sábado, agosto 22, 2015

Semanada

Há muito que este governo perdeu o ímpeto trabalhador o que bem vistas as coisas até é uma bênção para o país, sendo um governo incompetente e formado por incompetentes o seu melhor desempenho ocorre quando não faz nada. Vão longe os tempos em que o governo dizia que não ia de férias, desta vez desapareceram todos e deixaram a capital entregue a Paulo Portas, até Passos Coelho decidiu ir para a Manta Rota, mais para se deixar fotografar pelo CM na companhia da esposa, o grande cartaz político do PSD, do que para ir à praia.
  
Esta tendência par deixarem o mês de Agosto e os fins-de-semana a figuras secundárias não é novidade, há muito que as pequenas figuras da política portuguesa aproveitam os tempos em que os jornalistas quase são despedidos por falta de notícias para se transformam em vedetas na comunicação social. Os governantes do CDS, a começar em Paulo Portas e a acabar no Núncio Fiscoólico, são especialistas neste papel, mas parece que a moda pegou e até já há candidatas presidenciais que fazem pré-candidaturas presidenciais a meio de Agosto para se aproveitarem da avidez por matéria noticiosa.
  
É por estas e por outras que esta semanada é pobre, não vale a pena perder tempo com as diatribes presidências de Maria de Belém, uma candidata que na opinião do vozeirão poética não pode ser criticada sob o pretexto de que face ao penteado da senhora qualquer crítica resulta de conceitos sexistas, com as patetices de Paulo Portas, um político que também não pode ser criticado por causa das fobias condenáveis ou de um Montenegro que a quem não podemos dar muita atenção sob pena de ficarmos com um torcicolo por olharmos tanto para baixo.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Baixa de Lisboa
  
 Fotos enviadas pelos visitantes d'O Jumento

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Manifestação de emigrantes lixados pelos senhores Carlos Costa e Passos Coelho, sem esquecer os promotores do aumento do capital do BES em que se inclui Cavaco Silva (imagens de A. Moura Faro)

 Jumento do dia
    
Paulo Portas

Passos Coelho acabou de transformar Paulo Portas no pitbull dos pequeninos.

«A coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) anunciou esta sexta-feira que sem a presença de Paulo Portas não participará no debate televisivo de 22 de setembro e que enviará o presidente do CDS-PP ao frente a frente com o secretário-geral do PCP.

"Face à recusa irredutível do PS e do PCP a que o CDS venha a participar em tal debate [de dia 22 de setembro] consideramos que não estão respeitadas as regras básicas de pluralismo para que estejamos presentes em qualquer modelo deste debate que não respeite a participação de todos os que tendo assento parlamentar desejem estar presentes, no respeito pelo estipulado no n.º 2 do Art.º 7º da Lei 72-A/2015, de 23 de julho", anunciaram em comunicado.» [Expresso]

 Assunção Cristas tem mão para a fruta

Não é uma opinião minha, Deus me livre de ter tal opinião, foi a conclusão de uma jornalista da SIC que acompanhava a ministra em campanha eleitoral no Bombarral.

      
 Cabeça de cartaz
   
«Sim, o grande tema destas legislativas são os cartazes. É compreensível; discutir se são bonitos ou feios, se modelos são portugueses ou estrangeiros, se os partidos pagaram pelas imagens e se as pessoas que neles figuram têm alguma coisa a ver com as mensagens, é muito mais giro e dá bué menos trabalho que ler programas, compará-los com os anteriores e como estes foram (in)cumpridos, ver se têm contas (não é suposto as contas serem o mais importante?) e se estas batem certo, etc.

O interesse pelo que está antes, durante e depois dos cartazes é aliás tão raro que foi possível ao diretor da campanha do PS Ascenso Simões acabar demitido por causa de outdoors sem que alguém parecesse reparar que defende publicamente ideias que contradizem não só o património histórico como o programa atual do partido do qual é (ainda) cabeça de lista em Vila Real. E, no entanto, fez disso alarde num artigo no Sol, em Junho, intitulado "Pelo fim dos contratos de trabalho." Onde se lê que Mário Centeno, principal autor do cenário macroeconómico do PS, é "ainda muito recuado". E que "as leis do trabalho só são motivo de conversa entre associações de patrões, sindicatos funcionalizados, especialistas marxistas do Direito do trabalho e amanuenses da concertação social." Porque "o contrato de trabalho cristaliza a dicotomia tradicional da luta de classes. Mas, se olharmos para a vida de hoje, essa luta de classes é cada vez mais um passado distante."

Sem dúvida. Nem se passou 2014 a debater O Capital no Século XXI, obra na qual o francês Thomas Piketty defende rumar-se uma situação de desigualdade social comparável è espelhada nas obras de Hugo e Dickens, com imensa riqueza nas mãos de meia dúzia e restante socieadade na miséria. Nem estamos a observar, em Portugal (e não só), com a pressão de um brutal desemprego, tal diminuição salarial que o PS propõe atribuir um subsídio aos trabalhadores que auferem menos de 411 euros. Não, a situação está de tal modo equilibrada que Ascenso quer "que se avance para a consagração do contrato livre, com regras de protecção bilateral da relação entre as partes."

Entendamo-nos: Ascenso, grande apologista da "ordem natural das coisas", na qual inclui a emigração ("A minha filha adolescente sabe que o mundo dela é o mundo em que se transita de acordo com interesses dos promotores"), tem direito a pensar e dizer o que entender (e a formar um Tea Party luso em consonância). Mas vê-lo, mês e meio após o citado artigo, declarar ao Observador que "a maioria fala muito em bancarrota mas a atual é pior porque é uma bancarrota social, com o desemprego, a emigração, a incapacidade de fixar os jovens no nosso país" deixa qualquer um confuso. Afinal, que pensa Ascenso? A cara dele dá com que frases? Ou será que, como aos trabalhadores da Junta de Arroios retratados nos malfadados cartazes, não houve ninguém no PS para lhe explicar o básico, ou seja, que não é só posar para a foto?» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

   
   
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sexta-feira, agosto 21, 2015

O terceiro resgate grego

É uma pena que o terceiro resgate grego não decorra em simultâneo com o resgate a Portugal, de um lado teríamos novos ideólogos da direita, diria que quase da extrema-direita, e do outro uma esquerda radical que se vai tornando reformista e acabará por ocupar o espaço da social-democracia e muito provavelmente por adoptar os seus próprios valores. Seria uma experiência interessante comparar as políticas adoptadas para além da Troika em Portugal e na Grécia, isso ajudaria a perceber que nem tudo o que se passou foi da responsabilidade dos credores, como Passos Coelho tenta fazer crer.

Lamentavelmente sabemos menos do que se passa dentro dos governos do século XXI do que o que ocorria dentro da corte de D. João II, estamos mais documentados sobre a conquista de Ceuta que agora se evoca do que sobre as sucessivas renegociações do memorando. O governo e a Troika nunca deram a cara pelas sucessivas medidas não previstas no memorando inicial, não sabemos se eram ideias extremistas do governo que a troika aceitou dar cobertura, ou se foram imposições da troika. Esta confusão é legítima pois na famosa reforma do Estado ficou óbvio que o FMI assinou por baixo um trabalho do governo.

É muito pouco provável que terminar o terceiro resgate da Grécia Passos Coelho ainda conste entre os vivos políticos, torna-se inútil a comparação entre um governo que optou «por uma combinação entre oportunismo e subserviência e um governo que desde o princípio optou pela defesa dos interesses do seu país e que não aceitou a lógica cavaquista da subserviência que por cá assume a forma da síndrome do bom aluno.

É possível ter uma abordagem social-democrata (num sentido histórico e não a definição oportunista de Sá Carneiro) da governação mesmo num quadro muito apertado como o que resultou da assinatura do memorando. Além disso, muito do que ficou por fazer nada tinha de mais ou menos austeridade, é o caso da reforma d justiça que foi tão atabalhoada que deixou tudo pior do que estava e a famosa reforma do Estado que nunca foi feita.

Com o resgate português chegado fim e o terceiro resgate grego a iniciar-se seria interessante uma comparação entre os dois programas e uma avaliação rigorosa da forma como se governou em Portugal para se perceber quais os erros que podem ser atribuídos à Troika e o que foi resultado da incompetência e extremismo ideológico de Passos Coelho.


Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
...

Paulo Portas devia ser o escolhido para Jumento do Dia, mas isso seria dar importância a mais a uma personagem irritante e que não representa quase ninguém neste país.

 Jason Paul's Freerunning Illusions


      
 A esquerda que se cuide
   
«O ex-ministro da Administração Interna e actual deputado Miguel Macedo deverá ser ouvido como arguido no âmbito do processo dos vistos gold em Setembro, apurou o PÚBLICO. Há pouco mais de um mês, a Comissão Parlamentar de Ética retirou a imunidade parlamentar a Macedo a pedido do Ministério Público (MP) com fundamento em indícios recolhidos neste processo no qual o social-democrata surge como suspeito de três crimes de prevaricação de titular de cargo político e um de tráfico de influências.

Foi precisamente este processo que levou à demissão de Miguel Macedo em Novembro do ano passado, tendo o ex-ministro retomado o seu lugar de deputado. Em Abril, fonte do gabinete da presidente da Assembleia da República confirmou que o próprio deputado pediu o levantamento da imunidade parlamentar e logo então Macedo afirmou aos jornalistas a “disponibilidade para esclarecer aquilo que for entendido que deve ser esclarecido”. Até agora não foi constituído arguido o ex-governante, com quem o PÚBLICO tentou falar sem sucesso.» [Público]
   
Parecer:

Sempre que a justiça belisca alguém da direita aproveita para tramar alguém à esquerda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»
  
 Prostitutas italianas vão usar coletes reflectores
   
«Na Itália, as prostitutas foram aconselhadas a usar coletes refletores durante a noite. O objetivo, refere o Metro, não é que se tornem mais visíveis para potenciais clientes, mas sim para que garantam a sua segurança.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

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Da próxima vez que a AT se deslocar à REN terá de mudar de indumentária.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O provedor das agências de viagens apoia Maria a Belém
   
«José Vera Jardim “não queria falar nisto, nesta altura”. “Mas as coisas precipitaram-se”. A sua camarada de partido e amiga de longa data anunciou a candidatura à Presidência da República e perante afirmações públicas que a qualificaram como uma “candidata de facção”, o histórico socialista decidiu, também ele, intervir – “essa é uma afirmação injusta e incorreta”– e assumir: “Sou apoiante de Maria de Belém”.» [Expresso]
   
Parecer:

Sendo provedor das agências de viagens bem que poderia apoiar a candidatura da senhora ao Palácio do Planalto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao senhor provedor o que têm os portugueses que ver com as suas amizades.»
  

quinta-feira, agosto 20, 2015

O programa do PAF

Primeiro-ministro: depois da partida do Vítor Gaspar e do falecimento de António Borges e com Ângelo Correia cada vez mais distante o primeiro-ministro ainda não encontrou quem o oriente. Passos ainda só sabe que quer ser primeiro-ministro, tudo o resto logo se vê.
Educação: talvez o que der na bolha ao Nuno Crato.

Justiça: o que passar pela cabeça da Paula Teixeira da Cruz, só havendo dúvidas se vão ser consideradas as ideias ocorridas antes do pôr-do-sol ou que lhe vierem à mona já durante a noite.

Diplomacia económica: prioridade diplomática para os países ainda não visitados por Paulo Portas.
Diplomacia política: aguarda-se consulta de geriatria.

Agricultura: reposição das gravatas.

Administração interna: Passos Coelho ainda hesita entre as mini-saias da actual ministra e os métodos práticos do marido (ou ex-marido) da ministra das Finanças.

Defesa: o ministro vai abandonar os drones da Armada e passará a ser o próprio a brincar com os drones dos chineses da DJI equipados com GoPro.

Economia: o bobo da Horta Seca ainda está a reflectir se continuará a usar sapatos portugueses ou se voltará aos sapatos estrangeiros.

Trabalho: atingir o pleno emprego com estagiários e emigrantes.

Saúde: acabar com a mortalidade nas urgências promovendo- em macas confortáveis e devidamente equipadas com grades que evitem a queda dos falecidos.

Pescas: criação de um prémio para o pescador que conseguir pescar a última sardinha da costa portuguesa.

Finanças: adquirir à Disney os direitos de imagem do Tio Patinhas.

Umas no cravo e outras na ferradura



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Praia do Cabeço, Castro Marim
  
 Jumento do dia
    
Ulrich, o senhor "Ai aguentam, aguentam!"

Fernando Ulrich é a face mais miseráveol da nossa classe de banqueiros tesos, um grupo que apoiou activamente todas as medidas de austeridade sabendo que uma boa parte delas era em seu benefício e em consequência da sua incompetência como gestores. Depois de ter perdido milhões com a especulação da dívida grega o senhor "ai aguentam!" anda agora às voltas com o buraco angolano.

«As novas regras de exposição dos bancos europeus a países terceiros, grupo onde se inclui Angola, impostas pelo Banco Central Europeu (BCE) colocaram no radar a posição de 50,1% do BPI no Banco de Fomento Angola (BFA). O BPI é maioritário e a exposição do BFA a ao Estado angolano e ao Banco Nacional de Angola é grande e vai pesar nos rácios.

Entre os diversos cenários possíveis para o BPI, liderado por Fernando Ulrich, ultrapassar a situação estão a venda ou a redução da posição ou ainda um entendimento com o BCE relativamente à forma de ultrapassar a contabilização da exposição a Angola. A compra do Novo Banco seria uma forma de o BPI ficar maior e, como resultado, diluir a exposição a Angola.» [Expresso]

      
 É uma pena que o papagaio não fale português
   
«Há um papagaio que teve problemas com a autoridade. Na cidade indiana de Rajura, do Estado de Maharashtra, a polícia local deteve um papagaio por “berrar obscenidades” a uma idosa de 85 anos. Além disso, a senhora culpou o seu enteado, o dono do animal, de ensinar o pássaro a insultá-la.

Após as acusações, a mulher queixosa, Janabai Sakharkar,  foi chamada à esquadra, juntamente com o seu enteado, Suresh, e o papagaio. Enquanto esteve sob custódia policial, o papagaio não prestou declarações.

“Tenho sido assediada nos últimos dois anos. Ao ver-me, o papagaio começa logo a proferir palavras obscenas. Foi por isso que eu fiz queixa à polícia três vezes nos últimos dois anos. A polícia reuniu-me com o papagaio e com Suresh na esquadra. A polícia deveria investigar e apreender o papagaio”, disse a senhora de 85 anos à televisão indiana Zeenews.» [Obervador]
   
Parecer:

Eu ensinava-o a chamar umas coisas ao Cavaco, ao Coelho e ao Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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quarta-feira, agosto 19, 2015

O que divide a candidatura de Maria de Belém

Há quem critique a candidatura de Maria de Belém de dividir o PS, ora é precisamente esse o objectivo da candidatura que não podemos criticar por receio do vozeirão poético nos vir acusa de complexos sexistas. Quando a candidatura é decidia há mais de um mês, lançada por uma oportuna sondagem da Aximage para o CM e tornada oficial com um comentário do Facebook no preciso momento em que António Costa estava em directo nas televisões serve para o quê, senão para dividir?
  
Virem agora dizer que o lançamento da candidatura através de um comunicado para a Lusa é gozar com a inteligência das pessoas. Maria de Belém aproveitou-se da entrega das listas de deputados por Lisboa para chamar as atenções para si própria, assumindo-se como suplente e prometendo falar da presidenciais apenas depois das legislativas, horas depois aproveita-se da presença de António Costa numa televisão para lançar uma candidatura. Enfim, a agora candidata presidencial começa de fora pouco digna a sua corrida presidencial, nem Cavaco Silva teria recorrido a este golpe sujo.
  
Mas a antecipação da candidatura de Maria de Belém faz todo o sentido e não está assim tanto em conflito com a intenção inicial de esperar pelas legislativas como parece. A candidatura faz parte da estratégia dos senhores que se seguem no PS e ao ser antecipada mais não é do que a antecipação da noite eleitoral. Da última vez Seguro desceu ao rés-do-chão para anunciar a sua candidatura à liderança do PS. Agora a luta pelo poder começou antes e a oposição de António Costa não quer esperar por uma eventual derrota de António Costa, quer antecipa-la.
  
Mas não é assim tão grave como parece, a candidatura pode dividir o PS mas está longe de dividir os eleitores. Há muito que o PS é um partido difícil de ser unido, a lógica do aparelho balcanizou aquele partido e hoje o seu aparelho é dominado por chefes de clãs, senhores da guerra e líderes tribais. Os seus eleitores não votam nos Cravinhos, no vozeirão poético, nos Seguros ou nas Anas Gomes, votam num projecto que de vez em quando é assumido pelo PS e que vem na linha do seu património histórico.
  
A candidatura de Maria de Belém pode animar guerras de clãs dentro do PS, pode animar a Ana Gomes e dar esperança ao João Galamba, mas não divide os eleitores e os que querem uma mudança em Portugal. O que está em causa não é a lógica do poder dos senhores da guerra e é neste quadro que foi lançada a candidatura, o que importa aos portugueses é uma mudança de políticas e isso não passa por golpes baixos em meados de Agosto.

Umas no cravo e outras na ferradura



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Grafitti junto ao Hospital Júlio de Matos, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Manuel Alegre

Começa a ser tempo de Manuel Alegre explicar o que o leva desde há um bom par de anos a fazer tudo para ajudar a direita a chegar ou a manter-se no poder.

 A derrota que o aparelho do PS pede e merece

Muito boa gente do PS pensa que pode brincar ao poder porque o seu eleitorado vota sempre no PS, a forma como foi lançada a candidatura presidencial de Maria de Belém mostra como essa gente não está muito incomodada com a hipótese de a direita permanecer no poder. Para muitos destes verdadeiros "senhores da guerra" o poder no aparelho é bem mais importante do que as políticas impostas pela direita ao país, muitos deles vivem de pequenas mordomias estatais alimentadas pelo seu poder, designadamente, nas autarquias.

Mas não é só no aparelho do PS que há quem dê mais ajudas à direita do que aos eu partido, um bom exemplo disso é o vozeirão poético que no tempo de Sócrates reunia atrás de si uma boa parte da extrema esquerda e fez mais oposição ao governo do PS do que a própria direita, não perdendo a oportunidade para fazer o papel que o Henrique Neto está fazendo.Surpreendentemente manda à faa as suas hostes e dá uma guinada à direita para se juntar à direita do PS, a mesma direita que o deixou a falar sozinho nas presidências em que assumiu o papel de lebre de Cavaco Silva.

A não ser que os eleitores da esquerda, incluindo uma parte significativa dos eleitores do PS, só votarão em Maria de Belém se seguirem o conselho em tempos dado por Álvaro Cunha, se taparem os olhos enquanto escreverem a cruz nos boletins de votos. A comentadora da CMTV lançada por uma sondagem do CM terá poucas hipóteses de vencer e é bem provável que desempenhe o papel já desempenhado pelo vozeirão poético, o de lebre, neste caso de coelhinha de Rui Rio ou de Marcelo.

O PS de Maria de Belém tudo faz para derrotar António Costa nas legislativas e se muitos eleitores reagirem como eu é bem provável que nas presidenciais o aparelho segurista do PS tenha a lição que merece e sofra a derrota que merece. Dificilmente o PS de Mário Soares, Salgado Zenha e de muitos outros dificilmente sobreviverá à acção da má colheita que lidera uma boa parte do seu aparelho.

O vozeirão poético e a própria coelhinha do Rui Rio vivem de pensões estatais, apoiantes como o Assis ganham uma fortuna no parlamento europeu, muitos dos senhores da guerra vivem das autraquias ou das empresas municipais, todos podem brincar aos golpes baixos, porque quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão.

      
 Mais um que perde uma oportunidade de ficar calado
   
«Já havia socialistas a apoiar Sampaio da Nóvoa (como Mário Soares ou Jorge Sampaio), outros a apoiar Maria de Belém (como Manuel Alegre), mas agora há uma terceira via no PS: Ascenso Simões, até há uma semana diretor de campanha de António Costa e agora cabeça-de-lista do PS em Vila Real, declarou esta noite que não vai apoiar ninguém nas eleições presidenciais de 2016. “Não apoio nem apoiarei qualquer candidato presidencial”, escreveu na sua página no Facebook.

A razão? O socialista diz defender “uma revisão constitucional”, para pôr fim à eleição direta do Presidente da República.  “Um anacronismo”, diz Ascenso. No mesmo texto vem uma explicação mais detalhada, que será disruptiva no PS (um partido fortemente semi-presidencialista”. “A função [do Presidente] está cada vez mais partidarizada e a implicação dos partidos tradicionais limita candidaturas acima destes.”» [Observador]
   
Parecer:

Parece que a vaidade e o desejo de protagonismo impede este senhor de pensar, Costa remete as presidenciais para depois das legislativas e agora vem o responsável da campanha não só a falar de apoios como a tentar colocar o debate da escolha do presidente no centro do debate. Começa a perceber-se tanta barracada, este senhor anda tão ocupado com temas que nada dizem às legislativas que até se distrai na hora de produzir os outdoors.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que p+are de dizer baboseiras e de fazer asneiras.»
  
 Depois do cancro a gravidez
   
«A cabeça de lista da coligação Agir em Lisboa, Joana Amaral Dias, assumiu estar a enfrentar uma gravidez de risco, que terá consequências na campanha eleitoral para as legislativas de 04 de outubro.

A líder do movimento cidadão Agir anunciou que, caso seja eleita e se torne mãe, gozará a respetiva licença de parto, sendo substituída por um elemento da mesma plataforma, como ficou acordado com as restantes forças políticas que formam a coligação: Partido Trabalhista Português (PTP) e Movimento Alternativa Socialista (MAS).

“Esta gravidez, que entretanto foi classificada como de risco, terá consequências para a campanha eleitoral. Vai impossibilitar o plano inicial da coligação, que era fazer uma campanha em todas as capitais de distrito do país. Vai ter de ser, naturalmente, reduzida”, declarou, em conferência de imprensa, em Lisboa, sublinhando ser uma questão de “transparência” para uma “relação clara e fiel com os eleitores”.» [Observador]
   
Parecer:

Pobre candidata, descuidou-se e agora andamos nós enjoados dela e ela enjoada por causa do pimpolho. O país já andava preocupado com a esposa do Coelho, agora tem de acompanhar a gravidez do pimpolho da Joana. Enfim, já só falta o António Costa partir uma perna e o geriatra recomendar repouso ao Jerónimo de Sousa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ajudemos a senhora a dedicar-se ao futuro pimpolho.»

 O que é feito da ministra?
   
«Os polícias iniciam, a 31 de agosto, um mês de ações de protesto, entre as quais manifestações, a realizar ”um pouco por todo o país”, para dizer ao Governo que não está a merecer a confiança destes profissionais.

A informação foi avançada esta terça-feira pelo dirigente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia/Polícia de Segurança Pública (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, no final de uma reunião, em Lisboa, com mais três estruturas sindicais, o Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP), o Sindicato Independente dos Agentes da Polícia (SIAP) e o Sindicato Vertical de Carreiras da Polícia (SVCP).

Em causa está a falta de aprovação das alterações ao Estatuto da PSP com que, segundo Paulo Rodrigues, o Governo se comprometeu há quatro anos e que continua por aprovar.» [Observador]
   
Parecer:

Pela forma como gosta de usar saias curtas nas paradas da GNR deve andar no bronze.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Aumentam as mortes na estrada
   
«Entre 1 de janeiro e 15 de agosto de 2015 registaram-se 74 mil acidentes rodoviários, mais 4.400 do que no mesmo período do ano passado, revelam os últimos dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). O número de mortes aumentou 11,5%, tendo sido registados mais 31 mortos até agosto deste ano do que no período homólogo do ano passado – um aumento de 270 mortes para 301. Também os feridos graves acompanham este crescimento. Foram registados mais 100 feridos graves nos primeiros oito meses deste ano do que no mesmo período de 2014, um aumento de 1.238 para 1.338.

As vítimas mortais em causa ocorreram no local do acidente ou durante o transporte até à unidade de saúde. Estes valores contrariam a tendência de diminuição de mortos na estrada que se tem verificado desde 2005 – apenas em 2007 e 2010 é que o número de mortos aumentou 0,5%, tendo diminuído nos restantes anos deste período.» [Observador]
   
Parecer:

A PSP e a GNR têm andado ocupadas na caça à multa para financiar promoções, passagens à reserva e viaturas novas, é natural que na estrada ande tudo ao Deus dará.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Nem os cachorros escapam à "saída limpa"
   
«Em 2014, cerca de 600 animais por semana entraram em centros municipais de recolha, avança hoje o jornal Público. É um número que tem vindo a subir todos os anos, mas que poderá cair em 2015, graças à lei que criminalizou os maus tratos e abandono de animais.

No ano passado, quase 32 mil animais chegaram aos canis e gatis municipais, de acordo com dados da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, número que é 41% mais alto do que em 2010, e 135% mais alto do que em 2008.» [DN]
   
Parecer:

Enfim, o algodão não engana.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  

   
   
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