sábado, julho 22, 2017

Passos (caça) Coelho

Passos parece ter um desporto em que é imbatível, dar tiros nos pés, dá tanto tiros nos penantes que se arricar a ser conhecido por Passos (caça) Coelho. Já nem vale a pena recordar os seus exercícios de bruxaria quando prévio a vinda do diabo ou quando disse que os reis magos trariam prendas para o país. A verdade é que nas últimas semanas o líder do PSD não se cansa de atirar para os pés.

Seria interessante perguntar a Passos o que pensa do famoso roubo a Tancos, o tal roubo que deveria levar á demissão do ministro da Defesa, que pôs em perigo a segurança mundial e que evidenciou mais um falhanço do Estado por causa das cabimentações orçamentais. Algo de errado se passou pois apesar dos sucessivos jantares de lombo assado Passos esqueceu o assunto de tão grande gravidade naciona e internacional de um dia para o outro.

Mas, tiro bem mais certeiro nas patas foi o aberrante anúncio de havia gente a matar-se, tendo-se registado vários mortos e outros tantos internamento devido a tentativas de suicídio. Animado pelo aproveitamento da desgraça Passos não teve qualquer cuidado quando ouviu falar em mortos por suicídio, se a culpa dos incêndios não pode ser atribuído ao governo, suicídios por inércia governamental vinham mesmo a calhar e o país assistiu a um  momento deplorável.

Passos reage a cada asneira com outra asneira, de Pedrógão Grande mudou-se para Tancos e quando o roubo das armas se tornou num assunto ridículo o líder do PSD não perdeu tempo para fazer outra asneira, desesperado em conseguir votos a qualquer custo viu no trampismo de André ventura uma linguagem que poderia trazer vantagem, os ciganos e a xenofobia que se lixe, se havia gente a aplaudir o racismo de Ventura era necessário apoiá-lo. Agora o PSD adoptou a xenofobia como uma das suas bandeiras, mais um pouco e o PSD pede a adesão ao grupo da Le Pen, no parlamento Europeu.

Talvez a Manta Rota faça bem ao líder do PSD, uns dias com a cabeça enfiada na areia talvez o faça meditar sobre o beco sem saída em que está transformando o seu partido, que de social-democrata ultrapassou o CDS pela direita e neste momento está mais perto da extrema-direita do que do partido de Assunção Cristas.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Ana Paula Vitorino, ministra do Mar

Foram poucos os ministros com a tutela da pesca que não cederam aos armadores, neste capítulo tiro o chapéu a Assunção Cristas que teve a coragem de proibir a pesca da sardinha quando as quotas foram atingidas, apesar das imensas pressões a que foi sujeita depois de tomar a decisão. Infelizmente foi a única vez que um governante da tutela enfrentou o choradinho dos pescadores e dos armadores, que enquanto existir uma caixa de sardinha para pescar vão defender que a espécie é abundante.

Os nossos armadores são umas bestas quadradas em matéria que defesa do ambiente e o seu objetivo é o dinheiro a curto prazo, enquanto existir sardinha que proporciona dinheiro fácil pescam, quando esgotarem os stocks de pesca vendem as licenças aos espanhóis, depois fazem manifestações a exigir licenças porque me Portugal se abateram os barcos e os espanhóis podem pescar. Ganharam com a pesca excessiva, voltaram com a venda dos barcos e a venda das licenças, e quando forem concedidos nos subsídios para a construção de barcos e receberem novas licenças voltarão a ganhar.

Este é o ciclo oportunista da pesca em portugal e os governantes são os grandes responsáveis. normalmente o secretário de Estado das Pescas é escolhido entre os que merecem a simpatia dos armadores e no exercício dos seus cargos estão mais ocupados a defenderem os maus interesses do setor, borrifando-se para o  interesse nacional.

Vejo a ministra responder ao alvoroço em torno da notícia e que um estudo defendia uma moratória de 15 anos na pesca da sardinha, argumentando que o estudo foi feito com base em dados desatualizados. Não percebo muito bem como os cientistas se esqueceram de pedir os dados atualizados ao governo, assim como também não entendo como é que estes dados podem sofrer alterações brutais em poucos anos, tanto quanto sei as sardinhas não se reproduzem como os coelhinhos. Além disso alguém está a mentir, o secretário de Estado disse que a quebra dos stocks se devia ao aquecimento global, dois dias depois a ministra diz que os dados estão desatualizados, isto é, não se regista escassez e, portanto, a questão do aquecimento não se coloca.

Como os stocks de peixe na costa portuguesa interessa a todos os portugueses e não apenas aos armadores, seriam bom que ministra demonstrasse a sua tese divulgando os tais dados atualizados, bem como os estudos feitos com base nesses dados atualizados, de forma a verificarmos que a sua teses da abundância é verdadeira, É que daqui a meia dúzia de anos, quando se verificarem as consequências das decisões atuais, a ministra já está reformada e muito provavelmente a comer sardinhas congeladas, isso se o mau cheiro não a incomodar pois sardinha ainda não é coisa fina. Até lá tenho muitas dúvidas em relação à honestidade da tese da ministra, porque entre um estudo supostamente com dados desatualizados e declarações sem dados e sem estudos, confio mais no primeiro.

 Os restaurantes e a pesca da sardinha

A TVI24 passa uma reportagem onde se dramatiza a falta de quota para pescar sardinha, com o argumento demolidor que sem sardinha fecharão muitos restaurantes e muita gente ficará sem emprego. Este dramatismo encerra uma notícia tranquilizantes, significa que toda a sardinha que vai para as mesas é fresquinha e bem paga, isto é, nenhum restaurante usa sardinha congelada, com um preço que pode ser um terço do da sardinha fresca.

Brevemente aparecerão também os donos das tascas improvisadas dos santos populares, pois imagino que na balbúrdia das festas também só se utiliza sardinha vivinha. Um dia destes vou analisar as estatísticas de importação de sardinha congelada, pois acho que não bate a bota com a perdigota.

Mas este dramatismo chantagista encerra um raciocínio curioso que me faz recordar os restantes asiáticos quem vendem carne de cão ou a tradição de comer a carne dos touros mortos da arena. Entre os hábitos humanos e a proteção de valores éticos ou o ambiente, salvem-se os hábitos tradicionais e tudo o resto que se lixe.

O que os donos dos barcos e dos restaurantes não explicam é que ganha o país quando toda a sua costa for um imenso deserto submarino, quase sem vida e sem nada para pescar.

      
 É o mercado estúpidos
   
«O líder da distrital de Lisboa do PSD vai criar um grupo de trabalho para poder tomar medidas contra a “compra” de votos em eleições internas. A decisão de Pedro Pinto é assumida ao PÚBLICO depois de o jornal online Observador ter filmado uma das facções candidatas à distrital da capital – a liderada por Rodrigo Gonçalves (concelhia de Lisboa) – a transportar militantes para o local de voto no dia das eleições para aquela estrutura.

Pedro Pinto, figura próxima de Passos Coelho e que foi eleito líder da distrital nessa ocasião, disse ter “preocupação” por esse tipo de influência de voto. “Não quero um partido de votantes a votar nas eleições sem saberem porquê”, afirmou o dirigente social-democrata. Nesse sentido, será criado um grupo de trabalho, com elementos da distrital e de fora dela, para fazer uma "reflexão" sobre as influências no voto e "formas de participação" interna.» [Público]
   
Parecer:

Um dia destes vamos ao mercado e perguntam-nos "queres carapau azul ou votos laranja?"
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

sexta-feira, julho 21, 2017

O PSD e a questão cigana

Em Portugal não há extrema-direita, as dezenas de milhares de pessoas que sustentavam o antigo regime converteram-se num ápice em social-democratas  liderados por aqueles que eram a ala liberal de um partido fascista e chegaram ao desplante de pedir a adesão à Internacional socialista. Em Portugal todos adoramos os ciganos, os indianos, os chineses e os africanos, pensamos maravilhas de todos eles. Já nem vale a pena entrar noutros domínios das desigualdades.

No caso da Le Pen de Loures o problema poderia ter sido sanado rapidamente, o candidato pedia desculpa e o presidente do partido demarcava-se claramente do candidato. O Ventura ainda ensaiou um esclarecimento, mas quando percebeu que Passos o apoiava e que o seu populismo criava um ambiente aparentemente favorável à sua candidatura, rapidamente retrocedeu e insistiu no seu discurso como se em Portugal existisse uma questão judaica. Todo uma etnia que vivia de forma parasitária e que se comportava à margem da lei.

Ventura tem um mérito, pela primeira vez um político da extrema-direita assume claramente ao que vem e quais são as suas ideias, desencadeando, como disse o próprio, um movimento de apoio local e nacional em torno da sua candidatura. Não tenho dúvidas de que Ventura fala verdade quando diz que sente um grande apoio. Se defendesse que os gays deviam ser capados ou Portugal devia exigir às ex-colónias que indemnizassem todos os que perderam as suas propriedades coloniais teria ainda mais apoio, afinal num programa de televisão que escolhia o maior português de sempre o eleito foi Salazar.

Dantes os ciganos eram proibidos de pernoitar em muitos concelhos do país, agora são detestados por receberem os apoios sociais que mais de um milhão de portugueses recebem, dantes eram ladrões, agora são gatunos malcheiroso. O mesmo partido que na minha junta de freguesia dá apoios financeiros extras para ganhar os votos de uma importante comunidade cigana com peso para inclinar a balança eleitoral, assume onde lhe convém um discurso que pressupõe que tem uma agenda condicionada por aquilo que parece ser uma questão cigana.

Passos protegeu o seu candidato de Loures, se as sondagens naquele concelho favorecerem esta opção, não me admiraria que escolhesse Loures para encerrar a campanha eleitoral e elegesse a questão cigana como a bandeira autárquica de um partido que entrou em decadência moral. Depois de se ter aproveitado dos que morreram em Pedrógão Grande e da forma oportunista como abordou o assalto a Tancos é de esperar tudo de um politico desesperado e sem escrúpulos na hora de conseguir votos.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
André Ventura, a Le Pen de Loures

André ventura não é apenas apoiado pelo PSD, é hoje um dos símbolos do PSD e é por se sentir assim que diz o que diz. Este comentador rasca do futebol deve ter recebido tantos e-mails de eleitores do género daqueles que votam Le Peen que se sente com força para se armar na Le Pen de Loures. Passos Coelho acabou de inventar um pequeno monstro.

«O candidato do PSD à câmara municipal de Loures, André Ventura, reagiu às críticas de António Costa à sua candidatura, fazendo um apelo ao primeiro-ministro para se demitir: “Faça-nos um favor a todos e, para não envergonhar a nossa democracia, vá de férias… para sempre!“. Numa nota enviada ao Observador — após Costa dizer que Ventura é um candidato “racista” que “desonra o PSD” –, Ventura considerou “deplorável” a forma como o chefe de Governo se referiu à sua candidatura.

Ventura lembra que Costa já foi candidato a Loures e foi derrotado. Na mesma nota, o candidato social-democrata lamenta que “em vez de se preocupar com a corrida a Loures – onde já foi candidato e perdeu -, o primeiro-ministro devia era estar preocupado com o país a arder e com o vergonhoso roubo de material militar. Isso sim, é que nos envergonha a todos.» [Observador]

 Ser benfiquista

É tudo menos ser racista e espero que os benfiquistas de Loures estejam á altura das tradições e valores do seu clube.

      
 Candidata original
   
«“Estamos cá pela Teresa”. Passos Coelho e José Eduardo Martins não pouparam nos elogios a Teresa Leal Coelho, a “senhora Lisboa”, mas — tal como a candidata do PSD — não esqueceram o senhor do Governo: o primeiro-ministro. Nas críticas, claro. Nos discursos, os três visaram Fernando Medina, mas também António Costa. Na apresentação da sua candidatura na Fundação Champalimaud, em Lisboa, até a falar do Metro e da Carris, Teresa Leal Coelho visou o executivo: “A câmara e o Governo são responsáveis por um cada vez pior serviço público“.

Apesar de ter um discurso escrito, Teresa Leal Coelho não dispensou alguns improvisos. Um deles visava Medina e, claro, António Costa. Para a candidata social-democrata há entre os dois “uma matriz que é idêntica: Há uma tentação de endividamento, tanto no Governo, como no executivo camarário.” E acrescentou: “Temos de estancar essa deriva, para depois o PSD não ter de ir resolver.”» [Observador]
   
Parecer:

O que se poderá dizer de uma candidata cuja principal declaração na sua apresentação de candidatura foi a de que era uma segunda escolha? O momento devia ter servido para apresentar as suas ideias e propostas, marcando posição, em vez disso a sua candidatura só foi notícia para dizer que tinha sido uma escolha de recurso, ainda por cima trocou os Pedros, disse ele que os primeiros-ministros do seu partidos se chamavam todos Pedro, enfim, Temos o Pedro Sá Carneiro, o Pedro Balsemão, o Pedro Barroso, o Pedro Lopes e o Pedro Coelho, sem esquecer o inesquecível Pedrro Cavaco Silva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenha-se dó da pobre senhora.»
  
 No melhor pano cai a nódoa
   
«Dois altos funcionários da Infraestruturas de Portugal — um dos quais ex-deputado do PSD — foram constituídos arguidos no âmbito da Operação Marquês. Luís Marques e José Luís Ribeiro dos Santos estão, segundo a SIC, a ser investigados por ligações ao projeto do TGV.

O ex-deputado social-democrata (que passou pela Assembleia da República entre 2002 e 2005, nos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes), eleito por Santarém e engenheiro de profissão, passou pela construtora Lena no seu percurso profissional. Passa a integrar o lote de 30 arguidos (incluindo os dois mais recentes) de entre os quais se destaca José Sócrates.

O antigo primeiro-ministro é investigado por suspeitas dos crimes de corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. Outras figuras de relevo visadas no processo são Armando Vara, ex-ministro e ex-administrador da CGD, Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, Paulo Lalanda de Castro (grupo Octapharma), Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, antigos administradores da Portugal Telecom, o empresário Hélder Bataglia, Carlos Santos Silva, amigo do antigo primeiro-ministro e considerado testa-de-ferro de Sócrates, Joaquim Barroca, empresário do grupo Lena, entre muitos outros, incluindo empresas.» [Observador]
   
Parecer:

Digamos que Sócrates tinha um infiltrado no PSD.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Alerte-se Passos Coelho...»

 Comemoração estranha
   
«O presidente da República saudou esta quarta-feira Aníbal Cavaco Silva "de forma muito especial e calorosa", assinalando o 30.º aniversário da primeira maioria absoluta monopartidária da democracia portuguesa conquistada pelo PSD a 19 e julho de 1987.

"Há precisamente trinta anos, nas eleições realizadas no dia 19 de Julho de 1987, um partido político obteve a primeira maioria absoluta monopartidária da democracia portuguesa. No quadro do nosso sistema eleitoral, tratou-se - e trata-se - de um feito notável, que atesta a confiança dos Portugueses e o seu apoio a uma determinada solução político-governativa", lê-se numa mensagem do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, publicada no site da Presidência da República.

Sublinhando que, para essa vitória, "foram decisivos o carisma e a determinação do então líder do partido vencedor, o professor Aníbal Cavaco Silva, que serviu Portugal como primeiro-ministro e como Presidente da República", Marcelo Rebelo de Sousa saúda de o seu antecessor na chefia do Estado e o partido que liderou entre 1985 e 1995, anos em que também esteve à frente do Governo.» [Expresso]
   
Parecer:

Só Marcelo deverá perceber o que grande significado nacional terá uma maioria absoluta de um ínicio partido, conseguida com a preciosa ajuda de um aumento de pensões, preparado com tanto cuidado que nem o ministro da pasta, Mira Amaral, teve conhecimento, tendo sido surpreendido quando estava na praia. Curiosamente, este aumento das pensões, de que muitos se recordam, teve verba graças a um erro orçamental, cometido pelo governo que antecedeu Cavaco e que foi escondido do então ministro Mira Amaral  e de todo o governo. parabéns Marcelo e Cavaco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Marcelo qual é a sua agenda de comemorações nacionais.»

 Bem me parecia
   
«O pedido pelo Ministério da Saúde com urgência no final do mês passado, o parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o protesto de zelo dos enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia chegou na tarde desta quinta-feira e dá razão ao Governo. No documento, o Conselho Consultivo da PGR afirma que "só por si, a diferença de habilitações não obriga a diferenciação remuneratória", como está a ser exigido, "(…) pelo que a não prestação de serviço conduz a faltas injustificadas", logo "(…) podem/devem ser responsabilizados disciplinarmente".

No parecer é ainda sublinhado que "também não é de afastar a responsabilidade civil dos enfermeiros pelos danos causados aos utentes, quando designadamente não seja salvaguardada a prestação de determinados serviços". Desde o início do mês que dezenas de enfermeiros parteiros recusam prestar cuidados especializados em saúde materna e obstetrícia em protesto contra a falta de reconhecimento salarial destas competências acrescidas provocando dificuldades em hospitais e maternidades em todo o país. Ainda esta semana, por exemplo, a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa e uma das maiores do país, foi obrigada a fechar a Urgência a casos que não fossem, de facto, emergências.» [Expresso]
   
Parecer:

Ser colocado como enfermeiro numa maternidade e depois tirar uma especialização e exigir uma remuneração diferenciada em função das habilitações parece-me um pequeno exagero, a não ser que ser enfermeiro especialista seja uma exigência do serviço.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 Desta vez é de tirar o chapéu a Cristas
   
«A presidente do CDS justificou esta quinta-feira com os princípios da democracia cristã o abandono da coligação com o PSD em Loures, considerando que jamais deixará o partido ser associado ao racismo e xenofobia.

"O CDS tem um património longo, ainda ontem [quarta-feira] fizemos 43 anos. Basta olhar para a nossa carta fundadora e de princípios para perceber que tudo o que lá está continua a ser atual: princípios fundados na democracia cristã, no respeito absoluto por todo e qualquer ser humano", defendeu Assunção Cristas aos jornalistas, durante uma visita ao bairro do Loureiro, em Lisboa, esta manhã, enquanto candidata autárquica à capital.

A líder centrista argumentou que também faz parte do património do CDS "defender uma justa atribuição dos subsídios sociais e uma eficaz fiscalização de eventuais abusos nesses mesmos subsídios sociais", mas advertiu que "coisa diversa é querer associar práticas de abuso a conjuntos específicos de pessoas".» [Expresso]
   
Parecer:

Cristas também chama racista a ventura e este fica em calado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à Le Pen de Loures.»

quinta-feira, julho 20, 2017

A última sardinha

Não falta muito para que o país lance um novo concurso nacional para saber quem foi o português que comeu a última sardinha que foi encontrada na costa portuguesa. E mesmo quando não tiver sido visto uma sardinha nos últimos meses os armadores defenderão que já podem ter licença para pescar, enquanto o nosso secretário de Estado das Pescas irá a Bruxelas com uma comitiva de especialistas nacionais tentar convencer o mundo de que as quotas de pesca da sardinha são demasiado rigorosas.

Cresci no meio de sardinhas, levei muita palmatoada por ir para as traineiras e voltar para casa a cheirar a sardinhas, vi serem descarregadas muitas toneladas de sardinha. Em Vila Real de Santo António quando a primeira traineira já estava em mar alto a última ainda estava a sair da doca, cada traineira era acompanhada por duas enviadas para trazer o pescado, durante todo o dia a marginal era uma azáfama de descarga de sardinhas.

Nesse tempo a rede de uma traineira dava para cobrir um quarteirão da Baixa de Lisboa, fazia dois ou três lances e carregava as enviadas e todo o espaço disponível na própria traineira, o peixe era medido em botas. Hoje entre Olhão e Vila Real de Santo António haverão duas ou três traineiras que calcorreiam toda a costa em busca de meia dúzia de caixas de sardinhas.

Quando ouço o secretário de Estado das Pescas José Apolinário dizer que a falta de sardinha “é uma consequência direta das alterações climáticas visto que não tem havido um aumento do esforço de pesca” só posso soltar uma grande gargalhada. Tal declaração só pode ser gozo, ainda que não perceba se o homem está a gozar dele próprio ou de quem o ouve. Infelizmente o secretário de Estado não está a gozar, está defendendo os armadores, precisamente os que têm destruído a costa portuguesa.

Os nossos armadores de pesca não têm o mais pequeno respeito pelo ambiente, na busca de dinheiro a qualquer custo nem respeitam os cabos submarinos quando arrastam na pesca do lagostim. Enquanto existir uma caixa de sardinhas com que possam ganhar dinheiro continuarão a pescar, pouco lhes importa as consequências, estando em causa uma espécie fundamental na cadeia alimentar dos nossos mares.

Enquanto os nossos governantes do sector das pescas não perceberem que o seu cargo existe para defenderem os interesses a longo prazo do país, e arrendarem em Bruxelas armados em representantes dos predadores da costa há um sério risco de os nossos mares continuarem a ser delapidados. Mas o José Apolinário pode ficar descansado, nessa ocasião ninguém vai pedir ao licenciado em direito que explique melhor a sua tese imbecil e oportunista das alterações climáticas.

Quando for pescada a última sardinha espero que a sirvam ao Dr. José Apolinário com talheres de ouro, porque bem a merece, está fazendo um grande esforço para que o país consiga pescar essa sardinha tão brevemente quanto possível.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Patrícia Gaspar, adjunta nacional de Operações

Patrícia Gaspar devia explicar um pouco melhor o que é isso de "execeção para uma situação de exceção", pois o pior já passou e o que se passa agora no terreno nada tem de exceção. Deveria explicar também o que motivou esta decisão imbecil, quem mais tem aparecido na comunicação são governantes, autarcas e responsáveis da Proteção Civil pois os bombeiros andam nos incêndios.

Esta foi uma decisão desnecessária e imbecil, é uma mania típica dos diriegntes da Administração Pública que gostam muito pouco de dar explicações aos cidadãos, usando a informação dos serviços em proveito próprio, mais preocupados em gerir a sua imagem do que com os interesses do Estado e do país.

«A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) rejeitou esta quarta-feira liminarmente qualquer associação entre as novas regras de comunicação do serviço sobre incêndios e uma 'lei da rolha'.

"Rejeitamos liminarmente qualquer associação deste processo a uma qualquer lei da rolha", disse, em declarações aos jornalistas, a adjunta nacional de Operações Patrícia Gaspar, explicando que o que está em curso "é um procedimento de exceção para uma situação de exceção".

"Estão a ocorrer simultaneamente ocorrências elevadas que implicam recursos elevadíssimos e por isso é fundamental que os comandos se possam focar no essencial: que é dar resposta às emergências", salientou.

Patrícia Gaspar garantiu também que os comandos distritais de operações de socorro (CDOS) não estão proibidos de dar informações.

"Não foi emitida qualquer proibição. Estamos apenas a concentrar tudo em Carnaxide [sede da ANPC] para facilitar e garantir a conduta operacional dos comandos", acrescentou. » [Expresso]

      
 PSD insiste em xenófobo
   
«O CDS quis manter a coligação com o PSD em Loures, sugerindo que se encontrasse um outro candidato alternativo a André Ventura. Mas os sociais-democratas recusaram deixar cair o seu militante. Foi o fim da aliança de direita. Os centristas emitiram uma curta nota à imprensa onde explicam que, depois de terem manifestado “no seio da coligação o seu profundo incómodo” com as declarações de André Ventura, decidiram “seguir um caminho próprio”. Pouco depois, a direção do PSD reafirmou o apoio ao candidato, lamentando, mas respeitando, a decisão do CDS. André Ventura, por seu turno, acusou os centristas de terem “cedido à pressão de alguma esquerda”.

Ontem, uma entrevista do candidato ao jornal i onde este se insurgia contra as pessoas que “vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado” e que acham “que estão acima das regras do Estado de direito” (assumindo que tal acontece particularmente com a etnia cigana), mereceu o repúdio de dirigentes do CDS. Mas, oficialmente, o partido preferiu não tomar logo uma posição: “O CDS é leal às coligações em que está envolvido e, nesta fase, será no interior da coligação que o CDS vai pronunciar-se sobre este assunto”, limitou-se a dizer o líder da distrital de Lisboa, João Gonçalves Pereira.» [Expresso]
   
Parecer:

É o voto a qualquer custo, social-democrata na São Caetano à Lapa e Le Pen em Loures.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Força, força camarada André
   
«André Ventura. O nome do candidato da direita à Câmara Municipal de Loures entrou aos tropeções na actualidade política e a perplexidade que conseguiu causar tanto à esquerda como à direita ainda não se esgotou. O CDS ficou de tal forma de boca aberta com as afirmações de Ventura sobre a comunidade cigana que bateu com a porta, acabou-se a coligação. O candidato segue agora com o apoio do PSD, já plenamente confirmado pelo líder Passos Coelho, e do PPM. 

Se dúvidas houvesse quanto ao arrependimento de André Ventura em relação ao que disse ao jornal i e ao site Notícias ao Minuto, elas dissipam-se cada vez mais, em cada conversa que tem com o PÚBLICO, ao telefone. Um dia depois de a polémica ter ameaçado rebentar pelas costuras, Ventura insiste que tem a razão e as pessoas do seu lado. “Hoje [ontem] estive em Loures e senti uma coisa que já tinha sentido, mas hoje ainda senti mais: toda a gente se aproxima de mim para dizer ‘Obrigado, André, por teres discutido um problema que ninguém tem coragem de discutir’; ‘Você é diferente e capaz de dizer o que os outros não são capazes de dizer sobre questões que são tabu’”, conta, com orgulho.

André Ventura não só reitera o que tem dito sobre a comunidade cigana, como ainda alarga a questão: “E este problema, os problemas que identifiquei em particular na comunidade cigana, não é só de Loures, é a nível nacional. Tenho recebido mensagens de outros pontos do país a dizer que também há lá os mesmos problemas.”» [Público]
   
Parecer:

O André acabou de descobrir que o ódio aos ciganos dá votos e parece querer fazer sua uma bandeira nacional anti ciganos. Já só falta berrar que quem não salta é cigano e associar o SLB à sua cruzada por o Quaresmas ser do SCP e do FCP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Um deputado brilhante!
   
«O deputado Hugo Soares foi eleito líder do grupo parlamentar do PSD, nesta quarta-feira, com 85,4% de votos favoráveis, tendo obtido 12 votos brancos e um nulo.

De acordo com informação oficial da bancada do PSD, votaram os 89 deputados do grupo: 76 votaram sim, 12 em branco e um votou nulo.

Hugo Soares, que era candidato único, sucede na liderança da bancada social-democrata a Luís Montenegro, que já não se podia recandidatar por ter atingido o limite de três mandatos.» [Hugo Soares]
   
Parecer:

O PSD acabou de escolher para parlamentar o mais inteligente e brilhante deputado da sua história. Passos Coelho não poderia arranjar melhor para ser a imagem parlamentar do PSD até ás legislativas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada e mandem-se parabéns ao homem.»

quarta-feira, julho 19, 2017

Tenham cuidado, os portugueses são perigosos

Há centenas de portugueses que sentem prazer a atear fogos florestais, como sucedeu na Madeira onde morreram pessoas.

Há polícias graduados de boas famílias e que parecem ser cidadãos exemplares que agridem brutalmente um pacato cidadão à frente do filho e depois falsifica os autos, para que o cidadão agredido ainda tenha de responder por crimes que não cometeu.

Há portugueses branquinhos como a cal da parede que são dono de restaurantes e não se importam de servir refeições feitas com produtos sem condições.

Há muitas dezenas de milhares de portugueses que todos os dias roubam, recebem o IVA que os seus clientes lhe entregam ao seu cuidado e em vez de o entregarem ao Estado ficam com ele, o dinheiro que deveria ser investido em cuidados de saúde ou com outros fins onde os recursos são escassos, serve para comprar mais um carro ou para as férias.

Há esquadras inteiras que fazem orgias de torturas e agressões, no fim a graduada lava o chão bem lavadinho, chama a ambulância e tudo cai no esquecimento.

Há centenas de milhares de portugueses que não descontaram nada para a Segurança Social e recebem uma pensão de sobrevivência de montante equivalente ou superior ao famoso rendimento mínimo.

Há portugueses que para ganharem mais uns tostões plantam eucaliptos até à beira do alcatrão das estradas, não se importando com as mortes que daí possam resultar. Há também os que matam o vizinho por causa de um poço ou de uma oliveira, e ainda os que em pleno Verão fazem queimadas de forma irresponsável.

Cuidado, andam por aí muitos portugueses perigosos, gente que não se importa com a lei ou com a vida do seu concidadão, nem vale a pena falar dos comentadores desportivos que enchem os bolsos atiçando o ódio entre adeptos, gente contra a qual o André Ventura poderia fazer um dos seus discursos xenófobos, pois são todos bem branquinhos e portugueses de gema.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
André Ventura

Este pobre diabo sente-se um herói porque ter feito referências a um grupo ético inaceitáveis em democracia, depois de uma reação de falso arrependimento o ambicioso comentador da CM já se sente um herói nacional, percebeu que o racismo dá votos. Agora já sente que a sua candidatura autárquica tem uma dimensão nacional pois é de todo o país que sente o apoio.

É uma pen que nos últimos anos o LB não se tenha limitado a ganhar títulos e a lançar grandes jogadores, à sombra da sua força também tem lançado algumas personagens execráveis que sem o atiçar de ânimos odiosos não seriam ninguém nesta vida.

«A candidatura de André Ventura enviou um comunicado às redacções no qual se lê que o candidato vai manter-se na corrida à Câmara Municipal de Loures, mesmo sem o apoio do CDS. “Trata-se de uma decisão política legítima, que lamentamos, mas que não vai travar os princípios da coligação 'Primeiro Loures', que segue agora o seu caminho com o apoio expresso do PSD e do PPM”, lê-se.

“A candidatura aproveita para reforçar que está totalmente empenhada em apresentar e defender junto da população lourense o seu projecto político, para tornar Loures um dos dez concelhos com mais qualidade de vida em Portugal. É para as pessoas que faço política e sinto nelas uma força cada vez maior, não só em Loures mas no país inteiro”, continua o candidato na nota enviada à imprensa.» [Público]

 Dúvidas que me atormentam

Porque será que tantos comentadores consideraram o simulacro de referendo realizado na Venezuela como um ato eleitoral cujos resultados devem ser considerados legítimos e são tão contra um referendo na Catalunha, para não falar das muitas dúvidas que colocaram sobre a legitimidade do Brexit?

 O referendo da Venezuela

Os grupos da oposição venezuelana organizaram um referendo sem qualquer controlo, sem qualquer campanha e sem regas, agora, só porque estiveram na Venezuela alguns presidentes de direita reformados, querem que os seus resultados sejam tidos em consideração. Isto é, aos atos eleitorais de Maduro cuja legitimidade não foi contestada a direita internacional tenta opor a legitimação de um falso referendo.

A Primavera Árabe destruiu vários países do Médio Oriente, o golpe no Brasil pôs no poder um presidente mais do que duvidoso, agora simulam-se atos eleitorais na Venezuela, na Europa apoiou-se o Brexit e a Le Pen. O que virá a seguir?

 Racismo

Uns apoiam candidatos que não gostam de ciganos, depois vai ap+arecer um candidato para colher os votos dos que não gostam de africanos, depois vem um que não gosta de judeus, outro que não gosta de alentejanos.

Muito por causa do argumentário da direita contra os apoios sociais criou-se na sociedade a ideia de que algumas etnias viviam de apoios do Estado, ignorando que neste país há muitos concelhos aparentemente ricos onde muita gente depende de apoios do Estado, mesmo não incluíndo neste grupo muita gente que recebe pensões mínimas porque não fizeram descontos.

É verdade que muitas famílias ciganas dependem do vulgarmente designado rendimento mínimo, mas a percentagem dos ciganos na população portuguesa que depende dos apoios do Estado é provavelmente insignificante.

Em relação a sacaninhas racistas com ambições políticas é preciso dizer não, sob pena de um dia termos uma Le Pen. Cada voto em ventura é um voto póstumo em hitler ou um voto na Le Pen.

 Os prazos do MP

Os prazos dos MP, pelo menos os que se referem a inquéritos relativos a políticos, em vez de serem contados em dias deveriam ser contados em atos eleitorais. Assim, por exemplo, o Caso marquês poderia ter como prazo para a formulação da acusação a próxima campanha eleitoral para as legislativas e se fossem enviadas mais cartas rogatórias poderia ser adiado para as as eleições seguintes. assim seria tudo mais preciso, rigoroso e transparente.

      
 No melhor pano cai a nódoa
   
«Pelo menos 547 rapazes foram abusados física e sexualmente no coro e escola da Catedral de Ratisbona, no sul da Alemanha, entre 1945 e os anos 90, informa uma relatório da investigação divulgado esta terça-feira. O diretor deste coro, entre os anos 1964 e 1994, era Georg Ratzinger, irmão do papa emérito Joseph Ratzinger, que adotou o nome de Bento XVI.

Segundo o advogado Ulrich Weber, que investigou o caso e divulgou o relatório, os alunos mais abusados eram os do terceiro e quarto anos da escola primária e os agressores eram os padres e os professores. Há registo de pelo menos 67 casos de abuso sexual e 49 membros da igreja acusados.

"Os afetados descreveram os anos escolares como uma prisão, um inferno e como um campo de concentração", disse o advogado, citado pela Deutsche Welle. "Muitos se referiram a esses anos como a pior época das suas vidas, caracterizada pelo medo, a violência e o desamparo".» [DN]
   
Parecer:

Um dia destes além de celibatários os padres terão de ser capados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Ora aí está ele
   
«“Estou na posse de todos os meus direitos políticos”. É com esta frase que Paulo Rangel tem comentado, junto de pessoas que lhe são próximas, o mesmo cenário que Marques Mendes desenhou no comentário semanal deste domingo na SIC: que o eurodeputado podia ser o terceiro candidato à liderança do PSD no próximo congresso, que deverá acontecer no início de 2018.

Fontes próximas de Paulo Rangel não excluem em absoluto uma nova candidatura à liderança social-democrata – já que foi candidato contra Pedro Passos Coelho em 2010, mas consideram muito difícil que tal aconteça nos moldes traçados. Marques Mendes acabara de elogiar o líder parlamentar cessante, Luís Montenegro, deixando claro que poderá vir a ser mais tarde um forte candidato à presidência do partido. Neste contexto, Mendes distinguiu o curto e o médio prazo: “No curto prazo, que será a seguir às eleições autárquicas, vai haver uma disputa pela liderança do PSD e vai haver dois candidatos certos e um provável”, disse, apontando como certos Pedro Passos Coelho e Rui Rio, e como provável Paulo Rangel.» [Público]
   
Parecer:

Parece que ao esganiçado nascido no CDS não basta uma derrota.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 CDS 1 - 0 PSD
   
«O CDS-PP decidiu retirar o seu apoio ao candidato à Câmara Municipal de Loures, André Ventura, onde os democratas-cristãos corriam em coligação com o PSD, depois de comentários do candidato social-democrata sobre a comunidade cigana terem causado mau-estar. O PSD decidiu manter o seu apoio a André Ventura e lamentou a decisão do CDS-PP.

Depois das declarações polémicas do candidato, que afirmou que existia “uma excessiva tolerância com alguns grupos e minorias étnicas” e que “os ciganos vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado”, os dois partidos reuniram-se para avaliar o caso. As decisões, foram, no entanto, em sentido contrário. O CDS-PP avançou primeiro retirando-se da coligação, e assim o seu apoio ao candidato do PSD, argumentando que escolheu “seguir um caminho próprio no concelho de Loures nestas eleições autárquicas de 2017”.

No mesmo comunicado enviado às redações, o CDS argumenta ainda que manifestou “no seio da coligação o seu profundo incómodo com as referidas afirmações”. André Ventura, autor das polémicas declarações sobre a comunidade cigana, encabeçava a coligação “Loures Primeiro”, que unia PSD e CDS.

Já o PSD, não só manteve o seu apoio ao candidato André Ventura, como ainda lamentou a decisão tomada pelo partido liderado por Assunção Cristas: “O PSD mantém o apoio ao candidato do partido à Câmara Municipal de Loures. Lamentamos que o CDS não mantenha esse apoio, mas respeitamos a posição agora assumida pelo CDS”, disse fonte da direção do partido, em declarações à Agência Lusa.» [Observador]
   
Parecer:

O CDS fez o que a ética manda fazer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 Abusos em massa
   


«Pelo menos 547 crianças terão sido alvo de violência corporal e 67 abusadas sexualmente entre os anos de 1945 e 1992, no coro da Igreja de Ratisbona, o mais famoso da Alemanha e que foi liderado durante trinta anos pelo irmão do Papa Bento XVI, de acordo com o relatório final da investigação ao caso, liderada pelo advogado alemão Ulrich Weber.

O caso, que foi revelado em 2010 pelo compositor alemão Franz Wittenbrick, teve esta terça-feira desenvolvimentos, quando, numa conferência de imprensa, Ulrich Weber apresentou as conclusões da investigação ao caso: 547 crianças vítimas de violência, mais do dobro das 231 vítimas conhecidas num relatório intermédio datado de janeiro do ano passado.» [Observador]
   
Parecer:

parece que o papa fez bem em resignar, fê-lo a tempo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Condene-se este abuso em massa.»

 Anedótico
   
«O anterior presidente da Caixa confirmou hoje ter trocado SMS com governantes, sem revelar o seu conteúdo, e reiterou que, do seu ponto de vista, existia um compromisso para a dispensa de entrega de declarações ao Tribunal Constitucional.

Na segunda audição perante a comissão parlamentar de inquérito que tem por objeto apurar a atuação do Governo na nomeação, gestão e demissão da anterior administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), António Domingues foi, pela primeira vez, questionado diretamente pelo PSD - partido que pediu para o ouvir novamente - sobre a existência de mensagens escritas de telemóvel (SMS) trocados entre si e membros do Governo.» [DN]
   
Parecer:

Toda a gente leu os SMS e o senhor sugere que foram divulgados por Centeno.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao rapazola do mrpp se acha que somos todos parvos menos ele.»


 Pasos Coelho mantém apoio a candidato xenófobo
   
«Pedro Passos Coelho confirmou que o PSD vai manter o apoio a André Ventura, o candidato à câmara de Loures que fez declarações polémicas sobre a comunidade cigana.

“Foi importante que ele tivesse oportunidade de clarificar as suas declarações. A candidatura deve seguir em frente”, disse Passos aos jornalistas, à chegada ao jantar parlamentar do PSD, esta terça-feira, na Assembleia da República. “O PSD é um partido de tradições plurais, que teve sempre respeito pelas minorias. E isso não está em causa nem nesta campanha nem em Loures. Estamos tranquilos quanto à nossa posição não racista e não xenófoba”, acrescentou.

Esta terça-feira, o CDS retirou o apoio à candidatura de Ventura manifestando um “profundo incómodo” pelas afirmações proferidas pelo candidato. Assim, os centristas abandonam a coligação com os democratas. “Respeitamos a posição do CDS”, disse Passos.

No centro da polémica estão as declarações de André Ventura ao jornal “I”, em que disse existirem pessoas que “vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado” e que acham “que estão acima das regras do Estado de direito”, considerando que tal acontece particularmente com a comunidade cigana.» [Expresso]
   
Parecer:

Ok, o Ventura vai explicar que não se referia aos ciganos, referia-se aos outros todos menos os ciganos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «lamente-se.»


terça-feira, julho 18, 2017

O novo argumento de Passos

Passos já não exige planos B, não condena a desmontagem da sua política de desvalorização fiscal, ou o fim dos cortes das pensões, não sendo conhecido pelo seu brilhantismo social o líder do PSD é suficientemente esperto para perceber que a sua política falhou, seria um suicídio voltar aos anúncios da vinda do diabo ou a previsão das piores desgraças por causa da devolução de rendimentos. No debate sobre o estado da nação adoptou um novo discurso para a economia.

Passos tem agora um argumento subtil, mas assente numa mentira. Defende que com ele todos os sucessos económicos teriam acontecido um ano antes porque a solução parlamentar encontrada pela esquerda teve como consequência um ano de paralisação. Defende que em 2016 os resultados foram inferiores aos de 2015. 

As contradições e cambalhotas de Passos são óbvias, basta recordar que para se aproveitar politicamente do incêndio de Pedrógão Grande condenou a política económica, sugerindo que as cativações tinham tornado o Estado ineficaz. Mas a argumentação não é apenas incoerente, é também aldrabona. Há aqui três mentiras, a de que a solução governativa de passos seria estável, que os resultados de 2016 foram uma consequência das suas políticas e que 2016 foi um mau ano e pior do que 2015.

Quando formou governo na sequência das últimas eleições Passos não fez qualquer cedência, a sua intenção era governar com o seu programa e desencadear uma crise política logo que fosse oportuno. Antes disso Passos chegou ao ridículo de propor uma revisão constitucional na hora para viabilizar a repetição das eleições, convencido de que conseguiria uma maioria absoluta. A agenda política de Passos era a instabilidade, vir agora dizer que o seu governo teria proporcionado estabilidade só pode ser uma anedota digna do Fernando Rocha.

Dizer que os fracos resultados económicos de 2015 foram resultado da sua política é esconder que muito do que foi forçado a fazer resultou de um acórdão do Tribunal Constitucional que chumbou o seu OE, bem como das políticas eleitoralistas e das mentiras orçamentais. É verdade que se criou emprego, mas também é verdade que a maioria dos empregos foram fictícios, eram falsos estágios pagos pelo Estado. É verdade que conseguiu cumprir a meta do défice, mas também é verdade que o conseguiu à custa da retenção do IVA e do IRS, que penalizou o OE de 2016.

Quando diz que 2016 foi um ano pior do que 2015 argumentando que consigo haveria menos incerteza está-lhe a fugir o pé para a dança, esse é o argumento de todos os fascismos para a não realização de eleições.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
André Ventura, candidato com tiques xenófobos

Como comentador desportivo este rapazinho ambicioso serve apenas para estimular ódios entre adeptos, convencido de que é a última coca-cola do deserto decidiu ser candidato autárquico, a ambição é tanta que até já admitiu que em certas circunstancias poderia candidatar-se a líder do PSD. O problema do candidato autárquico de Passos Coelho para Loures é não saber distinguir as baboseias desportivas com declarações políticas, uma coisa é falar do SCP ou do fcp e outra é falar dos portugueses.

«André Ventura, candidato do PSD e do CDS à Câmara Municipal de Loures, garante que nunca quis atacar a etnia cigana. Face à polémica desencadeada por uma sua entrevista ao jornal i - onde se insurge contra as pessoas que "vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado" e que acham "que estão acima das regras do Estado de direito", assumindo que tal acontece particularmente com a etnia cigana -, André Ventura entendeu enviar um comunicado à revista Sábado.

No texto, o candidato reafirma: "Nada me move contra a comunidade cigana, como aliás afirmo na entrevista. De resto, ao longo da minha vida sempre convivi bem com pessoas de várias raças e etnias e diferentes credos", diz. "Quando digo que somos tolerantes com algumas minorias, refiro-me a certos casos em que manifestamente a lei não é cumprida. A verdadeira discriminação é permitir que alguns não cumpram a lei, em detrimento daqueles que vivem com as regras do Estado de Direito", acrescenta. "Boa parte das pessoas que fica muito incomodada quando são denunciadas estas situações nunca se deslocou a algumas dessas zonas e não tem ideia do ‘barril de pólvora’ que lá se vive diariamente", cponclui.

Pedro Pinto, líder da distrital de Lisboa do PSD, também em declarações à Sábado, procura tirar gás à controvérsia: "O PSD não é um partido em que exista algum tipo de discriminação racial ou de que tipo for". Já o seu homólogo do CDS-PP afirmara aguardar que “possam ser cabalmente esclarecidas” as declarações do candidato; "O CDS é leal às coligações em que está envolvido e, nesta fase, será no interior da coligação que o CDS vai pronunciar-se sobre este assunto”, disse João Gonçalves Pereira.» [Expresso]

 Novas modas

Desde que o SIRESP existe já deverão ter ocorrido muitos milhares de incêndios e ninguém se lembrou da existência do sistema de comunicações. Agora, sempre que se regista um incêndio a primeira preocupação dos jornalistas é saber se o SIRESP está a funcionar an perfeição.

Dantes nunca se viu um Presidente num acidente, seja a queda de um avião ou um incêndio, agora sempre que ocorre qualquer coisa a primeira coisa que os autarcas fazem é telefonar ao presidente. Dantes ligavam para o CM ou para o 112. Por este andar a sede da Proteção Civil vai mudar-se para Belém e o seu presidente passa a ser um assessor da Casa Civil da Presidência.

      
 Isto não é a Cova da Moura
   
«Desde que foi conhecida a acusação do MP contra toda a esquadra de Alfragide, quase todo o noticiário e argumentário sobre o assunto se fixa na relação entre a polícia e a Cova da Moura e as especificidades do bairro. Eu própria fiz uma reportagem sobre essa relação, publicada anteontem no DN, e que dá a ver, a partir do relato de habitantes e trabalhadores negros da zona, um padrão consistente de abuso policial e racismo. Mas, por mais que seja importante perceber e analisar a forma como as polícias se relacionam com os cidadãos dos bairros classificados como "problemáticos" (e vice-versa), aquilo que este caso evidencia ultrapassa em muito essa relação.

Na verdade, o facto de quase toda a análise se fixar na "excecionalidade" da Cova da Moura é uma forma de, conscientemente ou não, passar a mensagem de que eventuais abusos policiais se circunscrevem ao quadro da relação entre autoridades e bairros como aquele. Essa abordagem acaba por, muitas vezes, "naturalizar" esses abusos com base na alegada "perigosidade" dos ditos bairros, como se estes estivessem sob uma espécie de estado de sítio permanente, no que qual as leis "normais" não se aplicam.

Só nessa perspetiva, a da justificação institucional - e nesse caso deliberada - dos abusos, se pode entender que por exemplo um representante da PSP, o subintendente Resende, tenha, num debate na TVI24 a 11 de julho, insistido na referência à morte, em 2005, de um agente da PSP na Cova da Moura. Que relação quer a PSP estabelecer entre uma acusação de abuso policial que inclui sequestro, ofensas à integridade física, tratamentos desumanos, denúncia caluniosa, omissão de auxílio e falsificação de documentos e um homicídio ocorrido dez anos antes? Não perceberão a PSP e o subintendente que trazer à colação este homicídio é subentender que a serem verdadeiros os factos imputados pelo MP à esquadra de Alfragide estes devem ser "contextualizados" porque já houve um polícia morto no bairro? É mesmo isso que a PSP quer dizer, que naquele bairro se considera autorizada a violar a lei por ajuste de contas e vingança?

Esta ideia de "justificação" não é aliás exclusiva da PSP e dos comentários online. Na mesma estação, num outro programa, lançou-se no final de um debate um vídeo sem som, contexto ou sequer identificação de origem, no qual dois jovens negros, sentados numa mesa, são abordados por uma série de agentes do corpo de intervenção. Segundo o pivô da TVI24, aquilo ter-se-ia passado em Loures e os agentes estariam a pedir aos jovens para saírem da mesa; estes desobedeciam à ordem. A dada altura, os jovens levantam-se, parecendo exaltados, e um dos agentes agride um deles, mandando-o ao chão. A seguir, o pivô pede aos convidados, nos quais se incluía o já citado subintendente, que digam "se aquilo é violência policial".

Achar que faz sentido, num debate sobre a acusação à esquadra de Alfragide, mostrar um vídeo qualquer de interação entre polícias e negros é de um racismo tão básico que custa a crer - devemos achar que estamos a ver o "comportamento típico de negros" ante polícias, será? Se a ideia da TVI era enquadrar a noção de violência policial, porque não lhe ocorreu trazer para a discussão o caso do subcomissário Filipe Silva, filmado a agredir dois adeptos do Benfica no final de um jogo de futebol em Guimarães, caso que tem óbvias conexões com o de Alfragide, já que também Silva foi acusado de denúncia caluniosa e falsificação de documentos, e também havia vários agentes presentes a coadjuvar a agressão? E será assim tão difícil perceber que não está em causa se o vídeo mostra violência policial - que outra coisa se poderá chamar àquela agressão - mas se esta foi legítima?

Há, obviamente, circunstâncias em que as polícias estão legalmente autorizadas a fazer uso de violência física, e até letal - por esse motivo estão armadas. Mas essas circunstâncias não incluem "desobediência" per se, muito menos estados de alma dos agentes. Para ser legal, a violência tem de ser estritamente necessária e adequada; não é uma espécie de direito da polícia. Além de que, como é evidente, existem ordens ilegítimas a que não é ilegal desobedecer. Mas o subintendente Resende apressou-se a justificar a reação do agente com a "desobediência" dos jovens. Se é esta a noção de adequação e proporcionalidade do uso da violência pela polícia que um subintendente escolhido para ir à TV tem, que podemos esperar do resto da corporação?

O caso da Cova da Moura é mais um sintoma do desrespeito pela lei e pelos direitos dos cidadãos por parte da polícia portuguesa, um desrespeito que tem passado impune graças à cobertura institucional. Cobertura da hierarquia, das tutelas, da justiça e até, como se constata face ao facto de o INEM ter aceitado como boa a justificação de que os detidos na esquadra de Alfragide tinham "caído", dos serviços de saúde. É um problema do Estado e portanto um problema político, como político é o problema do racismo - o institucional e o outro. Num país em que tanta gente tem falado do falhanço "clamoroso" do Estado, é sintomático que tão poucos, dentro e fora dos partidos, o vejam nisto, e menos ainda peçam responsabilidades ao governo. E, num contexto de maioria de esquerda, chocante que só o BE esteja a fazer as despesas do questionamento.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

 A vitória dos jotinhas e os novos poderes do MP
   
«1.Há um ano, defendi aqui que não fazia sentido demitir os secretários de Estado que tinham viajado a convite da Galp. Recordo-me do coro de gente, uma quase unanimidade, a rasgar as vestes em revolta contra a vergonha de se aceitar um convite para ver um jogo de futebol numa excursão sem o mínimo de comodidade. Sei do que falo, já fui em viagens iguais às que estão em causa.
Também me lembro de escrever que se alguém se sentia condicionado em alguma decisão por causa de uma viagem destas não tinha a mais remota capacidade de exercer qualquer cargo de responsabilidade.
Depois, o governo, em parte para acalmar os ânimos, em parte por também ir na onda instalada do político bacteriologicamente puro, em parte por estar de má consciência, aprovou legislação que, no fundo, obrigava a demitir os secretários de Estado. Uma daquelas leis que mais não fazem que não seja declarar um político incapaz de formular juízos éticos, de dizer a um homem ou mulher com enormes responsabilidades o que são regras e usos socialmente aceitáveis. Por mim, não tenho dúvidas de que se alguém precisa de um código para lhe dizer o que é uma oferta simpática ou uma tentativa de condicionamento não serve para um cargo de responsabilidade. No entanto, reconheço que esse é o atual nível de estupidificação e de moralismo serôdio.
Não nego que a crise económica tenha contribuído para um clima em que é malvisto qualquer tipo de cortesia que aparente, por muito pequena e vaga que seja, ser concessão de privilégio; também é evidente e notório que políticos houve - e provavelmente ainda há - que abusaram dos seus cargos e usufruíram mesmo de vantagens abusivas ou pior, muito pior, e que nada lhes aconteceu. Mas o atual nível de suspeita generalizada sobre a classe política é insuportável, injusta e, mais que tudo, afasta qualquer pessoa que não está para que lhe seja espetado um ferrete de aldrabão mal comece a exercer cargos públicos. A política cada vez está melhor para quem não consegue ter uma vida profissional normal na atividade privada e que está habituada a ter a sua honra posta em causa. Ótima para os jotinhas dos aparelhos partidários e péssima para os bons profissionais que gostariam de servir a causa pública. Tem de ser dito, porém, que este ambiente que leva à penalização pública de meros atos de simpatia e que exige uma moralidade de santo de altar a qualquer político teve a contribuição inexcedível dos próprios, e muito para lá dos que se passeiam pelo lúmpen. Como escrevia o David Dinis no Público, "se a classe política se pôs de cócoras fazendo leis que culpam alguém por ter vantagem, mesmo sem prova de contrapartida, não pode queixar-se de mais ninguém". Ou seja, e como no caso em questão, se o legislador deixa ao Ministério Público uma margem de discricionariedade que permite aos magistrados fazer julgamentos morais ou políticos a culpa é, em primeiro lugar, dele.
Curiosamente - ou talvez não -, o mesmo tipo de julgamentos morais que jornalistas e colunistas fazem, concretamente, a estes secretários de Estado não encontra paralelo nas suas próprias condutas. A pergunta é simples: quando um jornalista aceita uma viagem de cortesia ou vai a um concerto a convite de uma empresa, sente-se à vontade para escrever o que quer que seja sobre essa organização ou pessoas que a dirigem? E que dizer quando é o próprio Sindicato dos Magistrados do Ministério Público a aceitar patrocínios de empresas privadas, devemos pensar que está condicionado em relação a possíveis ações sobre essas companhias ou membros dos órgãos sociais?
O afastamento de Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira é, em primeiro lugar, a vitória dos falsos moralistas e da mediocridade jotinha.

2. Seja como for, há um ano, os secretários de Estado e o primeiro-ministro julgaram que não havia motivo para demissões. Pensaram, com certeza, que os atos cometidos não eram atentados à ética - ou não suficientemente graves - e muito menos constituíam qualquer tipo de ilegalidade. Dado que se dá como adquirido que nessa investigação não se encontrou nada mais que já não se soubesse meia dúzia de dias depois do sucedido, pergunta-se: por que diabo agora os secretários de Estado se demitiram e, presume-se, o primeiro-ministro não os pressionou para que ficassem? A resposta é conhecida, porque foram constituídos arguidos - esqueçamos que esse pequeno detalhe do Ministério Público ter levado um ano a descobrir umas viagens feitas à frente de toda a gente e que os viajantes imediatamente admitiram nos pode levar a pensar que operações de alguma complexidade levarão dezenas de anos.

Segundo a generalidade dos analistas, não é politicamente sustentável ter três membros do governo sob o estatuto de arguido. Seguindo esta tese, o Ministério Público tem o poder efetivo de demitir membros do governo utilizando um estatuto que serve para defender o cidadão. Pois, importa lembrar que o estatuto de arguido serve para proteger os direitos do cidadão durante o processo. Onde isso vai, não é? E não vale a pena fazer demagogia com o assunto e generalizar: uma coisa é uma acusação por causa de um crime grave outra é esta. As suspeitas não são todas iguais.
Não seria fácil, admito, para o governo gerir politicamente a situação, mas considero muito mais perigoso, para o futuro, deixar ao Ministério Público julgamentos que só o poder político pode fazer.» [DN]
   
Autor:

Pedro marques Lopes.

      
 Afinal não se tratou de falta de meios
   
«O Exército vai desativar paióis de Tancos, alvo de um assalto a 28 de junho passado, avança hoje o Expresso. Segundo o semanário, o Chefe do Estado-Maior do Exército comunicou a decisão ao primeiro-ministro na reunião de terça-feira passada.

O general Rovisco Duarte informou António Costa, neste encontro no Palácio de Belém, de que o Exército iria desativar os paióis e que estava à procura de alternativas, diz o jornal. A exposição do local terá sido a razão que mais pesou para esta decisão.

Confrontado com esta informação, o Exército disse ao Expresso que "está a colaborar com as autoridades no esclarecimento do incidente e com a tutela na busca de soluções que permitam melhorar a situação no futuro".» [DN]
   
Parecer:

Tratou-se de falta de decisão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

segunda-feira, julho 17, 2017

Problemas técnicos

Devido a um pequeno problema não se publicou o habitual post da tarde. Nem o Jumento postou por falta de computador, nem o Presidente foi ao incêndio de Alijó por estar longe e ser mais fácil ir ao hotel do FCP do que ira tirar umas selfies em Trás-os-Montes.

Umas no cravo e outras na ferradura



 17 de Julho de 1936: Golpe de Estado de Franco

 Jumento do Dia

   
Carlos Abreu Amorim

Para Carlos Abreu Amorim devemos comer e calar, o MP pode mandar a procurada Mizé dizer o que lhe apetece dos portugueses, mas ninguém pode comentar o que o MP faz e muito menos o óbvio alinhamento da sua ação com o calendário eleitoral.

«Pateadas, queixas e críticas duras. No hemiciclo ou fora dele, as bancadas de PSD e CDS não poupam o presidente da Assembleia da República. Agora, acusam-no de violar o princípio da separação de poderes, por ter considerado “totalmente absurdo” que a ida de governantes pela Galp seja considerado “crime”. O vice-presidente da bancada do PSD, Carlos Abreu Amorim, em declarações ao Observador, aconselha Ferro Rodrigues a “descansar” nas férias e “inspirar-se” em antecessores de grande “respeitabilidade como Almeida Santos, Mota Amaral ou Jaime Gama”, pois em relação a estes tem sido “incomparavelmente pior“.

Além de Carlos Abreu Amorim, também o vice-presidente do CDS, Adolfo Mesquita Nunes, acusou no sábado o presidente da Assembleia da República de ignorar o “princípio da separação de poderes”.

O que Ferro Rodrigues disse em entrevista à TSF:

Para mim há um mistério nisto que é o fato de haver um empresa que patrocinava a seleção nacional de futebol, a GALP, ter feito uns convites a umas pessoas e elas terem aceite. Onde é que isto configura um crime parece-me totalmente absurdo. É a minha posição pessoal“» []

 Uma pergunta a Passos

Queria que os milhões fossem entregues ao seu camarada da Santa Casa e candidato a presidente da autarquia de Pedrógão e sem quaisquer regras? Daqui a uns tempos o mesmo Passos estaria a perguntar como foi gasto o dinheiro.