sábado, agosto 01, 2015

Dia da grande migração para a Paria dos Três Pauzinhos

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Para ser honesto os toldos são da Praia do Cabeço, também conhecida por Retur e que o passado era por onde paravam os alemães da base aérea de Beja, daí que nesse tempo também havia quem lhe chamasse a praia do alemão. A Praia dos Três Pauzinhos era a zona da costa onde se localizava um antigo posto da Guarda Fiscal, no pinhal de Vila Real de Santo António.
  
Nos tempos da "clandestinidade" usava a Praia dos Três Pauzinhos por ser desconhecida. Curiosamente foi um deputado do CDS já falecido, o Jorge Ferreira, que certa vez me disse que sabia onde ficava essa praia pois na infância passava férias em Vila Real de Santo António. Algum tempo antes de falecer almocei com ele na Pastelaria Vaersailles e "desmascarou" ou meu disfarce de Verão.
O CDS do saudoso Jorge Ferreira era bem melhor do que o do emplastro.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Paulo Portas, o Emplastro

Nesta questão dos debates televisivos Paulo portas está a fazer o papel de emplastro, vendeu a independência do seu partido a troco de uns lugares de deputado e agora quer aparecer armado em emplastro candidato a primeiro-ministro, quando se sabe que não é candidato a nada.
 
Curiosamente é o CDS que mais vezes acusa o grupo parlamentar dos Verdes de ser uma fraude eleitoral, precisamente a mesma fraude que vai ser o grupo parlamentar do CDS

 Passos está preocupado com a CGD

Eu estaria mais preocupado com o Montepio Geral ou em saber qual o prejuízo que vai dar a intervenção no BES.

 Governo de idiotas

Os idiotas pafiosos queixaram-se durante quase cinco anos de que o ajustamento financeiro devia ser através da despesa considerando que esta eram os vencimentos. Agora sabe-se que aldrabam os números do desemprego pagando a estágios da treta em empresas privadas. Isto é, os alunos estão amontoados nas turmas das escolas e os portugueses morrem abandonados por falta de médicos porque o governo desvia os recursos públicos para inventar empregos.

E ainda há quem diga que somos diferentes dos gregos, só se for na pronúncia

      
 Milagre PAF faz puf
   
«O país está muito melhor. E não é de agora: já em fevereiro de 2014 o líder da bancada do PSD, Luís Montenegro, garantia que "a vida das pessoas não está melhor, mas a vida do país está muito melhor." Modéstia, já se vê. Sabemos agora que não é só "a vida do país" que melhorou, mas a das pessoas também - dizem-no em coro Passos e Portas. E melhorou em relação a quê? A 2011, que, como é sabido, é o princípio do mundo e medida de todas as coisas no que a PSD e CDS diz respeito.
Veja-se por exemplo o desemprego, segundo o porta-voz do PSD, Marco António Costa: "Face aos 661 mil desempregados existentes em junho de 2011, temos em junho de 2015 636 mil. Isto é, uma redução superior a 20 mil desempregados." E o centrista Nuno Magalhães coadjuva: "A taxa de desemprego de 12,4% em junho, divulgada pelo INE, está pela primeira vez abaixo da deixada pelo governo socialista que era de 12,7%."

Não é que suspeitemos da veracidade destas afirmações - por amor de deus, temos lá motivos - mas visitar os relatórios do INE é sempre interessante (embora enlouquecedoramente difícil, o que talvez explique o motivo pelo qual é tão fácil jogar com números sem contraditório). Ora se a estimativa do INE para o desemprego de junho de 2011 (até 2014 só eram apurados valores trimestrais) é a apresentada pela coligação, o problema é aquilo de que ela não fala, compreensivelmente: o número de empregados. Em junho de 2011 eram 4,703 milhões; em junho de 2015 são 4,494 milhões. Ou seja, 209 mil empregos a menos. Uma diferença que faz empalidecer um pouquinho a tal vantagem de "menos 20 mil desempregados" cantada por PSD e CDS.

Ou seja: para um nível de desemprego registado (fixem esta expressão, é importante) um pouco inferior temos muito menos empregados em junho de 2015 do que em junho de 2011. Portanto, não tendo morrido 200 mil pessoas em idade ativa nestes quatro anos, deveríamos ter muito mais desemprego registado. Por que não temos? Uma das respostas tem que ver com os desempregados que já não estão nas estatísticas de procura de emprego porque desistiram de o procurar. No primeiro trimestre de 2015 (estes dados não estão ainda disponíveis para o segundo trimestre), o INE calcula em 256,8 mil o número de inativos "disponíveis" - ou seja, não são estudantes, reformados ou "domésticos" - que não procuram emprego; no segundo trimestre de 2011 seriam 146,8 mil. Concluindo: em junho de 2015 há mais 110 mil de-sempregados "desencorajados". E há ainda, claro, a emigração. Entre 2011 e 2014, a população em idade ativa (dos 15 aos 64) passou de 6 961 852 para 6 879 414. 82 438 pessoas, sobretudo na faixa etária entre os 20 e os 35, desapareceram das estatísticas. "O PSD fez contas", titulava ontem o DN online. Fez: à nossa distração e cansaço. A ver se a malabarice pega - outra vez.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

 A questão não é essa
   
«Na sua mais recente função de caixote do lixo, o Conselho Superior da Magistratura veio ontem à noite circular um comunicado da Comarca de Lisboa sobre a medida coactiva de obrigação de permanência na habitação, aplicada pelo juiz do Penhascoso, Carlos Alexandre, a Ricardo Salgado, quadrilheiro-mor da quadrilha de gatunos da família Espírito Santo.

      Diz a Comarca de Lisboa, em defesa do justiceiro-mor do reino, que, durante o inquérito, o juiz de instrução criminal pode aplicar aos arguidos medidas de coacção diversas, ainda que mais gravosas, da medida de coacção requerida pelo agente do ministério público, titular do inquérito.

       Mas a questão não é essa!

       Com efeito, a questão não está em saber se o pretenso e incensado super-juiz Carlos Alexandre pode ou não aplicar medida coactiva mais grave do que aquela que lhe foi requerida pelo agente do ministério público titular do processo da quadrilha de gatunos da família Espírito Santo.

       A questão é outra, ou melhor: as questões são outras.

      E a primeira questão, com verdadeiro e real interesse, é esta: sendo o gatuno-mor da família Espírito Santo suspeito, para o agente do ministério público titular do inquérito, da prática de múltiplos crimes de corrupção no sector privado, burla qualificada, fraude fiscal, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e falsificação informática, por que motivo o titular do inquérito só pediu, para medida de coacção, a extensão ao processo agora em curso do Banco Espírito Santo (BES) da medida de coacção monetária de três milhões de euros já prestada o ano passado por Ricardo Salgado, quando foi constituído arguido no processo do Caso Monte Branco?

     Exacto: o que é que explica a extrema benevolência do procurador da república em relação a um gatuno que, só no caso BES, já custou ao erário público a quantia de 7,2 mil milhões de euros (três mil milhões para pagar a dívida do BES ao Banco Central Europeu, exigidos por Dragui ao Banco de Portugal na noite das facas longas e 4,2 mil milhões de euros para financiamento do Novo Banco? O que é que explica a comovente compreensão do procurador da república, titular do inquérito, que só agora, mais de um ano depois da falência fraudulenta do BES, se movimenta no sentido de arrestar as propriedades da família Espírito Santo?

     Sim: o que é que justifica o aparente conluio do procurador da república, titular do inquérito, com o gatuno-mor da quadrilha Espírito Santo, para não requerer a prisão preventiva do seu protegido, quando sabe que Ricardo Espírito Santo e família são donos de vivendas, palacetes e mansões do Brasil ao Canadá, da Europa à Ásia, da América Latina a África, para onde, a qualquer instante, podem fugir da justiça doméstica.

     Pode ser que a procuradora-geral da república pretenda fazer passar o País por parvo, mas a verdade é que ainda não explicou às centenas de milhares de emigrantes e idosos portugueses por que é que ainda não mandou aplicar as medidas necessárias para garantir o arresto dos bens da quadrilha de gatunos Espírito Santo, a fim de que pudessem um dia vir a ser ressarcidos do roubo das suas economias de uma vida, efectuado aos balcões do BES.

      E é a mesma procuradora-geral da república que tem de vir explicar ao povo português por que é que o agente do ministério público, titular do inquérito ao BES, ainda não alargou esse inquérito ao latrocínio levado e efeito por Ricardo Salgado e seus comparsas no Grupo Espírito Santo (GES), onde estão em jogo para cima de trinta mil milhões de euros e os postos de trabalho de mais de vinte mil trabalhadores em Portugal e no mundo.

      Assim como é a mesma procuradora-geral da república que terá de vir explicar urgentemente por que é que o agente do ministério público no inquérito do BES não requereu a prisão preventiva de Ricardo Salgado, depois de ter sido encontrado o armazém onde aquele arguido escondida uma extraordinária fortuna em obras de arte.

       Afinal, o ministério público protege ou não protege o quadrilheiro-mor do reino? Protege ou não protege o dono disto tudo?

     Mas a segunda questão importante, vergonhosamente ocultada pelo comunicado da Comarca de Lisboa divulgado esta noite pelo Conselho Superior da Magistratura – Conselho a que teremos de voltar um dia – não é a de saber se o juiz de instrução pode ou não aplicar uma medida de coacção mais grave do que a que lhe foi requerida pelo agente do ministério público titular do inquérito, pois é evidente que pode, mas sim a questão de saber qual o motivo por que o juiz do Penhascoso não despachou Ricardo Salgado com a medida de prisão preventiva para Évora, cadeia para onde despachou Sócrates sem dispor do mínimo indício de que Sócrates houvesse cometido um único dos crimes de cuja prática o acusa o Diário do Penhascoso, também – mas muito menos! – conhecido por Correio da Manhã.

      Sim, magnífico juíz, por que é que achou fundamento bastante para aplicar a Sócrates uma medida coactiva que não tem a coragem de aplicar a Salgado?

       Diga lá ao povo português: a justiça portuguesa protege ou não protege os bandidos e a direita?

       Essa é que é essa!

       Mas dessa obviamente não cura o reaccionário, anacrónico e serôdio Conselho Superior da Magistratura.» [Notícias Online]
   
Autor:

Arnaldo Matos.
      
 Uma justiça forte com os fracos
   
«Segundo a SIC Notícias, Alexandra Patrício, de 28 anos, terá já passado a noite na cadeia prisional feminina de Odemira e deve ser hoje chamada para um primeiro interrogatório judicial.

Em declarações aos jornalistas à porta da unidade hospitalar, horas depois de a mulher ter voltado com o seu filho, a pediatra de serviço na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais Maria Alfaro disse que "felizmente o bebé chegou em boas condições" e que "a mãe estava muito arrependida".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Compare-se esta rapidez com o espectáculo proporcionado no caso BES. Tudo isto roça o miserável.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se com desprezo.»
  

   
   
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sexta-feira, julho 31, 2015

Destruir por dentro

O lado mais letal da acção do governo pafioso não está no seu programa, nele não consta a destruição da escola pública, a transformação do SNS em serviços de saúde para pobres e indigentes ou a redução da Segurança Social a um sistema de pensões mínimas.

Nestes quatro anos o país aprendeu uma dura lição, nada daquilo que eram, a Constituição não é uma garantia do que quer que seja com juízes, governante e um presidente como aquele que temos. Por tudo isto o programa pafioso não merece qualquer análise séria, porque nada tem de seriedade.

Não só o programa pafioso não é sério como os seus autores também não o são. O programa não tem os padrões de rigor financeiro de que Passos e Portas se gabam, e não foi sujeito a qualquer crivo técnico como sucedeu com o programa do PS e o próprio Marco António defendeu. Aliás, o programa nem respeita os compromissos financeiros que o governo assumiu com Bruxelas e tem tantas medidas não cumpridas durante o presente mandato que o transforma num símbolo do incumprimento. Como se pode acreditar num programa quando as medidas são precisamente aquilo que não se cumpriu no passado, com um governo de maioria absoluta e um verbo-de-encher em Belém?
  
Mas o lado perverso e letal para o Estado Social não está no programa do governo, está sim na estratégia de destruição a partir do seu interior que tem vindo a ser promovida em sectores como o ensino, a saúde ou a segurança social.
  
A Constituição não permite o fim da escola pública ou a sua gratuitidade, mas nada diz sobre medidas que não violando os princípios constitucionais acabam por ter um efeito equivalente. É possível financiar o sector privado ao ponto deste ser quase gratuito, ou degradar as condições pedagógicas na escola pública levando as famílias com mais recursos a transferir os filhos para as escolas privadas. Transformar o ensino público num sistema de ensino para os mais pobres é destruir a Escola Pública. 
  
Fechar um hospital deixando uma população sem acesso a cuidados de saúde levaria a uma revolta social, mas pagar aos médicos e enfermeiros um pouco mais do que se paga a um servente de pedreiro é convidar estes profissionais a abandonarem o país. O resultado é aquele que se viu este Natal, o país gasta o dinheiro no SNS mas os portugueses morrem nas salas de espera das urgências. O resultado é óbvio, os bons profissionais de saúde abandona o SNS e quem tem recursos não se arrisca a perder a vida sem ser atendido num hospital público.

Em todos os sectores os pafiosos têm vindo a promover um liberalismo sem regras que passa pela expansão da economia paralela e pela destruição do SNS, da Segurança Social e da Escola Pública a partir de dentro. É por isso que o perigo não está num programa que ninguém vai ler, está nas medidas que este governo tem adoptado, esse é o seu verdadeiro programa.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Férias

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A partir de amanhã O Jumento vai entrar em regime irregular, apresentando sinais de perturbações na produção de fardos, devido a férias.
  
 Jumento do dia
    
Luís Marques Guedes

O senhor ministro da Presidência tem os portugueses em muito má conta e só isso explique que nos julgue um povo de lorpas, Conseguiram avaliar as propostas de compra da TAP numa noite e agora arrastam a venda do Novo Banco para que nada se decida antes das eleições. Vamos ver com que argumento o fazem já que vai ter de ser o governador do BdP a dar a cara pois desde o início que o governo diz nada ter que ver com o negócio. Por agora vão tentar vendê-lo quando os portugueses estiverem em férias, veremos se o atraso se fica por aí.

A verdade é que Passos Coelho não quer que os portugueses saibam quanto vão ter de suportar em austeridade por conta dos prejuízos com este negócio.

«O ministro da Presidência diz que será uma “boa notícia” se a venda do Novo Banco estiver concluída durante o mês de agosto, porque significa que o processo não se arrastará demasiado.

Questionado em conferência de imprensa, no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, sobre a notícia avançada pelo Expresso de que a venda do Novo Banco, prevista para o final deste mês ou início do próximo, deverá ser adiada até meados de agosto, Luís Marques Guedes disse que “será, apesar de tudo, uma boa notícia”. E continuou salientando que isso significará que “o processo não se arrastará demasiado”, não obstante a derrapagem em relação ao prazo inicialmente previsto.

Ressalvando que o assunto da venda do Novo Banco não foi tratado na reunião de Conselho de Ministros desta quinta-feira de manhã, Marques Guedes recordou que o processo de alienação “é todo ele tratado pelo Banco de Portugal enquanto supervisor e regulador do sistema financeiro”.» [Expresso]

 A Voz do Povo está e parabéns

Conseguiu matéria para dedicar uma dúzia de páginas ao programa eleitoral dos pafiosos.

 Jogador ignorante

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Assinou por um clube espanhol vestido com uma t-shirt estampada com uma imagem de Franco e agora diz que nada sabia sobre a personagem.

      
 A memória já cá não mora, diz 'T-shirt'
   
«Um futebolista português foi transferido do Santa Clara, Açores, para o modesto Jaén, Espanha. Na apresentação, ontem, ele chumbou em memória: apareceu de T-shirt com a cara de Franco estampada. Não a de Franco Baresi, grande líbero, que brilhou no Milan, mas a do general Francisco Franco Bahamonde, não confundir com Federico Bahamontes, lendário ciclista, ganhador dum Tour. Quer dizer, o nosso patrício, com tanta escolha haveria logo de ir pela cara dum pulha. Lá esteve, com sorriso de defeso e um criminoso ao peito. Se fosse manobra publicitária, seria de arromba (muitos tweets, ontem), mas foi só ignorância, ele não sabia de Espanha. Pior, os do clube de Jaén - que viram o português, do chegar até se sentar na sala das apresentações, e não o preveniram - alinharam em maior ignorância, não sabiam nem da sua Jaén. Esta é a andaluza capital mundial do azeite, cercada de oliveiras. Um dia, noutra eternidade, ouvi Paco Ibañez a cantar "Andaluces de Jaén". Voz dorida dum exilado, a cantar quem trabalha: "Andaluces de Jaén/ Aceituneros altivos/ Decidme en el alma, quien?/ De quien son estos olivos ?/ Andaluces de Jaén." Palavras de Miguel Hernández, que começou pastor na Andaluzia e fez-se poeta grande. No fim da guerra civil, tentou fugir para Portugal mas Salazar devolveu-o a Huelva, ao tal da T-shirt. Miguel Hernández morreu numa cela, em 1942, aos 31 anos. Nada é tão perda de memória como quando ela é exposta ao peito.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.


      
 As boas contas do Macedo
   
«O serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), que funciona como uma central de compras para os hospitais do Estado, ocultou no ano passado, de forma “deliberada”, 17 milhões de euros de dívida aos centros hospitalares de Lisboa, conclui um relatório do Tribunal de Contas publicado esta quinta-feira.

O Tribunal de Contas (TC) refere no seu relatório que “a ocultação, deliberada, da dívida aos centros hospitalares de Lisboa nas contas do SUCH de 2014 (17,2 milhões de euros) serviu o propósito de possibilitar a contratação de novos empréstimos, o que eventualmente seria inviabilizado pela exibição da dívida, perante os associados, a tutela e as instituições de crédito”.» [Expresso]
   
Parecer:

Enfim, as más contas fazem os maus ministros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reprove-se.»
  
 O Portugal turístico é assim
   
«Um casal de cães vadios, com traços de raça pitbull, atacou na quarta-feira ao final do dia quatro pessoas na praia de Quarteira e lançou o pânico entre os veraneantes. A principal vitima, um homem de 57 anos que foi em socorro de uma criança que brincava com um papagaio, ficou com músculo da perna direita rasgado e ferimentos na outra. A cena deu-se ao fim do dia, quando os nadadores-salvadores arrumavam as coisas para se irem embora e o areal fica sem qualquer vigilância.

Os animais, mãe e filho, entraram pela Praia do Vidal a correr e a brincar pelo areal, num aparentemente divertimento canino. O primeiro ataque, protagonizado pelo cão jovem, foi a uma rapariga que filmava os mergulhos do namorado, com o sol a cair no horizonte. O cão, relatou quem assistiu, saltou-lhe para as costas e puxou-lhe as cuecas. Reacção imediata: “As pessoas começaram a rir”, conta o nadador-salvador. Mas não demoraram a perceber que o caso não era para brincadeira. O rapaz veio em auxílio da namorada, tentando afastar o animal, que acabou por fugir para o outro lado da praia, com a mãe. A cadela não mordeu em ninguém.» [Público]
   
Parecer:

E o pagode começou por rir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos autarcas locasi se andam a dormir.»

 Um dentista que merecia que lhe partissem os dentes
   
«Aos 55 anos, o dentista norte-americano Walter James Palmer nunca imaginaria vir a ser tão conhecido. O seu nome tornou-se numa das hashtags mais citadas no Twitter e no Facebook. Na página da sua clínica River Bluff Dental no site Yelp, subitamente surgiram milhares de comentários. A própria clínica em si, na avenida Rhode Island, em Bloomington, Minnesota, promete tornar-se num local de peregrinação. Um artista dedicou-lhe, ali mesmo, uma pintura nesta quarta-feira.

Palmer não deverá, porém, aparecer publicamente tão cedo, para responder a este súbito interesse. O dentista é alvo de uma fúria colectiva por ter matado Cecil, o majestático leão de juba preta que era a atracção número um do Parque Natural de Hwange, no Zimbabwe.

Palmer pagou quase 50 mil euros para abater o animal. Mas a caçada, ocorrida no princípio de Julho, era alegadamente ilegal. O leão foi atraído para fora do parque. Não havia licença para o matar.» [Público]
   
Parecer:

Alguém que paga 50.000 dólares para que lhe coloquem um leão na mira para depois ter o prazer de o matar só pode ser um predador cobarde.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Partam-lhe os dentes para que deixe de morder.»

 FMI não pode participar no terceiro resgate da Grécia
   
«Os elevados níveis da dívida grega e o historial pouco sólido da aplicação de reformas do governo impossibilitam que o Fundo Monetário Internacional (FMI) participe num terceiro resgate ao país liderado por Alexis Tsipras. A notícia, que coloca em risco o próximo programa, é avançada pelo Financial Times, que teve acesso ao documento apresentado pelos técnicos do fundo ao conselho de administração.

Houve esta quinta-feira uma reunião de duas horas do conselho de administração do FMI, escreve o Financial Times, e foi apresentado nessa reunião o relatório “estritamente confidencial” dos técnicos. O relatório admite que o conselho de administração se disponibilize para participar nas negociações em curso. Mas o conselho de administração não poderá participar num novo programa e essa decisão não poderá ser revista nos próximos meses, talvez nem mesmo antes do final do ano, escreve o FT.» [Observador]
   
Parecer:

Enfim, fizeram a vontade do Syriza, agora só falta a Grécia sair do Euro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

 As contas do PSD
   
«PSD garante que o governo reduziu o desemprego. E que o emprego aumentou: "há mais 204 mil portugueses, felizmente, a trabalhar". "Os portugueses deram a volta", diz o CDS.

O porta-voz do PSD, Marco António Costa, afirmou hoje que o número absoluto de desempregados diminuiu na atual legislatura, tendo passado de 661 mil para 636 mil entre junho de 2011 e junho deste ano.» [DN]
   
Parecer:

O PSD eliminou os desempregados que encontraram emprego no estrangeiro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ajude-se os senhores a fazerem contas.»
  

   
   
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quinta-feira, julho 30, 2015

Comentário breve ao programa pafioso

Não há nada de novo neste programa pelo que não há comentários a fazer, o programa pafioso não passa de restos de colecção do actual governo. Resta-nos que o PSD seja coerente e mande este programa ser analisado por economistas e especialistas em direito constitucional. Enquanto não o fizer não sabemos se será viável Também seria útil perguntar a Bruxelas se as medidas deste programa estão em conformidade com os compromissos que este governo assumiu com os credores, designadamente no que se refere a pensões.

Até lá não vale a pena perder tempo com análises, até proque a esta hora Passos Coelho já não se lembra dos compromissos que supostamente assumiu, da mesma forma que enquanto governou se esqueceu do anterior programa eleitoral e mesmo do programa de governo que os agora deputados pafiosos aprovaram.

Umas no cravo e outras na ferradura


   
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Aos poucos Cavaco vai tentando branquear o seu passado governamental esforçando-se por limpar as suas nódoas. Desde os roteiros das misérias sociais que nunca lhe mereceram a atenção enquanto primeiro-ministo, à forma indigna como se comportou em relação à pensão de Salgueiro Maia que recusou para a dar a um inspector da PIDE, ao Alqueva cujo projecto abandonou, Cavaco usa os poderes presidenciais para ir pagando o altar em que acha que vai ficar na história de Portugal. Cavaco fala agora do lançamento do projecto mais sabe muito bem que os alentejanos e muito menos os que beneficiam de Alqueva não lhe devem nada.

Cavaco diz que aprovou o projecto em 1993, mas esconde que isso sucedeu a pouco mais de um ano de deixar o PSD entregue a Fernando Nogueira, convencido de que a derrota do seu homem o ajudaria a ganhar as presidenciais. O que ele não diz é quanto é que os seus governos investiram na barragem e que quem apostou na construção de Alqueva não foi um político que apenas tentou associar o nome ao projecto. O que ele não diz é que deixou o Alentejo quase como o encontrou, que o votou ao desprezo porque os alentejanos sempre o desprezaram enquanto político.

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Pobre Cavaco, vai ficar na história mas não com a versão de lexívia que tenta passar, mas sim como o primeiro-ministro que desprezou os que não votavam nele e como o presidente mais incompetente da história da República.

«"Há aqui uma realidade nova, uma nova realidade económica, social e ambiental, o Alqueva mudou a face do Alentejo", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas em Beja.

Depois de ter sobrevoado a zona da barragem do Alqueva a bordo de um C-295 da Força Aérea Portuguesa, Cavaco Silva assinalou "o simbolismo muito particular" de uma visita que o deixou "verdadeiramente impressionado".

"No início de fevereiro do ano de 1993 tomei a decisão em Conselho de Ministro de iniciar a construção da barragem de Alqueva. Eu próprio vim a Alqueva para testemunhar o início das obras. Depois fui a um café, o café de Alqueva, os alentejanos que lá estavam mostraram uma grande desconfiança, disseram que há 20 anos que os políticos diziam isso e nunca tinha sido construída a barragem", recordou.» [Notícias ao Minuto]

 Solidariedade para com Ricardo Salgado

Em sinal de solidariedade para com Ricardo Salgado, a última vítima desse verdadeiro cavaleiro do Apocalipse da nossa justiça, aqui fica uma musiquinha ("A minha casinha" cantada por Milú no filme "O Costa do Castelo") para ele ouvir nas horas de sofrimento por estar confinado à sua modesta casinha e os respectivos logradouros, enquanto aguarda sem risco de fugir que a espada da justiça lhe caia em cima dos ditos.



 O programa do PAF vai ser avaliado

Depois de ter exigido que os cenários macroeconómicos do PS, elaborado por um vasto grupo de economistas de reconhecida competência, fossem avaliados pela UTAO e pelo Conselho das Finanças Públicas faria sentido que os Pafiosos colocassem o seu programa à consideração daquelas instituições ou de outras de reconhecido mérito. A propósito disso faria sentido perguntar aos Pafiosos o que é feito do tal grupo de economistas que ia elaborar as suas propostas, grupo que até integrava economistas secretos que por vergonha não queriam dar o nome.

 A Voz do Povo no seu melhor

«O que esteve, o que está em causa é a polémica entre o antigo ministro socialista e o director de informação da TVI, Sérgio Figueiredo. Não me interessa, não creio ser útil, entrar nos detalhes da controvérsia. Basta recordar que a TVI decidiu dispensar os comentários de Augusto Santos Silva, substituindo-o na antena por outro socialista, Fernando Medina, e que aquele andava há semanas a fazer acusações de censura à televisão de Queluz. Sérgio Figueiredo, que se manteve em silêncio durante várias semanas, entendeu esclarecer o que se passou na sua mais recente coluna de opinião no mesmo DN.»  [Voz do Povo]
   
Para a Voz do Povo a verdade são pormenores que não interessa. Enfim, foi mais fácil tirar o José Manuel fernandes da Voz do Povo do que a Voz do Povo do José Manuel Fernandes, quem torto nasce tarde ou nunca se endireita e este senhor nunca deixará de ser um liberal com formação e valores da extrema-esquerda estalinista.

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 O 'ayatollah' de Barcarena
   
«Sérgio Figueiredo, diretor de informação da TVI (doravante, S.F.), publicou neste jornal, no passado dia 27, um artigo intitulado "Para acabar de vez com um monólogo patético e deprimente". Devo aos leitores esclarecimentos sobre as acusações que me faz. O caso tem que ver com o facto de (a) a TVI ter decidido terminar com a rubrica "Os porquês da política", de que sou autor e era emitida na TVI24, sem dar quaisquer explicações públicas, de (b) as três últimas emissões dessa rubrica terem sido canceladas e de (c) eu ter protestado contra as duas decisões, caracterizando a primeira como punição por suposto delito de opinião e a segunda como censura.

1. Comecemos pelo mais importante. Avalio muito negativamente o artigo de S.F. - roça inúmeras vezes a boçalidade, está cheio de erros e mentiras. Mas isso não quer dizer que entenda que ele deve ser afastado das colunas do DN. Esta é a essência da liberdade de expressão: ter direito a ela mesmo quando se parece mal-educado, ofensivo, inconveniente ou excessivo.

2. S.F. embrulha o seu argumento com muita parra. Eu prefiro ater-me aos factos e interpretá-los. Cada leitor/a fará o seu juízo. Mas todo o argumento repousa numa estória. No dia 18 de junho, eu teria recebido uma resposta de S.F. ao protesto que lhe havia dirigido, por causa de mais uma série de alterações ao horário da minha rubrica. A resposta dava explicações e propunha um encontro para tratar do assunto. Ora, cito S.F., "no mesmo dia em que [Santos Silva] reagia [...] aceitando conversar, decidiu fazer um comentário público na sua página do Facebook", que punha em causa "a estação que lhe dava guarida". Portanto, depois, sublinho depois, de ter trocado mensagens privadas e acertado conversas, eu teria criticado violentamente a TVI. Isto seria desleal? Na minha opinião, seria. Bastante.

Mas não foi assim. S.F. sabe-o e qualquer leitor/a pode sabê-lo. S.F. confirma que recebeu o meu protesto às 9.24. Publiquei a nota no Facebook às 9.32 (o primeiro comentário surgiu às 9.38, ainda está lá para quem quiser ver). Recebi a resposta de S.F. às 12.48. Retorqui por minha vez, acertando a conversa para o dia da emissão seguinte, às 16.19. E considerei o episódio encerrado, até porque, como se vê no texto agora publicado por S.F., era-me prometido mais respeito. Entretanto, recebi (seis dias depois, a 24), a mensagem que preanunciava a rescisão, antes de qualquer conversa por qualquer meio. Estes são os factos. Logo, S.F. mente quando diz que eu "marqu[ei] uma conversa em privado e, à traição, atir[ei] uma pedra sem aviso e sem pudor". Como se deve chamar a quem mente? Eu cá chamo mentiroso.

(...)» [DN]
   
Autor:

Augusto Santos Silva.