quarta-feira, maio 24, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo vai peregrinar ao Luxemburgo e no meio das suas habituais sessões de selfies descobre que no Luxemburgo há portugueses em todas as esquinas. Esperemos que não se lembre de abrir um mini Palácio de Belém naquele país, onde já existe um mini santuário de Fátima.

«O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, comentou hoje que na cidade do Luxemburgo "há portugueses em todas as esquinas", enquanto percorria as ruas a distribuir beijos e a tirar 'selfies', desafiando a capacidade de improviso dos seguranças.

Quando saiu hoje de uma sessão solene no centro cultural Cércle Cité, Marcelo foi aplaudido por algumas dezenas de portugueses que gritavam "Portugal, Portugal". O Presidente já sabia que uma jovem fazia 18 anos e fez questão de lhe ir dar os parabéns, seguindo-se depois várias 'selfies'.

Face a tantas solicitações, até os grão-duques do Luxemburgo, Henrique e Maria Teresa, se aproximaram das barreiras de segurança para cumprimentar os populares, o que gerou o nervosismo dos seguranças.

Antes de avançar pelas ruas da capital, o Presidente português ainda perguntou: "Qual é o maior país do mundo?" A resposta: "Portugal. E o segundo é o Luxemburgo".» [Notícias ao Minuto]

terça-feira, maio 23, 2017

Avaliar a política económica de Passos Coelho

O PS cometeu o erro de nunca ter promovido a avaliação da política económica de Passos Coelho e Vítor Gaspar, apadrinhada pelo defunto António Borges, tendo permitido que nos momentos de falhanço a direita se escondesse atrás do memorando com a Troika. A Política económica de Passos Coelho foi muito além do previsto no memorando, Portugal foi um banco de testes para experiências de política económica.

Essa ausência de avaliação permite a Marcelo Rebelo de Sousa branquear muito do que se passou, passando a mensagem falsa de que há uma complementaridade ou continuidade no domínio da política económica. Para Marcelo tenta passar a ideia de que a política económica e a medicina são coisas parecidas, isto é, a economia portuguesa está doente e não há grande diferença entre Gaspar, Maria Luís Albuquerque e Mário Centeno, como se fosse médicos que aplicam ao doente a receita adequada a cada fase do tratamento.

Marcelo está tentando enganar o país, como se essa mentira fosse benigna por ser em nome do bem da Nação, do crescimento e do emprego. Se a abordagem da Política Económica por parte de Marcelo é muito honesta, esta forma de ver a democracia, em que chama a si o papel de eliminar diferenças é muito duvidosa. A democracia é feita de confrontos e nada justifica que Marcelo sempre tenha assumido os confrontos políticos, desde António Guterres, um dos seus melhores amigos, a Passos Coelho, seu sucessor na liderança do PSD. Agora que é Presidente Marcelo tenta fazer passar a ideia de que a democracia é paz e amor de mistura com muitas selfies.

A democracia é confronto de ideias e de projetos e é posr isso que Passos caiu e Costa adota políticas contrárias e antagónicas com as do seu sucessor. Como é possível que alguém tente dar a entender que não há diferenças no mérito de políicas diferentes, quando um dos trabalhos deste governo foi corrigir as asneiras e busos do governo anterior.

Se, como Marcelo parece defender, as políticas não devem ser avaliadas e não passam de políticas idênticas e sem qualquer conflitualidade, para que servem as eleições e o debate político? Mas, ao mesmo tempo que Marcelo defende que o debate deve ser feito em águas mornas, chama a si o papel de meter o primeiro-ministro e o líder da oposição na linha. Umas vezes dá uma porradinha nu, outras dá a porradinha no outro. Umas vezes passa a ideia de que um é muito otimista, nas outras deixa que os jornais sugiram que Marcelo está a ajudar a derrubar o outro.

Aos poucos o debate político está entrando num pântano onde só Marcelo consegue andar. É preciso contrariar esta estratégia de Marcelo e começar por lançar o debate em torno das políticas económicas. Já dados mais do que suficientes para que se avalie da política económica conduzida durante o governo de Passos Coelho.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Marcelo rebelo de Sousa

Há poucos dias Marcelo tentou evitar que se atribuíssem méritos pelo crescimento económico, agora tenta impor a ideia de que o mérito da saída do procedimento dos défices excessivos é de todos. Para Marcelo o que importa é que o presidente seja ele, tudo o resto pouco interessa, para ele é a mesma coisa um défice conseguido com cortes inconstitucionais de salários ou pensões ou um crescimento associado a justiça social.

Não é um exercício inteletualmente honesto aquele que Marcelo faz, dizer que politicas absolutamente contraditórias têm o mesmo resultado ou que se complementam é uma forma de desvalorizar o debate de ideias e impede uma avaliação do desempenho dos governo. Marcelo parece tentar passar a ideia de que o bom é ele. Mas, o problema é que as selfies contribuem muito pouco para o crescimento económico, senão pediríamos a todos os portugueses para sorrirem e tirarem fotografias e em menos de nada acabaria o desemprego e a dívida estaria paga.

Veremos se quando algo correr mal Marcelo assume as responsabilidades ouy explica que a culpa é de todos os governos.

«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que o mérito da saída de Portugal do procedimento por défice excessivo é "dos dois" governos, o atual e o anterior.

Questionado pelos jornalistas sobre de qual governo é o mérito da decisão da Comissão Europeia, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu apenas: "dos dois". E escusou-se a fazer mais declarações.

O Presidente da República falava à saída da cerimónia de entrega dos prémios de jornalismo da AMI (Assistência Médica Internacional), na Fundação Calouste Gulbenkian, à qual também assistiu o líder do PSD, Pedro Passos Coelho.

Ao saudar a presença de Passos Coelho na cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa fez referência ao mérito "determinante" do ex-primeiro-ministro: "Hoje a justo título partilhando o júbilo de todos os portugueses por ter contribuído de forma também determinante para também para esse júbilo", disse.» [DN]

 Passos e a saída do procedimento dos défices excessivos

Se tudo o que Passos previu, a começar pela vinda do diabo, tivesse o mínimo de fundamento, se as suas críticas à política do Governo, se as suas previsões se tivessem concretizado, Portugal nunca teria saído do procedimento dos défices excessivos. A decisão da Comissão de propor esta saída obriga a que se conclua que Passos não teve razão nas criticas e previsões que fez ou que continua a fazer.

 Dúvidas que me atormentam

Aguiar-Branco já terá avançado muito na sua comissão parlamentar de inquérito que visa derrubar Mário Centeno, por causa do Domingues? Vá Lá Aguiar, faz qualquer coisinha!

      
 Se a moda das estátuas de jogadores pega...
   
«Rui Patrício, guarda-redes do Sporting e da seleção nacional, demonstrou um enorme orgulho ao ver uma estátua ser erguida em sua honra, na cidade de Leiria, que retrata uma das suas defesas no Euro2016.

"Quando entro em campo, Leiria também entra em campo. Estou muito orgulhoso por este reconhecimento, simboliza muito para mim. Obrigado à minha família, amigos e treinadores do Sporting. Sem eles não teria chegado aqui nem teria a minha estátua. Tudo se consegue com força e determinação, é preciso lutar pelos nossos sonhos", afirmou o guardião do Sporting e da seleção nacional.» [DN]
   
Parecer:

Se esta moda autárquica e regionalista de estátuas de jogadores da bola pega dentro de poucos anos as estátuas em qualquer cidade vão dar para fazer mais de uma equipa de futebol. Depois das rotundas parece que os autarcas investem agora em estátuas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Grande Catarina Martins
   
«"As pessoas perguntam o que isto tem a ver com a nossa vida. Digamos que haverá menos pressão europeia para a necessidade que o país tem, imensa, de investimento público em áreas como a saúde ou como a educação", disse, reafirmando que o PDE "é uma das muitas absurdas regras da União Europeia".

Catarina Martins falava à chegada a Santarém, onde assiste hoje à apresentação dos candidatos do Bloco de Esquerda (BE) aos órgãos autárquicos do concelho nas eleições autárquicas de 01 de outubro, num movimento que integra vários cidadãos independentes.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Tudo serve para a Catarina converter em mais despesa pública.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à senhora que tenha juízo.»

segunda-feira, maio 22, 2017

Propaganda

Desde que a direita perdeu o poder que CDS e PSD ensaiam estratégias sucessivas para inverterem uma situação que lhes é cada vez mais adversa. Começaram por não reconhecer legitimidade política ao governo, tentaram encontrar ajuda externa para inviabilizar o governo de Costa, fizeram tudo para que a EU condenasse as mudanças de política orçamental, previram um segundo resgate sob a forma de diabo.

Quando perceberam que o diabo não estava para cá virado começaram a ensaiar novas estratégias políticas, caíram no ridículo quando se juntaram ao PCP e ao BE na questão da TSU, perdendo mesmo a confiança das associações patronais. A seguir sentiram-se asfixiados e a Assunção cristas foi mesmo a Belém queixar-se de que estava com falta de ar. De dois em dois meses testam uma nova estratégia, agora dizem que é tudo propaganda.

Portugal vai sair do procedimento dos défices excessivos e o governo, bem como o partido que o integram ou os partidos que o apoiam quase nem se têm referido a essa questão. Compare-se a descrição com que o tema tem sido tratado com o espetáculo proporcionado pela famosa caca da saída limpa, durante meses os portugueses foram ameaçados com austeridade para que a 7.ª avaliação viabilizasse a “saída limpa”, O foragido Paulo Portas até instalou o famoso relógio na sede do CDS e quando a Troika fez a 7.ª avaliação Cavaco agradeceu à NS de Fátima.

Este governo tem vindo a substituir dívida ao FMI, que paga juros elevados, com direito conseguido no mercado financeiro com juros mais baixos, o assunto é tratado como um ato de gestão corrente e pouco se diz. Compare-se com o que fez Maria Luís Albuquerque que montou uma mentira para fazer propaganda, declarando aos quatros ventos que Portugal já tinha pago ao FMI, passando a mentira de que o país estava a pagar a sua dívida externa. 

Poderiam ser dados muitos exemplos de como o governo anterior usou estratégias de propaganda ora para ameaçar os portugueses, ora para inventar sucessos, ou para fazer promessas desonestas, como sucedeu com a famosa promessa do reembolso da sobretaxa. Isso sim era propaganda digna de aprendizes de Goebels.

Chamar propaganda à divulgação oficial de resultados, de indicadores ou de dados estatísticos roça o ridículo e mostra o estado de desorientação a que Passos e os seus chegaram. Como é que podem acusar o governo de propaganda se a divulgação da maioria dos indicadores e dos factos económicos tem cabido a Marques Mendes?

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
João Salgueiro, um "cavaquinho" sobrevivente

João Salgueiro é um caso curioso na vida política portuguesa, foi durante alguns meses ministro das finanças de Cavaco Silva, não havendo memória de ter feito algo de relevante, tem um currículo académico comum, pouco se conhece de obras de conteúdo intelectual ou de grandes desempenhos enquanto gestor.

Mas desde o reinado de Cavaco Silva que é uma espécie de Nobre da política de direita, sempre que o ex-presidente precisava de mandar recados a Sócrates,, chamava algumas personalidades para ouvir e lá ia o João Salgueiro falar mal do governo.

Agora parece que foi chamado à mesma tarefa, como como já não pode contar com o átrio de Belém alguém lhe encomendou uma entrevista, nela diz baboseiras que também revelam alguma falta de honestidade inteletual. Só alguém sem muita vergonha diz que um crescimento de 2,8% no primeiro trimestre "não é um bom começo, não, porque não se fez nada para isso, o que mudou foi o médio oriente e o mediterrâneo".

Acontece que Salgueiro refere-se a crises muito anteriores a este ano e das quais poderia ter beneficiado o anterior governo, mas em vez disso assistiu-se a uma recessão, a crise da Primavera Árabe aconteceu em 2010! Ainda por cima acha qu o país nada fez para atrair turismo, ignorando as apostas feitas por sucessivos governos, mas no desespero de falar mal da geringonça Salgueiro não olha a meios.

O único interesse desta destas declarações reside no fato de representarem uma mudançda de discurso da direita, Maria Luís e outras personagens do PSD apressaram-se a dizer que o crescimento se devia ao programa do governo de Passos. Agora mudaram de ideias, é uma consequência da Primavera Árabe.

«O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) afirma que o Governo não fez nada para que este crescimento se verificasse, atribuindo o mesmo a um conjunto de circunstâncias.

Na Conversa Capital, um espaço de entrevista conjunto entre o Negócios e a Antena 1, João Salgueiro atribui este crescimento "basicamente ao turismo" que beneficiou das convulsões registadas no Médio Oriente e no Mediterrâneo.» [Jornal de Negócios]

 Assunção 3 - 0 Teresa Leal Coelho




Assunção Cristas começou muito antes, a sua proposta de uma estação de Metro em cada esquina é melhor do que a de uma creche em cada bairro e ficou melhor na foto no mesmo miradouro. Três a zero para a líder do CDS.

Assunção Cristas não vai ganhar as autárquicas, mas vai sobreviver durante mais algum tempo, pelo menos até quando Paulo Portas resgatar o seu cargo vitalício de presidente do CDS, Teresa leal Coelho dificilmente sobreviverá à derrota nas autárquicas.

A ideia de Teresa Leal Coelho de se fazer fotografar no Miradouro de São Pedro de Alcântara não só revela pouca originalidade como a deixa em desvantagem, os kiwis da Cristas são bem mais apetitosos.

 A Vespa do Título 2017/2018



Parece que um dos maiores problemas a resolver nas quatro reuniões que JJ disse que se iriam realizar para a semana será saber se será JJ ou bruno de Carvalho a conduzir a Vespa de celebração do título. Ao que parece JJ diz que Bruno não tem unhas para a máquina.

      
 Pobre primeiro-ministro no exílio
   
«O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este sábado que o partido está nas próximas autárquicas para as ganhar e não para “ver passar comboios” ou “fazer a festa”.

No encerramento da convenção autárquica distrital do PSD em Lisboa, Passos Coelho fez questão de responder ao secretário-geral do PS, António Costa, que, na sexta-feira à noite, em Penafiel, pediu uma campanha animada para as autárquicas de 1 de outubro.

“Uma campanha animada, esta é a expectativa que o secretário-geral do PS tem, como se os políticos ou ele próprio funcionassem assim como mestres-de-cerimónias para a festa que aí vem”, criticou.» [Observador]
   
Parecer:

Até aqui o malogrado primeiro-ministro no exílio estava fazendo uma campanha autárquica a pensar nos problemas nacionais, mas com a economia a crescer a 2,8% começam a faltar argumentos, resta-lhe usar expressões de António Costa para construir um discurso político à base de graçolas de gosto duvidoso. Costa disse que queria uma campanha animada, nada mais do que o desejo de qualquer líder partidário, daí o exilado fez um discurso a roçar o imbecil, sem conteúdo e sem graça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Fundação onde cairia o dinheiro
   
«O empresário Carlos Santos Silva e um primo de José Sócrates, José Paulo Pinto de Sousa, criaram na Suíça uma fundação — a Belino Foundation — que seria a titular de contas bancárias onde cairiam luvas para José Sócrates. A notícia é avançada este sábado pelo jornal Sol — algumas informações já tinham sido adiantadas também pela revista Sábado — que chama a este esquema complexo “a prova que faltava” para comprovar que Santos Silva e o primo eram, na realidade, “testas de ferro” e que o dinheiro pertencia ao ex-primeiro-ministro socialista. Os advogados desmentem a notícia.

O esquema foi criado por Santos Silva e José Paulo Pinto de Sousa, a mando de José Sócrates, com a ajuda de Michel Canals, um nome bem conhecido por ser, na altura, gestor de contas no UBS e líder da Akoya, uma empresa de gestão de património que foi encerrada em 2011, no âmbito da Operação Monte Branco. A criação da fundação, a par da constituição de uma conta offshore, servia como camada adicional de opacidade, já que as fundações são entidades blindadas do ponto de vista jurídico na Suíça.» [Observador]
   
Parecer:

O dinheiro não caiu, não estava lá dinheiro, mas alguém sabe que iria cair dinheiro e que esse dinheiro seria para Sócrates. Parece que a imaginação já serve de prova.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 No tempo de Passos não havia precários?
   
«"Já estamos a discutir, pela mão da maioria, a integração dos precários na Administração Pública e ainda não houve ninguém que perguntasse, no seio da maioria e do Governo qual Administração Pública, o que queremos da Administração Pública nos próximos anos?", questionou Pedro Passos Coelho, no encerramento da convenção autárquica distrital do PSD em Lisboa.

O líder social-democrata criticou que se estejam "a converter vínculos precários em permanentes sem saber se é nas áreas que são importantes, que estão em défice".

"É esta discussão que não está a ser feita e que deve ser feita com coragem, é esse o desafio que deixo ao primeiro-ministro: poder discutir as reformas importantes que o país precisa de fazer", apelou.» [DN]
   
Parecer:

A verdade é que a intenção de Passos era promover um despedimento em massa no Estado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 E o ano passado não pensou no mesmo para este ano?
   
«"Continuamos a elaborar ideias e a trabalhar em cima delas. Queremos que no próximo ano o Sporting seja o que foi no meu primeiro ano, quando lutou até ao último segundo pela conquista do título, com um comportamento espetacular. É isso que perspetivamos e estamos a analisar para que seja um Sporting forte", afirmou Jorge Jesus, em conferência de imprensa.

As reuniões que o técnico teve esta semana com o presidente do clube, Bruno de Carvalho, acabaram mesmo por dominar a conferência de imprensa de antevisão da receção ao Desportivo de Chaves, da 34.ª e última jornada da I Liga, sendo que, na véspera, Jesus tinha negado a possibilidade de abandonar o comando dos 'leões', como foi avançado na imprensa.

"Numa semana tivemos duas reuniões e, na próxima, teremos de ter pelo menos quatro ou cinco. Faz parte do processo normal de uma pré-época. Temos os dois a mesma linha de pensamento, que passa por criar um Sporting forte, como no ano passado. O Sporting só ganhou um troféu nestes dois anos, o que é muito pouco, porque estou habituado a ganhar muitos, mas temos feito um trabalho muito grande para o crescimento e criação de um clube para ser campeão. O Sporting tem criado bases grandes para poder pensar naquele que foi o meu propósito quando vim, que é ser campeão", vincou.» [DN]
   
Parecer:

Parece que a ideia de Jesus foi não ganhar nada este ano e que só tenciona ganhar alguma coisa para o ano, retomando o seu hábito de conquistar títulos, mania que, como se sabe, ganhou quando era pequenino.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao exilado se fez alguma coisa neste capítulo.»

 Já comparam Costa a Cavaco
   

«Comparar António Costa com Cavaco Silva é mais fácil com um dicionário à mão. “O que não pode ser comparado por ter características diferentes” é “incomparável”. Mas “incomparável” também significa “singular, ímpar, único, excecional”. Herman José avisou que a língua portuguesa é traiçoeira. O facto é que, com 31 anos de distância e uma viragem de século pelo meio, Costa e Cavaco foram artistas de peças (políticas) ímpares em que ninguém apostava um tostão (moeda da fase Cavaco) e compará-los é uma tentação.

Em 1985, ninguém dava nada pelo homem que rompeu com o bem-comportado Bloco Central e foi de boca aberta que o viram liderar um Governo minoritário de combate, queixinhas e armado em vítima, que lhe abriu espaço para uma maioria absoluta em 87, repetida e aumentada quatro anos depois. E em 2015, também ninguém dava nada pelo golpe (de asa?) do socialista que, tendo perdido as eleições, se virou para os partidos da esquerda mais radical apostado em provar que os comunistas não comem criancinhas ao pequeno-almoço e que, ano e meio depois, está com uma popularidade média de 40% nas sondagens. Um e outro arriscaram, um e outro romperam e ambos ganharam com isso. Cavaco ficou 12 anos no poder mais dez em Belém. António Costa, a quem muitos não davam um ano de vida (os Orçamentos não iam passar, lembram-se?), chegou a meio da Legislatura sem mácula junto de Bruxelas apesar das alegadas más companhias e com muitos dos que o acusavam de ter cedido aos radicais a reconhecerem que, afinal, ele foi garante de moderação. Falta-lhe o mais difícil: provar se num formato politicamente oposto ao de Cavaco e humanamente de outro tom também consegue chegar lá, à maioria absoluta. Uma coisa corre a seu favor — no desiludido centro-direita (território que Cavaco liderou e que Passos Coelho, ganhador nas urnas mas perdedor no xadrez, segura a custo) há quem lhe aprecie o jeito. Foi, aliás, um cavaquista, ex-líder do PSD e hoje comentador do regime quem se lembrou de fazer a comparação “incomparável”. Há três semanas, na SIC, Marques Mendes enumerou seis semelhanças entre as circunstâncias em que Costa hoje governa e aquelas em que Cavaco governou entre 1985 e 1987.» [Expresso]
   
Parecer:

Tudo começou com um artigo da Helena garrido no Observador, parece que a direita receia uma nova era glaciar, um longo período sem o quentinho do poder e sem acesso ao pote.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

domingo, maio 21, 2017

Semanada

Esta foi a semana mais horrível para Passos Coelho desde que ele se dedica à sua pantominice do primeiro-ministro no exílio, depois de ter anunciado a vinda do diabo, esperando tranquilamente pela queda do governo, o ainda e felizmente líder do PSD engoliu tudo o que de mau previu e mandou a Maria Luís dizer que o mérito do crescimento de 2,8% no primeiro trimestre era todo dele. Já deve ter mudado de opinião, João Salgueiro uma das vozes argumentativas da direita veio agora dizer que o crescimento se deve aos problemas no Médio oriente e no Mediterrâneo.

Foi também nesta semana que os monárquicos declararam apoio á candidata do CDS a Lisboa, com Nuno da Câmara pereira a fazer o elogio de Assunção Cristas usando termos que lembram a famosa explicação dada pelo ministro da Administração interna do governo nado morto de Passos, para o temporal de Albufeira. Nuno da Câmara pereira elogios dotes femininos de Assunção cristas, um verdadeiro modelo de mulher cristã. "Como mulher, a dr.ª Assunção Cristas sabe bem que, para se trabalhar, não se pode usar espartilho nem a saia travada, a saia tem de ser larga e, se necessário, vestir calças, que ultimamente não se sabe onde andam, custam a ver"

Quem apareceu na corrida autárquica a Lisboa foi um atual Teresa leal Coelho e há algumas semanas atrás terá sido indicada por Passos Coelho para o frete da candidatura à capital. A pobre senhor, sem grandes ideias além de uma creche em cada bairro, lá foi imitar a foto de Assunção cristas, que já tinha escolhido o Miradouro de São Pedro de Alcântara, para mostrar aquilo a que o povo chama de “pernão”, sem saia travada e muito menos espartilho, como um estampado de kiwis a lembrar uma salada de frutas.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Teresa leal Coelho

Assunção cristas foi ao parlamento pedir uma estação do Metro em cada esquina, Teresa Leal Coelho não quer ficar atrás e oferece uma creche em cada bairro. Para além de mais baratinha nas propostas, a candidata do PSD revela uma grande falta de visão para a capital e limita-se a oferecer onde os outros ainda não ofereceram nada.

Pelo caminho fiou a acusação ao actual governo de ter reduzido as carruagens do Metro, quando sabe que foi o governo do seu partido que paralisou todos os projetos do metropolitano de Lisboa, que quase ficou sem equipamento circulante em condições.

«Não se poupou nas acusações, nem sequer no vocabulário. Na convenção autárquica do PSD, em Lisboa, criou-se a oportunidade para desferir vários golpes nas esquerdas que se uniram para governar o país, a solução conhecida como “geringonça”. Foram sobretudo os sociais-democratas Carlos Carreiras e Teresa Leal Coelho que puseram os pontos nos is: a candidata à Câmara de Lisboa defendeu que também os lisboetas estão a pagar o preço da “geringonça” e o ainda autarca de Cascais teceu muitas e muitas críticas a socialistas, bloquistas e comunistas. Até mal-educado chamou ao seu adversário da CDU no concelho, Clemente Alves.

Teresa Leal Coelho começou por criticar as políticas do Governo em relação ao metro, acusando-o de, por exemplo, diminuir o número de carruagens. “O Governo diminui o défice à custa de cativações e quem se trama é não só, mas também, o cidadão de Lisboa”, disse. E o raciocínio continuou em relação à Carris: a municipalização da Carris e o “rasgar” do contrato de concessão defendido pelo PSD mais não é do que o preço que o executivo de António Costa “paga para ter o apoio do PCP”, e também do Bloco de Esquerda. Mais, insistiu: a autarquia vai buscar dinheiro à EMEL para pagar a “dívida operacional da Carris”. A candidata acusou a EMEL de duplicar as receitas, fazendo uma “caça à multa” e espalhando mais parquímetros pela cidade. Mais uma vez: “Os cidadãos que trabalham em Lisboa estão, por via da EMEL, das taxas e dos impostos, a pagar o preço da geringonça”, afirmou. Esta linha de pensamento só podia culminar com “uma das primeiras medidas” de Teresa Leal Coelho: “Deixar de colocar os cidadãos de Lisboa como avalistas para a sustentação do Governo.”» [Público]

sábado, maio 20, 2017

A reforma que mais falta faz

Passos Coelho já não tem discurso, já não sabe se deve anunciar a vinda do diabo, se o melhor é tirar férias porque o governo vai cair, se deve dizer que tudo falhar ou assegurar que tudo o que de bom venha a suceder a ele se deve. Se fosse um pouco mais inteligente poderia aproveitar as autárquicas para ignorar esta fase má em que tudo corre bem ao país e dedicar-se às temáticas locais, parasitando um ou outro dos seus autarcas mais exemplares. Fazia como Assunção Cristas, propunha muitas estações de metropolitano, sugeria rotundas e outras obras e esperava que o tempo fosse passando, mais tarde ou mais cedo poderia acontecer algo de mau que o ajudasse.

Mas a lucidez política de Passos não é muita, compreende-se, tudo lhe corre mal desde aquela malfadada hora em que chamou cata-vento a Marcelo, desde então falhou em tudo, pensava que uma vitória de Marcelo dependia do seu apoio e enganou-se, imaginava que a esquerda nunca se uniria e lhe bastaria uma vitória pequenina e está na oposição, esperava que o país precisasse de um segundo resgate e é ele que está à beira de ter de ser resgatado.

Prometeu que não tiraria consequências das autárquicas no plano nacional isto é, que não se demitiria por maior que fosse uma derrota nestas eleições e agora usa os jantares de lombo assado da campanha autárquica para ter antena ao nível nacional. Parasita as iniciativas dos seus autarcas para ganhar a notoriedade nacional que não consegue nos debates parlamentares. Opta por discursos sem contraditório para criticar o governo à sexta à noite.

Sem argumentos a sua lenga, lenga é sempre a mesma, as reformas, as reformas que ele fez e o governo não faz. Mas de que reformas fala Passos? Só pode ser da reforma dos cortes de vencimentos e das pensões, o aumento do IVA na restauração e os feriados transformados em dias nacionais de trabalho escravo.

Nos últimos anos foram feitas algumas reformas, uma reforma laboral iniciada e feita em grande medida durante o governo de Sócrates, uma reforma do regime da Função Pública feita igualmente por Sócrates, uma reforma da legislação do arrendamento iniciada antes de Passos e uma reforma do imposto sobre o património feita pró Manuela Ferreira leite. De que reformas que fala o senhor das reformas, provavelmente refere-se à sua própria reforma, aquela que para muitos, principalmente os do seu próprio partido, é a reforma mais urgente de que o país carece.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Marisa Matias

Ainda passou pouco mais de um ano e Marisa Matias já anda a avaliar quem ganha mais com a geringonça. Enfim, uma visão de merceeiro.

«Quem tem capitalizado mais a geringonça tem sido o PS, mas ele sabe que o fez com muitas medidas exigidas pelos partidos da esquerda”, diz Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, em entrevista ao “i” esta sexta-feira.

Para a bloquista, o Governo de António Costa não deve ultrapassar os seus parceiros pela esquerda e correr para uma maioria absoluta, pois os portugueses sabem que o BE e PCP têm contribuído para sucesso da governação. “O PS governar sozinho, até agora, significou a obediência total à UE e com políticas liberais. E levaria a um grande afastamento das pessoas, como sucedeu com os sociais-democratas noutros países da Europa. Não interessa a lógica do quanto melhor pior. Nem podemos estar na política numa lógica calculista ou eleitoralista”, explicou.

A União Europeia é uma questão que não pode ser adiada indefinidamente entre o PS, o BE e o PCP, lembrou ainda Marisa Matias. “Acho que a destruição económica e social do país foi tão grande [nos últimos ]anos que, mesmo havendo uma divergência política grande entre os partidos que compõem a geringonça em relação à UE, há margem de manobra suficiente para se poder melhorar a vida das pessoas. No entanto, acho que não se consegue evitar a questão europeia muito mais tempo”, alertou.» [Expresso]
      
 Passos pode continuar a ter esperança
   
«A agência Moody’s defende que, para que o rating de Portugal, que continua em nível de alto risco (lixo), seja reclassificado é preciso que “a consolidação orçamental acelere de forma significativa, em comparação com as expetativas“. “Um crescimento económico muito mais robusto do que o previsto também seria benéfico”, acrescenta a agência de rating que, para já, prevê que o défice de 2018 seja o dobro do que o Governo prevê e que o crescimento económico, em vez de acelerar, abrande. “Apesar da recuperação do crescimento no curto prazo, as perspetivas económicas a mais longo prazo continuam a ser moderadas”, lamenta a agência.

As declarações constam de um relatório publicado esta sexta-feira, precisamente duas semanas depois da data que a Moody’s reservara para mexer no rating de Portugal. Como já aconteceu no passado, a Moody’s ignorou essa data mas, poucos dias depois, publicou um relatório onde não altera a notação de risco, que continua um nível abaixo de investimento de qualidade, e no qual faz uma atualização das suas principais ideias sobre o país.» [Observador]
   
Parecer:

Isto dá muito alento a Passos e Maria Luís.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Somos uns sortudos, temos todos mais 20 cm!
   
«O Presidente da República considerou esta sexta-feira que a vitória de Portugal na Eurovisão reforçou de tal forma a autoestima dos portugueses que todos ficaram com “mais 20 centímetros” e agora “acham que vão ganhar tudo na vida”.

Num encontro com estudantes de português, num anfiteatro da Universidade de Zagreb, Marcelo Rebelo de Sousa contou que, na noite da vitória de Portugal, o primeiro-ministro, António Costa, lhe enviou uma mensagem telefónica a perguntar: “Senhor Presidente, está a ver a votação da canção?”.

«Eu estava. Ele próprio estava estupefacto, admirado por tantos votos de numa canção portuguesa – porque nós normalmente tínhamos, ou os votos da Espanha, que percebia um pouco de português, ou trocávamos os votos com a Espanha, ou tínhamos os votos de quatro, cinco países, poucos votos”, explicou, provocando risos.»

O Presidente da República, que respondia a uma pergunta de um estudante croata sobre o significado da vitória no festival da Eurovisão, descreveu: “De repente, começámos a ver aquilo, começou todo o português a telefonar a todo o português: Estás a ver? Vamos ganhar a Eurovisão?”.» [Observador]
   
Parecer:

Gostei da ideia dos 20 cm, como diria o Mota Amaral é um belo número!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Cristas fez as contas
   

«O projeto de Assunção Cristas para a expansão do Metro de Lisboa custaria 1.876 milhões de euros, cerca de 144 milhões de euros por ano até 2030. Os detalhes do plano de construção das 20 novas estações do metropolitano fora apresentados esta sexta-feira pela líder do CDS, que aproveitou para deixar uma resposta aos que tem ridicularizado a estratégia do partido: “Não é uma megalomania, como alguns querem fazer crer. É um projeto com os pés bem assentes na terra e com princípio, meio e fim”, afirmou a líder democrata-cristã e candidata à câmara de Lisboa.

Na apresentação das linhas orientadoras do projeto de expansão do Metro, na sede do partido, Assunção Cristas garantiu que, apesar de “ambicioso e com rasgo”, o plano é perfeitamente “realista” e exequível. Acompanhado por Carmona Rodrigues, ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e por Miguel Moreira da Silva, coordenador do projeto, a líder do CDS fez questão de lembrar que o projeto foi analisado durante “os últimos oito meses”, tentando assim rebater a tese, alimentada pelos opositores, de usou a expansão do Metro como trunfo eleitoral artificial e demagógico.» [Observador]
   
Parecer:

parece que a senhora sabe fazer contas, agora aguardamos que diga que obras devem deixar de ser feitas para que a sua proposta seja aprovada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

 Estes portugueses são uns tontinhos
   
«O Presidente da República, que respondia a uma pergunta de um estudante croata sobre o significado da vitória no festival da Eurovisão, descreveu: "De repente, começámos a ver aquilo, começou todo o português a telefonar a todo o português: Estás a ver? Vamos ganhar a Eurovisão?".

"Eu nessa noite fiquei muito feliz, mas fiquei preocupado, porque pensei: agora os portugueses acham que vão ganhar tudo na vida", prosseguiu.

Marcelo Rebelo de Sousa provocou mais risos na assistência quando relatou que no dia seguinte, quando fazia compras num hipermercado, foi abordado por uma portuguesa que lhe disse: "Presidente, logo à noite vamos ganhar o campeonato de ginástica rítmica".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O que nos vale é termos o senhor professor para nos explicar as coisas como a criancinhas de quatro anos e a dizer-nos no que devemos ou não acreditar.  O problema é que os estudantes croatas que ouviram as últimas baboiseiras de Marcelo poderão ter ficado a pensar que somos mesmo os idiotas a que Marcelo se referiu.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se ao senhor professor por ajudar os palerminhas dos portugueses a saberem no que podem acreditar.»

sexta-feira, maio 19, 2017

The Centeno Effect



Marques Mendes foi o primeiro a dar a boa nova, que a economia tinha crescido 2,4%, o INE não só confirmou como aumentou a parada para 2,8%, Sem que os a coroa de louros já estivesse pronta já a Maria Luís e o Passos tinha vindo defender que a glória era deles, Marcelo apressou-se a dizer que não disputassem a coroa de folhas de oliveira, para logo a seguir emprenhar ainda mais a boa nova, que no fim do ano nasceria uma bela criança com 3,2%.

Imaginem agora que o Soares era primeiro-ministro, que o PS era apoiado no parlamento pelo Álvaro Cunhal e pelo Major Tomé, que o presidente era o Soares Carneiro. Imaginem também que nessa altura era o primeiro a dar a boa nova era o Pinto Balsemão, que o Cavaco e o Miguel Cadilhe vinha a público defender que o sucesso económico resultava da sua obra, enquanto o Soares Carneiro os mandava ter calma e ia à Croácia anunciar que a economia iria crescer ainda mais.

Qualquer coincidência com a realidade é pura coincidência e não me refiro ao facto de Miguel Cadilhe já ter vindo a público defender que o recorde nacional dos défices era dele, tirando ele os restantes intervenientes ou já partiram ou andam por aí fazendo de mortos-vivos da política. Mas esta hipótese digna de alguém que mora ali para os lados da Av. Do Brasil, onde fica o Júlio de Matos, corresponde ao que está a acontecer.

Há pouco tempo Cavaco quase se recusava a dar posse ao atual governo, fez uma lista de exigências, lançou a dúvida no país e no estrangeiro. Passos Coelho estava tão convencido do desastre que nem se deu ao trabalho de fazer oposição, até engodou com tanto jantar de lombo assado. Paulo Portas prometia regressar logo que estivesse descansado, a TVI já tinha anunciado a sua nova vedeta, até já tinha desenhado um estúdio apropriado a tão bela personagem. A Cristas achou a situação tão engraçada que tem feito uma oposição com piadas, piadolas e idas à bomba da gasolina.

Alguém imaginava que o Passos Coelho iria esquecer o diabo e fazer suas as consequências da política sem reformas, das desastrosas reversões? Alguém teria uma imaginação tão criativa ao ponto de dizer que um ia destes dois ex-presidentes do PSD andariam a divulgar a prever os sucessos económicos do governo daquilo a que direita designou por geringonça? Alguém conseguiria prognosticar um silêncio tão prolongado por parte do Paulo Portas? Alguém poderia dizer que o país não sentiria saudades do Sôr Álvaro que inventou a multinacional dos pastéis de nata, que prometeu que Portugal seria uma potência na extração mineral e que iria ser feita a terceira revolução industrial?

Se fosse crente diria que tanta coisa junta, mais o SLB campeão e o festival da Eurovisão só poderia ser um novo milagre do sol, obra da Santa de Vila Nova de Ourém. Algo de estranho afetou a cabeça de tanta gente, entre eles três presidentes do PSD, só pode ter sido alguma nova fragrância que anda aí no ar provocando efeitos muito estranhos. Mas não, aquilo a que o país assiste é ao famoso “Centeno effect”!

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Rui Moreira, deputado populista de direita de boas famílias do Porto

A rapidez com que a CMP disparou com processos judiciais como se uma mera acusação em tribunal fosse uma água benta capaz de purificar a imagem de um político só revela nervosismo, tanto quanto se leu no Público não há nenhuma acusação direta ao autarca, simplesmente sugere-se que a cidade foi vítima de uma tentativa de pilhagem por parte da sua família.

Se o autarca quer fazer prova da sua honestidade deve fazê-lo e é isso que se exige de um político populista que sobrevive à custa da falta de confiança nos políticos que ele próprio promove com a sua partidofobia. Rui Moreira deve provar que está tudo bem com as suas decisões e com o comportamento ético da sua família.

«A deputada comunista Rita Rato defendeu esta quinta-feira que "é preciso mais salário e menos horário" em resposta a uma deputada do PSD, numa declaração política no parlamento, após acusar o anterior Governo de fragilizar os trabalhadores.

"É preciso mais salário e menos horário", afirmou, depois de reiterar a necessidade de garantir as 35 horas [de trabalho semanal] a todos os trabalhadores, seja da administração pública, seja na redução de horários de trabalho para as 35 horas, sem perda de remuneração nem de outros direitos, no setor privado como contributo para criar postos de trabalho e combater o desemprego".

A social-democrata Mercês Borges e o democrata-cristão Filipe Anacoreta Correia tinham criticado a postura de PCP e dos outros partidos com acordos bilaterais com o PS (BE, PEV) por não levarem as suas iniciativas à prática, dada a sua proximidade do poder.» [Expresso]

 Sindicalista sui generis

Faço minhas a palavras escritas pela Joana Lencastre na caixa dos comentários, com sindicalistas destes proponho que o Estado passe a integrar uma associação patronal, talvez assim os trabalhadores tenham alguém que os defendam e não quem atribua os males a erros humanos:

«Este pobre diabo foi ontem à AR acusar os trabalhadores da AT. Se, como ele disse, se tratou de erro humano e não erro do sistema informático, então o erro é dos trabalhadores que com ele operam. Mas esses trabalhadores deveriam ser quem ele representa e aqueles que devia defender. Que grande sindicalista este! E o pior é que todas as pessoas ouvidas na AR disseram que se tratou de um problema do sistema informático. Só o representante dos trabalhadores é que vem acusar os trabalhadores que devia representar e defender.»

Imaginem o Mário Nogueira a dizer que o insucesso escolar ou os problemas no arranque escolar são culpa dos professores e uma consequência dos seus erros humanos. E porque não dizer que para a falência do BES também, concorreram erros humanos dos seus administradores e altos responsáveis, senão mesmo de empregados de balcão que andaram a vender gato por lebre?

Tudo no mundo resulta ou de um acidente natural ou de um erro humano. Abram-se processos disciplinares a todos os funcionários do fisco que cometem erros humanos!

 Coisa estranha

Ainda não estão a investigar eventuais ligações de Sócrates com Temer.

 Deus te pague Passos Coelho



Um investimento que devemos agradecer ao anterior governo. Só resta saber se temos de o agradecer a Gaspar ou à Maria Luís, ao Sôr Álvaro ou ao Pires de Lima, se ao Portas ministro ou ao Portas vice-ministro e coordenador das pastas económicas, ao Passos Coelho que de antes da Troika ou ao Passos Coelho de depois da Troika. Uma coisa é certa, tudo o que de bom aconteça a Portugal temos de o agradecer ao anterior governo e às suas reformas.

      
 Qual é o partido de Rui Moreira?
   
«Diferendo entre empresa familiar do autarca e câmara do Porto. Inevitavelmente, Rui Moreira terá de fazer uma opção e escolher um partido: o seu ou o da cidade.

A investigação que o PÚBLICO hoje revela acrescenta um pormenor nada despiciendo ao diferendo que opõe a empresa familiar de Rui Moreira e a câmara do Porto, presidida pelo mesmo: uma parcela de 1621 dos 2400 metros quadrados do terreno em causa não pertence, afinal, à Selminho, mas sim ao domínio público.

A Selminho e autarquia mantêm um diferendo sobre a possibilidade de construção de um terreno na escarpa da Arrábida, no Porto, que a câmara começou por reconhecer e que depois optou por invalidar. A primeira não quis ser indemnizada por os direitos de construção lhe terem sido negados, a segunda concordou com a criação de um tribunal arbitral. Só que, como Rui Moreira está hoje duplicado neste imbróglio, as duas fazem parte da mesma moeda. A incompatibilidade entre Dr. Jekyll & Mr. Hyde não é confortável para ninguém. E muito menos para quem rejeita o discurso político da “mercearia”.

Desde Dezembro passado que o autarca sabe (ou deveria saber) que uma informação técnica interna concluiu que a câmara não deve reconhecer direitos de construção à empresa pela simples razão de que os terrenos em causa são do domínio público e deveriam ser desafectados para esse fim. O que fará o presidente de câmara? Vai assumir a luta pela propriedade em nome da cidade. E o que fará o accionista da Selminho? Vai bater-se pela propriedade que adquiriu e pela recuperação dos direitos de construção ou uma indemnização?

Com a sua surpreendente eleição em 2013, Rui Moreira foi criando, paulatinamente, um modelo de “autarca independente” — suprapartidário —, para quem a cidade é o seu, o “nosso partido”. Um partido que nem é de direita, nem é de esquerda, que tanto pode ser apoiado pelo PS como pelo CDS-PP, e que serve de exemplo a outros movimentos independentes. Antes da separação formal (do apoio informal) do PS, ninguém diria que a reeleição do actual presidente não fosse um plebiscito no próximo dia 1 de Outubro. Há factores que contribuem sobremaneira para que não seja assim: Moreira hipotecou 23 por cento de possíveis votos, o resultado socialista de há quatro anos, e os contornos do caso Selminho ameaçam ser mais do que uma simples disputa judicial. Ou uma arma de arremesso tóxica para uma campanha menos escrupulosa. Inevitavelmente, Rui Moreira terá de fazer uma opção e escolher um partido: o seu ou o da cidade.» [Público Editorial]
   
Autor:

Amílcar Correia.



 Marcelo releu os cenários macroeconómicos do PS
   
«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou, esta quinta feira, que “é uma hipótese que não está afastada” Portugal conseguir este ano um crescimento económico à volta de 3,2% e um défice de 1,4%.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu estes números à conversa com deputados croatas, em Zagreb, a propósito da evolução da situação económica e financeira em Portugal, num momento de recolha de imagens, captado pela RTP.

Mais tarde, questionado pela RTP sobre onde foi buscar aqueles dois dados, o Presidente da República respondeu: “Eu disse que é uma hipótese que não está afastada o poder haver uma evolução positiva da economia, se ela vier de trás, que aponte para a confirmação destes números”.» [Observador]
   
Parecer:

Acontece que os cenários macroeconómicos do grupo de economistas liderados por Mário Centeno previa um crescimento económico de 3,1%. Na altura todos se riram do Mário Centeno.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se onde andam os economistas do PSD que na ocasião apoiaram Passos Coelho.»


      
 Mestre Madureira
   
«A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) vai analisar o projeto de mestrado de Fernando Madureira, líder da claque Super Dragões, avança a “Visão”.

Em causa está um pedido feito esta quinta-feira pelo reitor do Instituto Universitário da Maia (ISMAI), Domingos Oliveira Silva, na sequência de um artigo da revista que dava conta do percurso académico exemplar de Fernando Madureira, que concluiu o mestrado em Gestão de Desporto com 17 valores.

O reitor solicitou “um procedimento inspetivo” à IGEC, alegando que a exigência e o rigor foram sempre o primeiro objetivo da instituição” e que não quer que subsistam quaisquer dúvidas neste processo.

Domingos Oliveira Silva quer que sejam esclarecidos os procedimentos utilizados no projeto e aferidos os erros de português apontados no artigo da “Visão”.» [Expresso]
   
Parecer:

Teremos uma nova escola de Drs Relvas?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
  
 Uma deputada muito generosa
   
«A deputada comunista Rita Rato defendeu esta quinta-feira que "é preciso mais salário e menos horário" em resposta a uma deputada do PSD, numa declaração política no parlamento, após acusar o anterior Governo de fragilizar os trabalhadores.

"É preciso mais salário e menos horário", afirmou, depois de reiterar a necessidade de garantir as 35 horas [de trabalho semanal] a todos os trabalhadores, seja da administração pública, seja na redução de horários de trabalho para as 35 horas, sem perda de remuneração nem de outros direitos, no setor privado como contributo para criar postos de trabalho e combater o desemprego".

A social-democrata Mercês Borges e o democrata-cristão Filipe Anacoreta Correia tinham criticado a postura de PCP e dos outros partidos com acordos bilaterais com o PS (BE, PEV) por não levarem as suas iniciativas à prática, dada a sua proximidade do poder.» [Expresso]
   
Parecer:

Quem lê a exigência da deputada do PCP só pode pensar que apareceu mesmo petróleo no Beato, com um país enterrado numa crise financeira, a precisar de criar emprego como de pão para a boca e com problemas de competitividade e de confiança dos investidores a generosa deputada propõe que se atire gasolina para apagar a fogueira.

De um dia para o outro o país vive em fartura, o Mário Nogueira pede a reforma aos 36 anos para os do seu sindicato, a deputada Rita sugere reduções do horário de trabalho complementada com com um aumento salarial. Será mesmo verdade, ou terei imaginado a notícia?

A generosidade é tanta que qualquer trabalhador minimamente esclarecido manda a senhora ter juízo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a senhora ter juízo.»

 Tiro no porta-aviões Bruno de Carvalho
   
«José Vicente Moura apresentou a demissão “irrevogável” da direcção do Sporting, onde ocupava o cargo de vice-presidente responsável pelas modalidades. O antigo presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) confirmou ao PÚBLICO esta decisão, tendo entregue na última quarta-feira uma carta a Jaime Marta Soares, presidente da mesa da Assembleia Geral, a comunicar a decisão e a justificá-la por aquilo que entendeu serem “críticas implícitas” de Bruno de Carvalho à sua gestão das modalidades “leoninas”.

“Há pouco mais de um ano, tive um grave acidente de saúde. Mas entendi que devia continuar com as modalidades, o que é muito exigente e eu não podia ter muitas emoções. São 52 modalidades e ia mais ou menos tomando conta delas. Perante uma crítica implícita a mim próprio do presidente, tomei esta decisão e os sócios e adeptos pensarão o que entenderem”, disse ao PÚBLICO Vicente Moura.

Esta decisão surge na sequência de um comunicado de Bruno de Carvalho na rede social Facebook em que o presidente “leonino” deixou algumas críticas às modalidades do clube. “A cada mau resultado lá vem a onda de apoio aos ‘meninos’. Nas modalidades é confrangedor. Perdemos jogos e lá estão as bancadas a aplaudir os ‘seus meninos’ e a acarinhá-los. Neste Clube, treinadores e atletas têm como missão dar-nos bons momentos e evitar os maus”, escreveu Bruno de Carvalho.

“Tenho um entendimento diferente. Depois de uma derrota, devemos reunir forças, não atacar e penalizar as pessoas que perdem”, reforçou Vicente Moura, que integrava a direcção de Bruno de Carvalho desde 2013, e com quem, acrescenta o comandante, sempre teve uma boa relação.» [Público]
   
Parecer:

A coisa está a ficar feia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se lugar na primeira fila.»

 A vingança serve-se fria
   
«Temer pediu ao Supremo Tribunal Federal brasileiro que lhe fossem entregues as escutas que alegadamente o compromete. Segundo o Estadão, o conteúdo dessas gravações será determinante para a decisão que o Presidente vai tomar. Com a pressão a aumentar, Temer está agora em contrarrelógio.

Recorde-se que o jornal brasileiro O Globo noticiou na quarta-feira que o empresário Joesley Batista, acionista da empresa JBS, gravou uma conversa na qual o Presidente brasileiro, Michel Temer, o autoriza a pagar um suborno pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, condenado por participação no esquema de corrupção na Petrobras.» [Observador]
   
Parecer:

É o que merece este traste do Temer. Se quer ouvir as escutas é porque não está certo do que disse.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo trambolhão.»