domingo, agosto 20, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Hugo Soares, líder parlamentar do PSD

Hugo Soares teve um raro momento de inspiração no meio do deserto intelectual é que é a sua cabecinha, descobriu socratismo em António Costa, um pecado merecedor do inferno. Blas, que falta de inspiração e de argumentos deste pobre rapaz, desta forma o PSD nem dá luta.

«O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, disse hoje que o regresso da prioridade para investimentos em obras públicas, abordada por António Costa em entrevista ao Expresso, preocupa o partido e é um regresso ao "socratismo".

"A periodização das obras públicas como fator de competitividade do país é algo que deixa o PSD manifestamente preocupado. O país estava afinado contra a prioridade das obras públicas. Este é o regresso ao 'socratismo' e esta é a grande novidade e única da entrevista", disse Hugo Soares 
à agência Lusa.» [DN]

 O Estado falhou mais uma vez

Não estava nas Ramblas defendendo os portugueses quando se deu o atentado.

      
 Boa Bernardino!
   
«O presidente da câmara de Loures, Bernardino Soares, decidiu — após conversar com o vereador do PSD responsável pela área — promover um jurista militante do PSD a chefe de Unidade de Serviços de Veterinário Municipal. O advogado do sindicato dos veterinários defende que o lugar tem de ser ocupado pela veterinária municipal, mas os juristas da autarquia (o gabinete jurídico é tutelado pelo outro vereador do PSD) consideram que não há nada de ilegal em ser um jurista, sem formação na área, a chefiar os serviços veterinários. PSD e CDU estão de acordo na legitimidade na escolha, numa autarquia em que o acordo de governação corresponde aquilo que a oposição chama de “vodka-laranja”: uma coligação pós eleitoral entre comunistas e social-democratas.

Mas a escolha de João Ramos Patrocíno, candidato que integra a lista do PSD à Assembleia Municipal de Loures nas próximas eleições, trata-se de um “job for the boy” ou uma promoção legítima? As opiniões dividem-se: CDU e PSD de um lado; veterinários do outro.

Tudo começou quando Bernardino Soares venceu as eleições em Loures em 2013, sem maioria, e decidiu fazer um acordo com o PSD para a câmara de Loures, de forma a garantir a governabilidade no município. Como moeda de troca pelo apoio dos sociais-democratas, os dois vereadores do PSD ganharam pelouros: Fernando da Costa ficou com o gabinete de consultadoria jurídica e Nuno Botelho com o serviço de Polícia Municipal, a unidade de Turismo e a Unidade de Serviços de Veterinário Municipal.» [Observador]
   
Parecer:

Esta gerigonça de Loures é bem mais divertida do que a de São Bento, ver o líder do PCP a dar tachos aos boys do PSD merece uma gargalhada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

sábado, agosto 19, 2017

O que se passará com Passos Coelho?

À medida que o tempo passa e os sucessos económicos a Gerigonça põem a nu as patranhas económicas de Passos Coelho quase nos vamos esquecendo das personagens que rodearam Passos Coelho. 

Quem se lembra de Vítor Gaspar? Era apresentado como um mago, não faltaram as comparações mais ou menos subtis com Salazar, muitos prognosticaram que substituiria Passos, na linha de Cavaco e do próprio Salazar. Era o salvador ideal para o país, até tinha uma avó Prazeres na Serra da Estrela, que lhe asseguravam as credencias dos valores rurais e do ruralismo, fazendo dele um novo Salazar. O ministro das Finanças adorava-o, apreciava a sua obediência canina e promoveu-o mandando publicar um artigo da sua autoria no site do ministério das Finanças Alemão.

E o que dizer de Maria Luís? Filha de um cabo da guarda de Cabora Bassa trazia nas suas entranhas a educação rígida e os valores da austeridade. Era uma senhora da economia e o ministro das Finanças alemão promoveu-a, até simulou um seminário no seu ministério para lhe dar currículo e dimensão. Falava como se tivesse um Nobel da Economia. Depois de Gaspar ter fugido já lhe prognosticavam uma carreira brilhante, seria a sucessora de Passos e este até a promoveu a vice no seu partido.

Do ex-ministro da Economia, o inconfundível Sôr Álvaro, homem que não queria horárias de doutor e despachava no meio do pátio do seu ministério. Defendeu a criação de uma multinacional do pastel de nata, prometeu transformar o país num grande produtor de minérios e iniciou a terceira grande revolução industrial, tendo mesmo ido a Paris apresentar as suas gloriosas ideias. Acabou despachado para que Portas pudesse meter o flausino do Porto no seu lugar.

Como os tempos mudar, uns fugiram, outros cometeriam erros de aritmética, muitos fogem de passos como o diabo da cruz, os outros assobiam para o ar. Passos está só, Sampaio não tinha generais, o líder do PSD já só tem, grumetes. Tem de ser ele a escrever os seus discursos e sabe-se como fala muito melhor do que pensa. Anda desesperado em busca de argumentos para que o diabo apareça, inventa suicídios, muda de argumentos e de estratégia de forma errática. Já não tem amigos, está cada vez mais abandonado, sobram-lhe os fracos, como o inconfundível Amorim ou o seu líder parlamentar.

O Passos sem os assessores do Estado, sem os recursos do gabinete de primeiro-ministro e sem o apoio dos que o ajudaram enquanto estava a subir é um político cada vez mais vulgar, sem ideias, sem orientação. Mais parece um candidato a uma junta de freguesia do que um político que está convencido de que uma grande desgraça nacional o ajudará a voltar a São bento.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Membro anónimo do Governo

É ridículo que a dois anos de eleições já há quem ande a formar o próximo governo, revelando uma imbecilidade pouco própria de quem está num governo. pior ainda, ainda os portugueses não votaram e já há quem ande a discutir competências no governo. Como se tudo isto não bastasse, parece que voltámos ao tempo das fontes anónimas de Belém, com a alguém a lançar notícias sem dar a cara.

«Se o PS ganhar as eleições legislativas de 2019 e vier a constituir de novo Governo, a tutela ministerial sobre a área da administração pública deverá sair das Finanças e passar para a Presidência do Conselho de Ministros, soube o PÚBLICO junto de um responsável do Governo.

O objectivo é valorizar a dimensão humana e profissional da administração pública e fazer com que os trabalhadores públicos deixem de ser olhados apenas como números e como uma área do Estado em que é possível cortar despesa.

De acordo com o mesmo responsável socialista, "a Secretaria de Estado da Administração Pública faz sentido e ficaria bem na Presidência do Conselho de Ministros em conjunto com a da Modernização Administrativa". Em termos da actual orgânica de Governo, em vez de estar na dependência do ministro Mário Centeno, passaria a estar na dependência da ministra Maria Manuel Leitão Marques.» [Público]

 Férias prolongadas

Quando António Costa teve um par de dias de férias a oposição ficou muito indignada, como se fosse um escândalo um primeiro-ministro gozar meia dúzia de dias de descanso. Mas, entretanto, tanto Passos Coelho como Cristas desaparecerem, estão de férias prolongadas. Parece que no seu entender a oposição não faz falta ao país e têm alguma razão, o seu contributo nos últimos dois anos limitou-se a gerir a agenda do diabo.

 Ao mau cagador até as calças empatam

O PSD não exigiu a declaração do estado de calamidade preventiva, mal este foi declarado o anafado Amorim apressou-se a apoiar mas criticando o governo pelo atraso em tal decisão. O que pensará Passos Coelho sobre este tema?

      
 Estes não foram para o paraíso
   
«Foi uma mulher polícia dos Mossos que abateu quatro dos terroristas de Cambrils. Segundo a agência Efe, que cita vários testemunhos, a agente da polícia catalã disparou a sua arma contra os atacantes quando estes saíram do carro e se dirigiram a ela empunhando facas, machados, machetes, cutelos e sacholas.

Eram cinco os terroristas que, dentro de um Audi 3, conduziam a alta velocidade no passeio marítimo de Cambrils, uma zona de praia em Terragona, a 100 km de Barcelona. Depois de tentarem atropelar várias pessoas (três civis ficaram feridos, um deles, uma mulher, morreu), o carro investiu contra um veículo da polícia que o tentava bloquear, provocando feridas a um agente numa perna e na cabeça (mais dois polícias ficaram feridos). Foi então que os atacantes saíram do carro com armas brancas e o que se sabe serem agora cintos de explosivos falsos, em direção a outra agente, que não hesitou.

O chefe da polícia dos Mossos, Josep Lluis Trapero, confirmou que um mesmo agente abateu quatro dos terroristas de Cambrils e explicou que está a receber apoio psicológico: “Matar quatro pessoas, mesmo que sejas um profissional, não é fácil de digerir”.» [Observador]
   
Parecer:

Aconteceu-lhes o pior que lhes poderia ter acontecido, foram mortos por uma mulher.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se a "moça".»
  
 Mais uma trumpalhada
   
«O presidente dos EUA tem uma solução para acabar com os ataques terroristas de inspiração islâmica que se sucedem, em várias cidades europeias, nos últimos anos: executar os radicais usando balas mergulhadas em sangue de porco — e poupar a vida a um, para voltar para trás e contar a história.

Numa publicação colocada na rede social Twitter, Donald Trump voltou a defender que a melhor maneira de acabar com o problema é fazer o mesmo que um general norte-americano, John Pershing, fez a insurgentes muçulmanos durante a guerra nas Filipinas, no início do século passado. Só há um problema: a história de Pershing é “fake news”, isto é, é um mito que circula na Internet mas que já foi rebatido.» [Observador]
   
Parecer:

Grande Trump.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Que bela escolha
   
«O desfecho era previsível, mas o PS insistiu até à última e agora perdeu o candidato à câmara municipal de Ourém. O atual autarca, Paulo Fonseca, apesar de estar insolvente, insistiu em ser candidato novamente. Na quinta-feira, após um pedido de impugnação da coligação PSD/CDS, o Tribunal de Ourém — num despacho ao qual o Observador teve acessso, considerou Paulo Fonseca “inelegível“, uma vez que não existe “decisão final de encerramento [do processo de insolvência] nem perspetivas de a mesma acontecer até ao dia 1/10/2017“. O PS terá agora como candidata a número dois da lista, Célia Seixo, uma vez que já não pode escolher outro candidato que não integre as listas iniciais.

Na base da decisão do tribunal está o artigo 6º da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais (LEOAL) que estabelece, no seu nº 2 que: “São inelegíveis para os órgãos das autarquias locais: a) os falidos e insolventes, salvo se reabilitados […]”. O tribunal rebate os vários argumentos apresentados por Paulo Fonseca, nomeadamente o de que se tornou credor por ser fiador e não a pessoa que contraiu a dívida diretamente.» [Observador]
   
Parecer:

O aparelho local do PS insiste nestas escolhas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

sexta-feira, agosto 18, 2017

Incendiários

É evidente que o país tem de questionar tudo em matéria de incêndios e quando se diz tudo é porque não se pode deixar de fora a atuação das televisões. Com o argumento de que informam os portugueses as televisões não resistem à tentação de transformar os incêndios num reality show, em que se fica com a impressão de que se procuram as imagens que mais deslumbram, que chocam ou que dramatizam a situação.

A forma como os incêndios são tratados nas televisões faz lembrar os incitamentos de uma conhecida apresentadora de reality shows para que os concorrentes proporcionem imagens picantes. As televisões parece desejarem incêndios cada vez maiores e mais deslumbrantes, o maior número possível de feridos e mortos, tudo o que dramatize a realidade prendendo as audiências. Quando os espetáculo deixar de ter interesse esquecem-se das vítimas que tanto os preocuparam e que serviu de argumento para a sua dedicação noticiosa.

O incêndio de Pedrógão Grande ficará na história da televisão portuguesa e terá jornalistas como Judite Sousa como protagonistas pouco honrosos. Mas, infelizmente, o pior do que se passou não está no oportunismo e falta de respeito pelas vítimas por parte de quem pedia esse respeito em relação a si própria. O pior está na irresponsabilidade com que o tema foi tratado.

Muitos dos incendiários são psicopatas que regem as estímulos, para um incendiário as imagens de um grande incêndio serão muito provavelmente a mesma coisa que seria a exibição de um vídeo de pornografia infantil para os pedófilos. de um dia para os outro assistimos ao acendimento  de dezenas de incêndios, muitos deles durante a noite. O que levará a que num momento em que as televisões exibem imagens de incêndios a tempo inteiro todos os pirómanos do país acordem e ateiem centenas de outros incêndios.

É verdade que os eucaliptos ardem melhor do que os carvalhos e que os incêndios são maiores em dias de calor e ar seco. Mas a maioria deles são ateados por psicopatas ou por gente mal formada. Da mesma forma que no passado se apontava o dedo aos madeireiros, acusados de pagar aos inc~endiários, também teremos de apontar os dedos às televisões que provocam o frenesim dos psicopatas. Os madeireiros ganhavam dinheiro com a madeira barata, as televisões ganham dinheiro com as audiências. o mecanismo corrupto é o mesmo, ainda que tenham tratamento diferente no Código penal.


quinta-feira, agosto 17, 2017

O estranho fenómeno do Lidl

Se há contribuinte a quem o fisco não precisa de sugerir que peçam faturas são os comerciantes, podem evitar ao máximo emitir o papelinho maldito, mas na hora de as pedirem nunca se esquecem. É por isso que durante estas férias achei surpreendente um estranho fenómeno a que assistir diariamente na loja do Lidl na terra do Madurinho algarvio. Até cheguei a pensar que a Geringonça teria declarado um paraíso fiscal em Vila Real de Santo António.

Os primeiros clientes do Lidl são na sua maioria comerciantes que se abastecem de produtos que vão dos bolos aos queijos e fiambres. Nenhum deles queria fatura. Durante quinze dias não vi um único comerciante pedir fatura. Este fenómeno faz lembrar um outro que se generalizou quando o malfadado Núncio Fiscoólico era a última coca-cola do deserto na secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, de um dia para o outro muitos milhares de lojas e restaurantes afixaram avisos informado que “não se aceitam pagamentos por multibanco”.

O Núncio Fiscoólico aprendeu a usar o medo como forma de coagir os contribuintes a pagar o que deviam e o que não deviam, por isso lembrou- se de avisar os portugueses que iriam ser feitos cruzamentos entre as faturas emitidas e os pagamentos por multibanco. A resposta dos comerciantes foi imediata, para esperto, esperto e meio, uns deixaram de aceitar pagamentos por multibanco, outros passaram a emitir faturas apenas para os pagamentos feitos com cartões.

As medidas de combate à evasão fiscal, sejam as reais ou as de terror virtual costuma ter a mesma eficácia que o veneno para os ratos, começam por matar os ratos até que estes se habituam a resistir ao veneno e passam a alimentar-se deste. Se a ameaça feita aos portugueses de que passariam a ter os tostões contados pelo Big Brother do CDS criou algum terror, acabou por ser uma medida com efeitos perversos que não foram avaliados pelo espertalhão do Núncio Fiscoólico, hoje um advogado rico e bem sucedido da praça, acabaram por empurrar muitos milhares de contribuintes para a clandestinidade, onde estão a salvo de um fisco que insiste em cobrar e inspecionar sempre os mesmos.

É isso que explica o estranho fenómeno doo Lidl, muitos comerciantes optam por ficar na clandestinidade fiscal e como não emitem faturas optam por fazer as compras no Lidl. Não só se escapam aos impostos como não deixam qualquer rasto, sejam faturas ou guias de transporte. Enfim, tratam o cão com o pelo do próprio cão.


quarta-feira, agosto 16, 2017

Discurso vazio

A Festa do Pontal já não provoca o entusiasmo de outros tempos, as estruturas locais ainda arregimentam alguns “populares”, mas com um bom dia de praia com vendo de Levante são poucos os militantes que decidem ir ouvir o discurso repetido de Passos Coelho. O líder do PSD insiste no discurso do saudosismo do que o seu governo fez no passado, ainda que não seja raro que diga que fez o que Sócrates combinou com a troika.

Passos não tem ideias novas e limita-se a um discurso saudosista em que já ninguém acredita. Não faz propostas, não tem ideias, não apresenta alternativas, a sua agenda parece um boletim noticioso da Proteção Civil, limita-se a arrastar o tempo aguardando por mais desgraças. Depois de se ter excitado com uma qualquer desgraça nacional que traria o diabo, excita-se agora com incêndios, suicídios e outras desgraças.

Não admira que do seu discurso do Pontal pouco mais se tenha ouvido do que as suas declarações contra emigrantes, um tema que nem sequer está na agenda. O seu candidato de Loures atirou-se à etnia cigana, Passos atira-se aos emigrantes, a seguir virá um qualquer outro grupo que rende votos, talvez o funcionários públicos e reformados, outro dos ódios de estimação de Passos Coelho.

Até quando o país terá de aturar este líder do PSD? Portugal não tem qualquer oposição, se o governo é uma gerigonça, o menos que se pode dizer desta oposição é que não passa de sucata. Quando é que alguém do PSD se decide lançar uma alternativa a uma liderança que já morreu e apenas espera que seja enterrada? Quando é que Paulo Portas decide sugeria a Cristas que se retire?


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Miguel Albuquerque, traste do Funchal

Demonstrando a falta de sentido de estado que o caracteriza Miguel Albuquerque não perdeu tempo a atribuir responsabilidades à autarquia do Funchal. O problema é que este antigo Benjamim do Alberto João, que quando foi oportuno meteu os patins no padrinho, foi durante muitas anos o autarca vitalício do Funchal. Durante anos ignorou os protestos da população,. que certamente chegaram aos seus ouvidos.

Se Albuquerque fosse um político corajoso já tinha solicitado ao MP que investigasse o incidente, analisando, nomeadamente, os vários pedidos de intervenção e a forma como foram ignorados pela autarquia do Funchal. Seria interessante saber que o ex-autarca da capita madeirense chegou  ter conhecimento das queixas e o que fez.

«Pelas 19h30, há uma nova actualização do estado das vítimas, a partir do hospital.

Presente na conferência de imprensa desta terça-feira, Albuquerque recusou ter responsabilidade neste acidente. Respondia aos jornalistas que citavam as acusações de um morador do Monte de que Miguel Albuquerque – que foi presidente da câmara do Funchal entre 1994 e 2013 – conhecia o perigo em que se encontrava esta árvore e nada fez. “Nesta altura as pessoas estão emocionalmente com grande carga e começam a fazer essas especulações. Eu sempre assumi as minhas responsabilidade quanto estive à frente da câmara. Aquilo que foram as minhas obrigações eu cumpri”, respondeu o social-democrata.

António Mendonça, que mora junto ao Largo da Fonte, disse à RTP que tinha alertado tanto a vereação anterior como a actual, de Paulo Cafôfo, para o perigo de queda desta e de outra árvore. “Nada fizeram enquanto estiveram no pelouro”, acusou. O morador já tinha chamado a atenção duas vezes este ano, através do portal Funchal Notícias.» [Público]

sábado, agosto 12, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Carlos Costa, governador do BdP

Rui Carvalho foi alvo de um braço de ferro entre o Governo que o rejeitou para a administração do BdP e o governador deste banco que insistia na sua promoção, suscitando uma guerra prolongada entre BdP e Governo. O Governo era acusado de ingerência no BdP e faziam-se insinuações de vingança por parte do BdP.

Agora é Carlos Costa que afasta o seu desejado de diretor do BdP, dando razão a quem recusou a sua promoção a administrador.

«Carlos Costa terá afastado o diretor Rui Carvalho, que quis promover a administrador, depois de conhecida a investigação do Ministério Público a uma venda de ações do BES dois dias antes da resolução e à qual o diretor estaria ligado, escreve esta quinta-feira o Negócios (acesso pago).

O governador do Banco de Portugal afastou o funcionário do departamento de mercados do banco, quatro meses depois de ter proposto o nome de Rui Carvalho ao Banco de Portugal, entretanto recusado pelo Governo. Rui Carvalho era diretor do Departamento de Mercados e Gestão de Reservas mas terá sido despromovido a consultor.

A investigação do Ministério Público está relacionada com a venda de ações do BES dois dias antes da resolução o que, de acordo com o jornal, poderá configurar um crime de abuso de informação privilegiada.» [Eco]

 Fenómeno estranho

Tanto o líder do PSD como a líder do CDS são personalidades políticas tão queridas e com ideias e propostas tão apreciadas, que enquanto querem subir nas sondagens a melhor solução que encontram é desaparecer. Passos Coelho desapareceu desde que anunciou suicídios em massa e só apareceu no Pontal para desaparecer novamente. Assunção Cristas parece que se retirou até às autárquicas.

A estratégia não é nova, mas desta vez o desaparecimento não só foi prolongado, como se seguiu a uma fase de grande excitação coletiva na sequência dos incêndios e do aparentemente falso assalto a Tancos. Digamos que desde os falsos suicídios e do falso a assalto a Tancos tanto Passos como Cristas foram vítimas da mudança climática e hibernaram em pleno Verão, até parece que têm férias escolares à moda antiga, quando as aulas terminavam a 20 de Junho e retomavam a 6 de Outubro.

 É preciso proteger a floresta

Com tanto incendiário à solta é preciso mobilizar meios para uma proteção ativa da floresta, é mais fácil evitar os incêndios do que combatê-los. Se for necessário deve recorrer-se a soluções extraordinárias, incluindo a mobilização de civis, sob pena desta orgia de fogo destruir o interior do país.

 Equivalência moral

A equivalência moral defendida por Trump em relação ao KKK e à esquerda americana não é assim tão rara. Não falta  em Portugal quem coloque o PCP ao mesmo nível da extrema-direita ou do salazarismo, como os que lutaram pela democracia devessem estar ao mesmo nível dos agentes da PIDE, porque devem pagar pelos pecados de todos os comunistas.

Ainda recentemente, quando um conhecido neo-salazarista foi convidado a discursar numa universidade pública não faltaram os que colocaram os neo-nazis portugueses como equivalentes morais do BE ou do PCP.

      
 Não vem ao caso
   
«1. É falso que o Governo da altura, e em particular eu próprio, como primeiro-ministro, se tenha oposto à OPA da Sonae. Este é um embuste que a Sonae, o Ministério Público e os jornais afetos repetem com frequência, não deixando, por isso, de ser uma descarada mentira. Durante todo o processo, o Governo sempre se portou com total imparcialidade, nunca tomando partido e ordenando o voto de abstenção ao representante do Estado. Acontece, aliás, que um dos momentos em que o Governo teve que reafirmar essa equidistância aconteceu justamente poucos dias antes da data da Assembleia Geral em que se tomaria a decisão e na sequência de um telefonema do Dr. Paulo Azevedo, durante o qual pediu expressamente a minha intervenção para que a Caixa Geral de Depósitos votasse a favor da OPA. Respondi-lhe que o Governo não tinha nenhuma razão para o fazer e não o iria fazer. Para o Público e a para a jornalista, que conhecem a história, este episódio não vem ao caso.

2. É falso que eu próprio, ou alguém em nome do Governo, tenha dado qualquer indicação de voto à Administração da Caixa Geral de Depósitos ou a qualquer dos seus membros. Isso foi já desmentido pelos Administradores, que confirmam que a decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração e com o único fundamento de ser esse o melhor interesse da instituição. Acresce - novo ponto que não vem ao caso, para o Público - que mesmo que a Caixa tivesse votado a favor da OPA ela teria sido recusada.

3. É igualmente falso que tenha sido o Governo a sugerir a parceria com a empresa OI. Essa foi uma decisão da exclusiva responsabilidade da Administração da PT, tendo as negociações entre as duas entidades decorrido com total autonomia empresarial. Não têm, portanto, nenhum fundamento as suspeitas apresentadas. Nascendo de um qualquer preconceito contra a intervenção do Estado, estão, por isso, ao serviço de uma certa visão política. O “patrocínio de S. Bento “, invocado sem nenhuma justificação, não passa de um insulto do jornal.

4. O Governo da altura decidiu, como todos sabem, opor-se à venda, à Telefónica, da empresa Vivo, venda essa que abandonava o tradicional plano estratégico de presença da PT no Brasil, iniciada há muitos anos atrás. O Governo exerceu, então, os seus legítimos direitos, na defesa do que considerava ser o interesse nacional: não permitir uma venda cujo único objetivo vislumbrável seria apenas distribuir dividendos aos acionistas, perdendo a PT a condição de uma empresa lusófona de vocação global na área das comunicações, condição da maior relevância para a economia portuguesa. Essa decisão do Governo, como o Ministério Público e o jornal parece quererem esconder, foi contrária aos interesses da maioria dos acionistas, entre os quais estava o grupo BES. No entanto, para o Público, isso parece que também não vem ao caso.

5. A única decisão que não teve oposição do governo a que presidi foi a de concretizar uma parceria estratégica, através de troca de participações, com a OI. Com efeito, em Julho de 2010, a PT anunciou a decisão de adquirir até 22% da OI Brasil, assegurando uma participação qualificada num dos maiores operadores brasileiros, e, em simultâneo, anunciou também a entrada dos acionistas brasileiros no capital da Portugal Telecom com uma participação equivalente à que era detida pela Telefónica (10%). Esta foi, repito, a única decisão que não teve oposição do meu Governo - troca de participações como parceria estratégica. Nada mais.

6. Anos depois do meu Governo cessar funções, mais concretamente em Outubro de 2013, foi anunciada, com grande entusiasmo e certamente com total conhecimento das virtudes do passo a dar, a operação de fusão da PT com a OI, que se viria a concretizar em Março de 2014. Anúncio em 2013, concretização em 2014. Julgo que é o bastante para afirmar que as diversas etapas para a fusão foram realizados na vigência do governo que me sucedeu, sem que este tivesse levantado qualquer objeção, podendo fazê-lo, nomeadamente, através da participação que ali detinha através da Caixa Geral de Depósitos. Também aqui isso parece que não vem ao caso.

7. Mas mais: em 26 de Julho de 2011, num dos seus primeiros atos, o Governo de então decretou o fim da golden share do Estado na PT, sem que ela fosse substituída por um qualquer acordo para-social, alteração estatutária ou ato legislativo que permitisse ao Estado ter um papel relevante em questões estratégicas na área das telecomunicações. Esta decisão beneficiou diretamente, e sem qualquer contrapartida para o Estado, os acionistas privados que, recorde-se, quando compraram a PT ainda ela estava sujeita à golden share. Para o Público, esta decisão parece que também não vem ao caso.

8. Todo o artigo parte da ideia de uma cumplicidade do Governo de então com os interesses da administração da PT. Os factos demonstram a falsidade de tal imputação. Durante toda a minha governação o Grupo PT teve a maior diminuição de sempre na sua quota de mercado de assinantes e de receitas dos serviços de TV, Telefonia Fixa e Acesso à Internet.

Estes números são expressivos, demonstrando que o Governo cumpriu exatamente os objetivos do Programa de Governo de promover uma maior concorrência, removendo barreiras à entrada no mercado e corrigindo posições dominantes. Como todos os operadores sabem, nunca, repito nunca, nenhum governo foi tão longe na promoção de um mercado diverso e concorrencial como mecanismo de desenvolvimento económico. Nunca um Governo agiu de forma tão explicita no sentido de contrariar as tendências monopolistas da PT. Mas, está bem de ver, também isto não vem ao caso. 

9. Chegou talvez o momento de dizer alguma coisa sobre essa estranha patranha da minha alegada proximidade com o Dr. Ricardo Salgado. Tive e tenho consideração pelo Dr. Ricardo Salgado, mas nunca fui seu próximo nem fazia parte do seu círculo de amigos. Enquanto fui primeiro-ministro nunca o visitei no seu banco, nunca fui a sua casa e as reuniões que tivemos sempre foram a seu pedido e no meu gabinete. A nossa relação sempre foi cordial e institucional, apesar do diferendo público relativo às nossas posições a propósito do veto do governo à saída da PT do Brasil. Vejo, todavia, com tristeza, mas sem surpresa, que a direita política, de quem ele sempre foi próximo, se procura agora distanciar, mas nunca me ocorreu que a ambição de revisionismo histórico fosse tão longe, procurando agora transformar o Dr. Ricardo Salgado em amigo dos socialistas. 

10. A avaliar pelo seu comportamento há muito que percebi que os dirigentes da Sonae nunca perdem. No caso de serem derrotados, isso resulta sempre ou da deslealdade da concorrência ou da parcialidade do árbitro. Como poderia ser de outro modo dada a excelência dos seus gestores e das suas equipas? Todavia, a megalomania manifesta-se sobretudo na visão imperial da empresa. Quem não defende os seus propósitos estará seguramente ligado a outros interesses, não podendo estes deixar de ser obscuros ou ilegítimos. Não sei com quem estão habituados a lidar, mas talvez esteja na altura de amadurecerem.

11. Finalmente, temos o Público. A reportagem retoma de forma escandalosa e parcial a visão da empresa Sonae, que é a proprietária do jornal. Não vou perder muito tempo com este assunto, mas isto deve ser dito: toda a notícia, o editorial e a primeira página não passam um serviço aos interesses económicos do proprietário, envergonhando o jornalismo decente e honesto.

* Para quem não saiba, “não vem ao caso” foi a expressão que o juiz brasileiro Sérgio Moro continuamente utilizava quando surgia algum facto que pudesse pôr em causa a tese da culpabilidade do Presidente Lula da Silva.» [Público]
   
Autor:

José Sócrates.

      
 Bruxelas dá 45 milhões para Pedrógão
   
«Comissão Europeia aprovou esta quinta-feira a mudança do Programa Regional da Política de Coesão, o que permitirá disponibilizar 45 milhões de euros para Portugal, verba a usar na reconstrução de Pedrogão e na revitalização da atividade económica da região, afetada pelos gravissimos incêndios de junho.

“Esta reorientação dos fundos ajudará a Região Centro a retomar o seu curso normal e ajudará os portugueses a virar a página deste capítulo doloroso”, afirmou a Comissária europeia para a política regional, Corina Creţu, expressando a “sincera solidariedade” da União Europeia “para com os portugueses, numa altura em que os incêndios florestais continuam a devastar o país”.

Sobre a verba agora libertada, “25 milhões de euros poderão ser usados para restaurar a capacidade de produção das empresas locais, incluindo equipamentos e máquinas que tenham sido destruídas nos incêndios. 20 milhões de euros poderão ser investidos em serviços públicos e no restauro das infraestruturas críticas como reparos nas estradas, restauro dos sistemas de distribuição de água ou substituição de veículos de transporte municipais”, adianta Bruxelas.» [Expresso]
   
Parecer:

Daqui a duas semanas Passos Coelho e a sua anexa Cristas vão exigir que o Governo diga onde gastou os 45 milhões, até la´vão sugerir que a gestão do dinheiro fique a cargo do homem da Santa Casa local o tal que é candidato do PSD e inventou a vaga de suicídios das vítimas abandonadas pelo Estado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Idiota
   
«O humorista João Quadros está a ser alvo de inúmeras críticas nas redes sociais, depois de ter escrito no Twitter uma frase que, visando Pedro Passos Coelho, faz referência à "cabeça rapada" de Laura Ferreira, a mulher do ex-primeiro-ministro, que sofre de cancro.

"Eu a pensar que só havia uma cabeça rapada em casa do Passos", escreveu o humorista no Twitter, uma frase que suscitou rapidamente dezenas de comentários negativos.» [DN]
   
Parecer:

Decidiu dar uma ajudinha a Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

quarta-feira, agosto 09, 2017

A ministra do Mar vem à terra do Maduro algarvio

Portugal visto desde uma das suas pérolas democráticas que são as suas autarquias, verdadeiros santuários marianos das melhores virtudes democráticas, chega a ser divertido. Aqui por terras do Maduro chego a ter vontade de rir, a melhor forma de iludirmos a vontade de chorar.

Parece que o Maduro algarvio quer ser substituído por uma senhora que se apresenta intimamente como a São, diminutivo de Conceição, nome muito querido da terra já que a sua padroeira é a Nossa Senhora da Conceição. Em tempos até houve uma traineira chamada Conceiçanita, um diminutivo mais típico da terra, onde os diminutivos acabam emito.

Dantes até havia uma traineira com o nome de Conceiçanita, assim como havia a Raulito, diminutivo de Raul, um menino da família dos Folques que hoje marca presença na terra através dos restaurantes Sem Espinhas. Já a Conceiçanita devia o nome à filha do Mário, um protegido do D. Mário Parodi, dono da fábrica de conservas Parodi e benemérito da terra.

Do Raulito, que tinha uma traineira gémea de nome Infante. Eram vermelhas e o Dr. Folque, médico da família, tinha uma vivenda com piscina a caminho da escola primária dos moços, onde se podiam ver duas miniaturas das traineiras. Por sua vez, a Conceiçanita era castanha com uma bela ponde que durante anos apodreceu a caminho da muralha.

Da pesca resta pouco mais do que memórias e uns quantos mujos no Guadiana. É por isso que tem alguma graça que a candidatura do candidato local do PS seja abrilhantada pela ministra Mar, que se afará acompanhar pelo esposo. É bonito que numa terra de mar e de pescadores venha tão importante governante, só espero que o jantar não seja uma anchova vendida na lota de Isla Cristina!

Mas o mais engraçado é eu a ministra foi professora do Maduro e que em tempos tenha feito, por encomenda do seu aluno, um estudo sobre trânsito que custou algumas dezenas de milhares de euros. Até estou curioso sobre que importância teria um estudo sobre trânsito numa terra onde acabam as estradas e onde só vai quem precisa de lá ir. Confesso que com a merda eu trem sido feita na terra seria mais interessante que o estudo fosse sobre trânsito intestinal pois é o único trânsito que poderá ter interesse em estudar durante o mandato do dos Maduros e dos verdes cá da terra.

Veremos se o Maduro do Algarve vai comparecer na candidatura da concorrência para cumprimentar a ministra que tantos favores lhe tem feito.

domingo, agosto 06, 2017

Viver bem não custa

O povo na sua imensa sabedoria diz que viver bem não custa, o que custa é saber fazê-lo e não falta por aí quem siga o ditado à letra. Algumas altas individualidades da política andam pela capital gerindo a sua imagem, num permanente toca e foge quanto à disponibilidade para ascenderem à liderança do PSD. São pequenos senhores da guerra que têm peso na hora de decidir quem sobre e quem desce.

Por outro lado, há uma imensidão de pequenos líderes locais ambiciosos, como é o caso do Maduro da minha terra, que espreitam a oportunidade de subirem na hierarquia dos partidos, talvez um dia cheguem ao estatuto de um Marco António ou mesmo a um cargo de ministro, o que será a oportunidade de resolverem todos os seus problemas.

Até aqui nada de questionável, mas estes senhores sabem usar a lei e os recursos financeiros das autarquias em seu favor, contratam personalidades influentes da capita para seus assessores, pagando-lhes fortunas em avenças. Nada que possa ser posto em causa, nem o procurador mais rigoroso vai questionar que uma eliminação de uma vírgula custes uma pequena fortuna.

Isto é, os Maduros que há por aí e por aqui usam os dinheiros públicos para ganhar avenças chorudas aos senhores da guerra da capital, para que no próximo congresso subam mais uns degraus na hierarquia do partido. Por outro lado, tendo Portugal 400 concelhos não é admirar que muitas dezenas paguem principescamente a consultores. Estamos perante um imenso esquema de promoção de autarcas ambiciosos e sem escrúpulos que proporciona milhões de euros a alguns senhores da capital.

Lá mais para setembro contarei o caso de Vila Real de Santo António, que certamente se repetirá em muitos concelhos deste país. Contarei quanto é que o Maduro da minha terra paga a um conhecido político da capital, um senhor de quem se diz que pode vir a ser candidato a líder do PSD.

Coincidência, ou talvez não, quanto mais sobe o Maduro na hierarquia do PSD, mais pobre está a terra.

quinta-feira, agosto 03, 2017

O submundo autárquico

Na política portuguesa convencionou-se que o mundo das autarquias é uma espécie de paraíso da política, tendo sido elegidos os autarcas como modelos de virtudes, eles próprios interiorizaram essa mentira e comportam-se como virgens, ofendendo-se muito facilmente sempre que alguma voz mais desafinada os questiona. Por oposição aos autarcas, os políticos da capital são a imagem da corrupção, do desprezo pelos cidadãos e da incompetência.

Os diversos modelos de turismo institucional interno promovido por sucessivos Presidentes da República basearam-se no GPS das autarquias, na base das quais estavam as células que os elegeram. Da mesma forma, a ascensão de um candidato a líder partidário passa por uma longa procissão autárquica, ao longo da qual foram sendo feitas promessas a tudo quanto é cacique local, coisa que hoje existe em maior abundância do que no tempo de Salazar.

Um secretário de Estado vai a Paris ver um par de chutos na bola e é perseguido até se demitir e ainda se arrisca a levar umas bordoadas nas nalgas dadas pelo nosso zeloso MP. Em contrapartida, o Maduro do Algarve, o distinto autarca de Vila Real de Santo António vais mais vezes a Havana do que eu vou a Almada e é enaltecido por tal turismo oftalmológico, a arte de tratar dos olhos. No fim e num concelho onde há muita miséria, ainda gasta euros a rodos para produzir um filme dedicado à sua figura. O Maduro original, o da Venezuela, não faria melhor.

A verdade é que se Portugal fosse governado como o concelho que Marquês de Pombal orgulhosamente fundou, é muito provável que viesse a pedir a nacionalidade espanhola ou a requerer autorização de residência naquele país, a título de refugiado. Aquilo que visto de Lisboa é uma grande preocupação com os velhotes pobres, visto de perto é um cruzamento entre o Maduro da Venezuela com o Putin. 

Esta não é uma realidade exclusiva, é a que resulta do modelo de funcionamento do nosso sistema partidário, que deu lugar a verdadeiros especialistas no aproveitamento das situações, na falha das leis e no medo que num pequeno concelho todos tens dos olhos, dos ouvidos e do chicote do presidente da autarquia. Cidadão que se oponha está lixado! 

De longe muitos autarcas parecem modelos de virtudes, ao perto alguns são pequenos títeres, verdadeiros Maduros de pacotilha, chicos espertos a quem deram mais poder do que valores, que usam os dinheiros públicos para gerirem os processos eleitorais e promoverem as suas carreiras.

Os céus estão seguros

Durante semanas os registos de incidentes com drones foram tantos que fiquei que nos céus de Lisboa foram tantos que mais parecia que os lisboetas estavam a assistir à  versão tuga da Batalha da Inglaterra. Felizmente o governo apressou-se a adotar as leis que lhe foram pedidas e sem qualquer nova norma em vigor os incidentes terminaram de uma hora para a outra.

Agora estamos descansados, os drones vão encher os cofres de uma das instituições cujos dirigentes podem decidir o que querem ganhar, estarão identificados com matrícula e têm seguro. Já só falta exigir a quem tem um drone que ande vestido e equipado como um  piloto de um F 15 e que tire um curso de pilotagem devidamente certificado por um qualquer instituto público que ande a precisar de engordar as receitas com mais taxas.

Mas uma coisa é certa, estamos seguros no ar. O problema parece ser em em terra, tudo leva a crer que os nossos pilotos não gostam de ir ao banho e não me admiraria nada que o pessoal da segurança aérea, os mesmos que tinham medo que algum fuinha da 2.ª Circular derrubasse um avião, viessem a exigir ao governo novas normas para quem ande nas praias, que como se sabe, devem ser consideradas pistas alternativas.

Agora que o problema dos drones está resolvido talvez exijam que os banhistas da Caparica respeitem as pistas de areia e passem a usar pisca-pisca e matricula no traseiro, tudo em nome da segurança aérea. Até porque as praias têm um espaço aéreo muito ocupado, onde circulam as avionetas que anunciam de tudo, desde o cantor pimba à festa do berbigão. Sem esquecer as asas deltas e os passeios pelo litoral de algumas aeronaves militares.

É uma pena que as gaivotas não tenham orçamento, senão só estariam autorizadas a voar em Lisboa ou nas praias depois de pagarem a competente taxa e de prenderem uma chapa de matrícula às patas.

quarta-feira, agosto 02, 2017

O Maduro algarvio

Desenganem-se os que pensam que o caciquismo do Maduro da Venezuela é um exclusivo regional ou do chavismo, nas melhores famílias ditas social-democratas tugas há também um Maduro, não casou que nenhuma filha de um ditador da América Latina, mas os laços familiares dos Maduros é coisa que só a ele diz respeito.

Cuba tem dois grandes Maduros no sentido em que são dois amigos especiais, o Maduro da Venezuela e o Maduro de Vila Real de Santo António, o Maduro algarvio. Um é candidato a ditador e te m petróleo, o outro vai ter uma licença sabática e muito provavelmente fará o mesmo que fez o Putin ou o Estevens de Castro Marim, nomeia um sucessor temporário que ocupará a autarquia durante um mandato, para superar os constrangimentos legais que impedem mais do que três mandatos.

Parece um exagero, mas se o Maduro algarvio mandasse os seus descamisados vestirem camisolas laranja poderia muito bem imitar o seu compadre venezuelano e promover comícios dignos de um Maduro chavista. Juntava os velhotes que foram a Cuba tratar das cataratas, mais familiares e penduras que fizeram turismo de saúde em Cuba. A estes acrescentava os funcionários da autarquia, os beneficiários da ajuda alimentar de uma ONG local, mais os muitos que deforma direta ou indireta dependem da autarquia de uma terra condenada à pobreza e temos um cenário amadurecido à moda da Venezuela.

Uma mistura soviética entre funcionários e partido, intimidação de funcionários para que não se candidatem pela oposição, vale tudo numa terra com um autarca que é uma coisa estranha, resultante do cruzamento entre o regime cubano e o homem da Massamá. Mas em lisboa ninguém parece conhecer a realidade, o nosso Maduro algarvio até apareceu a dar a cara por Sócrates, o suficiente para que meio mundo feche os olhos às sua madurices.

É uma tristeza ver dois concelhos com um passado tão digno serem transformados numa espécie de Havana algarvia, promovida pelo PSD.

terça-feira, agosto 01, 2017

Pobre vila Real aquela!

A caminho de Vila Real de Santo António, para render o Centeno na Praia do cabeço, já que no Ministério ficará por mais dois bons anos, dou comigo a pensar naquilo em que transformou este concelho do Algarve. Como é que uma terra com umas das maiores votações á esquerda chegou a um ponto em que a direita consegue a maioria absoluta. Certamente não foi porque o autarca local gosta muito de Cuba ou porque o Castelo Branco foi rei do Carnaval local ou porque gastaram uma fortuna para que astróloga do CM ficasse com um bar na Manta Rota.

Lembro-me de Vila real de Santo António antes do 25 de Abril ser uma terra de resistência, recordo os colegas da escola primária cujos pais e mães eram detido a título preventivo antes dos 1.º de Maio, recordo-me da montra do Gravanita onde o aniversário do general Humberto Delgado ser comemorado com cravos vermelhos, lembro-me Bento, amigo de 16 anos, gritar na rua Miss Piggy quando o baía, chefe da PIDE estava no centro de Juventude, aproveitando a semelhança fonética e vocabular entre PIDE e Piggy.

Vila Real devia ser considerado um case study da vida política portuguesa, um caso em que a estupidez partidária e aos jogos dos aparelhos transformaram uma terra com uma história de esquerda numa pinderiquice da direita mais ignorante e oportunista. Como é possível que um partido republicano se transformasse localmente numa espécie de monarquia, como se aquilo fosse a Coreia do Norte, ainda por cima com uma família sem quaisquer credenciais dignas desse nome na esquerda e no PS?

Antes de vila real de Santo António já o PS e a esquerda tinha perdido Castro Marim por ter apostado e insistido num dinossauro já extinto. O mesmo voltou a suceder em vila real de Santo António onde o aparelho insiste em apostar numa candidatura na esperança dos eleitores votarem por cansaço. Um dia destes os eleitores de esquerda de Vila Real de Santo António terão também o estatuto de espécie em extinção com direito a constar nas listas da CITES, a convenção que protege as espécies em risco de extinção.

Pobre Vila real de Santo António, uma das poucas terras que conheço que pouco ou nada ganhou com a democracia e que nos últimos anos foi tão malgovernada que não conseguiu travar a decadência. Longe vão os tempos em que tínhamos um orgulho que vinha dos tempos do Marquês de Pombal, que construiu uma vila para afirmar a imagem e soberania do país em frente a Ayamonte.

Em nome de alguns políticos mal conseguidos e de uma ou duas famílias sem grandes dotes, o progresso económico impulsionado desde a fundação acabou por morrer e Vila real de Santo António é uma terra cada vez mais pobre, com menos indústria e onde o autarca local deu uma imagem miserável do país, inscrevendo os seus concidadãos no SNS de Cuba. Hoje há menos indústria, há menos cultura, há menos desenvolvimento do que há quarenta anos e terminado o ciclo da peseta parece que se iniciou o ciclo das operações às cataratas em Cuba, das dívidas da autarquia que teve o Santa Lopes como assessor jurídico e do rendimento social de inserção. Uma vergonha!

Obrigado Murtas, Obrigado Ritas, obrigado Broas, obrigado Graças, obrigado a todos os que de uma forma ou de outra participaram neste ciclo de empobrecimento da terra, obrigado a todas as pequenas famílias reais desta pobre terra.


PS: Durante a primeira semana de Setembro o Jumento será alimentado com ração de manutenção, pelo que apresentará algumas perturbações de ordem alimentar.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Nuno Magalhães, os disciplinador social

Primeiro foi o Ventura do PSD com os ciganos, agora o CDS aproveita-se das alterações nas regras do RSI para iniciar uma guerra contra os pobres que não se querem inserir socialmente, segundo o padrão do CDS e por isso merecem morrer á fome. à falta de mortos devido aos incêndios e sem ideias para a campanha autárquica da sua líder, o CDS agarra-se desesperadamente a uma qualquer bóia de populismo que lhe seja atirada. Este CDS é cada vez mais cristão, andou todo o mês de julho a aproveitar-se dos mortos para ganhar uns votos, agora agarra-se á miséria humana e ao tema recorrente do rendimento mínimo para conseguir mais uns votos. Se ser cristão é isto, prefiro ser ateu se deus quiser.

«O CDS-PP vai agendar para setembro a apreciação parlamentar do decreto-lei que alterou o regime do Rendimento Social de Inserção (RSI), em vigor desde sábado, e propor mudanças "cirúrgicas", considerando que o novo regime favorece "a balda total".

Em conferência de imprensa no parlamento, o líder da bancada do CDS-PP, Nuno Magalhães, considerou que as alterações ao regime jurídico do RSI, em vigor desde sábado, são "um erro e um retrocesso inaceitável em matéria de política social".

O deputado adiantou que o CDS-PP quer agendar para o início de setembro a apreciação parlamentar que entregará no parlamento durante o mês de agosto e que apresentará um conjunto de "alterações cirúrgicas" ao diploma, visando mais "fiscalização e rigor".» [DN]

segunda-feira, julho 31, 2017

Vem aí o menino Jesus

Parece que Passos Coelho se zangou com o diabo, agora está otimista e não me admiraria de em vez e anunciar a vinda do diabo anunciasse o regresso de Jesus. A sua conversão é tal que já perdeu a esperança em eleições antecipadas, em vez de apostar numa crise no governo sugere que este pode durar até ao fim da legislatura.

Começou por garantir o aumento do desemprego, depois desvalorizou a diminuição da taxa de desemprego, chegou a sugerir que o emprego criado era só de trabalhadores que ganhavam o salário mínimo, agora diz que com ele haveria mais emprego. Isto é, o senhor que se opôs ao aumento do salário mínimo queixa-se agora que alguns novos empregos sejam remunerados com esse salário, o mesmo que garantiu que um aumento do salário mínio resultaria em desemprego diz agora que com ele haveria mais emprego.

É mais uma mudança de estratégia política de Passos, já não questiona a legitimidade de um governo apoiado numa maioria parlamentar que até ao momento teve menos crises do que as que enfrentou o seu governo. Depois de um atuação execrável durante a crise dos incêndios e após um desaparecimento higiénico, Passos regressa com um novo discurso, o primeiro-ministro no exílio morreu queimado nos incêndios de Pedrógão, agora há um novo líder da oposição.

O problema de Passos é que volta a não ter ideias e propostas, vive o drama do passado e em todos os seus discursos limita-se a comparar o presente com o seu governo, o tal governo que se limitou a cumprir um programa discutido entre Sócrates e a Troika. O problema de Passos é precisamente esse governo, fez demasiadas coisas que possam ser esquecidas. Quando desvaloriza o emprego os desempregados não esquecem o corte nos apoios aos desempregados, quando está preocupado com o pagamento de pensões os pensionistas não se esquecem dos cortes que fez à margem das instituições.

O problema de Passos não está apenas no mau cheio do seu passado, está na sua falta de inteligência, que se evidencia quando inventa suicídios, quando desvaloriza o desemprego ou quando se mostra preocupado com os pensionistas. De pouco lhe serve anunciar a vinda de Jesus, depois de dois anos em que não esconde o desejo de ver o país no inferno.

domingo, julho 30, 2017

Falsa semanda


Julho foi o mês das falsidades pelo que a melhor forma de o terminar é com uma falsa semanada:

O comandante de Tancos decidiu colocar um aviso junto ao buraco da vedação anunciado que aceita devoluções, bastando para tal que os ladrões apresentem os devidos corporativos. O comandante prometeu ainda aos ladrões que os paióis serão geridos com o mesmo rigor que a zona dos iogurtes do supermercado, todos os equipamentos terão uma etiqueta indicando o prazo de validade e se algum produto não for retirado esse prazo, os utentes podem fazer queixa na ASAE ou pedir o livro amarelo do paiol junto do oficial de serviço.

Ao fim de uma semana de estar desaparecido e quando o deputado Amorim já sugeria que tinha sido umas das vítimas que António Costa escondeu no galinheiro dos pavões, na residência oficial de São bento, ao mesmo tempo que Ricardo Costa mandou um jornalista estagiário do Expresso verificar as listas da maluquinha dos cem mortas, para se certificar que o líder do PSD não estaria contabilizado como uma das vítimas de Pedrógão, eis que os fuzileiros encontraram o líder do PSD, estava numa aldeia remota de Pedrógão, tentando convencer a população a não se suicidar, podiam ficar descansado porque daqui a 6 anos, quando voltar ao poder o Estado vai cumprir com as suas obrigações.

Passos prometeu num jantar de lombo assado que com os seus governos os portugueses não esperam um ano por uma pensão de sobrevivência,. Aliás, por nenhuma pensão. Se voltar ao governo resolve o problema na hora acabando com as pensões de sobrevivência, pelo que os velhotes deixam de estar preocupados. Caramba, na hora das decisões é com Passos Coelho que os pensionistas contam!

Depois de se ter associado a Passos Coelho e à maluquinha dos cem na preocupação com as vítimas não contabilizadas dos incêndios, a líder do CDS prometeu dar sentido aos seus valores cristãos e promoverá uma missa na Sé de Lisboa em memória das vítimas dos incêndio, incluindo aqueles que por se terem suicidado morreram em pecado. Passos Coelho, em solidariedade pelos que ele próprio encontrou mortos depois de se terem suicidado, estará presente na missa. Marcelo informou que não estará presente, ao que parece só vai a procissões.

Passo Coelho assegurou que os serviços públicos funcionam agora pior do que nos tempos do resgate, com destaque para o SNS. O líder do PSD assegurou que os mortos nas urgências dos hospitais nos tempos do Paulo Macedo faleceram na sequência de suicídios e que a recusa em tratar os doentes com hepatite C  não aconteceu, foi mentira de 1.º de Abril.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Marcelo Rebelo de Sousa

A que propósito Marcelo faz sucessivas intervenções sobre se a legislatura chega ou não o fim? É um tema que só é notícia porque Marcelo o suscitar, fazendo lembrar os bons velhos tempos, em que se dedicava a desestabilizar a vida política inventando falsos factos políticos, até parece que anda a imitar o Trump criando uma realidade alternativa.

«Marcelo Rebelo de Sousa diz que cabe aos partidos da maioria de esquerda decidirem se querem levar a legislatura até ao fim e espera que as negociações do Orçamento de Estado decorram como nos dois anos anteriores. Na longa entrevista que deu ao Diário de Notícias, o Presidente da República diz também que é obrigatório o apuramento de responsabilidades em Tancos e Pedrógão Grande, e pede calma às famílias das vítimas do incêndio.» [Expresso]

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Ele diz que agora o SNS funciona pior do que durante o seu governo.





sábado, julho 29, 2017

O sonsinho

Julho ficará para a história desta legislatura como um dos mais baixos momentos da oposição e de alguns setores do jornalismo. Depois de um ano e meio de frustração, de erros estratégicos sucessivos, de boas notícias na economia, os setores mais conservadores da sociedade portuguesa “saíram à rua” animados pelas mortes de Pedrógão Grande.

A pouca vergonha foi tanta que Passos inventou suicídios, enquanto Ricardo Costa, diretor do Expresso, promoveu uma vaga de suspeições sobre diversas instituições do Estado, para passar a ideia de que este país era uma espécie de Zaire, onde o governo mata e esconde os cadáveres em falsas estatísticas de vítimas de um acidente. Passos e Ricardo Costa sabiam muito bem o que estavam fazendo, o líder do PSD assaltou o poder sem argumentos de competência que lhe permitam vencer um debate democrático, o diretor do Expresso usou as vestes de jornalista para promover a contra-informação.

Depois de ter lançado a sua candidatura a Lisboa Assunção Cristas teve uma oportunidade de ouro de se demarcar do PSD e afirmar o CDS, mas optou por acreditar que os golpes baixos dados por Passos Coelho teriam sucesso. Errou e acabou fazendo declarações políticas absolutamente ridículas. Em vez de se afirmar como líder do CDS num momento difícil do país, preferiu desonrar a memória dos líderes dignos que estiveram à frente do seu partido, nunca um presidente do CDS tinha aceitado o estatuto de caniche do líder do PSD.

Catarina Martins também não se escapou, tentando combinar o papel de boazinha da geringonça com o de grande líder da oposição a dirigente do BE fez o que tem vindo a ser uma constante, quando julga que a dica da direita é boa junta-se a esta. Já o fez em muitas ocasiões, fê-lo agora e de forma descarada com as estatísticas da vítima. Acreditou na mentira e não resistiu á tentação de se armar em virgem, acabou por se armar em parva e ter de mudar de posição de uma hora para o outro. Mais uma vez Jerónimo de Sousa ganhou aos pontos em inteligência e seriedade a Catarina Martins. A líder do BE foi em busca de lã e acabou tosquiada.

Mas se temos visto os líderes do CDS, PS, BE e PCP darem a cara, Passos Coelho, o grande arquiteto da estratégia suja de julho de 2017, anda escondido, em vez de dar a cara tenta distanciar-se dos acontecimentos, mandando deputados sem grande credibilidade, como o truculento Carlos Abreu Amorim dar a cara, normalmente este é o artista escolhido na hora de Passos não querer fazer figura de urso, é o palerma de serviço deste PSD.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Catarina Martins

Desde há algum tempo que Catarina Martins anda numa verdadeira histeria, todos os acontecimentos e notícias servem para se armar nuns dias em líder do governo, noutros em líder da oposição. pouco importa, desde que alguma coisa seja notícia ela alinha, umas vezes põe-se ao lado do PS, outras encosta-se ao PSD. O caso mais divertido foi o das mortes, começou por se encostar ao PSD, mas quando percebeu que a coisa ia acabar mal, tratava-se de algo mais grave do que as cabimentações onde também se juntou ao PSD, torceu o bico ao prego e juntou-se ao PS.

Catarina Martins está convencida que não importa o que diz,, o que importa em, gritar frente ás câmaras de televisão, tentando ultrapassar o PCP pela esquerda e o PS pela direita.

«A coordenadora do BE, Catarina Martins, insistiu esta sexta-feira na necessidade de acabar com o contrato com a atual concessionária privada do SIRESP, uma vez que pagar por um serviço que não funciona é “insultar o país”.

Durante uma conferência de imprensa na sede do BE, em Lisboa, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre as falhas do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) no combate aos incêndios florestais que têm assolado o país, respondendo que o país “precisa de um sistema de comunicações eficaz, com redundâncias e capaz de assegurar o seu funcionamento em momentos de catástrofe, em momentos de tragédia e em momentos difíceis”.

Isto não será feito seguramente pela concessionária do acordo do SIRESP. Esse contrato deve terminar e o Estado deve colocar todos os seus esforços num sistema que funcione porque cada dia que passa e pagamos a uma concessionária privada um serviço que não funciona, insultamos o país”, reiterou.

A líder bloquista deixou uma questão: “eu, aliás, gostaria de saber qual foi o dia em que o SIRESP foi necessário e funcionou“.» [Observador]

 Preocupação

O que terá acontecido a Passos Coelho, desde que mandou os seus vices montar a mentira dos mortos por contabilizar que anda desaparecido. Dantes aparecia diariamente nos jantares de lombo assado, agora desapareceu.

      
 O PSD vai ao pote
   
«Adjudicar o tratamento de jardins de Lisboa a uma empresa com sede em Barcelos de um “amigo” do partido por 13.530 euros/mês, contratar a prima para coordenadora da área que se tutela na junta, ligar a um amigo para montar um gabinete de comunicação porque é mais rápido ou, simplesmente, não publicitar ajustes diretos de centenas de milhares de euros. Estes são alguns dos atos de gestão de três juntas de freguesia lideradas pelo PSD no concelho de Lisboa que — entre avenças e contratos atribuídos por ajuste direto a empresas de militantes do partido — gastaram, no total, mais de um milhão de euros desde o início do mandato. Um dos presidentes de junta contratou a empresa do presidente do seu núcleo, do qual ele próprio é o vice-presidente.

Ajustes diretos: a maçã que cai sobre a cabeça de Newton

Um dos mais proeminentes presidentes de junta do PSD é Luís Newton, tesoureiro da concelhia de Lisboa. A relação com a oposição na Estrela tem sido conflituosa, por PS e PCP insistirem na falta de transparência da junta de freguesia: uma junta como a Estrela poderia ter cerca de 400 ajustes diretos publicitados no site Base.gov (pela média das outras juntas de Lisboa e a dimensão que tem), mas tem apenas 22.

Quando foi questionado, em fevereiro, numa reunião da Assembleia de Freguesia sobre a razão de não serem publicitados tantos contratos por ajuste direto, o presidente da Junta de Freguesia da Estrela culpou a lei e o site Base.gov. Esta segunda-feira, em resposta ao Observador, Luís Newton voltou a fazê-lo: como são ajustes diretos inferiores a 5 mil euros, não são publicitados pelo site governamental. “A Junta de Freguesia da Estrela tem 116 contratos carregados no Portal Base, fui informado que só estão visíveis 22 contratos dado que os restantes são ajustes diretos simplificados. Isto porque o Código dos Contratos Públicos refere que os ajustes diretos simplificados têm de ser publicados mas não publicitados”, explica Newton ao Observador.» [Observador]
   
Parecer:

Enfim, nenhum deles é primo do Sócrates, portanto, podem faz~elo sem ser incomodados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à senhora Procuradora-geral.»
  
 A anedota do dia
   
«A reação da Meo surge após a notícia da agência Lusa que denuncia que a operadora exigiu uma penalização de 139 euros pelo cancelamento do contrato de uma vítima mortal do incêndio de Pedrógão Grande, depois de o pai do falecido, Fernando Mendes da Silva, ter denunciado o contrato.

O pai da vítima, residente em Figueiró dos Vinhos, comunicou a morte do filho à Meo, apresentando a certidão de óbito, mas a operadora acabou por lhe enviar uma carta, a 7 de julho, exigindo o pagamento de uma penalização por o contrato ser cancelado ainda durante o período de fidelização.

(...)

“A morte é uma das causas de extinção dos contratos. Os contratos caducam com a morte do titular. Tendo caducado, não há rigorosamente qualquer prestação em dívida”, frisou o presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), sublinhando que as pessoas, nestes casos, devem recusar-se a pagar qualquer prestação (se possível anulando o débito direto), apresentar uma reclamação e expor a situação a um tribunal arbitral de consumo, que é gratuito.» [Observador]
   
Parecer:

A MEO está a mentir descaradamente, recebeu os e-mails do familiar da vítima a que aplicou a multa,. portanto, estava mais do que informada. A não ser que a Meo ache que neste país somos tão rascaras como os seus patrões e andamos a dizer que somos pais de vítimas de Pedrógão. A MEO soube e não pediu qualquer confirmação.

Além disso a MEO deve estar cag... par a lei pois sabe muito bem que o contrato caduca com a morte do cliente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «mande-se os senhores da MEO e, em particular, à "boazona" convencida que preside à PT, à bardamerda.»