sábado, março 19, 2016

ADSE

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Durante muitos anos a ADSE serviu para alguns comentadores e políticos que odeiam os funcionários públicos os difamarem promovendo-os a gente que tinha vantagens especiais à custa do país. Muita gente falava da ADSE sem saber quanto custava, o que oferecia e quanto cobrava, nem sequer questionavam quantos mais médicos de família teriam de ser pagos pelo Estado se os funcionários públicos e seus descendentes recorressem ao SNS. A ideia era a de que a ADSE era uma borla, que pagava todos e mais alguns tratamentos e que desde os netos às amantes dos funcionários todos beneficiavam do sistema, o objectivo era difamar os funcionários públicos.
  
A ideia estava tão entranhada em muito boa gente que a maioria defendia o fim desse símbolo do favorecimento dessa casta de bandidos e ainda há bem poucos meses um idiota que era braço direito do Tozé Seguro defendia a extinção pura e simples da ADSE. 
  
A estratégia de Passos Coelho de cortar os rendimentos dos funcionários públicos, promovendo uma escravatura parcial daqueles que para ele eram mais ou menos a mesma coisa que os judeus eram para Hitler. Se na Alemanha os judeus eram os culpados de todos os males e por isso foram expropriados e com as suas riquezas a Alemanha nazi pagou 30% do esforço de guerra, por cá o traste de Massamá decidiu que seriam os funcionários públicos a suportar a maior parte da factura pois eram eles os culpados da crise financeira do Estado, eram a despesa pública mais inútil. Para reduzir os rendimentos dos funcionários a um mínimo o traste de Massamá cortou vencimentos, aumentou horários de trabalho e aumentou tudo o que era descontos. Foi assim que se deu o milagre e a ADSE passou a dar lucros.
  
Agiora já podemos ler os ultra do Observador defender a ADSE e sugerir que essa instituição maldita seja generalizada a toda a população. Isto é, se dá lucro então o melhor é tirar quem tem dinheiro do SNS e mandá-los para a ADSE. Até a Cristas, que deve ler o Observador, não perdeu tempo e fez suas as ideias alheias. A instituição maldita é agora a solução para o SNS.
  
Enquanto a esquerda estiver no poder a direita sugere uma ADSE pública e generalizada a quem pode pagar, quando regressar ao poder aparece o traste de Massamá a vender a ADSE a um qualquer ricaço corrupto do Partido Comunista da China e diz que democratizou a economia portuguesa ao mesmo tempo que melhorou a gestão da ADSE.
  
A ADSE está a mostrar como é rasca alguma gente da direita portuguesa, incluindo alguns artistas que se dizem de esquerda.
  

Umas no cravo e utras na ferradura



 Jumento do dia
    
Assunção Cristas

A líder do CDS encontrou uma forma muito original de fazer oposição, faz oposição ao governo para afirmar a sua oposição ao PSD. Começa a ser difícil de perceber se Assunção Cristas se opõe a António Costa ou se acredita na pantomina do primeiro-ministro do exílio e quer ser líder da oposição ao líder da oposição que anda armado em primeiro-ministro.

A verdade é que desde o congresso que cada frase de oposição ao governo deixa n ar a sensação de que é uma afirmação contra  PSD.

«A presidente do CDS-PP afirmou esta sexta-feira que os centristas procurarão sempre apresentar as suas alternativas relativamente ao Programa Nacional de Reformas, mas mostrou-se indisponível para se sentar à mesa com um Governo “encostado às esquerdas radicais”.


“Nós faremos a nossa reflexão dentro do CDS e aquilo que vos posso dizer é que seremos sempre atores construtivos de propostas em matérias que são relevantes para o país, não nos parece que estejamos propriamente disponíveis para nos sentarmos à mesa com um Governo que está encostado às esquerdas radicais e em relação ao qual nós somos uma oposição firme”, afirmou Assunção Cristas aos jornalistas.» [Observador]

      
 Costa a gozar com Passos
   
«Segundo disse fonte do gabinete do primeiro-ministro à agência Lusa, o convite para esta deslocação tinha sido feito pelo presidente do Governo Regional da Madeira, o social-democrata Miguel Albuquerque, aquando da apresentação dos cumprimentos e da primeira reunião entre os dois governantes, que decorreu a 21 de dezembro, em Lisboa.

Esta deslocação, que concentra a agenda oficial na terça-feira, tem como objetivo político, de acordo com a mesma fonte, a "normalização de relações institucionais e passar a ideia de que o período de costas voltadas que aconteceu nos últimos anos, com diferentes protagonistas, acabou", valorizando assim a Região Autónoma da Madeira.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

António Costa vai a Madeira falar com um velho amigo de Passos Coelho para normalizar as relações entre o governo da República e o governo regional? Enfim, mais uma reversão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Mais uma desilusão para o traste
   
«A agência de “rating” norte-americana Standard & Poor’s (S&P) decidiu nesta sexta-feira manter o rating de Portugal no mesmo nível de lixo, reiterando a perspetiva estável. A agência fala em riscos para a “estabilidade a longo prazo” do governo, mas mostra-se tranquila quando ao défice.

“A nossa expectativa é que o novo governo, liderado pelo Partido Socialista e apoiado pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Comunista Português, irá continuar empenhado com políticas que promovam a continuação da consolidação orçamental, respeitando as regras europeias de um modo geral”, nota a agência de rating em comunicado difundido esta sexta-feira ao mercado.

Contudo, a S&P diz que “a estabilidade a longo prazo do governo pode ser colocada em causa caso haja um crescimento económico mais baixo do que o esperado nos planos orçamentais, caso seja necessário aplicar mais medidas de redução do défice e à medida que seja necessário tomar um papel ativo no fortalecimento do setor financeiro”. » [Observador]
   
Parecer:

Parece que nem todos alinham no discurso de Passos e Cristas pelo que o desejado segundo resgate não está no horizonte.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao traste.»

 Cadilhe defende a promoção da poupança
   
«Miguel Cadilhe quer que o Governo de António Costa incentive a poupança dos particulares. Para o antigo ministro das Finanças do Governo de Aníbal Cavaco Silva, a taxa de poupança de 4% dos rendimentos disponíveis das famílias está muito baixa.

“Desafio para o Governo: pensar nas políticas que podem influenciar a propensão à poupança”, afirmou Cadilhe durante a conferência “As Pensões e a Poupança em Portugal”, organizada pela Cidadania Social e pelo Instituto BBVA de Pensões nesta sexta-feira. O economista exemplificou com uma das suas medidas enquanto ministro das Finanças: o lançamento dos planos de poupança-reforma em 1989. “Demos sinais que era preciso poupar”, recordou.» [Observador]
   
Parecer:
Pois, os nossos banqueiros e os seus esquemas são um grande estímulo para a poupança. Cadilhe fala dos tempos em que foi ministro mas esconde que nesses tempos a maior parte da banca era pública.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cadilhe se está pensando na colocação das poupanças debaixo do colchão.»

 Foi assim que falaram do BES e do BANIF
   
«O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, deixou hoje uma mensagem tranquilizadora em relação às associações mutualistas, considerando que estas são importantes no "apoio à economia portuguesa".

"Julgo que esse conjunto de instituições tem condições para continuar a ser um importante factor de apoio à economia", disse o governante quando questionado sobre o impacto que poderá ter o facto da Associação Mutualista ter injetado hoje 300 milhões de euros no capital do Montepio.

Embora lembre que "é uma instituição de natureza diferente, de matriz de base associativa", o ministro referiu que este tipo de associações "existe em muitos países da Europa e que devem ser defendidas como um facto de enriquecimento".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
Era bom que o ministro do Trabalho não se metesse na banca e que não induza os portugueses em decisões que no passado se revelaram erradas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão.»
  

sexta-feira, março 18, 2016

Interesse nacional e reversões

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“Mais vale ter trabalho precário do que desemprego” (António Saraiva, presidente da CIP)
Tradução: mais vale ser escravo e ter uma sopa do que morrer à fome


É do interesse nacional que as empresas sejam mais competitivas e por isso tudo o que seja perda de direitos laborais e de salários vai de encontro aos superiores interesses do país e do povo. É do interesse nacional cortar na despesa pública e como não convém cortar nos gastos que geram compras ao sector empresarial esse interesse justifica cortes de vencimentos.

Temos, portanto, um interesse nacional que se mede pelo sorriso do presidente da CIP, pelas cotações do PSI 20, pelos lucros dos CTT e pelos artigos do Financial Times. Os trabalhadores desempregados deixaram de ter subsídio de desemprego e recorrem à ajuda alimentar’ Não faz mal, é isso que resulta do entendimento sobre o que e o interesse nacional.

Não é do interesse nacional ter um SNS que proporcione bons cuidados de saúde porque o Estado Social é insustentável e os cuidados de saúde são caros. Não e do interesse nacional que as escolas públicas tenham qualidade pois esta é sempre maior nas escolas privadas. O interesse nacional não se mede pelo bem-estar dos portugueses, não há qualquer relação entre interesse nacional e desenvolvimento, é por isso que se fala tanto em crescimento económico e o conceito de desenvolvimento entrou em desuso.

A par desta forma original de medir o interesse nacional tendo em consideração os interesses de pouco mais do 1% da população em a lenga lenga das reversões. O traste de Massamá até anda armado em reformista acusando o governo de conservador e reaccionário. Agora os progressistas são os que chamam piegas ao povo, deixam doentes morrer à porta das urgências e tiram as que menos têm para conforto dos mais ricos.

Mas a alteração do horário de trabalho no Estado para as 40 horas não foi o regresso as tempos do fim-de-semana inglês, quando os serviços d Estado praticavam as 40 horas e abriam ao sábado de manhã? A precarização do trabalho não é regressar aos anos 60 em que os contratos de trabalho não tinham qualquer valor? A eliminação dos direitos laborais, com as sucessivas reformas, não vai no sentido de impor aos trabalhadores um quadro legal equivalente a que era mantido em ditadura com a ajuda da PIDE?

Aquilo que está sendo feito é uma reversão parcial aos anos 2010, é a reposição de um equilíbrio social resultante de décadas de progresso e de concertação, que os patrões tentaram destruir a coberto de uma crise financeira de que eles são os grandes responsáveis, em particular os patrões da banca. Isto é, não só provocaram a crise e destruíram muita riqueza, como agora querem recuperar o que perderam e com juros, graças a uma alteração forçada da distribuição do rendimento.

Não fi o actual governo que fez uma reversão no modelo social, fi Passos Coelho que se assumiu como primeiro-ministro eleito pelos patrões e tentu dar-lhes tudo o que a modernização da sociedade os levou a ceder, mais uma parte do que só tinham com a ajuda da PIDE.

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
João Miguel Tavares

Desde h´+a cinco anos que os funcionários públicos sofreram cortes brutais, aumentos de horários de trabalho e de descontos e na hora da reposição este senhor em vez de reconhecer que estes portugueses foram sacrificados tem lata para os considerar beneficiados. É preciso não ter vergonha na cara.

«Mas os grandes beneficiados deste orçamento de Estado são as classes média e média-alta, sobretudo os funcionários públicos e os pensionistas – mais de 60% dos 1,4 mil milhões de euros acima referidos vão para a devolução da sobretaxa e para as reposições salariais na função pública. Não há volta a dar: este é o orçamento em que a esquerda compra os votos dos funcionários públicos e dos reformados com o dinheiro de todos os portugueses.» [Público]

 Campeonato das beijocas :  Cavaco 1 - 0 Marcelo
  
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«A César o que é de César, a Deus o que é de Deus…»

Quando o que é de César se mistura com o que é de Deus ficamos sem saber se é o Marcelo católico praticante que beija a mão do papa ou se é o Presidente da República de um Estado laico que em representação dos seus concidadãos que o faz. Da parte que me toca neste momento Marcelo não foi
Presidente da República.

Enfim, entre a chupadela de Cavaco e o beija-mão de Marcelo terei de admitir que neste campeonato das beijocas foi Cavaco que marcou, ainda que aquele beijo foi mais uma chupadela e em termos futebolísticos o pontapé seria designado por rosca.

 Tratar o cão com o pêlo do próprio cão

Durante quatro anos a direita usou o consenso como estratégia política, com a maioria absoluta nunca aceitou qualquer diálogo e ao mesmo tempo mandava Cavaco promover consensos. Está na hora de tratar o cão com o pêlo do próprio cão e agora que o traste de Massamá decidiu votar contra tudo faz todo o sentido propor-lhe consensos.

      
 Marcelo adere à contra-revolução do traste de Massamá?
   
«O Presidente da República anunciou que irá promulgar nesta sexta-feira o diploma que repõe os quatro feriados suspensos, dois dos quais religiosos, o que "suscitou o agrado da Santa Sé".

Depois de um encontro de cerca de meia hora com o Papa Francisco, Marcelo Rebelo de Sousa esteve na residência da embaixada portuguesa junto da Santa Sé, onde conversou com os jornalistas portugueses e deu conta da sua intenção de promulgar o diploma de reposição dos feriados assim que regresse a Lisboa.» [Público]
   
Parecer:

O que dirá o primeiro-ministro exilado em Massamá deste atentado do Presidente Marcelo à competitividade da economia conseguida à custa das suas reformas?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao dito.»
  
 A anedota do dia
   
«Pedro Passos Coelho afirmou esta quinta-feira em Bruxelas que os sociais-democratas estão “muito disponíveis para discutir as reformas”, mas salientou que para tal é necessário que o Governo “ande para trás” na sua política de as “desfazer”.

À entrada para uma reunião do Partido Popular Europeu (PPE), o líder do PSD foi questionado pelos jornalistas sobre a disponibilidade do seu partido para discutir com o Executivo socialista o programa nacional de reformas e respondeu que o seu partido nunca fica de fora de nenhum debate, tendo salientado a “conhecida divergência” em matéria de estratégia económica. E lembrou: “Durante os anos das dificuldades”, o seu Governo nunca contou “com o apoio do PS para vencer nenhuma das dificuldades”.» [Observador]
   
Parecer:

Tentar dialogar com o traste de Massamá é perder tempo, além disso as únicas reformas que ele conhece são aquelas que nos fazem regressar à escravatura, a única reversão que o rapaz aceita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande o senhor à fava.»
  

quinta-feira, março 17, 2016

Caranguejolas e geringonças

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O OE foi aprovado, Marcelo Rebelo de Sousa já está entronado e habituado a novo brinquedo e o povo, incluindo o que não se lembrava de nenhuma das personagens representadas pelo Nico, já limpou as lágrimas, quer as verdadeiras, quer as de crocodilo. Está na hora da a geringonça governar e de a caranguejola provar que é uma aeronave capaz de vir a levar alguém a bordo sem se despenhar.

O desempenho do PSD no debate do OE foi miserável, os seus deputados aceitaram serem figurantes da pantomina ridículo do primeiro-ministro exilado em Massamá, alguns são mesmo ainda piores artistas na representação do que deputados, se como deputados passam no meio de listas que ninguém lê, já como artistas teriam o mesmo destino depois de um casting que teve o traste de Massamá quando sonhou ser cantor. Azar o nosso, em vez de andar a dar música no teatro de revista, andou a dar-nos cabo da vida.

Era suposto que a caranguejola voasse, mas pelo que se tem visto a estranha máquina parece só querer andar e ainda por cima para trás. Prometia devolver vencimentos mas agora acha isso um crime, achava que o problema d país é de consumo em demasia mas e contra impostos sore o consumo, prometia acabar a sobretaxa e até jurou a pés juntos que em 2016 devolveria uma ao parte da que foi cobrada em 2015, mas agora acha que acabar com a dita é um crime contra o progresso. As famosas medidas de facilitação que viabilizavam um governo da direita são agora cedências criminosas à extrema-esquerda.

EM vez de levantar voo a caranguejola anda para trás e aos solavancos, não admira que o CDS já se tenha apeado e enquanto o traste de Massamá anda armado em primeiro-ministro no exílio de uma coligação que permanece na sua imaginação, a líder do CDS já declarou que votar no PSD deixou de ter qualquer utilidade.
  
Resta agora que a geringonça mostre que é capaz de se aguentar sem de desconjuntar, pelo menos até que a democracia portuguesa se livre dessas filoxera com bandeirinha que tomou conta do PSD. É tempo de se encontrarem soluções, de enfrentar os manifestantes cíclicos, pois não vão faltar manifestações de camionistas, de populares que estão contra o encerramento do posto de saúde ou dos nacionalistas que se opõem ao recurso a clínicas de Espanha. 
  
Há um país que precisa de esperança e não basta a um ministro sugerir que deixem de comprar caramelos em Badajoz ou a um presidente promover um ambiente nacional de sempre em festa. 

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Cristóvão Simão Rieiro, o puto líder da JSD

Depois de uma liderança em que a JSD se afirmou como produtora de cartazes de muito baixo nível, sae-se que o seu líder antecipou o congresso para ainda ter idade para se manter na sua liderança. Enfim, é esta a escola de democracia do partido liderado por um gajo que anda por aí armado em primeiro-ministro no exílio.

«A antecipação do congresso da Juventude Social Democrata (JSD) vai permitir ao atual líder candidatar-se a um segundo mandato. O conclave estava previsto para Dezembro, quando se completavam os dois anos do mandato de Cristóvão Simão Ribeiro. Mas o deputado social-democrata chega ao limite da idade para ser ‘jota’ a 13 de Maio – dia em que completa 30 anos. Os estatutos da JSD limitam a esta idade a militância e, em conformidade, também a assunção de cargos na estrutura tem de se iniciar antes. 


Cristóvão Simão Ribeiro, que foi eleito líder em Dezembro de 2014, admite que o motivo da antecipação da data do congresso também está ligado à sua idade, mas acrescenta que há outros motivos. “Não tem a ver só com isso. Há múltiplos fatores. Foi entendimento da Comissão Política Nacional Permanente que a JSD devia adequar o novo ciclo político quer ao ciclo do PSD quer à realidade que o país vive e deve repensar a sua estratégia”, explica ao i.» [i]

 Como e possível acreditar nesta Europa?



  

quarta-feira, março 16, 2016

Assédio laboral criminoso

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Se me faz alguma confusão que o código penal só se aplique dentro de um campo de futebol numa situação extrema, apesar de algumas agressões que podem levar a ferimentos graves ou mesmo à morte por vezes nem sequer mereçam um cartão amarelo, mais confusão de faz que um contrato de trabalho de um jogador de futebol esteja sujeito as regras legais, éticas e morais que decorrem do que se considera admissível em defesa dos interesses de um clube de futebol.

Opções clubistas à parte, aquilo a que tenho assistido no caso de André Carrilho é um caso extremo de assédio laboral, comportamento que em muitos países desenvolvidos já é considerado crime. Uma empresa tenta destruir um trabalhador física e psicologicamente porque terminado um contrato de trabalho não aceitou a sua renovação segundo as condições ditadas pelo patrão.

Esse trabalhador foi impedido de trabalhar, de manter a sua forma física, foi difamado na comunicação social, foi sujeito a um falso processo disciplinar, as relações laborais estão sendo usadas em tentativas baixas de o apanhar em falha.  Hoje temos um trabalhador que é obrigado a recorrer a acompanhamento psicológico, cuja forma física diminui e está em pior do que quando chegou a Portugal e muito provavelmente isso vai resultar em prejuízo para o próprio e para o seu país, imagine-se se o real Madrid tivesse o mesmo comportamento com Ronaldo e este não pudesse participar no Europeu.
  
Aquilo que está sendo feito a um cidadão peruano devia envergonhar o país, mas acima de tudo devia envergonhar alguém que durante muitos anos foi presidente do Comité Olímpico Português, devia envergonhar um dos grandes amigos do Presidente da República, devia envergonhar um conhecido comentador que já foi bastonário da Ordem dos Advogados. Mas parece que nenhum deles se envergonha, por um par de golos ou um estatuto de VIP num estádio ou num clube está acima de quaisquer considerações morais, éticas e legais.
  
Mas também me envergonha que o sindicato dos jogadores esteja em silêncio e que o inspector-geral do Trabalho ande a brincar com drones e nada faça perante uma situação de abuso praticada em directo por um senhor que se comporta pior do que aqueles a que injustamente se convencionou designar por patos-bravos.

É preocupante que neste país os clubes de futebol estejam à margem da lei, que os dirigentes façam o que está a ser feito a Carrillo, que marginais visitem restaurantes em sinal de ameaça ou que tenham amigos em negócios ilegais. Mas mais grave do que isto é que estes dirigentes acham que podem esc olher ou derrubar autarcas, que podem fazer chantagem sobre a gestão das autarquias. Pior ainda, em tempos Pedro Santana Lopes, o agora provedor reconduzido na Santa Casa e que no mesmo dia abdica de qualquer candidatura autárquica, mobilizou o mundo mafioso da bola para ajudar Durão Barroso a chegar ao poder.


Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas

Paulo Portas usou o congresso do CDS para namorar os endinheirados angolanos, chegou ao ponto de defender a não judicialização das relações entre Portugal e aquele país, sugerindo que os endinheirados daquele país beneficiem em Portugal de algo que não existe em países civilizados, um paraíso fiscal. O que Portas defende é que as personalidades do regime angolano não sejam perseguidas em Portugal mesmo quando esteja em causa a violação da nossa lei penal.
 
Um dia destes algum político tão escrupuloso como Paulo Portas vai defender que as relações com a Colômbia também não sejam judicalizadas e que num país em crise até se poderia adoptar um benefício fiscal dirigido aos investimentos em Portugal feitos pela mafia siciliana. Não admira que o órgão oficial dos ricos angolanos manifeste simpatia para com Portas.
 
Maria Luís vai ganhar gorjetas em Londres. Adivinhem de onde virão as gorjetas para Paulo Portas.

«O "Jornal de Angola” teceu vários elogios a Paulo Portas no editorial de segunda-feira, sublinhando a importância das relações bilaterais defendida pelo antigo líder do CDS no congresso do partido este fim de semana. Sob o título “O apelo de Paulo Portas”, o diário estatal angolano – que tem feito duras críticas a Portugal – cita algumas das afirmações do antigo vice-primeiro ministro relativas à relação diplomática entre os dois países lusófonos.

“Paulo Portas foi claro em realçar a importância de Angola na diplomacia portuguesa e defendeu que Portugal ‘não está em condições de (a) substituir’ na política externa. (...) O antigo líder do CDS-PP (Centro Democrático e Social - Partido Popular) fez ainda referência à ‘tendência para a judicialização’ das relações entre Portugal e Angola, tendo considerado que “isso seria um caminho sem retorno”, escreve o “Jornal de Angola”.


Elogiando a “lucidez e inteligência” do antigo governante português, o diário angolano lamenta que as autoridades de Lisboa – na sua opinião – não respeitem as leis do direito internacional, referindo o facto de o vice-presidente da República angolano Manuel Vicente ser suspeito no escândalo de corrupção conhecido como 'Operação Fizz'.» [Expresso]

 O PSD voltou à estrada

Sob a forma de camionistas.

      
 Morre-se muito de infecções hospitalares
   
«Para tentar contrariar este problema, o Ministério da Saúde vai dar em 2017 incentivos financeiros aos hospitais que consigam reduzir as infecções, adiantou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde Fernando Araújo, durante a apresentação do relatório Portugal – Prevenção e Controlo de Infecções e Resistência aos Antimicrobianos 2015, esta terça-feira, em Lisboa. "Morre-se sete vezes mais por infecções do que nos acidentes de viação", frisou Fernando Araújo.

Mesmo "salvaguardando algum viés", porque é impossível determinar se a infecção hospitalar é a causa única da morte, os responsáveis pelo programa da DGS nesta área tão complexa recuperaram no relatório agora conhecido os dados sobre mortalidade (divulgados em 2015 num estudo da Fundação Calouste Gulbenkian) de forma a alertar a população para a dimensão deste problema.

O relatório inclui também as  projecções internacionais no longo prazo que atestam a magnitude deste problema a nível mundial: por volta de 2050, cerca de 390 mil pessoas na Europa e 10 milhões no planeta morrerão anualmente, vítimas das resistências aos antimicrobianos, se nada for feito entretanto.» [Público]
   
Parecer:

Há pouco cuidado nos hospitais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Adoptem-se medidas.»
  
 Nem quero acreditar
   
«Paulo Macedo é a primeira escolha do Governo para liderar a Caixa e suceder a José de Matos. O nome do antigo diretor geral dos impostos (2004-2007) e ex-ministro da Saúde de Pedro Passos Coelho é apontado como a escolha certa para o cargo, por ter a experiência e o "perfil desejado",

A notícia, publicada na edição desta terça-feira do "Diário Económico", refere a experiência de Paulo Macedo na banca, designadamente no BCP, onde já foi vice-presidente, e o seu peso "dentro e fora de portas". A suportar estes argumentos, fonte governamental citada por este jornal destaca "as qualidades do ponto de vista técnico e de gestão" do ex-ministro da saúde, enquanto fonte do sector financeiro sublinha "a grande experiência bancaria" de Macedo para uma maior dinamização da área comercial da CGD.» [Expresso]
   
Parecer:

Devem estar a brincar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Manifestantes finos
   
«Passaram dois dias sobre a manifestação que juntou levou milhões de brasileiros a sair à rua, mas o clima ainda é de protesto. Na internet e na imprensa do país, tem circulado a imagem de um casal, acompanhado da ama que passeia duas crianças em plena manifestação em Copacabana.

A fotografia tornou-se notícia na imprensa brasileira por retratar as desigualdades sociais no país e gerou indignação.

Maria Angélica Lima, de 45 anos, defendeu-se, numa entrevista ao Extra, alegando que o passado domingo foi, para si, um dia de trabalho como qualquer outro, já que trabalha aos fins de semana. Estava, portanto, a passear os gémeos.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A direita brasileira no seu melhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «lamente-se.»
  

terça-feira, março 15, 2016

Abastecer em Espanha

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Há uns anos atrás, era o PS que estava no governo sem a ajuda da perigosa extrema-esquerda, era moda as televisões irem a Espanha filmar a estações de serviço, de caminho visitavam os restaurantes  de Elvas que se queixavam de estar às moscas porque pagavam taxas de IVA superiores às de Espanha. O autarca de Tavira, um tal Macário que estava na moda e chegou a autarca de Faro, até decidiu que as viaturas da Câmara Municipal de Tavira passariam a abastecer-se em Ayamonte.

Na época ninguém se indignou porque o  Estado cobrava ISP mas na hora de se abastecer optava por Espanha, onde deixava uma parte dos impostos que cobrava deste lado. Mas a mesma Assunção Cristas que andou de feira em feira agrícola apelando aos portugueses para que consumissem produtos agrícolas nacionais, ou um tal Pires de Lima que foi preciso chegar a ministro para se decidir a usar sapatos portugueses, ficaram muito indignados porque  o ministro da Economia apelou aos portugueses que não se fossem abastecer os seus carros a Espanha.

É óbvio que o apelo do ministro proporciona uma boa oportunidade para tanta indignação, mas não são os que num dia apela a que se coma a entremeada de porco portuguesa, que no dia seguinte se tornam defensores do mercado único dos combustíveis. Aliás, este nacionalismo dos suinicultores da nossa praça tem alguma graça, quando os russos comiam os bifes por cá faziam-se promoções à entremeada que não conseguiam exportar, agora que os russos deixaram de comprar bifes e que repararam que os seus concidadãos andavam a comprar os bifes em Espanha.

E o que dizer dos camionistas que estão tão preocupados cm os custos das exportações que andam revoltados e decidiram passar a abastecer-se em Espanha? Quem os ouve berrar até pode pensar que estes nossos concidadãos muito dados ao nacionalismo nunca se abasteceram em Espanha, que fazem as contas aos pingos de combustível para que dê para chegar à primeira bomba portuguesa. Nesta semana alguns combustíveis aumentaram 4 cêntimos, mas revolta é por causa do ISP, o mesmo ISP que há tempos atrás devia baixar para compensar o aumento do preço do crude.

Parece que anda por aí muita gente que no parlamento faz birras por não terem soluções alternativas e que cá fora organizam manifestações de camionistas, suinicultores e outras vítimas dos princípios e compromissos europeus.

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Leitão Amaro, deputado do PSD

Alguém deveria explicar a Leitão Amar o que é ter a noção do ridículo, e óbvio que Passos Coelho se meteu por um caminho sem regresso e agora não tem outro remédio senão dar cambalhotas.

«O sentido de voto foi ao final da manhã pelo deputado Leitão Amaro. O vice-presidente da bancada 'laranja' recordou a posição de fundo assumida pelo seu partido: votar contra todas as propostas originais e abster-se nas votações de propostas de alteração.


Ora o Governo, através do PS, apresentou duas propostas de alteração às propostas originais: na da Grécia deixou de constar o nome do país, dizendo a norma que está em causa apenas "a quota-parte do financiamento de programas de assistência financeira".» [DN]

 Crista AP e Cristas DP

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Inspirada em Cristo mas pouco dada à coerência parece que tal como como Cristo também com Cristas teremos dois tempos, antes de Portas e depois de Portas. Antes de Portas sugerir a Carlos Costa que se demitisse Assunção Cristas considerava António Costa de irresponsabilidade, mas depois de ser Portas a fazer a exigência em pleno congresso do CDS parece que isso passou a ser responsável.

 Dúvida

Será que os 6 cêntimos por litro de combustível justificam tantas manifestações de camionistas e idas de jornalistas a Espanha? Durante quatro anos tudo isto tinha desaparecido.

 O ministro da Economia que não usava marcas portuguesas

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É bom ver Pires de Lima e outros criticarem o ministro da Economia por apelar aos portugueses para que não se abasteçam de combustível em Espanha, esquecem-se do seu passado e no caso do Pires de Lima é bom recordar que foi preciso chegar a ministro para usar sapatos fabricados em Portugal. Não há governo português que não tenha lançado campanhas para que os portugueses consumam português e nestes dias vemos os produtores de leite e de carne de suíno promovendo boicotes a hipermercados que importam produtos provenientes de Espanha.

É divertido vermos camionistas que há mais de dez anos que não se abastecem em Portugal virem agora para as televisões dizer que se vão abastecer a Espanha, como se os 6 cêntimos de aumento do ISP fosse uma calamidade, quando nos últimos anos tiveram aumentos semanais ainda maiores. Mas nessas altura as empresas de camionagem tinha um governo dos seus.

Quanto soa que criticam uma declaração d ministro da economia que não devia ter sido feita, recorde-se que um conhecido militante do PSD, quando era autarca em Tavira decidiu que a frota da autarquia passaria a abastecer-se de combustível em Ayamonte. Estarão esquecidos.

      
 Este Marcelo ainda mata Cavaco de vez
   
«Marcelo Rebelo de Sousa visitou Mário Soares no passado domingo. O Presidente da República deslocou-se sozinho e, e sem motorista, à residência de Soares no Campo Grande, Lisboa, onde permaneceu durante cerca de 40 minutos. A informação é avançada pela edição online do semanário Expresso.

Segundo o Expresso, tratou-se de uma visita de cortesia: como Soares falhou a tomada de posse de Marcelo, no dia 9 de março, o Presidente decidiu apresentar cumprimentos ao antigo chefe de Estado, o único antigo Presidente com quem o atual inquilino de Belém ainda não tinha conversado.» [DN]
   
Parecer:

Marcelo não perde uma oportunidade para se diferenciar do seu antecessor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

segunda-feira, março 14, 2016

A pantomina

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O termo pantomineiro era o adjectivo preferido pela minha mãe para designar alguém dado a fazer palhaçadas, o termo é pouco usado e durante muitos anos foi raro ouvi-lo, voltei a vê-lo usado com frequência pelo Câmara Corporativa para designar Pedro Passos Coelho. Se a alcunha já encaixava na perfeição no líder do PSD, desde que ele passou a representar um primeiro-ministro no exílio desde que foi rejeitado pelo parlamento aplica-se na perfeição.
  
Ainda neste fim de semana o país assistiu a mais um acto desta pantomina, com a personagem do primeiro-ministro do exílio a chegar ao congresso do PSD com uma comitiva digna de um monarca, onde não faltavam seguranças equipados com auriculares numa agitação própria de que estaria rodeado de terroristas do DAESH. Depois vimos o “primeiro-ministro” falar do CDS como se ainda se estivesse a referir ao partido dos tempos da irrevogável decisão.

Se no passado designar Passos Coelho por pantomineiro parecia ser um acto de posição política, neste momento considerar que se trata de uma representação teatral rasca é um gesto simpático com aquele que se comporta como se fosse um degredado em Massamá, a verdade é que o seu comportamento é pior do que uma mera palhaçada, é mais do foro da psiquiatria do que da ciência política, Passos Coelho parece estar louco e três meses depois de perder o poder comporta-se como se não aceitasse a realidade.

O primeiro acto desta pantomina rasca foi a carta com as medidas de facilitação, medidas que agora considera serem a desgraça do país, depois foi a posse como primeiro-ministro em que contracenou com um outro pantomineiro agora recolhido num convento à espera que a natureza o leve, seguiu-se a proposta de revisão constitucional para que se realizassem tantas eleições antecipadas quanto as necessárias ara ter maioria absoluta. Agora a pantomina foi ainda mais longe e passou-se para o parlamento.
  
O parlamento é agora o palco das pantominices de Pedro Passos Coelho, os deputados do PSD deixaram de ser eleitos para defenderem um programa e passaram a ser artistas dados a palhaçadas. Não votam naquilo que defenderam, no que prometeram aos seus eleitores fazer aprovar, o que elogiaram Passos no momento em que assumiu os compromissos internacionais e depois eleitorais. Agora votam de acordo com o guião da pantomina, como se em vez de representantes do povo fossem meros palhaços contracenando com o pantomineiro principal.
  
Pedro Passos Coelho nunca foi grande coisa da cabeça, mas uma coisa é não ter grandes recursos intelectuais, vulgo burro, outra é estar louco.

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho, primeiro-ministro degredado em Massamá

O primeiro-ministro no exílio abandonou temporariamente o seu degredo em Massamá para se deslocar a Gondomar, onde entregou a carta de alforria a um CDS que teve honras de representação governamental no seu congresso. Entretanto, o presidente do PSD continua a sua pantomina e desta vez foi ainda mais longe, não só não reconhece o governo como votará contra tudo, incluindo os compromissos que ele próprio assumiu com os parceiros europeus. O primeiro-ministro no exílio começa a dar sinais de loucura.