sábado, janeiro 30, 2016

Força, força companheiro Costa



Foto de Alfredo Cunha (Público)

Ligo a TV e vejo Fazenda o velho dinossauro da UDP defendendo a política do governo com a deputada do PSD Teresa Leal Coelho, discursa o camarada Fazenda que o Junkers foi um malandro no governo do Luxemburgo, que o comissário francês Pierre Moscovici é outro malandro que quando era ministro francês não cumpriu com as regras do défice. Conclusão, os revolucionários portugueses devem ter como padrão as regras que resultariam do comportamento destes bandidos. É uma pena que o Al Capone não foi comissário europeu, teríamos direito a uma submetralhadora Thompson e cada cidadão tinha direito a uma quota de 17 homicídios, ou ante a uma AK por ser um símbolo revolucionário, ou era antes de se ouvir Allahu Akbar a anteceder os disparos.

Assisto ao debate parlamentar e ouço Catarina Martins falando no parlamento com a postura de Lenine dirigindo-se às massas tal como aparecia nos quadro da velha URRS, inclinado, com os olhos fixo no centro de um buraco negro algures no horizonte, incentiva António Costa a fazer frente à Comissão Europeia, a vingar a derrota e traição do Syriza. Ao ouvir Catarina Martins vem-me à  memória Ibarrruri repetindo a frase de Emiliano Zapata «Más vale morir de pie que vivir de rodillas». A mesma Catarina que garantiu que Passos Coelho já era lembrando uma outra frase famosa de La Passionaria quando disse «Este hombre ha hablado por última vez» incentiva Costa a derrotar os inimigos de Bruxelas com um veemente «¡No pasarán!». 

Mais comedido na linguagem o PCP não deixa de entrar nesta vaga revolucionária que visa repor aquilo que ainda há quatro anos eram símbolos de governações sucessivas da direita, regressaram as greves revolucionárias, apoia-se o governo, mas promove-se a guerra porque a liderança não são dos ministros pequeno-burgueses mas sim dos trabalhadores que têm esse dom especial queos promove a líderes da mudança revolucionária. E as agências confundem alhos com bugalhos ouve-se no parlamento.
  
Isto anda anda, anda e ainda vamos ver o BE a convocar uma manifestação para o Terreiro do Paço onde os trabalhadores devidamente organizados por sectores, acompanhados dos miro empresários e dos intelectuais, gritarão a plenos pulmões “Força, força Camarada Costa! Nós somos a tua muralha de aço”. É este o ambiente que a estratégia de comunicação da Catarina Martins esta promovendo e que o PS quase omisso permite. A defesa do governo do PS é feita na comunicação social pela extrema-esquerda, no parlamento parece que é a Catarina Martins a líder parlamentar da coligação.
  
Aquilo que era um governo do PS, com um programa do PS e que graças a dois acordos feitos em separado e onde ninguém quis participar é agora um governo de uma coligação cuja comunicação é liderada pelo BE quando as medidas são simpáticas e um governo do PS quando as decisões não são simpáticas. Vamos ver se isto corre bem e até quando Catarina Martins considera que dá votos apoiar Costa ou até quando Jerónimo de Sousa mantem a palavra do PCP tornando este partido refém da estratégia da extrema-esquerda marxista-leninista-trotsquista.


Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
António Costa

Convinha que o actual primeiro-ministro deixasse de se dirigir ao anterior primeiro-ministro como se ainda o fosse não vá algum psicólogo concluir que um anda a fazer de conta que deixou de ser primeiro-ministro enquanto o outro cacha que ainda é líder da oposição.

«O chefe do Governo do PS, António Costa, chamou hoje duas vezes "senhor primeiro-ministro" ao seu antecessor, Pedro Passos Coelho, aparentemente por lapso, durante o debate quinzenal.

"Eu compreendo e respeito a dificuldade que o 'senhor primeiro-ministro' tem em libertar-se dos últimos quatro anos. Há de compreender que o meu dever é governar o dia de hoje com os olhos postos no futuro e não passar o tempo a alimentar consigo um debate sobre o seu passado", disse António Costa numa resposta a Passos.

Logo depois, o chefe do Governo do PS voltou a chamar "senhor primeiro-ministro" ao presidente do PSD, causando ruído no hemiciclo, mas depois corrigiu: "Senhor deputado Pedro Passos Coelho, com toda a cordialidade, convido-o a vir para o presente, porque no presente é muito bem recebido".» [DN]

 Passos enganou Bruxelas

Bruxelas conhece muito bem todos os acórdãos do Tribunal Constitucional sobre matérias como a reposição das pensões e dos vencimentos, não só a troika vinha e continua a vir periodicamente a fazer avaliações como a UE tem uma representação em Portugal e o país, por sua vez, tem uma representação permanente em Bruxelas. Portanto, Buxelas não podia ser enganada, quem Passos Coelho enganou foi os portugueses e se esse engano foi apresentado como um corte estrutural da despesa é porque Bruxelas foi conivente com essa mentira.

Passos nunca teve qualquer intenção de repor os vencimentos, antes pelo contrário, tencionava levar esse "ajustamento" ao sector privado, exigindo que os trabalhadores deste sector fizessem o mesmo sacrifício, era desta forma que ele tencionava alcançar o se sonho, transformar Portugal num dos paíse mais competitivos do mundo. Em Março de 2015 disse no Japão que Portugal seria "uma das nações mais competitivas do mundo", voltou a dizê-lo poucos dias depois em Portugal, numa conferência sobre o programa de fundos comunitários Portugal 2020.

Dizia nessa conferência que tinha por ambição que a economia portuguesa fosse "uma das economias mais competitivas, quer na Europa, quer no mundo", algo que, convenhamos, exigiria algo parecido com a reposição da escravatura pois com a nossa carga fiscal e todos os outros custos de contexto só seria conseguido se os portugueses pagassem aos patrões para trabalharem. Passos estava tão convencido da sua ideia paranóica que até garantia que nada o podia impedir. [Ver DN]

Passos Coelho prometeu a reposição dos vencimentos, mas ao mesmo tempo lançou o projecto de uma nova tabela de vencimentos, isto é,  devolvia os vencimentos com base na tabela antiga e voltyava a cortá-los com uma tabela nova. Bruxelas sempre soube destas intenções e só alguém ingénuo acha que Passos enganou Durão Barros e a sua Comissão, a verdade é que Barros e a Comissão Europeia juntaram-se a Passos na tentativa de enganar um todo um povo.

 A Barbie Cristas

Li algures que vai ser lançada uma nova Barbie com as medidas da Assunção Cristas, o que pode ser uma boa oportunidade para o fabricante, amos ver a "Barbie no peditório do Banco Alimentar", "Barbie escuteira", "Barbie sem gravata", "Barbio Opus Dei", "Barbie nas Carmelistas". Até podem vender assessórios como o terço da Barbie ou uma colecção de roupa inspirada nas ordens religiosas.

      
 Turismo político
   
«Paulo Portas estará na próxima semana em Estrasburgo, durante a sessão plenária do Parlamento Europeu. O ex-vice-primeiro-ministro vai encontrar-se na terça-feira à tarde com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"Ele (Portas) pediu para se encontrar com o presidente. E o presidente vai encontrar-se com ele, com todo o gosto, para discutir a agenda das atuais políticas europeias, de uma forma geral, e, é claro, os desenvolvimentos em Portugal", disse esta sexta-feira o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas.» [Expresso]
   
Parecer:

Fantochada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se se leva a afilhada.»

sexta-feira, janeiro 29, 2016

O problema costuma estar do lado da receita



Não é só no green que há muitos buracos,
ainda que estes tenha a vantagem de estar assinalados com uma bandeirinha
  
Desde que um modesto juiz do Tribunal de Trabalho, uma espécie de prateleira dourada de mangas de alpaca, decidiu conquistar notoriedade com as PPP que culpamos as parcerias de todos os nossos males orçamentais. Das PPP a direita aproveitou o discurso da “despesa” e daí a cortar os vencimentos dos funcionários públicos foi um saltinho, estes deixaram de ser vistos pelas suas funções e foram reduzidos a despesa que pode ser cortada.

O país tem vivido a paranóia da despesa pública como se fosse através desta que se resolverão todos os nossos males, como se desde o crescimento económico à defesa do estado social tudo passasse por mais despesa. Tanto para a direita como para a esquerda tudo passa pela despesa, o défice depende da despesa, a dívida depende da despesa, a manutenção do estado social depende da despesa, o crescimento depende da despesa. A receita é uma constante e desse lado tudo está bem.

Sucede que o grande problema da economia portuguesa não está nem nunca esteve apenas do lado da despesa e da gestão do Estado é bem mais exigente do lado da despesa do que do lado da receita. Aliás, a não ser em situações em que o oportunismo eleitoralista se impõe, os orçamentos costumam falhar do lado da receita e não do da despesa, como a direita costuma fazer crescer. Aprovado o OE a despesa é rígida, por princípio só se pode gastar o que se prevê gastar, a não ser que os governantes recorram ou permitam truques contabilísticos, o que pode variar e ficar aquém do previsto é a despesa.

Para que o Estado autorize a aquisição de um saco de papo-secos são necessárias informações, pareceres, despachos, cativações de verbas, controlo de facturas, auditorias, investigações do MP, e, mais recentemente controlos da troika e de tudo quanto é gato pingado que por cá passe. Para o Estado falhar do lado da receita não é preciso muito e não há grande controlo, quando o governo sabe que a receita do IRC desceu de forma inesperada ou que o aumento de uma taxa do IVA não resultou no aumento da sua receita "já foi".
  
Cavaco Silva chegou ao fim sem um tostão e a pagar vencimentos com títulos do Tesouro, Durão Barroso teve de Poupar no papel higiénico, Guterres foi-se embora por causa do pântano quando o Pina Moura adoptava 50 medidas para poupar. Todos estes primeiro-ministros falharam na receita. Com Durão Barroso a evasão fiscal foi tanta que com crescimento económico e um aumento de 2% na taxa do IVA a receita deste imposto caiu de forma significativa.
  
Não admira que um dos grandes problemas dessa coisa a que agora se chama esboço do OE sejam  as previsões do crescimento, é com base nestas previsões que se fazem as previsões das receitas fiscais. Mesmo assim está-se partindo do princípio errado de que a eficácia fiscal é uma constante, que a tendência é para melhorar e isso nem sempre é verdade.
  
Se este governo falhar não é por causa dos suplementos das pensões ou da reposição dos vencimentos, uma boa parte destas despesas regressam aos cofre sob a forma de impostos, aliás, o correspondente ao IRS nem chega a sair. Se este governo falhar é por causa de não conseguir receitas fiscais para financiar as despesas que fez e isso pode suceder devido a três causa, contas mal feitas no momento da elaboração das previsões, perda de eficácia da máquina fiscal ou falta de poder dissuasor dessa mesma máquina.
  
Como ninguém questiona as despesas, algumas delas não são mais do que uma manifestação de respeito da legalidade pois a sua reposição foi ordenada pelo Tribunal Constitucional, o melhor seria que começassem a pensar nas receitas fiscais pois é por essa porta que podem entrar os problemas. Infelizmente há políticos que estão convencidos de que um qualquer manga de alpaca faz aparecer nos cofres do Estado as receitas fiscais que inscrevem no OE. Veremos...
  

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
João Bilhim, presidente da CRESAP

Se os concursos fossem feitos com base em critérios rigorosos de avaliação da competência dos candidatos não faria sentido colocarem-se dúvida sobre a transparência, mas a verdade é que muitos concursos não passaram de uma encenação. Perante esta decisão do governo em vez de se desculpar com alterações de perfil o presidente da CRESAP devia pedir a demissão.

«O Governo vai anular “alguns concursos” para dirigentes de topo da Administração Pública lançados pelo anterior executivo e cujas propostas de nomeação nunca chegaram a ser concretizadas. Há casos em que a lista dos três nomes propostos pela Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap) já estava nas mãos dos ministros de Pedro Passos Coelho desde 2013 e 2014, sem que tenha havido qualquer decisão.

“Em breve, dentro de quinze dias, serão publicados despachos de anulação de alguns concursos com fundamento na alteração de perfil”, disse ao PÚBLICO fonte oficial da Cresap, sem adiantar mais detalhes.

A comissão liderada por João Bilhim explica que, das 36 propostas de designação pendentes, o Governo “avalia, caso a caso, se concorda ou não com o perfil então definido pelo Governo anterior”. “Se concorda, procede à nomeação de um dos três elementos constantes da proposta de designação; se não concorda com o perfil (…) manda encerrar o procedimento”, acrescenta.» [Público]
  
  Luís Fazenda

Estou ouvindo o Luís Fazenda na SIC Notícias a defender o governo num frente a frente com uma deputada do PSD e dou comigo pela primeira vez a concordar com alguém do PSD, algo que não sucedia há muito anos. Apetece-me dizer que o Varoufakis ao pe´deste BE até era acusado de ser de direita.

Se as posições de Fazenda segundo o qual Portugal faz o que bem entender em termos orçamentais porque os comissários europeus são todos uns malandros sem autoridade tenho que concluir que isto vai acabar mal e com mais uma dose dupla de austeridade. Estes idiotas não aprenderam nada com a Grécia  e estão utilizando o governo do PS para uma tentar em Portugal o que não conseguiram na Grécia. 

Isto ainda vai acabar mal.
  
 IVA reduzido só para o conduto?

Esta ideia de aplicar o IVA normal às bebidas e o IVA de 13% deixa a sensação de que depois de a promessa tantas vezes repetida além de se aplicar apenas em Julho se ficou pela meia dose. Mas há algo de confuso nesta ideia pois fica-se com a sensação de que os sistemas de facturação dos restaurantes está preparado para calcular o IVA parcela a parcela. Se isso não for possível vamos ter um problema sério e o pessoal dos restaurantes ainda vai fazer uma manifestação a exigir o IVA a 23% para todos os produtos. O PS fez uma promessa desnecessária e agora tem um problema de que não vai ser fácil sair.
  
Mas não se pode confundir leite com vinho ou água com sumos de frutas, deve promover-se o consumo de água por oposição ao açúcar e o leitinho em desfavor do vinho pelo que há que aplicarv taxas de IVA diferentes. Isto significa que muito provavelmente uma boa parte dos restaurantes devem considerar os seus programas de facturação obsoletos. Ainda há poucos meses tiveram de comprar tudo novo por causa do e-fatura, agora para aplicar taxas de imposto em cuja cobrança não passam de meros tesoureiros do Estado vão ter de comprar novo software e proceder à actualização cada vez que introduziram num novo produto na ementa. 

Há por aí alguns louco à solta.



      
 Jogos chineses da II são ideia de primeira   
  
«Esse negócio entre a II Liga de futebol e a Ledman, grande empresa elétrica chinesa, tem sido recebido com algum desdém. Erradamente. Quando dita ("vêm aí charters de chineses") já era uma lâmpada a bruxulear, mas o lado histriónico de Futre deu cabo dela. Agora tem novos proponentes e os indícios prometedores. É bom ser com a liga secundária, o sítio certo para começar uma coisa que deve ir por tentativas. Na primeira divisão, coisa grande de mais, o dinheiro arriscava-se a ser a vedeta da partida. A II Liga passará a chamar-se Ledman Proliga, tal como a Premier League inglesa se chama Barclays. Associa-se a uma indústria moderna e ganhadora, lâmpadas LED, o que é uma vantagem sobre um prestígio tão apagado como o dos bancos. E é um negócio como eles devem ser: conflui o interesse das duas partes. Nós fornecemos o know-how: treinamos jovens e fornecemos a técnica e organização do jogo. O contrato fala de dez jogadores e três treinadores adjuntos - se os 13 vierem conscientes de que vêm para treinar e só serem mais se merecerem, tudo bem... Quanto à Ledman ganha publicidade (pouca) mas uma participação num mundo, o do futebol, que tem tanto futuro como as lâmpadas que ela produz. Nesta história, do que mais gosto é do seu lado cosmopolita, tão do futebol. Os ingleses exportaram-no com os trabalhadores do cabo submarino (foi assim que nos aportou, no Leixões e no Carcavelinhos...) E, agora, lá o ajudamos a viajar para a China.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 A "sensação espiritual" de Marcelo queria louvor a Salgado
   
«Herdeira rica, ligada a várias famílias bem colocadas, foi professora de Direito mas também advogada de negócios. E é íntima de Ricardo Salgado e da mulher. Foi aliás através dela que Marcelo Rebelo de Sousa se aproximou do casal Salgado. 

A relação não era apenas pessoal, mas também profissional. A namorada de Marcelo há mais de três décadas – estão juntos desde 1981 – integrou o Conselho de Administração do ex-BES. No dia da queda, a 13 de Julho de 2014, esteve na última reunião daquele órgão e até propôs um louvor ao presidente caído em desgraça: a SÁBADO consultou a acta e conta-lhe todos os detalhes na edição desta quinta-feira, dia 28.

Ela é "a minha sensação espiritual", dizia dela Marcelo. Não vai ser primeira dama, mas é a maior influência na vida de Marcelo Rebelo de Sousa, garantem os amigos.» [Sábado]
   
Parecer:

Isto de existirem actas é uma chatice.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Pobre Maria de Belém
   
«Entre Tino de Rans e Maria de Belém vai uma distância de milhares de votos (ela teve 196.673, ele teve 152.068), mas ainda maior de euros para pagar. Implacável, a lei de Murphy abateu-se sobre a antiga ministra da Saúde: viu-se sem o apoio do partido e sem o dinheiro do Estado, com o qual contava (tal como o DN noticiou já esta semana). A fatia imaginava pela candidatura de Belém apontava para os 790 mil euros, algo que nas suas contas era o equivalente a um resultado de 24% na primeira volta. Ficou-se pelos 4% e, com isso, nem um cêntimo do Estado. A possibilidade de contrair um empréstimo é ventilada, mas oficialmente nem uma palavra sobre o assunto.

Quando partiu para campanha, Vitorino Silva - que o país inteiro conhece como Tino de Rans - tinha um teto de 50 mil euros no orçamento, "porque era preciso dar um valor". O calceteiro da Câmara do Porto fez as contas todas, ao que iria gastar e também aos votos. De tal maneira que (diz agora ao DN) não ficou surpreendido com os resultados alcançados. "Pelas minhas contas teria uns 200 mil votos". Mas não chegou a tanto. Vitorino ficou em 6º lugar entre os dez candidatos, ganhou na terra dele e em muitos concelhos teve mais votos que os candidatos Edgar Silva, Marisa Matias ou Maria de Belém. » [DN]
   
Parecer:

às vezes as vaidades saem caras.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aos que empuirraram a senhora que lhe paguem as despesas.»

 IVA só desce para as papas
   
«O IVA da restauração vai voltar aos 13% a partir de 1 de Julho, mas apenas para a comida. As bebidas vão continuar a ser taxadas a 23%. A medida, apurou o PÚBLICO, consta do Orçamento do Estado que o Governo irá entregar na Assembleia da República no dia 5 de Fevereiro.

Trata-se de um regime progressivo. Ou seja, a intenção é repor o IVA a 13% num curto espaço de tempo a todas as categorias de serviços da restauração. Mas para já, a partir de 1 de Julho os restaurantes só terão imposto mais baixo nas refeições que venderem aos seus clientes.» [Público]
   
Parecer:

Digamos que os restaurantes vão ter meia dose de redução do IVA o que significa que a comida vai tger um aumento de preços e uma descida dos mesmo nas bebidas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Erro ou divergência
   
«O Governo considerou no esboço do Orçamento do Estado para 2016 as reversões das medidas de austeridade como medidas extraordinárias, erradamente segundo a UTAO, e foi essa forma de contabilização que permitiu apresentar a Bruxelas uma redução, ainda que de apenas 0,2 pontos percentuais, do défice estrutural. Segundo os técnicos, se as medidas forem consideradas da forma habitual, como dizem as regras, não existe uma redução, mas sim um aumento do défice estrutural.

“A identificação indevida de medidas one-off de agravamento do défice orçamental, i.e. operações que aumentam despesas ou diminuem receitas, contribui para melhorar artificialmente o esforço orçamental, interferindo com a medição da variação do saldo estrutural conforme estabelecido no Pacto de Estabilidade e Crescimento e refletido na Lei de Enquadramento Orçamental”, dizem os técnicos que trabalham junto da comissão de orçamento e finanças.

O impacto desta diferente forma de contabilização é, nas contas da UTAO, significativo, especialmente tendo em conta as obrigações que Portugal tem no âmbito do PEC: “Admitindo como medidas one-off apenas aquelas que têm habitualmente sido consideradas nos exercícios da Comissão Europeia e do Conselho das Finanças Públicas, o défice estrutural subjacente ao Esboço de OE/2016 aumenta em 2015 e 2016, em vez de diminuir”.» [Observador]
   
Parecer:

Esperemos que a linha de resposta do governo não seja a de Catarina Martins.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  

quinta-feira, janeiro 28, 2016

Deus vos pague!

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Faça-se uma sondagem para saber quantos portugueses sabem qual é a nacionalidade do actual secretário-geral da ONU, ou pergunte-se a um cidadão comum se sabe o nome do antecessor de Ban Ki-moon . Aposto que as respostas serão uma desilusão. Qual é o país de Ba Ki-moon que tanto prestígio deve ao actual secretário-geral da ONU? 
  
Pergunte-se aos portugueses em que processos Portugal ficou a ganhar pelo facto de ter tido durante tantos anos um português à frente da Comissão Europeia. É Portugal que está em dívida a Durão Barroso ou é o primeiro-ministro que abandonou o país em busca de conforto que lhe deve ter servido de trampolim para um dos maiores tachos do mundo?

Sinceramente, estou farto desta ladainha pacóvia de andar a promover políticos portugueses em altos cargos em nome do interesse nacional com o falso argumento de que é um grande de prestígio para o país, que vamos ser cidadãos do mundo de primeira classe ou que o país tem muito a ganhar. Deixemo-nos de tretas, o país nada ganhou com a presença de Guterres no cargo da ONU, nada ganhou por Freitas do Amaral ter sido presidente da Assembleia Geral da ONU, não deve um único tostão a Durão Barroso a não ser a utilização de Portugal como cobaia de uma experiência económica falhada. 
  
Agora arriscamo-nos a ter mais uma grande dívida com António Guterres, o pais vai gastar umas massas em viagens diplomáticas para que Guterres consiga cumprir com as suas ambições pessoais e ainda vamos ficar em dívida com ele, porque a pensar no interesse nacional assumiu o pesado sacrifício de ser secretário-geral da ONU. Guterres andou meses a fio a deixar o país em suspenso em relação a uma candidatura presidencial, quando os jornais informaram de que não seria candidato ainda chegou a protestar e depois foi o que se viu.

Se um cidadão comum procurar um emprego tem de fazer todas as despesas, mas no caso destes altos cargos são os contribuintes, empregados ou desempregados, a desembolsar os recursos para que uma diplomacia do champanhe promova o candidato ao alto cargo.

O país já teve de aturar o Durão Barroso porque António Vitorino disse não à liderança do PS, agora temos o Marcelo porque Guterres é uma espécie de Jorge Jesus da política e só tem jeito para treinador de topo. Uma boa parte das personalidades da esquerda não passam de umas dondocas pouco dadas ao trabalho que andam sempre em busca de um grande tacho no estrangeiro ou numa instituição nacional, que lhes proporcione conforto e uma vida tranquila, longe de jornalistas e de procuradores.
  
Durão deixou o governo de um dia para o outro, Guilherme de Oliveira Martins mal teve tempo de arrumar o gabinete e já estava na Gulbenkian, Guterres fugiu do pântano e um par de meses depois teve a sorte de encontrar um alto tacho internacional e ou estou muito enganado ou falhada a candidatura a secretário-geral da ONU vai vagar o lugar de presidente de uma das mais confortáveis instituições nacionais e o Guterres vai fazer o sacrifício de deixar o seu lugar de administrador não executivo para passar a presidente. Entretanto não apoiou a sua afilhada Maria de Belém para não estar bem com Deus e com o Diabo e principalmente com o poder e com António Costa e  enquanto a tal vaga de presidente não surge vamos brincando às candidaturas internacionais e aumentando o prestígio deste príncipe da nossa burguesia política.
  
E todos nós pobres ou ricos que ganhem mais de 2000 euros devemos estar felizes porque o nosso Guterres vai subindo na vida à custa do país que lhe tem sido tão útil, podemos passar fome mas temos o Ronaldo no Real madrid, Durão Barroso rico e com o filho bem empregado e Guterres num cargo mais limpinho do que a presidência portuguesa....

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Francisco Assis

A coragem política é um atributo dos líderes e não é necessária muita coragem para assumir-se como alternativa, o risco de ir a um congresso do PS e levar duas galhetas é bem menor do que ir-se meter onde não foi chamado, como sucedeu quando foi a Felgueiras. Mas depois do fiasco da jantarada Na Mealhada e no rescaldo da derrota humilhante e financeiramente muito dolorosa de Maria de Belém aquele que tem dado rosto à divergência no PS opta por não ir a jogo.

«O eurodeputado Francisco Assis diz que é tempo de encerrar o capítulo das eleições presidenciais - que “não correu bem ao PS” – e seguir com atenção o partido com o qual mantem uma “divergência programática e ideológica". O ex-líder da bancada parlamentar socialista discorda desde a primeira hora da solução encontrada pelo primeiro-ministro, António Costa, de fazer um acordo com as esquerdas para poder formar Governo e mantém essa divergência. Mas isso – sublinha – não significa que vá protagonizar já uma tendência interna dentro do partido.

Em declarações ontem ao PÚBLICO, Francisco Assis, que se está a restabelecer de uma cirurgia, reafirma a sua oposição ao caminho seguido pelo secretário-geral do PS, mas afirma que não está a preparar qualquer documento programático para levar ao congresso do partido, marcado para o primeiro fim-de-semana de Junho.

“Não delineei nenhuma estratégia e nem tenho nenhuma perspectiva do que vou fazer em relação ao congresso”, afirmou, insistindo: “Não tenho nenhum movimento [de oposição interna], mas isso não significa que não tenha a minha posição sobre as coisas e não deixarei de exprimir as minhas opiniões”. Revela que a ida ao congresso “não entrou” nas suas reflexões” e que “nada está definido sobre isso”.» [DN]

 Ainda que mal pergunte

O governo deu conhecimento prévio do esboço do orçamento a Cavaco Silva ou como o senhor está de partida já é mais tolerante do que no tempo do PEC IV?

 Marcelo ajudado pela TV


Marcelo não foi o primeiro a ganhar eleições impulsionado por uma gestão da sua imagem na televisão, desde o famoso programa que punha Sócrates a Santana Lopes que os políticos portugueses acham que vender um político é como vender os velhinhos sabonetes Lux, o "sabonete preferido por 9 entre 10 estrelas de cinema".

Começa a ser um hábito a escolha de políticos favorecidos pela passagem em programas de televisão. Se por um lado é bom conhecermos os políticos ao pormenor, por outro estamos a escolher entre os políticos previamente escolhidos pelas televisões. Isto é, nas nossas eleições começam a haver umas primárias ocultas, as primárias que escolhem os políticos que podem ascender ao estrelato televisivo.

      
 Esta Comissãoi EUropeia é um nojo
   
«À medida que se aproxima o início dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito à nacionalização e venda do Banif, ainda sem data agendada, vão surgindo informações que ajudam a levantar o véu sobre o que aconteceu nas vésperas da decisão de resolução que poderá implicar perdas para o Estado até 3200 milhões de euros (2400 milhões já garantidos). O BCE e Bruxelas impunham o Santander nos bastidores, mas oficialmente garantiam que não intervinham.

Durante o processo de venda do Banif, os dois gestores indicados pelo Estado, Miguel Barbosa e Issufa Ahmad, enviaram um email aos restantes administradores da equipa liderada por Jorge Tomé com o seguinte teor: de acordo com instruções da DGCOM para o secretário de Estado das Finanças o concurso para a alienação do banco teria de respeitar condições, nomeadamente, a venda a uma instituição a operar em Portugal cuja dimensão fosse três vezes superior à do Banif. O adquirente não podia ainda beneficiar de auxílio estatal. A missiva foi dirigida ao início da tarde de 15 de Dezembro, terça-feira, quatro dias antes de terminar o prazo indicativo para a venda em concurso, sexta-feira, 18 de Dezembro. O que constitui uma tentativa de Bruxelas de condicionar o resultado do concurso de venda do Banif. A iniciativa de Barbosa e de Ahmad precedeu ainda em seis dias a resolução do banco, decretada domingo, 20 de Dezembro.

O Estado detinha 61% do capital do Banif, o que levou à nomeação dos dois administradores, Miguel Barbosa e Issufa Ahmad, com poderes de decisão e de veto, e de três membros para a comissão de auditoria. Desde Setembro de 2014, que Barbosa estava a tempo inteiro no Banif onde tinha o pelouro do risco, indicado pelo BdP em representação do Estado. Barbosa foi ocupar o lugar deixado vago por António Varela, que, em Setembro de 2014, passou a integrar a administração do Banco de Portugal por nomeação da ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque.  

Em Portugal apenas dois bancos, Santander e BPI, cumpriam as exigências de Bruxelas em termos de dimensão (três vezes maiores) e de não terem ajudas públicas. Isto, dado que o BPI já devolveu  o empréstimo estatal de 1500 milhões de euros de Coco’s. Mas na prática, sem o mencionar, Bruxelas restringiu a venda ao Santander. Porquê? Ao contrário da filial do grupo espanhol, o BPI não foi convidado a apresentar uma oferta de compra do Banif.» [Público]
   
Parecer:

Manda quem pode, obedece quem deve.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
  
 Santander faz de vítima
   
«O presidente do Banco Santander Totta, Vieira Monteiro, revelou esta quarta-feira que foram detetadas "situações" inesperadas no balanço do Banif, sem querer especificá-las, mas dizendo que se fossem conhecidas na altura da compra, até podiam ter retirado o interesse na operação.

"Atualmente, tivemos conhecimento de certas situações que estão no balanço do banco", afirmou o gestor durante a conferência de imprensa de apresentação de resultados do Santander Totta, em Lisboa, recusando-se a identificá-las. E reforçou: "Houve certas situações que, se calhar, se soubéssemos nem sequer teríamos apresentado a proposta".

Apesar da insistência dos jornalistas, Vieira Monteiro escusou-se a dar mais detalhes, reservando essa explicação para "a altura certa".

Questionado se havia situações criminais no Banif, o responsável disse que esse tipo de questões teria que ser averiguado pelas autoridades. "Situações criminais ou não criminais, isso caberá às autoridades atuar. Nós não fazemos este tipo de coisas."» [Expresso]
   
Parecer:

Isto ainda vai acabar mal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Guterres também leva uma medalhita
   
«x-primeiro-ministro António Guterres vai ser condecorado pelo Presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, um mês depois de ter cessado funções como alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados.

Segundo fonte da Presidência da República, a cerimónia de agraciamento de António Guterres irá realizar-se na próxima terça-feira, 2 de fevereiro, no Palácio de Belém, em Lisboa.» [Expresso]
   
Parecer:

Quem ainda não tem uma medalha que levante o braço.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Guterres se não preferia ter sido condecorado pelo próximo presidente.»

   
   
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quarta-feira, janeiro 27, 2016

A Troika está de regresso ao Burkina Faso



A Troika está de regresso e mais uma vez os funcionários de escalão médio baixo que representam as organizações internacionais comportam-se como se estivessem convencidos de que estão no Burkina Faso. Não repararam que em Bruxelas já não está o Durão Barroso, que por cá o país já não é governado por um primeiro-ministro sem o conceito de dignidade e que os cumprimentava com vénias, na presidência está de partida o velho defensor de alunos graxistas, o Gaspar já fugiu de forma cobarde e o outro defensor da desvalorização fiscal já está debaixo de terra. É porque não repararam nas mudanças que insistem em tratar este país sem grande respeito, menorizando as suas instituições ao mandarem para um jornal uma lista de 18 exigências como se esta fosse uma forma honesta de negociar com um governo democrático. Estes representates da troika ficaram viciados em governos fracos e golpes sujos.
  
A relação entre o governo de Passos Coelho e os representantes da Troika foi uma relação que em nada dignifica o FMI, o BCE e a Comissão Europeia, foi uma relação de promiscuidade e de mentiras, de falta de frontalidade e de cobardia e de incompetência técnica e compadrio político. Com a chegada de Passos ao governo em Portugal a Troika esqueceu o memorando e iniciaram um processo de propaganda e de chantagem sobre um país e um povo para o forçar a aceitar uma experiência económica com que o falecido António Borges e o mediano Vítor Gaspar prometeram a um iletrado Passos Coelho que o país se tornaria o país mais competitivo do mundo, como o próprio chegou 
  
O país foi ludibriado durante anos com  mentiras e chantagens sistemáticas, nunca se percebeu se as medidas do governo eram ideias radicais de Vítor Gaspar apoiadas pela Troika ou se essas medidas eram impostas pela Troika. A Troika nunca assumiu as medidas e o governo sempre as atribuiu à Troika. Um bom exemplo de jogo de mentiras foi o que se passou com a famosa refundação do Estado, começou por ser um projecto do governo, passou para a competência do irrevogável Portas, mais tarde foi adoptado um guião assinado pelo FMI mas ficou evidente que o draft era do Moedas. Por fim, na hora do implementar disseram já que já tinha sido implementado. No fim o país pagou um trabalho que o FMI não fez e nada foi implementado por um Portas incompetente e mentiroso.
  
Outro bom exemplo das mentiras combinadas entre a Troika e Passos Coelho foi o corte dos vencimentos ds funcionários públicos, primeiro Passos justificou-o com o famoso desvio colossal e assegurou que era por um ano, depois inventou um estudo que provava que no Estado se ganhava mais do que no sector privado e o corte era para o período de ajustamento, quando o Tribunal Constitucional determinou a reposição dos vencimentos começara a falar de uma nova tabela da Função Pública, um truque para os disfarçar. Por fim prometeram repor os vencimentos às mijinhas e agora até protestam pela reversão quando na hora de tentarem manter-se no poder já admitia esta reversão nas famosas “medidas facilitadoras”. Agora a reposição dos vencimentos já é apresentada como um desrespeito em relação às exigências de uma Troika que nunca assumiu uma posição clara. Quase passou despercebido mas a tese do governo de Passos era a de que o Estado tinha feito o seu ajustamento, faltava agora fazê-lo no sector privado, isto é, a intenção era usar o corte dos vencimentos para, em nome da competitividade, cortar nos salários do sector privado. 
  
A Troika tem actuado de forma suja e os funcionários que a representam têm-se comportado de uma forma muito pouco digna das instituições que representam. Têm sido incompetentes, têm desrespeitado um país soberano, durante anos humilharam um povo manipulando o seu governo de uma forma inaceitável. Em vez de terem mandado as 18 medidas para a comunicação social a Troika devia ter publicado os emails que durante anos trocaram com o governo, as cartas em que davam a conhecer as suas exigências ou em que aprovavam as medidas que o governo lhes propunha e as cartas e emails que trocaram a propósitos de dossiers como o BES e o BANIF, para além das diversas versões do memorando. Recorde-se que a direita exigiu a Sócrates que tornasse público o memorando e até exigiu a sua tradução, mas desde então o país tem sido ludibriado por governo sem escrúpulos e por uma Troika representada por técnicos de competência duvidosa e de baixo nível ético.
 

Umas no cravo e outras na ferradura


  
  Fotos dos visitantes do Jumento


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Faro (A. Moura)
 Jumento do dia
    
António Guterres

Guterres andou a brincar com o país mantendo a hipótese de uma candidatura enquanto lhe interessou, tempo suficiente para matar as alternativa e promover a ideia de que se candidatasse na área seria uma segunda escolha ou, pior ainda, um candidato de segunda.  Não é a primeira vez que António Guterres deixa o país "pendurado" e à conta dos seus jogos de mera ambição pessoal o país já levou com dois governos de direita e agora com Marcelo, primeiro fugiu do governo a tempo de abichar um alto cargo da ONU, agora volta a tentar um alto cargo, e se algo correr mal sempre tem uma alternativa de bom tacho à conta dos tugas.

«O ex-Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, revelou que está disponível para se candidatar a Secretário Geral da ONU, mas tem noção que a corrida não vai ser fácil, até porque parece haver uma preferência para um candidato de leste e para uma mulher, o que a acontecer seria uma estreia na liderança da Organização.

À saída de uma conferência sobre refugiados na Fundação de Serralves, no Porto, Guterres admitiu à TSF que “esta não é uma candidatura fácil. Não posso ser contrário à ideia de que também as mulheres têm que ter uma oportunidade em relação aos altos cargos”. Para além disso o antigo primeiro-ministro português diz que “há questões de organização das Nações Unidas em relação às diversas regiões. Tudo isto tem uma grande complexidade” mas garante que “a minha atitude é muito simples: é de disponibilidade”.» [Observador]

 A derrota de Maria Belém

Maria de Belém não é populista e muito menos engraçadinha, enfim, ficou à frente do Edgar Silva e do Henrique Neto, mas a menos de metade da jeitosita Maria Matias.

 As grandes vitórias de Passos Coelho

Passos Coelho é o politico mais azarado de Portugal, teve uma vitória nas legislativas e foi corrido do governo, agora teve uma grande vitória nas presidenciais e o mais provável é que em consequência disso seja corrido da liderança do PSD, enfim, mais uma vitória destas e nem o Ângelo Correia lhe vai dar emprego, resta-lhe pedir a Carlos Costa que le arranje uma avença no BdP.

 Os comentadores da direita e António Costa

O PSD "ganhou" as eleições e todos ficaram à espera da demissão de António Costa, mais tarde disseram que lutava pela sobrevivência e acabaram por o ver chegar a primeiro-ministro. Agora voltam a falar em derrota eleitoral do PS e de António Costa e já vaticinam divisões no PS ruínas na coligação, esperemos que não tenham que engolir um conflito interno no PSD e a demissão de Passos Coelho. Enfim, é o azar dos Távoras.

 Sai daí que o carro agora é meu! Fica com a dona Maria para ti...



      
 2ª Circular: está tudo caduco, ou quê?!
   
«O eurodeputado José Inácio Faria, do Partido da Terra, vai questionar os comissários europeus dos Transportes e do Ambiente, Violeta Bulc e Karmelu Vella, sobre as árvores na lisboeta 2ª Circular. Leram bem. Vem nos jornais. Que árvores? Há controvérsia: lódãos-bastardos, como quer a câmara, ou endros, como quer o eurodeputado.

Não é questão que Bruxelas não mereça. Mereceria, sob uma condição e se o comissário fosse o lituano Vytenis Andriukatis, do pelouro da Saúde, que engloba, presumo, também a saúde mental. Se as árvores previstas para 2ª Circular fossem sequoias (altura que podem atingir: 110 metros) no enfiamento das pistas do aeroporto, isto é, se o assunto fosse de malucos a mandar numa capital europeia seria assunto para Bruxelas.

Mas, não, o caso das árvores na 2ª Circular não é de malucos. Pode ser debatido ao nível autárquico. A cabecinha dos vereadores e até dos cidadãos (a quem foi pedida a opinião) aguentam a discussão. Árvores ao pé de aeroportos existem. Para dar um argumento de autoridade aos pacóvios: até na Alemanha há! Até em Berlim!

O velhinho aeroporto de Tempelhof, no meio da cidade, tinha bairros arborizados por vizinhos. E o novo aeroporto de Brandemburgo foi construído tendo florestas vizinhas. Aliás, aqui entre nós: no mundo, a maioria dos aeroportos fica mais perto de árvores do que de prédios. Recentemente, no aeroporto de São Paulo-Guarulhos, o maior da América Latina, plantaram árvores para combater a poluição. Mas, por favor, não espalhem, para não estragar a boa polémica que há com o separador da 2ª Circular...

Quero eu dizer, sim, uma boa discussão é sempre de ter. Por exemplo, a proposta do Partido da Terra: em vez dos tais lódãos-bastardos, de folha caduca e bolotas que incomodam o trânsito e podem chamar pássaros, talvez devam ser substituídos pelo tal endro, que é um arbusto e incomoda os pássaros.

Talvez, digo eu, que só tenho certezas quando me metem os dedos pelos olhos dentro. Levar a questão a Bruxelas?!!! Já estou a ver a indignação da comissária eslovena Violeta Bulc, a grande olisipógrafa, a quem tudo que é lisboeta interessa: "O quê? Querem meter lódãos-bastardos no troço da 2ª Circular, entre o Pote d'Água e a bomba da Repsol?" Ou, mais provavelmente, o comissário maltês Karmenu Vella, questionado sobre a magna questão, a espantar-se: "Lisboa? Mas a capital portuguesa não é Madrid?"» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Maria de Belém precisa da ajuda dos Reis Magos
   
«A campanha, segundo o orçamento apresentado na Entidade das Contas, terá tido despesas na ordem dos 650 mil euros.

Maria de Belém contava, ainda de acordo com esse orçamento, com uma subvenção pública de 790 mil euros, presumindo um resultado eleitoral de 25% (foi com 25% que Mário Soares passou à segunda volta, em 1986).

Não recebendo nada do Estado, Maria de Belém terá de contar com os seus próprios meios - recursos próprios, empréstimos, donativos, etc. - para pagar a campanha.» [DN]
   
Parecer:

Com as sondagens a prometer uma votação muito acima dos 10% é bem provável que o planeamento da campanha tenha considerado receitas suficientes para pagar os muitos outdoors da candidata e muitas outras despesas. Agora Maria de Belém tem um problema sério para resolver, um enorme prejuízo que muitos dos que a empurraram para a aventura vão ignorar. Isto lembra os tempos em que Freitas do Amaral perdeu as presidenciais e Cavaco Silva, então líder do PSD, recusou-se a comparticipar nas despesas do seu candidato, Freitas do Amaral andou vários anos a pagar dívidas, era jovem e um bom jurista que fazia valer o seu conhecimento, atributos que se desconhecem em Maria de Belém.
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O preço da estratégia dos segurassistas saiu bem cara a Maria de Belém e vai ser interessante acompanhar este processo e perceber se aqueles que se esconderam atrás delas vão dar a cara e o bolso ou vão esconder-se novamente, desta vez dos credores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Temos pena.»
  
 Outro à rasca
   
«Paulo de Morais, candidato às últimas eleições presidenciais, fez esta segunda-feira um apelo aos seus apoiantes para que o ajudem a pagar os gastos da campanha. Lembrando que, por ter tido um resultado inferior a 5%, não teve direito a subvenção estatal, Paulo de Morais sublinhou que precisa de pagar os custos da candidatura, que se cifraram em cerca de 60 mil euros.

O candidato afirma já ter recebido “aproximadamente 17 mil” euros em donativos, mas a sua candidatura tem ainda, neste momento, “um défice de mais de 40 mil euros”. “Apelo aos donativos dos que queiram e possam apoiar, partilhando comigo este prejuízo”, pediu Paulo de Morais aos seus apoiantes, na sua página pessoal de Facebook.» [Observador]
   
Parecer:

E se o Paulo Morais fizesse uns favorzitos para que o ajudem a pagar as despesas? Isto e fazer uma campanha eleitoral a crédito tem destas coisas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão»

 As ratazanas são as primeiras a abandonar o navio
   
«A derrota estrondosa de Maria de Belém nas eleições de domingo deve ser assacada exclusivamente à candidata presidencial, que recusou o apoio de algumas figuras do PS conotadas com o anterior secretário-geral do partido, António José Seguro. É isso que defendem alguns ex-dirigentes nacionais do partido, que acusam a candidata de ter “cometido erros” ao longo da campanha eleitoral e de ter sido "incapaz de ter um discurso que fosse buscar votos ao eleitorado de Marcelo Rebelo de Sousa". “A candidata não foi capaz de traçar a sua linha divisória e mostrar que podia protagonizar uma segunda volta indo buscar votos ao centro”, afirma um dirigente nacional socialista ao PÚBLICO.

Embora na altura da preparação da corrida eleitoral dirigentes do partido afectos ao ex-secretário-geral tenham participado no desenho da campanha, Maria de Belém não quis que a sua candidatura fosse conotada como uma “candidatura de facção” e evitou tê-los a seu lado ao longo dos quinze dias de campanha. Houve porém algumas excepções: João Soares, actual ministro da Cultura, e o deputado Alberto Martins.

“Maria de Belém entendeu que era importante passar uma imagem de que a sua candidatura não era de facção e por isso decidiu afastar todas aquelas pessoas que estavam conotadas com António José Seguro”, sublinha um outro dirigente nacional, afirmando que para ela era “mais importante a presença de Marcos Perestrello [presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa, mais próximo de Costa] do que nos ter a nós na campanha”.

Outra fonte socialista ligada ao anterior secretário-geral, que também solicitou o anonimato, lamenta que Maria de Belém “não tenha feito um telefonema a António José Seguro convidando-o para participar na campanha. É uma coisa que não se faz”.

Os seguristas entendem que o partido deve fazer uma reflexão sobre o que se passou, mas não querem forçá-la, nem discuti-la a quente e dizem que é preciso ter inteligência e deixar acalmar as coisas. Um outro dirigente adverte para “os perigos” que podem surgir para o Governo liderado por António Costa se o partido fizer essa discussão em cima da derrota. “Perante esta derrota temos que pensar muito bem e não será prudente fazer comentários, é melhor pensarmos primeiro com calma”, acrescenta.» [Público]
   
Parecer:

Isto mete nojo, primeiro atiraram a pobre senhora aos bichos, agora que vem a factura fogem desarvorados, nem esperaram um dia para o fazer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 E o PSD também tem as suas ratazanas
   
«“Ele foi genuíno na campanha que fez e é aquilo que vai ser na Presidência da República”, afirma, partilhando a ideia dos consensos. “Temos de encontrar uma plataforma mínima de entendimento para ultrapassar quer os nossos problemas, quer os que vêem de fora”, defende. O presidente da Camara de Cascais concorda, no entanto, com o tom contido escolhido por Passos Coelho para reagir à vitória na noite de domingo.

O líder do PSD reconheceu que o resultado eleitoral de Marcelo lhe concede uma “autoridade inequívoca” e disse confiar que o Presidente eleito desempenhará o papel que lhe cabe na Constituição. “Não podia deixar de ser uma declaração sóbria até porque Passos Coelho terá um relacionamento institucional com o Presidente da República como líder da oposição”, sustentou o dirigente.» [Público]
   
Parecer:

É uma questão de tempo para vermos as ratazanas da liderança de Passos Coelho começarem a fugir do amado líder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se um lugar na primeira fila.»

 Promulgar ou engolir
   
«O Presidente da República anunciou nesta segunda-feira que vetou o diploma que permitia a adopção plena por casais gay, e também as novas regras aprovadas pela esquerda parlamentar da interrupção voluntária da gravidez, mas já é certo que Cavaco Silva acabará por ter de promulgar ambos os diplomas três semanas antes de deixar o Palácio de Belém. Isto porque os partidos de esquerda já disseram que dentro de duas semanas, quando estes decretos forem reapreciados em plenário, vão confirmar o conteúdo agora vetado, aprovando-os novamente por maioria absoluta. Nestes casos, pela Constituição, o Presidente está depois obrigado a promulgar as leis no prazo máximo de oito dias, sem poder repetir o veto.

A 4 de Janeiro — por coincidência o mesmo dia em que os dois diplomas deram entrada no Palácio de Belém para Cavaco Silva os apreciar —, no debate na SIC Notícias com a bloquista Marisa Matias, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito no domingo para a Presidência da República, afirmou então que não vetaria os diplomas.» [Público]
   
Parecer:

Devia ser obrigado a engolir este sapo sem temperos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Lisboa no seu melhor
   
«O Hotel Palácio do Governador, um estabelecimento de cinco estrelas localizado em frente à Torre de Belém, em Lisboa, está a funcionar desde Outubro sem licença de utilização. Igualmente sem licença funciona um parque de estacionamento subterrâneo, construído em terrenos municipais anexos ao hotel. 

O espaço foi cedido há 15 anos pela câmara, então liderado por João Soares, para construir um parque público. Desde que abriu, em Outubro, serve apenas o hotel, ao qual tem ligação directa, sendo interdito o acesso a outros automobilistas.

Em resposta ao PÚBLICO, a Câmara de Lisboa confirmou na semana passada que o Palácio do Governador e o parque de estacionamento, situados na esquina da Av. da Torre de Belém, com a Rua Bartolomeu Dias, não dispõem de licença de utlização. Mais do que isso: as obras ainda não estão formalmente concluídas, uma vez que o promotor requereu a prorrogação da licença de construção até 28 de Janeiro e  ainda tem de cumprir várias obrigações legais até obter a licença de utilização.

À entrada do parque de estacionamento, uma placa de grande visibilidade avisa, por baixo do sinal de parqueamento, “Privado Hotel”. Contratualmente, porém, o parque tem natureza pública, embora a sua construção, e exploração durante 50 anos, tenha sido entregue pelo município, em 2001, à empresa Carlos Saraiva II — que então se preparava para transformar em hotel o degradado palácio dos governadores da Torre de Belém.» [Público]
   
Parecer:

Haja descontracção.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
 Um rapaz muito sensível
   
«O presidente do Irão, Hassan Rouhani, encontrou-se com o primeiro-ministro italiano esta segunda-feira no histórico Museu Capitolino, em Roma, mas houve várias obras de arte que não pôde ver. Para evitar ofender o chefe de Estado, as estátuas do museu que representavam nus foram cobertas com grandes painéis brancos.


De acordo com a agência noticiosa italiana Ansa, foram cobertas quatro estátuas num dos corredores do museu como "forma de respeito à cultura e sensibilidade iranianas". A agência acrescenta que, no jantar entre o presidente iraniano e Matteo Renzi, não foi servido vinho pelas mesmas razões.» [DN]
   
Parecer:

O pobre senhor é alérgico a pirilaus de pedra.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A carta dos jihadistas católicos
   
«Num dos seus últimos atos enquanto Presidente da República, Cavaco Silva devolveu ao Parlamento os diplomas sobre a adoção de crianças por casais do mesmo sexo e a revogação da lei sobre a interrupção voluntária da gravidez. Na argumentação, Cavaco remeteu para uma “exposição” enviada por um “grupo de reputados juristas e professores de Direito”, que defendia a tese de que a nova lei sobre a adoção tinha sido aprovada “com base em fundamentos descentrados da tutela jurídica das crianças”.

Trata-se de uma carta enviada à Presidência da República a 6 de janeiro, subscrita, entre outros, por Rita Lobo Xavier, professora de Direito da Universidade Católica, Pedro Vaz Patto, juiz e presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, e José Lobo Moutinho, professor de Direito da Universidade Católica.

Na carta, a que o Observador teve acesso, o grupo de “reputados juristas e professores de Direito”, como lhe chama Cavaco, desdobra-se em argumentos para explicar que a nova lei não centra a atenção no benefício das crianças mas sim dos adoptantes.» [Observador]
   
Parecer:

Ridículo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Os leitões podem esperar
   
«A garantia vinha em ‘on’ de Ricardo Gonçalves, do homem que funcionou como o seu porta-voz aquando do movimento de críticos à formação de um governo das esquerdas: Francisco Assis estaria preparado para apresentar a tendência que pretende encabeçar dentro do PS e respetivo documento programático a partir do final de março. Mas Assis, em declarações ao Observador, já veio desautorizar o ex-deputado: “O que vou fazer no congresso ainda não defini – nem pensei ainda se vou ao congresso”.

"Fiz o que fiz quando foi anunciado o acordo com o PCP e Bloco de Esquerda. Acho que a evolução dos acontecimentos me tem vindo a dar razão. Na altura apelei aos socialistas que votassem contra. Votaram poucos, reconhecidamente, e eu tirei as devidas ilações. Isso não me obriga a estar todos os dias a fazer comunicados a criticar. Nunca mais reuni com ninguém, como não defini o que vou fazer. Isso está em aberto”, diz Assis ao Observador."» [Observador]
   
Parecer:

Este Assis ainda não percebeu que um PS de direita é um desastre.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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