sábado, janeiro 09, 2016

O Cavaco do Estoril

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Marcelo na Praia do Gigi

Marcelo tem-se comportado nestas presidenciais, que pare ele começaram há mais de dois anos, de forma a inventar uma personagem, toda ela feita de qualidades. Marcelo é o oposto de Cavaco, Marcelo defende a unidade, Marcelo é mais à esquerda do que Passos Coelho, Marcelo não conhece Paulo Portas, Marcelo gosta de António Costa, Marcelo acarinhará os governos e até tratará com especial carinho o actual governo. Marcelo é a direita boa, a direita dos bons princípios, a direita inteligente.
 
Com um país farto de Cavaco Marcelo tenta passar uma imagem onde em vez dos defeitos de Cavaco estão as suas virtudes. Se Cavaco odeia a esquerda Marcelo até parece ser de esquerda, se Cavaco é de direita Marcelo é tanto de direita como é de esquerda, se for preciso ainda vai à Festa do Avante e janta com a Catarina Martins, se Cavaco é um grunho de Boliqueime, Marcelo é da melhor nata do Estoril. Aliás, este desprezo pelo saloio é uma característica de uma elite  a que Luís Filipe Menezes um dia designou gente “sulista, elitista e liberal” e a que muitos de nós designamos de betinhos. Gente fina que diz que os amigos são lélés da cuca e outros adjectivos pertencente ao jargão dos palacetes da linha.

Só que com apenas dois debates Marcelo mostrou o que e quem é, Marcelo não é mais nem menos do que um Cavaco da Linha do Estoril. O Marcelo que contou os assessores de Sampaio ou que criticou o facto de Maria de Belém usar um livro de notas é uma personagem pequena e mesquinha, O Marcelo que usa a sua posição de vantagem nas televisões e tenta apagar os adversários sugerindo que não devem gastar um euro na campanha é uma personagem manhosa, o Marcelo que foge de Passos como o Diabo foge da cruz é o Cavaco que levou Santana Lopes para o governo e mais tarde chamou-lhe má moeda.
  
Os debates mostraram um candidato sem grandeza, que se agarra a coisas menores para tentar desvalorizar os adversários, que se socorre de truques manhosos. Portugal vai ter um presidente que anda a contar quantas pessoas vão com o adversário a um debate para o amesquinhar? Vai escolher alguém que desvaloriza intelectualmente um adversário por usar um caderno? Vai confira numa personagem que usa o engano numa data para chamar mentirosa à sua adversária?
  
Nestes dois debates desapareceu o Marcelo da TVI, esse era um Marcelo postiço que brilhava dando respostas a perguntas combinadas, que tinha na sua frente uma jornalista cujo papel era fazer caras de espanto com o brilhantismo intelectual de Marcelo. Sem truques e encenações Marcelo é um político vulgar, mesquinho, de valores duvidosos e pouco confiável, é um Cavaco da Linha do Estoril.
  
Tal como Cavaco Marcelo é Mesquinho, tal como Cavaco Marcelo dá-se mal com o debate em condições de igualdade, tal como Cavaco Marcelo sente-se superior a tudo e a todos. Marcelo é um saloio da Linha do Estoril, alguém que despreza os seus pares, que não hesita em traí-los, alguém cujos horizontes se esgotam no seu umbigo.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Lagos
  
 Jumento do dia
    
Marcelo Rebelo de Sousa

O especialista em entreter jantares de banqueiros aparece agora armado em candidato sem dinheiro e sem apoio. Enfim, Marcelo no seu melhor.

«O próprio Marcelo, os dois irmãos e o mandatário financeiro são os financiadores particulares da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, garante ao Observador o candidato, que acusou ontem Sampaio da Nóvoa de receber donativos de privados. Acontece que o social-democrata inscreveu no orçamento de campanha 45 mil euros de donativos. Afinal, aceita ou não dinheiro de particulares? Marcelo garante que não. “Eu adiantei 20 mil euros, o meu irmão António adiantou 15 mil, o meu irmão Pedro, 5 mil e o meu mandatário financeiro mais cinco mil”, explica Marcelo. Já a campanha de António Sampaio da Nóvoa sobreviverá de pequenos donativos de particulares.

O assunto voltou a estar em cima da mesa depois da acusação de Marcelo a Sampaio da Nóvoa no debate de quinta-feira. “O senhor aceita donativos privados e eu não aceitei”, disse Marcelo. Ora no orçamento que entregou no Tribunal Constitucional, a campanha do professor catedrático de Direito inscreveu 45 mil euros de donativos, apenas menos cinco mil que Sampaio da Nóvoa (no orçamento de campanha, Nóvoa prevê alcançar 50 mil euros de donativos). Afinal quem doa este dinheiro?» [Observador]
  
 Tristeza de homem

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Gosto especialmente desta fotografia de Caavco Silva, fica bem enquadrado à fente de um coche, no sítio onde estariam os cavalos que puxavam a viatura.

 SEAF começa ano e mandato com o pé esquerdo

A utilização da tabela de retenção na fonte foi um mau princípio para o secretario de Estado dos Assuntos Fiscais, a continuar assim o fisco em vez de cobrar impostos faz propaganda política, nunca desde que existe IRS esta tabela foi usada para este fim.

Se o governo tivesse demonstrado que as taxas são calculadas de forma a fazer corresponder as taxas de retenção correspondem ao perfil do contribuinte teria prestado um serviço à transparência fiscal e demonstrava uma preocupação com  os direitos dos contribuintes. Na verdade esta tabela tem sido usada de forma ao que o ministério das Finanças antecipe receitas de IRS forçando os contribuintes a conceder empréstimos forçados ao Estado.

Se o secretário de Estado tivesse demonstrado que esta prática abusiva e oportunista tinha sido corrigida estaria de parabéns, é uma pena que não o tenha feito pois o país teria muito a ganhar com mais transparência e justiça fiscal e menos aproveitamento dos impostos que pagam para mera propaganda política.

 Exames da 4.ª classe, a grande batalha da direita

Parece qe a direita portuguesa quer transformar os velhinhos exames da quarta classe como a sa grande batalha ideológica. O simbolismo destes exames é tão grande que deles depende o futuro do país, acabar com eles é arruinar o ensino e condenar o país à estupidez. Mas que bela direita tem este pobre país, umas vezes é o aborto que vai destruir as famílias portuguesas, outras é a privatização da Carris que salvará os transportes, agora é o exame da quarta classe.


      
 Espanhóis invejam pacto à la portuguesa
   
«Em Espanha, julgo, a expressão à la portuguesa só se conhecia na arena. Mas suspeito que aí os espanhóis não nos invejem muito. Assim, foi com estranheza que recebemos em Lisboa, ontem, Pedro Sánchez. O líder do PSOE, vejam lá, olha-nos com cobiça: ele também quer um pacto à la portuguesa. É tão raro sentirmo-nos desejáveis para os parceiros da Europa que até deu para ficarmos lisonjeados. Mira, que coisa mais rara, os espanhóis a quererem imitar-nos... Pois, há razão para ficarmos ainda mais orgulhosos: eles bem podem querer ser como nós, mas não conseguem! Pela matemática parlamentar, o pacto à esquerda dos socialistas espanhóis é impossível sem o Podemos. Ora, com o Podemos o PSOE não pode. O PS português pôde aliar-se ao PCP e ao BE porque o radicalismo de ambos era como os nossos costumes, brando. Umas espúrias ameaças à OTAN, coisas de cornos embolados. Já o Podemos marra mesmo numa questão essencial de Espanha: a unidade. Uma coisa são umas cortesias do padre comunista Edgar Silva à Coreia do Norte, outra é querer (como condição para aceitar o pacto) que se faça, só na Catalunha, um referendo sobre a independência da Catalunha... Este impossível "pacto à la española", este mal dos outros, deveria fazer-nos reconhecer um nosso bem. Termos tirado da cartola uma "solução impossível" foi o mérito, sobretudo, dum saber comum de arredondar ângulos. Pode ser mau em muitas circunstâncias mas não em evitar guerras civis.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Padrinho de Passos abandona o afilhado
   
«Ângelo Correia defendeu hoje, em entrevista ao jornal i, que Rui Rio deverá candidatar-se a líder do PSD nas próximas diretas do partido, e previu que Paulo Portas será candidato presidencial daqui a 10 anos.

Numa entrevista de cinco páginas, Ângelo Correia, considerado como padrinho político de Pedro Passos Coelho, afirma que o antigo primeiro-ministro irá continuar como líder do Partido Social Democrata, mas que Rui Rio deverá candidatar-se nas diretas seguintes, antes do congresso.

Pedro Passos Coelho vai ser o próximo líder do PSD. Não vai ter oposição. Se todavia, pensar no congresso seguinte, daqui a dois anos, já não tenho essa mesma certeza”.
O militante do PSD lamentou que Rui Rio, a quem reconhece “méritos e qualidades”, se tenha “empenhado excessivamente” na campanha presidencial e não tenha saído desta mais cedo, pois considera que este não é candidato presidencial, mas sim “uma pessoa que pode ser líder do PSD”.» [Observador]
   
Parecer:

Ângelo Correia chegou a prometer um puxão de orelhas ao seu ex-empregado Passos se este se portasse mal, fez piro, deu-lhe um pontapé no cu.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Síria: denunciou e executou a mãe
   
«A informação, que não é possível confirmar de forma independente, foi avançada pelo grupo Raqqa Está a Ser Silenciosamente Massacrada, uma rede que junta residentes e exilados para denunciar as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico na cidade que proclamaram como sua capital. Segundo o colectivo, Leena al-Qasem foi levada pelos jihadistas para a frente do edifício dos correios na cidade, onde o filho a baleou à frente de todos. Na sua conta de Twitter o grupo divulgou duas fotografias do alegado carrasco, que identifica como Ali Saqr, de 20 anos.

O Observatório Sírios dos Direitos Humanos, grupo que recolhe informações junto de residentes e activistas em toda a Síria, adiantou que a mulher teria sido morta depois de ter tentado convencer o filho a abandonar as fileiras dos jihadistas. Mas o grupo de activistas sediado em Raqqa assegura que Leena, que teria entre 35 e 40 anos, foi acusada de apostasia (renúncia da fé), um delito que os jihadistas atribuem a todos os que não seguem a sua versão radical do islão sunita, a começar pelos crentes xiitas.

Um residente citado pelo jornal britânico The Guardian afirma que a mulher era oriunda de Jabla, cidade na província de Latakia, um bastião do Presidente sírio, Bashar al-Assad, e que, como a maioria dos que vivem na região, era alauita, uma seita do ramo xiita. Tinha casado com um sunita de Raqqa, de quem estava já divorciada, mas continuava a viver na cidade com o filho e a filha, de 25 anos.» [Público]
  

   
   
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sexta-feira, janeiro 08, 2016

Treinador de PlasyStation

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Com o país as viver de futebol e quando a SIC celebra o seu 30.º aniversário com uma entrevista a essa individualidade de grande estatura ética e intelectual que se dá a conhecer pelo acrónimo de JJ não admira que António Guterres justifique mais uma dispensa ao trabalho em prol dos interesses nacionais argumentando. Talvez Guterres tenha razão e Cavaco dá tantos pontapés na gramática presidencial que não admira que em vez de ir para a Coelha ainda apareça no banco do Boliqueime FC.
  
Neste ambiente de pontapés e caneladas salva-se a bondosa Maria de Belém que em vez de pensar em aviões cheios de adeptos chineses em busca de vistos gold para poderem ver o SCP achou que um bom negócio seria levar os presidentes estrangeiros a visitar lares da terceira idade. Talvez também fosse boa ideia e levar esse pessoal a comer uns pipis na Cova da Moura ou, já que é de bolas para as pitas de que falamos, levá-los a dar uns chutos ao Casal Ventoso. E porque não convidar a Lili Caneças para assessora da Presidência da República para organizar barbecues destinados aos ilustres visitantes na Pedreira dos Húngaros?

Mas em matéria de bola entre candidatos que só à última hora se lembraram de se candidatar e não candidatos que nessa mesma hora perceberam que jogam melhor do que treinam, a personagem mais moderna é o de repente e inesperadamente candidato Marcelo, tão inesperado que ele próprio foi o português que ficou mais surpreendido com a sua decisão abrupta de se candidatar. Marcelo está acima daquilo a que designamos por treinador de bancada, á anos que ele evoluiu ara o estatuto de treinador de PlayStation e o JJ, um iniciado nos maingames, teria muito a aprender com o seu colega nestas andanças de jogos e golpes baixos.
  
Há anos que Marcelo brinca aos líderes partidários, aos primeiros-ministros e aos presidentes a partir do seu telecomando televisivo e como o próprio defende, nesta coisa da antiguidade é um posto. Onde é que estava Obama no 4 de Julho? Onde é que estava a senhora Merkel quando o Muro foi derrubado em 9 de Novembro de 1989? Onde é que estava o François quando os pobres de Paris entravam pela Bastilha? Ao contrário de Marcelo que esteve em todas, desde a conquista da taça elo Braga até ao 25 de Novembro toda esta gente apareceu de repente.
  
Não importa se o professor Marcelo que até já ensinou a constituição a 30 mil alunos não saiba que em 1984 já existia Constituição e Tribunal Constitucional, não importa que o Marcelo esteja convencido de que até à sua passagem da SIC ara a TVI quem escolhia as administrações do BES era o Conselho da Revolução ou que os portugueses sejam tão imbecis que não saibam que um secretário de Estado da Presidência de Conselho de ministros faz mais ou menos o menos que o Barroso fez nas Lages, servir cafés e distribuir os cobertores nos dias mais frios.
  
O que importa é ter um treinador que esteve em todos os campeonatos, serviu e traiu todos, que deu facadas nas costas de todos, que disse e se desdisse, o importante é a senha de presença e quem não tiver estado algures em frente a uma câmara de televisão no dia 25 de Novembro de 1975 perde os direitos políticos, no pressuposto de que isso só vale para os que eram maiores de idade naquela data, então para se ser residente ter-se-á de ter elo menos 59 anos e durante os últimos 41 ter ido a todas. A Heide bem pode regressar neste mês de Janeiro de 1016, mas enquanto o Marcelo estava a libertar Portugal do comunismo em 1975, tarefa que só conseguiu concluir nos finais dos anos oitenta, quando ajudou a extinguir o Conselho da Revolução, a menina Heidi andava a correr atrás dos borregos nos Alpes e aparece agora com ar de novinha em folha a querer o lugar que por direito histórico é do professor Marcelo!


Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Palácio dos Marqueses de Fronteira, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Matos Fernandes, ministro do Ambiente

Uma coisa é concordar com a forma como os transportes públicos citadinos foram privatizados, outra é concordar com a reversão deste processo e outra é concordar com a forma como o processo foi decidido. Se é invocado o facto de o Tribunal de Contas ainda não ter dado o seu visto para afirmar que este processo de reversão não implicará qualquer indemnização faz supor que farian sentido esperar pela sua decisão.

Mas como o governo não esperou por uma decisão do Tribunal de Contas não pode basear-se numa decisão que não existiu para fundamentar a sua decisão. Netas condições o que o governo fez foi dar o dito pelo não dito, isto é, o Estado decidiu uma coisa e mudou de opinião depois independentemente da decisão de qualquer tribunal. É óbvio que nestas circunstâncias o governo poderá ter de suportar custos a título de indemnização, o processo poderá ser adiado recorrendo ao velho truque da morosidade dos tribunais e é pouco provável que quando esta questão for decidida Matos Fernandes ainda seja ministro, é bem mais provável que já esteja aposentado e a andar de cajado.

Às vezes o mau funcionamento dos tribunais portugueses dão um grande jeito e o Estado é useiro e vezeiro na utilização deste truque muito português sempre que estão em causa indemnizações, seja à empresa estrangeira que pensava ir ser dona do Metro, seja o cidadão comum que foi prejudicado por um qualquer serviço do Estado.

«O Governo deu mais um passo firme na intenção de revogar os contratos de subconcessão de transportes urbanos de Lisboa e do Porto, procedendo à alterações nos Conselhos de Administração das empresas que o vão concretizar. E, segundo o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, o Governo mantém a convicção de que não haverá lugar ao pagamento de indemnizações. “Só há um vencedor de um concurso quando há um contrato visado pelo Tribunal de Contas. E tal ainda não aconteceu. A nossa expectativa é que não haja lugar a pagamentos de indemnizações. Mas estamos num Estado de Direito, e essas matérias podem ser discutidas em sedes próprias”, afirmou o ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, onde foi deliberada a mudança do conselho de administração da Metro de Lisboa.

Será Tiago Farias, antigo director de mobilidade da Câmara de Lisboa, e quem coordenou o grupo técnico da autarquia que negociou com o Governo de Pedro Passos Coelho a passagem do Metro e da Carris para a câmara, quem vai assumir a presidência da empresa. Será ele quem vai formalizar com o grupo mexicano ADO/Avanza a resolução do contrato de subconcessão. Ainda na tarde desta quinta-feira, anunciou o ministro do Ambiente, serão tidas reuniões com as empresas para se fazerem progressos na reversão de todos os contratos de transporte, um processo que “tem alguma complexidade jurídica” e que o ministro estima que possa estar concluído dentro de um mês. 

Depois das actuais administrações terem recebido instruções da tutela para não prestarem os esclarecimentos que continuavam a ser solicitados pelo Tribunal de Contas, impedindo, assim, uma eventual decisão favorável de obtenção de visto, e depois de o Governo já ter tornado públicas as várias situações de "legalidade duvidosa" que encontrou nos contratos, Matos Fernandes recorda que cabe  "agora ao Conselho de Administração do Metro, que é comum à Carris e Transtejo, dialogar com as empresas e propor uma decisão jurídica final para concluir este processo".» [Público]

 Partido ou guerrilha xunga

No mesmo dia em que o Governo do PS confirmou a escolha da direita para a mais importante instituição do Estado este partido demonstra um grande baixo nível ao "denunciar" que o governo fez centro e quarenta nomeações. Trata-se da nomeação para os gabinetes governamentais ou que dividido por ministérios e secretarias de Estado não dá quase nada. naturalmente, o PSD estaria á espera que o novo governo mantivesse os boys da direita mais os advogados da Morais Leitão.

Do maior partido da oposição esperar-se-ia mais, ver um Passos Coelho a manter uma agenda de primeiro-ministro no exílio, desempenhando um papel semelhant ao rei sem trono Dr. Duarte, enquanto os Morgados e morgadinhos de São Bento anda a contar nomeações não faz esperar um grande futuro para

 O jogador da bola

António Guterres é um jogador e não um árbitro, é por isso que deixou o governo e ficou à espera de um cargo mais estável. Agora está a reflectir,  e certamente prefere a acção bem remunerada e sem chatices de uma instituição generosa, talvez uma instituição que fica ali para os lados da Av. de Berna.

 Quando o Ferrari do Jorge Jesus foi batido pela pileca do Kevin


   
Digamos de o Jesus não tinha unhas para o Ferrari encarnado e derrapou na última curva e foi batido por um Fiat 600.
  
 Visitas obrigatórias para presidentes estrangeiros

Maria de Belém, uma senhora preocupada com os velhotes e ainda mais com os seus votos, deu mostras da sua grandiosidade política ao ter a brilhante ideia de levar os presidentes estrangeiros aos lares de idosos. Só não se percebeu se estava a pensar nos muitos lares onde os idosos estão amontoados ou aos lares mais luxuosos explorados pela CUF ou por outros grupos.

Mas a ideia é tão boa que até se poderia sugerir a Maria de Belém uma infinidade de locais interessantes para visitantes estrangeiros, desde a Cova da Moura ao Casal Ventoso, passando por Chelas. Poderiam, por exemplo, ver a vista de Lisboa desde o alto do Parque Eduardo VII e aproveitarem para visitar o EPL, que fica mesmo ali ao lado.

Enfim, esta senhor tem um grande futuro em Belém. O incrível é que chegou mesmo a ministra  e a presidente do PS. Onde é que eles estariam com a cabeça?

      
 Tabelas de retenção na fonte 
   
«O ministério das Finanças divulgou esta quinta-feira a tabela de retenção na fonte referente ao pagamento da sobretaxa de IRS.

Na galeria acima pode ver os exemplos facultados pelo Executivo quando se aplicam a dois titulares ou apenas a um titular. Em ambos os casos, os exemplos apresentados para 2016 surgem em comparação com valores de 2015.

Recorde-se que no último ano foi aplicada uma taxa de 3,5% a todos os contribuintes. No ano que agora começou, porém, a sobretaxa irá variar consoante o salário, trazendo a progressividade prometida no programa de Gverno do Partido Socialista.

Pelas tabelas divulgadas pelo Governo percebe-se que nos casos em que o vencimento é igual ou inferior a 800 euros, a sobretaxa passou a zero. Ao contrário do que era inicialmente previsto, todos os escalões vão reter menos sobretaxa, incluindo as categorias reservadas aos rendimentos mais elevados.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

pela primeira vez um governo divulga as tabelas de retenção na fonte como se fosse uma medida do governo para efeitos de propaganda política.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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quinta-feira, janeiro 07, 2016

A economia do compadrio

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Aos poucos os portugueses têm percebido que a banca é um caso extremo de uma economia de compadrio, um falso capitalismo em tudo semelhante ao que se passa na China. EM vez de termos um capitalismo de Estado, temos um capitalismo que se tornou dono do Estado e usa-o em favor dos seus interesses. Afinal, a banca não é o tal sector modelo que nos tem sido impingido por políticos como Cavaco Silva.
  
A banca é um sector oportunista que tem acumulado lucros à custa do país e beneficiando de uma protecção corrupta por parte da classe política. Quando tem de pagar impostos a banca apela aos políticos para que lhe criem um mecanismo que reduza a carga fiscal, quando quer ganhar mais juros abusa dos seus clientes e pede ao regulador que feche os olhos, quando não quer concorrência externa faz uma procissão a São Bento em defesa da manutenção em Portugal dos centros de decisão, quando mete o pé a argola em matéria fiscal faz um requerimento no “serviço de Finanças do terreiro do Paço” e aparece um parecer e um despacho milagrosos que lhes concede o que pedem.

  É um sistema de compadrio entre o poder e os falsos banqueiros, os políticos metem as namoradas e os amigos nos lugares decorativos da administração dos bancos, colocam os jotas nos balcões, os altos responsáveis do Estado empregam os filhos na imensidão de gabinetes da banca. A banca oferece esquemas financeiros nas suas off-shores, financia as boas famílias com empregos e cargos, financia os políticos promissores, oferece doutoramentos a futuros primeiros-ministros. Em contrapartida abusa dos clientes com negócios vantajosos, beneficia de paraísos fiscais privativos, nomeia altos responsáveis da Administração pública em cargos estratégicos para os seus interesses, obtém despachos favoráveis, consegue legislar a favor dos seus interesses.
  
Não há diferença nenhuma entre o capitalismo corruto da China e alguns sectores da economia nacional, na China o governo inventa capitalistas, por cá são os capitalistas que inventam o Estado e os políticos que lhes interessa. É um capitalismo de compadrio que corrompe, destróis a competitividade, mata as boas iniciativas à nascença, promove políticos e altos responsáveis da Administração Pública. É uma economia de compadrio que assegura que uma boa parte da riqueza nacional fica nas mãos de alguns, ao mesmo tempo que compra jornalistas que asseguram que as eleições sºão ganhas pelos políticos que lhes pertencem.
  
Aquilo que o país tem visto na banca é um sector protegido ao ponto de os nossos políticos confundirem os interesses da banca com os interesses nacionais. Infelizmente, a banca não é o único sector que se alimenta e se alimenta deste compadrio colectivo, outros sectores da economia alimentam-se deste capitalismo de Estado, assegurando lucros fáceis e lucros baixos.
 
Esta economia impede o nascimento de empresas competitivas, esvazia os cofres do Estado e assegura que quando está em dificuldades tem livre acesso aos recursos públicos, assegura condições para ter uma relação de força em relação aos seus clientes, assegura-se que os reguladores são liderados por gente servil, detém os cargos mais importantes do Estado, financia uma classe política sua assalariada. Esta economia tem asfixiado o país e impede o seu desenvolvimento.
 
Os herdeiros dos velhos negreiros e donos das colónias encontraram uma boa forma de se adpatarem ao capitalismo, transpondo para o país velhos negócios de enriqueciemnto fácil.
    

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Vista do Miradouro da Penha de França, Lisboa

   Imagem do dia


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Na aldeia de Vale de Salgueiro, Mirandela, cumpre-se a tradição de Dia de Reis, na qual as crianças podem fumar, ( FOTO PEDRO CORREIA/GLOBAL IMAGENS) DN

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President Barack Obama sheds a tear while delivering a statement on steps the administration is taking to reduce gun violence in the East Room of the White House in Washington on Jan.5, 2016. (REUTERS/Carlos Barria)
 Jumento do dia
    
António Guterres

Durante meses António Guterres alimentou uma candidatura que sabia que não ia lanar, mas quando a comunicação social noticiou que não era candidato manifestou-se incomodado, dizendo que tinha o direito de ser candidato. Sabendo que não ia ser candidato pois preferia o conforto de outros cargos, Guterres manteve o país na expectativa enquanto geria a sua confortável carreira profissional, alo que já tinha feito quando se demitiu em momento oportuno, como se viu pouco depois ao ascender a um alto cargo na ONU.

Agora Guterres volta e enquanto espera que fique vago o tacho que deseja Guterres volta a brincar àsd presidenciais, gerindo as vantagens que poderão resultar do anúncio óbvio a essa personagem politicas que ele próprio inventou, a ex consultora do Grupo BES Maria de Belém. Toda a gente sabe desse apoio pois toda a tralha guterristas uniu-se nessa candidatura, mas agora está a gerir a dúvida. Começou-se por noticiar que nada havia a dizer, depois que iria anunciar um dia destes a sua decisão, agora já está para breve e que apoiará Maria de Belém.

Enfim, este Guterres especializou-se em pântanos e em estratégias manhosas e pantanosas e enquanto este senhor não ascender ao tal tacho lá vai brincando com os portugueses neste pântano que é a política portuguesa e à portuguesa.

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 Viva a classe dos maquinistas do Metro!

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Isto de ganhar para gozar no reveillon e ter de trabalhar nessa noite tem destas consequências...

      
 O que fazer aos reembolsos do IVA
   
«O número de reembolsos de IVA suspensos pelo Fisco disparou 247% em 2015, face ao ano anterior, para 9.453, no valor de 485,9 milhões de euros, uma subida de 292% face a 2014. Nos reembolsos recusados houve também um aumento muito expressivo: uma subida de 79%, para 4.687 e de 420% no valor de 9,6 milhões de euros para 49,8 milhões de euros, de acordo com os dados do Ministério das Finanças facultados ao Diário Económico. 

Enquanto o Fisco decide se o Estado vai ou não ter de devolver o valor dos reembolsos, a suspensão pode representar, no imediato, problemas de tesouraria importantes para as empresas. A responsabilidade destes resultados é das regras de concessão dos reembolsos que são consideradas demasiado apertadas e que criam injustiças acabando por prejudicar empresas que não estão em situação de incumprimento, como alertam os especialistas ouvidos pelo Diário Económico. Os dados sugerem ainda que, em muitos casos de reembolsos suspensos, acaba por ser dada razão ao contribuinte, sendo a maior parte do montante retido devolvido. 

As Finanças explicam que o aumento nos reembolsos suspensos tem a ver com situações de incumprimento que foram detectadas no âmbito de um despacho aprovado em 2010. Segundo esta norma, para que os reembolsos sejam concedidos, as empresas não podem ter divergências declarativas e as declarações dos vários impostos têm de estar em dia. Além disso, têm de ter uma conta bancária e não podem relações com contribuintes com um número de identificação fiscal inexistente, sejam eles clientes ou fornecedores. » [DE]
   
Parecer:

Se o Governo proceder aos reembolsos lá se vai o Tratado Orçamental!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao SEAF se estes reembolsos são mesmo resultantes das tais divergências.»
  
 Metro: epidemia de gandulice na noite de Ano Novo
   
«Mais de metade dos maquinistas da Metropolitano de Lisboa escalados para trabalhar na passagem do ano faltaram nessa noite, o que obrigou ao encerramento do troço Campo Grande-Odivelas, revelou ontem a holding Transportes de Lisboa.

Num comunicado enviado à comunicação social, a holding que gere a rodoviária Carris, o metro e a Transtejo (ligações fluviais) disse que a investigação que iniciou na segunda-feira ao “inesperado fenómeno de absentismo de maquinistas verificado na noite do dia 31 de dezembro de 2015” permitiu concluir que, a partir das 21h00, se registou uma taxa de absentismo de 61% dos profissionais que estavam escalados para essa noite.

“De salientar ainda que a taxa de absentismo referente a todo o dia 31 de dezembro, na ordem dos 28%, supera a média do ano (já de si elevada), de 13%”, lê-se no texto.» [i]
   
Parecer:

Será que o Arménio Santos vai aparecer para para explicar o fenómeno?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Só uma?
   
«O Ministério das Finanças avançou hoje que apenas uma repartição de finanças reportou a falta de impressos para os senhorios que querem informar o fisco de que não vão passar a usar o recibo eletrónico.

Segundo disse à Lusa fonte do ministério, apenas uma repartição de finanças reportou a alegada falta de impressos que, até ao final do mês, têm de ser preenchidos pelos senhorios para comunicar ao fisco que querem continuar a passar recibos em papel.

"A informação disponível ao Ministério das Finanças é que apenas um serviço de finanças reportou essa dificuldade" explicou a mesma fonte.» [DN]
   
Parecer:

É óbvio que se os impressos foram colocados na NET nenhuma repartição de finanças reportaria a sua falta, mas sugerir que está tudo bem só pode ser anedota, o que o ministério deve explicar é se foram dadas instruções às repartições para imprimirem impressos para assegurar que os idosos os pudessem solicitar ou se esses impressos foram produzidos e enviados para os serviços.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Cavaco elogia-se a si próprio
   
«O Presidente da República recordou hoje os dez anos de relacionamento "muito intenso" que manteve com o parlamento, mas em que foi sempre possível manter uma cooperação institucional "perfeitamente correta e leal", e antecipou um ano parlamentar muito trabalhoso.

"Durante estes dez anos o relacionamento entre a Presidência da República e o parlamento foi muito intenso, recebemos da Assembleia da República cerca de 950 diplomas para promulgação. Mas, durante esses dez anos foi sempre possível manter uma cooperação institucional perfeitamente correta e leal, independentemente das diferenças de posição e no respeito pelo princípio da separação de poderes", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na apresentação de cumprimentos de Ano Novo da Assembleia da República.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Pobre Cavaco, farta-.se se usar lixívia numa tentativa desesperada de branquear a imagem do pior presidente na história da República.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se este espectáculo triste.»

   
   
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