sábado, março 25, 2017

2,1%

Parece que os 2,15 do défice orçamental deixaram muita gente atrapalhada. O próprio Marcelo, que há pouco tempo se entreteve a ler as mensagens SMS teve dificuldades em dar o seu ao seu dono optando por recordar Vítor Gaspar, quando o ex-ministro das Finanças foi para Bruxelas dizer que o povo português era o melhor povo do mundo. Com Marcelo o povo passou do melhor ao estatuto de herói. Digamos que Centeno nada fez, o povo é que optou por evitar os serviços públicos para lhes poupar na despesa e pagou todos os impostos que devia sem pestanejar.

Mas se para Marcelo a equidade política obriga a atribuir ao bom povo português os resultados do trabalho do governo, já a reação do PSD foi tudo menos honesta. Ainda há poucos dias foi notícia que Passos Coelho estava convencido de que realizar-se-iam eleições gerais antes das autárquicas. Passos estava tão convencido de que o governo cairia com a vinda do Diabo que não se preocupou com mais nada.

A desonestidade de Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque, para não referir o agora desaparecido Paulo portas, está no facto de saberem o que fizeram em 2015. Tanto sabem o que fizeram que apostaram tudo num segundo resgate em 2016, daí as exigências do plano B e do anúncio da vinda do diabo em setembro. Sabiam muito bem que a propaganda eleitoral de 2015, designadamente, a fraude do reembolso da sobretaxa, tinha sido conseguido com uma antecipação de receitas fiscais de 2016 na ordem dos 700 milhões de euros.

Se o PSD fosse honesto, em vez de desvalorizar os resultados de 2016 falando em medidas extraordinárias ou na insustentabilidade dos resultados, deveria agradecer ao governo ter mantido o défice de 2015 abaixo dos 3%. Mário Centeno poderia muito bem procedido ao reembolso do IVA que o Paulo Núncio reteve abusivamente para montar a fraude do reembolso da sobretaxa do IRS. Se assim tivesse feito o défice de 2015 teria ficado acima dos 3% e o de 2016 situar-se-ia abaixo dos 2%.

O PSD que tanto se gabou dos resultados de 2015, sabendo muito bem que tinha sido conseguido à custa de receitas de 2015, poderia agora ser um pouco mais honesto e elogiar Mário Centeno em vez de andar por aí com truques para destruir a imagem do ministro.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Duarte Pacheco, deputado mau 'cagador'

Ao mau 'cagador' até as calças empatam, é o que se pode dizer das declarações deste deputado do PSD, incapaz do mais pequeno elogio ao governo descobriu que um défice de 2,1% foi conseguido pelo caminho errado. O caminho certo era o das medidas inconstitucionais e do ódio do PSD aos funcionários públicos e pensionistas.

«O PSD considerou hoje que a redução do défice para 2,1% é um dado positivo para o país mas que foi feita "pelo caminho errado", com recurso a medidas extraordinárias e não sustentáveis.

Em declarações aos jornalistas no parlamento, o deputado do PSD Duarte Pacheco disse que, com este resultado hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o partido espera que "Portugal possa sair do Procedimento por Défice Excessivo".

No entanto, salientou que todas somadas as medidas "não sustentáveis e extraordinárias" representam cerca de 1,4% do PIB, considerando que se "reduziu o défice mas com habilidades".» [DN]

      
 François Fillon: a culpa não será do Benfica
   
«François Fillon acusou François Hollande de ser o responsável pelas fugas de informação que estão a minar a sua candidatura à presidência. Numa entrevista à France 2, o candidato de Os Republicanos (direita) disse que o Presidente é o organizador de um "gabinete negro" que está na origem das notícias — o emprego fictício que terá dado à mulher e aos filhos, o empréstimo de 30 mil euros que não declarou às finanças, os fatos de milhares de euros que recebeu de presente de um amigo milionário, e que lhe valeram uma investigação no âmbito da qual já foi constituído arguido.

Num comunicado, o chefe de Estado condenou "com veemência as acusações". "O executivo nunca interveio em qualquer processo judiciário", reagiu o Eliseu, citado pelo jornal Le Monde. Com as suas declarações, o candidato está a criar "perturbações" na campanha. "O escândalo não diz respeito ao Estado mas a uma pessoa que terá que responder perante a justiça", concluiu o comunicado.» [Público]
   
Parecer:

O homem não ganhou nada, a culpa é do gabinete negro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A culpa é outra vez do Benfica
   
«Olá, Bruxelas, adeus défices excessivos. O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta sexta-feira que o défice orçamental provisório de 2016 foi de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), inferior ao referencial mágico de 2,5%.

Para 2017, a previsão do INE é de 1,6%. E vai esta sexta-feira notificar a União Europeia, abrindo caminho ao encerramento do Procedimento por Défices Excessivos (PDE) aplicado a Portugal desde 2009.

O Pacto de Estabilidade e Crescimento estabelece para o défice orçamental um limite de 3% do PIB, uma meta que ficou mais exigente (2,5%) em troca da benevolência do Conselho Europeu que abdicou da aplicação de sanções, depois de uma longa série de défices excessivos.» [Expresso]
   
Parecer:

O Benfica deve estar metido nesta coisa do défice ter ficado nos 2,1%.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se o trabalho de Centeno.»

 O DAESH  atacou em Barcelos
   
«Quatro pessoas foram mortas "com arma branca" esta sexta-feira em Barcelos. O autor do crime, de 60 anos, foi detido esta manhã e já confessou às autoridades, segundo o comandante do destacamento da GNR de Barcelos.

"Já foi identificado o autor confesso dos crimes", disse no local o comandante Adelino Silva, acrescentando que "os homicídios foram com arma branca através de ataque à zona do pescoço das vítimas".» [DN]

sexta-feira, março 24, 2017

Pastorinhos, bigodes e peludas

A task force de Fátima deu a boa nova à comunicação social, dois dos pastorinhos, os que morreram jovens devido às doenças que na época dizimavam uma boa parte das crianças portuguesas, vão ser santinhos da Igreja Católica. A excitação era grande e a expectava de em vez de ocorrer no Vaticano, a canonização ser feita em Fátima quase deixava os prelados em êxtase.

Mas não venho aqui desancar nos futuros santinhos, depois do espetanço do Passos Coelho a minha crença no Diabo, seja na versão mafarrico ou Belzebu já não é grande, mas quanto a santinhos que curam doenças incuráveis é melhor ter cuidado não vá ter uma borra das antigas ou uma praga de Monte Gordo, uma dor de barriga tão grande que quanto mais dói mais corro, quanto mais corro mais dói e quando parar rebento.

O que me chamou a atenção foi o sotaque, os dois prelados e mais uma senhora que me parecei uma especialista na burocracia do Vaticano em matéria de produção de santinhos, tinham todos o sotaque dos corredores do Vaticano, um a mistura entre italiano e aquela forma que os padres têm de falar, um linguarejar com regras tão rigorosas como a do canto gregoriano, para que a sua voz nas homilias nos façam sentir que estamos ouvindo a voz de Deus. Aliás, quando vejo alguém a falar-me com esse arzinho fico logo nervoso, com receio porque quase de certeza que me vai lixar.

De repente lembrei-me de Vital Moreira e de muitos outros militantes do PCP da reacção Cunhal, uns mais arrependidos do que outros. Não estou sugerindo que a mudança ideológica de Vital Moreira é tão rápida que antes da canonização apareça num vídeo a anunciar a vitória dos pastorinhos sobre o mafarrico do Lenine. Não é que alguns ex-militantes do PCP não sejam uma verdadeira caixinha de surpresas, mas a minha imaginação não vai tão longe. A ligação está no sotaque, porque sempre que oco falar essa geração Cunhal fico com a sensação de que todos estiveram exilados na então Checoslováquia, ganhando o sotaque igual ao do Cunhal.

Já o Arnaldo Matos, que recentemente reassumiu um estatuto de grande líder e educador do proletariado, depois de expulsar o agora traidor Garcia Pereira, estando para o proletariado português como o Papa Francisco está para os devotos de Fátima, apresenta um bigode farfalhudo que nos anos 70 fez moda.  Da mesma forma que o sotaque identificava a geração Cunhal, o bigode farfalhudo e convexo era prova de pureza ideológica de quem pertencia a MRPP. 

À falta de bigode as camaradas do MRPP sujeitavam-se  a uma disciplina estética, cuidadosamente vigiada por personagens como o Durão Barroso, impedindo-as de desvios ideológicos de pequeno-burguesas, evidentes em práticas como a depilação. Eram umas raparigas peludas, que se destingiam das peludas dos trotskistas dos Louçã pelo axadrezado das camisas.  Enfim, um país de sotaques, bigodes e peludas.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho, primeiro-ministro no exílio

Há poucos dias a ex-ministra das Finanças veio a Público dizer que concordava com o rating atribuído à dívida portuguesa e com os fundamentos adiantados por uma das agências, só faltou abrir uma garrafa de champanhe. Quando o ministro das Finanças ofendeu os portugueses, Passos Coelho ficou em silêncio, talvez porque se lembrou que o holandês fez seus argumentos que o próprio defendeu durante anos.

Agora apressa-se a criticar a taxa de juro paga pela CGD, esquecendo o rating da CGD e ignorando que mesmo assim o banco português conseguiu taxas bem mais baixas do que outros bancos. Passos Coelho continua a ser um devoto do mafarrico.

«A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi ao mercado para obter 500 milhões de euros através de títulos de dívida subordinada. Registou uma procura elevada, mas a taxa acabou por não descer muito face aos termos iniciais. Ainda assim, o banco estatal terá, segundo fontes citadas pela Bloomberg, conseguido um juro de 10,75%.

Tendo em conta informação obtida junto da operação, que não pode ser identificada, a agência noticiosa revela que a taxa final da operação que foi lançada esta quinta-feira, 23 de março, foi encerrada com um juro de 10,75%. Esta taxa baixou face aos níveis iniciais, acima de 11%.

As primeiras ofertas registadas apontavam para uma taxa entre 11% e 11,50%. Contudo, perante o volume de ofertas registado, o juro acabou por encolher, ficando ainda assim num nível elevado. Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças, tinha dito em outubro que uma taxa de “8% seria o valor que gostaríamos”.» [Eco]

«Numa conferência sobre Cultura e Património, organizada pelo grupo parlamentar do PSD, Pedro Passos Coelho aproveitou para se referir à emigração obrigacionista de hoje do banco público.

"O que é intolerável é que o primeiro-ministro entenda dizer que este preço que vamos pagar, que é elevadíssimo, resulta, imaginem, do governo anterior ter iludido os problemas da banca", criticou Passos Coelho.

O líder do PSD acusou António Costa de querer "passar a culpa" para o executivo PSD/CDS que chefiou e concretizou: "É dele a decisão de fazer uma emissão obrigacionista perpétua em que vai pagar quase 11% de juros para que isto não tenha impacto no défice e para que o Governo possa dizer que a operação foi um sucesso, mas a culpa tem de ser minha, não é dele, que tomou a decisão".» [RTP]

«"Foi de facto nos 10,75% mas este valor é inferior aos 12% que o Banco Popular de Espanha, que tem um `rating´ melhor que a CGD, conseguiu, e essa é que é verdadeiramente a comparação que devemos fazer, porque é banco com banco que estamos a comparar, irem ao mercado, através de investidores privados", declarou.

O secretário de Estado, que tomou posse em dezembro e interveio hoje pela primeira vez no parlamento, respondia ao deputado do CDS-PP João Almeida, no debate de urgência promovido pelo PCP sobre a questão da dívida pública.

Álvaro Novo disse que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) conseguiu uma "taxa melhor" do que o Banco Popular, em consequência de beneficiar de um programa aprovado pela Comissão Europeia "sem ser ajuda de Estado" e esse facto "gerou confiança junto dos investidores".» [RTP]

 Uma mania antiga nos países do Sul




Esta pintura de Jean-Leon Gerome, retratando o que teria sido o mercado de escravos sexuais da Roma Antiga onde se vendiam mulheres, mostra que a mania dos países do Sul de gastarem o dinheiro das mulheres e entrarem em decadência já é muito antiga, está-lhes na massa do sangue.

Esta pintura de Jean-Leon Gerome retrata o que teria sido o mercado de escravos sexuais da Roma Antiga, onde se comercializava as mulheres que seriam forçadas à prostituição. Elas eram a maioria naquele período, apesar de uma pequena parcela de mulheres da elite terem optado pelo ofício após o imperador Augusto criar leis que forçavam mulheres a se casarem e terem filhos.


 Da academia de Fátima para a equipa A do Vaticano



Digamos que na fábrica de Santos da Santa Sé foi introduzido o trabalho infantil.

 A culpa foi do Medina




 Passos ensaia nova táctica 

Desorientado com as sondagens o primeiro-ministro no exílio ensaia novas tácticas a um ritmo semanal. Há pouco tempo o seu partido sentia-se asfixiado, depois era o deputado educadinho que ficava muito ofendido sempre que o primeiro-ministro abria a boca. Parece que desistiu depressa, agora organiza jantares de mulheres do PSD e salta de feira em feita ou de seminário em seminário para comprara pequenas medidas deste governo com as do seu. Pobre coitado, andou armado em cigarra convencido de que o diabo vinha em seu auxílio e agora corre por desespero.

      
 Não são só gajas e copos
   
«Na promulgação publicada esta quinta-feira pela sala de imprensa do Vaticano, lê-se que “o Santo Padre Francisco recebeu esta manhã em audiência Sua Eminência o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos”, e autorizou a congregação a publicar os decretos relativos a um conjunto de processos de canonização em curso.

Fica agora aprovado “o milagre atribuído à intercessão do Beato Francisco Marto, nascido a 11 de junho de 1908 e morto a 4 de abril de 1919, e da Beata Jacinta Marto, nascida a 11 de março de 1910 e morta a 20 de fevereiro de 1920, crianças de Fátima”.

Ao Observador, a irmã Ângela Coelho, postuladora da causa de canonização dos pastorinhos, confirmou que o decreto publicado pelo Papa significa que “o estudo das comissões da Congregação levou à conclusão de que o evento é mesmo um milagre”. “O estudo em ordem à canonização está terminado”, afirmou.» [Observador]
   
Parecer:

Também temos santinhos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»


 No melhor pano cai a nódoa
   
«A ACT identificou 404 falsos recibos verdes numa ação realizada ao longo de quatro dias, em março, que abrangeu 35 locais de trabalho na área da comunicação social.

Num comunicado enviado às redações, a ACT explica que fez uma inspeção em todo o território continental com o objetivo de verificar a regularidade do recurso a contratos de prestação de serviço na comunicação social.

A ACT diz que está a acompanhar todas as situações irregulares detetadas e garante que estão a a ser adotados todos os procedimentos necessários para que a legalidade seja reposta.» [TSF]
   
Parecer:

que bela comunicação social.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 De dívida sabe ele
   
«O antigo presidente da Assembleia da República considera que o país não está a preparar-se para os efeitos do fim do programa de compra de activos do Banco Central Europeu (BCE) e para a subida dos juros. E que é "ilusório" que o país possa por si só limpar o seu passivo, pedindo uma reflexão sobre a dívida e as políticas sociais.

"Imagine o que é a perspectiva do endividamento português quando o BCE resolver deixar de comprar dívida aos Estados-membros. (…) Esses cenários não são discutidos. (…) Há uma ilusão geral muito grande em relação à situação que envolve a economia portuguesa," afirma esta quinta-feira, 23 de Março, o histórico socialista em entrevista a Maria Flor Pedroso, na Antena 1.» [Negócios]
   
Parecer:

Assim fala o ex-administrador do BES e agora empregado do Pingo Doce, enfim, mais uma social-democrata de águas profundas muito parecido ao holandês. Mas ganhou uma admiradora!
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, março 23, 2017

Social-democrata sempre



Quando vejo o Jeroen Dijsselbloem puxando dos seus galões para dar ares de político caridoso para com povos dados a putas e vinho verde questiono-me sobre o que é ser social democrata. Também por cá tivemos um artista que promoveu um discurso muito similar ao do ministro das Finanças holandês e que na hora de se apresentar a um congresso do seu partido e que depois de ter destruído a classe média e ter empobrecido os pobres ainda mais do que jás estavam, usou o lema “social-democracia sempre”.

Temos, portanto, dois políticos muito semelhantes, com idênticos argumentos para fundamentar a austeridade e que na hora da recauchutagem se lembram de serem social-democratas. A dúvida está em saber se o holandês é social democrata pois só ouvi falar dele quando já tinha um discurso de quase de extrema-direita. Quanto a nosso, que tanto quanto se sabe passou boia parte da sua vida “nas putas e vinho verde”, nunca foi social-democrata, nem ele, nem a maioria dos do seu partido.

Não é só o Jeroen Dijsselbloem que me faz recear que os partidos sejam vistos por alguns políticos ambiciosos mais como uma espécie de clube do que como uma organização que une cidadãos com os mesmos valores. Também por cá temos muita gente que se diz socialista ou social-democrata e que nada tem que ver com os valores ideológicos da social-democracia, uma corrente marxista com mais de um século de existência.

Há dois fenómenos que são preocupantes, há partidos que na luta por chegar ao poder atraem personalidades que seguem mais a sua ambição do que quaisquer valores ideológicos, da mesma forma que há personalidades que escolhem um determinado partido, não pelos seus valores, mas porque é o que lhe dá mais garantias de chegar ao poder. Quando Trump deixou de ser social-democrata foi por teve uma crise de republicanismo? Quando Durão Barroso mudou numa noite do MRPP para o PPD foi porque viu uma luz no discurso de Sá Carneiro? Quando muitos militantes empedernidos do PCP se mudaram do dia para a noite para o PS ou para o PSD foi porque descobriram as virtudes da democracia?

Os partidos são cada vez mais máquinas de conquista do poder. Assim como os fãs dos clubes não se importam que estes sejam comprados por árabes ou chineses porque estes trazem os recursos financeiros necessários para ganhar títulos, também muitos militantes partidários tanto apoiam as políticas de extrema-direita de Passos Coelho, como no próximo congresso o vão acusar dessas mesmas políticas.

Esta degeneração dos partidos é um processo perigoso, não admirando que sucedam algumas cambalhotas políticas como as que temos vindo a assistir. O tão apregoado fim das ideologias deu lugar à prostituição ideológica.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Rui Rio, uma raposa no galinheiro de Passos Coelho

A candidatura de Rui Rio começa com o signo da falta de frontalidade, nuns dias é candidato no outro almoça com Passos para lhe garantir que não é, nuns dias desdobra-se em conferências no outro acusa os jornalistas de inventarem a sua candidatura. Rui Rio quer ser primeiro-ministro, quer derrubar Passos Coelho mas a coragem não abunda nele. Falta-lhe coragem para disputar frontalmente a liderança, sendo leal com o líder do seu partido deixando-se de rodeios. Falta-lhe também a coragem para dar a cara quando o seu partido desce nas sondagens.

«Os convites ao ex-presidente da Câmara do Porto de universidades, associações comerciais e industriais para participar em conferências e outras iniciativas organizadas pela sociedade civil aumentaram a partir do momento em que Rui Rio declarou estar disponível para disputar eleições directas para a liderança do PSD em 2018.

Desejado por uns, contestado por outros, o ex-presidente da Câmara do Porto admitiu pela primeira vez, em Novembro, em entrevista ao Diário de Notícias, avançar para a liderança do PSD e, a partir daí, os convites sucedem-se e as salas enchem-se para o ouvir.

Guarda, Anadia, Castelo de Paiva, Barcelos, Coimbra, Faro, Almada, Braga, são alguns dos locais por onde tem passado. Ontem à noite, esteve em Braga, a convite da Associação Comercial para falar sobre Portugal: Os desafios políticos e económicos. Mas Rio marca também presença em almoços e jantares organizados pelo partido, onde até estão líderes distritais. Em Dezembro, o ex-presidente da câmara de Oliveira de Azeméis, Hermínio Loureiro, chegou a dar um conselho ao líder do partido, via Facebook: “Peço que tenhas os olhos bem abertos com as raposas que tens no galinheiro”.» [Público]

 O grande democrata Jaime Nogueira Pinto está de parabéns



Um democrata asfixiado manifesta-se na Av. de  Berna

Os democratas de Lisboa uniram-se numa grande manifestação para defender a liberdade de expressão de alguém que sempre defendeu o regime democráticos e os símbolos da defesa da liberdade de expressão. Esperemos que em sinal de reconhecimento da Nação Marcelo Rebelo de Sousa o condecore com a Ordem da Liberdade.

 Dúvidas que me atormentam

Porque será que Passos Coelho ficou calado perante o que declarou o presidente do Eurogrupo? Será que da mesma forma que a Maria Luís concorda com as agências de notação o líder do PSD achou que o holandês fez suas as palavras deles?

      
 O imbecil confundiu Portugal com a Turquia
   
«Tudo o que podia correr mal a Jeroen Dijsselbloem, correu. As eleições holandesas, realizadas na semana passada, foram um autêntico desastre para o partido do presidente do Eurogrupo. O Partido Trabalhista (PvdA, da família socialista) teve a sua “PASOKificação”, passando de 38 para apenas nove deputados. Até agora, o PvdA estava no Governo com o VVD, o partido de centro-direita, de Mark Rutte, tendo peso suficiente para ocupar a pasta das Finanças. Deixou de o ter. Dificilmente vai integrar um novo Governo e, a integrar, Rutte nunca lhe dará a pasta das Finanças.

Os tempos já se avizinhavam difíceis para Dijsselbloem continuar como “senhor Euro”, já que para liderar o conselho de ministros das Finanças da Zona Euro há uma condição que os seus pares parecem, logicamente, não abdicar: ser ministro das Finanças. Além disso, há muitos dos membros do Eurogrupo que não morrem de amores pelo holandês. Até os representantes da sua família política, como Mário Centeno, preferem o espanhol Luis De Guindos. Claro que Dijsselbloem tinha mandato até janeiro de 2018. Mas não faria sentido continuar, até para a Holanda ter o seu ministro também representado.» [Obsrevador]
   
Parecer:

Derrotado nas eleições o ainda ministro holandês meteu o seu país em mais uma guerra diplomática, como se não lhe bastasse o conflito da Holanda com a Turquia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, março 22, 2017

E o único sacana é o só o Jeroen Dijsselbloem?


Que o gajo holandês não é grande espingarda já todos sabemos, aliás há muitos holandeses como aquele, herdeiros da pirataria, que aprenderam a comer à mesa e a tomar banho com os povos do sul e que agora se comportam como novos ricos. O senhor que recorre a esquemas para desviar uma ao parte do comércio para o porto de Roterdão e que andam a a atrair muitas empresas do sul a troco de esquemas fiscais, decidiu lamber o rabo ao ministro das finanças da Alemanha à nossa custa.

Só que não percebo o porquê de tanta irritação e indignação por aquele gajo que trm um penteado a lembrar os chulos do Intendente nos anos 70, ele disse com menos palavras e de uma forma que todos entende aquilo que durante anos foi a teses de Passos Coelho. Senão vejamos o que dizia Passos Coelho no dia 6 de Abril de 2014:

«Tive ocasião esta semana no parlamento de demonstrar que esta visão é, pelo menos, uma visão ingénua. Não há nenhuma parte do mundo em que uns poupem para os outros gastarem. Não há em nenhuma parte do mundo gente que faça sacrifícios para pôr as suas contas em ordem para que outros possam ter défices e dívidas. Isso não existe. E isso não se chama solidariedade. Isso não é solidariedade. Solidariedade é valer a quem não pode. Solidariedade não é caridade.»
Aliás, o famoso turista finlandês que disse a Passos Coelho que se calhar iria de ter pagar o seu jantar na Madeira quando regressasse à Finlândia foi o grande ideólogo da austeridade em Portugal. Não admira que dois defensores da austeridade, o ministro das finanças holandês e o líder do PSD, usassem o mesmo tipo de argumentos.

Desde João Duque a Vítor Bento, não faltaram por cá os que aconselhavam o povo a comer e calar, porque a austeridade era o castigo merecido por termos andado a comer acima das nossas possibilidades. Da mesma forma que os holandeses são tão tementes a Deus que na gaveta das mesas de cabeceiras dos hotéis há sempre uma bíblia, também por cá a abordagem tem ideológica da austeridade tem muito de puritanismo. Foi sempre apresentada como um castigo quase divino por termos cometido o pecado da gula. O ministro holandês apenas foi mais preciso e brejeiro, disse-nos que o problema foi termos andado nos copos e nas putas.

Se o ministro holandês nos meteu todos a passear no conhecido bairro das prostitutas de Amesterdão, já Passos Coelho foi mais sacana e para justificar as suas políticas diferenciava os portugueses. Por cá os empresários eram exemplares e quem andava nos copos e nas gajas eram mais os funcionários públicos e, numa segunda fase, os pensionistas. Uns ganhavam mais e trabalhavam menos, os outros viviam à custa dos mais jovens.

Em 2011 uma mulher escreveu a Passos Coelho dando-lhe conta do seu desespero por causa das medidas de austeridade. Passos aproveitou o desespero e reproduziu a mensagem na sua página no Facebook:

« Tomo banho só uma vez por semana, só acendo uma lâmpada, dispensei a mulher a dias, só saio no carro em casos extremos. Não sei mais onde cortar e o dinheiro não chega. Por favor diga-me o que hei-de fazer para poder continuar a pagar as obrigações ao Estado. Estou desesperada. Agradeço que me ajude e dê sugestões de como equilibrar as minhas finanças. »

O comentário de Passos diz tudo:

«Como a Ana Isabel, muitos de vocês estão assustados com o desafio que temos de enfrentar. Mas acredito também que, por mais que estes sacrifícios nos custem, sabemos hoje que não podemos mais fechar os olhos aos erros do passado.»

Por outras palavras, a senhora que lhe escreveu também tinha andado nos copos e nas putas. E o sacana é o só o Jeroen Dijsselbloem?

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Carlos Carreira, coordenador autárquico do PSD

Carlos Carreira é a imagem da decadência acelerada em que se encontra o partido de Passos Colho, o homem que coordena a campanha autárquica assume que pensa como um membro de uma claque de um clube desportivo, em vez de assumir as responsabilidades de um grande partido com fortes tradições autárquicas, opta por apenas desejar a derrota do adversário só por uma questão de ódio.

Para carreira não está em causa o interesse de Lisboa, pouco importa o futuro do seu partido, a única coisa que conta para ele é que detesta Medina e por isso o seu único objectivo é impedi-lo de continuar à frente da CM de Lisboa. Com gente desta pequenez não é difícil de adivinhar o que vai suceder ao PSD na capital do país.

«É a  Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, que todas as baterias políticas vão estar apontadas nos próximos meses. Poucos dias depois de Passos Coelho ter anunciado o nome de Teresa Leal Coelho como candidata do partido à autarquia de Lisboa, Carlos Carreiras, coordenador autárquico do PSD, assume em entrevista à TSF, esta terça-feira, ser-lhe “indiferente” se a capital vier a ser conquistada pela sua colega social-democrata ou por Assunção Cristas, a cabeça de lista do CDS. O importante, aponta Carreiras, é que a Câmara não continue nas mãos do Partido Socialista.

“Gostaria muito mais que a candidatura do PSD ganhasse, mas, se chegarmos ao dia das eleições e as duas candidaturas estiverem em primeiro e em segundo lugar, será um excelente resultado”, explica o coordenador autárquico do PSD.

Depois de uma longa espera por um nome do PSD para Lisboa, com várias recusas pelo caminho, Carreiras garante que “Teresa Leal Coelho certamente não é o plano Z” e aponta-lhe várias virtudes. O social-democrata diz também não ter “razões para acreditar que Teresa Leal Coelho fique atrás de Assunção Cristas” na corrida à capital.» [Expresso]

 O Vítor Bento tinha razão


O grande economista português justificou o castigo a que os portugueses foram sujeitos com a brilhante conclusão de que os portugueses andavam a consumir acima das possibilidades. O imbecil holandês que preside ao Eurogrupo foi mais preciso e disse ao que o nosso depilado designou por consumir acima das possibilidades, o nosso abuso foi mulheres e copos.

Bendita dívida!

      
 Enfim, Passos é um empata ...
   
«De Messias a obstáculo. Para Carlos Encarnação, ex-deputado e ex-presidente da Câmara de Coimbra pelo PSD, Pedro Passos Coelho “é um obstáculo a que o PSD se reorganize, se revitalize e se consiga afirmar”. Em entrevista ao jornal “i” esta terça-feira, Carlos Encarnação não poupa o líder social-democrata, defendendo até que este devia abdicar da liderança do partido, e mostra-se muito irritado com a escolha da candidata Teresa Leal Coelho para a candidatura a Lisboa.

“Eu tenho muitas pessoas de confiança e nem sempre as escolho para as coisas. Foi assim durante toda a minha vida. A pessoa pode ter muita confiança na outra e ela não cumprir os requisitos para disputar uma eleição. O PSD não pode apresentar um candidato para disputar o segundo ou o terceiro lugar. O partido devia ter um candidato para ganhar. E essa tradição do PSD. Eu não vejo volta a dar em relação a isso. O candidato foi mal escolhido. O candidato não cumpre os requisitos para lutar pela vitória em Lisboa. Ponto final”, aponta Carlos Encarnação.» [Expresso]
   
Parecer:

Pobre Passos, os seus já estão anunciando a derrota nas autárquicas e ainda nem se sabe quando se vão realizar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Marcelo irritado com o "amigo" Constâncio
   
«"É inacreditável e inaceitável" que o vice-presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, concorde com a aplicação de sanções a Portugal, numa altura em que o país conseguiu pela primeira vez um défice abaixo dos 3%. Este é o sentimento em Belém, onde se questiona "o que é que Vítor Constâncio está lá a fazer".

Na Presidência da República, apurou o Expresso, a notícia de que o BCE pondera aplicar multas de 190 milhões de euros caiu como uma bomba. Foi com grande espanto e indignação que esta segunda-feira tomou conhecimento do boletim do banco central.» [Expresso]
   
Parecer:

O que está Constâncio fazendo? Enriquecendo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao visado.»

 Outra vez o anormalão
   
«O ainda ministro das Finanças holandês e presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, acusou os europeus do Sul de gastarem o seu dinheiro “em copos e mulheres” e “depois pedirem que os ajudem”.

Em declarações na segunda-feira ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine, Dijsselbloem fez um resumo do que entende que se passou com a crise com uma frase pouco abonatório para os países do Sul da Europa. “Durante a crise do euro, os países do Norte mostraram-se solidários com os países afectados pela crise. Como social-democrata, atribuo à solidariedade uma importância excepcional. Porém, quem pede [ajuda] também tem obrigações. Não se pode gastar o seu dinheiro em copos e mulheres e depois pedir que o ajudem”, afirmou ao Frankfurter Allgemeine.

Questionado já esta terça-feira no Parlamento europeu pelo eurodeputado espanhol Ernest Urtasun sobre as suas declarações, Jeroen Dijsselbloem recusou-se a pedir desculpa, salientando que a parte mais importante da sua declaração é a que diz respeito à solidariedade entre os países do Norte e do Sul da Europa.» [Público]
   
Parecer:

Mas que grande filho da p. ambicioso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «mande-se o anormalão à bardamerda.»

terça-feira, março 21, 2017

Passos Coelho é um perigo para a Geringonça

Depois de um ano à espera que o mafarrico aparecesse pró estas bandas para lhe devolver o poder, Passos percebeu o erro que cometeu e da fase do primeiro-ministro no exílio resta-lhe a bandeirinha na lapela. O problema é que quando voltou a querer assumir as funções de timoneiro encontrou o barco meio abandonado, onde apenas ficaram os arrais mais fieis, como a Teresa Leal Coelho ou o Carreiras.

Passos desdobra-se agora em comezainas de lombo assado, em jantares de mulheres social-democratas, começou com uma celebração do dia da mulher e acabou por passar o mês de março em comezainas femininas. António Costa governa durante os dias úteis da semana, Marcelo preside dia e noite todos os dias da semana, Passos aparece à hora do telejornal, no meio de jantares de mulheres social-democratas, falando da CGD ou do BES com aquele ar de gozo, de quem se julga ter piada.

O problema é que Passos não se limita a afundar o PSD e a favorecer uma Assunção Cristas que cada vez mais lidera a direita, o grande problema é que enquanto Passos faz oposição a si próprio e a Assunção Cristas faz oposição ao PSD, cabe a Catarina Martins ocupar o espaço deixado vago pela direita, assumindo-se como membro da Geringonça durante a manhã e líder da oposição à tarde, numa tentativa de ganhar votos nos dois lados.

Quanto mais a direita se desintegra mais espaço tem Catarina Martins para assumir o duplo papel de consciência ideológica da Geringonça e líder da oposição politicamente correta. Na direita a Assunção Cristas tenta crescer eleitoralmente à custa do PSD para enterrar o fantasma do Paulo Portas. Na esquerda a Catarina  Martins tenta crescer à custa do PS e do PCP para confirmar o estatuto de senador de Francisco Louçã.

Daqui resulta que nem a direita faz oposição ao governo, nem o BE precisa de apoiar o governo que sustenta com o seu apoio parlamentar. Um bom exemplo desta confusão pode ser encontrado na CGD. Se a direita defendesse aquilo que sempre desejou, a privatização da CD, o BE de esquerda estaria agora preocupado em defender uma CGD bem gerida. Mas como Passos vai para os jantares das suas mulheres defender uma agência da CGD em cada aldeia, a Catarina não lhe fica atrás e disputa a Passos a defesa das agências do banco.

Seria mais lógico que fossem os partidos da oposição a fazer oposição ao governo, em vez desta balbúrdia no meio da qual António Costa e Jerónimo de Sousa são os únicos a manter a compostura.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Carlos César, presidente e  líder parlamentar do PS

O mínimo que se pode dizer da posição de Carlos César a propósito da CGD é que é dúbia, o que define o presidente do PS por serviço público? É não ter em consideração critérios de racionalidade na gestão da sua presença física? É estar proibida de mudar o modelo de relacionamento com os clientes por mais que o mundo se modernize' ´manter uma rede de agências e, porventura, aumentá-la ao sabor da vontade dos caciques locais dos partidos do poder? É o Paulo Macedo ter de pedir autorização à Catarina Martins ou ao Francisco Loução sempre que quiser fechar uma agência?

A posição mais correta de um partido como o PS era apelar às estruturas nacionais e locais que se abstivessem de interferir na gestão da CGD, não condicionando as decisões dos seus gestores em função de objectivos políticos a coberto do tal conceito pouco claro de serviço público.

«O líder parlamentar do PS pediu esta segunda-feira aos deputados socialistas que defendam o "serviço público" no processo de reestruturação da rede de agências da CGD, alegando que não se pode "assobiar para o ar" nesta matéria.

Esta posição de Carlos César, também presidente do PS, consta de uma nota esta manhã enviada aos membros da direção da bancada socialistas, à qual a agência Lusa teve acesso, na qual também se salienta que essa linha ativa de atuação deve ser seguida mesmo que o Governo não dê qualquer orientação.

No âmbito do processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), a administração do banco público deverá encerrar cerca de 70 balcões até ao final do ano, estimando-se que a redução de agências atinja as 180 no final de 2020 - uma reestruturação que tem levantado dúvidas ao PCP, Bloco de Esquerda e "Os Verdes" e que conta já com a oposição do PSD.

Na nota enviada aos membros da direção da bancada do PS, Carlos César refere que, numa próxima audição parlamentar sobre este assunto, o Grupo Parlamentar "deve defender que não é num caso de milhares de milhões de euros que se admite o fecho de um único balcão por concelho, onde podem estar dois funcionários e com limitação de prestação de serviços".» [Expresso]

      
 Terão comido mioleira e alheiras?
   

«Michel Temer quis minimizar os efeitos negativos da operação ‘Carne Fraca’, e organizou um jantar, este domingo, com ministros, embaixadores e representantes de 27 países numa churrasqueira em Brasília, a Steak Bull. O objetivo era provar que a carne brasileira não tem qualquer problema de qualidade – depois de uma investigação que revelou problemas de segurança e higiene no tratamento, armazenamento e venda de carne em algumas das maiores empresas do setor -, só que Temer não contava com o facto de o restaurante não utilizar carne brasileira.» [Observador]
   
Parecer:

Não gozem muito com o pobre presidente brasileiro, por cá, quando ocorreu a crise das vacas loucas, o ministro da Agricultura de Cavaco Silva foi ara Bruxelas comer mioleira, um must nacional na alimentação de crianças. Aliás, o ex-ministro de Cavaco Silva, que na época foi gozado, não perdeu a oportunidade para dizer que "Pensei logo, afinal não sou só eu que como mioleira para mostrar que não há problemas e não há medos" [TSF], quando Francisco George disse que ia a Mirandela comer uma alheira, para tranquilizar a população por causa da crise do botulismo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Temer se está concorrendo com Trump para o prémio do presidente mais imbecil das Américas, ou se quer mesmo destronar o norte corano no título mundial..»
  
 Há muito que o ditador otomano foi longe demais
   
«Erdogan acusou hoje a chanceler alemã de usar “medidas nazis”, depois de Berlim impedir que ministros turcos fizessem campanha no país para o referendo sobre o reforço dos poderes do líder turco.

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Sigmar Gabriel, citado pela Agência France Presse, considerou as declarações de Erdogan “chocantes”.

"Somos tolerantes mas não somos estúpidos. Por isso, fiz saber ao meu homólogo turco que foi ultrapassado um limite”, disse, em declarações ao jornal Passauer Neue Presse."» [Oservador]
   
Parecer:

Mais tarde ou mais cedo toda a Europa vai ter de perceber que este Erdogan é para rejeitar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 O coitado até andou preocupado com a banca
   
«O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, revelou que a necessidade de proteger a banca dos riscos chegou a ser avaliada em valores “entre 40 mil e 50 mil milhões de euros” e que nos últimos quatro anos foram limpos de imparidades e crédito mal parado “para cima de 20 mil milhões de euros”. Num almoço com empresários, o ex-primeiro-ministro disse não acreditar que o problema se resolva sem custos para ninguém.

Lembrando que o sistema bancário entrou em pré-colapso em 2011, Passos Coelho referiu os números de imparidades e de crédito mal parado na banca, segundo o governador do Banco de Portugal. “Teríamos necessidade entre 40 a 50 mil milhões de euros para poder imunizar o sistema bancário dos riscos mais elevados”, afirmou, num almoço promovido pelo Fórum de Administradores de Empresas, presidido por Luís Filipe Pereira, ex-ministro da Saúde do PSD.» [Público]
   
Parecer:

mas não pareceu e a crer na Cristas parece que era tema que não dizia respeito ao governo, só a ele e ao Ti Costa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se,»

 Eles andem aí
   
«Ainda não há aeroporto, mas a discussão à volta do nome já levantou voo. Depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter sugerido chamar Mário Soares ao novo aeroporto complementar de Lisboa, previsto para o Montijo, um grupo de quase mil cidadãos insurgiu-se e fez uma petição. O documento deu entrada na Assembleia da República (AR) e tem um número suficiente de assinaturas para ser discutido em plenário: pelo menos 9510, segundo a informação disponível na petição online.

O texto da petição chama mesmo “fulano” ao antigo Presidente da República, Mário Soares, que morreu em Janeiro. Com o título Impedir o nome Mário Soares no aeroporto do Montijo, a petição quer “que a Assembleia da República defina o nome do novo aeroporto do Montijo, devendo ficar completamente colocada de parte o nome de Mário Soares para esse aeroporto e qualquer outra obra de grande envergadura. Haja respeito por mais de um milhão de portugueses que foram mais que prejudicados por esse fulano”. No final, uma “nota em relação ao substantivo ‘fulano’”, remetendo para um dicionário online no qual as explicações são as seguintes: “pessoa cujo nome não se conhece ou não se quer mencionar”; ou, em sentido coloquial, “indivíduo; sujeito”.

No documento, os signatários apresentam ainda as suas sugestões: “O objectivo desta petição será o de solicitar à Assembleia da República que defina o nome do novo aeroporto do Montijo. Estando o povo português tão ávido de ideias agregadoras da sua identidade, o nome do novo aeroporto deveria considerar os verdadeiros heróis aeronáuticos portugueses como Gago Coutinho ou Sacadura Cabral ou os verdadeiros heróis da Revolução como o general Jaime Neves ou o capitão Salgueiro Maia que tanto foram votados ao esquecimento.”» [Público]
   
Parecer:

É o ódio mal resolvido, talvez p+referissem Silva Pais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se que o aeroporto se chame Rossio.»

 Sharon Stobne cruzou as pernas há 25 anos
   

«Sharon Stone com um justíssimo – e curtíssimo – vestido branco, numa sala de interrogatório. À sua frente estão quatro polícias, entre os quais o detective interpretado por Michael Douglas. Estas duas frases são suficientes para que saibamos onde isto vai parar: a actriz vai descruzar as pernas e voltar a cruzá-las, deixando, pelo meio, perceber que não usa roupa interior. A cena foi – e continua a ser – polémica e ajudou a fazer de Instinto Fatal um clássico do cinema norte-americano dos anos 1990. Esta segunda-feira passam 25 anos desde a sua estreia.» [Público]

 Brexit: adeus e até ao meu regresso
   
«Downing Street desfez finalmente o tabu: a primeira-ministra britânica vai accionar o artigo 50 do Tratado de Lisboa no próximo dia 29 de Março, dando início ao processo que culminará na primeira saída de um Estado-membro da União Europeia. Quando enviar a carta com o pedido de divórcio, Theresa May iniciará uma acelerada corrida contra o tempo, sabendo à partida que tem dois anos para concluir as negociações, sob o risco de ser forçada a uma saída sem acordo.


O Governo britânico não era obrigado a revelar antecipadamente quando iria oficializar a decisão tomada há já nove meses, no referendo em que 52% dos eleitores optaram pelo “Brexit”. Tratou-se de “uma cortesia”, explicou o porta-voz de May, ao revelar que minutos antes de a data ter sido divulgada o embaixador britânico em Bruxelas, Tim Barrow, informou pessoalmente o gabinete de Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu, do dia em que lhe será enviada a carta com a notificação.» [Público]
   
Parecer:

Devia ser fixado um prazo durante o qual não poderão haver negociações para a reentrada do Reino Unido na UE.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se.»
  
 Trump sob suspeita
   
«Era o segredo menos bem guardado da política norte-americana, mas a confirmação oficial não deixa de ser um golpe para a Administração Trump: o FBI está mesmo a investigar uma possível ligação entre a campanha eleitoral de Donald Trump e o Governo russo, incluindo a possibilidade de ter existido um plano para influenciar o resultado das eleições.

A revelação foi feita esta segunda-feira pelo director do FBI, James Comey, durante uma audição perante a Comissão de Serviços Secretos da Câmara dos Representantes, onde também foi ouvido o director da Agência de Segurança Nacional norte-americana, Mike Rogers.

Em resposta a uma pergunta de um dos congressistas, Comey disse que foi autorizado (de forma excepcional e perante a gravidade das suspeitas) pelo Departamento de Justiça a anunciar que o FBI está a investigar o caso. Esta informação é importante porque uma investigação oficial só pode ser aberta se houver indícios suficientes, e não apenas porque são levantadas suspeitas nos jornais – na prática, neste caso, o FBI confirma que há indícios suficientes para levar a sério as suspeitas de que a campanha de Donald Trump esteve envolvida com agentes do Governo russo para prejudicar a campanha de Hillary Clinton.» [Público]
   
Parecer:

Isto ainda vai acabar da pior forma.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»