sexta-feira, agosto 07, 2015

PAF ou PDT

Pela forma como trata o país a coligação da direita escolheu a sigla errada, em vez de PAF - Portugal à Frente, devia designar-se PDT - Portugal da Treta, tantas são as mentiras e manipulações da realidade, a treta é tanta que só falta dizerem-nos que com a austeridade brutal Portugal criou emprego acima do que que se passava no passado ou que os portugueses têm agora maiores rendimentos e melhores cuidados de saúde.
  
A política defendida por Vítor Gaspar e apoiada por Passos Coelho e que foi continuada com menos competência por Maria Luís Albuquerque não passava por uma aposta no crescimento, mas sim numa cura de austeridade que mataria empresas consideradas inúteis, que reequilibraria o mercado de trabalho pela emigração dos excedentes em vez da criação de emprego e que atrairia investimento.
  
A verdade é que a experiência levada a cabo por Vítor Gaspar inspirada num livro de economia assente em dados numéricos errados falhou. Durante toda a legislatura não se realizou um único investimento digno de nota e todos os indicadores de suc esso invocados pelo governo não podem ser atribuídos às suas políticas ou resultanm de tendências anteriores a este governo, como é o caso das exportações ou do turismo.
  
Este  governo falhou, a poda drástica da economia que levou a cabo matou a árvores e a desgraça só não é maior porque as intervenções do BCE têm permitido o financiamento externo do Estado, uma intervenção contra a qual se manifestou o governo desde o primeiro momento em que tal solução foi proposta. A verdade é que a notação da dívida é a mesma do início da crise, a dívida soberana está acima do que alguma vez foi previsto e o défice público está longe dos níveis desejáveis.
  
O país está hoje mai fraco do que alguma vez esteve e desperdiçou o recurso em que mais havia investidos, os quadros altamente qualificados que gente como Miguel Relvas convidou a emigrar. Mais grave do que o governo andar a inventar um país assente em estatísticas manipuladas é o falhanço de uma economia que deixou um rasto de miséria. Tudo por nada pois o país está pior.

quinta-feira, agosto 06, 2015

No Portugal Paf

Neste novo Portugal criado por Paulo portas, com a ajuda de manipuladores de estatística vindo do CDS (a santinha da Horta Seca, o Núncio Fiscoólico e o Lambretas), o Portugal Paf, há uma realidade indesmentível, o país caminha para o paraíso, um país sem desempregados, sem doentes, sem empresas públicas deficitárias.
  
Os doentes são cada vez menos, os que se dirigem ao hospitais públicos e conseguem ser atendidos estão confortavelmente deitados em macas com grades para não caírem e longe dos olhos das máquinas fotográficas dos poucos jornalistas que se dedicam à realidade que fica para além do Portugal Paf. Mas os doentes são cada vez menos, muitos desistiram de se tratar e outros receiam que lhes suceda o que sucedeu a muitos no Natal passado.
  
Neste Portugal Paf não há desempregados, os mais qualificados partiram, dos que ficaram muitos desistiram, alguns trabalham sem segurança e sem descontos no paralelo, os que insistem em incomodar os serviços de emprego vão para estágios, curos e outros passatempos estatísticos. O Portugal Paf caminha para o pleno emprego sem crescimento e sem investimento.
  
No Portugal PAF os bancos não são nacionalizados, em vez disso são “resolvidos” sem custos para os contribuintes, desaparecem no Verão para depois a sua parte boa ser vendida a preço de saldo novamente no Verão, para não incomodar os contribuintes com contas que não lhes dizem respeito.
  
No Portugal Paf os portugueses não são incomodados, não souberam mais das vítimas da legionela nem das causas da propagação da doença, não fazem a mais pequena ideia quantos milhões foram mandados para o tribunal a fim de dar a sensação de que o Novo Banco é bem, vendido. 
  
É um Portugal onde tudo funciona bem excepto quando a incompetência dos funcionários públicos interfere com a competência dos governante, como sucedeu com as urgências dos hospitais, com o fisco, com o Citius ou com os vistos dourados.

quarta-feira, agosto 05, 2015

Aconteceu numa noite de Verão

Foi numa noite de Verão que o país ficou a saber que o Grupo BES tinha sido destruído em nome de um processo a que designaram por resolução, pelas forma como a coia nos foi contada não havia alternativa e os contribuintes eram uns felizardos pois seriam os bancos a suportar o custo da brincadeira, para o que existia um fundo que era financiado com dinheiro que nos tinha sido emprestado pela Troika para ajudar a banca.
  
Todos ficámos descansados e no dia seguinte muito boa gente deu um mergulho na praia e esqueceu o assunto. Poucos estaríamos interessados em saber se o Ricciardi teria tido o apoio de Passos Coelho se tivesse conseguido derrubar o Ricardo Salgado ou se não teria havido outra solução mais vantajosa para a economia portuguesa. Se o problema era da família mais detestada do país então “os brancos que se entendam” e como nos garantiam que os contribuintes não seriam lesados porque motivos teríamos de nos preocupar.
  
Hoje ninguém sabe muito bem o que está no banco bom, o que está no bano mau ou o que não está em lado nenhum. Nenhum jornalista está muito interessado em saber por que razão houve tanta pressa em vender a TAP e gora não há pressa nenhuma em vender o Novo Banco. Pior ainda, ninguém sabe quantos milhares de milhões varridos para a burocracia dos tribunais terão de vir a ser suportados pelos contribuintes.
  
O governo tem vindo a construir uma realidade virtual para o período eleitoral e é cada vez mais evidente que o BES deve ser eliminado dessa imensa patranhice com que Paulo Portas, Passos Coelho e Carlos Costa estão tentando ludibriar os portugueses.
  

terça-feira, agosto 04, 2015

Os únicos gajos em que podemos confiar

Os jornalistas? São uns malandros.
Os políticos? Nem digo o que são.
Os padres? A catequese começa a ser um lugar perigosos para as crianças.
Os cineastas? São uns malandros que vivem de subsídios?
Os economistas? São uns manipuladores e os do INE são mesmo aldrabões.
Os médicos? São culpados de todas as mortes ocorridas nos hospitais, excepto no caso de doentes com mais de 110 anos.
Os carteiros? Raramente acertam no número da porta a passamos a vida receber cartas para a vizinha do andar de cima.
As artistas? São mulheres de hábitos fáceis.
As psicólogas? São todas umas “ganda malucas”.
Os enfermeiros? Já não são o que eram.
Os meteorologistas? Certam menos do que o iPhone.
Os advogados? São uns malandros.
Os gestores? São incompetentes e culpados dos nossos males.
Os banqueiros são donos disto tudo e deles todos.
Os diplomatas? São todos gays.
Os especialistas em sondagens? São os únicos portugueses honestos e em quem podemos confiar.

PS: Realizar um debate entre António Costa e o número dois da lista pafiosa por Lisboa seria o mesmo que a par da campanha eleitoral fosse feita uma segunda campanha eleitoral para eleger o primerio-ministro do Portugal dos Pequeninos, que, tanto se sabe, é o único cargo de primeiro-ministo que o Paulo Portas se candidata, isto se o Passos não reservar esse cargo para depois de Outubro.

segunda-feira, agosto 03, 2015

O coxo e o Núncio Fiscoólico perneta

Foi hoje publicada a análise da Unidade Técnica de Apoio Orçamental à execução orçamental apresentada pelo governo.

A confusão é total. Onde o governo diz que ocorreu um aumento da receita fiscal de 3,7%, a UTAO fez as contas e diz que o crescimento é de apenas 1,7%. Acrescenta ainda que ocorreu uma quebra em junho.

O governo diz que os impostos indirectos (em especial o IVA) aumentaram 6,2%. A UTAO que aumentaram apenas 3,5%.

O governo diz que os impostos directos (IRS e IRC) aumentaram 0,5%. A UTAO diz que não houve crescimento nenhum, pelo contrário, caíram 0,3%.

Onde o governo diz que vai haver devolução da sobretaxa porque no final do ano provavelmente as receitas fiscais ultrapassarão o previsto, a UTAO diz que as receitas fiscais vão ficar 600 milhões abaixo do previsto, e portanto nem pensar em devolução da sobretaxa.

A UTAO acrescenta que o governo agravou a manipulação das contas do Estado com a retenção dos reembolsos do IVA às empresas exportadoras, que no mês passado já ia em 190 milhões de euros e agora passou para 241 milhões.

Há uns anos atrás o dr. Macedo partiu um braço nadando no cachão de sudoeste da praia da Altura. Não sei a que praia vai o Núncio Fiscoólico, mas espero que tenha a mesma sorte do competentíssimo dr. Macedo e regresse de férias com uma perna partida, nunca mais se esquecerá de que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo, quanto mais um coxo perneta.
  
Provavelmente é por isso que o Portas não o meteu nas listas de deputados, aquele que foi o primeiro governante do CDS a dizer que ao contrário do líder do CDS ele nada tinha de revogável e que ficaria no governo e que agora chamou a si todo o protagonismo da campanha eleitoral, acabou por ser excluído das listas do CDS, o que significa que as manipulações da máquina fiscal não foram suficientes para o levar à liderança do seu partido.
  
Enfim, tudo o que este PAF faz acaba por dar em Puf.


Aditamento:

Não é a primeira vez que a UTAO produz relatórios de avaliação das contas públicas e já em Junho esta unidade dizia quase o mesmo que disse no último relatório. Todavia, nunca os relatórios da UTAO foram alvo de debate público e raramente têm sido citados na comunicação social.
  
Curiosamente, é graças a Marco António que a UTAO quase saiu do anonimato, foi esta pequena personagem pafiosa que lembrou os portugueses da sua existência e credibilidade ao ter exigido que as propostas do PS e os seus cenários económicos fossem avaliados por aquela unidade do parlamento, algo de que se esqueceu em relação ao programa eleitoral do PSD.
  
Só que com o embuste que o Núncio Fiscoólico tem vindo a montar em torno da sobretaxa as análkisses independentes da UTAO passaram a ser incómodas, algo que tem vindo a suceder com muitas instituições. Pelos vistos só os Instituto de Emprego do Lambretas produz dados fiáveis, tão fiáveis que a um dia destes conseguiremos chegar ao pleno emprego sem, criar empregos e, com sorte, ainda vamos empregar os andaluzes.
  
Este governo começa a ser parecido com a senhor que foi assistir ao juramento de bandeiro do filho e quando o batalhão marchava na parada o seu rebento era o único soldado que estava com o passo ceto, todos os outros tinham o passo trocado.

domingo, agosto 02, 2015

Proxenetismo autárquico em VRSA

A crise financeira e o discurso oficial que transformou o povo português numa nação de gandulos oportunistas estimulou a criatividade oportunista, autarcas, directores-gerais, comandantes das polícias, magistrados e todos os que podem recorrer a multas, taxas e outras sobretaxas para xularem os cidadãos de forma despudorada para juntarem dinheiro para financiarem mordomias para as quais os impostos deixaram de ser suficientes.
 
Os portugueses pagam impostos de todos os tipos, nalguns consumos, como os combustíveis, os impostos até estão encavalitados uns nos outros e sobre o pouco que resta ainda se aplicam   
uma sobretaxa. Como se tudo isto não bastasse os portugueses não podem sair à ruas sem que se sintam rolas perseguidas poor caçadores, é a PSP na caça à multa, a GNR emboscada em todas as curvas da estrada, é um infinidade de autoridades, demasiadas para um país sem autoridade.
 
Mas parece que as taxas e taxinhas já não bastam para financiar os devaneios de algumas entidades, depois de esbanjar os recursos da autarquia o presidente da CML decidiu instituir uma portagem. A astróloga do CMTV teve direito a ajudas na ordem das centenas de milhares de euros num bar de praia, o Castelo Branco vei exibir os seus trejeitos armado em rei do Carnaval, o povinho tem de um SNS oftalmológico cubano, há festas e festarolas por todo o lado e o dinheiro escasseia.
 
O autarca local, um rapazola espertinho, encontrou uma solução, vendeu a exploração do estacionamento dentro da vila e prepara-se para cobrar taxas de estacionamento entre as 9h e as 22h, todos os dias da semana. Isto é, quem não residir em VRSA passa a pagar uma espécie de portagem pois não estamos perante um investimento em parques ou no que quer que seja. Trata-se muito simplesmente de proxenetismo autárquico e um lugar de estacionamento durante qualquer mês do anos sai mais caro do que o aluguer de um apartamento de luxo.
 

Será que o basbaca do Bobo na Horta Seca, um conhecido especialista em fazer humor rasca sobre taxas e taxinhas vai brincar com o proxeneta autárquico de Vila Real de Santo António?