sábado, julho 29, 2017

O sonsinho

Julho ficará para a história desta legislatura como um dos mais baixos momentos da oposição e de alguns setores do jornalismo. Depois de um ano e meio de frustração, de erros estratégicos sucessivos, de boas notícias na economia, os setores mais conservadores da sociedade portuguesa “saíram à rua” animados pelas mortes de Pedrógão Grande.

A pouca vergonha foi tanta que Passos inventou suicídios, enquanto Ricardo Costa, diretor do Expresso, promoveu uma vaga de suspeições sobre diversas instituições do Estado, para passar a ideia de que este país era uma espécie de Zaire, onde o governo mata e esconde os cadáveres em falsas estatísticas de vítimas de um acidente. Passos e Ricardo Costa sabiam muito bem o que estavam fazendo, o líder do PSD assaltou o poder sem argumentos de competência que lhe permitam vencer um debate democrático, o diretor do Expresso usou as vestes de jornalista para promover a contra-informação.

Depois de ter lançado a sua candidatura a Lisboa Assunção Cristas teve uma oportunidade de ouro de se demarcar do PSD e afirmar o CDS, mas optou por acreditar que os golpes baixos dados por Passos Coelho teriam sucesso. Errou e acabou fazendo declarações políticas absolutamente ridículas. Em vez de se afirmar como líder do CDS num momento difícil do país, preferiu desonrar a memória dos líderes dignos que estiveram à frente do seu partido, nunca um presidente do CDS tinha aceitado o estatuto de caniche do líder do PSD.

Catarina Martins também não se escapou, tentando combinar o papel de boazinha da geringonça com o de grande líder da oposição a dirigente do BE fez o que tem vindo a ser uma constante, quando julga que a dica da direita é boa junta-se a esta. Já o fez em muitas ocasiões, fê-lo agora e de forma descarada com as estatísticas da vítima. Acreditou na mentira e não resistiu á tentação de se armar em virgem, acabou por se armar em parva e ter de mudar de posição de uma hora para o outro. Mais uma vez Jerónimo de Sousa ganhou aos pontos em inteligência e seriedade a Catarina Martins. A líder do BE foi em busca de lã e acabou tosquiada.

Mas se temos visto os líderes do CDS, PS, BE e PCP darem a cara, Passos Coelho, o grande arquiteto da estratégia suja de julho de 2017, anda escondido, em vez de dar a cara tenta distanciar-se dos acontecimentos, mandando deputados sem grande credibilidade, como o truculento Carlos Abreu Amorim dar a cara, normalmente este é o artista escolhido na hora de Passos não querer fazer figura de urso, é o palerma de serviço deste PSD.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Catarina Martins

Desde há algum tempo que Catarina Martins anda numa verdadeira histeria, todos os acontecimentos e notícias servem para se armar nuns dias em líder do governo, noutros em líder da oposição. pouco importa, desde que alguma coisa seja notícia ela alinha, umas vezes põe-se ao lado do PS, outras encosta-se ao PSD. O caso mais divertido foi o das mortes, começou por se encostar ao PSD, mas quando percebeu que a coisa ia acabar mal, tratava-se de algo mais grave do que as cabimentações onde também se juntou ao PSD, torceu o bico ao prego e juntou-se ao PS.

Catarina Martins está convencida que não importa o que diz,, o que importa em, gritar frente ás câmaras de televisão, tentando ultrapassar o PCP pela esquerda e o PS pela direita.

«A coordenadora do BE, Catarina Martins, insistiu esta sexta-feira na necessidade de acabar com o contrato com a atual concessionária privada do SIRESP, uma vez que pagar por um serviço que não funciona é “insultar o país”.

Durante uma conferência de imprensa na sede do BE, em Lisboa, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre as falhas do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) no combate aos incêndios florestais que têm assolado o país, respondendo que o país “precisa de um sistema de comunicações eficaz, com redundâncias e capaz de assegurar o seu funcionamento em momentos de catástrofe, em momentos de tragédia e em momentos difíceis”.

Isto não será feito seguramente pela concessionária do acordo do SIRESP. Esse contrato deve terminar e o Estado deve colocar todos os seus esforços num sistema que funcione porque cada dia que passa e pagamos a uma concessionária privada um serviço que não funciona, insultamos o país”, reiterou.

A líder bloquista deixou uma questão: “eu, aliás, gostaria de saber qual foi o dia em que o SIRESP foi necessário e funcionou“.» [Observador]

 Preocupação

O que terá acontecido a Passos Coelho, desde que mandou os seus vices montar a mentira dos mortos por contabilizar que anda desaparecido. Dantes aparecia diariamente nos jantares de lombo assado, agora desapareceu.

      
 O PSD vai ao pote
   
«Adjudicar o tratamento de jardins de Lisboa a uma empresa com sede em Barcelos de um “amigo” do partido por 13.530 euros/mês, contratar a prima para coordenadora da área que se tutela na junta, ligar a um amigo para montar um gabinete de comunicação porque é mais rápido ou, simplesmente, não publicitar ajustes diretos de centenas de milhares de euros. Estes são alguns dos atos de gestão de três juntas de freguesia lideradas pelo PSD no concelho de Lisboa que — entre avenças e contratos atribuídos por ajuste direto a empresas de militantes do partido — gastaram, no total, mais de um milhão de euros desde o início do mandato. Um dos presidentes de junta contratou a empresa do presidente do seu núcleo, do qual ele próprio é o vice-presidente.

Ajustes diretos: a maçã que cai sobre a cabeça de Newton

Um dos mais proeminentes presidentes de junta do PSD é Luís Newton, tesoureiro da concelhia de Lisboa. A relação com a oposição na Estrela tem sido conflituosa, por PS e PCP insistirem na falta de transparência da junta de freguesia: uma junta como a Estrela poderia ter cerca de 400 ajustes diretos publicitados no site Base.gov (pela média das outras juntas de Lisboa e a dimensão que tem), mas tem apenas 22.

Quando foi questionado, em fevereiro, numa reunião da Assembleia de Freguesia sobre a razão de não serem publicitados tantos contratos por ajuste direto, o presidente da Junta de Freguesia da Estrela culpou a lei e o site Base.gov. Esta segunda-feira, em resposta ao Observador, Luís Newton voltou a fazê-lo: como são ajustes diretos inferiores a 5 mil euros, não são publicitados pelo site governamental. “A Junta de Freguesia da Estrela tem 116 contratos carregados no Portal Base, fui informado que só estão visíveis 22 contratos dado que os restantes são ajustes diretos simplificados. Isto porque o Código dos Contratos Públicos refere que os ajustes diretos simplificados têm de ser publicados mas não publicitados”, explica Newton ao Observador.» [Observador]
   
Parecer:

Enfim, nenhum deles é primo do Sócrates, portanto, podem faz~elo sem ser incomodados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à senhora Procuradora-geral.»
  
 A anedota do dia
   
«A reação da Meo surge após a notícia da agência Lusa que denuncia que a operadora exigiu uma penalização de 139 euros pelo cancelamento do contrato de uma vítima mortal do incêndio de Pedrógão Grande, depois de o pai do falecido, Fernando Mendes da Silva, ter denunciado o contrato.

O pai da vítima, residente em Figueiró dos Vinhos, comunicou a morte do filho à Meo, apresentando a certidão de óbito, mas a operadora acabou por lhe enviar uma carta, a 7 de julho, exigindo o pagamento de uma penalização por o contrato ser cancelado ainda durante o período de fidelização.

(...)

“A morte é uma das causas de extinção dos contratos. Os contratos caducam com a morte do titular. Tendo caducado, não há rigorosamente qualquer prestação em dívida”, frisou o presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), sublinhando que as pessoas, nestes casos, devem recusar-se a pagar qualquer prestação (se possível anulando o débito direto), apresentar uma reclamação e expor a situação a um tribunal arbitral de consumo, que é gratuito.» [Observador]
   
Parecer:

A MEO está a mentir descaradamente, recebeu os e-mails do familiar da vítima a que aplicou a multa,. portanto, estava mais do que informada. A não ser que a Meo ache que neste país somos tão rascaras como os seus patrões e andamos a dizer que somos pais de vítimas de Pedrógão. A MEO soube e não pediu qualquer confirmação.

Além disso a MEO deve estar cag... par a lei pois sabe muito bem que o contrato caduca com a morte do cliente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «mande-se os senhores da MEO e, em particular, à "boazona" convencida que preside à PT, à bardamerda.»

sexta-feira, julho 28, 2017

Carta do Belzebu ao diabete de Massamá

Querido Diabrete Diabrete de Massamá,

Eu sei que deves andar zangado aqui com o teu tio Belzebu, prometi aparecer em Setembro de 2016 e atrasei-me quase um ano, mas para te compensar em vez de infernizar o Centeno optei por um incêndio em Pedrógão que fez lembrar o meu jardim. Ainda tive esperança que entre os mortos, os falsos suicidas e a maluquinha dos cem ainda chegavas a primeiro-ministro, para não falar do roubo da sucata de Tancos.

Mas ou anda em baixo ou o Costa é bem mais difícil de entalar do que o Sócrates, mas fica descansado, garanto-te que ele juntou-se ao PCP e ao BE, mas não tem nenhum pacto com o diabo, estou tanto ao teu lado como o Cavaco, outro diabrete levado da breca, ainda que já um pouco cansado. Mas quero ajudar-te a ganhar autarquias, não vá o Montenegro escurecer a tua carreira política, para não falar do afilhado do falecido Amorim que ainda não te deve ter perdoado não ter sido ministro e em vez dele teres escolhido o Lambretas para a pasta do trabalho.

Mas diz-me o que queres, o que achar de uns mortos por pneumonia para te ajudarem a ganhares a Anadia, vê lá se queres mesmos mortos ou alma penada por contabilizar, talvez as denúncias da maluqinha te ajudem a ganhar ponta Delgada. Mas se em vez de mortos vivos preferes mesmo finados devidamente selados pelo MP, então sempre se pode arranjar uma epidemia de sarampo, talvez arranjes mortos para ganhares Vila Franca do Campo.

Se fosse o menino Jesus recebia-te no meu regaço mais a devota da Assunção, mas deixa lá, sendo o Belzebu ainda te dou uns finados no próximo incêndio para ganhares a câmara do Tabuaço. Mas se não queres Tabuaço fica descansado, arranjo-te já uns quantos avcês e ganhas a freguesia das Mercês. Até pode ser que arranje umas vítimas de dores e ajudamos o diabrete que escolhes para Loures.

Conta comigo porque não faltarão mortos para te ajudar nas autárquicas e mesmo para chegares a São bento, morrem velhos e novos, na estrada e em casa, no hospital e no trabalho, novos e velhos, o que não faltarão em Portugal são mortos danadinhos para que voltes ao governo. Os articulistas do Observador, o diretor do Expresso, a maluquinha dos cem, o que não falta são mortinhos por te ver voltar ao poder.

Deixa de ler o Expresso e o Observador, escolhe antes jornais dignos da tua ambição, jornais com oblituário que é lá que estão aqueles que te elegerão, já que os vivos parecem preferir a geringonça.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Carlos Abreu Amorim

Pela primeira vez estou inteiramente de acordo com o deputado do PSD, não o calem porque cada vez que o homem abre a boca o seu partido perde mais uns quantos votos. Seria um erro dramático calar o homem, isso para além das dificuldades em encontrar uma rolha que lhe apagasse o vozeirão, o mais certo é que rapidamente a rolha seria disparada como se o pobre deputado fosse uma garrafa de espumante rasca.

«Foi com um rol de críticas contundentes sobre a resposta das forças e dos sistemas de segurança nos incêndios do último mês e meio que o PSD recebeu a ministra da Administração Interna (MAI) na comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde Constança Urbano de Sousa se encontra para explicar o funcionamento do SIRESP.

Carlos Abreu Amorim avisou logo no início: "Ninguém nos vai calar!". E desfiou uma lista de perguntas. Antes, criticou a postura da ministra, que diz ter-se mostrado "alguém dotada de grande sensibilidade", salientando no entanto que "nem só de sensibilidade e simpatia vive o cargo de ministra ou qualquer governo". "Os portugueses exigem decisões corajosas, capacidade de liderança, aptidão para saber coordenar os serviços, competência para enfrentar momentos difíceis com sangue frio e inteligência e a responsabilidade democrática de assumir os erros. Foi exactamente o contrário que o Governo e este MAI fez nesta época de incêndios."» [Público]

 A maluqinha dos cem mortos

Enquanto bombeiros, Proteção Civil dava o seu melhor para combater os incêndios, enquanto Presidente da República e governo se desdobravam em esforços para acarinhar as vítimas e estimular os que combatiam os incêndios, enquanto os protugueses estavam proecupados com os acontecimentos, Passos Coelho optou pelo oportunismo criminoso.

Em vez de dispobilizar-se a apoiar o governo e os que estavam no terreno optou por se calar, por esperar por uma desgraça e por massacrar o governo, sugerindo culpas em tudo e mais alguma coisa. Passos não conseguiu esconder o desejo macabro de que tudo corresse mal, já chegou ao poder com uma crise financeira, agora queria voltar ao poder ajudado pelas vítimas mortais de Pedrógão.

A estratégia era de tal forma doentia que Passo perdeu a lucidez, inventou suicídios, acreditou em falsos mortos, durante dias Passos limitou-se a explorar todas as desgraças. mas como mesmo assim não aprecia ganahr votos optou por ir mais longe e inventar vítimas, não ap+rendeu com a lição dos suicídios.

Passos foi a única vítima que o MP não contabilizou, é um político morto vivo que finou no incêndio de Pedrógão, mas os seus pares consideram-no tóxico e em vez de o enterrarem espera que ele partas por aí armado em alma penada. Inventou suicidas e não pediu desculpa, inventou mortos e não pediu desculpas, usou as vítimas em proveito próprio e não pede desculpa. Este é o mesmo Passos que no tempo de Sócrates pediu desculpa aos portugueses quando de uma forma cínica apoiou uma pacote de austeridade, um pacotinho ao lado do que ele pretendia adoptar, este é o mesmo Passos que chamou piegas aos portugueses.

Agora vemos que os seus pedidos desculpas não passam de manobras cínicas, porque quando deve um pedido de desculpas aos familiares das vítimas, a todos os que combateram os incêndios e ás entidades que estiveram ao seu lado e a todo o país, o cobardolas desaparece, manda o Amorim dizer bojardas no parlamento, diz ao seu líder parlamentar escrever ao Ferro Rodrigues a dizer que o seu líder ficou satisfeito com o fim da mentira sobre mortos.

Passos já não tem margem para pedir desculpa, o único pedido lógico ´+e o da demissão de líder do PSD e de deputado. Talvez o Ângelo Correia o volte a contratar ou o Relvas lhe arranje um emprego em África.

 A maluqinha dos cem mortos

De vez em quando apaarece uma personagem a dizer o que queremos ouvir e todos acreditamos como se alguém trouxesse a prova do que já sabíamos, nem nos damos ao trabalho de confirmar o que diz. É a lógica da cantiga do ladrão, o burlado é facilmente burlado porque o burlão lhe dá a sensação de ser muito esperto.

Alguém disse a Passos que haviam suicídios, era aquilo de que precisava e queria ouvir, mesmo quando o avisaram de que não se confirmava foi em frente na mentira. A maluquinha dos cem disse que as vitimas eram em número superior ao oficial os boatos corriam, Passos conhecia-os e quando a maluqinha apareceu deu tudo como provado, mandou os seus lançar o escândalo e até fizeram ultimatos. Passos caiu, eis a prova daquilo que mais desejava, que os mortos fossem em maior número e a sua existência tinha sido ignorada pelo governo.

Os jornalistas supostamente experientes caíram como papalvos, a Judite até ficou com os louros de uma entrevista em direto  maluquinha dos cem. Não aprendeu nada com o famoso `consultor da ONU, que teve direito a entrevista em direto na SIC Notícias, no Expresso da Meia Noite.

No caso da pobre Judite começou e acabou da pior forma esta novela alimentada pelo oportunismo, tentou dar nas vistas à custa da morte e tramou-se por duas vezes.

      
 Só cabeça fria?
   
«Marcelo Rebelo de Sousa, a propósito da contagem das vítimas de Pedrógão Grande, diz que não lhe "passa pela cabeça que, quem quer que seja, a pretexto de desdramatizar, possa minimizar o apuramento cabal dos factos e das responsabilidades". O Presidente da República, em entrevista ao Diário de Notícias que será publicada no próximo fim de semana, lembra que vivemos numa democracia e, "portanto, em democracia não há desaparecimento de vítimas, não há, como se contava de algumas ditaduras estrangeiras, aviões a lançar corpos no mar. Isso não existe".

O Chefe do Estado entende que se trata de "um facto particularmente relevante e grave", mas pede "cabeça fria". "É verdade que há debate político, em democracia há debate político, há período pré-eleitoral, estamos a dois meses das eleições autárquicas", recorda Marcelo, que pede "serenidade" nesse debate.» [DN]
   
Parecer:

A políticos como passos Coelho e cristas falta muito mais do que cabeça fria, falta-lhes inteligência e honestidade, o que fizeram revelou uma total ausência de valores éticos e morais bem como de inteligência já que só alguém muito burro ia acreditar na maluquinha dos cem mortos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Mais uma má notícia para Passos e Cristas
   
«O grande fogo na Sertã, que alastrou depois aos concelhos de Proença-a-Nova e Mação, afetando os distritos de Castelo Branco e Santarém, foi dominado hoje de manhã, disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

"O incêndio está de facto dominado, ficou dominado há alguns minutos atrás, portanto é uma boa notícia", declarou a adjunta de operações da ANPC Patrícia Gaspar, pelas 11:25 de hoje.» [Expresso]
   
Parecer:

"Azar", não morreu ninguém queimado nem se suicidaram por causa da falta de apoio do governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «manifeste-se solidariedade com os líderes do CDS e do PSD sugerindo-lhes que se aproveitem dos mortos em acidentes rodoviários oporque esses sempre vão pingando todos os dias.»

 Filhos de uma grande ...
   
«A operadora de telecomunicações Meo aplicou uma penalização de 139 euros pelo cancelamento do contrato de uma vítima mortal do incêndio de Pedrógão Grande, uma situação em que a Associação de Direito do Consumo diz não haver razão para multa.

Fernando Mendes Silva, de 70 anos, comunicou a morte do filho à Meo, apresentando a certidão de óbito, com vista ao cancelamento do contrato de serviço de telecomunicações, para a operadora "deixar de fazer débitos directos" na conta da vítima, um funcionário da Câmara de Castanheira de Pera que morreu na Estrada Nacional 236-1, nos incêndios de Junho.

"Quando recebi a carta fiquei atónito", disse à Lusa Fernando Mendes Silva, que a 7 de Julho recebeu a informação da Meo de que iria ser facturada (por débito directo), "a título de penalização", a quantia de 139,32 euros por o cancelamento do contrato decorrer ainda durante o período de fidelização. A carta foi enviada para a morada de Fernando Mendes Silva, em Figueiró dos Vinhos, mas ainda endereçada ao filho, Fernando Rui.» [Público]
   
Parecer:

A Altice no seu melhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Boicotem-se os serviços da Altice porque é a única linguagem que esses canalhas entendem.»

 Até tu Lobo Xavier?
   
«António Lobo Xavier diz que a oposição devia pedir desculpa por se ter enganado e por ter corrido atrás de uma especulação sem fundamento. Na Quadratura do Círculo, que vai ser transmitida esta quinta-feira, na SIC Notícias, o centrista condena o delírio de PSD e CDS, na forma como trataram a polémica da lista de vítimas da tragédia de Pedrógão Grande. Lobo Xavier deixa ainda duras críticas a Pedro Passos Coelho, que acusa de ter cometido erros de tática e de estratégia, que não têm volta.» [SIC]
   
Parecer:

Lobo Xavier acaba de assinar a certidão de óbito de Passos Coelho e de Assunção Cristas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «E porque não pedir a demissão de líder do PSD e livrar o parlamento desta presença inconveniente para os valores da democracia?»
  

quinta-feira, julho 27, 2017

Caramba, que líder tão fraco!

Como é que um ex-primeiro-ministro acredita que várias pessoas se suicidaram e nem se dá ao trabalho de confirmar tal notícia ou de aguardar que seja notícia, em de ser o próprio a usar a informação a título de denúncia? Qualquer político de bom senso teria o cuidado de confirmar a notícia e só depois de alguma agitação pública se pronunciaria, com o máximo cuidado pois o suicídio é um tabu com origens religiosas. Passos não fez nada disso e quando falava foi avisado de que a informação não se confirmava, em vez de recuar e pedir desculpa foi em frente e garantiu que não morreram, mas estavam feridos na sequência de tentativas falhadas de suicídio.

Passos poderia ter aprendido a lição e quando um jornal falou de que havia uma pessoa que tinha sido atropelada que não tinha sido considerada uma vítima dos incêndios, ou quando uma qualquer destravada garantisse que os mortos poderiam ter sido cem Passos poderia ter pensado que isto não é o Congo e vinte e cinco mortos não seriam escondidos por autoridades como o Ministério Público ou pelo Instituto de medicina legal. Mas Passos preferiu acreditar na “maluquinha dos cem” e foi em frente, ainda que desta vez fosse mais cobardolas e optasse por mandar o tal que parece taberneiro e mais a deputada Teresa Morais dar a cara. Mais uma vez Passos acreditou sem pensar.

Como o próprio declarou, os seus assessores informaram-no de uma grande derrapagem das contas públicas no ano de 2016. Como a execução orçamental é objeto de um relatório mensal, mandava o bom senso que Passos Coelho aguardasse tranquilamente pela divulgação do relatório desejado, o de setembro. Mas a euforia de Passos Coelho foi tanta que não resistiu à tentação de que vinha o diabo, estava convencido de que o país ia de novo à bancarrota. Enganou-se, as contas de 2016 mereceram o elogio internacional e Passos fez mais uma figura triste.

Como é possível que um político que foi primeiro-ministro se revele tão descuidado e irresponsável? Como é que um primeiro ministro anuncie o diabo numa qualquer intervenção. Que fale de mortos por suicídio com a mesma leviandade com que se fala de garrafas de vinho ou que ignore que não é competência de um governo fazer listas de falecidos e muito menos esconder cadáveres na residência oficial do primeiro-ministro?

Compreende-se que Passo esteja desesperado, que faça tudo para poder voltar ao governo a tempo de concluir a sua agenda económica que ficou por acabar. Mas o nervosismo, o desespero e a ambição são uma coisa e a estupidez é outra. Os três exemplos são mais um exemplo de estupidez e de baixo nível ético do que de ambição ou desespero. Passos parece querer que ocorram muitas mortes ou que o país caia na desgraça, a vontade de que tal se torne realidade leva-o a cair que nem um patino em quem lhe vem com a cantiga do ladrão.

Como diria o Próprio Passos numa qualquer festarola de aldeia, caramba como é possível um partido com a história do PSD ter um líder tão fraco, tão incompetente e com valores éticos tão sofríveis?  Como é que alguém que foi primeiro ministro de Portugal parece ter um orgasmo cada vez que lhe dizem que o país vai à bancarrota ou que morreram mais alguns portugueses em condições dramáticas?

Não o tirem da liderança do PSD… o país agradece que gente desta esteja fora do governo por muitos e bons anos.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Hugo Soares, "taberneiro" e Assunção Cristas

Este senhor não tem a mais pequena noção da dignidade, teve uma entrada de leão como líder parlamentar do PSD ao promover uma jogada indigna de um deputado do seu partido, exigindo ao governo que cometesse uma ilegalidade e sabendo muito bem que estava fazendo jogo sujo. Agora, que a manobra foi desmontada esta besta quadrada em vez de pedir desculpa aos portugueses e ao seu próprio partido, vem armar-se em parvo dispensando o governo de responder ao seu ultimato. Nunca o PSD desceu tão baixo e nunca teve um líder parlamentar com tão pouca qualidade.

Assunção Cristas, que de vez em quando não resiste á tentação de desempenhar o papel de caniche de Passos Coelho, não resistiu à tentação de embarcar nesta manobra suja. Agora vem armada em parvinha fazer de conta que não sabia que não cabia ao governo fazer listas de mortos. Grande pateta! Estranha forma de ser uma boa cristã esta de usar vítimas para conseguir protagonismo político e quase deixar passar a ideia de que bom, bom era terem havido mais vítimas. Mas esta senhora vai mais longe e depois desta postura indigna ainda diz que tem sentido de Estado, é o que diz a Lusa que reproduz esta bela declaração da senhora: “Da nossa parte tem havido um acompanhamento intenso, responsável e com sentido de Estado desde sempre destas matérias. O que lamentamos é que o Governo nem sempre tenha tido essa abordagem e essa postura, e, portanto, as palavras ficam com quem as disse”

«Depois do ultimato, o passo atrás: depois de o Ministério Público ter divulgado a lista oficial de vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande, o PSD pediu esta manhã a Ferro Rodrigues que cancele as reuniões que pedira no Parlamento - da conferência de líderes e da comissão permanente - para discutir a falta de publicitação dos nomes.

Hugo Soares elogiou a atitude do Ministério Público que "andou bem e pôs um ponto final naquela especulação à volta do segredo de justiça". E criticou o Executivo: "O Governo não fez o seu trabalho - fez o Ministério Público e fez muito bem."

Perante os jornalistas, o novo líder parlamentar do PSD considerou que "finalmente e de uma vez por todas foi posto um ponto final numa especulação criada pela irresponsabilidade do Governo e pela forma como o Governo quis gerir politicamente aquilo que não pode nem deve estar no domínio da política". Hugo Soares acrescentou que as famílias podem agora "pedir as indemnizações e serem ressarcidas pelos danos, pelas mortes dos familiares e continuar as suas vidas".» [Público]

«A presidente do CDS-PP considerou hoje positivo que a Procuradoria-Geral da República tenha divulgado a lista das vítimas mortais nos incêndios de Pedrogão Grande e acusou o Governo de ter alimentado "um tabu" sobre esta questão.

"Esperemos que agora se acabe com este tabu que lamentavelmente o Governo alimentou quando não foi claro em relação a esta matéria. Creio que é positivo poder-se ter acesso a essa lista e certamente o Ministério Público fará o seu trabalho", disse Assunção Cristas.

Falando aos jornalistas à margem de uma visita a um centro de apoio a reformados, em Lisboa, a presidente do CDS-PP considerou que a divulgação da lista pela PGR permitiu já perceber que "há mais duas mortes sob investigação, ligadas ainda que indiretamente aos incêndios de Pedrógão".» [DN]

 É estranho

De um dia para o outro os jornais passaram a ignorar os mortos de Pedrógão Grande, até o Expresso que dava corpo à manobra suja lançada pelo PSD passou a ignorar o tema. Ricardo Costa, diretor de informação do Expresso, tem a obrigação de explicar aos seus leitores o porquê desta mudança tão repentina de estratégia editorial.

 Um interrogação que me atormenta

O que é feito da maluquinha dos 100 mortos? Agora é que era um bom momento para o Ricardo Costa aprofundar a sua preocupação com a lista de mortos entrevistando-a na SIC . Fica a sugestão para o rapaz do Expresso.

 Aproveitamento ou jogo sujo

A esquerda está acusando o PSD de aproveitamento político das vítimas de Pedrógão. Se fosse aproveitamento isso significava que o PSD e o CDS se tinham limitado a acusar o governo de responsabilidades nessas mortes. Mas a direita foi mais longe, insinuou que o governo estava escondendo mortos, passando a responsabilidade subliminar de culpa quase intencional. O PSD foi mais longe no jogo sujo, inventou suicídios e quando pensou que a lista da maluquinha dos 100 tinha fundamento fez mesmo um ultimato ao governo exigindo os nomes das vítimas. EM poucas horas esqueceram-se do que disseram e a maluquinha dos 100 parece ter desaparecido.

      
 Toda a gente sabia
   
«Moradas falsas e encarregados de educação fictícios. São vários os estratagemas para conseguir vaga nas escolas mais procuradas pelos pais, sobretudo no centro de Lisboa. No Agrupamento Filipa de Lencastre, que viu a popularidade disparar nos últimos anos graças à boa posição alcançada nos rankings, as suspeitas de fraude já levaram mesmo o Ministério da Educação a anunciar esta terça-feira a abertura de um inquérito.

A investigação, a cargo da Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC), foi aberta na sequência de queixas apresentadas por vários pais cujos filhos não conseguiram vaga no agrupamento apesar de serem moradores na zona.» [Expresso]
   
Parecer:

O PSD até defende que a escolha da escola devia ser livre, um dia destes, quem mora ao lado do Liceu Pedro Nunes teria de se matricular em Loures para que os residentes em Cascais andassem nesse liceu.

A verdade é que toda a gente de Lisboa conhece o esquema e que este é protegido pelas escolas em causa, porque proporciona uma pré-seleção que acaba por as favorecer nos resultados. Isto é, da mesma forma que alguns colégios ricos conseguem bons resultados, algumas escolas públicas também os conseguem porque na prática usam critérios de seleção dos alunos com os mesmos resultados. Há mesmo muitos alunos que andam em colégios privados e no 10.º ano transitam para as boas escolas públicas, ou seja, quem tem dinheiro tem direito aos colégios privados e a passar á frente de quem não tem meios na hora de matricular os filhos nas escolas públicas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Uma maluca
   
«A Polícia Judiciária deteve, esta quarta-feira, uma mulher suspeita de ter ateado um incêndio florestal no concelho de Castelo Branco. De acordo com um comunicado da PJ, trata-se de uma doméstica de 50 anos, que foi detida pela “presumível prática de um crime de incêndio florestal em terreno povoado por pasto seco e pinheiros, com utilização de isqueiro”.

Segundo o Correio da Manhã, a detida começou o incêndio depois de ter visto as chamas em Coimbra e porque queria ver a atuação dos bombeiros perto da sua habitação, acrescentando que tem um fascínio por chamas.» [Observador]
   
Parecer:

Este país está cheio de gente irresponsável.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Meta-se a senhora uns tempos longe da floresta.»

 Os carros a gasolina e a gasóleo vão ser proibidos
   
«O Reino Unido vai proibir, até 2040, a venda de automóveis movidos a gasolina e gasóleo — um compromisso que será anunciado esta quarta-feira pelo Governo de Theresa May e que vem na sequência de uma decisão similar em França, no início do mês.

A medida integra o programa público de combate à poluição, que quer evitar os riscos associados às emissões de gases nocivos. Os automóveis híbridos também serão proibidos, porque além de usarem eletricidade são movidos a combustível de origem fóssil.

O Governo defende que esta medida é essencial para evitar os problemas de saúde que, segundo os responsáveis pelo programa, estão a afetar as populações e que estão relacionados com a qualidade do ar. Para o Governo, este é o principal risco ambiental para a saúde pública, que pode chegar num só ano a custar ao país 2,7 mil milhões de libras em produtividade perdida (cerca de três mil milhões de euros).» [Observador]
   
Parecer:

É uma questão de tempo para que a medida se generalize e seja antecipada no tempo, é muito provável que muitos antes a tecnologia dos carros elétricos esteja suficientemente evoluída para que os carros a gasóleo e gasolina não façam sentido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 Cristas oportunista
   
«"Isto mostra uma fragilidade, uma descoordenação e uma falta de funcionamento das instituições nesta área que eu creio que é muitíssimo preocupante", declarou Assunção Cristas, acrescentando que o partido continuará "a fazer perguntas".

Assunção Cristas referia-se a declarações da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda, que admitiu na terça-feira na comissão parlamentar de Defesa ter sabido do furto de armas pela comunicação social, ao início da tarde em que o Exército divulgou o furto, dia 29 de junho, detetado no dia anterior.

A presidente do CDS-PP considerou que o primeiro-ministro, António Costa, "foi um dos principais responsáveis e atores" num processo que "correu mal".

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao centro de dia do Bairro do Rego, Lisboa, no âmbito da pré-campanha eleitoral das autárquicas de outubro, Assunção Cristas manifestou ainda "perplexidade" face às declarações do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Pina Monteiro, que foi ouvido pela mesma comissão na terça-feira de manhã.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Percebendo que o seu jogo sujo das listas de mortos tinha sido abortado a líder do CDS tenta disfarçar lançando mais acusações ao governo. Para não dar a cara por aquilo que tem feito com os incêndios tenta agora mudar de tema e vira-se novamente para Tancos. Deve achar que os portugueses são uns lopras que não percebem a sua manobra imbecil.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a senhora ter um pouco mais de sentido de Estado.»

 E a sardinha desaparecer, também é impensável?
   
«Ana Paula Vitorino, que falou aos jornalistas à margem de uma visita a Portimão, onde participou com o ministro da Defesa na assinatura de protocolos e na inauguração do sistema de radares “Costa Segura” na cidade algarvia, garantiu que a definição dos 'stocks' de sardinha para 2018 será definida, como estipulado, em Outubro, depois de ser feito um novo cruzeiro de monitorização da espécie em agosto.

“As decisões que existirem, não são tomadas agora, serão tomadas em Outubro, conforme planeado e previsto, conforme os dados que existirem na altura”, afirmou Ana Paula Vitorino, frisando que a definição dos 'stocks' de sardinha para Portugal é uma matéria “acompanhada pela Comissão Europeia mas não é fixada pela Comissão Europeia”.» [Público]
   
Parecer:

Entre desaparecer a pesca abusiva e desaparecer a sardinha espero que seja a pesca a desaparecer primeiro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se á ministra daods e estudos sérios e atualizados que sustentem a sua opinião.»

 O que pretende Marcelo?
   
«Em ditadura, lembro-me há 50 anos, era possível haver tragédias e nunca ninguém percebia bem quais eram os contornos das tragédias porque não havia um Ministério Público autónomo, juízes independentes e comunicação social livre. Em democracia há tudo isto.”

Estas foram algumas das palavras que Marcelo Rebelo de Sousa disse aos jornalistas na terça-feira à noite, ao chegar ao posto de comando da Proteção Civil em Mação, para se inteirar sobre a evolução do incêndio de grandes proporções que lavra no concelho desde domingo.

Com esta comparação, Marcelo quis dizer: a situação podia ser pior. Mais uma vez, Marcelo Rebelo de Sousa saiu – nem que de forma indireta – em defesa do Governo de António Costa. O executivo tinha estado nos últimos quatro dias sobre forte pressão para divulgar o nome de todas as vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande – o que o Ministério Público acabou por fazer ao início da noite desta terça-feira.» [Expresso]
   
Parecer:

Seria bom recordar a Marcelo que a comunicação social na ditadura era bem mais independente em relação ao poder do que alguma comunicação atual é em relação aos partidos da direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se a Marcelo que se explique melhor e diga frontalmente o que pretende, doa a quem doer.»

quarta-feira, julho 26, 2017

Mandem os fuzileiros procurar Passos Coelho

Passos Coelho desapareceu, deixou de se ver desde que foi beber ponchas na Madeira e a bezana lhe deu para dizer que o PSD era o partido mais português e que na hora das decisões caramba que só ele as sabia tomar. Desde então apareceu a Teresa Morais a inventar mortos e o Hugo Soares a dizer que o armário de Costa estava cheio de cadáveres não contabilizados como vítimas do Estado gerido pela geringonça.

Como Passos não apareceu ainda com os burrinhos na areia da Manta Rota e, tanto quanto se sabe, ainda não foi andar por aí, há forte motivos de que tenha ido em busca de cadáveres perdidos ou de suicidas pendurados nas árvores em consequência da ausência de António Costa. Com tantos incêndios é possível que o desgraçado tenha sido ele próprio uma das vítimas por contabilizar e só isso explica que tenha desaparecido, entregando o partido ao cuidado daquele senhor com umas faces tão rosadas e uma linguagem tão primária, que faz lembrar um taberneiro.

Não, Passos não desapareceu, é uma pena mas deve estar bem de saúde. O que Passos está fazendo é algo tão sinistro como inventar vítimas de suicídios. Ainda que não seja grande coisa a experiência de governante deve ter sido suficiente para saber que a investigação não é competência do governo e se mandou a Teresa ou o taberneiro falar de listas de mortos foi apenas para enganar o país. É por isso que anda desaparecido, para não dar a cara pela manobra suja que promoveu.

Aquilo a que o país tem assistido é a manobra política mais suja e asquerosa a que o país assistiu, foi Passos Coelho que a concebeu, que a tem dirigido e é por isso que tem estes desaparecimentos intermitentes, para que a sua imagem não fique associada ao oportunismo sem limite, ao aproveitamento político do sofrimento alheio e ao deseja descarado de que se multipliquem as vítimas e os incêndios. Não é a primeira vez que um incêndio ajudou um canalha a chegar ao poder.

Nunca o PSD desceu tão baixo, ninguém vê Passos Coelho e a sua equipa dar qualquer apoio, mostrar o mais pequeno sentido de Estado. Eles não aparecem na desgraça para motivar os bombeiros, para confortar as populações. Passos aparece quando tudo passou para cobrar votos, para cobrar pelo sofrimento alheio. 

É por isso que desaparece de vez em quando, enquanto manda a Teresa e o taberneiro fazer o papel triste aguarda por mais uma qualquer desgraça, que ocorra mais um roubo, que uma qualquer maluca em busca de “algo” apareça a inventar mortos, que um oportunista sem escrúpulos de uma qualquer Santa Casa lhe diga que sabe de suicídios. Há os que bem ou mal combatem os incêndios e dão a cara junto de quem sofre e há os que estão no conforto da sua escassa esperando que a desgraça alheia os ajude nas eleições.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Ricardo Costa, diretor de informação do Expresso

Com o falso argumento de promover um memorial às vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, o argumento da empresária que ganhou fama à custa das vítimas e que já terá contabilizado quase cem, o Expresso tem promovido uma campanha de informação suja, que passa de forma subliminar que o governo anda a esconder mortos como se fosse o responsável pela sua morte.

O Expresso começou com uma mentira, insinuando que uma vítima teria sido esquecida e agora, aproveitando a onde de oportunismo do PSD, lança uma campanha de divulgação de nomes. Tanto quento se sabe não perguntou aos familiares das vítimas se autorizavam a divulgação dos nomes, o Expresso fá-lo porque acha que ninguém tem direito à privacidade. Aliás, foi isso o que se viu durante o incêndio, com jornalistas a ultrapassarem todos os limites da indecência.

O Expresso não quer ficar atrás de ninguém e Ricardo Costa, o seu diretor de informação, parece querer liderar uma campanha suja, que só muitos dias depois de ser iniciada se esclarece que não é competência do governo fazer listas de falecidos e muito menos publicá-las para prazer de jornalistas, diretores de informação sem escrúpulos e políticos desesperados.

«As vítimas mortais dos incêndios têm nome e uma história. Nas últimas semanas, o Expresso falou com familiares, amigos, autoridades locais e nacionais até conseguir conhecer todos os casos de uma lista que o Estado mantém guardada por segredo de justiça. Esse secretismo tem originado a publicação de listas parcelares, outras com erros, bem como inúmeras especulações sobre o verdadeiro número de mortos. O Expresso confirmou ser esta a lista oficial e decidiu publicá-la em homenagem às vítimas e às suas famílias. Mas também para contribuir para a clarificação de uma tragédia cujas causas continuam por esclarecer e responsabilidades por apurar» [Expresso]

 A privatização social dos melhores liceus.

A busca da melhor escola para que os jovens consigam uma boa posição na pole position para a entrada nas universidades levou a que nas grandes cidades se tenha instalado um imenso esquema em torno da entrada nas melhores escolas secundária do ensino público. A paranóia é tanta que já se registam situações de violência entre os país, um pouco à semelhança do que sucede nos jogos de futebol entre equipas das camadas jovens.

Esquemas entre escolas privadas e escolas públicas, falas moradas e outros golpes servem para que alguns pais consigam colocar os seus filhos em escolas públicas onde nunca seria possível. Aos professores dessas escolas também interessa que sejam frequentadas por jovens de "boas famílias" e com ambições, são mais dedicados ao estudo, contribuem para o sucesso das escolas nos rankings e dão menos problemas.

Uma das consequências deste imenso esquema está no fato de muitos jovens que residem na zona da escola serem corridos para escolas com pior posição nos rankings, para que os seus lugares sejam ocupados por quem beneficia do esquema. É uma forma oportunista de "privatização social" dos bons liceus de Lisboa. Todos sabem disto, nenhum ministro desconhece a realidade, mas a bem da nação todos ignoram o problema.

 Culpados



Imagine que é advogado da companhia de seguros da apólice relativa a um seguro de vida das pessoas que morreram na viatura da imagem. A quem iria atribuir as culpas das mortes?

Como nesse processo não seriam os jornalistas do Expresso ou da TVI24 a julgar os advogados da companhia de seguros não pensariam duas vezes, as mortes só ocorreram porque a estrada foi transformada num forno alimentado pro eucaliptos que foram plantados até ao limite do alcatrão e cujas copas de tocavam. Os culpados foram em primeiro lugar os donos dos terrenos que com o objetivo de ganharem dinheiro fácil desrespeitaram as leis e todas as normas de segurança.

Em segunda linha podem ser atribuídas culpas às entidades fiscalizadoras que fecham os olhos a estes abusos. Não foram os proprietários das terras ou as entidades fiscalizadoras que atearam os incêndios ou que podem ser responsabilizar-se pelas consequências de uma situação climatérica rara. Mas são responsáveis por estarem ali os eucaliptos que ao arderem fizeram vítimas.

Agora que tanto se fala em regras para a florestação porque ninguém questiona a razão pela qual as anteriores regras nunca foram respeitadas e agora estão a ser ignoradas. Se existem leis é para considerar determinados comportamentos como ilegais e responsabilizar quem os tens. Na estrada nacional 236 é mais do que óbvio que os donos dos terrenos quiseram aumentar os lucros, mesmo sabendo que isso punha em causa a vida de terceiros. Estamos perante casos evidentes de homicídios por negligência.

 O silêncio da Procuradora-Geral

Até parece que a Procuradora-Geral está divertida a ver o governo a ser atacado pela direita como se fosse sua a competência para investigar as mortes de Pedrógão Grande e a famosa lista fosse elaborada no gabinete do primeiro-ministro. Numas situações o MP é rápido a defender a sua honra e a fazer a defesa dos seus poderes, agora parece que faz render a situação não vindo a público prestar esclarecimentos e assumir a responsabilidade por todas as consequências das suas competências. Dir-se-ia que a Procuradora está a gostar de ver o governo a ser atacado pelo exercício de competências que não lhe pertencem. Até parece cinismo.

 Paulo Macedo volta a atacar

Paulo Macedo introduziu no fisco uma lógica de total ausência de sensibilidade social, um tostão era um tostão e por um tostão podia penhorar-se e vender.-se uma casa de habitação. Este opus gestor revela uma frieza assustadora e parece que está  a aplicar a sua filosofia na CGD. Mas desta vez a direita já não o elogia, ignora-o e acusa o governo da insensibilidade do presidente da CGD.

      
 Queda ou aterragem forçada
   
«A 16 de julho, houve um incidente na barragem de Vila Chã com um dos helicópteros que combatia o incêndio de grande dimensões que deflagrara durante a madrugada em Alijó. De acordo com explicações do Ministério da Administração Interna, que na altura corrigiu as informações veiculadas sobre uma alegada queda, tinha sido apenas uma “aterragem de emergência”. Mais tarde, a Proteção Civil falou num “toque no chão de forma controlada”. Agora, o primeiro relatório sobre o caso do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAAF) desmente o Governo e, de acordo com a TSF, fala claramente num aparelho destruído, comprovando a tese com imagens.

Recapitulemos então o filme dos acontecimentos. Nesse dia, vários órgãos avançaram com a notícia que um helicóptero tinha caído na barragem de Vila Chã durante um reabastecimento, ao mesmo tempo que explicavam que o piloto encontrava-se bem. Na altura, combatiam o fogo de grandes dimensões no concelho de Alijó 150 operacionais, apoiados por 41 veículos, dois helicópteros e dois aviões ligeiros. O comandante distrital de operações de socorro de Vila Real confirmou a queda do helicóptero quando este estava a efetuar os testes de balde.» [Observador]
   
Parecer:

Para os jornalistas do Observador um helicóptero cai se ficar destruído, para que seja uma aterragem deve ficar sem danos. Ainda vão descobrir que era a ministra da Administração Interna que estava ao comando do aparelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Novo Banco faz chantagem
   
«O Novo Banco vai lançar uma oferta de aquisição sobre 36 emissões de dívida sénior com o objetivo de reforçar os capitais em 500 milhões de euros. Esta operação será feita a preços de mercado e em dinheiro, em vez da troca de dívida que estava prevista nos termos do acordo para a venda da instituição à Lone Star. A oferta em cima da mesa representa perdas em juros e capital, mas a instituição avisa que se a operação não tiver sucesso, o resultado para os investidores pode ser pior.

Em comunicado, a instituição diz que a “oferta prevê a compra de todas as obrigações referentes a 36 emissões do NOVO BANCO. É uma oferta com contrapartida em cash, proporcionará aos seus detentores um preço alinhado com o mercado e é acompanhada por uma operação de solicitação de consentimento de reembolso antecipado (consent solicitation)”.» [Observador]
   
Parecer:

Vale tudo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»

 Uma máquina de smiles
   
«A direção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) pediu à ANA, empresa que gere os aeroportos nacionais, que retire a máquina de "smiles" que tinha sido colocada junto aos postos de controlo de passaportes, para os passageiros avaliarem o trabalho dos inspetores deste serviço de segurança. "O SEF entende, como serviço de segurança interna, que a utilização de um sistema de Smiles para classificar o controlo dos passaportes constitui uma forma de escrutínio simplista, sem resultados objetivos em relação ao resultado pretendido", sublinha.

Conforme o DN já tinha noticiado, este equipamento, colocado há cerca de dois meses na zona das chegadas, mereceu também repúdio por parte do Sindicato da Carreira de Inspeção e Fiscalização, que representa os inspetores. O presidente considerou "ridícula" a iniciativa da ANA-Aeroportos de Portugal e anunciou uma queixa em tribunal.» [DN]
   
Parecer:

Ao ponto a que isto chega, uma empresa privada a pedir aos passageiros para avaliarem uma autoridade nacional.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos patetas se depois iam dar prémios ou penalizar os agentes do SEF em função dos smiles.»

terça-feira, julho 25, 2017

Indecência democrática

Passos Coelho sempre recorreu à propaganda para gerir a agenda política e já se deu bem com a estratégia, chegou ao poder com a preciosa ajuda de jornalistas, bloiggers jornalistas e jornalistas bloggers. A situação financeira do país, a crise financeira internacional e a personalidade de Sócrates foram uma preciosa ajuda. O seu governo integrou aqueles que ficaram conhecidos pelas “arrastadeiras”, os gabinetes ficaram cheios de blogger, Álvaro Santos Pereira chegou mesmo a ministro.

O medo de uma nova crise financeira seria o ideal para uma campanha de propaganda, Passos Coelho ainda chegou a ter essa esperança mas o diabo trocou-lhe as voltas. Passos ficou sem agenda, sem programa e sem medos para explorar. A oportunidade surgiu com o incêndio de Pedrógão Grande, não tardou a a fazer as malas e ir para o local acrescentar mortos ao desastre. Inventou-os sob a forma de suicidas, mas a manobra falhou, o líder do PSD ficou mal na fotografia como se confirmou nas sondagens.

O assalto a Tancos permitiu a Passos fazer esquecer os suicídios, o grande assalto era uma nova oportunidade e Passos agarrou-se a ela como se fosse mais uma oportunidade de se salvar. Mas a montanha pariu um rato, o grande assalto ao paiol que punha em causa a segurança nacional não passou de uma ficção e Passo teve de voltar a Pedrógão Grande, agora o problema não tinha chegado às vítimas.

Mas, afinal, não era bem assim e a nova ajuda para a campanha negra veio do Tio Balsemão, um qualquer estagiário do jornal Expresso descobriu que um morto por acidente não tinha sido considerado como vítima de queimaduras, haviam dúvidas quanto ao número de vítimas. De um momento para o outro lança-se a falsa ideia de que Costa estaria a esconder mortos, não se percebendo muito bem porquê. Afinal a estratégia dos mais mortos não era nova, Passos já os tinha inventado com os suicídios, mas na ocasião a coisa correu mal.

Surge uma nova personagem, uma empresária não se sabe bem do quê fez um levantamento de mortos a partir dos jornais, fala-se agora em quase 100 ou mais. Isto é, em São Bento estão mais de trinta mortos escondidos, provavelmente no galinheiro dos pavões. Desta vez Passos evita dar a cara, manda a Teresa Morais e o recém-eleito líder parlamentar, um tal Soares com linguagem de taberneiro. (*)

Não importa a falta de respeito pelas vítimas e pelos familiares ou que o governo não tenha a mais pequena competência ou papel na matéria, o processo corre no MP. O que interessa é criar um falso fato político, uma realidade alternativa que possibilite a Passos ressuscitar à custa dos que morreram. Hugo Soares, o tal taberneiro do PSD exigiu a Costa um mínimo de decência democrática, logo ele que estava a promover a indecência.

O governo devia perguntar a Passos Coelho de quantos mortos está precisando para reanimar a sua vida política, talvez se conseguissem arranjar alguns em Lisboa ou mesmo num qualquer cemitério, onde não faltam finados com identidade desconhecida, a questão estaria apenas em saber se os queriam na São Caetano à Lapa ou no gabinete do taberneiro, no Parlamento.

(*) Certa vez, o falecido Professor Sousa Franco referiu-se um conhecido governo de António Guterres que este falava como um cavador. Hugo Soares, pelas suas cores rosadas e bochechas rechonchudas e pela linguagem grosseira, lembra um taberneiro.

segunda-feira, julho 24, 2017

Aumentar salários

Catarina Martins, que gosta de passar a mensagem de que tudo o que de bom faz o governo se deve à sua liderança, mas que há mais pequena dificuldade se junta ao PSD como sucedeu com a questão da contagem de vítimas dos incêndios, veio exigir que no próximo ano se reverta as alterações que foram feitas na legislação laboral. Compreende-se que Catarina Martins faça tal exigência, o que poderá não merecer grande credibilidade é o argumento por ela invocado, porque dessa forma os salários aumentarão.

Diz a líder do BE que não faz sentido que haja crescimento sem que daí resultem aumentos salariais, argumento que só é fácil de parecer verdadeiro porque é um bom exemplo de populismo. Catarina Martins teria razão se ao crescimento correspondesse um aumento do rendimento per capita, isto é, se o crescimento fosse também impulsionado pelo aumento de produtividade.

A produtividade cresce se as empresas estiverem habilitadas a produzir mais e melhor com menos recursos e para isso é necessário contar com trabalhadores mais qualificados e investir mais. Ora, a prior coisa que se pode fazer num momento em que se deseja mais investimento é dizer aos investidores que o seu investimento será menos rentável. E quando se diz uma bacorada da boca para fora só para aparecer na televisão armada em líder do proletariado entramos no domínio da irresponsabilidade.

É verdade que se tem a sensação de que os salários poderão ser maiores se a legislação laboral for mais favorável ao trabalho. Sensação porque a não ser eu os salários sejam fixados administrativamente nada garante que tal suceda. Muito antes da troika o país assistiu a profundas alterações do rendimento em desfavor dos trabalhadores.

A melhor forma de garantir aumentos salariais é criando emprego, porque são os trabalhadores eu por estarem desempregados mais ficam vulneráveis. Não é por causa da legislação laboral que os escritórios de advogados ou os ateliers de arquitetura pagam aos jovens advogados ou arquitetos quase o mesmo que se se paga às empregadas domésticas. Na verdade, é hoje muito mais difícil encontra uma empregada doméstica no desemprego do que um jurista disposto a quase tudo para trabalhar.

É urgente criar emprego porque é o excesso de trabalhadores dispostos a tudo para conseguir um ordenado, por mais pequeno que seja, que está pressionando o mercado laboral no sentido da baixa acentuada dos salários. Ao proporá medidas que apenas servem para reduzir o investimento Catarina Martins apenas está a dar uma ajuda no sentido de baixar ainda mais os salários.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Passos Coelho, louco de Massamá

O PSD vai de mal a pior, depois de transformar o ódio aos ciganos numa bandeira partidária vem agora  a ladainha de que este é o único partido verdadeiramente português. Como as alarvidades ainda eram poucas esqueceu-se de que o resgate da Madeira, o tal buraco que era o desvio colossal que serviu de argumento para cortar vencimentos no Estado, é injusto para a Madeira, acusando o PS de cobrar à região mais do que a troika cobra a portugal. O desespero de Passos está a levá-lo à loucura.

«O PSD é o único partido verdadeiramente português e que luta pelos portugueses. Há tanta cigarra na política portuguesa, mas caramba quando é preciso tomar decisões não é para todos. Tem sido para nós e voltará ser”. Pedro Passos Coelho acabou assim o discurso no Chão da Lagoa, uma nota de esperança para o povo que este ano resistiu ao vento, ao frio e ao nevoeiro e aguentou com a bandeira na mão uma hora de discursos políticos. É certo que a seguir vinha Fafá de Belém, mas no Chão da Lagoa a política faz parte da festa.

O líder nacional dos sociais-democratas não se demorou muito, mas já que estava naquela que é, segundo o próprio, a festa do PSD que mais gente mobiliza no país, sublinhou a natureza popular do partido, esse tal partido português que não é liderado por cigarras e gente que apenas está preparada para as boas notícias. Não é como a geringonça que, quando alguma coisa corre mal, “foge às suas responsabilidades” e esconde-se atrás “política de comunicação”.

“A República exigir à Madeira mais do que paga ao FMI é injusto”

O PSD, o nacional e o da Madeira, dá a cara, toma decisões e não foge aos compromissos que assume. Passos Coelho não esqueceu onde estava, nem que o PSD-Madeira tem apenas quatro câmaras das 11 da região ou que António Costa esteve no Funchal a apoiar a candidatura de Paulo Cafofo. Mesmo na oposição, garantiu que com ele no governo já havia novo hospital e de certeza a Madeira estaria a pagar a mesma taxa de juro que a República pelos empréstimos feitos ao FMI. “A República estar a exigir à Madeira mais do que paga ao FMI é profundamente injusto”, ainda mais porque Lisboa perdoou mais de 600 milhões aos bancos há pouco.» [Expresso]

domingo, julho 23, 2017

Semanada

A semana termina da melhor forma para Passos Coelho, depois de não se terem concretizado os aparentemente desejados suicídios em massa de Perdrógão Grande, eis que é encontrada mais uma vítima, ainda que apenas estatística. Pela foram como o PSD reagiu até se fica com a impressão de que se procuram o maior número possível de vítimas, como se a vida dos portugueses que faleceram fosse convertível em votos em Passos Coelho. O líder do PSD chegou a anunciar a vinda do diabo, afinal foram os cavaleiros do apocalipse que apareceram sob a forma de dirigentes do PSD. Como é costuma a Catarina Martins também não resistiu a servir-nos com as suas postinhas de pescada.

Compreende-se o desespero da direita, há que adira o luto das vítimas dos incêndios para que os portugueses não discutam temas que a incomodam, como os bons resultados económicos ou as várias investigações por suspeitas de corrupção que envolvem figuras autárquicas do PSD.

Os portugueses podem ir mais uma vez para suas férias descansados, não voltarão a ter de ouvir as comunicações dramáticas de cavaco, nem correm o risco de se cruzar com o seu jupe a abarrotar de processos, não serão surpreendidos com a resolução de mais um banco enquanto o primeiro-ministro anda com os burrinhos na areia, os funcionários públicos e os pensionistas voltam a ter o subsídio de férias. 

A normalidade tem o seu preço e se não fosse o oportunismo dos andam em busca de vítimas esta semana quase não teria nada para encher jornais e televisões, a única notícia foi a escassez de sardinha na nossa costa, com os cientistas a alertar para a necessidade de suspender a sua captura. Mas o país pode estar descansado porque só comerá sardinha fresca, Ana Paula Vitorino, ministra do Mar, assegurou que há sardinha quanto baste, nem que seja a comprada em Vigo ou em Isla Cristina e depois é vendida como sendo de Matosinhos ou de Olhão.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Teresa Morais e Catarina Martins

Em qualquer situação da qual resultem mortos devido a acidentes ou calamidades há critérios para contabilizar as vítima. Esta questão coloca-se quase diariamente com os acidentes automóveis, em regras contabilizam-se como mortos em acidenets as vítimas que não chegam com vida aos hospitais. Há quem defenda que as vítimas de ferimentos que morrem posteriormente deveriam ser igualmente registadas como vítimas dos acidentes. É um critério legítimo e visa ter estatísticas verdadeiras, não está em causa a sonegação de informação ou uma tentativa governamental de esconder mortos, como se as vítimas dos acidentes fossem vítimas do governo.

A abordagem feita por Teresa Morais em nome do PSD é uma abordagem miserável, denuncia que essa gente considera que as vítimas dos acidentes são vítimas de homicídios por negligência ou mesmo voluntários por parte do governo. Insinuar que é o governo que anda a esconder vítimas revela o baixo nível da senhora. Se a deputada estivesse preocupada com consequências legais que prejudicassem a família da vítima em sede de seguros ou indemnizações faria sentido. Mas não é nem a vítima, nem a sua família que preocupam Teresa  Morais, a senhora simplesmente transforma a vítima numa bala política desesperada, como já o tinha feito o traste do seu líder quando de forma miserável inventou suicídios.

É uma pena que Catarina Martins, uma espécie de metralhadora verbal moralista não tenha resistido á tentação do populismo rasca e por isso merece aqui destaque. Se Catarina Martins e Teresa Morais alguma vez se tivessem preocupado como são contabilizadas as vítimas dos acidentes rodioviários, faria sentido a preocupação. Assim estamos perante oportunismo miserável.

«A notícia do Expresso (revelando que há uma vítima não contabilizada) é gravíssima e muito séria. Vem adensar as dúvidas que existem, e são muitas, em relação ao que aconteceu no incêndio de Pedrógão Grande. O Governo tem de vir esclarecer urgentemente quais são os critérios que determinaram a constituição da lista de vítimas", afirma a vice-presidente do PSD, Teresa Morais.

Se não o fizer, o PSD vai propor outra forma de obrigar o Governo a esclarecer, esta semana, o que está a acontecer, uma vez que o Parlamento ainda tem comissões a funcionar, onde os governantes podem dar explicações. Teresa Morais admite esperar por esclarecimentos, após investigações, para explicações sobre falhas técnicas, mas não para uma questão tão delicada como é a das vítimas.

"Não pode haver dúvidas sobre o número de vítimas, e os critérios para as determinar e as colocar na lista. O Governo não tem dado informações por sua iniciativa, e tem tratado o assunto com défice de informação e falta de transparência", acusa Teresa Morais. "Foi por muita insistência do PSD que foi dada informação sobre o estado de saúde dos bombeiros que estavam internados", acrescentou.» [Expresso]

«coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje que "o país tem de conhecer exatamente a dimensão da tragédia" do incêndio de Pedrógão Grande.
"O país tem de conhecer exatamente a dimensão da tragédia. É um caso, mas todos os casos são igualmente importantes", afirmou Catarina Martins, em Valongo, distrito do Porto, reagindo assim à notícia do Expresso de que a lista de 64 mortos do incêndio de Pedrógão Grande exclui vítimas indiretas.

Os critérios para elaborar a lista oficial das vítimas mortais do incêndio que deflagrou há cerca de um mês naquele concelho "excluem mortes indiretas", designadamente a de uma mulher que foi atropelada quando fugiu das chamas. Para Catarina Martins, que classificou a notícia como "perturbadora", a senhora "não estaria contabilizada, mas é na mesma vítima daquela tragédia".

"Todas as pessoas têm de ser respeitadas no que aconteceu. Existir um caso significa que há alguma coisa que não está bem feita", disse, acrescentando ser essencial ouvir as populações afetadas pelo incêndio no âmbito da investigação que está a decorrer.» [Expresso]

      
 Ricardo Salgado atira-se a Pasos Coelho
   
«Ricardo Salgado, arguido em centenas de processos, afirmou ao Dinheiro Vivo que o Novo Banco devia ficar em mãos portuguesas, manifestando oposição à venda da instituição bancária ao fundo norte-americano Lone Star. "No meu entender, a melhor solução para o Novo Banco era permanecer português, (...) quer fosse adquirido pela Caixa [Geral de Depósitos], quer [fosse] pelo Millenium BCP. Mas também pergunto: e o Banco de Fomento, para que é que serve? O Banco de Fomento podia perfeitamente ser recapitalizado pelo Estado para reforçar o Novo Banco", disse.

O ex-banqueiro já tinha manifestado a mesma posição numa entrevista por correio eletrónico à agência noticiosa Bloomberg na semana passada. Desta vez, instalado no seu escritório numa vivenda de Cascais, declarou que que nunca foi hostilizado pelos lesados do banco e que compreende as razões de queixa que apresentam.

Ricardo Salgado defendeu que sempre teve intenção de pagar tudo a toda a gente e, se não o fez, foi porque "o Governador do Banco de Portugal decidiu avançar com a resolução do BES".
Salgado acrescentou ter feito um mau julgamento do empresário angolano Álvaro Sobrinho e do empresário luso-angolano Hélder Bataglia, considerando que "os dois tiveram um papel terrível" na "destruição do BES em Angola", e acusou os dois homens de terem feito uma "gestão ruinosa" do BESA.» [Expresso]
   
Parecer:

Tenho muitas dúvidas de que se Ricciardi tivesse conseguido chegar à presidência do BES que o destino do banco fosse a resolução, algo me dia que Ricciardi tinha o apoio de Passos na luta pelo poder e a resolução tem algum cheiro a vingança.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Assita-se ao espetáculo»
  
 Ainda lá estavas
   
«É um ponto final há muito anunciado. Ainda em maio Henrique Neto, 81 anos, dera uma entrevista ao jornal i onde admitia: “Todos os dias penso em sair do PS”. Agora passou das musas ao teatro. Num artigo de opinião que pode ler na íntegra na edição semanal do Expresso, à venda este sábado, admite que chegou a hora: “Na vida há um tempo para tudo”, reconhece, na última frase de um texto muito crítico para António Costa.

Militante do PS desde 1991 (entrou a convite de Jorge Sampaio; antes tinha sido filiado no PCP, entre 1968 e 1975), candidato à Presidência da República nas eleições de 2016, este empresário da indústria de moldes oriundo de uma família operária da Marinha Grande nunca se coibiu de dizer o que pensava, sem papas na língua, sem poupar ninguém.» [Expresso]
   
Parecer:

Esta personagem insiste em aparecer sempre à custa dos ataques ao PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se e lamente-se tão garnde perda para a esquerda, não é todos os dias que alguém pouco dado a cumprir os seus deveres de cidadania aparece armado em bom..»