013 (com o enorme aumento de impostos). Ao contrário do que diz Passos, a verdade é que houve nisto tudo uma escolha de política orçamental do Governo, que sempre acreditou nas virtudes redentoras da austeridade e do empobrecimento - e gabou-se disso. Acresce, em todo o caso, que o défice de 2011 acabou por ficar muito abaixo (e não muito acima!) da meta prevista no Memorando e isto porque o país dispunha de uma medida alternativa e extraordinária (a transferência dos fundos de pensões), a que o Governo acabou por recorrer já tarde demais. Por muito que custe, descontado esse efeito extarordinário registado nas contas do segundo semestre de 2011 e a fraude estatística do PSD na Madeira, o famoso défice do primeiro semestre de 2011, que o primeiro-ministro agora diz estar na origem de todos os sacrifícios destes quatro anos, foi MENOR do que o défice obtido na gestão orçamental do segundo semestre de 2011, já com o Governo de Passos e Portas. É por essas e por outras que estes senhores não podem ficar a falar sozinhos sobre tudo isto, como se fosse deles a verdade histórica e a pudesssem manipular a seu bel prazer para efeitos de campanha eleitoral.

Finalmente, o primeiro-ministro acabou a sua entrevista à SIC com chave de ouro, prometendo acabar com as medidas de austeridade e até esboçando uma vaga intenção de "combater as desigualdades". Mas não é nada urgente: fica para a próxima legislatura. Foi aqui que a jornalista Clara de Sousa terá achado que a coisa estava a ir um bocado longe demais e perguntou como é que o primeiro-ministro conciliava isso com a decisão já anunciada pelo Governo de cortar ainda mais 600 milhões de euros nas pensões de reforma. Infelizmente, não se percebeu nada da resposta.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.

      
 Merkel discorda do 
   
«A Europa está a viver alguns dos dias mais dramáticos”, declarou esta manhã Angela Merkel no Bundestag (Parlamento alemão), numa sessão que servirá para aprovar o início das negociações com vista a um terceiro resgate da Grécia.

A chanceler alemã contraria assim o ministro germânico das Finanças, Wolfang Schäuble, garantindo que a saída da Grécia da zona euro não era um plano apoiado por nenhum país com moeda única: "Nós não poderíamos permitir isto [um Grexit]. A alternativa a este acordo não era uma saída temporária do euro, mas um imprevisível caos", afirmou perentória.» [Expresso]
   
Parecer:

Agora o problema está em saber em relação a quem Passos Coelho é obediente, se à senhora ou ao seu amigo extremista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao jiahdista de Massamá.»
  
 Um boche muito empenhado em ajudar os gregos
   
«Schäuble tomou a palavra diante do parlamento (Bundestag) para pedir o voto favorável à abertura de negociações de um terceiro resgate para a Grécia, depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter apresentado o acordo alcançado na zona euro como a única solução possível.

"É a última tentativa e temos uma tarefa excecionalmente difícil pela frente", sublinhou o ministro das Finanças alemão, deixando claro que o voto do Bundestag é apenas o começo de um longo caminho.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Entretanto já decidiu que era a última tentativa de ajudar a Grécia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 É agora
   
«As autoridades portuguesas estão agora bastante interessadas em perceber quais os negócios da empresa e a relação com Sócrates, avança o Expresso.

A investigação no âmbito da Operação Marquês segue a pista de Odebrecht pela sua colaboração junto do Grupo Lena, numa série de consórcios vencedores de obras públicas durante os governos de José Sócrates.

Em causa está a construção da barragem do Baixo Sabor, as concessões rodoviárias da Grande Lisboa e Baixo Tejo. O Grupo Lena e a construtora tinham ainda o consórcio vencedor da construção do troço de TGV entre Poceirão e Caia.

Recorde-se que a Odebrecht está envolvida na investigação Lava Jato – que analisa um suposto esquema de cartel através do qual grandes empresas de construção civil e políticos brasileiros terão retirado 1,7 mil milhões de euros à Petrobras.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Enfim, já só faltava o turismo judicial, depois de terem feito turismo no Caso Freeport agora vão a banhos para o Brasil. Depois de tanta cavadela a esperança do trio maravilha da justiça, o Rosário, o juiz e o inspector AT, finalmente encontraram uma pista com que provar a corrupção de Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Passos, o grande criador de toda a música europeia
   

 
Este Passos na versão europeia lembra-nos o Tony Silva, criador de toda a música rôc
  
«Por acaso, a ideia para o fundo de privatizações da Grécia, o trust de 50 mil milhões de euros que vai absorver o espólio que for vendido nos próximos anos, veio do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, revelou Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu. O primeiro-ministro português disse na segunda-feira que a autoria foi sua.

Em entrevista a sete jornais europeus, entre eles Kathimerini, Financial Times e Le Monde, Tusk descreveu com grande detalhe as horas críticas e derradeiras -- a "maratona negocial" -- que precederam o acordo prévio sobre a Grécia crucial para se poder negociar o terceiro empréstimo e programa de ajustamento. À mesa estavam o próprio Tusk e pelo menos três chefes de Governo: Alexis Tsipras (Grécia), François Hollande (França) e Angela Merkel (Alemanha).

"O fundo das privatizações era, sem dúvida, muito provocador para Tsipras [o PM grego]", começa por explicar o presidente do conselho na entrevista (pode ler a versão integral, em inglês, aqui no Kathimerini).» [DN]
   
Parecer:

Um primeiro-ministro que mente ao fazer sua uma proposta alheia é uma vergonha para Portugal, começa a ser difícil aos portugueses dizerem de onde são porque com gente como Cavaco e Passos Coelho o melhor é dizermos que sonos espanhóis. No meu caso até é fácil, com um bisavô na guerra da independência de Cuba, um avó na guerra civil e uma mãe espanhola deverá bastar um requerimento, Um dia destes os que não emigrarem vão passar a ir a Badajoz mas já não como no passado onde se ia comprar caramelos, agora vai-se lá para pedir a nacionalidade espanhola e deixar de se ser obrigado a passar por vergonhas.

Passos usou e abusou das bocas de um finlandês, agora arriscamo-nos que o tal finlandês diga que não só vivermos à custa da Europa como aidna somos uns mentirosos plagiadores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira.-se a Passos que não envergonhe o país, pelo menos quando está no estrangeiro.»

 A pobre coitada quer deixar de acabar com a impunidade?
   
«Controlar a investigação dos crimes de colarinho branco é, na opinião do Sindicato de Magistrados do Ministério Público, o objectivo de várias alterações legislativas que o Ministério da Justiça tentou levar por diante, mas sem sucesso, por a legislatura ter chegado ao fim.

Para os sindicalistas, que deram esta sexta-feira uma conferência de imprensa, a mais recente versão do Estatuto do Ministério Público elaborada pelo Ministério da Justiça sofre de inconstitucionalidade por "atacar frontalmente a autonomia do Ministério Público e visar o seu controlo poder executivo".

“Têm medo do Ministério Público!”, observa o secretário-geral do sindicato, Carlos Filipe Preces. “Este estatuto seria catastrófico para o país, porque a autonomia do Ministério Público é um pilar basilar do Estado democrático”.

Ao contrário de uma versão anterior do documento, negociada pelo Ministério da Justiça com os seus parceiros no âmbito de um grupo de trabalho constituído para o efeito, a mais recente formulação legislativa prevê que seja o Governo a aprovar regulamentos de funcionamento de entidades e organismos tão sensíveis quanto a Procuradoria-Geral da República ou o Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Tudo à custa da retirada de competências ao Conselho Superior do Ministério Público,  órgão superior de gestão e disciplina dos magistrados liderado pela procuradora-geral da República, e que esta semana também já veio criticar com dureza as intenções do ministério de Paula Teixeira da Cruz.» [Público]
   
Parecer:

Parece que se as comadres andam zangadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos sindicalistas porque motivo desta vez não se lembraram de pedir uma audiência a Cavaco Silva.»
  

   
   
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sexta-feira, julho 17, 2015

Roubo

Muitos liberais vêm no Estado a causa de todos os males pelo que em muitas das suas posições manifestam ódio ao próprio Estado. Passos Coelho é um político liberal de um tipo diferente, pela forma como a direita se aproveita do Estado é óbvio que não o detesta, o ódio de Passos Coelho é dirigido aos funcionários públicos e por isso persegue-os de todas as formas possíveis, levando muitos dos seus quadros, designadamente pessoal de saúde, a abandonar o Estado e mesmo a abandonar o país.
  
Usou um falso estudo para criar uma das suas mentiras a que agora designa por mitos urbanos, fundamentou as suas políticas na ideia de que os funcionários públicos ganhavam mais do que os do sector privado. Para isso manipulou os dados e comparou dados que não podiam ser comparados com o objectivo de virar os portugueses contra os funcionários públicos, nada que no passado não tenha acontecido noutras paragens onde políticas de ditadores foram financiadas com o dinheiro de grupos religiosos que foram perseguidos.
  
Para dar início ao empobrecimento forçado dos funcionários públicos Passos Coelho inventou um desvio colossal que na boca de um economista mais ambicioso do que capaz se transformou numa anedota, desvio que se veio a provar ter sido uma mentira e que apenas encobria as dívidas da Madeira que mais dia menos dia serão varridas para debaixo do tapete.
  
De um dia para o outro cortaram os vencimentos aos funcionários públicos e um core que era para durar apenas um ano vai durar quase uma década se a direita ganhar as eleições. No Estado deixaram de haver promoções ou qualquer actualização de vencimentos, isto é, para além dos cortes durante quase uma década os vencimentos ficam congelados, promovendo a sua desvalorização contínua ao longo desse tempo.
  
Mas cortar 25% dos vencimentos era pouco, foi preciso cortar de todas as formas, sempre com o falso argumento dos privilégios e recorrendo a uma manipulação de linguagem em que o funcionário público era tratado como “despesa”. Para promover essa perseguição Passos Coelho contou com personagens obscuras do jornalismo, com destaque para gente como o director do DE ou o então director do Público, hoje um jiahdista do liberalismo que comanda a Voz do Povo agora designada por Voz do Dono e que é conhecida por Observador.
  
Para além dos cortes dos vencimentos procedeu-se a um aumento das contribuições e como ainda era pouco decidiu-se um aumento do horário de trabalho  sem qualquer contrapartida remuneratória. Os funcionários públicos foram o bombo da festa, foi o povo eleito para ser sacrificado. Mas mesmo assim o ódio de Passos Coelho não ficou satisfeito, decidiu ainda optar pelo roubo e com o argumento da sustentabilidade da ADSE promoveu um aumento dos descontos que funcionou como um imposto extraordinário aplicado aos funcionários públicos.
  
Estamos perante abusos de alguém que odeia portugueses, neste caso os funcionários públicos. O que sentirá este senhor ao ir ao Instituto Português de Oncologia e se dirige a gente que ele rebaixou, médicos condenados a ganhar miseravelmente e enfermeiros que ganham pouco mais do que uma empregada doméstica têm nas sua mãos  a vida da sua esposa. Será que lhes sugere que procurem zonas de conforto em Angola ou no Brasil que lhes lembrar as vagas de pessoal médico que o Paulo Macedo ainda esta semana disse existirem na Alemanha, acusá-los-á de enquanto despesa serem a peçonha da nossa economia?  Espero que Passos Coelho cada vez que vai ao IPO saia de lá com a consciência tranquila pois eu nunca o conseguiria e sentir-me-ia humilhado ao ver que aqueles persegui eram os que me tentavam salvar a mãe da minha filha.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento
  
 Jumento do dia
    
António Albuquerque, marido

Há coincidências do diabo, sem saber porquê hoje lembrei-me do ex-consultor da EDP pois há muito que ninguém se queixava das suas ameaças de porradaria, o pobre homem mais parece um amigo do Pidá, do Porto, do que marido da ministra. Acabo de abrir o Gmail e de saber que o homem vai prestar contas por causa das suas ameaças de pancada. Pobre ministra, com um ar tão doce e um marido brutamontes, quem diria?

«O marido da ministra das Finanças, António Albuquerque, foi constituído arguido e deverá responder em tribunal pelos crimes de injúria, difamação e coacção depois de ter insultado por mensagem de telemóvel um jornalista do Diário Económico, que também ameaçou.

O caso foi revelado esta quinta-feira pela revista Sábado, e confirmado pelo PÚBLICO. A António Albuquerque, que na altura dos acontecimentos já tinha saído do Económico, onde desempenhara funções de director executivo, não agradou um artigo de opinião escrito por um antigo colega da mesma publicação em Setembro passado, intitulado “O que acontece se o Novo Banco for vendido com prejuízo?", onde o seu autor expressava dúvidas sobre a forma escolhida pelo Governo e pelo Banco de Portugal para resgatar o Banco Espírito Santo.

"Tira a minha mulher da equação ou vou-te aos cornos", dizia um dos sms enviados pelo marido de Maria Luís Albuquerque ao antigo colega. "Tu não sabes quem eu sou. Metes a minha mulher ao barulho e podes ter a certeza que vais parar ao hospital", podia ler-se noutro.» [Público]

 Da Grécia ao Báltico

Os gregos escolheram o PASOK e Wolfgang Schäuble tudo fez para o descredibilizar aos olhos do grego e ao impedir um referendo para que o povo se pronunciasse sobre o programa de austeridade a Alemanha livrou-se do PASOK. Quando se esperava que o mesmo Wolfgang Schäuble se revisse no governo da Nova Democracia o alemão voltou a surpreender não ajudando a direita democrática grega a governar. Com o Syrisa o Wolfgang Schäuble nem se deu ao trabalho de usar guardanapo, o governo grego era para ser derrubado e a Grécia devia ser humilhada por ter ousado votar duas vezes contra a Alemanha. Resta aos gregos votar na extrema-direita para deixar Wolfgang Schäuble que depois vai querer que a Le Pen ganhe as presidenciais franceses.

Desta vez a Alemanha não recorre aos empréstimos forçados, espera que os depositantes fujam com o dinheiro para o depositar nos bancos alemães. Desta vez a Alemanha não precisa de recorrer a mão-de-obra escrava, os melhores quadros dos países sob "ocupação" fogem destes países e até pagam o bilhete para irem trabalhar numa Alemanha que não gastou um tostão na sua formação e ainda diz que o investimento na qualificação significou gastar acima das possibilidades. Tal como da outra vez o governo alemão continua a contar com um governo português germanófilo, diria mesmo que bem mais germanófilo e menos nacionalista do que o governo de Salazar.

Dizem que as sondagens apontam para mais de 80% a apoiar o Wolfgang Schäuble, não admira, se recuarmos uns anos esse apoio também era quase unânime, todos festejaram as grandes vitórias e no fim todo assobiaram para o ar e disseram que a culpa era do Adolf, ninguém sabia de nada. Até o nosso governo descobriu de um momento para o outro da mais velha aliança da Europa.

A Europa morreu no dia em que foi derrubado o Muro de Berlim, com a reunificação da Alemanha e recomposta economicamente a Alemanha já não precisa da solidariedade europeia, da posição estratégica da NATO no Atlântico ou no Mediterrâneo. Agora a solidariedade alemã vai para o seu espaço vital, para o grande mercado e para os recursos da Europa Central e do Leste, agora os gregos deixaram de ser democratas, os verdadeiros democratas são os extremistas da Ucrânia, os construtores de muros da Hungria e os ressabiados do Báltico.

 A piada do dia: "dá cá um bacalhau!"

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 Dúvidas que me atormentam

Se o governo considera inadequado em tempo eleitoral rever os suplementso da Função Público o que o animará para abrir um concurso com vista à nomeação do director-geral da AT nesse mesmo tempos eleitoral? A desculpa só pode ser uma, o governo está tão empenhado no sucesso de um futuro governo de António Costa que le quer escolher alguém muito competente e independente de escritórios de advogados ex-secretários de Estado.
  
 Frenesim fiscal

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Nos últimos dias a agenda da comunicação social, designadamente, do Correio da Manhã tem sido agitada com sucessibas notícias que sugerem uma instensa actividade e eficácia da máquina fiscal. Primeiro foi a nótícia de que o Ike Casillas ainda nem tinha número de identificação fiscal e a tinta da sua assinatura no contracto ainda não tinha secado e já estava a ser investigado pelo pessoal do eficaz Núncio Fiscoólico.

Ainda a maralha estava a discutir os milhões de fuga ao fisco do Iker e do Jesus e já tinha surgido outra notícia, a de que o fisco estava a penhorar centenas de carros de luxo, alguns era mesmo penhorados em andamento pois os carros da GNR tinham acesso a informação fiscal, sem terem de justificar o acesso aos dados a ninguém.

Quando o pessoal ainda se estava a divertir com a hipótese do fisco ter funcionários a montar armadilhas Nas imediações dos representantes das marcas de luxo fomos surpreendidos com a notícia da penhora da casa de Sócrates.

Passadas as gargalhadas há um problema sérico que subsiste: como é que estas coisas chegam ao conhecimento de um ou dois jornais apenas, isto é, sem que tenha havido um comunicado de imprensa. No fisco ninguém consegue saber tudo isto ao mesmo tempo a não ser o mais elevado escalão da hierarquia, mas daí nunca saiu nada para os jornais. Quem é que tendo acesso a toda a informação fiscal andará a fazer campanha nalguns jornais?

Enfim, a célula do CDS no fisco tem mais olhos do que barriga e a necessidade de fazer notícias é tal que já não tem o devido cuidado, desta forma é mais do que evidente que não são os funcionários ou dirigentes do fisco que andam a fornecer informação ao exterior.

      
 Um sinal de mudança
   
«As contas de Passos Coelho sobre a governação de Sócrates vão até 2011, a pouco menos de meio de mandato que foi interrompido pelo chumbo do PEC IV (Programa de Estabilidade e Crescimento) e pela demissão do Governo. Só que a referência à taxa de desemprego usada para a comparação (e que é referente ao segundo trimestre de 2011) passa por cima de uma alteração metodológica do INE no cálculo dos dados do desemprego que ocorreu no primeiro trimestre desse ano. Por causa dessa alteração, o desemprego deu um salto para 12,4% no primeiro trimestre. São mais 50 mil desempregados e a população empregada recua quase 80 mil pessoas. Sem esse efeito e com o mesmo método, a taxa teria crescido para 11,4%. E com base nestes dados, o saldo destruição de emprego entre 2005 e 2011 fica um pouco abaixo dos 150 mil. Precisamente, o número de postos que Sócrates ambicionava criar, mas menos que os 236 mil referidos por Passos, cujas contas se reportam ao segundo trimestre de 2011, já com o novo método do INE,

Para avaliar a evolução do desemprego na sua legislatura, o primeiro-ministro dividiu o tempo de governação em duas fases – o que desde logo não permite uma base comparável com a legislatura anterior. A primeiro incide sobre o período mais negro da austeridade e do desemprego e vai até ao final de 2012. Mas a partir do início de 2013, o primeiro-ministro diz que a economia criou mais de 175 mil postos de trabalho e assegura que temos mais pessoas empregadas hoje do que em 2013.

Uma das primeiras limitações para avaliar o fundamento destes cálculos é a base comparável. Usando os dados do Instituto Nacional de Estatística, verifica-se que só a partir de outubro de 2014 é que começaram a ser disponibilizadas estimativas mensais de evolução do emprego. Até essa data, os dados eram trimestrais, o que limita a comparação aos primeiros três meses deste ano, deixando de fora a evolução de abril e maio, em tese, mais favorável ao Governo porque o desemprego recuou.» [Observador]
   
Parecer:

Até parece que a Voz do Povo já está ajustando a sua linha editorial a uma nova realidade política. Pobre Passos Coelho, até na Voz do povo vai ser abandonado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Até tu Mário
   
«No dia 20 de julho [data em que a Grécia deve reembolsar um empréstimo de 4,2 mil milhões de euros ao BCE] vamos ser reembolsados, bem como o FMI", afirmou Mario Draghi que considerou ainda que a necessidade de reduzir o peso da dívida grega, que representa cerca de 180% da riqueza do país, é "indiscutível", embora não exista ainda resposta quanto à melhor forma de o fazer.

Esse deverá ser o tema das negociações das próximas semanas entre a Grécia e os seus credores, acrescentou o presidente do BCE.

Draghi escusou-se a comentar as declarações do ministro das Finanças alemão, que continua a defender uma saída temporária da Grécia da zona euro, mas afirmou que o BCE trabalha assumindo que a Grécia é e continuará a ser um membro da zona euro. Sobre o pagamento que a Grécia tem de fazer na segunda-feira, no valor de 3,5 mil milhões de euros, ao BCE, o presidente da instituição mostrou-se confiante de que Atenas cumprirá, justificando o seu otimismo com a solução que está a "a caminho de ser aprovada pela Comissão Europeia", que deverá garantir à Grécia um empréstimo intercalar financiado pelo Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira até ao resgate. Draghi chegou mesmo a insinuar que a Grécia, caso cumpra com todas as exigências, poderá até beneficiar do "quantitative easing", um programa do Banco Central Europeu de estímulo à economia.» [DN]
   
Parecer:

Lá se vai a tese pacóvia de Passos Coelho segundo o qual ou não se cobrava ou se emprestava mais. Note-se que esta é a tese do chefe segundo o qual a solução seria um grexit e uma reestruturação da dívida e a tese do empenhamento dos germanófilos na continuação da Grécia no Euro é uma mentira.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao pacóvio de Massamá.»

 Falar a crianças como quem fala com a Grécia
   
«Numa sessão pública na cidade de Rostock, Angela Merkel foi confrontada por uma jovem refugiada que, segundo o Guardian, entrou na Alemanha há quatro anos, vinda de um campo de refugiados no Líbano e corre o risco de deportação, juntamente com a sua família.

"Tenho objectivos na vida como qualquer outra pessoa. Quero ir para a universidade, é um objectivo que quero atingir", afirmou, em alemão e com um sorriso, explicando que vê os restantes atingirem-no, sem que ela o consiga alcançar.

A chanceler explicou à palestiniana que não é possível acolher todos os que, em África, tentam chegar à Europa. "Compreendo o que está a dizer. No entanto, às vezes a política é dura". Nos campos de refugiados da Palestina no Líbano "há milhares e milhares [de pessoas] e se dissermos ‘podem vir todos de África'... não consigamos gerir isso", afirmou Merkel.

À explicação, assente no racional da política de imigração, a jovem respondeu com lágrimas. Perante a reacção, Angela Merkel, visivelmente surpreendida, dirigiu-se à interlocutora, sentada entre uma assistência de cerca de 40 jovens, e explicou-lhe que tinha feito um excelente trabalho.» [DE]
   
Parecer:

A senhora não sabe distinguir uma criança do Tsipras.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Seguiristas em busca do tacho
   
«Os seguristas estão em polvorosa. Ainda não têm a certeza se entram nas listas todos os nomes da anterior direção que entendem que merecem ser candidatos e já estão divididos, acusando à boca pequena Álvaro Beleza de não estar a defender como deve ser a representação de Seguro.

A maior parte dos seguristas está a ser escolhida pelas federações, que estão durante esta semana a fazer reuniões para acertar os nomes a propor – a lista final será aprovada na terça-feira em reunião da comissão política. Alguns vão entrar pela quota do secretário-geral, como Álvaro Beleza, amigo e que fez parte do Secretariado Nacional de António José Seguro, Eurico Dias, conselheiro de Seguro e membro do grupo de economistas que elaborou o cenário macroeconómico para o PS por convite de Costa, Alberto Martins, deputado e ex-ministro da Justiça, ou João Soares, deputado (Lisboa).

E há outros que parecem não ter qualquer hipótese. É o caso do atual deputado Miguel Laranjeiro, o ex-governador civil de Lisboa António Galamba, o ex-porta-voz do PS para as questões internacionais, João Assunção Ribeiro, o ex-líder da UGT, João Proença, ou Isabel Coutinho, presidente do Departamento das Mulheres Socialistas. José Junqueiro e Mota Andrade, atuais deputados, recusaram ir nas listas por não serem cabeças de lista nos seus distritos. Mota Andrade é líder da Federação e mesmo assim não encabeça a lista pela primeira vez em vários anos.» [Observador]
   
Parecer:

Será assim tão difícil para eles fazerem pela vida sem a manjedoura parlamentar? Não entendo,, por exemplo, o Proença era da UGT e como tal até deve ter uma profissão, ao que parece é bancário. Será assim tão mal para Proença voltar a ter os seus colegas do banco ao seu lado?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O país atrasado
   
«O antigo internacional português, que representou Boavista, Benfica e Sporting e é atualmente diretor da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tinha recorrido de uma indemnização cível ao Estado, fixada em 169.629 euros de 27 de março de 2014.

A condenação por fraude fiscal surge no âmbito da contratação do jogador pelo Sporting, num processo em que a Relação absolveu Luís Duque e Rui Meireles, responsáveis da Sporting SAD, na altura, e o agente José Veiga.» [JN]
   
Parecer:

A justiça portuguesa, a tal dos magistrados emproados e convencidos, tardou mais de dez anos a obrigar um contribuinte a pagar o que devia, cois que o português comum faz sem recorrer a tribunais. Cm magistrados e tribunais destes o melhor é abandonar a UE e pedir a adesão à OUA.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»
  

   
   
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quinta-feira, julho 16, 2015

Candidatos presidenciais

A menos de duzentos dias das eleições presidenciais a direita ainda não assumiu qualquer candidato presidencial e, pior do que isso, está proporcionando um espectáculo que em pouco dignifica a instituição presidencial. A única vez que um candidato da direita venceu as presidenciais foi o que se viu, Cavaco mostrou não ter dimensão para o cargo e só não destruiu todo o prestígio da Presidência porque até nisso o homem é fraca coisa.
 
Marcelo Rebelo de Sousa é pré-candidato a umas eleições desde há pelo menos 15 anos, sempre que se aproxima a mudança de um presidente o seu nome é espontaneamente atirado para a comunicação social como um possível candidato, depois o pré-candidato usa os seus tempos de antenas pessoais para ir alimentando a campanha até ao momento da desistência. Mais uma vez isso sucedeu, mas desta vez a sua pré-candidatura foi levada a sério e Passos Coelho achou que a devia destruir chamando-lhe catavento.
 
Marcelo anda desde há três anos apoiar Passos Coelho o melhor que pode e que sabe, mas num jogo permanente de toca e foge, evitando a todo o custo ficar com as nódoas dos salpicos da imagem do primeiro-ministro. Passos Coelho não lhe perdoou esta estratégia ao mesmo tempo cobarde e manhosa e optou por o eliminar, até os responsáveis do CDS que se precipitaram a apoiar o seu nome e a troco de um grupo parlamentar bem composto manifestaram obediência a Passos Coelho nesta matéria. Só num cenário de derrota desastrosa do PSD que conduzisse à crucificação de Passos Coelho na noite eleitoral é que a candidatura de Marcelo seria viável, mas num cenário desses muito dificilmente uma candidatura da direita sairia vencedora.
 
Rui Rio prefere brincar ao toca e foge com as sondagens, quando a direita está mais em alta reaparece e vozes amigas dizem aos jornais que a apresentação da candidatura está para breve, recentemente foi ainda mais longe e reuniu-se às escondidas com o Big Mac mais o líder parlamentar do PSD. Tal como Marcelo também parece ver Passos Coelho como peçonha, demarcando-se o mais possível do ainda e infelizmente primeiro-ministro. Como tem que alimentar as suas ambições e não lhe convém tomar posição sobre o governo do seu partido vai dizendo umas banalidades sobre o sistema político, apresentando-se como uma espécie de monge da Cartuxa no meio de uma classe política onde são todos bandidos menos ele. Digamos que é uma versão fina do político populista, diz o mesmo que o Marinho Pinto mas com um ar de quem está dizendo uma grande coisa. Curiosamente, nos últimos quatro ano apareceu mais vezes ao lado de António Costa do que de Passos Coelho.
 
Para Pedro Santana Lopes uma candidatura presidencial é um drama desde o dia em que sugeriu que poderia ser candidato, Santana sabe que no dia em que se candidatar terá de deixar o “conforto” e protecção da Santa Casa, ao contrário de outras personalidades que seriam bem capazes de deixar uma candidatura presidencial a troco da Santa Casa. Santana sabe que não é o candidato desejado por Passos, pelo menos desde que o Rui Rio começou a ter esperanças de ganhar e se chegou à frente e o seu melhor cenário seria uma vitória da direita nas legislativas, nesse caso recuaria em favor da candidatura de Rui Rio apoiada pela direita e dessa forma garantiria a sua continuação na Santa e confortável Cas. O drama de Santana é que só num cenário de derrota evidente nas legislativas e nas presidenciais é que será o candidato de Passos Coelho e nessa ocasião terá mesmo de fugir em frente e candidatar-se, sabendo que a Santa Casa estará perdida. Só que os tempos são outros e Santana só ganhou duas eleições, as do SCP e as da CML. Só que os tempos são outros, agora ninguém o quereria no SCP e nas eleições autárquicas os votos já são bem contados.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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O mais recente graffiti de Lisboa, no Bairro do Santos, ao Rêgo.
  
 Jumento do dia
    
Paulo Macedo, vendedor ambulante de médicos e enfermeiros

Há pouco tempo, quando os portugueses morriam abandonados nas urgências dos hospitais, Paulo Macedo o ministro incompetente da Saúde entre as explicações atabalhoadas para a explicação das desgraças resultantes da sua gestão culpava a Ordem dos Médicos. Os portugueses morriam abandonados porque a Ordem dos Médicos impedia a formação de mais médicos.

Agora é o mesmo Paulo Macedo que sugere aos profissionais de saúde que abandonem Portugal e emigrem para  Alemanha. Só resta saber quanto é que a senhora Merkel lhe vai pagar de "comissão" por cada profissional pago com os impostos dos portugueses que irão a custo zero para a capital do Reich. Ninguém dá milhões aos alemães a troco de nada e pela notícia parece que Paulo Macedo não foi à Alemanha a pensar no nosso SNS, mas sim como uma espécie de negreiro dos médicos e enfermeiros portugueses.

«O estado alemão de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no Norte, mostrou interesse nos recursos humanos portugueses ligados à saúde, nomeadamente enfermeiros e paramédicos, revelou o ministro da Saúde, Paulo Macedo.

O governante, que está presente na Alemanha até quinta-feira e que hoje representa Portugal - país convidado - na conferência sobre economia da saúde em Rostock, desvendou esta pretensão do ministro-presidente daquele estado, Erwin Sellering, na conferência de imprensa para apresentação de uma parceria que vai ser assinada, esta quarta-feira, entre as partes.

"Houve essas solicitações quanto aos nossos recursos humanos, que são reconhecidos internacionalmente", disse Paulo Macedo, assumindo ir agora fazer chegar esse pedido dos alemães às universidades portuguesas, mas recordando igualmente que tudo "depende da vontade das pessoas" e que o "Governo não deve intervir" mais do que isso.

Portugal e a CentroPT Health Alliance, estrutura suportada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que engloba hospitais, universidades, parques tecnológicos, Administração Regional de Saúde, Turismo do Centro, Ageing @Coimbra e várias empresas celebra hoje uma parceria de cooperação com a rede de saúde alemã Biocon Valley, entidade com mais de 160 parceiros e que está localizada em Rostock e ainda em Greifswald.» [DE]

 As contas do memorando estavam mal feitas



 Dúvida

E quem fez as contas do famoso desvio colossal?

 TVI24: pior do que censura

Confundir o comportamento dos responsáveis da TVI24 com censura é quase uma ofensa aos velhinhos censores. Dantes censurava-se e os jornalistas diziam nas entrelinhas aquilo que não podiam escrever nas linhas. Como as opiniões de Augusto Santos Silva devem ser silenciadas em tempo eleitoral a TV24 não só o silenciou como fá-lo de forma grosseira e sem educação. Na terminologia popular não estamos perante censores, mas sim face a filhos da mãe, isto para não ajuizar sobre a vida profissional das pobres senhoras que deram à luz estes filhos.

Lamentavelmente quase tão depressa como a TVI24 calou Augusto Santos Silva logo apareceram quem aceitasse o seu lugar quer no próximo ano, quer num debate agendado com poucas horas de antecedência. Só que o Medina aceitou substituir Augusto Santos Silva depois das eleições legislativas e o Eng. Cravinho é uma sombra do saneado, diria até que não admira que as televisões preencham o pluralismo com personagens do PS que funcionam como espanta votos.

      
 A boa notícia sobre a noitada de Bruxelas
   
«Aúnica boa notícia sobre a noitada de Bruxelas é que vai haver mais noitadas destas. O problema da Grécia foi empurrado com a barriga por líderes extenuados. Tão extenuados que o seu esgotamento dá alguma credibilidade à hipótese de terem ouvido uma ideia de Passos Coelho. Só de pensar nessa hipótese dá ideia da deriva da Europa. Mais grave: pelo menos um líder europeu acreditou na versão (e contou-a). Naquele filme Daylight, um túnel de Nova Iorque invadido pelas águas, as pessoas também estavam esgotadas e aceitaram a sugestão do Sylvester Stallone. Por amor da santa, ninguém aceita uma sugestão de Stallone desde que ele foi salvar o Afeganistão e deu no que deu. Mas as pessoas estavam extenuadas e seguiram o herói - e não é que se salvaram? Também é verdade que era filme. Voltando à Grécia, da última vez que Passos Coelho teve uma ideia sobre ela falou de "conto de criança". Disse, então: "Como é possível um país não pagar as suas dívidas, querer aumentar os salários, baixar os impostos?..." É a ideia que ele tem de conto de crianças: um curso de Contabilidade. Agora, do género infantil saltou-se para o hardcore: numa festa pela madrugada fora, um grupo de poderosos chicoteia um grego. Melhor, só se ainda houvesse o Varoufakis, motoqueiro vestido de licra... Repito, a única boa notícia sobre a noitada de Bruxelas é que vai haver mais noitadas destas. A este ritmo, em breve vai dar o badagaio a estes nossos líderes europeus.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.
      
 Não incomodem o Governo sff
   
«"Ainda não foi possível agendar a aprovação, mas sê-lo-á em breve, possivelmente já no próximo Conselho de Ministros", disse ao DN fonte governamental.

Caiu mal no governo, principalmente entre os centristas, a suspensão dos vistos gold decretada pelo diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). O presidente do CDS e vice-primeiro-ministro Paulo Portas tem sido acérrimo defensor deste regime, que já trouxe para Portugal cerca de 1,5 mil milhões de euros.

A justificação dada por António Beça Pereira - a falta de regulamento para a nova lei destas Autorizações de Residência para Investimento (ARI) - não convenceu. Este decreto foi concluído e divulgado logo na apresentação da proposta de lei e só poderia ser aprovado em Conselho de Ministros depois da entrada em vigor da lei, o que aconteceu a 1 de julho. "Ainda não foi possível agendar a aprovação, mas sê-lo-á em breve, possivelmente já no próximo Conselho de Ministros", disse ao DN fonte governamental.» [DN]
   
Parecer:

O Governo mete água e o mal não é da sua incompetência, é de quem é obrigado a conviver com ela. Como sempre a vítima da incompetência deste Governo é a Administração Pública.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
  Procuradora manda ministra aos gambuzinos
   
«"Corrupção e criminalidade económico financeira" está no cimo da lista de "áreas prioritárias" para a investigação, definidas pelo Ministério Público (MP), no documento "Objetivos Estratégicos - triénio 2015-2018". A seguir vem a "violência doméstica", o "cibercrime e prova digital" e, em quarto lugar, o "terrorismo". No entanto, de acordo com a Lei-Quadro da Política Criminal para o biénio 2015-2017, proposta pelo executivo e aprovada em Maio na Assembleia da República, atribui outra ordem às prioridades. Em primeiro lugar está o terrorismo, a seguir, os crimes contra a liberdade criminalidade e autodeterminação sexual, depois a violência doméstica. A corrupção surge em quinto lugar e o cibercrime em oitavo.

Este diploma é o instrumento legal que define "objetivos, prioridades e orientações de política criminal".
  
Para o MP "ss práticas corruptivas e a criminalidade económico-financeira atentam contra princípios fundamentais do Estado de direito, enfraquecem a credibilidade e a confiança dos cidadãos nas instituições e comprometem o desenvolvimento social e económico". Por isso, "ciente da gravidade e complexidade dos fenómenos da corrupção e da criminalidade económico-financeira, bem como das dificuldades de deteção e investigação inerentes à sua natureza e características" o MP " tem vindo a proceder a uma gradual melhoria das suas estruturas e das metodologias de intervenção,designadamente ao nível da especialização de unidades de investigação criminal, da formação dos recursos humanos, da definição dos crimes abrangidos por aqueles fenómenos criminais e da criação de parcerias com entidades externas especializadas".» [DN]
   
Parecer:

Parece que a Procuradora é que manda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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