sábado, abril 23, 2016

Em viagem

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Hoje é dia de viagem pelo que me fico por uma imagem de um ganso-do-Egipto, tirada Na Quinta das Conchas por sugestão do amigo A.B. a quem a dedico.

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
Teodora Cardoso

Toda a gente neste país sabe que Teodora Cardoso foi uma das mais fundamentalistas apoiantes da pinochetada económica ultra liberal de Passos Coelho, todos sabemos que a economista discorda as orientações de política económica deste governo e que apoiou cortes de despesa independentemente de serem medidas inconstitucionais.
 
Seria mais frontal por parte da presidente do Conselho de Finanças Públicas assumir que tem uma perspectiva da política económica diferente da do governo, em vez de se refugir em críticas às previsões. Só que o Conselho de Finanças Públicas não é um órgão eleito e a política económica de um governo não é da competência de tecnocratas com determinados projectos, deve ir de encontro à vontade dos portugueses.

«As previsões do Governo no Programa de Estabilidade são otimistas e contêm riscos que podem levar à derrapagem nas metas do défice, considera o Conselho das Finanças Públicas, defendendo ainda que a instabilidade na banca é um risco para a economia ao qual o Governo não pode fechar os olhos.

Quando analisou a proposta de Orçamento do Estado, a instituição liderada por Teodora Cardoso já tinha alertado para a existência de vários riscos às previsões do Governo, que considerou otimistas. Entre estes estava a degradação da conjuntura externa, que podia ter impacto nas exportações portuguesas, e assim, de uma forma mais geral, no crescimento da economia, que o Governo espera que continue a crescer 1,8% este ano. Na vertente orçamental, um dos riscos mais apontados era a inexistência de medidas para objetivos que o Governo pretendia atingir. Ou seja, o Governo dizia que ia poupar, mas não dizia como, nem criava mecanismos para que tal acontecesse.» [Observador]

      
 PCP dá lição ao BE, do género: cresce!
   
«Já citei a frase mas quando os partidos ignoram o que é elementar na política há que ser repetitivo. Em 1804, para fragilizar os monárquicos, que faziam complôs no exílio, Napoleão mandou sequestrar um nobre de alta condição, o jovem duque d"Enghien. A operação acabou mal, o duque foi fuzilado - e o que era para assustar pôs todas as casas reais europeias assanhadas contra a França. Daí a frase, não se sabe bem se dita por Talleyrand ou Fouché, os chefes da diplomacia e da polícia de Napoleão: "Mais do que um crime, foi um erro." Ontem, o PCP puxou o tapete à mudança do Cartão de Cidadão: está contra. A bandeira que os bloquistas hastearam não era, evidentemente, um crime, mas um rematado erro. Porque era a caricatura com que, demasiadas vezes, o BE se apresenta, ele mais as suas causas bizarras. Ao PC agradaria, claro, que o BE deslizasse na casca de banana que atirou a si próprio. Mas mais do que deixar prosseguir o deslize do aliado e adversário, ao PCP importou mostrar que ele é que sabe da poda. O Cartão de Cidadão tem problemas? Sim, tem, diz o PC, mas os "de gramática" não são prioritários... O grave, dizem os comunistas, é o Cartão de Cidadão ser caro e não ser vitalício para os de mais de 70 anos, como era o BI. A luta do PCP é básica? É, mas cola com a sua imagem, simples e clara. Já o BE, insistindo na caricatura, um dia talvez aprenda que isso, não sendo um crime, pode vir a ser um erro fatal.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Cristas passa a perna ao Montenegro
   
«A bancada do CDS-PP vai apresentar um projecto de resolução sobre o Programa de Estabilidade (PE) do Governo, confirmou o PÚBLICO junto de fonte oficial. A iniciativa permite assim que o documento seja votado em plenário já na próxima quarta-feira no dia do debate do PE e do Plano Nacional de Reformas. » [Público]
   
Parecer:

Depois de Montenegro ter dito que não levaria o plano a votos a Cristas passou-lhe a perna e fez muito em, isto é uma democracia parlamentar e não é por haver uma maioria que o parlamento deve deixar de fazer votações para passar a ser apenas espectáculo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se»
  
 Não é que ele não gostasse
   
«Os participantes menos atentos da reunião do Eurogrupo que se realiza esta sexta-feira em Amesterdão terão alguma dificuldade em localizar o ministro das Finanças de Portugal, Mário Centeno. Isto porque a organização distribuiu pelas delegações e pela imprensa internacional um papel em que coloca no lugar de Centeno uma foto do jornalista da SIC José Gomes Ferreira.

Segundo o Diário de Notícias/TSF, os representantes do Ministério das Finanças receberam o documento com surpresa, sem perceber “como é que isto foi acontecer” porque a app de telemóvel da presidência holandesa da União Europeia tem uma fotografia correta de Mário Centeno. Isto além, claro, da foto que está disponível no site do Ministério das Finanças.» [Observador]
   
Parecer:

O homem até deve ter crescido um palmo só com este erro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Ridículo
   
«O PSD garantiu esta sexta-feira que se surgirem resoluções, votará contra o Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas (PNR), se estes forem a votos, pois discorda do seu conteúdo.

O CDS anunciou hoje que apresentará durante a tarde um projeto de resolução que recomendará ao governo levar a votação estes dois documentos. Para tal suceder a maioria de esquerda terá de votar a favor desta resolução.» [DN]
   
Parecer:

O PSD ignora o que se passa no país e dispensa votações parlamentares porque o governo conta com maioria, mas agora apressa-se a dizer que vota contra os projectos do governo se alguém propuser uma resolução nesse sentido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

sexta-feira, abril 22, 2016

Estranha forma de fazer oposição

Perdida  a maioria parlamentar Passos Coelho tentou desesperadamente manter-.se no poder contra a vontade da maioria dos deputados, depois de perceber que não seria governo tudo fez para antecipar as eleições, chegou mesmo ao ridículo de propor uma revisão constitucional feita à pressa para viabilizar a realização de eleições antecipadas.

Passos Coelho não aceitou a derrota, a vitória eleitoral tinha custado muitas mentiras, desde o reembolso da sobretaxa à saída limpa, convencido de que ia dividir o PS e governaria sem maioria absoluta o tempo suficiente para renovar a maioria absoluta em eleições antecipadas, oi líder do PS “abdicou” do cargo de primeiro-ministro e iniciou a pantomina do primeiro-ministro no exílio.
  
Com o congresso do PSD Passos Coelho mudou de estratégia, abandonou o estatuto de primeiro-ministro no exílio e prometeu fazer uma oposição activa. Durou pouco, ainda propôs 35 medidas para a recapitalização das empresas, mas depressa as esqueceu e remeteu-se ao silêncio. Dantes havia um primeiro-ministro no exílio que aparecia todos os dias: Agora é um guerrilheiro escondido no mato que manda os homem dar uns tiros no Centeno para se voltarem a esconder.
  
Passos Coelho desapareceu, Cristas é a verdadeira líder da oposição. Há quem diga que é estratégia, mas parece ser mais um vazio de ideias e uma incapacidade psicológica de descer ao cargo de deputado da oposição.

Umas no cravo e outras na ferradura


 Jumento do dia
    
Luís Montenegro

Parece que o PSD encontrou uma forma de superar o trauma da vitória minoritária e agora faz oposição desvalorizando o parlamento, abstendo-se de tomar posições com o argumento idiota de que o governo conta com uma maioria. Segundo a lógica deste artista o parlamento não deveria levar nada a votos por se saber qul o resultado da votação, como se no tempo do seu governo não tivesse sido sempre assim.
 
Começa a ser óbvio que estes trastes não são oposição, são apenas oportunistas que usam o jogo parlamentar para desvalorizar o carácter dos membros do governo chamando-os a comissões, e para chegar ao poder apostam mais numa crise que leve o país a uma situação de desgraça do que mostrando as virtudes do seu projecto que mais não é do que a imbecilidades do seu pequeno caudilho.


«O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, confirmou que a bancada social-democrata não vai apresentar qualquer projecto de resolução sobre o Programa de Estabilidade por considerar que o Governo tem o apoio suficiente à esquerda para que o documento seja viabilizado. Tanto BE como PCP também não deverão colocar o Programa a votação no Parlamento. O CDS ainda não anunciou a sua decisão embora seja pouco provável que avance com uma resolução sobre a proposta do Governo que está esta quinta-feira na mesa do Conselho de Ministros.

“Não há dúvida de que o Programa de Estabilidade e do Programa Nacional de Reformas tem o apoio inequívoco do PS, PCP, BE e PEV, que são os que sustentam o Governo”, disse esta quinta-feira o líder da bancada, no final de uma reunião com os deputados no Parlamento.

O líder do PSD, Passos Coelho, já tinha afirmado, há algumas semanas, que o partido iria abdicar de apresentar um projecto de resolução sobre o Programa de Estabilidade. Luís Montenegro disse que a votação “não é determinante” e que mesmo sem esses votos o Governo pode enviar o documento para Bruxelas. O social-democrata quis envolver os partidos que apoiam o Governo – BE, PCP e PEV - na estratégia do executivo: “É o plano de Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e Heloísa Apolónia”.» [Público]

 Corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais

Foram supostos indícios destes três crimes que terão surgido por uma mera transferência bancária através da CGD que deram lugar ao mega processo Marquês, investigado por um inspector fiscal, assessorado por um procurador e por vários jornalistas .

É sabido ue nestes processos o crime de branqueamento de capitais serve apenas para que os investigadores tenham mais poderes e os acusados estejam mais limitados na sua capacidade de defesa. Por cá todos os crimes de colarinho branco incluem sempre o branqueamento de capitais, acusação que em regra cai durante a investigação ou acaba por morrer durante o julgamento. Restam, portanto, os crimes de corrupção e de fraude fiscal.

Quanto ao de corrupção e paras usar o brilhante raciocínio dos nossos doutos magistrados, já se percebeu que a investigação não consegue provar nem de quem são os cabritos, nem quais foram as cabras que os pariram. Os investigadores já foram à Venezuela, já foram a Vale de Lobo, já foram a Angola, já foram ao Panamá e a crer nos seus assessores jornalistas não obtiveram provas. Não admira que estes mesmos assessores há muito que apontam o crime fiscal como forma de tramar Sócrates.

A constituição da ex-muilher como arguida com o argumento da fraude fiscal é uym sinal claro desta orientação, ja não interessa saber de quem são as cabras, o que importa é que os cabritos não pagaram imposto. Agora é uma questão de tempo para a acusação começar a manipular a opinião pública a fim de poder dar a cambalhota e dizer que, afinal, a montanha pariu cabritos.



 A "Deolinda" melhorou a vida

Houver um tempo em que a "Deolinda" se queixava de ser parva, de tirar um curso para ser escrava. A direita transformou-o num ícone da luta contra um governo maldito, o extremista JMF chegou a propor que fosse um hino.



Agora a "Deolinda" vive bem, safou-se durante a austeridade, não se pode queixar do curso, de ter emigrado ou de estar desempregada, deixou de ser escrava de um dia para o outro:



 Dúvida

Alguém viu por aí o Passos Coelho? Quando era apenas primeiro-ministro no exílio ainda o víamos nas inaugurações de velhas escolas, mas desde que desceu à terra e disse que era oposição desapareceu e entregou o PSD à criadagem.

      
 A saída fiscal do Caso Marquês
   
«Sofia Fava, ex-mulher de José Sócrates, é o 14.º arguido da Operação Marquês. A notícia é do Correio da Manhã e estão em causa suspeitas de fraude fiscal qualificada e de branqueamento de capitais.

Como já tinha sido noticiado por vários órgãos de comunicação social, existem fortes indícios nos autos da Operação Marquês de que Fava terá recebido somas significativas de dinheiro de José Sócrates, nomeadamente entregas em dinheiro vivo (entre 2 a 4 mil euros de cada vez) alegadamente ordenadas pelo ex-primeiro-ministro e transferências bancárias de mais de 100 mil euros a partir de contas de Sócrates. O Ministério Público, através do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, suspeita que tais valores têm origem nas contas de Carlos Santos Silva no Banco Espírito Santo (BES) — que, por seu lado, foram alimentadas com transferências a partir das contas do amigo de Sócrates na Suíça abertas em nome de diversas sociedade offshore.

O dinheiro recebido por Sofia Fava servia para pagar as despesas de educação e de outra natureza dos dois filhos de Sócrates mas também terá servido para pagar as prestações de um empréstimo de 760 mil euros que Fava contraiu junto do BES para comprar uma quinta em Montemor-o-Novo.» [Observador]
   
Parecer:

As acusações feitas à ex-mulher de José Sócrates revela a nova estratégia do inspector do fisco, o verdadeiro líder da investigação, perante a falta de provas de corrupção tenta-se incriminar por fraude fiscal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 VW: clientes de primeira e clientes de segunda
   
«A Volkswagen chegou a um acordo com as autoridades dos Estados Unidos, país onde o escândalo rebentou e onde foram afetados quase 600 mil carros, sobre as propostas concretas para retirar de circulação os veículos com motores a gasóleo adulterados com o kit fraudulento. Segundo o “Die Welt”, cada condutor lesado será recompensado com o equivalente a 4.400 euros, mas a empresa já disse que não irá fazer o mesmo na Europa.

O acordo será apresentado ao juiz esta quinta-feira, numa reunião preliminar vai realizar-se no Tribunal do Distrito do Norte da Califórnia, em São Francisco, pelas 8h00 locais (16h00 em Lisboa). O acordo permitirá evitar um processo judicial prolongado, acrescenta o “Die Welt”, que cita fontes financeiras.

Além da indemnização, a Volkswagen irá suportar todos os custos associados à retificação da fraude ao abrigo de um plano técnico que ainda não está finalizado.» [Observador]
   
Parecer:

A partir de agora os clientes europeus da VW quando comprarem um carro desta marca já sabem com o que podem contar, se forem enganados serão tratados como clientes de nível inferior e ficarão a ver os clientes americanos a serem tratados com a dignidade que lhes foi recusada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Recuse-se a aquisição de carros desta marca e exija-se todas as marcas um compromisso de igualdade de tratamento dos clientes no caso destes serem lesados.»

 Sócrates contraditório
   
«Apesar de apoiar o Governo de António Costa e de considerar que as críticas à legitimidade do mesmo são infundadas, José Sócrates não se meteria neste filme. “Eu nunca seria primeiro-ministro sem ter ganho as eleições”, assume o ex-primeiro-ministro numa entrevista a Maria Flor Pedroso, da Antena 1, que vai ser emitida na manhã desta quinta-feira.

“Eu sou apoiante, gosto deste Governo, tenho aliás neste Governo alguns dos meus melhores amigos políticos”, diz Sócrates, criticando ainda a forma como a direita faz oposição. “Este Governo começou como um Governo provisório, mas agora já não é”, acrescenta, para logo de seguida atacar a Comissão Europeia pelas posições que tem assumido. A Europa “tem um problema democrático de base que se tem acentuado” nos últimos tempos, considera Sócrates.» [Observador]
   
Parecer:

José Sócrates nunca seria primeiro-ministro se não ganhasse as eleições e isso pressupõe uma discordância quanto à constituição de um governo que não resulte de uma vitória eleitoral. Mas, afinal, apoia o governo e uma das suas virtudes é ter muitos dos seus amigos. Há qualquer coisa de errado neste raciocínio de José Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 É preciso ter lata!
   
«Foi, no mínimo, um momento curioso. Eduardo Catroga, presidente da EDP em representação dos chineses da China Three Gorges Corporation, aproveitou a visita de António Costa à Fundação EDP para, pessoalmente, passar uma mensagem ao primeiro-ministro: “Os acionistas da EDP precisam de conversar consigo”, começou por lhe dizer sobre os seus patrões.

O diálogo foi captado pelas câmaras de televisão da SIC e pelos jornalistas presentes, embora fique por descortinar a que é que se referia exatamente Eduardo Catroga. Se à tarifa social na energia, que o atual Governo pretende alargar para um milhão de famílias, se à contribuição extraordinária sobre o setor energético que custou 62 milhões de euros à EDP só em 2015.

Certo é que Eduardo Catroga logo se prontificou a ajudar nas negociações. “Se você precisar de mim para eu dar aí alguns entendimentos… Eu disponho-me a isso. Porque eu tenho essa visão da política que não é partidária”, atirou o economista e ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que o PSD abre uma excepção e Catroga oferece-se para intermediar negócio do governo com os chineses da EDP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Passos, o inimputável
   
«Questionado se se sentirá responsável caso a operação do Banif for considerada nas contas públicas, fazendo o valor do défice subir de 3 para 4,4%, Passos Coelho recusou qualquer responsabilidade: "Não de todo, não foi uma matéria que tivesse acontecido enquanto eu estive no Governo", disse.

"Não respeita a nenhuma decisão que nós tivéssemos tomado no Governo. Fica por esclarecer - ainda está em esclarecimento na comissão de inquérito - o que é que aconteceu desde que esse Governo terminou, o que é aconteceu que obrigou o Banco de Portugal à decisão de resolver o banco e de o resolver nessas circunstâncias", referiu Pedro Passos Coelho, que falava aos jornalistas à saída de uma conferência promovida pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este anda a gozar com os portugueses.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Responda-se-lhe parafraseando o falecido Almirante Pinheiro de Azevedo.»
  

quinta-feira, abril 21, 2016

Difamar a democracia

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Todos os dias recebo emails difamando a classe politica, supostas denúncias de enriquecimento ilícito, comparação com o exemplo vindo de fora, propostas de redução do número de deputados. A mensagem é sempre a mesma, os deputados são inúteis, os políticos são incompetentes, desonestos e corruptos.
  
Todos os dias ouço palavras em programas de televisão onde os nossos políticos são achincalhados, tratados por inúteis e incompetentes, a democracia é tratada como um regime que conduz a más soluções. Ouça, por exemplo, o discurso de Medica Carreira, a forma como rebaixa a maioria dos políticos, como eleva a modelos aqueles com que concorda e reduz a caca aqueles de que discorda e desconsidera. E quem é esse Medina Carreira, alguém que aprendeu os valores da democracia no berço familiar, alguém que marcou o país pela sua competência, alguém habilitado para falar dos temas que comenta?

Todos os dias, umas vezes de forma mais subliminar do que outras, a classe política é achincalhada e a democracia é apontado como um regime gerido por bandidos, incompetentes e corruptos. 
  
Quantos políticos temos em Portugal? Alguns milhares. Governantes, autarcas, deputados e muitos milhares de militantes anónimos que ajudam a manter os partidos na base dos quais funciona a democracia. Quantos destes políticos nada ganham, quantos deles dão horas e horas da sua vida privada à democracia sem pedir nada em troca.  Será justa a forma como os emails e os Medinas os tratam? Será justo que os que não dão um minuto ao país se entretenham a difamá-los de forma sistemática.

Há corruptos em Portugal? Há sim senhor, há na classe política, mas também em todas as profissões. Há banqueiros, gestores, vendedores e muitos outros profissionais que conseguem ganhos de forma ilegítima roubando o Estado, o patrão ou os seus parceiros. Há muito que Portugal tem um problema entranhado chamado corrupção.

Foi à custa da corrupção que os grupos financeiros do anterior regime se formaram, ou não era corrupção chamar a PIDE para calar reivindicações laborais? Não era corrupção entregar a um almirante do regime o exclusivo da pesca de arrasto em toda a costa portuguesa? Não era corrupção a entrega de sectores a empresas de gente ligada ao regime?

Salazar poderá ter feito votos de pobreza construindo a imagem de um político incorruptível, mas a verdade e que o seu regime político era profundamente corrupto e desde o modesto funcionário do fisco ao maio empresário geria os seus esquemas de corrupção consentida pelo regime. E também tinha a sua classe política, incluindo deputados, escolhidos segundo critérios corruptos.

Estou farto de ver difamarem a democracia atribuindo-lhes todos os males do país e elogiando de forma subliminar uma ditadura que alimentou e se alimento de corrupção.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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 Jumento do dia
    
Luís Marques Guedes

Há uns meses atrás havia um Marques Guedes que era um ministro institucionalista, sério, a contrastar com os seus colegas do governo. Agora temos um Marques Guedes menos sério, que mais parece um deputado brasileiro em busca de um qualquer impeachment de um ministro para  ajudar a derrubar o governo.

Triste e lamentável, em vez de estar preocupado com os muitos milhões que os portugueses terão de pagar pelo BANIF, está empenhado em esconder essa realidade e em procurar espectáculo que iluda a verdade e a erdade é que o seu governo tem graves responsabilidades porque para ganhar as eleições não hesitou em passar a factura aos contribuintes..

«O deputado Luís Marques Guedes, do PSD, considerou hoje que o Ministério Público deve investigar se o ministro das Finanças, Mário Centeno, prestou um falso depoimento na comissão parlamentar de inquérito ao Banif, destacando que tal configura um crime público.

"O Ministério Público terá que apurar o depoimento falso" de Mário Centeno, afirmou Marques Guedes logo no arranque dos trabalhos de hoje da comissão de inquérito, sublinhando que este órgão tem "poderes de autoridade judiciária".

Por isso, "prestar falsas declarações na comissão parlamentar de inquérito é crime público", vincou.

O deputado do PSD apontou para as alegadas "contradições" entre as duas audições do ministro das Finanças nesta comissão, no que toca aos esforços que o governante terá desenvolvido junto da Comissão Europeia relativamente à venda do Banif ao Santander Totta no âmbito do processo de resolução.» [DN]

      
  "Morreu" o Zé das Medalhas
   
«A bem dizer, a tradição perde-se na memória e já vem do tempo da monarquia, que semeava influência distribuindo títulos nobiliárquicos a torto e a direito. Almeida Garrett imortalizou a mania com rima certeira: "Foge cão, que te fazem barão. Para onde, se me fazem visconde?"

Esta é a tradição - mas Marcelo Rebelo de Sousa quer acabar com ela. O Presidente da República tenciona reduzir substancialmente no próximo 10 de Junho - o seu primeiro desde que chegou a Belém - a lista das pessoas (individuais ou coletivas) por si agraciadas com uma condecoração.

A intenção, segundo o DN soube, é valorizar apenas os "feitos excecionais". Ao encolher bastante o número de agraciados, Marcelo Rebelo de Sousa pretende também valorizar o gesto da condecoração presidencial , valorizando-o.» [DN]
   
Parecer:

Convenhamos que ao ritmo dos últimos dias do Zé das Medalhas o próximo medalhado teria de ser o faroleiro das Berlengas, isso se não fosse pedido um reforço financeiro à troika só para comprar mais medalhas. Mas se um dias destas não haveria quem medalhar, também parece que daqui a pouco tempo Marcelo não terá mais matérias em que afirmar a sua diferença em relação ao Zé das Medalhas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Bruxelas já não é o que era
   
«A comissária da Concorrência diz-se "ansiosa" para enviar respostas "substanciais" e documentação para a comissão de inquérito ao Banif. Margarethe Vestager contradiz o ministro Mário Centeno e nega qualquer responsabilidade ou pressão de Bruxelas para a resolução do banco.

"Claro que temos a nossa responsabilidade para aquilo que é a nossa responsabilidade, que é fazer o controlo das ajudas estatais e assegurarmo-nos de que, se a ajuda de estado é concedida, é dada a uma instituição que pode ser viável", afirmou, dizendo que a Direção-Geral da Concorrência se limitou a fazer o trabalho que lhe cabe.

"Nesta situação, não fizemos nem mais, nem menos do que se fez em situações anteriores quando se trata de situações de ajudas de Estado", afirmou a Comissária, considerando que isto não são "nem decisões para [o banco] ser posto em resolução, nem decisões sobre a quem deve ser vendido".» [DN]
   
Parecer:

Infiltrada pela direita europeia que transformou na comissão num bastião das suas políticas Bruxelas começa a ser um poder que não merece confiança, não é democrático, actua na sombra e começam a existir sinais de que usa os países mais vulneráveis em favor de alguns interesses instalados.

Esperemos que o governo passe a relacionar-se com Bruxelas registando tudo o que é dito em  privado e forçando a Comissão a assinar as actas desses contactos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Observe-se com atenção a  actuação da Comissão Europeia.»
  

quarta-feira, abril 20, 2016

Taxas e taxinhas à moda do Algarve

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Muito dada à tentação de ridicularizar os adversários políticos a direita portuguesa divertiu-se à custa de António Costa falando de taxas e taxinhas a propósito da taxa de 1 euro a cobrar aos turistas que visitam Lisboa.

Só que a nossa direita parece ser como o feijão frade e tem duas caras, só isso justifica que os mesmos que se opunham a uma taxa que acusaram de retirar competitividade ao nosso turismo, anunciando que vinha aí a desgraça para o sector, estão tentando adoptá-la em Vila Real de Santo António, terra onde a autarquia é liderada por uma personalidade importante do PSD.
 
Até apetece dizer à direita para que ponham os olhos no seu homem do Algarve e nem me refiro às suas posições dissidentes em relação ao Caso Marquês. Grande defensor do Estado Social o autarca mandou meia vila a Cuba tratar das cataratas e até trouxe fisioterapeutas daquele país para promover um centro de reabilitação privado em Vila Real de Santo António.

Aliás a propósito destas idas a Cuba o autarca também poderia servir de exemplo ao PSD em matéria de consensos alargados, talvez Passos Coelho estivesse mais confortável com o governo de esquerda que o aliviou das tarefas da governação. Vila Real de Santo António é hoje uma verdadeira embaixada cubana na Europa e não é raro verem-se fotografias do autarca enquadrados por ícones da revolução cubana.

Como diria a direita este despesismo da esquerda só poderia dar em taxas e taxinhas, é isso que tem acontecido. Ainda antes de copiar Lisboa já o dinâmico autarca tinha imitado a capital na instalação de parquímetros. O problema e que fez o negócio com uma empresa privada, transformando toda uma cidade num parque de estacionamento privado, amealhou o dinheiro do negócio, mas como a população se revoltou o investimento foi dado por perdido. Daí o recurso à taxinha dos turistas.
 

Enfim, ponham os olhos neste exemplo de governação da direita!

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
José Miguel Júdice

É mais do que óbvio que os portugueses que se relacionaram com a Mossak Fonseca não descobriram o nome nem na lista telefónica, nem nos jornais de negócios, a advocacia é hoje uma rede mundial, designadamente, na advocacia empresarial. é Mais do que óbvio que há grandes escritórios de advogados portugueses a negociar neste sector e que não é necessário ir ao Panamá para tratar destes assuntos. A reacção desastrada de José Miguel Júdice só mostra o incómodo com a notícia, é ridículo vir agora dizer que nada tem que ver com um assunto onde o seu nome aparece de forma clara.

«Na última edição do semanário Expresso, José Miguel Júdice assegurou “nunca ter constituído um offshore”. Mas veio-se a descobrir que o advogado assumiu um papel central em duas sociedades desse tipo que são controladas por João Rendeiro nos Estados Unidos da América – a Penn Plaza Management LLC e a Corbes Group LLC.

A informação é confirmada através de um documento a que o Expresso e a TVI tiveram acesso, por fazerem parte do Consórcio Internacional de Jornalistas.

Trata-se de uma carta de João Rendeiro para a PLMJ, endereçada a José Miguel Júdice, datada a 1 de janeiro de 2009, que atesta que o antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) assumiu “de forma irrevogável e sem reservas a obrigação de pagamento e/ou reembolso por si, ou através de qualquer entidade ou sociedade da qual seja beneficiário efetivo, de quaisquer quantias que venham a ser exigidas, seja a que título for, ao Dr. José Miguel Alarcão Júdice, enquanto representante legal das sociedades Corbes Group LLC e Penn Plaza Management LLC”.» [Notícias ao Minuto]

 Percebi bem?

Isabel dos Santos e a principal accionista do BIC, o BIC é um banco bem gerido e que adquiriu o BPN. O investimento estrangeiro é tão desejado que até nos tiraram a pele em nome da sua promoção. Agora o Banco de Portugal recusa a Isabel dos Santos o estatuto de idoneidade para fazer parte da gestão do banco?
 
Era bom  que a entidades portuguesas explicassem melhor em que sectores e em que circunstâncias o dinheiro angolano é desejado em Portugal. Até se poderia fazer o mesmo em relação ao dinheiro chinês ou ao dinheiro catalão.
 
Nós somos uns colonizados muito esquisitos, aceitamos a colonização financeira mas gostamos de dar ares de somos nós a escolher os colonizadores. Será mesmo, ou neste caso também são os Chigago Boys do BCE a decidir?

      
 E ainda é polícia
   
«O oficial da PSP acusado de ter agredido a soco e à bastonada dois adeptos do Benfica, no estádio de Guimarães, em maio do ano passado, terá falsificado as fotografias que juntou ao relatório policial. O subcomissário apresentou imagens suas com a farda rasgada e arranhões junto à axila, mas o Ministério Público (MP) diz que não “correspondiam à verdade, uma vez que nessa ocorrência o seu pólo não foi rasgado, nem Manuel Magalhães [uma das vítimas] lhe provocou aqueles arranhões”.

O subcomissário Filipe Silva ocupa, neste momento, as mesmas funções que desempenhava como comandante da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Guimarães — depois de ter sido suspenso durante 200 dias pela Inspeção Geral da Administração Interna.

Tal como o Observador então noticiou, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto anunciou que o oficial tinha sido acusado de dois crimes de ofensa à integridade física, falsificação de documento e dois crimes de denegação de justiça e prevaricação. Na sua edição desta terça-feira, o Diário de Notícias, que teve acesso ao despacho de acusação, avança que o oficial arrisca pena de prisão por forjar provas.

Segundo o despacho de acusação, a 15 de maio de 2015, depois do jogo do Vitória de Guimarães e do Benfica, o subcomissário terá detido o adepto José Magalhães depois de este lhe ter dirigido “impropérios” por causa do policiamento no jogo — do qual o oficial era o responsável. Durante a detenção, o polícia derrubou o adepto e foi nesta altura que o pai dele, que se encontrava junto aos netos, interveio e agarrou o polícia.» [Observador]
   
Parecer:

Podemos confiar numa policia cujos oficiais se comportam desta forma e são mantidos em funções?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Director NAcional se é este o perfil do oficial da PSP.»
  
 Cimento JJ
   
«"O Jorge (Jesus) é o cimento que veio agarrar toda esta infraestrutura que está a ser criada, todo este projeto", disse Bruno de Carvalho, esta terça-feira, em entrevista à TSF.

O presidente do Sporting confessou depois que não ser campeão será "uma desilusão" para a nação sportinguista: "Onde estou incluído eu e o Jorge, mas não põe absolutamente nada em causa."» [DN]
   
Parecer:

Temos uma nova marca de cimento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

terça-feira, abril 19, 2016

Corporativismos

Os últimos dias foram férteis em evidências de corporativismos inaceitáveis em democracia, dois envolvendo a tropa e um em que está em causa o exército. Em todos os casos encontramos sinais de que nestas instituições há quem considere que a natureza das suas funções dá o lugar a um quadro ético que está acima da legalidade e dos valores democráticos e que numa lógica de subsidiariedade está acima da legalidade aplicável ao cidadão comum.
  
O caso mais antigo é o do oficial da PSP que agrediu selvaticamente um cidadão, aparentemente só pelo prazer de debater ou para descarregar o stress resultante de estar exercendo funções para as quais não estava preparado Não só agrediu selvaticamente e sem motivo que justificasse tal comportamento, como ainda elaborou um auto que o MP acusa agora de conter falas acusações e prova, isto é, o cidadão não só tinha sido selvaticamente agredido, como agora e para prazer e defesa do oficial da PSP aina seria tratado como um criminoso.
  
Um outro caso envolvendo a PSP e noticiado hoje refere-se a um acto de puro racismo, com um agente da PSP a disparar sobre um jovem cigano que se dirigiu ao policia enquanto civil, para lhe pedir trabalho. O assunto foi julgado num tribunal, mas o acto de racismo foi escondido pela hierarquia da PSP, não tendo chegado ao conhecimento da IGAI.

No primeiro caso é público que a condenação aplicada ao oficial no processo disciplinar é meramente simbólica face ao que todos imos. No segundo caso, o agente que não gosta de ciganos e que se julga no direito de disparar só porque se lhe dirigem em privado para perguntar se lhe dá trabalho e que acaba por se escapar de responder internamente pelo seu comportamento racista.
  
O caso da tropa refere-se ao incidente com o director dos pupilos do Exército e que levou a que várias personalidades militares se tivessem pronunciado publicamente. EM todos os seus discursos estava presente a falsa crença de que o comportamento dos militares obedece a um código virtuoso que não pode ser questionada por nada e por ninguém, muito menos por governantes. Independentemente do julgamento que se possa fazer do caso, o comportamento destes militares revelou 1que ainda se julgam acima da democracia e que no que se refere às instituições militares o único papel reservado aos cidadãos e a todas as personalidades é o de pagar e calar.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Hora do banho de um bico-de-lacre, Praia do Cabeço
  
   Fotos dos visitantes do Jumento


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Comboio em vila da Manhiça-cidade de Maputo (T. Selimane, Moçambique)
  


 Jumento do dia
    
General António Campos Gil, cabo da tropa

Tenho muitas dúvidas sobre se o que o director dos Pupilos do Exercito disse seria merecedor de tanta acusação de discriminação, da mesma forma que tenho sérias dúvidas de que os Pupilos do Exército venham alguma vez a ser um projecto educativo e atraente para os jovens gays. Mas eu sou um cidadão e falo na qualidade de cidadão, nessa qualidade discordei do ministro, ainda que não considere que haja motivo para se demitir.

Mas o general António Campos Gil não fala apenas como cidadão, fala como general e parece que isso lhe dá o direito de falar como cabo da tropa, fica-se com a impressão de que na tropa há um espaço em que a democracia deve estar sujeita às regras da ética dos generais, destes generais. Só isso explica que o general fale nos termos em que fala, como se o ministro tivesse ofendido os valores de uma confraria que como ex vice de qualquer coisa lhe cabe defender.

As saudades que eu tenho do Almirante Pinheiro de Azevedo e da sua forma sui generis de responder a estas situaçõess

«“Demita-se, senhor ministro. Já não merece respeito, vá-se embora”. O repto, dirigido ao ministro da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes, é lançado pelo General António Campos Gil, antigo vice-chefe do Exército português. Em entrevista à Rádio Renascença, o experiente militar garante que “não existe discriminação” nem no Colégio Militar nem nos pupilos do Exército nem nas Forças Armadas em geral. “Não houve nada de especial que merecesse todo este alarido“, diz António Campos Gil, acusando Azeredo Lopes de ter “empolado” a mensagem transmitida na reportagem do Observador.

António Campos Gil acusa Azeredo Lopes: “o senhor ministro [Azeredo Lopes] demonstrou, perante um facto que na sua essência nada tem de especial ou de grave, aceitou empolá-lo quando lhe deu importância a mais. E por isso demonstrou falta de serenidade perante uma coisa de nada”. A “coisa de nada” diz respeito às indicações de que haveria casos de discriminação homossexual no Colégio Militar, que levou à demissão do Chefe do Estado Maior do Exército.

O problema não é pedir explicações, porque o senhor ministro até pode e deve pedir explicações. O grave é quando vai para lá disso e faz uma ingerência institucional quando pede consequências, quando ele próprio começa a exigir a demissão, direta ou indiretamente, da direção ou do subdiretor”.» []

 De que lado estão os tugas no BPI

Parece que a grande batalha na banca portuguesa está a acontecer no BPI, onde os angolanos se batem com os espanhóis enquanto do famoso Ulrich podemos dizer que vai aguentando ou vai-se aguentando. Depois do grito do Ipiranga contra a espanholização do sistema financeiro português eis que a primeira batalha nada tem que ver com a defesa dos interesses portugueses. De que lado estarão os nossos nacionalistas, com João Salgueiro à frente?

      
 Jaime Gama soma e segue
   
«Jaime Gama vai ser o novo presidente do conselho de administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos, substituindo Nuno Garoupa que se demitiu para regressar à vida académica, na universidade do Texas, anunciou esta segunda-feira a instituição.

Em comunicado, a Fundação congratula-se com a aceitação por parte de Jaime Gama, “uma escolha óbvia” justificada pela sua cultura, experiência e conhecimento geoestratégico identificado com os princípios que regem a entidade.

“O convite foi aceite com data de 1 de setembro de 2016”, acrescenta a informação assinada pelo presidente do Conselho de Curadores da Fundação, Alexandre Soares dos Santos, acrescentado que Jaime Gama será presidente do Conselho de Administração e presidente da Comissão Executiva.» [Observador]
   
Parecer:

Mudou-se do DDT para o orçamento do comerciante holandês.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Preso por ter cão e por não ter cão
   
«O comentador televisivo e social-democrata Luís Marques Mendes considera que “António Costa não só não sai derrotado”, depois de se ter envolvido no acordo no BPI que acabou por ruir, “como fez muito bem” em aprovar o decreto que permite a desblindagem dos estatutos das sociedades cotadas e nas Ofertas Públicas de Aquisição. Para Mendes, esta alteração de regras é de “uma violência enorme contra Isabel dos Santos” que vai ver a sua posição no BPI muito desvalorizada.

Com a posição que ela tem em Angola, evidentemente que Angola e ela própria não vão ficar satisfeitas”.

O social-democrata contou, no espaço de comentário no Jornal da Noite da SIC, que “há vários meses, ainda no tempo do anterior Governo, havia um plano a) para resolver o problema da desblindagem por via da lei, mas este Governo e este Presidente da República achavam que era melhor que as partes se entendessem”. Mas na semana passada, na reunião do Conselho de Ministros de quinta-feira, António Costa aprovou o que, no seu Governo, era um plano b) e desblindou os estatutos: Citando fonte do Governo, Mendes diz que “a aplicação deste decreto vai demorar meses, a desblindagem do acontece mesmo no final do ano”.» [Observador]
   
Parecer:

Se António Costa não aprovasse a desblindagem diriam agora que tinha levado o BPI à ruína e assim prejudicando gravemente os interesses angolanos em Portugal. Mas como António Costa se empenhou numa situação equilibrada mas a filha de Eduardo dos Santos achou que poderia levar os seus interesses até à rotura do banco, recuando nos acordos e pondo em causa a credibilidade de tudo e de todos. Agora há quem critique a intervenção de Costa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»