sábado, maio 14, 2016

Deus de pague

Temos de reconhecer que desde que Passos Coelho deixou de estar em cama ardente, assumindo o lugar de líder da oposição, antes que a Assunção Cristas abichasse definitivamente o estatuto, está um homem muito mudado. Já é contra planos B, protesta contra mais impostos, eu diria mesmo que chego a achá-lo um pouco piegas. Para quem não se incomodou muito com um aumento do desemprego na ordem das centenas de milhares de portugueses, dizendo aos mais jovens que vazassem, preocupa-se com minudências percentuais nas taxas de desemprego.
  
Mas onde o homem mudou mesmo foi nas suas relações com a Europa, vão longe os tempos em que pedia aos seus pares do PP europeu e aos amigos da direita na Comissão e no Eurogrupo que apertassem o gasganete ao país, Agora telefona ao presidente da Comissão e manda a líder B escrever ao comissário, intercedendo para que os responsáveis europeus se condoessem e que perdoassem ao país, que não tem culpa dos disparates do Costa.
  
Como é sabido o défice até ficou nos três pontos percentuais e se chegou quase aos cinco a culpa não foi de nenhum governo, foi do BANIF e, como é sabido,  o BANIF não é culpa de ninguém, é uma culpa nacional pela qual deve ser o país a expiar, a Madame B, o plano alternativo de Passos para o caso de correrem com ele, nada teve a ver com o banco.
  
O ambiente de bondade deve ter resultado da comemoração do 13 de Maio e, como é sabido, a direita portuguesa e, em particular, o traste de Massamá são muito temente a Deus. Aliás, não se compreende porque é que além de defenderem o financiamento da Igreja através dos colégios de freiras, não se lembraram de sugerir que o parlamento se reunisse em Fátima, no intervalo das procissões, aproveitando o novo altar. 

Com o cardeal a meter-se na política como se lhe coubesse orientar o seu rebanho e o Presidente a não falhar as procissões, ninguém, estranharia a opção, até porque depois de ter ido aos Açores até o Costa já deve ter deixado de comer criancinhas. Enfim, temos de reconhecer a bondade cristã e que o facto de tudo ter se sabido numa sexta-feira 13, não impede recordar que foi no dia das aparições que destes dois pastorinhos, o Passos e a Luís, apareceram a rezar ao deus de Bruxelas para que protegesse o país, anunciando que um dia destes nos livraremos do golpe comunista. Deus te pague.


Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Carlos Alexandre, juiz impoluto

Há casos em que só se pode dizer que no melhor pano cai a nódoa, se fosse cristão diria que quem não pecou que atire a primeira pedra. Mas quanto á nódoa deixoa para o teste do algodão, já em relação às pedras ficam no bolso para atirar mais tarde.

«O juiz Carlos Alexandre recebeu um empréstimo de 4 mil euros do Cofre da Previdência dos Funcionários do Estado, à revelia das regras desta instituição de utilidade pública.

O Sexta à 9 teve acesso a um documento que prova que o presidente do Cofre, Tomé Jardim, avocou o processo e deliberou a atribuição do empréstimo, em apenas 72 horas, passando à frente vários processos que se encontravam pendentes.

Carlos Alexandre e o presidente da instituição recusam explicar o caso.

O Ministério Público confirma que Américo Tomé Jardim é arguido num inquérito que averigua suspeitas de burla, participação económica em negócio e abuso de poder.» [RTP]

      
 Deus vos pague
   

«Pedro Passos Coelho falou com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e Maria Luís Albuquerque escreveu ao vice-presidente Valdis Dombrovskis a pedir que não sancionem Portugal pelo facto de o défice de 2015 ter ficado nos 4,4%. Mas os sociais-democratas admitem que a CE esteja a ponderar penalizar Portugal pelo facto de as medidas previstas para corrigir o desvio do défice em 2016 não serem suficientes.

Perante as notícias vindas a público esta semana de que a Comissão Europeia (CE) poderá vir a aplicar sanções a Portugal pelo facto de o défice de 2015 ter ficado 1,4% acima dos 3% previstos no Plano de Estabilidade e Crescimento, o PSD decidiu agir.

O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho falou pessoalmente com Jean-Claude Juncker, presidente da instituição, e a sua ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, escreveu ao vice-presidente Valdis Dombrovskis.

Na carta, a que o Expresso teve acesso, a ex-ministra das Finanças deixa claro: se a ideia da CE é punir o país pelo resultado de 2015 não há razões para sanções; se o pretende fazer porque não está convencida que as medidas a tomar por este Governo sejam insuficientes, então "já não me cabe a mim apresentar nenhuma justificação, embora esteja certa que o Governo português mostrará a determinação necessária para evitar a aplicação de sanções".
  
O PSD quis chamar a atenção da CE para o facto de o défice nominal, sem as medidas de apoio à banca (necessárias para a resolução do BANIF), ficar nos 3% e por isso não fazer sentido a aplicação de sanções por esta razão. Mas admite que o que pode levar a CE a decidir por sanções seja o ceticismo com que os responsáveis europeus estão a encarar as medidas que o atual Governo está a prever tomar ao longo de 2016 para corrigir a situação (conforme se depreende dos alertas da CE nas previsões de primavera, divulgadas na semana passada). Se assim for, e se por essa razão a instituição decidir mesmo - na próxima semana - optar por sanções, a responsabilidade deve ser assacada ao Governo de António Costa e Mário Centeno, escreve Maria Luís Albuquerque.» [Expresso]
   
Parecer:

Ainda há boas almas preocupadas com o país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se a generosidade desinteressada.»
  

sexta-feira, maio 13, 2016

A austeridade, as leis e a liberdade de escolha

Fiquei agradado por ver Passos Coelho antecipar-se aos colégios privados, sugerindo que poderiam recorrer aos tribunais, ficamos sem saber se foram os colégios a dar a explicação ao primeiro-ministro no exílio ou se foi este que do alto dos seus conhecimentos da lei que decidiu aconselhar os colégios, em qualquer caso folgo saber que esta espécie de candidato a primeiro-ministro considera que os direitos dos cidadãos e das empresas se regem por princípios de legalidade. E sinto esta satisfação porque quando fez tábua rasa dos direitos de muita gente este traste ignorou a mais importante das leis, enquanto o seu presidente fazia vista grossa a violações grosseiras da lei.
  
Também fico contente por saber que o traste deixou de ser um defensor incondicional da austeridade e que para os colégios privados já defende que há recursos públicos ilimitados, que não é preocupante a necessidade de um qualquer plano B (que no caso dos seus governos foram muitas vezes seguidos por planos C).

Mas ainda tenho um terceiro motivo para ficar contente com o traste que lidera o PSD, ao defender a liberdade de escolha está a prometer de forma implícita que vai fazer novos investimentos no ensino. Se muitas escolas particulares defendem a sua existência e o acesso a fundos públicos porque nas regiões em que estão implantados não há escolas do Estado, quando Passos Coelho defende a liberdade de escolha está dizendo que se for governo irá mandar construir novas escolas, nesses concelhos onde, por falta de liberdade de escolha os cidadãos são obrigados a frequentarem colégios modernos, mesmo quando não professam das confissões religiosas que norteiam alguns desses mesmos colégios.
  
Estou mais descansado, se o traste voltar a ser primeiro-ministro já não é defensor de cortes no ensino e que em nome da liberdade de escolha permitirá que as escolas públicas possam ter ter turmas com o mesmo número de alunos exigido para que o Estado financie as turmas dos colégios privados. Terá certamente a intenção de remunerar os directores da escola pública com os mesmos vencimentos e outros bónus que as escolas privadas pagam aos altos quadros do ministério da Educação que foram aliciados.

Estou certo que Passos Coelho vai defender que não são só meia dúzia de jovens que terão direito à liberdade de escolha. Sugiro que como condição para o Estado subsidiar empresários do ensino privado, sejam laicos ou padres, lhes coloque como condição que levem a liberdade de escolhas a muitos concelhos do país, onde nem sequer há todos os graus do ensino secundário, localidades, como, por exemplo, Cachopo, Alcoutim ou Castro Marim.
  
É bom para o país que o traste tenha evoluído, que já reconheça o valor da legalidade, que não veja a austeridade de forma canalha e que esteja preocupado com a liberdade de escolha de todos os portugueses, principalmente os mais pobres ou os mais esquecidos.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Ana Sofia Fontes, Jornalista do Expresso

É suposto que os jornalistas se informam sobre o que escrevem e isso significa que quem escreve sobre a ADSE se informa sobre se é o Estado que suporta a ADSE. Acontece que a ADSE é suportadas por descontos sobre o vencimentos dos funcionários que aderem ao sistema e que actualmente o sistema não tem custos para o Estado. mas parece que a jornalista do Expresso ou se enganou, ou pretende enganar os leitores que confiam no seu jornal, sugerindo-lhes que a ADSE é suportada pelo Estado, ideia muito propalada por alguma direita pouco séria.

«A nova tabela de copagamentos do sistema de saúde dos funcionários públicos entra em vigor nesse dia e determina que, no caso das próteses intraoperatórias, os pacientes passem a pagar 20% do valor do dispositivo, quando até agora 100% deste custo estava coberto pela ADSE.

Porém, a ADSE criou um 'travão' que impede que este encargo supere os 200 euros para o beneficiário. Ou seja, o utente paga os 20% até um custo por prótese de 1000 euros porque a partir deste valor, o Estado continua a assegurar os 100%. Ou seja, se a prótese custar 4 mil euros, o paciente paga na mesma os 200 euros.» [Expresso]

      
 Mais um comentador da direita
   
«Paulo Portas assinou esta tarde contrato com a TVI para um programa de comentário político. Ao que o Expresso apurou, o ex-líder do CDS quis evitar uma colagem ao modelo protagonizado durante anos por Marcelo Rebelo de Sousa e que é atualmente assumido por Marques Mendes - por essa razão, a matéria-prima do programa de Portas será a atualidade internacional. Será uma forma de rentabilizar o conhecimento e os contactos acumulados por Portas nos anos em que foi ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministro com a tutela da diplomacia económica.

Apesar deste enfoque no noticiário internacional, o programa não será desligado da realidade portuguesa, adiantou ao Expresso fonte que acompanhou as negociações com a estação de Queluz. Sempre que se justifique, Portas deverá correlacionar os diversos assuntos com a realidade portuguesa, analisando o seu impacto na vida das pessoas e do país.» [Expresso]
   
Parecer:

Mais uma hipótese para a famosa liberdade de escolha, agora podemos escolher entre o Paulo Portas e a Manuela Ferreir leite. Quem quiser alguém de esquerda pode escolher o Medina Correia, que para os nossos gestores da pluralidade é do PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Os governantes fazem falta nos jogos de futebol?
   
«O presidente da Assembleia da República Eduardo Ferro Rodrigues, o primeiro-ministro António Costa e o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa combinaram repartir entre si a representação institucional nos três primeiros jogos da seleção de futebol no Euro 2016 em França.

Está previsto que Ferro Rodrigues assista ao jogo inaugural da seleção, com a Islândia, que António Costa esteja no segundo frente à Áustria e que Marcelo assista ao terceiro jogo da fase de grupos do Europeu de Futebol, com a Hungria, confirmaram à agência Lusa fontes dos três órgãos de soberania.» [Expresso]
   
Parecer:

Se forem ver os jogos de todas as modalidades desportivas não há orçamento que aguenta, nem orçamento, nem governo, imagine-se quantos são necessários só para toas as modalidades olímpicas!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Haja honestidade!
   
«“Em 2015, houve um concurso a que se candidataram as escolas, houve ajustamentos à forma de cálculo. Era algo que parecia que estava a funcionar, os critérios estavam estabilizados. Agora, de repente, o ministro da Educação acha que é assunto para discutir. Não consigo perceber porque é que este é um problema”, afirmou a antiga ministra das Finanças.

Relembrando que este método funciona “há mais de 30 anos”, Manuela Ferreira Leite deixou claro o seu entendimento. “Se as escolas estão a funcionar bem, se são procuradas pelas famílias, se correspondem aos resultados que se espera, não vejo porque se há-de mexer no que funciona bem. O custo médio de uma turma com 20 alunos é tão grande no público como no privado”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
Digamos que a ex-líder do PSD omite muita coisa no seu raciocínio,.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  

quinta-feira, maio 12, 2016

Temos pena

Com um país encostado ao fundo do tacho eis que somos surpreendidos pela decisão de um tribunal em relação à pensão exigida por Manuel Pinho. Depois de muitos anos de bons serviços a Ricardo Salgado o ex-administrador do BES veio exigir ao Novo Banco, isto e, aos contribuintes portugueses, que lhe pagassem mais de 7 milhões de euros não se sabe muito bem a título de quê, mais 21500 euros mensais a título de pensão vitalícia, concedida a partir dos 55 anos.

Há aqui qualquer coisa de pornográfico, á alguns anos atrás todos ficaríamos embasbacados e a roer-nos de ciúmes, mas depois do que fizeram aos trabalhadores e pensionistas portuguesas em consequência de uma crise económicas e financeira em larga medida provocada pelas políticas de credito da anca privada, em vez de admiração o sentimento que surge é de revolta.
  
De revolta e de gozo, pois, a prova apresentada por Manuel Pinho foi uma carta assinada por Ricardo Salgado onde o ex-banqueiro assegurava que era isso que pretendia dar a Manuel Pinho. Como as cartas de Ricardo Salgado são tão genuínas e valem tanto como as famosas notas de 500 escudos do Alves dos Reis, vou pedir ao Ricardo Salgado que escreva uma carta confirmando que me ia dar uns milhões, vou emoldura-la e juntar a uma da notas do Biafra que o regime português mandou imprimir aquando da guerra naquele território da Nigéria.
  
Não deixaria de ter uma certa graça se o tribunal aceitasse como verdadeira uma declaração de quem no passado recente teve de rectificar por várias vezes a sua declaração de IRS, porque o declarado não correspondia à verdade. E ainda mais raça teria se num momento em que ninguém sae com que idade poderá vir a reformar-se o Manuel Pinho tivesse direito a uma generosa pensão de reforma a partir dos 55 anos.
  
Este caso mostra a miséria moral em que o país se enterrou e se não fosse triste seria quase uma anedota. Uma anedota pela lata do ex-administrador do BES, pelo ridículo de se apresentar como prova uma carta do Ricardo Salgado e por um país onde se vive miseravelmente ter de criar riqueza PARA ALIMENTAR O Manuel Pinho como se alimenta um burro a pão-de-ló.

Enfim, se comentar como os putos direi temos pena, mas prefiro parafrasear e falecido almirante Pinheiro de Azevedo e concordar com o tribunal mandando a personagem à bardamerda.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Paulo Portas

Parece que Paulo Portas tem dificuldades em desaparecer da comunicação social, só isso explica que invente notícias.

«O ex-presidente do CDS-PP Paulo Portas disse esta quarta-feira à Lusa que a sua saída da Assembleia da República "está por dias", de acordo com o que combinou com a atual líder centrista, Assunção Cristas.

"Está por dias. Tenho isso tudo combinado com a senhora presidente [do partido]", disse Paulo Portas à agência Lusa, sem querer concretizar qual o dia em que deixará o parlamento.

Com a saída de Paulo Portas, entra para o grupo parlamentar centrista Filipe Anacoreta, que já havia assumido o mandato no início da legislatura quando Paulo Portas esteve no Governo de Pedro Passos Coelho que foi derrubado pela maioria de esquerda na Assembleia da República.» [Expresso]

 Estranho liberalismo

O nossos liberalismo é muito original, é pago pelo Estado.

      
 O cartão amarelo
   
«A manhã nos mercados não correu tão bem como o esperado para a dívida portuguesa. Uma emissão a 10 anos, anunciada esta semana pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), terminou com sucesso relativo: o valor pretendido foi ultrapassado devido ao elevado interesse dos investidores, mas os juros aumentaram em relação à última emissão do mesmo prazo.
No total, o IGCP conseguiu vender 1,15 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro, mais 150 milhões do que o previsto, com uma taxa de juro média de 3,252%; na última emissão comparável, realizada a 9 de março, a taxa tinha sido de 3,13%. O aumento dos custos de financiamento traduz um 'cartão amarelo' vindo dos mercados, preocupados com a estratégia de devolução de direitos aos contribuintes delineada no Orçamento do Estado para este ano.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O titulo da notícia diz que o mercado mostrou um cartão amarelo a Portugal, parece que o cartão amarelo significa um aumento de 0,122% na taxa de juro. De quanto teria que ser o aumento para que o cartão fosse vermelho?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Jornalismo duvidoso
   
«A Comissão Europeia já discutiu e está a ponderar levantar um processo contra Portugal e Espanha por não reduzirem o défice excessivo no prazo que ambos os países tinham acordado com o Conselho da União Europeia, prazos esses que já tinham sido alargados pelos restantes Estados-membros, uma notícia avançada pelo Euractiv.com, e confirmada pelo Observador.

Os comissários discutiram a questão esta terça-feira na reunião do colégio de comissários e, apesar de ainda não haver decisão final sobre a forma de atuação, os comissários reconhecem que existem motivos para abrir um procedimento sancionatório, já que Portugal e Espanha podem estar a caminho de falhar o compromisso com os restantes Estados-membros.» [Observador]
   
Parecer:

Apesar do desmentido pronto da Comissão o Observador preferiu manter a notícia falsa e omitir o desmentido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 Procura-se ortopedista
   
«A idade de Renato Sanches continua a dar que falar. Desta feita foi Gilberto Dias Borges, responsável pela secção de hóquei em patins do Sporting, a alimentar a polémica, no dia seguinte à confirmada venda ao Bayern Munique.

“Preciso da vossa ajuda sff. Acabo de ler que há um menino que aos 11 anos de idade transitou de coletividade para coletividade, com idêntico símbolo. Acontece que dizem que esse mesmo menino esteve 10 maravilhosos anos na segunda coletividade. Ora, somando esta estória de anos de vida, obtemos o numero 21 que nada tem a ver com a propalada idade magica de menino com 18 aninhos! Obviamente que há aqui uma diferença de 3. Será mesmo assim? É que respeitando a títulos em campeonatos nacionais do pontapé na bola, também existe uma diferença de 3. Em que ficamos, então? Vamos ajustar os critérios na matemática sff!”, escreveu, na rede social Facebook.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A dor de corno é tão grande que já só passa com recurso a um ortopedista. Os alemães devem estar a rir à gargalhada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

quarta-feira, maio 11, 2016

Liberdade de escolha ou corrupção política?

Os altos quadros do ministério da Educação que se associaram a interesses privados para promoverem empresas com fins lucrativos que beneficiando se ajudas estatais exploram o negócio do ensino não estavam preocupados com a liberdade de escolha, ambicionavam ganhar mais dinheiro graças a um negócio em que a concorrência desleal com a escola pública.

Se estivesse em causa a liberdade de escolha seriam todas as instituições privadas de ensino a beneficiar deste modelo que era defendido no projecto de constituição de Passos Coelho. Se a liberdade de escolha assume a forma de direito constitucional não escrito como pretende a direita, essa liberdade de escolha não só não se deve limitar ao ensino, como neste sector não deve estar limitado a meia dúzia de escolas.

Se há liberdade de escolha e essa liberdade de escolha é financiada com fundos públicos não deve estar circunscrita a umas quantas cidades, porque o cidadão de Évora, de Castro Laboreiro, do Cachopo ou de Beja tem os mesmos direitos que os cidadãos que agora se vestem de amarelo em Cascais ou em Almada. 

Falar de qualidade destas escolas é gozar com a inteligência dos portugueses, a verdade é que na maior parte dos casos a liberdade de escolha por mais qualidade ocorre principalmente em localidades onde o padrão de qualidade média das escolas públicas é bom e isso não sucede por acaso. É desde que a classe média luta pela ascensão social dos seus filhos através da sua inscrição em escolas com mais qualidade que estes colégios proliferaram, eles são filhos do modelo de acesso ao ensino superior. 

Porque e que em Lisboa não surgiu este fenómeno? Muito simplesmente porque os liceus de Lisboa são de grande qualidade e existe um esquema instalado na cidade para que a classe média possa colocar os seus filhos em liceus como o Pedro Nunes, o Camões, o Dona Leonor ou o Dona Flipa de Lencastre, independentemente no local de residência. O jovens fazem o ensino básico em escolas privadas e depois são matriculados nos bons liceus. Em Lisboa o negócio do ensino privado não proliferou e a Igreja não exige financiamento público para os seus liceus, como o Colégio São João de Brito, porque nestes colégios o lucro está assegurado por uma procura elevada.

De qualquer das formas não podemos confundir colégios privados que foram lançados como projectos educativos alternativos ao serviço públicos, alguns deles muito antes do 25 de Abril, e que para serem viáveis nunca pediram fundos públicos, não contrataram quadros do ministério da Educação de honestidade duvidosa e nunca partilharam os seus recursos financeiros com políticos sem escrúpulos.
  
Esta situação resultou de uma mistura entre oportunismo social, oportunismo político e corrupção. É isso que explica a generosidade do Estado para com colégios privado, onde financia condições de estudo que recusa no ensino público para que o negócio floresça graças a um modelo de acesso ao ensino superior onde os recursos das famílias são cada vez mais determinantes, um jovem menos dotado tem mais condições de ensino superior num colégio privado, enquanto o jovem com menos recursos frequenta a escola destruída pela concorrência desleal e corrupta deste negócio sujo, promovido por políticos sem escrúpulos que cortam vencimentos para financiar empresas privadas que nada acrescentam ao país.


Umas no cravo e outras na ferradura


   
 Jumento do dia
    
Assunção Cristas

A primeira reacção de Assunção cristas em defesa dos colégios privados foi o de insinuar que eram melhores e mais baratos do que as escolas públicas, denegrindo o Estado e pondo em causa a competência de muitos milhares de professores do ensino público. Parece que Assunção crista percebeu que estava a mentir e a ofender muita gente, em muito pouco tempo mudou de opinião, agora o problema não está na qualidade e na competência, está na legalidade.
 
Tanto quanto se sabe o governo não propôs qualquer alteração legislativa, nem mesmo procedeu à anulação de qualquer contrato. Limitou-se a aplicar a lei em relação a futuros contratos. Será que depois de chamar incompetentes aos professores do ensino público a líder do CDS vai assumir a sua própria incompetência, depois de falar desconhecendo a lei? Ou assume de vez a defesa do financiamento dos sector privado com dinheiros públicos, isto depois de cortar em todo e qualquer subsídio de apoio social?
 
Esta direita tem muita graça, quando se trata de certos negócios é defensora militante da subsidiodependência, que tanto critica noutras ocasiões. A verdade é que o seu governo aumentou os impostos para dar subsídios aos que a apoiaram nas eleições.
 
Depois de o seu governo ter despedido dezenas de milhares de profissionais das escolas públicas, ao mesmo tempo que promoveu uma perda de qualidade do ensino, Assunção cristas deveria ser mais cuidadosa com as palavras e, acima de tudo, com as suas lágrimas de crocodilo em relação aos professores do ensino privado que poderão ficar sem trabalho.

«Assunção Cristas admite discutir o modelo de financiamento público às escolas privadas e cooperativas, mas lembra que, de momento, não é isso que está em causa. O que é relevante, explicou esta terça-feira no Funchal, é que o Estado assinou contratos com escolas do ensino privado e cooperativo e esses contratos estão em vigor e são válidos por três anos. De momento, é necessário pensar com “objetividade” e “garantir que a lei é cumprida”. A discussão sobre o modelo de financiamento é um assunto para pensar depois.

Solidária com as escolas do ensino privado e cooperativo, com os 17 mil alunos, 1025 professores e outros tantos funcionários que representam, a presidente do CDS entende que a baixa da natalidade irá afetar o ensino, mas insiste que o Governo tem tempo para decidir sobre isso depois de terminar os contratos atuais. O CDS tem uma linha diferente das esquerdas unidas que agora governam o país, defende a qualidade e a liberdade no ensino, embora Assunção Cristas recuse entrar no debate dos interesses ocultos no Ministério da Educação.

“Eu já disse muitas vezes que este Ministério da Educação está certamente capturado por Mário Nogueira e pela agenda da esquerda. Porém aquilo que parece mais relevante é pensar com objetividade”, sublinhou a líder do CDS no Funchal, enquanto visitava o Mercado dos Lavradores no segundo dia de visita à Madeira. “Neste momento, havendo oferta pública estatal, é preciso ponderar o que é que faz mais sentido na qualidade do ensino e na salvaguarda das expectativas e direitos de alunos e de pais e de professores. Os professores do ensino privado e cooperativo não são menos professores do que os professores do ensino estatal”.» [Expresso]

      
 PSD lidera a oposição ao ... CDS
   
«Há uma tradição não escrita no Parlamento que diz que em dia de agendamento potestativo (prerrogativa que assiste aos partidos de marcar a agenda parlamentar com um tema da sua eleição), os demais partidos não reclamam protagonismo para si. Mas na última quinta-feira, o PSD quebrou a tradição, e logo com o seu ex-parceiro de coligação: o CDS usara um dos dois potestativos a que tem direito por sessão legislativa para levar a plenário as suas propostas sobre demografia e natalidade e apenas duas horas antes do debate o PSD desviou as atenções da imprensa para a apresentação do seu pacote de medidas para reforço da transparência no exercício de funções públicas.

“Registámos”, comentou um dirigente centrista ao Expresso. Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, garante que não quiseram atropelar ninguém: “Simplesmente, estava a terminar o prazo para a apresentação de propostas”, explica. Prefere sublinhar que a relação entre as duas bancadas continua “excelente”, versão que é corroborada pelo seu homólogo centrista, Nuno Magalhães: “Mantém-se exatamente igual à que tínhamos quando estávamos em maioria”, afiança.» [Expresso]
   
Parecer:

Depois de ter andado a fazer de morto Passos tenta ressuscitar.
    
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Fisco vai acompanhar ricos durante quatro anos
   
«Os contribuintes com rendimentos anuais superiores a 750 mil euros ou com um património superior a cinco milhões de euros vão ter uma vigilância mais apertada da administração fiscal, passando a ser acompanhados pela Unidade dos Grandes Contribuintes (UGC).

O Governo já tinha avançado com o alargamento das competências deste serviço da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), para que, além das grandes empresas, a unidade passasse também a acompanhar os contribuintes singulares de rendimentos mais elevados. Agora, uma portaria assinada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, publicada nesta terça-feira em Diário da República, vem definir os critérios para seleccionar esses contribuintes.

São abrangidas “as pessoas singulares com rendimentos superiores a 750 mil euros” e as que detenham “directa ou indirectamente, ou sejam beneficiárias efectivas de património, incluindo bens e direitos, de valor superior a cinco milhões de euros”. A UGC, liderada na AT por João Morais Canedo, ganha também poderes para actuar em relação aos contribuintes que, embora não se incluam naquelas duas categorias, tenham “manifestações de fortuna congruentes com os rendimentos ou património” daquele valor.» [Público]
   
Parecer:

Os ricos estão cheios de sorte, os pobres são acompanhados toda a vida e basta o mais pequeno esquecimento para serem alvo de multas e penhoras.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Casa a arder
   
«O episódio ocorreu entre as seis e as sete da manhã, em Évora. Com o sono e o alarido foi difícil confirmar as horas ao certo. Mas o que aconteceu foi que, durante essa hora, disparou o alarme do hotel onde estão hospedados alguns jornalistas e deputados do Bloco de Esquerda, durante as jornadas parlamentares. Saiu toda a gente dos quartos, de pijamas, camisas de noite, cuecas e t-shirts. Jornalistas, deputados, estrangeiros, uns prontos a fugir, vestidos e já de mala, outros atarantados.

A ironia é que, no jantar da noite anterior, a porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, tinha aludido no seu discurso a uma casa a arder. Era uma crítica à direita, que fala em “catástrofe”, quando, para a bloquista, não é preciso ninguém atirar-se da janela, porque “a casa não está a arder”.

O alarme que acordou toda a gente no hotel foi, de facto, falso. Não havia qualquer incêndio, foi uma avaria no sistema, e, depois de alguma algazarra e boa-disposição, voltou toda a gente ao sono. Não estávamos em Tóquio, como no filme Lost in Translation, em que acontece o mesmo. Estamos ainda em Évora, onde decorrem as jornadas parlamentares do Bloco de Esquerda, a casa não estava a arder, como disse Catarina Martins, mas o Bloco faz soar os alarmes.» [Público]
   
Parecer:

Pagava para ver se a Catarina usa cuecas de gola alta com ovelhinhas estampadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Estará a falar nos interesses dos donos dos colégios
   
«À saída de uma reunião com o Conselho Nacional de Educação, em Lisboa, Pedro Passos Coelho voltou a falar sobre a polémica em torno dos contratos de associação e disse desde logo que “as preocupações que nós [Oposição] temos evidenciado com estas decisões não só são justificadas como se agravaram”.

No ver do antigo primeiro-ministro, “o Governo está a tomar decisões sem ter uma noção adequada dos impactos que elas vão provocar”, querendo isso dizer que “a situação de milhares de alunos e famílias vão ser alteradas” e será “posta em causa uma parte da rede pública de educação”.

O líder do PSD diz também que “as pessoas não querem regressar a um tempo em que as políticas públicas são uniformemente desenhadas pelo Estado e oferecidas às pessoas numa espécie de pronto-a-vestir”. Passos diz até não perceber o sentido da intenção do Governo “em substituir essas escolas [com contrato de associação] por outras que vai construir, despendendo mais dinheiro dos contribuintes”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Que se saiba os grandes interessados no negócio são os donos dos colégios.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos qual foi a ajuda financeira dad pelos colégios privados às campanhas eleitorais do PSD.»
  

terça-feira, maio 10, 2016

Liberdade de escolha?

Ouço os pais dos colégios exigirem liberdade de escolha e interrogo-me porque motivo só estes papás terão direito à liberdade de escolha. Lembro-me de muitas terras sem escolas, onde as crianças têm-se de deslocar muitos quilómetros para frequentarem a única escola secundária em muitos quilómetros. Que liberdade de escolha têm os jovens de concelhos como Castro Marim ou Alcoutim para concluírem o 11.º ou o 12.º ano?
  
Esperem lá, nalgumas localidades argumenta-se com o local de emprego dos papás para que os meninos possam frequentar a escola preferida, por ser privada, enquanto numa boa parte da serra algarvia e de muitas outras serras os jovens têm de andar dezenas de quilómetros, para frequentarem ma única escola disponível? Quanto custa ao Estado um jovem do Pereiro, de Martim Longo ou do Cachopo, comparado com um dos meninos de Coimbra cujos pais estão tão condicionados pelo emprego que em poucos dias puderam tirar um dia para se manifestarem de t-shirt amarela e outro para carregarem envelopes com as cartas dos seus rebentos a Marcelo?
  
Seria de imaginar que alunos que têm de se levantar de madrugada e chegam às suas aldeias já de noite contassem com condições favoráveis, a fim de assegurar condições de igualdade com os mais favorecidos. Apoio pedagógico para compensar a falta de estudo e o cansaço resultante de muitas horas de transportes, com partidas de madrugada e chegada a casa já de noite. Turmas com menos alunos para que os professores pudessem compensar estes jovens, bibliotecas melhor apetrechadas, espaços de convívio e de repouso para quem é obrigado a estar fora de casa durante todo o dia, cantinas com uma alimentação adequada.
  
Mas não, a liberdade de escolha significa que os meninos de algumas cidades podem escolher o colégio que está melhor classificado no ranking, beneficiar de turmas com menos alunos, pagas pelo mesmo Estado que força os jovens de Martim Longo, de Giões, de Cachopo e de muitas localidades deste país a encherem salas com trinta alunos para que tivesse sido possível despedir professores.

Façam as contas a quanto custa ao Estado um dos meninos que escreveram a Marcelo, comparem com o que o Estado gasta com um menino das nossas aldeias, contabilizem todas as infraestruturas sociais de uns beneficiam e que os outros não conhecem e depois falamos de liberdade de escolha. Seguindo o critério desses papás extremosos eu também gostaria de ter tido a liberdade de escolha de nascer nos EUA e filho de um Bill Gates.

Imagino que depois de ter andado a defender o investimento no interior, declarando "Em larga medida espero que aquilo que foi prometido em relação a uma preocupação de incentivar investimentos no interior venha a corresponder à realidade, que o senhor primeiro-ministro prometeu numa das suas primeiras visitas ao interior venha a ser cumprido", o Presidente da República compare as liberdade de escolha dos jovens da classe média alta das cidades onde há colégios particulares e a dos jovens do interior. Ele que compare quanto custa ao Estado a liberdade de escolha de uns e a falta de liberdade dos outros.

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Catarina Martins

A extrema-esquerda deixou de ter qualquer agenda ideológica e o populismo é levado ao extremo de uma boa parte do programa para o futuro resultar dos telejornais dos últimos meses. Se os suinicultores se manifestam o BE promete que as cantinas comerão produtos portugueses, se o pessoal do Algarve se manifesta contra a exploração petrolífera a Catarina promete estudar o assunto e pior aí adiante. O programa da extrema-esquerda já não se inspira em Marx, Engels e Lenine, agora os ideólogos do BE são os apresentadores dos telejornais,

«O Bloco de Esquerda vai avançar com um projeto-lei que obriga à realização de estudos de impacte ambiental em todas as operações de prospeção e extração de petróleo e gás natural. O anúncio foi feito por Catarina Martins, esta segunda-feira, em Évora, na abertura das jornadas parlamentares, que decorrem no Alentejo.

Ao apresentar a iniciativa, a porta-voz do BE lembrou que tal exigência existe para muitas explorações agropecuárias e celuloses. Com efeito, como se lê no projeto-lei, a avaliação de impacte ambiental é obrigatória para a “instalação para a criação intesiva de aves de capoeira ou se suínos”, que tenham um espaço para mais de 85 mil frangos, 60 mil galinhas, três mil porcos de engorda (de mais de 30 quilogramas) ou ainda para instalações industriais de fabrico de papel e cartão “com uma capacidade superior a 200 toneladas por dia”.» [Expresso]

      
 O último a sair que apague a luz
   
«O referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia poderá vir a ser repetido em outros países do bloco. Uma sondagem revelada pela Reuters revela que quase metade dos eleitores em oito grandes países europeus gostaria de participar numa votação semelhante.

A sondagem da Ipsos-MORI, noticiada pela Reuters no Dia da Europa, que se comemora esta segunda-feira, indica que 45% das mais de seis mil pessoas inquiridas gostariam de ser consultadas, através de referendo, sobre a permanência na União Europeia. A sondagem foi feita na Bélgica, França, Alemanha, Hungria, Itália, Polónia, Espanha e Suécia.

Depois de questionados sobre se gostariam ou não de votar, os inquiridos na sondagem foram, também, consultados sobre como votariam. E, aí, as respostas variaram muito de país para país — mas em lado algum as intenções de voto pela saída superaram os 50%.» [Observador]
   
Parecer:

São cada vez mais os que não gostam desta Europa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um referendo.»
  
 Eu show Marcelo
   
«Marcelo vai. Marcelo foi. Marcelo esteve. Marcelo disse, convocou, pediu, fez, apelou. Marcelo ouviu. Marcelo inaugurou e visitou. Marcelo comentou. E promulgou. E dançou. Nos primeiros dois meses de mandato como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa habituou os portugueses a ser notícia. Sucessivamente. E passou ao povo uma mensagem clara: ele está no meio de nós. Sobretudo se tivermos uma televisão ligada nas imediações.

A agenda do novo inquilino de Belém tem sido frenética e o seu impacto mediático é avassalador: desde o dia da tomada de posse, a 9 de março, Marcelo já foi protagonista em quase 35 horas de notícias emitidas nos principais blocos informativos da RTP1, RTP2, RTP3, SIC, SIC Notícias, TVI e TVI24 e que constituem o painel base do serviço e-telenews da MediaMonitor. Ou seja, não sendo um reality show, a presidência de Marcelo gerou até agora notícias que poderiam ser acompanhadas pelos portugueses em contínuo durante quase um dia e meio.» [Expresso]
   
Parecer:

Não há-de o homem andar radiante!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

segunda-feira, maio 09, 2016

Que oposição?

Desde que Passos Coelho decidiu promover a pantomina do primeiro-ministro no exílio que em Portugal deixou de haver oposição. Se não fosse a obrigação de estar no parlamento, o líder do PSD recusava-se a assumir o seu novo estatuto. O exemplo mais ridículo desta postura pouco inteligente, ocorreu a propósito da inauguração do túnel do Marão. Passos nunca estaria presente numa posição que significaria o reconhecimento do estatuto de António Costa, por isso optou por dizer o que fazia quando era primeiro-ministro, mas para justificar a sua ausência voltou a um velho hábito seu, o de mentir sem qualquer vergonha.
  
A oposição conduzida por um CDS agora dirigido por Assunção Cristas obedece mais a uma agenda ideológica e à necessidade de afirmação face ao PSD do que em relação ao governo. Assunção Cristas critica o governo para afirmar que é mais contundente nas críticas do que o PSD, propõe alternativas desenhadas à pressa para dizer que o PSD não faz propostas, aproxima-se do PS para se afirmar mais consensual perante um PSD que é obrigado a negar consensos com um governo que não reconhece.
  
O resultado destas opções da direita em matéria de oposição está à vista, o governo é que é a geringonça e a máquina da direita, muito moderna e bem oleada, está gripada. EM consequência disso a imagem que a direita dá ao país é a de que espera e deseja ma desgraça para que Passos possa regressar como salvador.

Nem mesmo em relação ao Presidente da República a direita sabe como se relacionar. O CDS tem optado por ignorar Marcelo Rebelo de Sousa. Do lado do PSD Passos Coelho regressou ao cinismo do congresso em que designou o agora presidente por catavento e opta por piadas assassinas, desta vez disse que Marcelo estava radiante, como se fosse uma criança com um brinquedo novo. Não esperou pela resposta, Marcelo explicou-lhe o que leva um presidente, como qualquer português, a estar radiante.

Passos é um homem só e abandonado, o PSD arrasta-se atrás de um líder que todos consideram acabado, um líder que se sente perseguido por todos uns lados, um Presidente que todos pensam desejar ver o líder do PSD pelas costas, um primeiro-ministro que se apoia e apoia o Presidente e uma líder do CDS que se afirma pela diferença.

A oposição é liderada, pelo menos até as autárquicas por um líder falhado que pensou que ganhar eleições em regime parlamentar era a mesma coisa que ficar à frente de um campeonato de futebol, um líder que espera continuar a sê-lo no caso de acontecer uma desgraça ao país, isto é, mais do que um líder da oposição o traste de Massamá é uma alma penada.

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho, traste de Massamá

Parece que Passos Coelho está de volta igual a si próprio, já se deixou da pantominice do primeiro-ministro no exílio e saiu da câmara ardente, voltou a ser o mentiroso e político de baixo nível que sempre conhecemos.

«O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, exigiu hoje que o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, "rapidamente" fundamente as "acusações graves" que dirigiu no sábado ao ministro da Educação.

No sábado à noite, o líder do PSD e também ex-primeiro-ministro acusou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, de estar a tomar decisões influenciado pelos partidos de esquerda que sustentam o Governo no parlamento e disse que começa "a ter dúvidas" de que o governante "seja mesmo ministro da Educação".

Hoje, o Governo convocou os jornalistas para exigir explicações ao líder do PSD, pelas palavras do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares: "Uma coisa é um líder da oposição de forma inteiramente legítima fazer críticas ou estar em desacordo com a política educativa do Governo, outra coisa completamente diferente é o que Pedro Passos Coelho fez, lançando acusações graves sobre a idoneidade de um membro do Governo", afirmou Pedro Nuno Santos.» [DN]

      
 Americana burra
   
«Quando um avião da American Airlines se preparava para descolar, uma das passageiras estranhou o facto de o seu vizinho – de pele morena e cabelos castanhos encaracolados – estar a rabiscar freneticamente numa folha de papel. As sequências de números e letras pareceram-lhe ser árabe. E mandou parar o aparelho por recear estar perante um terrorista.

Fingindo sentir-se mal, a mulher chamou a hospedeira e o avião, que já se encontrava na pista, voltou para trás. Uma vez no exterior revelou aos seguranças do aeroporto a sua suspeita e pediu para mudar de voo.

Os seguranças retiraram o passageiro suspeito do aparelho e interrogaram-no, concluindo que se tratava de Guido Menzio, um prestigiado economista italiano que dá aulas na Universidade da Pensilvânia, e que aproveitava o momento antes da descolagem para resolver um problema matemático.

Menzio contou o sucedido a alguns jornais norte-americanos, revelando que quando lhe pediram para sair do avião pensava que era para tentar perceber as razões do mal-estar da pessoa que viajava ao seu lado. Afinal, ficou a saber que a sua vizinha suspeitava que ele era um terrorista, porque estava escrever uma coisas aparentemente estranhas numa folha de papel.» [Público]
  

domingo, maio 08, 2016

Semanada

O túnel do Marão marcou uma semana em que Passos decidiu dar o ar da sua graça, mentindo de uma forma tão descarada que só se entende porque o traste de Massamá continua a achar que os portugueses são uns lorpas. Este pobre diabo que já depois de ter sido derrubado, andou armado em primeiro-ministro no exílio a inaugurar obras com mais de um ano, veio agora dizer que nunca participou em inaugurações.

Não foi nas mentiras do traste de Massamá que o país se viu a regressar ao passado, assistiu-se ao reaparecimento dos empresários dos colégios subsidiodependentes, que depois de terem ajudado a direita a chegar ao poder pensavam que a “mama” era para sempre. Arrebanharam as crianças e os papás que querem colégios particulares com o dinheiro dos outros e lá fizeram uma encenação, numa tentativa de manter a fonte de rendimentos.
  
A direita, sem saber como fazer oposição, aproveitou logo a manifestação dos colégios, mas sem grande preparação do argumentário, ficou-se por baboseiras ideológicas. A Cristas elogiou os colégios particulares e concluiu que eram mais baratos do que os do Estado. Passos Coelho concluiu que o ideal era ter duas redes de escolas, uma pública e outra privada, mas com dinheiro do Estado. Enfim, os grandes defensores da austeridade já não são tão cuidadosos a poupar na hora de financiar os que os apoiam nas eleições.
  
Quem também regressou ao passado foi Marcelo Rebelo de Sousa, foi para Moçambique e por pouco não o víamos a dançar twist. Entre recados a Passos Coelho, a quem explicou porque andava radiante, almoçaradas e discursos, Marcelo matou saudade da sua antiga residência em Moçambique.

Se uns matavam saudades, outros, os trastes desta direita, juntaram-se nas mentiras. Passos mentiu nas inaugurações a propósito do túnel do marão, Durão Barroso mentiu sobre a chazada das Lajes, a propósito do buraco do Iraque. 
  
Para trás ficou o plano da procriação nacional da Assunção cristas, que em vez de nos explicar como é que pode ter muitos filhos, já que quanto à forma como os faz não deve ser muito diferente da dos ateus, optou por um vasto programa onde apenas se esqueceu de um pequeno pormenor, dizer aos portugueses como poderão alimentar os filhos com o modelo de distribuição de rendimentos miserável que o seu partido defende e implementou com o anterior governo.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Passos Coelho, trate de Massamá

Umas vezes o traste de Massamá é mentiroso, outras vezes esse mesmo traste é ridículo, desta vez, a propósito da inauguração da túnel do Marão Passos foi mentiroso e ridículo. Disse o traste que enquanto primeiro-ministro não inaugurou obras, mandava o ministro da Economia em nome do governo.

Foi manhoso na forma como o disse, referiu-se a obras julgando que assim excluía outras inaugurações, mas mentiu, como primeiro-ministro inaugurou várias obras e no caso do Museu dos Coches juntou-se a Cavaco para inaugurar uma obra que tudo fez para não se concretizar, mas que a meses das eleições dava jeito apresentar como obra sua. Aliás, a vontade de o inaugurar foi tanta que o fizeram ainda com a obra inacabada. Mas inaugurou também a ponte da foz do Dão, na IP3, entre muitas obras.

Aliás, não foi só enquanto primeiro-ministro no exercício que Passos fez inaugurações, já depois de ter passado á clandestinidade como primeiro-ministro no exílio o traste de Massamá ficou famoso pela inauguração do Centro Escolar de Lordelo. Pode dizer que foi a convite do município, mas a verdade é que sempre que um primeiro-ministro ou um Presidente da República inaugura o que quer que seja fazem-no sempre a convite de outra entidade.

«O antigo chefe do Governo Pedro Passos Coelho disse na sexta-feira que, se fosse primeiro-ministro, "não estaria" na inauguração do túnel do Marão, indicava o ministro da Economia, defendendo que sobre uma obra "consensual" não se devem "reclamar louros".

"Creio que o túnel do Marão é uma obra bastante consensual em Portugal. Não vale a pena reclamar louros sobre ela. Mesmo que eu fosse primeiro-ministro, coisa que hoje não sou, e a obra fosse inaugurada amanhã, eu não estaria lá", referiu Pedro Passos Coelho.

O ex-primeiro-ministro, que falava no Porto à margem da apresentação das publicações "Europa - Pela Nossa Terra" disse que "nunca" esteve numa obra de inauguração enquanto liderou o Governo. "Nem de estradas, nem de autoestradas, nem de pontes, nem de coisa nenhuma. Estaria lá com certeza o senhor ministro da Economia em representação do Governo", afirmou.


No entanto, tal não corresponde totalmente à realidade. Alguns exemplos: em Agosto do ano passado, a pouco mais de um mês das eleições legislativas, o então primeiro-ministro inaugurou a nova Ponte da Foz do Rio Dão, uma obra que custou mais de 10 milhões de euros e fica integrada no Itinerário Principal (IP) 3, entre Mortágua e Santa Comba Dão.» [Público]

Imagens de algumas inaugurações do traste de Massamá:

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Inauguração da ponte sobre o Dão

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Inauguração de arruamentos de Chaves

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Inauguração do Museu dos Coches

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Inauguração da sede da PJ

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 Um Presidente radiante

Eu gosto de irradiar felicidade, diz Marcelo em Maputo.

Enfim, "embrulha mais esta, ó traste de Massamá!".



      
 Iraque, evocações presidenciais
   
«Costuma dizer-se que a memória é selectiva e que os relatos históricos são reconstruções narrativas, que não dispensam nem uma parte de interpretação nem alguma subjectividade. Até poderá ser assim, mas as chamadas fontes em história permitem colmatar lacunas e reconstituir factos passados. Posto isto, inspirado pela leitura dos semanários de fim de semana, atrevo-me a fazer uma breve revisitação dos anos 2002-2003 deste século, determinantes que foram para o caos que hoje se vive no plano internacional. Refiro-me ao Iraque.

Sendo certo que já em 2001 estava na agenda internacional, e sobremaneira na americana, em Portugal, a questão do Iraque só emerge no quadro dos contactos que então mantinha com o primeiro-ministro no início de Setembro de 2002. Lembro-me, concretamente, de uma extensa conversa telefónica sobre a matéria, a 9 de Setembro, aquando do seu regresso de um encontro na Sardenha, com congéneres europeus, durante o qual se teria desenhado com maior clareza a possibilidade, apoiada por ingleses, espanhóis e italianos, de uma intervenção no Iraque, mesmo sem mandato das Nações Unidas.

Recordo bem esta conversa não só por ter marcado a introdução da questão do Iraque na agenda interna, de que passou a ser um ponto recorrente, como por ter revelado ab ovo [de início] as diferenças de posição entre mim e o chefe do executivo. Este, para além de então ter esgrimido o argumento do interesse nacional, que seria o de preservar o elo atlântico no contexto europeu, mencionou ainda que lhe custaria ver certos países do lado dos EUA e Portugal com uma posição diferente – pensando porventura em Espanha –, não sem que, a rematar, me tivesse lembrado que cabia ao governo a condução da política externa, um preceito constitucional que me não ocorreria desrespeitar, mas que me não impedia de emitir opiniões, um direito que a Constituição igualmente reconhece ao Presidente.

A convicção certa, com que então ficara, de que o Iraque se viria a tornar num factor de polarização PR versus PM, foi-se adensando e tornou-se evidente no nosso encontro semanal de 19 desse mês, depois de uma intervenção do primeiro-ministro no Parlamento. Mas, para mim, não era menos premente a necessidade de gerir esta divergência de forma adequada, sem a tornar num factor de vulnerabilização do funcionamento regular das nossas instituições.

O último trimestre de 2002 foi marcado pelo peso crescente da questão do Iraque, quer no plano internacional – fosse das Nações Unidas, em que se deve destacar a aprovação da Resolução 1441 de 8 Novembro ou da NATO, tendo-se realizado a Cimeira de Praga nessa altura –, quer no europeu, com declarações recorrentes no âmbito dos Conselhos de assuntos gerais e das relações externas, reiterando o apoio ao teor da Resolução 1441 e o apelo ao “desarmamento do Iraque no que respeita às armas de destruição maciça”.

No entanto, a verdade é que a unanimidade que parecia subjazer a estas declarações, foi-se estiolando à medida que nos bastidores se intensificaram os indícios de que haveria uma iniciativa militar em preparação. Dentro desta lógica, a procura pelos EUA de apoios levou a uma clara polarização entre os parceiros europeus, de resto ao arrepio das opiniões públicas europeias que manifestaram uma rara unanimidade contra um conflito armado.

A divisão europeia tornou-se óbvia com, por um lado, a tomada de posição conjunta de Chirac e Schröder (22 de Janeiro de 2003) sobre a oposição a qualquer acção militar sobre o regime iraquiano e a chamada “carta dos Oito”, publicada a 30 de Janeiro, que, na véspera, o primeiro-ministro me informara ir assinar, embora sem me mostrar o texto, mas que enquadrou com argumentos semelhantes aos que viria a expender no Parlamento a 31 de Janeiro – ou seja, basicamente que para Portugal a neutralidade não era opção. Entre Fevereiro e Março desse ano, convoquei o Conselho de Estado por duas vezes e todas as intervenções públicas que fiz, designadamente na Declaração ao país a 19 de Março, já depois da Cimeira das Lajes, deixei sempre clara a importância de preservar o papel do multilateralismo na construção da paz e na resolução dos conflitos, bem como o da desejável unidade e autonomia europeias em matéria de política externa.» [Público]
   
Autor:

Jorge Sampaio.

    

 Esta senhora tem um discurso de extrema-dieita
   
«"O que vemos hoje é que o PS se está a deixar levar pela agenda da esquerda radical. Vale a pena perguntar quem é que manda no Ministério da Educação, se é Mário Nogueira, se o PCP, o BE, ou o PS, que sempre teve uma visão mais moderada e conciliadora nesta matéria e sempre reconheceu o serviço público de educação prestado por escolas não estatais", disse a líder do CDS aos jornalistas, durante uma visita à feira quinzenal de Vale de Cambra.

Assunção Cristas reafirmou a preocupação do partido com a "inquietude e ameaça aos contratos de associação ao ensino particular e cooperativo, que presta um serviço público de grande qualidade, em benefício das famílias portuguesas".» [DN]
   
Parecer:

A líder do CDS tem um discurso em que apenas considera os seus ódios de estimação, tudo o resto é um arrazoado de mentiras misturadas com argumentos da treta. Parece querer ser uma Le Pen inspirada em Cristo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»