sábado, fevereiro 04, 2017

Trump, o gestor bem-sucedido

Compreendo que Trump seja um incómodo para muito boa gente e a melhor forma de evitar semelhanças é reduzindo a uma personagem ridícula. Mas a verdade é que ao ver Trump vem-me à memória algumas personagens da nossa sociedade e não apenas os populistas ou os que estão mais à direita. Há uma faceta interessante de Trump é o seu lado de gestor, o próprio Trump fala de política da sua posição de multimilionário cheio de sucesso.

Para Trump as soluções são óbvias e fáceis, os problemas que os políticos não conseguem resolver, resolve ele de uma penada. Quando vejo Trump assinar ordens executivas umas atrás das outras, vejo um gestor convencido de que os políticos são parvos e não conseguem decidir com a facilidade dos gestores. Essa postura também está presente no seu discurso, para ele gerir os EUA ou um investimento imobiliário é a mesma coisa.

Também por cá há essa mania da superioridade dos gestores, apresentando-os como modelos de incompetência e honestidade, por oposição aos políticos que são supostamente desonestos e incompetentes. Quando ouço Trump falar dos problemas e dos políticos vem-me à memória muitas declarações de Belmiro de Azevedo e de Soares dos Santos, donos, respectivamente, da Sonae e da Jerónimo Martins. No desprezo pelos políticos, na insinuação mais ou menos subtil da incompetência dos políticos e a sugestão de que se fossem eles a mandar sem ter que aturar democracias tudo se resolveria num instante, há muito do Trump.

Essa mania de desprezar a democracia e os seus intervenientes, reduzindo-os  a gente duvidosa, de maus hábitos e incompetente, está presente nesta geração de empresários políticos, tem muitos admiradores no meio jornalístico e tem ganho terreno nalguns partidos e mesmo nalguns governos. Exibe-se o gestor que está no governo como garantia de competência desse governo, contrata-se um gestor bancário para gerir o fisco e tudo se resolve. Ainda ontem o Dr. Macedo foi visitar uma agência da CGD, disse umas baboseiras imperceptíveis e ouviu-se um bruaá de admiração entre os jornalistas.

Um bom exemplo dos nossos Trumps foi o famoso Compromisso Portugal, e ainda hoje algumas personagens que ganharam notoriedade nessa iniciativa, comportam-se como se sendo gestores são uma classe política de primeira que só não toma conta do governo porque o Estado paga mal e a democracia é uma chatice. Se ganhassem as eleições sem esforço e tivessem dinheiro como o Trump, muitos deles seriam candidatos. Mas como, apesar do seu sucesso, não têm muitos milhões e o povo na sua ilimitada estupidez não conseguem ver o seu brilhantismo, limitam-se a financiar o Observador.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Maria Luís Albuquerque

É impossível ler o relatório da UTAU relativo às contas de 2016 sem nos recordarmos das previsões feitas pela própria UTAO e da aritmética da Dra. Maria Albuquerque, a guru de política económica de Passos Coelho. Além disso, as posições de Maria Luís Albuquerque segundo a qual o défice de 2016 não cumpriria as metas porque isso era aritméticamente possível, apoiavam-se muito nos relatórios  sucessivamente pessimistas da UATO.

Afinal a aritmética de Maria Luís denucniou alguém mutiop mau em contas. Maria Luís falhou redondamente, falhou nas contas e nnos números armadilhados que deixou e que estavam na base da vinda do Diabo no passado mês de Stembro. Enfim, é caso para dizer o Diabo que aleve.

«A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) aponta para "um défice em torno do limite definido" para 2016, que estimou ser de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) se forem excluídas as medidas extraordinárias.

Na nota sobre a execução orçamental de dezembro em contabilidade pública, a que a Lusa teve hoje acesso, a UTAO apresenta uma primeira aproximação à contabilidade nacional (a ótica que conta para Bruxelas) e antecipa "um défice em torno do limite definido para o objetivo anual".

A meta para o défice de 2016 em contabilidade nacional foi revista em alta pelo Governo no âmbito do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), correspondendo agora a 2,4% do PIB (incluindo medidas extraordinárias), tendo a UTAO estimado na altura que, "em termos ajustados de operações extraordinárias, o défice a considerar é de 2,6%".» [DN]

 Paulo Macedo igual a si próprio

O guru da gestão começou igual a si próprio, usando a comunicação social em seu favor, algo que aprendeu a fazer na DGCI. Quando esteve nos impostos levou muito tempo para visitar um serviço, mas mal chegou à CGD já visitou uma agência. Mas não o fez como um gestor de um banco, fê-lo como se fosse um artista de cinema, com toda a comunicação social convocada para ouvir as suas baboseiras.

A CGD está na mesma, mas  a imagem do Opus Macedo já beneficiou de muitos minutos de exposição mediática. Veremos se para a CGD Paulo Macedo tem quem lhe faça o trabalho, como teve na DGCI, ou se tem um mecanismo equivalente às penhoras brutais como a lei lhe facultou para cobrar as dívidas fiscais.

 E os que não são precários?

É bom que se acabe com a precariedade, mas se isso significar integrar todos os precários terá de se colocar a questão de saber como foram admitidos. È que se para alguém ingressar nos quadros do Estado há procedimentos concursais exigentes, o mesmo pode não suceder com a generalidade dos precários.

Integrar um precário que passou por um concurso faz sentido, integrar um precário que entrou pela famosa "porta do cavalo" significa integrar alguém que passa à frente de outros sem demonstrar ter mérito para isso. São conhecidos casos de professores que por causa de meia dúzia de dias de antiguidade são ultrapassados por centenas de colegas que sempre ficaram atrás nos concursos.

O objectivo político de combater a precariedade não se pode sobrepor ao da transparência e muito menos ao direito constitucional à igualdade.

 Dúvidas que me atormentam

O que será feito da Dra. Teodora Cardoso, terá ido de férias com a nossa especialista em aritmética orçamental?

O país aguarda que a presidente do Conselho de Finanças Públicas faça uma intervenção sobre as consequências negativas para a economia portuguesa das suas previsões sistematicamente pessimistas e hoje comprovadamente erradas. Quanto terão custado ao país os alarmismos excessivos da Dra. Teodora Cardoso?

 Os segundos serão os primeiros








E Lithuania Third!




      
 De chefe da cadeia a subdirector da CIA
   
«O presidente dos Estados Unidos nomeou Gina Haspel para o cargo de subdiretora da CIA. Gina foi investigada pelo Senado por atos de tortura quando chefiava uma cadeia clandestina na Tailândia. Gina, de 60 anos, trabalhou como agente infiltrada durante a maior parte da carreira e desempenhou um papel central na implementação do programa extrajudicial dos Estados Unidos que visava a captura, prisão e interrogatórios a suspeitos de terrorismo após os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque.

A nova subdiretora da CIA, chefiada por Mike Pompeo, dirigiu na Tailândia o primeiro desses centros de detenção clandestinos dos Estados Unidos conhecidos como “black sites”. Mas Pompeo não lhe poupou os elogios. “Gina é uma funcionária da Inteligência exemplar, uma patriota com mais de 30 anos de experiência. É uma líder que tem uma capacidade misteriosa para fazer coisas e inspirar aqueles que a rodeiam”, disse Pompeo, citado pelo El País.» [Observador]
   
Parecer:

Linda escolha!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se se o Mengel ainda estará vivo.»
  
 Comissária estúpida
   
«“Na Suécia, o assédio é visto como perseguição, [mas] nos países do sul é entendido como elogio“. A palavra inglesa usada pela comissária Věra Jourová foi compliment. A plateia que participava na conferência em Malta sobre “Respostas da União Europeia à Violência de Género” ficou perplexa, conta ao Observador a eurodeputada Liliana Rodrigues (PS). “Tive de por os pontos nos is”.

O episódio foi relatado na conta de Facebook da socialista. “Pedi de imediato a palavra”, escreve Liliana Rodrigues.”Estou farta de ouvir o argumento de que é tudo uma questão cultural quando a própria estereotipia é uma questão cultural”, sublinha. “Nós também somos um país do sul”. A eurodeputada interveio de imediato — ao lado, uma eurodeputada alemã pedia-lhe calma na sua intervenção — para lembrar à comissária europeia com a pasta da Igualdade de Género, mas também da Justiça, que Portugal tem legislação sobre assédio, um ato considerado “um crime“, clarifica.

“A senhora comissária conhece mal a lei e conhece mal os países“, insiste Liliana Rodrigues, que destaca o “excelente trabalho” que tem sido feito em Portugal pelo parlamento e pelas próprias organizações que combatem a violência contra as mulheres. Perante a interpelação da eurodeputada portuguesa, Věra Jourová ainda insistiu, dizendo que se estava a referir a situações de assédio. “Também eu”, respondeu a socialista. No final da conferência, uma das conselheiras da comissária dirigiu-se à eurodeputada portuguesa. “Foi forma infeliz de se expressar”, justificou-se.» [Observador]
   
Parecer:

Há com cada estúpido na Comissão Europeia que nem se notava se Trump lá estivesse.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a senhora comissária à bardamerda.»

 O massacre de Bowling Green
   
«Kellyanne Conway, conselheira de Donald Trump – conhecida por ter cunhado a expressão “factos alternativos” –, e uma das estrategas da sua campanha eleitoral, mencionou, numa entrevista, um massacre perpetrado por dois cidadãos iraquianos na cidade de Bowling Green, no estado de Kentucky, para justificar a decisão do Presidente de proibir a entrada nos Estados Unidos de cidadãos provenientes de sete países maioritariamente muçulmanos. Só que o “massacre de Bowling Green” nunca existiu, e Conway foi profusamente criticada e ridicularizada nos media.

Um dia após a polémica, esta sexta-feira, Conway fez um tweet admitindo o erro e corrigindo-o.» [Público]
   
Parecer:

E estamos no século XXI.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 A nova versão do poder dos mercados?
   
«O Presidente da República revelou esta sexta-feira a manutenção do rating de Potugal pela agência Fitch. Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "a agência Fitch mantém o rating de Portugal, à espera das decisões das instituições europeias", verificando-se que "em três pontos está a haver uma evolução que é positiva", como é o caso do saldo primário, da balança de pagamentos nas relações com o exterior e do crescimento económico. A declaração de Marcelo foi feita antes da Fitch fazer qualquer declaração sobre a matéria.

O Presidente português defendeu a necessidade de as instituições europeias reconhecerem que "Portugal está a dar passos" na redução do défice orçamental e na consolidação do sistema financeiro.

"É preciso confirmar estes números nos próximos meses e é preciso que as instituições europeias, olhando para isso e para a evolução do sistema financeiro, reconheçam que Portugal está a dar passos", sublinhou.» [Público]
   
Parecer:

Cavaco dizia para respeitarmos os mercados, Marcelo opta por ser o porta-voz dos mesmos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Costa diverte-se com relatórios da UTAO
   
«"Como relatório da UTAO [Unidade Técnica de Apoio Orçamental, diria mesmo que é uma coisa excelente, porque convém recordar que há cerca de um ano a UTAO previa que o défice ia ser 3,3% (do PIB), em dezembro já tinha baixado para 2,8%, hoje já vai em 2,6%. Ainda acabará com uma previsão melhor do que aquilo que o Governo prevê", disse António Costa, em La Valetta, à margem de uma cimeira informal de líderes da UE.

"Por nós, reafirmo aquilo que temos dito até agora: (o défice de 2016) não será superior a 2,3%" do Produto Interno Bruto, acrescentou o primeiro-ministro.

Na nota sobre a execução orçamental de dezembro em contabilidade pública, a que a Lusa teve hoje acesso, a UTAO apresenta uma primeira aproximação à contabilidade nacional (a ótica que conta para Bruxelas) e antecipa "um défice em torno do limite definido para o objetivo anual".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Não é bonito mas a verdade é que os técnicos da UTAO enterraram-se em sucessivos relatórios que só serviam para aumentar a especulação contra a dívida soberana portuguesa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se..»

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Quem cabritos vende e cabras não tem

Parece que a moda em Portugal é falar de populismo, como se os populistas fossem apenas o Trump, o Beppe Grillo e o Nigel Farage, até há quem nos tranquilize porque os eleitores mais dados a votar no pulpulismo têm sido enganados pelo PCP e pelo BE que funcionam como mata-borrão do voto de protesto.

Há algum tempo num acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, um meritíssimo juiz relator de num importante processo invocou o dito popular "Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêm". Dito desta forma, para que servirão os canhamaços de direito, os princípios constitucionais ou os códigos penal e de processo criminal? Qualquer analfabruto poderia chegar ao acórdão do meritíssimo juiz, aliás, até poderia avocar o processo, promover o arguido a réu e se este não provasse na hora que tinha mesmo caras, era logo condenado sem direito a qualquer recurso. Foi um bom exemplo do populismo que vai medrando na sociedade portuguesa.

As soluções dos populistas são as que muitos eleitores querem ouvir, são as mais óbvias, as aparentemente aceites pelo senso comum, as que são facilmente entendidas por quem não tem cultura, as facilmente convertíveis em ditados populares. Mas reduzir o populismo ao eleitorado ignorante, frustrado por causa da globalização, que não tem oportunidades pode ser um erro. Não são os pobres, os ignorantes, os desempregados ou os frustrados que produzem o populismo que vai destruindo a democracia.

Quem fez justiça invocando ditados populares não foi um analfabeto, foi um ilustre magistrado de um tribunal superior. Poderíamos continuar a encontrar populismo em barda na nossa justiça dos dias de hoje, não faltam conhecidos magistrados do MP e juízes dando entrevistas onde fazem declarações que fariam corar o Trump ou o Farage.

O que não falta na televisão são comentadores com discursos populistas, desde o jornalista da SIC sem formação económica que até já escreveu um livro para ensinar Portugal a resolver problemas económicos a um ex-ministro das Finanças, sem formação em economia, que tem um programa só para desvalorizar os políticos e os governos aos olhos dos portugueses.

O perigo do populismo não está no aparecimento de um Trump ou de Beppe Grillo, este tipo de personagens só consegue convencer eleitores que ao longo de anos vão bebendo o pensamento político que lhes vai sendo servido por juízes especializados em cabras, em fiscalista especializados em mostrar gráficos na TV ou em magistrados que nos dizem para ficar descansados porque nada cederá aos honestos. 

O problema do populismo não está nos populistas, mas sim na destruição da democracia e da imagem dos políticos aos olhos dos seus eleitores. É por isso que discursos políticos como os de Medina Carreira, do tal juiz da Relação e de muitas outras personalidades insuspeitas são os grandes responsáveis pela abertura da porta ao populismo. Os populistas vencem depois de outros terem ajudado a apodrecer a democracia ou a descredibilizar a democracia e todos os políticos, menos os populistas.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
António Domingues

Parece que meses de confusão na CGD não serviram para nada.

«A decisão foi firmada esta manhã numa reunião dos juízes do Tribunal Constitucional: António Domingues e os membros da equipa que o acompanhavam na administração da Caixa Geral de Depósitos vão mesmo ser obrigados a apresentar naquele tribunal as declarações de rendimentos e património. Segundo adianta o jornal Expresso, os visados devem ser notificados desta decisão na quinta-feira.

António Domingues e os membros da sua equipa demitiram-se depois de semanas de polémica em torno da obrigatoriedade ou não da entrega das declarações de rendimentos. Domingues sempre se recusou a facultar os documentos, escudando-se no facto de não estar abrangido pelo estatuto do gestor público — que obriga à entrega — e sim estar a ser contratado ao abrigo de um regime de exceção aprovado por este Governo e que se aplicava apenas aos gestores da Caixa Geral de Depósitos. António Domingues afirmou mesmo que esta tinha sido uma condição para aceitar o cargo: “Entendo que o modelo da CGD devia ser alterado, com número relevante de não executivos que tenham experiência e não acredito que consiga atrair pessoas que fizeram o seu percurso e têm o seu património se esse património for parar aos tablóides”, afirmou, confirmando que “essas condições foram postas à cabeça”.

Ora, segundo o Expresso, o Tribunal Constitucional considerou que essa exceção só se aplicava aos salários dos administradores da Caixa, mas não à dispensa de apresentar as respetivas declarações de rendimentos e património, que agora terão de chegar ao Palácio Ratton.» [Observador]

 Jornalismo de referência ou jornalismo de merda?



Primeiro escrevem-se grandiosos artigos cheios de provas e até se reivindica a descoberta, um mês depois escreve-se o contrário. Entretanto, o trabalho sujo foi feito, a mentira teve direito a primeira página da edição impressa, a prova da mentira sai discretamente na edição online.

Micael Pereira e João Vieira Pereira, os grandes jornalistas autores do grande trabalho de descoberta optam agora pelo silêncio, quando o lógico seria serem os jornalistas que descobriram a tal prova que faltava no Caso Marquês a darem continuidade ao seu meritório trabalho de investigação.

      
 Nenhum país escapa ao furor de Trump
   
«Era suposto durar uma hora, mas ao fim de 25 minutos a conversa entre o Presidente dos EUA e o primeiro-ministro australiano terminou. No que foi, para Trump “de longe, o pior telefonema de sempre”, o Presidente norte-americano e o líder australiano discutiram sobre o acordo entre os EUA e a Austrália para relocalizar refugiados, agitando as relações diplomáticas dos Estados Unidos com um dos seus parceiros mais estáveis.

Sem grandes surpresas, o balanço da conversa entre os dois líderes foi anunciado através do Twitter de Trump. Referindo-se, de forma errada, aos refugiados como “imigrantes ilegais” o líder norte-americano diz que irá estudar e rever o documento. Durante o telefonema, Trump, que se fez acompanhar por Stephen Bannon, conselheiro-chefe, terá dito ao primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull que era o pior telefonema que tinha tido com um líder internacional e só naquele dia já tinha falado com quatro, incluindo o Presidente russo, Vladimir Putin, detalha o Washington Post. O telefonema aconteceu durante o fim-de-semana.» [Público]
   
Parecer:

Nem mesmo os mais firmes aliados do Reino Unido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Partido Trabalhista do RU tem assuntos mais importantes
   
«Mas a maior polémica relacionada com esta votação foi a que envolveu o Partido Trabalhista. Perante a notícia de que dezenas de deputados trabalhistas pretendiam votar contra a lei, o líder do Labour, Jeremy Corbyn, anunciou que iria impor disciplina máxima de voto a toda a bancada.

Reconheceu que para muitos deputados, eleitos por círculos maioritariamente a favor da permanência, é difícil aprovar um texto que abre caminho ao “Brexit”, mas defendeu que o partido não pode ser visto como estando a bloquear a vontade expressa pela maioria. “Temos de nos unir em torno dos assuntos mais importantes”, afirmou.» [Público]
   
Parecer:

Este Partido Trabalhista vai caminhando para a extinção.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Afinal o Caso Marquês está na mesma
   
«Hélder Bataglia, arguido no caso Operação Marquês, não fez qualquer acordo com o Ministério Público (MP) para incriminar Ricardo Salgado, afirmou esta quarta-feira ao Expresso o advogado de defesa do próprio, Rui Patrício.

Ao jornal, o advogado de defesa negou que tenha existido um acordo, “uma espécie de delação premiada”. “É importante que fique claro que isso não aconteceu”, insistiu. Rui Patrício negou ainda que Bataglia tenha feito um acordo com o MP para vir ser interrogado em Portugal, adiantando que tudo não passou de “um conjunto de notificações e de resposta a essas notificações”.

Além do mais, a lei portuguesa não permite acordos semelhantes aos de delação premiada que têm vindo a ser realizados entre o Ministério Público Federal do Brasil e um conjunto significativo de arguidos no processo Lava Jato.» [Observador]
   
Parecer:

Em vez de ser o Caso Marquês este processo devia ser o Caso Varina ou mesmo o Caso Fiscal de Braga.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Dizer não ao trumpete para embaixador na UE
   
«O Parlamento Europeu quer que a União Europeia considere Ted Malloch “persona non-grata” e não aceite a provável nomeação para embaixador na UE o homem que acredita no colapso do euro em breve. Deputados dos Socialistas e Democratas (S&D) e, também, do Partido Popular Europeu, pronunciaram-se contra a nomeação de Malloch, juntando-se ao repto lançado esta semana pelo socialista alemão Jo Leinen. O visado já respondeu dizendo que caso a sua nomeação seja vetada, isso será como “cuspir na cara” de Trump.

“A União Europeia deve recusar-se a acreditar o Embaixador dos EUA para a União Europeia, Ted Malloch”, afirmou Jo Leinen, membro da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu, em entrevista ao alemão Epoch Times. “O que não precisamos agora é de um obstrucionista que sonha com o fim do euro e que sonha com dominar e rebaixar a União Europeia como, alegadamente, diz que fez com a União Soviética”.» [Observador]
   
Parecer:

É óbvio que a Europa deve dizer não a esse asco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 A corrida às taxas turísticas chega ao Porto
   
«O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirmou esta quinta-feira que a cidade já está “amadurecida” para criar uma taxa turística, defendendo que deve apenas ser lançada no próximo mandato autárquico. “Não seria correto estar a lança-la agora”, a poucos meses de eleições e do fim do mandato, “mas acho que a taxa turística é um tema interessante para debater” com os candidatos à presidência da autarquia, afirmou o independente Rui Moreira esta manhã, no âmbito da 3.ª edição do Eco Talks, realizada no Porto.

Para o autarca, a receita dessa taxa turística deve porém ser utilizada “para diminuir o peso da pegada turística”, evitando assim que o turismo assuma proporções como em Barcelona, Espanha, ou na Mouraria, em Lisboa, “em que expulsou cidadãos”. Tendo já anunciado que se recandidata ao cargo nas eleições autárquicas que terão lugar no último trimestre do ano, Moreira destacou que a “Câmara tem de ter uma política ativa de habitação” que garanta aos seus munícipes continuarem a viver na cidade.» [Observador]
   
Parecer:

Será que o CDS que no governo se opôs às taxas e taxinhas vai concordar com elas no Porto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Assunção Cristas e a Pires de Lima.»

 Era virgem, sim senhor!
   
«As declarações da irmã Lucía Caram num programa de televisão geraram polémica em Espanha: a freira recebeu ameaças, foi repreendida pela hierarquia da Igreja e teve de pedir desculpa e esclarecer o que quis dizer. No fundo, a religiosa teve noção de que o seu ponto de vista poderia ser mal entendido, pelo que evitou dizer diretamente que Maria, mãe de Jesus, não era virgem.

"Acredito que Maria estava apaixonada por José. Acredito que eram um casal normal", começa quando questionada acerca da questão da virgindade de Maria, "um conto infantil que não é atualizado" nas palavras do apresentador do programa Chester in Love, do canal Cuatro, Risto Mejide. "Tinham sexo?", pergunta o anfitrião. "Bem, se digo que sim, caem-me todos em cima. Acho que é uma coisa normal num casal", defendeu, salientando que sabe que é uma questão "difícil de entender, de acreditar".» [DN]
   
Parecer:

Pois, e o sol anda à volta da terra.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
 O CC do PCP especializou-se em aeroportos
   
«O PCP sempre sustentou que, tal como é defendido num estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Alcochete é a melhor solução para construção de um novo aeroporto internacional.

O Campo de Tiro de Alcochete situa-se maioritariamente no concelho de Benavente, cuja autarquia é liderada por Carlos Pinto Coutinho (CDU - PCP e "Verdes"). Já a Câmara Municipal do Montijo é presidida pelo socialista Nuno Canta.


O membro da comissão política do Comité Central comunista considera que, "com a venda da ANA à multinacional francesa Vinci, que o Governo PSD/CDS concretizou, o Estado perdeu uma empresa cujos lucros permitiram durante anos o investimento nos aeroportos nacionais (Porto, Faro, Lisboa, Açores, Madeira), mas perdeu sobretudo o controlo público de um setor estratégico".» [DN]
   
Parecer:

Enfim, a dúvida está entre rir ou chorar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Opte-se por uma gargalhada.»
  
 Toda  agente acede aos dados do fisco
   
«Os administradores judiciais - responsáveis pelo andamento dos processos de insolvência- vão ter acesso às bases de dados do Fisco, Segurança Social e plataforma informática dos agentes de execução (os responsáveis pelas penhoras nas cobranças de dívidas) para acelerar os casos de insolvências nos tribunais. Os administradores passarão ainda a aceder à lista pública de execuções, onde estão descriminados os nomes de devedores sem bens penhoráveis.

Uma medida que, segundo o Ministério da Justiça, visa "agilizar as respetivas consultas contribuindo para processos de insolvência mais céleres e com informação mais rigorosa e exaustiva relativamente aos bens da massa insolvente". A proposta é consensual nesse sentido, mas gera algumas dúvidas no que respeita à forma ou vezes que estas entidades externas podem aceder a dados que são pessoais.» [DN]
   
Parecer:

As bases de dados do fisco, em que os cidadãos confiam, começam a ser acessíveis a cada vez mais entidades.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

O novo proteccionismo

Paulo Portas desvalorizou todas as maldades de Trump declarando que "onde há um risco muito grande com Trump é no comércio", talvez porque se sinta ideologicamente muito próximo, para dar importância à que o pode penalizar nos negócios, as medidas proteccionistas prometidas pelo novo presidente americano. Parece que Marcelo Rebelo de Sousa também está preocupado e convocou o Conselho de Estado para discutir o comércio internacional.

Depois de décadas de negociações pautais em que nada se soube sobre a posição de governos portugueses é bom que a Presidência da República coloque esta questão em debate. O país perdes horas infindas a discutir questões de lana caprina e depois, em assuntos tão importantes como o desarmamento pautal, tudo se faz pela calada. Depois assistimos com frustração à deslocalização de empresas sem perceber o que se passa.

É pouco provável que as medidas de proteccionismo adoptadas por Trump não atinjam numa primeira fase o comércio português, ainda que possa atingir de forma grave algumas empresas que tenham uma grande dependência em relação ao mercado dos EUA. O mesmo não se pode dizer das consequências para as nossas importações do impacto negativo dessas medidas no comércio internacional e no crescimento das economias.

Seria interessante que as nossas universidades estudassem o tema, ainda que e apesar da nossa dependência externa as relações económicas internacionais nunca tenham cativado muita atenção por parte das nossas escolas de economia. Seria interessante perceber em que medida a política proteccionista de Trump vai afectar as economias dos nossos parceiros internacionais induzindo consequências na economia portuguesa, que empresas ou sectores poderão ser atingidos em Portugal, que impacto terão essas medidas ao nível de desvios de comércio em consequência da desestruturação das trocas internacionais a que se vai assistir.

Paulo Portas pode ser muito simpático com os seus parceiros ideológicos desvalorizando o que não lhe convém para dar importância ao que lhe interessa, mas a verdade é que o proteccionismo dos dias de hoje é muito mais do que pautal. Vão longe os tempos das pautas e dos contingentes ou das medidas de efeito equivalente. Nos dias de hoje o “armamento” proteccionista é mais sofisticado e algumas das medidas adoptadas para combater a emigração encobrem medidas proteccionistas.

Quando Trump dificulta a emissão de vistos para os brasileiros não está combatendo a emigração u a rejeitar refugiados, está dificultando a mobilidade de cidadãos e isso significa a também a deslocação de representantes de empresas. É mais difícil ir a feiras, realizar reuniões de negócios com clientes americanos, deslocar especialistas para assistência técnica ou quadros para a instalação de equipamentos.

Quando Trump apela a que os americanos consumam produtos americanos, algo que por cá também se faz, está mobilizando o país para um boicote às importações, medidas que no estrangeiro ninguém está adoptando em relação aos produtos provenientes dos EUA. Estamos perante muitas medidas proteccionistas, algumas com tanto impacto como as negociações pautais, sejam elas multilaterais como se têm vindo a realizar no âmbito da Organização Mundial de Comércio, ou bilaterais como Trump pretende.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Carlos Silva, deputado do PSD

Este ilustre deputado do PSD acha que o modelo de gestão da Carris nada tem que ver com gestão de transportes mas sim com questões eleitorais. Pegando na dica que está na moda do PSD diz que a culpa de tudo é do PS e das eleições. Para ele o modelo de gestão da Carris vai levar os lisboetas a correr para as mesas de voto agradecer a entrega da gestão da empresa ao município.

Será apenas estupidês ou estamos perante a admissão de uma derrota antecipada num município onde já só falta perguntarem ao cavalo da estátua equestre de D. José I se quer ser candidato derrotado a presidente da CM de Lisboa?

«O PSD acusou esta quarta-feira o Governo de ter atribuído a gestão da Carris à Câmara Municipal de Lisboa por razões eleitoralistas, com PS, PCP e BE a responderem que o objetivo dos sociais-democratas era privatizar a empresa.

Numa declaração política na Assembleia da República, o deputado do PSD Carlos Silva defendeu a intenção do anterior executivo PSD/CDS de subconcessionar a privados os transportes de Lisboa e Porto por essa solução diminuir os encargos para os contribuintes e considerou que a reversão desse processo "vem reativar custos anteriormente eliminados".» [Expresso]

      
 O partido irrelevante volta ao ataque
   
«O PSD está apostado em expor as divergências entre o Governo e os partidos da esquerda parlamentar e admite mesmo vir a apresentar uma proposta de cessação de vigência do decreto de lei que passa a gestão da Carris para a esfera municipal. O PCP, já se sabe, é contra esta municipalização da Carris e da STCP, defendendo a manutenção na esfera do Estado, mas quando anunciou que iria pedir apreciações parlamentares sobre estas matérias, em vez de pedir a revogação das leis ficou-se pelo anúncio prévio de propostas de alteração. PS reconhece que “há outros partidos com os quais é preciso dialogar” e admite que solução pode estar a meio caminho.

“Registamos que houve um recuo da parte do PCP, que pelos vistos se arrependeu de propor a cessação de vigência dos diplomas”, disse aos jornalistas o líder parlamentar do PSD Luís Montenegro à saída da reunião da conferência de líderes que decidiu os agendamentos parlamentares para as próximas semanas. As apreciações parlamentares do PCP sobre a municipalização da Carris e da STCP vão ser debatidas e votadas no Parlamento no dia 24 de fevereiro, sendo que até esse dia os demais partidos ainda podem apresentar propostas de alteração ou pedidos de cessação de vigência.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que Passos Coelho não quer perder nenhuma oportunidade de mostrar a falta de seriedade das suas propostas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Só agora, em 2017
   
«Os militares que queiram entrar para os Comandos, Paraquedistas ou Operações Especiais do Exército vão ter de fazer exames médicos para despiste de problemas de foro cardíaco ou ortopédico, informou esta quarta-feira o Exército. O acesso àquelas que são as forças de elite portuguesas vai passar a incluir três fases de avaliação médica.

“Na sequência das recomendações apresentadas pela Inspeção Técnica Extraordinária (ITE) efetuada pela Inspeção Geral do Exército (IGE) ao Curso de Comandos, o Exército procedeu à reavaliação das Provas de Classificação e Seleção (PCS) para ingresso nas Tropas Especiais”, lê-se no comunicado enviado às redações.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que muito repentinamente os comandos do Exército repararam que talvez não fosse boa ideia fazer exames médicos minimamente rigorosos, isto é, ministravam-se treinos brutais com exames menos exigentes do que os que são feitos a qualquer atleta. Por aquilo que se decidiu agora alguém com pés chatos e com uma insficiência cardíaca podia ir fazer treino de comandos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se tanta incompetência escondida atrás do marialvismo chico da tropa.»

 Depois dos muçulmanos, os brasileiros
   
«O Governo dos Estados Unidos aumentou as restrições para a concessão de vistos de entrada aos brasileiros, regras que entraram em vigor na segunda-feira e tornam o processo mais extenso. “O processo de emissão de vistos tem um papel crucial para detetar indivíduos com vínculos terroristas e impedir que entrem nos EUA”, lê-se no documento de 27 de janeiro, divulgado no site da embaixada.

No Brasil, antes da mudança, os jovens com idades entre 14 e 15 anos, e idosos entre 66 e 79 anos, que solicitavam autorização para viajar aos Estados Unidos pela primeira vez estavam isentos de fazer esta entrevista nas unidades consulares que oferecem o serviço, mas agora precisarão fazer. Já os brasileiros que necessitam renovar vistos vencidos tinham até 48 meses para fazê-lo, sem nova entrevista, mas o prazo caiu agora para 12 meses.» [Observador]
   
Parecer:

E óbvio que o ódio de Trump não é apenas aos muçulmanos e um dia destes meio mundo treá restrições de entrada nos EUA.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 O FCP não me quer? Então talvez queira Matosinhos
   
«O ex-jogador do FC do Porto e antigo guarda-redes da selecção nacional, Vitor Baía, foi sondado pelo PSD para se candidatar à presidência da Câmara e Matosinhos nas eleições locais deste ano, apurou o PÚBLICO.

Apanhado de surpresa, Vitor Baía sugeriu que o partido faça primeiro uma sondagem, na qual inclua o seu nome, para depois tomar uma decisão definitiva. A abordagem ao antigo guarda-redes da selecção, que foi o mandatário para a juventude no Porto da candidatura à Presidência da República de Cavaco Silva, foi feita pela direcção do partido e ocorreu no passado fim-de-semana.» [Público]
   
Parecer:

Ridículo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Até tu Theresa
   
«A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse esta quarta-feira que a proibição temporária de entrada nos EUA de imigrantes e refugiados de sete países muçulmanos é "fraturante e errada", cinco dias depois de ter recusado criticar o decreto.

"Sobre o decreto que o Presidente [norte-americano, Donald] Trump apresentou, este governo pensa ser claro que essa política é errada", disse May aos deputados britânicos, em resposta ao líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn. "Pensamos que é fraturante e errada", acrescentou.» [Expresso]
   
Parecer:

Esta "bifa" foi a correr para os braços de Trump, mas agora parece querer dizer que é um pouco melhorzinha do que o amigo americano.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Não quero ir para o céu

Hás o que imaginam o céu cheio de virgem em prados verdejantes e se suicidem de forma gloriosa para terem direito ao seu quinhão de sexo eterno. Do outro lado estão os que crendo num mesmo deus estão disponíveis para uma longa martirizarão em vida para chegarem ao mesmo céu cheio das mesmas virgens mas assexuadas. 

No meio estão os que como eu não quero me imponham convicções religiosas alheiras. Dispenso as bombas de uns, da mesma forma que dispenso a caridade e o amor dos outros quando estiver em sofrimento prolongado, nem as bombas de uns, nem as rezas dos outros devem interferir nas minhas decisões.

Alguém sabe o que é estar com alguma lucidez dentro de um corpo que não funciona? Sentir a vida à volta, ouvir as conversas entre pessoal clínico, ouvir o choro de familiares que se despedem de um familiar ou assistem à morte de um doente na cama ao lado? Saber que se está vivo, conseguir raciocinar com alguma lucidez, ouvir filhos e amigos falarem-lhe, mas ser incapaz de comunicar, de dizer que se quer?

Já passei por aquilo a que se designa por experiência de quase morte, só que ao contrário do que sucede com a esmagadora maioria doentes nessa situação estava num estado de quase lucidez, pensava, imaginava, sonhava, ouvia, percebia, ainda que não tivesse consciência de tudo e passasse da lucidez ao pesadelo e vice-versa. Quando se entra para uma UCI numa situação de grande gravidade a probabilidade de voltar não é grande, eu escapei se sou um dos poucos que trouxe para contar.

Garanto-vos que não senti falta da bondade de almas caridosas ávidas de fazerem boas acções, como não sentia nada não tinha dores, mas isso não me fazia sentir feliz e confortável. Hoje que sobrevivi não gostaria de entrar novamente no corredor da morte ou de ficar prisioneiro do corpo. Gostaria apenas de ter direito a uma decisão pessoal sobre o meu destino, sem que esta estivesse condicionada às convicções religiosas de deputados, presidentes, padres ou bispos.

Serei um dia obrigado a sofrer em nome das convicções religiosas dos deputados ou dos eleitores mais militantes que votem num referendo? Acho bem que os deputados mais conservadores, as beatas mais assíduas, as boas pessoas, os podres ou os bispos queira ir para o céu. Quanto a mim quero partir mesmo sem direito a céu, independentemente das virgens que por lá estejam à minha espera. Neste capítulo não sou a favor da opinião de uns ou a favor das convicções de outros, sou a favor do meu direito íntimo a partir com dignidade e de acordo com o meu conceito de dignidade. 

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Heloísa Apolinário, deputada eleita pela CDU

A deputada Heloísa Apolónia, eleita pelos eleitores da CDU, comporta-se no parlamento com uma agressividade acusatória de fazer inveja ao líder da oposição. Desta vez acusa o governo de ter acordado tarde para Almaraz. Acontece que não me recordo de a destemida deputada ter feito de despertador neste assunto, tem tido muitas intervenções depois de o assunto aparecer nas notícias, mas antes disso não fez grandes intervenções sobre a matéria.

«"Relativamente a este Governo temos dito que acordou, na nossa perspetiva, um pouco tarde para a matéria, porque é quando o Governo sente que parece que há um facto consumado, no que respeita à construção daquele armazém para resíduos nucleares, que o Governo desperta para uma ação, até lá a passividade caracterizou a sua ação", disse.

A deputada, que falava no decorrer de uma audição pública sobre a central nuclear de Almaraz, no auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Portalegre, no âmbito das jornadas parlamentares do partido, concordou, no entanto, com a posição do Governo que apresentou recentemente em Bruxelas uma queixa sobre este processo.

"É importante que o Governo entre mais em peso na pressão sobre Espanha e que entre através do ministro dos Negócios Estrangeiros, de uma forma mais direta e mais presente, não apenas pontual, que entre através do primeiro-ministro e também que, o envolvimento dos chefes de Estado, neste caso do senhor Presidente da República, seria também importante", acrescentou.» [Notícias ao Minuto]

 Manifestação anti-Tump

A melhor manifestação contra o Idiotrump é boicotar a América e tudo o que seja americano para cortar o abcesso putrefacto pela raiz. As manifestações a que assistimos nos aeroportos americanos vão ter uma eficácia nula e muito menos têm as manifestações encabeçadas pela candidata presidencial do BE.

Infelizmente uma pedrada numa montra da Aplle ou num stand da Ford terão mais impacto à escala mundial e assustarão mais Trump do que todas as manifestações já realizadas. Infelizmente o cidadão comum vai ficar calado enquanto os extremistas chamarão a si o confronto com os EUA e um dia destes em vez de acusarmos Trump ainda vamos ter de o defender porque os extremistas colocaram provocaram uma explosão que mata americanos que, muito provavelmente, também se opunham a Trump.

      
 Pela nacionalidade
   
«Trump não sabe o que está a fazer. Não é isso que o interessa. Ele faz o que faz para mostrar que é capaz de fazer. Trump não está só a ser um político: está a exercer o poder. E a divertir-se com as reacções.

Ele não pode continuar a ser tratado como uma ovelha negra. É o Presidente dos EUA. Não são as opiniões nem os tweets dele que interessam: são as acções. Reagir às acções executivas do Presidente dos EUA com protestos é música para os ouvidos dele. Às acções responde-se com acções.

Trump proibiu a entrada de pessoas nos EUA de acordo com a nacionalidade delas. Esta discriminação é inaceitável. Não adianta nada discutir as nacionalidades e as respectivas culpas no cartório terrorista: isso é aceitar o critério dele.

O que Trump pensa acerca dos muçulmanos não interessa. Interessa são as acções dele. Interessam, sobretudo, as acções dele que vão contra os direitos humanos de seres humanos, seja de que nacionalidade, crença religiosa ou raça formos. Os direitos humanos de todos os seres humanos são activamente canceladas pela decisão de Trump de discriminar conforme a nacionalidade.

As pessoas não têm de dizer que não têm culpa de serem portuguesas, paquistanesas ou americanas. Quando Trump atacou, de facto, exercendo o poder que tem, os direitos de pessoas de várias nacionalidades, o que temos de ouvir é "atacou a nacionalidade". A única resposta é proibir o livre movimento de cidadãos dos EUA enquanto Trump não levantar a proibição. Fogo com fogo se combate. É assim que a política se faz.» [Público]
   
Autor:

Miguel Esteves Cardoso.

      
 A voz do dono
   
«O novo procurador-geral interino dos Estados Unidos [cargo correspondente ao de ministro da Justiça em Portugal] comprometeu-se a defender a controversa ordem de Donald Trump sobre imigração, horas depois de a sua antecessora ter sido afastada por contrariar a vontade do Presidente.

O procurador federal Dana Boente foi nomeado para o cargo depois de Trump ter despedido Sally Yates, que transitou da administração de Obama e ocupava o lugar enquanto o novo procurador, Jeff Sessions, não é confirmado pelo Senado. Yates tinha instruído os advogados do Ministério Público a não defenderem a proibição de entrada de refugiados e outros viajantes de países muçulmanos.» [Expresso]
   
Parecer:

Há sempre alguém candidato a verdugo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 José Manuel Coelho vai mesmo dentro
   
«O deputado madeirense do PTP José Manuel Coelho foi condenado a um ano de prisão efetiva pelo Tribunal da Relação de Lisboa, cumprível ao fim de semana, num processo interposto pelo advogado António Garcia Pereira.

"Acordam os juízes desta 9.ª secção criminal do Tribunal da Relação de Lisboa em conceder provimento aos recursos interpostos pelo assistente António Garcia Pereira e pelo Ministério Público e, revogando a sentença da 1.ª instância, em condenar o arguido José Manuel da Mata Vieira Coelho na pena de um ano de prisão, a cumprir por dias livres correspondentes a fins de semana, em 72 períodos com a duração mínima de 36 horas e máxima de 48 horas, cada um", refere o acordão da Relação a que a Lusa teve acesso, datado de 26 de janeiro.

Em março do ano passado, o deputado madeirense tinha sido absolvido do crime de difamação pelo qual estava acusado devido a declarações proferidas em 2011 contra o advogado e antigo dirigente do PCTP/MRPP Garcia Pereira, processo no qual o antigo político pediu um euro de indemnização. A sentença foi então proferida pela Instância Local Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça.» [Expresso]
   
Parecer:

Pode ser que agora aprenda a ter algum cuidado com a língua.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Deseje-se uma boa estadia ao futuro inquilino das instalações hoteleiras do Estado.»

 Embarque na TAP em  ... Vigo
   
«As viagens de longo curso da TAP são mais baratas a partir de Vigo, em Espanha, do que do Porto, destaca hoje o Jornal de Notícias, que após várias simulações, conclui que a diferença pode ir dos 100 euros, para as tarifas mais baixas, até aos 600 euros para a classe executiva.

O ponto de partida é sempre o mesmo: viajar até Lisboa para apanhar um outro voo em direção ao destino final e depois fazer o mesmo percurso no sentido inverso. Nas simulações feitas pelo JN no site da TAP e nas efetuadas por agências de viagens, é quase sempre mais baixo iniciar a viagem em Vigo do que no Porto.» [DN]
   
Parecer:

Coisas da aviação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Façam as contas....
   
«António Guterres está no centro de um grave incidente diplomático que fez as autoridades palestinianas virem a público exigir um pedido de desculpas ao secretário-geral das Nações Unidas. E isto porque Guterres fez uma declaração considerada muito polémica pelos palestinianos, ao considerar que o Monte do Templo ou Nobre Santuário — um dos locais religiosos mais disputados em Jerusalém — tem na sua origem um templo judeu. E assim é: aí se ergueu o Templo de Salomão e é aí que se situa o Muro das Lamentações, o segundo local religioso mais reverenciado pelos judeus pois trata-se de uma parede que é único vestígio que resta do antigo Templo de Herodes, erguido no mesmo local do primitivo Templo de Salomão, que foi destruído pelos babilónios.

Para o ministro para os Assuntos de Jerusalém, da Autoridade Palestiniana, Guterres “negligenciou as resoluções da UNESCO, que dizem claramente que a Mesquita Al-Aqsa é uma herança islâmica”. Citado pela agência noticiosa chinesa, Xinhua, Adnan al-Husseini disse mesmo que as declarações de Guterres representam “uma violação para todas as regras humanas, diplomáticas e legais e uma violação da sua posição como secretário-geral” da ONU. A Autoridade Palestiniana exige, assim, que Guterres peça desculpa pelo que disse.» [Observador]
   
Parecer:

Enfim, um erro de aritmética política.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Há imbecis com muito mau gosto
   


«Uma loja dedicada à venda de disfarces de Carnaval viu-se envolvida numa onda de críticas devido a um dos disfarces colocados à venda no seu site. Em causa está um “fato de refugiado para menino”, que esta manhã estava disponível por 15 euros.

Na sua página no Facebook, a organização SOS Racismo escreveu “repudiar veementemente a iniciativa e recorrer a todos os meios para combater qualquer tipo de aproveitamento comercial da miséria e do sofrimento e qualquer iniciativa que vise menorizar e humilhar milhões de pessoas”.

A publicação, entretanto partilhada por dezenas de utilizadores, foi replicada pela Comunidade de Cultura e Arte, contando também com alguns comentários depreciativos e partilhas. Luís Monteiro, deputado do Bloco de Esquerda, usou a rede social para qualificar o artigo de “asqueroso e revoltante”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Os senhores da loja deviam ir brincar ao Carnaval disfarçados de refugiados, de preferência depois de terem sido afogados no Tejo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão.»

terça-feira, janeiro 31, 2017

Boicotar a América de Trump

Há males que devem ser cortados pela raiz e Trump, tal como sucedeu com Hitler e outros doentes mentais, imbecis e paspalhos, deve ser combatido desde a primeira hora. Boicotar a América de Trump é a única forma de livrar o mundo dessa peste que chegou a Washington. Trump é ele próprio, a ideologia de Trump são as suas próprias idiotices, tal como a ideologia de Hitler era o seu livro Mein Kampf, um apanhado de ideias grotescas e de ódios pessoais.

Trump é demasiado perigoso para que não seja levado a sério, durante a campanha não hesitou em ameaçar os EUA caso não ganhasse as eleições. Esperava-se que mudasse com o peso das responsabilidades, mas isso não sucedeu. Durante a campanha fazia palhaçadas, agora as palhaçadas são feitas quando assina ordens executivas uma atrás das outras.

Trump não vai melhorar, vai levar a sua loucura a todos os domínios da sociedade, demite uma procuradora-geral como se estivesse a demitir um porteiro. Começou pelos muçulmanos, depois serão os chineses, a seguir serão os europeus. Trump não esconde o desejo de destruir a União Europeia, ameaça todos os seus parceiros com negociações bilaterais pressionadas por chantagem.

A solução para este perigo não está nas negociações governamentais, Trump julga-se o mais forte e não respeita ninguém, não é um negociador em que se possa confiar. Responder a Trump com diplomacia é um erro, como foi um erro fazê-lo com Hitler ou com outros ditadores e candidatos ao estatuto. 

Também é um erro esperar por uma reacção interna, a maior parte da América está em silêncio, por receio ou na expectativa de ver se resulta. As bolsas estão em alta, a indústria automóvel alinhou no beija-mão, as associações empresariais anseiam por um país sem entraves legais a abusos ambientais. Se Trump ajudar a enriquecer a América terá o apoio dos americanos, tal como muitos alemães ficaram felizes com os despojos de guerra que os nazis trouxeram de Paris ou que roubaram aos judeus.

A única resposta possível a Trump é boicotar a América, fazendo perceber aos americanos que é com trabalho e investimento que se cria riqueza, não é com a eleição de loucos oportunistas. Boicotar a América é boicotar todas as suas iniciativas, é virar-lhes a cara com desprezo, ignorar as suas iniciativas e fazer como muitos ingleses, declarar os membros desse governo como gente pouco recomendável que ninguém quer receber.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Vítor Gaspar, refugiado português em Washington

"Diz o roto ao nu", é o mínimo que se pode dizer de um Gaspar que acusa os políticos de não cumprirem os défices que prometem. Ele cumpriu alguma meta orçamental enquanto foi ministro, mesmo recorrendo a cortes inconstitucionais de salários e pensões?

«A culpa da derrapagem nas contas e na violação sistemática das regras orçamentais por vários países da zona euro é dos políticos. São os governos que não cumprem os planos que traçaram e acabam por ter défices e dívidas acima do previsto. Dito assim, não é um resultado que surpreenda muito quem tem acompanhado o debate sobre a austeridade dos últimos anos. Mas surge agora, pela primeira vez, quantificado no estudo “Fiscal Politics in the Euro Area”, publicado esta segunda-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, da autoria de Vítor Gaspar, Luc Eyraud e Tigran Poghosyan.

O estudo, que não é um relatório oficial do Fundo embora seja assinado por Gaspar, que é diretor do Departamento de Assuntos Orçamentais, calcula por exemplo que o défice falha a meta em cerca de 1,5 pontos no primeiro ano e por dois pontos ao fim de três anos e que isso se deve à má execução do plano traçado. Embora os governos até fixem objetivos condizentes com as regras europeias, acabam por não os cumprir. Face ao que estava previsto, a execução derrapa em dois pontos a mais no primeiro ano e quatro pontos ao fim de três anos.» [Expresso]

 A voz do dono


      
 Idiota
   
«O Presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu nesta segunda-feira no Twitter que o caos registado nos aeroportos americanos depois da ordem executiva para impedir a entrada de refugiados e de cidadãos de sete países se deveu a problemas informáticos e aos manifestantes.

“Apenas 109 em 325 mil [pessoas] foram detidas para interrogatório. Os grandes problemas nos aeroportos foram provocados pelo sistema informático da Delta, pelos manifestantes e pelas lágrimas do senador [Chuck] Schumer”, escreveu Donald Trump no Twitter, acrescentando que o secretário de Segurança Nacional, John Kelly, garantiu que a implementação das novas medidas está a decorrer “com muito poucos problemas”.» [Público]
   
Parecer:

Este Trump roça o idiota, primeiro foi a página em espanhol que desapareceu por causa dos problemas informáticos, agora estes são a causa do caos nos aeroportos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a meecida gargalhada.»
  
 Começam a estar "à rasca"
   
«O presidente executivo da Starbucks prometeu contratar mais de 10 mil refugiados ao longo dos próximos cinco anos, em resposta ao decreto presidencial assinado por Donald Trump na última sexta-feira, que suspende a entrada de refugiados durante 120 dias e de cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

“Há mais de 65 milhões de cidadãos no mundo que são reconhecidos como refugiados pelas Nações Unidas, e estamos a desenvolver planos para contratar 10 mil deles, durante cinco anos, em mais de 75 países em todo o mundo”, escreve Howard Schulz, presidente executivo da cadeia de alimentação, numa nota enviada aos seus trabalhadores em que expressa a “grande preocupação” que sente.» [Público]
   
Parecer:

É óbvio que mais tarde ou mais cedo os EUA enfrentam um boicote à escala nacional.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Estágios?
   
«A lei só prevê um ano de estágio, mas já passaram dois anos desde que 886 inspectores tributários estagiários estão em “período experimental” no fisco. Os formandos entraram este mês no terceiro ano de formação e não sabem quando é que o curso vai terminar. Nem o próprio Ministério das Finanças consegue apontar uma data para o fim de um processo que, nas palavras do presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Inspecção Tributária e Aduaneira (APIT), Nuno Barroso, se arrasta por “inércia dos responsáveis” do fisco.

Em condições normais, os estagiários aprovados já teriam entrado efectivamente na carreira de inspector, mas o processo tem-se prolongado indefinidamente. Os atrasos estão a gerar desconforto interno, ao ponto de o caso já ter motivado queixas ao Provedor de Justiça. Ao PÚBLICO, José de Faria Costa confirmou ter recebido reclamações que “deram origem a um procedimento de queixa”. Sem se pronunciar sobre o caso, nem especificar se foram pedidos esclarecimentos ao Ministério das Finanças, o Provedor fez saber que “o tratamento das queixas, nesta fase, envolveu diligências instrutórias informais, encontrando-se em apreciação”. O caso também já chegou ao Parlamento, com o Bloco de Esquerda (BE) a questionar o Ministério das Finanças sobre o que se está a passar.» [Público]
   
Parecer:

Parece que para os recursos humanos de alguns serviços do Estado não há lei, em vez disso há a prepotência dos seus dirigentes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»