sábado, junho 11, 2016

Miserável

O dia 10 de Junho foi comemorado com normalidade, sem aquela presença aberrante em que se tinha transformado Cavaco Silva, sem discursos dúbios cheios de raspanetes, avisos e ameaças, sem confusões com dias da raça, sem a condecoração de mais um rebanho cavaquista. Tudo teria corrido bem se não fosse a tacanhez do traste de Massamá.

Num país com tanto tempo e tanta história, com tanto para comemorar e para honrar, o traste de Massamá nada viu, para ele a história é ele próprio e aproveitou o 10 de Junho para mias um momento miserável. Se fosse inteligente ter-se-ia escondido, na semana em que Portas vai apoiar a Mota-Engil em mercados onde a competitividade se consegue coim corrupção, com a Maria Luís a pagar as despesas graças à ajuda de uma financeira londrina e com o Gaspar fugido em Washington, Pssos ficou só.
  
Aproveitou o 10 de Junho para dizer que era necessário uma solução política para projectar a sua pinochetada económica. O traste de Masssamá acha que uma maioria parlamentar que não partilha das sua ideias é um problema, dai que diga que é necessária uma solução. Sem essa solução disse ele que nada havia para comemorar a não ser os portugueses que se sacrificaram.
  
Para ele há uns portugueses que se sacrificaram e o esbanjamento de dinheiro com os qe não se sacrificaram, esconde que este governo mais não faz do que cumprir acórdãos constitucionais, mais não faz do que acelerar medidas que ele próprio tinha no seu programa. Para ele os funcionários públicos e os pensionistas, os beneficiários do esbanjamento, não se sacrificaram nem merecem beneficiar do que quer que seja.

Portugal merecia um líder da oposição, menos aldrabão e com um discurso mais honesto, sem ódios em relação a pensionistas ou a funcionários públicos e com uma visão capaz de ultrapassar o seu próprio umbigo.

quinta-feira, junho 09, 2016

Gratidão

Como as opiniões mudam tão depressa neste país, o país onde o rico sem mão é deficiente enquanto o pobre é maneta, Sócrates era corrupto porque trabalhava para uma farmacêutica colaborando na sua internacionalização com negócios na América Latina. Paulo Portas vai para a Mota-Engil colaborar num suposto projecto de internacionalização e Portugal deve ficar-lhe eternamente grato, vai ajudar uma empresa portuguesa e com isso ajuda ao crescimento da economia. 

Até que enfim, depois de promover a recessão de ter para com os corruptos angolanos a condescendência que nunca teve para governos portugueses que não fossem de direita, chegou a hora de Portas ajudar a economia de forma desinteressada e sem olhar a quem está no governo. 
  
A Maria Luís foi ganhar uns milhares numa financeira inglesa e segundo Passos Coelho deveríamos achar que “ela pode sentir-se orgulhosa do seu valor ser reconhecido por uma empresa importante, que atua em mercados externo, e que, normalmente, só recruta gente com prestígio e valor”. Agora é a Assunção cristas que “É positivo que nós possamos ter no país alguém com a experiência de Paulo Portas a ajudar o nosso tecido empresarial e a ajudar a internacionalização da nossa economia”.

Apetece-me dizer “Porra, e o Carvalhão Dias não estava a ajudar a economia portuguesa exportando papel para a Rússia?” E quem roubar no supermercado não estará a promover o crescimento estimulando o consumo?
  
Para os jovens, para os professores esta gente sugeriu a emigração, que fossem em busca de zonas de conforto, os adversários que internacionalizam negócios são corruptos e marqueses, mas quando se trata do Relvas do Portas ou da Maria Luís não só enchem o bandulho, tirando a barriga de misérias, como ainda lhes devemos manifestar uma grande gratidão pela preciosa ajuda que nos dão.


Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia

    Maria Luís Albuquerque

Compreeende-se que Maria Luís Albuquerque queira aparecer o mais possível, agora que é evidente a estratégia de se transformar no passos Coelho de saias. Mas é preciso etr muita lata para fazer acusações a este governo no que se refere às sanções, quando se sabe que estas só podem ter como fundamento o défice pelo qual ela foi responsável.

«O atual Governo não fez o esforço necessário junto da Comissão Europeia para defender o resultado justificado [o défice] de 2015”, diz Maria Luís Albuquerque, num artigo de opinião, com o título “O défice de 2015 e as sanções a Portugal”, publicado no “Jornal de Negócios” esta quarta-feira.

A ex-ministra das Finanças do governo de Passos Coelho admite que a questão das sanções merece uma posição unânime do Parlamento perante Bruxelas, tal como já tinha dito ao Expresso, mas essa situação também “não deixa de evidenciar as profundas diferenças que nos [partidos políticos] separam”.» [Expresso]

 É uma pena que não tenham passado mais anos



      
 O veto às barrigas de aluguer
   
«Em concreto, o CNECV quer ver garantidos, desde logo, “os termos da revogação do consentimento, e as suas consequências”, “a previsão de disposições contratuais para o caso da ocorrência de malformações ou doenças fetais e de eventual interrupção da gravidez” e “a não imposição de restrições de comportamentos à gestante de substituição”.

Depois de sublinhar que a votação no Parlamento não correspondeu à divisão puramente partidária – o PSD, por exemplo, dividiu-se e viu 24 dos seus 89 deputados votarem ao lado do PS e do BE, incluindo o seu líder, Passos Coelho – Marcelo devolve o diploma sem promulgação. “Entendo dever a Assembleia da República ter a oportunidade de ponderar, uma vez mais, se quer acolher as condições preconizadas pelo Conselho Nacional de Ética e para as Ciências da Vida, agora não consagradas ou mesmo afastadas”, diz, citando mesmo a declaração de voto do PCP, que votou contra o diploma, no mesmo sentido.

Também sobre o alargamento das técnicas de Procriação Medicamente Assistida a todas as mulheres, Marcelo recorre ao parecer (positivo) da CNECV, agora para sustentar a sua promulgação. Mas também aqui deixa claras as suas dúvidas sobre “a protecção dos direitos da criança”, em concreto sobre a proibição de a criança gerada por esta via vir a conhecer o pai.» [Público]
   
Parecer:

Algumas das dúvidas colocadas fazem  sentido e é certo que a ausência de respostas na lei não im pede que os problemas surjam no futuro. A questão está em saber se deverão ser os tribunais a resolver os problemas com base na lei comum, levando a que os processos se arrastem durante anos, com todos os custos que isso representa, principalmente para as crianças, ou se deve ser o legislador a clarificar as respostas na lei. Tal como está parece que se fazem primeiro os filhos e depois logo se vê como se resolvem os problemas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
  
 O espião que passa recibos
   
«O advogado do espião português, do Serviço de Informações de Segurança (SIS), detido pela Polícia Judiciária em final de Maio por suspeitas de estar a vender segredos da NATO, admite que o cliente recebeu um pagamento do cidadão russo com quem se encontrou em Roma, mas insiste que nada tem a ver com espionagem e garante mesmo que o agente português passou recibo.

Ao fim da tarde desta terça-feira, o espião foi presente ao juiz Ivo Rosa, do Tribunal Central de Instrução Criminal, mas o interrogatório durou menos de duas horas. A assessora de imprensa da Procuradoria-Geral da República, Sandra Duarte, confirmou ao PÚBLICO que o arguido foi ouvido e adiantou que as medidas de coacção só serão conhecidas esta quarta-feira.» [Público]
   
Parecer:

Esperemos que os investigadores não tenham tido mais olhos do que barriga porque isto de panhar um espião ao serviço dos russos é um grande espectáculo internacional que toda a gente gostaria de dar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um grande esforço para se confiar na justiça.»

 O Brasil
   
«A crise política no Brasil agravou-se ainda mais esta terça-feira, com um pedido inédito do procurador-geral para a detenção do antigo Presidente da República José Sarney, do actual líder do Senado e de um senador e ex-ministro, todos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, do Presidente interino Michel Temer.

Em causa estão gravações feitas pelo ex-presidente da empresa Transpetro (uma transportadora de petróleo subsidiária da Petrobras), Sérgio Machado, em que os três foram apanhados a tentar atrapalhar as investigações sobre o mega-esquema de corrupção na Petrobras, conhecido como Lava Jato.

O jornal O Globo avança que o pedido de detenção do ex-Presidente José Sarney, do líder do Senado, Renan Calheiros, e do senador Romero Jucá foi feito "há pelo menos uma semana" pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal — a notícia só foi conhecida esta terça-feira e o processo está a ser analisado pelo juiz Teori Zavascki.» [Público]
   
Parecer:

Quando a suspensão da Dilma terminar é bem provável que nem o presidente interino, nem nenhum dos seus apoiantes e membros do governo vão estar cá fora para rir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O "Patino", partido do Tino?
   
«O candidato das últimas eleições presidenciais Vitorino Silva, conhecido por “Tino de Rans”, vai formar um partido político e referendar o seu nome numa viagem de 24 horas pelo país no próximo dia 10 de junho.

A sigla do partido será sempre PA, relativa a “Povo Acordado” ou a “Partido Ânimo”, uma escolha que o antigo candidato à presidência da República vai deixar a quem deposite um voto numa urna que vai levar – num carrinho de mão – do Algarve a Trás-os-Montes em pleno Dia de Portugal e das Comunidades.

“Vou percorrer 18 distritos num só dia”, garantiu Vitorino Silva à agência Lusa, lamentando que se resumam a Portugal continental, mas ressalvando que a votação poderá ser feita também na internet.» [Observador]
   
Parecer:

O rapaz faz render a "fama".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Comissão Europeia mete-se onde não é chamada
   
«O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, considerou esta quarta-feira que será "extremamente difícil" para a União Europeia "trabalhar com uma administração Trump", se o provável candidato republicano às presidenciais norte-americanas ganhar as eleições em novembro.

"A Comissão Europeia não tomou posição" em relação à candidata à nomeação democrata Hillary Clinton e a Donald Trump, disse Moscovici, numa entrevista a meios de comunicação social franceses.

Mas questionado sobre se Bruxelas têm preferência por algum dos dois, o comissário europeu respondeu: "Sim, porque quando vejo Donald Trump, vejo a figura de um populista, vejo declarações que são criticadas por membros do Partido Republicano - e não pouco importantes, creio que o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, disse que ele tinha feito declarações racistas ao falar de um juiz de origem mexicana -, vejo propostas que são antieuropeias, vejo propostas protecionistas".» [DN]
   
Parecer:

Goste-se ou não de Trump esta posição da Comissão é inaceitável e revela que na Europa Há gente que ainda não sabe o que é a democracia. O comissário ideiota parece não perceber que as eleições americanas não são o referendo na Escócia ou o Brexit e que não há um único americano que preste atenção às suas patacoadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor comissário ter tento na língua.»
  

quarta-feira, junho 08, 2016

Amarelinhos de Cristas arrebitada, não desistam!

Há muitos anos que a verdadeira direita, a direita profunda, não grita o que lhe vai na alma, não reivindica a parte da riqueza que a ordem natural das coisas atribui àqueles que Deus fez nascer com um pirilampo no rabo. Desde os tempos das lutas entre Jesuítas e Maçons, do ódio à Carbonária, que a Igreja arranja a unhas, os cardeais dedicam-se às coisas de Deus e desde o Vaticano II que só transmite bondade e reformismo.
  
Portugal estava a precisar de um partido de direita liderado por alguém de direita e sem complexos de centros, de um cardeal à moda antiga, daqueles que sabem de que lado deve estar a Santa Madre Igreja, de gente que defenda sem problemas morais aquilo a que tem direito. Esse momento chegou com a grande luta dos colégios privados, ou, para ser mais preciso, de meia dúzia de colégios privados.

Foi bonito ver o cardeal em Fátima a dar a sua bênção à luta, deixando-se de discursos eclesiásticos para se assumir como líder ideológico de uma luta que não podia ser em defesa de pequenos privilégios, do lucro de empresas oportunistas e do conforto financeiro da Fábrica da Igreja, ele próprio deu orientações e promoveu o direito à igualdade de oportunidades, pela primeira vez um cardeal deixou de se dedicar à bíblia, para evangelizar o país com base em princípios constitucionais interpretados por quem autoridade divina e outorgada por Roma para o fazer.

A luta endureceu, os cruzados de amarelos, inspirados pelo cardeal e liderados pela Cristas saíra à rua. Que estavam a fechar os bons colégios, que iam destruir projectos educativos de excelência, que estavam a despedir os professores, que as escolas privadas são dinheiro bem empregue, que queriam destruir o futuro dos seus meninos. Vieram todos à rua, papás com um discurso próprio de quem ganha ordenados mínimos, estudantes dispostos a ficarem encharcados, professores solidários como nunca tinham sido. E vinham todos de amarelo.
  
Numa boa luta vale tudo menos limpar armas e desde o boicote ao congresso do CDS no Palácio de Crital que não se via nada assim, os cruzados despiram as suas armaduras amarelas e assumiram-.se como guerrilheiros sem fardas para dizerem o que pensavam do PS, aliás, do que sempre pensaram mas só agora tinham sentido a necessidade de o fazer. O PS era isto e aquilo, merecia que lhe sucedesse isto e aquilo. A batalha foi travada, a Assunção não apareceu, o cardeal ficou na obscuridade da sacristia, mas a mensagem estava dada, aos ataques organizados do exército amarelinho iam suceder as batalhas de guerrilha.
  
Mas as sondagens são tramadas, a Aximage descobriu que os defensores dos colégios pouco mais eram dos que os utentes mais o proletariado da Fábrica da Igreja. De um dia para o outro Passos Coelho deixou de defender os amarelinhos, a Assunção Cristas baixou a dita e o cardeal parece ter regressado aos estudos bíblico. É pena, a sociedade portuguesa precisa de uma destas lutas, ajudam a saber quem é quem, a quem é que cada político serve e para que servem os recursos poupados com cortes de vencimentos e pensões. Por favor Cristas, não baixes a crista.

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
André Macedo, jornalista

Já vi melhores destinos para um jornalista do que ser tradutor para português de intelectuais como o Jesus ou o Octávio.

«Jornalista André Macedo vai deixar de ser diretor do jornal "Diário de Notícias" (DN), funções que ocupava desde agosto de 2014 e sucedendo na altura a João Marcelino (que era diretor do DN desde 2007), segundo apurou o Expresso.

Jornalista desde 1995, André Macedo entrou há seis anos no grupo Global Media, onde foi fundador e diretor do jornal digital "Dinheiro Vivo "(além do "DN" e do "Diário Digital", também fazem parte do grupo Global Media o "Jornal de Notícias", "O Jogo", o "Jornal do Fundão", o "DN Madeira" e o "Açoriano Oriental", além da TSF e de uma série de revistas, como a "Evasões" ou a "Volta ao Mundo".» [Expresso]

 Desespero

Depois da pantominice do primeiro-ministro no exílio Passos inicia outra pantominice, a de que em Portugal quem manda é o BE e o PCP. Mais uma estratégia para mudar daqui a uns tempos, quando perceber que os portugueses não são imbecis. Entretanto, ouviu falar das sondagens sobe os colégios privados e já esqueceu o apoio aos amarelinhos.

      
 Tudo normal: Paulo Portas na Mota-Engil
   
«Quando Paulo Portas impôs a Passos Coelho que fosse o CDS a controlar a relação do executivo com as empresas, estava a defender o que achava ser a melhor solução para o país e para o governo de coligação com o PSD ou estava a preparar o dia em que sairia da política?

Quando Paulo Portas exigiu que o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros fosse o motor da promoção das exportações das empresas nacionais, quando reivindicou o protagonismo da diplomacia dos negócios, acreditava ser essa a forma mais eficaz de conseguir resultados ou preparou o resultado de ontem, o anúncio da sua contratação pela Mota-Engil?

Quando Paulo Portas se demitiu "irrevogavelmente" do governo e aceitou, afinal, permanecer no executivo, promovido a vice-primeiro-ministro com a coordenação económica, estava a conquistar o quê? Depois de Passos ter "despedido" o independente Álvaro Santos Pereira do Ministério da Economia, ocupado depois pelo membro do CDS António Pires de Lima, estivemos perante um rearranjo do poder político ou um arranjo para Portas ter futuro profissional?

A contratação de Paulo Portas pela construtora Mota-Engil (onde outro político, Jorge Coelho, foi CEO mas sete anos depois de ter sido ministro) acontece após a ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter anunciado que acumulará o cargo de deputada com a de administradora não executiva da gestora financeira Arrow Global e o seu homólogo no anterior governo PS, Teixeira dos Santos, aspirar à liderança do BIC, de onde saiu outro político, Mira Amaral. Acontece quando os semipolíticos Leonor Beleza e Rui Vilar estão apontados para vice-presidências da Caixa Geral de Depósitos. Acontece quando o ex-comissário europeu António Vitorino, sempre em multitarefa, sai agora dos CTT para ir para o Santander, o banco que ficou com o Banif onde estava empregado, antes da resolução, outro ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Ah! E houve um primeiro-ministro, José Sócrates, a trabalhar numa farmacêutica...

A crise de 2008, a vinda da troika em 2011, o terramoto na banca, a explosão de moralismo contra a promiscuidade da política e dos negócios, os casos BES e PT, os sucessivos escândalos, já rotinas serenas, não fizeram a diferença. E António Mexia, outro ex-ministro, até diz que ganhar dois milhões por ano na EDP, onde também anda Catroga, nada tem de especial.

O jovem Portas jornalista, hoje, desancaria em mil pedaços o maduro Portas, político/gestor que sonha ser presidente da República. Eu fico, apenas, amargurado por, neste país, nesta Europa, neste mundo, neste sistema, a pior expectativa confirmar-se sempre.» [DN]
   
Autor:

Pedro Tadeu.

      
 O sentido de humor segundo a Assunção
   
«A líder do CDS-PP disse que é positivo Portugal ter “alguém com a experiência de Paulo Portas a ajudar” na internacionalização da economia, ao comentar a entrada como consultor na Mota-Engil do ex-presidente do partido.

“É positivo que nós possamos ter no país alguém com a experiência de Paulo Portas a ajudar o nosso tecido empresarial e a ajudar a internacionalização da nossa economia”, afirmou Assunção Cristas, nas Velas, ilha de São Jorge, Açores.

Segundo a presidente do partido, o seu antecessor no cargo e ex-vice-primeiro-ministro “vai fazer muitas coisas diferentes, bastante complementares e sempre com uma forte vocação internacional, desde fazer conferências, a dar aulas, a ter as funções de vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria e também agora esta função de consultoria”.

Questionada se do ponto de vista ético e moral esta não terá sido uma mudança precoce, Assunção Cristas referiu que “quando Paulo Portas diz que vai sair da política para encetar um novo capítulo, que é um capítulo profissional, naturalmente há uma mudança grande na sua vida”.» [Observador]
   
Parecer:

Esta rapariga se não nos tratasse por imbecis até era divertida.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Declarações de IRS complexas
   
«As dúvidas chegaram à mesa do chefe de gabinete do ministro Mário Centeno, André Moz Caldas, que, na resposta enviada ao Parlamento, sublinha que o Governo e a Autoridade Tributária e Aduaneira estão determinados em proceder aos reembolsos “no mais curto espaço de tempo”, ainda que o código do IRS determine que eles possam ser pagos até 31 de Agosto.

As Finanças vincam que o compromisso de começar o pagamento dos reembolsos “a partir do 25.º dia” se concretizou, esclarecendo que o período de 20 a 25 dias que tem sido assumido como indicativo “não foi – tal como em anos anteriores – um prazo médio de referência para o pagamento” mas antes o prazo para o início desse procedimento.

Mas se os prazos são indicativos, a realidade não é igual para todos. Há uma razão: “Por vezes, liquidações com regras mais complexas demoram mais tempo a serem reembolsadas”. É este facto que, segundo o ministério, “explica que a ordem temporal do tratamento das declarações e, nomeadamente, dos reembolsos não tem correspondência directa com a ordem da entrega das declarações”. Este ano, pela primeira vez, os contribuintes casados puderam escolher entre entregarem a declaração em conjunto ou separadamente. A regra passou a ser a tributação separada; se um casal (ou quem vive em união de facto) quiser ser tributado conjuntamente tem de indicar essa opção.» [Público]
   
Parecer:

Compreendo, deve ser o caso do meu reembolso, a minha declaração foi muito complexa, acrescentei dados de identificação à declaração preenchida pelo fisco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Livraram-se da RN e ficaram com um cervejódromo
   
«Seja dia ou seja noite, o cenário não varia muito. Em ambas as circunstâncias vêem-se os passeios em frente ao Jardim do Arco do Cego, em Lisboa, e do outro lado da estrada cheios de pessoas, de tal forma que mal se consegue passar. Alguns usam os muros do jardim como assento, outros servem-se deles para pousar garrafas e copos de plástico de cerveja e há também quem urine contra eles. Pelo relvado e nas caldeiras das árvores há lixo espalhado: mais copos, garrafas em cacos e inteiras, beatas e maços de tabaco.

Os moradores da zona dizem que é assim praticamente todos os dias, a partir das cinco, cinco e tal da tarde. Ao PÚBLICO, um casal que mora junto ao jardim e que pede para não ser identificado, entrega uma pen com 25 fotografias que ilustram tudo aquilo de que se queixam. Algumas foram tiradas durante a tarde, outras já de madrugada, umas focam-se no muito lixo acumulado no espaço, outras nos jovens responsáveis por ele.

“Esta era uma zona pacata, uma das melhores para se viver em Lisboa”, lembra um dos moradores, constatando que nos últimos anos tudo mudou. A sua convicção é que isso aconteceu desde que o Instituto Superior Técnico, mesmo ali ao lado, “proibiu a venda de bebidas alcoólicas” no interior do campo universitário.

Desde essa altura, os estabelecimentos dedicados à venda de cerveja barata foram surgindo das ruas adjacentes, principalmente na Rua Dona Filipa de Vilhena. Nalguns, uma “jola” sai a 50 cêntimos, 11 podem ser adquiridas por cinco euros. Os espaços são pequenos demais para lá se permanecer e por isso as cervejas são vendidas em copos de plástico e bebidas nos passeios, à frente das portas dos prédios e debaixo das suas janelas ou do outro lado da estrada, junto ao jardim.» [Público]
   
Parecer:

Parece que as casas não valorizaram  com o tão desejado jardim ni lugar da antiga estação da RN.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Mota-Engil, a marmita da classe polítuica
   
«Jorge Coelho, Valente de Oliveira, Lobo Xavier ou Seixas da Costa? O que têm em comum estes políticos? Todos já aceitaram um convite de António Mota para a empresa Mota Engil, que agora contratou Paulo Portas para ajudar na internacionalização da empresa.

Antes de Portas, o nome mais sonante a passar pela construtora foi o do socialista Jorge Coelho, antigo ministro de Estado e do Equipamento Social de António Guterres. O comentador da “Quadratura do Círculo” demitiu-se do Governo, em 2001. Só viria a entrar para a construtora em 2008, assumindo as funções de presidente da comissão executiva e vice-presidente do grupo, mas foi uma passagem polémica.

Legalmente, não o impedia, mas tratava-se de uma empresa que trabalhou na área que havia tutelado diretamente. O ex-ministro do PS acabou por deixar o cargo em 2013 alegando “razões de ordem pessoal”, mas integra ainda o conselho estratégico para a internacionalização do grupo, órgão de que faz parte ainda outro ex-ministro socialista, Francisco Murteira Nabo.» [Expresso]
   
Parecer:

Uma vergonha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

terça-feira, junho 07, 2016

Vou ali e já volto

A política parece que serve para algumas personalidades aparecerem de vez em quando para carregarem baterias, enquanto a coisa está a dar andam pelo sector privado, quando começam a perder mercado e os lucros da actividade privada começam a minguar reaparecem para recarregar baterias.

Há sempre um impulso salvador que impele os nossos políticos a regressar à vida política activa com o estatuto de filhos pródigos, uma qualquer divergência, uma vaga de comentador, um convite para o governo, uma comissão de qualquer tipo, não faltam truques para reabilitar ex-políticos que estão no sector privado. Não só voltam como o povo tem a obrigação de lhes ficar eternamente grato pelo favor que nos fazem.
  
Todos os políticos que em Portugal praticam este tipo de transumância davam para formar uma récua bem numerosa. Pedro Santana Lopes até encontrou uma expressão para caracterizar este ir e vir entre os patos do sector público e os patos do sector privado, “andar por aí”. Não só inventou a expressão como levou ma vida neste saltitar, abandonou a politica para se dedicar à agricultura, faliu e regressou para o governo de Cavaco, saltou para o Sporting e perdido o campeonato regressou, enfim, agora está no repasto da Santa Casa e em poucos meses já prometeu não se candidatar à CML e por duas vezes já disse “agarrem-me senão ainda me candidato”.

O mais recente transumante é Paulo Portas, despediu-se com pompa e circunstância do modesto vencimento de deputado, dinheiro que corte e sobretaxas mal dá para os seus chapéus e entre lágrimas e abraços foi pastar para as contas bancárias da Mota-Engil. M dia destes muda a administração da empresa ou reforma-.se o amigo angolano ou de outro qualquer país que alimenta o mercado laboral de Portas e lá o teremos de regresso para fazer a quem for líder do CDS o que já fez quando a Moderna foi ao fundo. É uma questão de tempo para que venha em busca da erva fresca do Estado.
  
É graças a este fenómeno que os nossos políticos foram buscar à pecuária num tempo em que neste sector os currais substituíram os pastos, que em Portugal não existem políticos reformados. Desaparecem andam por aí e uns tempos depois reaparecem, umas vezes pulam diectamento para os altos cargos do Estado, outras vezes atiram-se às lideranças partidárias, com maior frequência decidem andar a pastar pelas televisões a aguardar a melhor oportunidade de voltarem a encher o bandulho.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Paulo Portas, consultor de engenharia

Não tardou muito para que Paulo Portas se desenrascasse, depois da sessão de lágrimas no parlamento, com o seu último discurso. Como é sabido Paulo Portas é um conhecido especialista em engenharia e em negócios ligados à construção, pelo que nada há a suspeitar deste estatuto de "consultor", uma forma de as empresas darem dinheiro a alguém, sem que se tenha de apresentar trabalho. Dizem que não há qualquer incompatibilidade e isso compreende-se, Paulo portas não foi coordenador da área económica, não teve um dos seus nos fisco, nem teve nada que ver com as decisões orçamentais.
 
Esperemos que Paulo Portas seja feliz por muitos e bons anos, apesar dos muitos elogios feitos no parlamento políticos como ele não fazem muita falta ao país, nem políticos nem os submarinos que ele comprou.

«Não são doze, como os trabalhos de Hércules, mas Paulo Portas vai precisar de poderes olímpicos para encaixar nas horas do dia tudo aquilo que se propõe fazer, em todos os lugares onde se propõe estar a partir de agora que abandonou o Parlamento e diz que deixou a política de vez.

São sete, como os “Sete Pilares da Sabedoria”, o livro de T.E. Lawrence que é muito apreciado por Portas – e, nem de propósito, alguns dos cargos que o ex-líder do CDSs vai desempenhar no futuro estarão ligados (e vão levá-lo) aos cenários desérticos da obra escrita por “Lawrence da Arábia”.

Se Portas foi um globetrotter nos quatros anos e meio em que esteve no Governo, primeiro como ministro dos Negócios Estrangeiros e, depois, como vice-primeiro-ministro com a tutela das exportações, vai continuar a sê-lo na sua nova vida. Em boa medida, aproveitando o conhecimento e os contactos que acumulou na sua passagem pelo Governo – seja na promoção de empresas portuguesas como a Mota-Engil, seja ao fazer a análise geopolítica e geoeconómica do mundo. Sem desperdiçar o seu talento mediático, todas as semanas, com um programa numa TV perto de si.» [Expresso]

PS: Aposto que não tardará muito para que o Coelhone venha em defesa de Paulo Portas.

 O desiludido

Jorge Moreira da Silva, um rapazinho com ar educado que é vice de Passos Coelho, ficou desiludido porque o congresso do PS não discutiu aquilo que na sua opinião são as questões de fundo. Compreende-se a desilusão, depois da proposta de Passos de ser criada uma comissão para discutir a reforma das pensões, o PS devia ter alterado a agenda e dedicado o seu congresso a discutir a comissão proposta pelo traste de Massamá. A falta que eu sinto de políticos como o falecido Pinheiro de Azevedo, só há uma forma de responder a este alarve, que vá á bardamerda.

      
 Porque será que o traste odia a Função Pública
   
«"Veremos o que o Presidente da República decide sobre essa matéria". Pedro Passos Coelho discorda de Marques Mendes –que disse na SIC que a lei das 35h pode ser inconstitucional – e deixou o seu ponto de vista ao Presidente: "o problema não tem a ver com a constitucionalidade" mas com "a decisão política, que é errada".

Ficamos a saber que para o líder do PSD o que fazia mais sentido era Marcelo Rebelo de Sousa vetar politicamente a lei. Passos classifica-a de "decisão errada porque põe termo a uma convergência que foi iniciada entre o sector público e o privado". E avisa que "isso vai ter consequências negativas, mesmo do ponto de vista das contas públicas, mas sobretudo volta a introduzir uma diferença que não se justifica hoje entre o funcionamento da administração pública e o resto da economia".

O líder social-democrata diz que "do nosso ponto de vista não há fundamento para pensar que se trata de uma inconstitucionalidade, mas não quer dizer que não possa existir, na avaliação até do Presidente da República, uma consideração diferente, veremos o que decide sobre esta matéria".» [Expresso]
   
Parecer:

O traste de Massamá tem um ódio irracional em relação ao Estado e ainda não percebeu que há muitas diferenças entre trabalhar para o Estado e trabalhar para o padrinho Ângelo Correia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 CDS é a favor da aplicação de sanções
   
«O líder parlamentar do CDS na Assembleia da República, Nuno Magalhães, recusou esta segunda-feira passar um "cheque em branco" ao Governo de António Costa, exigindo conhecer "medidas concretas" para evitar eventuais sanções da União Europeia.

O parlamentar centrista, que falava na abertura das jornaladas parlamentares do CDS, que tiveram esta segunda-feira início na ilha do Faial, nos Açores, insistiu que o seu partido "é contra" a aplicação de eventuais sanções a Portugal por incumprimento do défice, mas exige que o Governo tome medidas concretas.

"Não basta o doutor António Costa pedir um cheque em branco sem dizer ao parlamento português aquilo que está a fazer na União Europeia, aquilo que fez no sentido de tornar as nossas contas mais credíveis, mais aceitáveis, mais transparentes, para que possamos avaliar aquilo que foi a atuação do Governo", frisou.» [Expresso]
   
Parecer:

Estando em causa o défice de 2015 esta posição do CDS significa que considera que as sanções devem ser aplicadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

segunda-feira, junho 06, 2016

Dar tempo ao tempo

Uma das “reformas” mais elogiadas promovidas por Passos Coelho quando era primeiro-ministro do protectorado foi a reforma da legislação laboral, foi um consenso muito elogiado internacionalmente, um exemplo de concertação social, um grande passo para o progresso. Passos e Portas gabavam-se a toda a hora, o líder da UGT sonhava com a presidência do Conselho Económico Social, os funcionários da troika apresentavam-na como um caso de sucesso, vinha aí a criação de emprego.

Acontece que os resultados da reforma foram nulos, não foi criado emprego e, tanto quanto se sabe, não atraiu um único investidor estrangeiro. A famosa criação de emprego mais não foi do que manipulação estatística e o resultado da emigração, da desistência dos desempregados ou das aposentações. Lamentavelmente, Passos Coelho tem vindo a usar os indicadores do desemprego como se fossem sinal do desastre das actuais políticas, escondendo que as políticas têm um tempo para surtir efeito e o que ele hoje avalia mais não é do que os resultados das suas próprias políticas.

Se fosse possível aprovar um OE em Março e em consequência das medidas nele previstas observar a criação de emprego em Junho o mundo seria bem mais feliz. Isso significaria que os investidores decidiriam fazer investimentos na hora e que primeiro contratavam os trabalhadores e só depois iriam construir as fábricas. É óbvio que se hoje são criados empregos em consequência de investimentos realizados no passado recente isso é mérito do governo de Passos Coelho. Mas se aumentou o desemprego porque no passado recente as empresas desinvestiram também deverá ser Passos Coelho a assumir as responsabilidades.

Curiosamente, os indicadores do desemprego não contabilizam nem os desempregados, nem a criação de emprego, dão-nos o número dos que procuram emprego. Se ocorreu o encerramento de postos de trabalho o aumento da taxa de desemprego resulta dos trabalhadores que se inscreveram nos centros de emprego na sequência do despedimento, neste caso teremos de estudar a causa destes despedimentos. Mas se não ocorreram despedimentos e há um aumento do desemprego isso significa que muitos trabalhadores que tinham desistido de procurar trabalho voltaram a inscrever-se nos centros de desemprego, pode parecer absurdo, mas neste caso o aumento do desemprego é um sinal de esperança.

Em matéria de política económica é preciso dar tempo ao tempo, cada medida tem o seu tempo para se reflectir nos indicadores económicos. Nenhum governo faz milagres em três meses e se quisermos interpretar os actuais indicadores teremos de considerar que resultam de políticas implementadas no passado recente.

Pode-se argumentar que as mudanças políticas ou os discursos políticos desencadeiam mudanças de comportamento nos agentes económicos, o que também é verdade. Neste caso teremos de avaliar o impacto do processo difamatório promovido pela direita conta o país e compará-lo com o discurso optimista de Marcelo ou irritantemente optimista de António Costa.

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Sérgio Sousa Pinto

Sérgio Sousa Pinto é crítico da actual liderança do PS e ainda bem que o é, foi ao congresso e ainda bem que foi, mas ficou calado, preferiu o silêncio perante os militantes do seu partido. É preferível ser vedeta dando entrevistas a jornais beneficiando do estatuto de "dissidente".

 Passos diz que não faz proposta para reforma das pensões

Pois, a última vez que fez uma proposta não dialogou com ninguém, não procurou consensos a não ser com Paulo Portas e foi chumbado liminarmente pelo Tribunal Constitucional. Goara defende um diálogo com os parceiros sociais e todos sabemos quem são estes artistas, do lado dos trabalhadores é a UGT, depois são dezenas de associações patronais amigas da direita, algumas delas criadas com o objectivo de apoiar eleitoralmente os partidos da direita.

Enfim, cada vez sinto mais saudades do Almirante Pinheiro de Azevedo, o falecido militar é que sabia responder a estes artistas.

 A extrema-direita fina manifestou-se

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Desta vez não vieram de amarelo para que possam dizer que eram uma manifestação espontãnea, mas, a verdade é que desde o famoso congresso do CDS que nunca mais se tinha registado uma provocação destas em Portugal. Aquilo a que Lisboa assistiu foi a uma manifestação de extrema-direita onde algumas pessoas que querem que seja o Estado a pagarem-lhe as despesas fizeram chantagem sobre um partido democrático.
  

domingo, junho 05, 2016

Semanada

Um sinal do desespero do traste de Massamá foi o seu oportunismo ao tentar usar o congresso do PS para lançar uma falsa proposta de reforma da Segurança Social. Pela primeira vez o líder de um grande partido desrespeitou a agenda de outro partido democrático usando-o para tentar lançar um debate ou para chamar para si todas as atenções. É nestes tiques que percebemos a natureza política deste político.

Quem também anda com tiques de extrema-direita são os amarelinhos dos colégios que querem impor ao país uma pesada factura para manter os lucros deste negócio, enquanto alguns papás esperam ter o melhor dos dois mundos, ter o filhos em colégios privados e não gastar dinheiro. Esta brigada da extrema-direita também é pouco dada a respeitar a democracia. Os amarelinhos assumem-se cada vez mais como uma força política e os seus métodos são uma mistura de marketing com tiques de extrema-direita.

Mas a manifestação dos amarelinhos junto ao congresso do PS teve o mérito de mostrar que só quem é medroso é que tem medo do partido do governo. Parece ser o caso de um tal António Galamba, apoiante do Tozé, que em vésperas do congresso teve direito a capa do jornal “i” dizendo que havia medo no PS.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Marcelo Rebelo de Sousa

O PS fez uma proposta óbvia que só justifica que se fale de consenso porque a forma como a direita reagiu faz pensar que vai querer contrapartidas por tomar uma posição em defesa do país, isto depois de ter andado a pedir aos amigos europeus para tramarem o país. A verdade é que a direita não é bem contra as sanções, só não quer que se fundamentem no que sucedeu em 2015, sugerindo aos amigos da direita europeia que as fundamentem na política de António Costa. É bom recordar o lado sado-masoquista de um líder que governando um país enfrentando uma crise financeira estava ao lado dos que hoje pedem sanções, quando se opunham a qualquer intervenção do BCE nos mercados.

Passos Coelho foi oportunista e indelicado ao propor que se debata a reforma das pensões sem ter de apresentar qualquer proposta, ao mesmo tempo que sugere que não confunde reforma com corte de pensões em pagamento, algio que todos sabemos ser mentira. Passos Coelho limitou-se a fazer algo que nunca tibnha sucedido, um líder de um partido tentou ter antena à custa de um congresso de outro partido.
 
Marcelo está a perder as qualidades de analista político e em vez de se abster de tomar posição, acabou por credibilizar a proposta oportunista do traste de Massamá, pondo-a ao mesmo nível da sugestão de voto parlamentar. Não só são propostas de natureza e dimensão diferentes, como exigem consensos bem distintos pois sabe-se que as propostas do extremista Passos Coelho nada têm que ver com os padrões sociais europeus, está mais próxima dos tigres asiáticos.