sábado, maio 28, 2016

A 'Assis'tência a Passos Coelho

Agora que Passos abandonou a câmara ardente para tentar ressuscitar como líder da oposição, antes que Assunção cristas lhe fique definitivamente com o lugar, não admira que o Expresso faça capas com divergências entre Marcelo e Costa, ou que o cardeal se lembre da liberdade de escolha que nega aos crentes em muitos capítulos, mas defende para as escolas. O que admira é que tenha aparecido o Assis para branquear o líder do PSD, apresentando-o como uma espécie de social-democrata.
  
Francisco Assis descobriu que Passos Coelho não é um neo-liberal e encontrou um argumento decisivo para o trazer mais para a esquerda, antes de ser primeiro-ministro Passsos parecia uma neo-liberal e até apresentou um projecto de constituição que não deixava dúvidas. Mas quando chegou ao governo Passos deixou de ser um neo-liberal pois esqueceu o seu projecto de revisão constitucional.
  
Com este argumento o abastado euro-deputado do PS chamou lorpas a todos os portugueses. Talvez por ganhar umas notas valentes em Estrasburgo Assis não deu conta das medidas de austeridade e a distância levou a que não se tivesse apercebido do que por cá se passou. É verdade que os seus amigos seguristas pouco ou nada questionaram a constitucionalidade das medidas de Passos, mas a verdade é que por várias vezes e contra a vontade dos seus amigos as medias de Passos foram declaradas constitucionais.
  
Passos esqueceu o seu projecto de Constituição porque com a corrente de Assis na liderança do PS e Cavaco em Belém não era preciso qualquer revisão da Constituição, bastava desrespeitá-la sistematicamente. Seguro esqueceu-se do que foi feito contra os valores constitucionais, esqueceu-se do muito que se Passou   e agora vem branquear Passos Coelho.
  
Para Assis  a linha que separa as suas simpatias está entre ser ou não um neo-liberal, como se houvesse uma grande distância entre aquilo que ele tem defendido e o que designa por neo-liberal. Só que o problema não está na natureza das políticas mas sim na legitimidade, não só a legitimidade constitucional, mas também a legitimidade eleitoral.
  
O Passos Coelho que Assis vem tentar salvar aos olhos dos eleitores do seu próprio partido, é um político que tentou reformatar a sociedade portuguesa sem ter mandato para o fazer, tendo recorrido à chantagem externa para impor o seu projecto político. Agora que o mesmo Passos tenta usar a chantagem externa para regressar ao poder eis que é Assis que vem em seu auxílio. Assis tem direito à sua ambição política, mas está indo longe demais ao tentar ajudar o líder do PSD.
  
Francisco Assis tem-se a si próprio e grande conta e está convencido de que com estas ajudinhas consegue levar os eleitores da esquerda a esquecer quem é e quem foi Passos Coelho, vão esquecer-se dos que não receberam assistência nos hospitais, das turmas com alunos a monte ao mesmo tempo que se financiavam generosamente as turmas dos colégios com menos de 20 alunos, vão perdoar os cortes de pensões e de vencimentos, vão perdoar os aumentos de horários de trabalho sem qualquer negociação ou contrapartida.

Isto de ver Francisco Assis armado em estação de serviço de Passos Coelho chega a enojar. 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Francisco Assis

Finalmente o país ficou a saber que Assis não votou em António Costa nas directas do PS. Acabou a grande dúvida da Nação.

«Entrevistado pelo DN e pela TSF, Francisco Assis mantém todas as críticas que fez desde o início aos acordos de esquerda em que António Costa assenta o seu Governo

"Não votei em António Costa nas diretas [que a 21 de maio passado reelegeram António Costa como secretário-geral do PS]. Não votei, não participei, seria da minha parte uma grande hipocrisia fazer isso. Não participei neste processo eleitoral - pura e simplesmente não votei", afirma o eurodeputado e ex-líder parlamentar do PS.» [DN]
      
 Vice-presidente do SCP condenado
   
«O antigo vice-presidente do Sporting foi absolvido dos crimes de burla e de branqueamento de capitais mas condenado por dois crimes de peculato, por uso indevido de dinheiro e bens do clube de Alvalade.

Pereira Cristovão foi também condenado por denúncia caluniosa agravada ao árbitro José Cardinal. Estando obrigado a pagar-lhe uma indemnização de 40.000 euros, por danos não patrimoniais.

O antigo vice-presidente do Sporting foi ainda condenado ao pagamento de indemnizações de 500 euros a cada um dos 35 árbitros que se constituíram assistentes no processo, o que perfaz um total de 17.500 euros.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

E o SCP não sabia de nada?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O desespero leva à asneira
   
«Esta quinta-feira, o Presidente da República recebeu os representantes do Defesa da Escola Ponto. Após o encontro, que durou hora e meia, o movimento enviou um comunicado às redações onde citava por três vezes o chefe de Estado.

"Marcelo afirmou que 'tem de se encontrar uma solução para o problema dos colégios'" e tomou “boa nota” do parecer jurídico entregue pelos representantes do movimento e encomendado a um constitucionalista que defende a ilegalidade nos cortes às escolas privadas, lê-se no documento.

O Defesa da Escola Ponto escreve ainda que Marcelo disse: "Mal tenham a versão completa, enviem-ma". Além de revelar que o Presidente prometeu que esta sexta-feira abordaria o tema na sua reunião semanal com o primeiro-ministro e que se esforçaria para “encontrar uma solução para o problema”.

Contudo, fonte do gabinete da Presidência da República disse que esta interpretação da conversa é da responsabilidade dos representantes e escolas e que distancia de tais considerações.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Querem a todo o custo transformar um presidente num advogado barato do seu negócio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 E agora?
   
«O que a PGR entende é que “os contratos assinados entre os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo e o Estado comportam a totalidade dos ciclos iniciados em 2015/2016, não permitindo a abertura de novas turmas de início de ciclo todos os anos”, além de que “a celebração de contratos de associação tem de ter em conta as 'necessidades existentes’ de estabelecimentos públicos de ensino como pressuposto legal da celebração dos mesmos”.

“O Ministério da Educação foi hoje notificado do parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República que corrobora a interpretação do Governo relativamente aos contratos de associação”, informou a tutela em comunicado.

Na mesma nota, pode ler-se que “com este parecer, o Ministério da Educação vê assim confirmada a interpretação contratual de não ser devido o financiamento de novas turmas de início de ciclo no próximo ano letivo em zonas onde exista resposta da rede de estabelecimentos públicos de ensino”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A estratégia do pessoal amarelo esbarrou na ilegalidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento aos interessados.»

 Oportunistas
   
«Deputados, autarcas e dirigentes das distritais dos dois maiores partidos de direita vão juntar-se à manifestação de domingo dos colégios contra os cortes nos contratos de associação. Oficialmente nem PSD nem CDS-PP se associam ao movimento, mas várias caras dos dois partidos vão estar no protesto que vai começar na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, e acaba junto à Assembleia da República. Do lado dos colégios já estão registadas 19 mil pessoas e a organização acredita que pode chegar às 25 mil, o objetivo inicial.

"Alguns colegas que são deputados e presidentes de distritais vão estar a acompanhar os diretores dos colégios e os presidentes de câmara. Eu não estarei, mas sei que algumas pessoas do partido vão estar", explicou ao DN a deputada do PSD Nilza de Sena. Um desses casos será o do deputado de Castelo Branco Manuel Frexes, que é presidente da distrital laranja e estará a apoiar as direções dos colégios da zona. Presente "como apoiante da causa" vai estar também a deputada centrista Ana Rita Bessa. "O CDS não estará como partido, embora seja apoiante da causa, porque acredita que as coisas não se resolvem na rua. Mas há uma forte probabilidade de alguns dirigentes e elementos do partido estarem presentes, a título pessoal, na manifestação", acrescentou a deputada.» [DN]
   
Parecer:

Nunca se fizeram ouvir em defesa da "liberdade de escolha", agora tentam fazer surf numa batalha que visa sacar dinheiro dos contribuintes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

sexta-feira, maio 27, 2016

O que é ser da extrema-direita hoje, em Portugal?

No passado faziam-se grandes debates sobre o que era ser fascista e, mais recentemente, um conhecido apresentador de televisão conseguiu mais uns minutos de fama provocando a esquerda dizendo que fascismo e comunismo seriam farinha do mesmo saco.

Para baralhar o problema há designações para todos os gostos, extrema-direita, neo-nazismo, fascismo, etc. Mesmo entre os regimes associados ao fascismo no século XX podemos distinguir modelos muito diferentes. Esta confusão ideológica à direita não se fica por aqui, Passos Coelho é o líder do PSD eu mais se afastou dos valores da social-democracia mas é o que mais usa a designação de social-democrata para disfarçar as suas ideias e projectos. Provavelmente o líder do PSD seja o melhor argumento para o tal apresentador de televisão.

Excepto alguns herdeiros do fascismo italiano ou de Primo de Rivera da Falange em Espanha, hoje são poucos os que se dizem fascistas. Aliás, os movimentos da extrema direita europeia escondem-se atrás das mais variadas designações. São poucos os movimentos de extrema-direita legalizados na Europa assume como objectivo o fim da democracia e as suas bandeiras mudam de país para país.
  
Nalguns países a principal bandeira é a xenofobia, noutros identificam-se pela homofobia, em cada país usam a bandeira que lhes dá mais votos, afirmando-se sempre democratas. 

Em Portugal costuma falar-se de populismo como sinal de ideias extremistas, mas sucede que Passos Coelho, Montenegro ou o Morgado têm processos políticos mais próximos do que será uma extrema direita do que os nossos populistas. Foi Passos Coelho e a sua equipa que retiraram direitos, aumentaram horários de trabalho e tentaram reformatar o modelo social sem que tivessem pedido um mandato aos portugueses.

Apesar da sua predilecção por leituras do salazarismo Passos Coelho não em um discurso típico do fascismo, aliás, o próprio Salazar não tinha um discurso qe se assemelhasse ao de Mussolini ou de Primo de Rivera. Mas culpar grupos profissionais como os funcionários públicos ou os reformados de todos os males do país tem muito pouco de democrata e rigorosamente nada de social-democrata.

A política de Passos Coelho foi assumida como de excepção, não foi colocada a sufrágio e em vez disso os portugueses foram enganados com o apoio e chantagem de técnicos de uma troika cujos valores democráticos são muito duvidosos. Foi uma política que ase apoiou na mentira, na divisão dos portugueses e nalguns casos fez lembrar outros tempos, como quando sugeriram a emigração, disseram que o desemprego era uma nova oportunidade ou designaram os despedimentos no Estado por requalificação.

Em vez de se debater quais as origens das ideologias na primeira metade do século XX seria interessante tentar perceber o que é ser de extrema-direita em Portugal nestes últimos anos.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Passos Coelho e Assunção

Usar a economia para avaliar seis meses de uma política governamental ou revela ignorância ou estamos perante má fé. O governo não tomou qualquer decisão que possa ser entendida como responsável pela redução da procura externa ou com um impacto negativo na economia. Se está em causa a confiança externa no país teremos que dizer que foi bem pior a tentativa de Passos Coelho de penalização internacional do país do que qualquer uma das suas medidas.

Nestes seis meses nada alterou a competitividade externa da economia, nada penalizou a competitividade das empresas exportadores, não se registou qualquer alteração substancial no investimento e as medias orçamentais ainda não se fizeram sentir nos indicadores económicos.

Compreende-se que Passos Coelho e Assunção Cristas desejem que um desastre do país lhes devolva o poder, mas seria conveniente que o soubessem disfarçar.

«Vários indicadores económicos serviram como arma de arremesso do PSD e do CDS para criticar os seis meses de governação de António Costa, apoiado pelo PCP, BE e PEV. O líder do social-democrata somou ainda a “arrogância” com que o primeiro-ministro exerce o poder, enquanto a presidente do CDS apontou as “desautorizações” ao ministro das Finanças ou a inacção ao ministro da Economia.

No balanço dos primeiros seis meses de Governo PS, Pedro Passos Coelho e Assunção Cristas partilharam a mesma visão negativa da economia em resultado da degradação de vários indicadores como é o caso das exportações ou do desemprego. “A governação tem sido uma grande desilusão. O Governo não cumpriu com nada com que prometeu – no emprego e no crescimento económico. Na nossa perspectiva falhou em toda a linha”, afirmou a líder do CDS, esta quinta-feira, em conferência de imprensa. Assunção Cristas comparou os números do primeiro trimestre deste ano com o cenário macro-económico apresentado pelo PS há cerca de um ano e com o programa eleitoral socialista para concluir que há “desilusão”.

Na véspera, também em conferência de imprensa, o líder do PSD usou outra palavra para qualificar o resultado da governação socialista: “declínio”. Não só “económico e social” como também “político”. Aos exemplos negativos dados por Assunção Cristas sobre a trajectória do desemprego, crescimento económico e exportações, Passos Coelho acrescentou outros indicadores como os do investimento e os das taxas de juro das obrigações portuguesas que reflectem já "desconfiança".» [Público]

 e-mail do fisco

Parece que agora os endereços de e-mail que demos a conhecer ao fisco para efeitos de comunicação no âmbito das nossas relações enquanto contribuintes servem agora para que os outros departamentos do Estado nos enviem folheto.

      
 Até os espiões, é tudo likes e assim
   
«Desde O Espião Que Veio do Frio, sabe-se que isto de espiões nunca é simples. Lembrem-se, Richard Burton, esse alcoólico militante, até aparece numa cena a beber um Mateus Rosé, e a gostar. Então, se ele, espião inglês, atravessa a Cortina de Ferro, denuncia um espião, que passa por comunista, para que ele se safe, e outro espião comunista, esse leal, se lixe, isso pode baralhar Claire Bloom, que é uma ingénua. Mas como Burton lhe ensina: "Sabes o que são os espiões? Uma cambada de bastardos." Porém, vão morrer os dois, numa redenção, porque Burton não abandona a ingénua. Essa é a parte que eu não entendo na nossa atual história de espião. Ele vai a Roma, para um encontro que pode ser fatal. Sim, sim, ele espera que não seja fatal, mas sabe que o pode ser, pois não é estúpido. Como sei que ele não é estúpido? Porque, dias antes de ser preso, ele cita, no Facebook, frases de Garry Kasparov, La Boétie e Tácito, escolhidas com critério, de quem não aprecia a manada e respeita o indivíduo. Como, então, ao partir para um encontro perigoso, que lhe pode destruir a honra, deixa o Facebook aberto a todos, onde os seus familiares e amigos ficam expostos e destroçados? Com fotos do casamento dos pais e dele próprio, menino, na praia, que proporcionam o enlevo duma velha tia: "Lembro-me bem deste menino..." Ou, se calhar, entendo: já vivemos tempos em que até as ingénuas e os espiões já não escondem os diários e as almas. É tudo likes e assim.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Acabou-se o forrobodó do Panteão
   
«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o diploma que altera o regime que define e regula as honras do panteão nacional, refere uma nota publicada esta quarta-feira na página na Internet da Presidência.

“Apesar da ausência de outros locais passíveis de honras de Panteão Nacional, por paralelismo nomeadamente com Santa Maria da Vitória, como Alcobaça ou São Vicente de Fora, e da modificação significativa do prazo para a concessão de tal honra, atendendo ao voto unânime da Assembleia da República, o Presidente da República promulgou o decreto da Assembleia da República que altera o regime que define e regula as honras do panteão nacional”, refere a nota.

O parlamento aprovou a 6 de maio, por unanimidade, o reconhecimento do estatuto de Panteão Nacional ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.» [Observador]
   
Parecer:

Por este andar ainda o bruno de Carvalho propunha que se reservasse em vida um lugar para o JJ no Panteão Nacional. O divertido disto é que é o mesmo Parlamento que promoveu o forró que agora altera as regras do jogo de que abusou.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

quinta-feira, maio 26, 2016

6 meses de calhambeque


Foi difícil tirar o calhambeque da rua, convencê-lo de que já era tóxico, que apesar do seu ar garboso era rejeitado pela maioria. Custou mas foi, o calhambeque ainda circulou uns tempos convencido de que era um topo de gama mas acabou por se convencer a ir para a garagem, já ninguém olhava para o ver, ninguém queria embarcar nele.

Como calhambeque que é acaba por passar a maior parte do tempo, de vez em quando alguém lhe liga o motor e lá aparece ele a dar uma volta, faz umas propostas para investimento, acrescenta algumas reformas, anda aos solavancos, mostra cansaço e lá regressa à garagem para mais uns tempos. Só reaparece com receio de gripar.

Se não fossem os raters ruidosos da robusta e de saltos altos Assunção Cristas dir-se-ia que o calhambeque só faria algum ruído, sinal de um motor fraco, cansado e sem grande vontade de andar. Mas a líder do CDS lá vai carregando o pé no acelerador do calhamque e de vez em quando entre raters e engasgadelas o calhambeque lá dá uma ou outra aceleradela.

Mas já ninguém embarca nas ideias do calhambeque, nem mesmo o Marcelo Rebelo de Sousa, que em tempos foi dono do calhabeque, já se sente tentado a andar nele e muito menos a rebocá-lo até à garagem de São Bento. Marcelo não acredita no motor do calhambeque, é como se não passasse na inspecção, deita muito fumo, faz ruído, intoxica quem com ele se cruza, Marcelo tudo faz para que o tirem da circulação, pelo menos enquanto não lhe mudarem o motor.

Mas ninguém consegue convencer o calhambeque de que precisa de peças novas, não bastou uma revisão e a substituição dos pneus com a Assunção Cristas, o calhambeque precisa de muitas peças novas, de uma nova direcção e de substituir a embraiagem. Mas enquanto ninguém convencer o calhamque de que o seu tempo passou, os seus donos lá o vão exibindo pelas avenidas convencidos de que é um topo de gama. Temos de lhe ouvir os raters e tapar o nariz sempre que passa.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Marcelo Rebelo de Sousa, um velho criador de factos políticos

Talvez com receio de perder simpatias à esquerda Marcelo Rebelo de Sousa decidiu meter uma pitada de instabilidade na vida política portuguesa, como se estivesse a meter sal num cozinhado mal temperado. Voltou aos velhos tempos da criação de factos políticos e informou que o período de garantia deste governo acaba com as autárquicas.

Resta saber se Marcelo está a dizer que a garantia deste governo vai acabar ou se pressiona o PSD para encontrar um líder credível fora do circulo da extrema-direita da austeridade brutal.

«O Presidente da República justificou ao Observador a razão por que disse esta terça-feira que este ciclo político termina nas autárquicas. “Eu já tinha dito isso, não era uma novidade. O Governo dura uma legislatura, mas em Portugal há uma tradição de as autárquicas terem uma leitura nacional. Já houve vários casos”, refere Marcelo Rebelo de Sousa, recordando a saída de António Guterres em 2001. O Governo de Pinto Balsemão também caiu em 1982 na sequência de umas eleições locais (onde até teve um bom resultado). E Luís Marques Mendes perdeu as eleições internas do PSD, convocadas após a derrota do partido, em 2007, na câmara de Lisboa.

Não havendo uma perspetiva de o PS ter um mau resultado autárquico, o Presidente afasta o cenário de uma repetição da saída de Guterres: “Não acho que o Governo vá cair” por causa das autárquicas, diz ao Observador. No caso de o PSD ter um mau resultado, isso poderia pôr em causa o lugar de Pedro Passos Coelho, mas nem essa hipótese Marcelo Rebelo de Sousa considera: “Quer Pedro Passos Coelho quer António Costa são duros e resistentes”.» [Observador]

      
 Grande canalha!
   
«A decisão da Comissão Europeia de dar mais um ano a Portugal e Espanha para reduzirem o défice “não contribuiu para ajudar à confiança” na Europa, defende Wolfgang Schäuble. O ministro das Finanças da Alemanha critica Bruxelas pela decisão tomada em meados de maio e que será reavaliada em julho.

Citado pela Bloomberg, Wolfgang Schäuble mostrou-se muito crítico da decisão tomada pelos comissários europeus. O raciocínio do responsável alemão é que o facto de não ter havido sanções concretas leva os investidores e os responsáveis políticos a questionarem a validade das regras que existem na União Europeia em matéria orçamental.» [Observador]
   
Parecer:

No passado este senhor apresentava Portugal como um exemplo brilhante.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Filho da p...»
  

quarta-feira, maio 25, 2016

Então porque é que não ficas?

Todos conhecemos a anedota do compadre que perguntou à mulher porque é que se arranjava e pintava com tanta dedicação, quando a senhora lhe respondeu que era para ficar bonita, exclamou: “atão porque é que na ficas?”.

O governo de Passos conseguiu ter o apoio da equipa de Seguro para alcançar um acordo de concertação laboral com a UGT (na altura liderada por um senhor que mais tarde sonhou substituir Silva Peneda no Conselho Económico e Social, o mesmo Silva Peneda que, por sua vez, também sonhava ser comissário europeu). Foi uma bandeira da direita e referida quase todos os dias pela troika como um grande passo para a criação de emprego.

Se alguém comparar as regras de jogo no mercado laboral, os níveis dos salários e mos dados da distribuição do rendimento à escala nacional tem de se questionar, tal como o compadre da anedota, se tanta proletarização, tanto salário baixo, tanta facilidade em despedir ia criar emprego, “atão porque é que na cria?”

Todos sabemos que o pessoal do porto de Lisboa é tudo menos flores de cheiro, ultimamente até parece estarem à espera que apareça em Xabregas um tenente do COPCON para meter os patrões na linha. Mas também sabemos que os patrões da estiva são tudo menos gente delicada e simpática, se pudessem voltariam aos tempos da escravatura ou da “Praça do Geraldo”. É óbvio que os patrões tentaram aproveitar os tempos da troika para destruírem todos os direitos laborais, mas tiveram azar, não o conseguiram, os partidos do governo amigo perderam a maioria e o impasse continua.
  
Tanto quanto se sabe não há falências no porto de Lisboa, graças ao aumento das exportações os contentores quase nos impedem de ver Cacilhas. Mesmo com direitos laborais, taxas portuárias abusivas e patrões pouco exemplares a procura pelo porto de Lisboa te vindo a aumentar. Além disso, é mais provável que os patrões da estiva estejam a pensar mais num BM novo ou numa continha no Panamá do que em reduzir taxas.

É óbvio que algo está mal no Porto de Lisboa, aliás, sempre esteve. Talvez seja a melhor altura para dar uma varredela e explicar tanto a estivadores como aos patrões da estiva, talvez mesmo aos gestores do porto, que é tempo de esta infraestrutura em vez de fazer de proxeneta da economia, começar a ser competitivo.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Assunção Cristas, uma espécie de líder partidário

A necessidade de falar de tudo como se fosse dominasse todos os dossiers, ao mesmo tempo que fustiga o governo por tudo e por nada, está conduzindo a líder do CDS para situações ridíocula. Dizer que as dúvidas sobre o imposto sucessório está levando os investidores estrangeiros a não apostar diz tudo sobre a facilidade com que esta senhora diz bacoradas. Parece que na opinião de Assunção Cristas receia que os investidores tenham medo de morrer investindo em Portugal pois seriam expropriados.

 Demitida

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Algo está muito mal e podre quando um governo nomeia por supostos concursos  os seus prórpios políticos para ficarem à frente das mais importantes instituições do Estado. O governo tinha à frente da Segurança Social alguém que no Facebook não se afirma nem como gestora, nem como técnica, mas como política. Enfim, começa a perder-se a vergonha e por isso foi bem demitida.

 Enfim, as criancices da JSD

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 O nosso espião, o russo dele e o Facebook de todos
   
«Pode faltar-nos tudo - dizia Millôr Fernandes sobre o Brasil -, dinheiro, saúde e emprego, mas assunto é que não... Pois, também a nós já começa a não nos faltar assunto. Antes, abrir um jornal era a mesmice política ou tricas de futebol. Agora, até parece sermos um país digno de enredo: Bourbons que se juntam a bruxos da Areosa, sequestros e bidões de ácido para fazer desaparecer corpos. Por este andar ainda vamos ter um filme nacional com detetives, loiras platinadas e bandidos a sério. Estávamos com essas promessas e, ontem, tudo se confirmou. Deixem-me dizê-lo sem os alegados e talvez que tiram exaltação às notícias, em bruto, pois: um espião português foi apanhado a passar segredos a um espião russo. Em Roma. Até aqui, os únicos segredos que vendemos bem, os dos pastorinhos, foi exatamente ali ao lado, na cidade do Vaticano. Voltámos, pois, ao local do crime e com um espião russo! Ainda há semanas, com o arquivo Mitrokhin, o Expresso quis reanimar o KGB, mas aquilo cheirava a naftalina. Agora, é fresquíssimo. O nosso espião até tem Facebook, com páginas que não teve tempo de apagar quando foi ali ao café, ao lado do Tibre, levar segredos. Deixou-nos um, aliás. No mês passado, ele escreveu um post, com foto sua e nome, e esta mensagem para si próprio: "O que está escrito nas estrelas? Dia 15 de abril: serás promovido." Se calhar, não foi, e teve de arredondar os fins de mês de outra forma.» [DN]
   
Autor:

Ferreira 

      
 Santana Lopes mudou de ideias
   
«O provedor da Santa Casa de Lisboa, Pedro Santana Lopes, não descartou uma candidatura à Câmara de Lisboa em 2017 se alguém lhe “vier bater à porta”, salientando, contudo, que não tem nada tratado nesse sentido.

“Nunca se sabe o que a vida nos traz”, afirmou, quando questionado acerca de uma eventual candidatura à presidência da Câmara de Lisboa nas próximas eleições autárquicas, em 2017.

“Não tenho nada tratado nesse sentido, nem falado, nem planeado, nem projetado, nem tempo, com toda a franqueza, para pensar. Se alguém me vier bater à porta, logo farei a conversa que considerar adequada, que será igual provavelmente às conversas que fiz noutras ocasiões sobre matérias idênticas”, acrescentou.» [Observador]
   
Parecer:

Quando foi reconduzido na Santa Casa disse que não se iria candidatar [Expresso].
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Santana Lopes qie se demita da Santa Casa para preparar tranquilamente a sua candidatura.»
  
 Marcelo só provocará instabilidade depois das autárquicas
   
«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que não dará um passo para provocar instabilidade no ciclo político que vai até às autárquicas, que se realizam no outono de 2017.

"Desiludam-se aqueles que pensam que o Presidente da República vai dar um passo sequer para provocar instabilidade neste ciclo que vai até às autárquicas. Depois das autárquicas, veremos o que é que se passa. Mas o ideal para Portugal, neste momento, é que o governo dure e tenha sucesso", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República respondia a perguntas dos jornalistas sobre as relações com o primeiro-ministro, no final de uma visita ao Exército, no Regimento de Comandos, Amadora.» [DN]
   
Parecer:

Aguardemos pelo espectáculo e esperemos que ninguém se arrependa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

terça-feira, maio 24, 2016

Os segredos são o negócio

Há pouco tempo foram detidos dois inspectores da Polícia Judiciária acusados de vender informações a traficantes de droga, ainda mais recentemente foi tornada pública a suspeita de que funcionários do fisco andariam a vender segredos ficais, agora um suposto espião andaria a vender segredos aos russos. Suposto espião porque ao que parece os nossos espiões não espiam nada, estão em gabinetes de Lisboa a analisar informação que outros espiam, seja os espiões de outros países ou pequenos bisbilhoteiros de empresas de telecomunicações.

Não deixa de ser divertido que no país onde tudo se sabe e há muito que não há segredos, o que esteja a dar é precisamente vender segredos. Talvez por isso, á uns tempos atrás se tenha assistido a tanta agitação por causa do acesso ao segredo fiscal dos cidadãos, até ouvimos alguns sindicalistas defenderem que o acesso aos segredos de cada um era um direito profissional inalienável dos funcionários do fisco. Na ocasião o que se defendeu não era o direito ao segredo, mas antes a desbunda, isto é, ninguém devia estar acima do cidadão comum na hora de sabermos dos seus segredos fiscais.

Que argumentos terão levado a Arrow Gloal a contratar Maria Luís Albuquerque? O que terá a  ex-ministra de especial para que seja contratada por uma empresa que compra dívida aos bancos num país onde estes estão intoxicados até às orelhas? Dir-se-ia que é a experiência, ora a experiência aqui não e mais do que a de ter estudado os dossiers, dossier que estão cheios de segredos.
  
Até o Jorge Jesus foi para o SCP cheio de segredos, sabia de tudo e mais alguma coisa, das metodologias seguidas no clube que se tornou o seu ódio de estimação. Muito provavelmente até sabia do segredo das prendas de cortesia aos árbitros, muito provavelmente, como sucede em todas as empresas, ele próprio deve ter ficado com algumas dessas prendas de cortesia com que muito provavelmente brindava os seus próprios interlocutores.

Dantes vendiam-se favores, mas parece que com a crise o grande negócio são os segredos, os políticos levam os segredos para o privado, os gestores vendem os segredos à concorrência, os treinadores valorizam-se vendendo segredos aos clubes rivais, nunca foi tão verdade que o segredo é a alma do negócio. Mas foi-se mais longe, a venda de segredos é o grande negócio e quando já não conseguimos ter segredos nossos fazemos como o espião, os treinadores ou os políticos, vendemos os segredos dos outros.


Umas no cravo e outras na ferradura


   
 Jumento do dia
    
Carvalhão Gil, o espião descuidado
É preciso ser um espião muito descuidado para arranjar uma namorada russa e levá-la ao estrangeiro em iniciativas profissionais. Estamos muito bem entregues em matéria de segurança, depois do espião da Ongoing temos agora um espião que gosta de namoradas russas.

«Um dos membros mais antigos do Serviço de Informações de Segurança (SIS), a secreta portuguesa que atua no campo interno, tendo entrado nos quadros logo nos primeiros cursos, a partir do final dos anos oitenta. Nos últimos anos teria porém caído em descrédito por ter levantado suspeitas.

Frederico Carvalhão Gil chegou mesmo a ocupar um cargo dirigente na organização, ou seja, chefe de divisão, que na casa se designa por "diretor de área".

Mas durante um curso frequentado no estrangeiro terá levado com ele a namorada - uma cidadã do Leste - que com ele se encontrava hospedada num hotel. A entidade estrangeira que patrocinou esse curso alertou então a congénere portuguesa por considerar que ele "não estaria a ter um comportamento adequado", segundo uma fonte contactada pelo Expresso.» [Expresso]

      
 O país das prescrições
   
«Os processos de contra-ordenação abertos contra João Rendeiro e restantes administradores do Banco Privado Português (BPP) estão à beira da prescrição. Faltam seis meses para que as condenações que se verificaram nos dois processos do Banco de Portugal (BdP) e da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) percam eficácia jurídica por prescrição destes procedimentos administrativos sancionatórios.

Está em causa um conjunto de multas que totaliza cerca de 11 milhões de euros, cuja prescrição deverá ocorrer durante o próximo mês de novembro. Será nessa altura que decorrerão os oito anos de prazo máximo prescricional definido pela lei de 1982 aplicável a este caso. A prescrição dos processos do BdP e da CMVM implicará também que João Rendeiro e os restantes arguidos poderão voltar a desempenhar funções nos órgãos sociais de instituições financeiras.

A prescrição só poderá ser evitada com o trânsito em julgado das penas aplicadas pelo BdP e pela CMVM — parcialmente confirmadas pelo Tribunal de Supervisão e Regulação e pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Mas a João Rendeiro e aos restantes arguidos do chamado caso BPP ainda resta uma última instância de recurso: o Tribunal Constitucional (TC).» [Observador]
   
Parecer:

Neste país só as dívidas dos pobres é que não prescrevem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  

segunda-feira, maio 23, 2016

A mais importante das reversões

Quase ninguém reparou, mas esta Taça de Portugal teve um pequeno mas muito grande pormenor, uma grande reversão no relacionamento entre povo e instituições. Desde que Durão Barroso ouviu uma assobiadela num estádio de futebol que muitos políticos começaram a ter medo de multidões, Passos Coelho evitou-as e Cavaco Silva, condenado a estar presente nas finais da Taça de Portugal chegou ao ridículo de chegar ao estádio em cima da hora do início do jogo, para que ninguém reparasse nele quando se sentasse na tribuna.
 
Ninguém sabe SE Cavaco era adepto de algum clube, nem sequer se sabe seo o homem gostava de futebol, aliás, em matéria de gostos pessoais o povo pouco mais sabia do que dos carapaus alimados. Foram dois mandatos presidenciais de que ninguém tem saudades, daí que o comportamento absolutamente normal por parte de Marcelo Rebelo de Sousa chega a parecer um exagero. O ambiente da presidência de Cavaco era o de um velório, daí que a presidência de Marcelo pareça um arraial permanente.

Aos poucos o país vai sofrendo uma reversão de que a direita parece não se querer queixar, o país tinha medo que o presidente brincasse, uma simples referência do presidente ao governo deveria ser alvo de interpretações durante quase uma semana, era um país de recados velados, de mensagens subtis, de sombras. Tinha-se medo de governar sem austeridade, foi imposta uma cultura de graxa aos comissários europeus.
 

Aos poucos o país vai aprendendo a viver em liberdade, algo que aos poucos e graças a dois mandatos de Cavaco e um de Passos Coelho quase deixou de o saber fazer. 

domingo, maio 22, 2016

Semanada

Num momento de hinduísmo António Costa juntou-se a Cavaco Silva na adoração das vacas, ainda que na versão das vacas leiteiras da raça Frísia. Só que em mais um momento de optimismo irritante e hilariante o primeiro-ministro não se limitou a ver so sorriso feliz das vacas, deus- Red Bull à vaquinha do Simplex e esta bateu as asas. Agora ficamos a aguardar que se consiga reduzir a flatulência dos bovinos, para proteger a camada de ozono, e esperemos que tal como para os drones também  se adoptem normas para o voos das vacas, sendo de esperar que, no mínimo, as vacas usem fraldas. Enfim, Portugal já tinha a Vaca Cornélia, agora temos a vaca Simplex +.

JJ perdeu o campeonato, perdeu a Taça de Portugal que o SCP tinha conquistado, ficou afastado da Taça da Liga, teve uma prestação medíocre nas competições europeias, mas apresenta-se nas televisões como um vencedor que retirou o SCP das trevas. Agora até dá entrevistas na SIC, onde os jornalistas o levam ao colinho face às evidentes dificuldades intelectuais e linguísticas.
  
Os colégios defendem que o governo desrespeitou um contrato, mas para a líder do CDS deve ser adoptada uma nova política de investimento no ensino, devendo o Estado pagar as melhores escolas. Isto é, estamos perante um caso evidente de oportunismo, o discurso da líder do CDS nada tem que vem com o que está em causa e o facto de as suas deputadas parecerem jogadores do Estoril não é mais do que andar à boleia dos acontecimentos. Esta líder do CDS está em queda livre.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Teodora Cardoso, pessimista

Teodora Cardoso não se limita a ser pessimista, parece querer que o seu pessimismo se confirme e dá entrevistas para que haja um clima de desconfiança em relação ao país.

«Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas, não põe de lado um cenário de novo resgate porque considera que com uma das maiores dívidas do Mundo, o país continua vulnerável. Sobre as metas do défice do Governo, a economista diz que um possível alívio ainda “vai ter grandes dificuldades” e que as medidas do Governo para o segundo semestre apontam para o aumento do défice não para a sua redução.

Em entrevista à TSF, Teodora Cardoso afirma que “a Europa está muito mais atenta ao nosso OE, mesmo sem sanções” e avisa que Bruxelas vai ser mais “intrusiva”. Sobre o Orçamento apresentado pelo Governo, a economia disse que “há mais medidas não especificadas do que habitual”, nomeadamente as 35 horas, e avisou que as medidas não especificadas “implicam esforço financeiro grande”.

Sobre um possível novo resgate, Teodora Cardoso argumenta que a dívida externa é “muitíssimo elevada” e que isso faz com que não se possa pôr de lado esse cenário. Apesar de a dívida dos particulares estar controlada, há um endividamento alto das empresas e um “conjunto de problemas financeiros muito sérios”, segundo indicou.» [Observador]