quinta-feira, outubro 19, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Hugo Soares, líder parlamentar do PSD

O país ficou a saber que o líder parlamentar do PSD esteve de mangueira na mão, à porta da sua casa, porque o Estado falhou. Enfim, temos um herói nacional no parlamento e ninguém sabia.




      
  Férias merecidas
   
«Na primeira quinzena de agosto de 2016, Constança Urbano de Sousa rumou a Tavira, como é seu hábito, para aproveitar para descansar com família e amigos. O verão estava quente — segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, foi um dos mais quentes de sempre — e um fogo em Gondomar chegou a ameaçar habitações por esses dias. E se este ano não faltaram políticos a apressar-se a chegar às localidades afetadas pelos fogos, naquela altura muitos estranhavam a ausência de reações da ministra da Administração Interna. Foi preciso passar sábado, domingo, segunda e terça-feira para Constança falar, já estava o país de olhos postos na violência das chamas do grande fogo da Madeira. A ministra aparecia finalmente nas televisões, à saída de uma reunião na Proteção Civil. Mas também nas bancas, nas páginas da revista “Flash” com fotos numa festa de Verão a dizer que “uma ministra nunca tira férias”. Esta semana, em plena crise no combate aos fogos no norte e no centro do país, queixou-se de não as ter tido.

A atitude de 2016 não passou despercebida aos olhos da oposição. Foi o caso do social-democrata José Eduardo Martins, que se apressou a criticar a presença da ministra em festas algarvias em plena época de incêndios. “Os reis do spin… Até ontem, a Ministra só aparecia na ‘Flash’ nas reportagens do social no Algarve. Hoje, como todos repararam, já arranjou um ‘inimigo’ e uma ‘narrativa’… Sobra em lata o que falta no resto”, criticava na altura, na sua página de Facebook, referindo-se ao facto de a primeira reação da ministra ter sido sobre a alegada falta de ajuda dos países europeus no combate aos fogos. Mas também ao facto de a “Flash” dessa semana ter ido para as bancas com várias fotografias da ministra a marcar presença na festa de aniversário da revista.

Havia ainda um outro pormenor que agora se tornou relevante. Naquela altura, a ministra dizia à “Flash” que, apesar de marcar presença na festa algarvia, “uma ministra nunca está de férias”. “Todos os dias há qualquer coisa por resolver, nem que seja pelo telemóvel. Uma ministra nunca está de férias”. Constança Urbano de Sousa estava longe de imaginar que o verão seguinte seria bem mais violento em matéria de incêndios e com a perda de muitas vidas (105 pessoas até agora, em apenas quatro meses) e, aí sim, não teria mesmo tempo para descanso. Como a própria sublinhou, aliás, quando esta segunda-feira, na sequência da segunda tragédia dos incêndios com 41 vítimas mortais. Para contornar a pergunta sobre a sua demissão, a ministrou tentou ironizar com esse dado pessoal: “Para mim seria mais fácil, pessoalmente, ir-me embora e ter as férias que não tive, mas agora não é altura de demissões”. Uma frase polémica e politicamente terrível. A habilidade política não foi, de resto, propriamente o que a levou aos gabinetes governamentais. A demissão de Constança Urbano de Sousa acabou por se concretizar esta quarta-feira, 18 de outubro, um dia depois de a ministra entregar a carta de demissão ao primeiro-ministro. Uma carta onde justificava a saída para preservar a sua “dignidade pessoal” e explicava que já tinha pedido para sair logo a seguir aos fogos de Pedrógão Grande.» [Observador]
   
Parecer:

Até enfim que a senhora pode gozar as férias e ir a todas festas e festarolas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Deseje-se boa viagem à senhora ex-ministra.»
  
 A PJ foi a última a saber das armas encontradas
   
«As armas desaparecidas em Tancos há quatro meses foram agora encontradas na Chamusca, a cerca de 20 quilómetros das instalações militares. De acordo com a Polícia Judiciária Militar (PJM), o armamento foi recuperado na madrugada desta quarta-feira.

Segundo apurou o Expresso, a Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT), da Polícia Judiciária (PJ), que lidera a investigação, só foi informada sobre o aparecimento das armas “a meio da manhã”. Ou seja, algumas horas depois da operação da PJM.

Ainda de acordo com a mesma fonte, quando os inspetores da PJ do contraterrorismo chegaram ao local, as armas já tinham sido levadas, teriam sido retiradas pelos investigadores militares da PJM.» [Expresso]
   
Parecer:

Enfim...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, outubro 18, 2017

TODOS SÃO CULPADOS

Os que a troco de benesses fecharam os olhos durante várias décadas ao que estava sucedendo nas florestas têm a sua quota parte de culpas.

Os que governaram a pensar nos favores à indústria do papel usando a pasta da Agricultura para fechar os olhos à desordem florestal, para nomear altos dirigentes do Estado amigos dos interesses privados ou a adotar leis feitas por encomenda são culpados por estas mortes.

Todos os proprietários de terrenos que por ignorância ou por mera ambição promoveram processos de florestação sem cuidar da segurança dos seus vizinhos são culpados.

Os cidadãos que andam a atear fogos, que fazem queimadas irresponsáveis, que atiram lixo para as florestas, que fazem piqueniques nas matas sem o mais pequeno cuidado, todos são culpados.

As entidades que deveriam aplicar as leis que obrigam a respeitar distâncias de segurança entre as florestas e as estradas, as linhas elétricas ou as habitações e que ao longo de anos fizeram vista grossa, num país onde por dá cá aquela palha se multa invocando o código da estrada, são culpados.

As entidades que perante tantos incendiários à solta e tantos agricultores irresponsáveis que fazem queimadas nos dias de maior risco de incêndio, ignoraram os sinais de perigo e não adotaram as necessárias medidas de policiamento das zonas florestais são culpados.

Todos os que no desempenho de cargos públicos estiveram mais preocupados em nomear amigos do que em escolher os melhores e mais competentes para servirem o país em serviços de grande responsabilidade e risco, são culpados.

Não vale a pena mitigar as culpas ou concentrá-las numa ministra, foram muitos os responsáveis pelo que sucedeu. Quantas vezes nas centenas de vezes que fez comentários televisivos o agora Presidente da República chamou a atenção para a necessidade das medidas que agora exige? Co o que é que esteve mais preocupado Marcelo Rebelo de Sousa quando foi líder do PSD, com o aborto ou com os incêndios e outros grandes problemas nacionais, com o que dava votos a curto prazo ou com os problemas do país? O que fez Assunção Cristas para adaptar o modelo florestal à nova realidade climática?

Todos os presidentes foram culpados, todos os primeiros-ministros foram culpados, todos os ministros da agricultura foram culpados, alguns dos cidadãos das nossas aldeias e que agora são vítimas também foram corresponsáveis na tragédia, os jornalistas que, como Miguel Sousa Tavares, sabem falar muito bem mas só depois das tragédias sucederem, fazendo-o mais por vaidade do que por outra coisa, são igualmente culpados.

São culpados os que não agiram para resolver os problemas, os que se calaram porque só falam quando lhes pagam para falar, os que governaram a pensar em interesses, os que sendo incompetentes aceitaram os lugares, todos são culpados.

A PERCEÇÃO DA (IN)COMPETÊNCIA

Há ministros competentes de quem dizemos serem incompetentes, do mesmo modo que ministros incompetentes conseguem passar uma imagem de competência. A competência dos governantes é como a temperatura ambiente, há a temperatura medida num termómetro e outra coisa é a sensação de frio ou de calor, que depende de vários fatores, há quem tenha frio na praia e num dia quente, da mesma forma que podemos estar numa estância de neve apanhando sol em tronco nu sem sentir frio.

Na verdade os cidadãos não conhecem uma boa parte dos ministros e muito menos os secretários de Estado, em relação à maioria das pastas o cidadão comum nem sequer sabe ou está interessado em saber o que se faz. Não é porque o titular da pasta da pesca ser incompetente que os barcos deixam de pescar ou porque o ministro da agricultura é competente que as vacas dão mais leite. Para o cidadão comum alguns ministros são mais competentes do que outros, não admira que nas sondagens os ministros com melhor imagem sejam aqueles que ninguém conhece, sobre esses a opinião não pode ser má. Para os velhos anarquistas nem o Estado nem os governos faziam falta, fico-me pelo meio anarquista, com dirigentes competentes da Administração pública muitos governantes incompetentes não fazem falta, são nomeados apenas para empatar.

Mas em relação a alguns ministros os cidadãos estão atentos, é o caso dos responsáveis pelas finanças, pela economia e pela saúde. As pessoas sabem que podem ficar mais pobres se o ministro das Finanças for incompetente, que podem não ter cuidados de saúde com qualidade se o ministro da saúde não estiver à altura ou sentem-se inseguras se o responsável pela pasta da segurança for incompetente. Estes ministros mexem com a tranquilidade do cidadão comum, com o descanso com que dormem.

No caso destes ministros não basta serem competentes, é preciso que a perceção por parte dos cidadãos seja a de que são mesmo competentes, o cidadão quer sentir-se seguro, se considera o ministro das Finanças incompetente receia pelas suas poupanças, se não confiar no ministro da saúde também não confia nos serviços médicos e se a imagem do titular da pasta da segurança for de incompetência o medo alastra.

No caso de um titular da pasta da segurança a perceção da competência é importante também porque desse ministro dependem muitas hierarquias do tipo militar, para as quais a confiança no líder é de importância crucial para o desempenho de toda a organização. Um ministro da Administração Interna é alguém em quem temos de confiar, quer o cidadão comum, quer as polícias, os bombeiros e muitos outros profissionais que contribuem para que se possa dormir tranquilo.

Se um ministro da Administração interna não transmite uma imagem de competência é muito provável que o país não acredite na sua confiança e perca a confiança em instituições fundamentais como as forças de segurança e da proteção civil. Independentemente da avaliação que o primeiro-ministro faz da ministra da Administração Interna a verdade e que é cada vez mais óbvio que a ministra não tem condições para ser mantida no governo e cada dia que passa a insegurança dos cidadãos aumenta.

É costume perguntar se emprestava o  carro a determinada pessoa, neste caso deve perguntar-se ao cidadão comum se a atual ministra da Administração interna é a desejada para o cargo pelo cidadão comum no caso de ocorrer mais uma catástrofe natural ou uma qualquer situação de emergência. A resposta mais provável é não, pelo menos é a minha, se o país enfrentar mais uma situação de segurança de grande complexidade espero que esteja no cargo alguém capaz de transmitir confiança ao país e esse não é o caso da ainda ministra.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Constança Urbano de Sousa

A ministra da Administração Interna dificilmente conseguirá sobreviver à crise que se instalou na sequência dos incêndios do passado domingo e as declarações desastrosas sobre a resiliência das comunidade ou da sua dedicação pessoal que a levou a adiar as férias não a ajudaram nada. Se o conseguir graças à teimosia de António Costa em segura-la no governo há um sério risco de ser o primeiro-ministro a sobreviver á ministra.

É lamentável que tudo o que a Geringonça conquistou seja deitado a perder para que a Dra. Constança possa continuar a ser ministra. Mesmo que o primeiro-ministro insista em que se mantenha no cargo manda o bom senso que se demita.

 Desafio a Miguel Sousa Tavares

Miguel Sousa Tavares tem vindo a ofender sistematicamente todos os funcionários públicos, não perdendo uma oportunidade para dizer mentiras promovendo imagens falsas. Por isso aqui fica um desafio a Sousa Tavares, que torne públicas as suas declarações de rendimentos relativas aos anos que passaram desde 2007, ano anterior à crise financeira internacional, até 2016. Se o fizer também o farei e veremos quem pagou a crise, quem teve cortes de rendimentos ou mesmo em crise aumentou os rendimentos.

Não sei que autoridade tem este senhor para ofender tudo e todos, para falar do que sabe e não sabe. Não sei que exemplos deu ao país, que sacrifícios fez pelo país ou o que o torna num exemplo para o país para falar da forma como fala de outros portugueses.

 PREVISÃO

A prevenção não é importante para situações normais, para tais situações os recursos são suficientes para ocorrer aquilo que são necessidade normais. A prevenção ganha importância quando poderão estar em causa situações anormais, porque são essas as que poderão exigir recursos que se não forem mobilizados com tempo não estarão disponíveis.

Os americanos sabem que nesta época do ano há furacões e os seus meios estão vigilantes, mas quando se forma um furacão no meio do oceano reforçam os recursos disponíveis para poderem prever o nível de perigosidade desse furacão. Para isso enviam aviões com meteorologistas para o olho do furacão, prevêem a sua evolução e percurso, dão instruções às autoridades. Poderão concluir que o furação está acima do normal, mas os meios disponíveis estavam mobilizados, mesmo que se venham a revelar insuficiente.

Neste momento Portugal enfrenta o seu “furacão Irma” com as florestas do norte e centro depois de ateadas por assassinos à solta. Mas no meio do oceano já se está formando outro furacão, se a seca se prolongar é certo que o sul do país enfrentará uma grave crise e muitos agricultores e empresas agrícolas enfrentarão um provável cenário de fome e de falência.

A seca destrói colheitas, destrói sementeiras e aumenta exponencialmente os custos em explorações de regadio que recorrem a energia para obter água nos furos. Muitas explorações que dependiam do abastecimento de água por barragens e represas começam a ficar por sua conta.

Sem chuva o gado criado em pastagem tem de ser alimentado a ração, os criadores são forçados a suportar custos muito superiores ao economicamente viável. Ainda por cima, com muitos criadores a quererem desfazer de parte das suas manadas os preços baixam nos mercados, agravando a sua situação. Os criadores de gado em estábulo, principalmente as explorações leiteiras, dependem normalmente da produção de forragens. Sem chuvas estas ficam pedidas ou são mantidas com rega alimentada por furos, onde a extração de água obriga ao consumo de energia.

Nos finais dos anos 80 registou-se em Portugal uma seca extrema com consequências dramáticas para regiões como o Alentejo, onde nem a tradição da presença do PCP impediu que em muitos concelhos a Igreja tivesse organizado procissões para rezar por chuva. Foram lançadas operações de ajuda alimentar e foram importadas mais de duas centenas de milhares de toneladas de trigo forrageiro e de fardos de palha, para alimentar e manter o gado a custos reduzidos.

É impossível prever as tragédias provocadas pelo clima, mas espero que o governo esteja atento ao que se passa na agricultura pois as secas não apanham ninguém de surpresa e esta dura há tempo suficiente para que todos soubéssemos que este anos seria e continuará a ser um ano terrível.


Não sou nada crente e muito menos dado a rezas e procissões, no creo en brujas pero que las ay, las ay. Assim, espero que o ministro da Agricultura esteja a preparar os meios necessários para enfrentar uma tragédia eminente. Se a falta de chuva se prolongar, as sementeiras de outono ficarão inviáveis e a produção de cereais e de forragem, bem como a criação de gado no centro e sul do país entrarão em colapso.

 Dúvidas que me atormentam

Será que ainda vamos apanhar com outro governo com uma agenda de austeridade brutal em nome da defesa do lugar da ministra da Administração Interna?

 Minifúndio e fim de semana

Coincidência ou não os incêndios do passado domingo ocorreram num domingo e nas regiões onde predomina o minifúndio. Poder-se-á dizer que  nos latifúndios há menos pinheiros ou eucaliptos ou que no domingo as condições atmosféricas foram mais extremas. A verdade é que durante toda a semana as condições atmosféricas foram favoráveis ao aparecimento de incêndios e que nos latifúndios também existem florestas e matos suficientes para a eclosão de incêndios.

Há uma relação evidente entre a presença humana e os incêndios. Há quem associe os incêndios à desertificação mas a verdade é que nas regiões do latifúndio, muito mais desertificadas, não ocorreram incêndios. Diz-se que o abandono dos campos leva a incêndios mas foi nas regiões com mais atividade agrícola que os incêndios ocorreram.

Vale a pena refletir sobre a relação entre a presença humana, as suas atividades económicas e agrícolas e a sua educação com os incêndios. 

      
 Uma entrevista que vale a pena ler
   
«Especialista em Planeamento, Prospectiva e Desenvolvimento Sustentável, Fernando Teigão dos Santos foi assessor do Governo anterior durante três anos e ficou com os cabelos em pé quanto ao funcionamento dos executivos em geral. Acaba de lançar Governar Melhor, livro em que apresenta propostas para “trazer os governos para o século XXI”. A sua máxima é que a reforma do Estado deve começar pela reforma do Governo. E há muito a fazer.» [Público]
   
Parecer:

O entrevista  faz propostas que merecem ser lidas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a leitura.»
  
 Oportunismo
   
«O presidente da bancada do PSD, Hugo Soares, anunciou nesta terça-feira a apresentação de uma iniciativa no parlamento para criar um mecanismo rápido de indemnizações às vítimas dos incêndios do fim de semana. “O grupo parlamentar do PSD dará entrada a um novo diploma para que as vítimas e familiares, aqueles que perderam os seus bens e modo de viver na tragédia deste fim de semana, possam ser imediata e rapidamente ressarcidos pelos seus prejuízos”, afirmou o deputado social-democrata, em declarações aos jornalistas no final da conferência de líderes parlamentares.

Segundo o deputado social-democrata, tratar-se-á de “um mecanismo indemnizatório expedito em que o Estado assume de forma imediata a sua responsabilidade e as pessoas não tenham de esperar meses, anos a fio, pelas decisões dos tribunais”.


“[Será] exatamente igual àquele que tivemos oportunidade de apresentar aquando da tragédia de Pedrógão [Grande], que foi, sem apelo nem agravo, chumbado pela maioria de esquerda parlamentar” na especialidade, disse, referindo-se ao mecanismo extrajudicial para pagamento das indemnizações em cerca de seis meses às vítimas dos fogos de junho, no centro do pais.» [Observador]
   
Parecer:

O PSD acena com dinheiro para promover a revolta, ou o governo cede ou acende-se mais um incêndio, agora em terreno do cavaquistão onde o PSD controla algumas autarquias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Umas boa notícia que veio da Síria
   
«As milícias curdas e árabes apoiadas pelos Estados Unidos hastearam hoje a sua bandeira no estádio de Raqqa, pondo um fim simbólico a quatro meses de combates para expulsar os jihadistas daquela que consideravam a “capital” do seu autoproclamado califado, relatam testemunhas.

Os combates no local já terminaram, mas as Forças Democráticas Sírias (SDF) estão ainda a tentar desactivar minas existentes no local e a procurar combatentes que possam continuar na zona, contou à Reuters Rojda Felat, comandante daquela coligação. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que conta com uma rede de activistas no país, diz que o Daesh foi já completamente expulso da cidade.

 “Sabemos que há explosivos artesanais e armadilhas nas zonas que o Daesh controlava, por isso as SDF continuam a tentar limpar essas zonas”, afirmou o coronel Ryan Dillon, porta-voz da organização. Na zona terão sido também encontradas armas e documentos destruídos pelos jihadistas em fuga.» [Público]
   
Parecer:

o Isis perdeu o seu ultimo reduto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Esperemos para ver o que sucede na Líbia, no Afeganistão, no Iémen ou em países africanos para onde poderão fugir os sobreviventes.»

terça-feira, outubro 17, 2017

AS COMUNIDADES TÊM DE SE MOSTRAR MAIS RESILIENTES

Já não bastava sermos demasiado piegas, gente com a tendência para procurar zonas de conforto e, a crer no lanzudo do Tavares, somos governados por ministros que em vez de andarem a combater incêndios estão entretidos com as benesses dos funcionários públicos.  

A crer nessa sumidade nacional que é Sousa Tavares o mês de Outubro devia ser declarado como o mês de campo do governo, o equivalente à semana de campo da tropa, um mês durante o qual em vez de andarem preocupado com benesses orçamentais para esses filhos da mãe dos funcionários públicos os ministros andariam ocupados com problemas nacionais. Que saudades que todos já temos do nosso belo orçamento, com vista para austeridade, nesses tempos as coisas eram como deviam de ser, em vez de servirem para dar benesses a funcionários e reformados, eram anunciados cortes de vencimentos, aumentos do IVA sobre bens alimentares e eletricidade ou cortes nas pensões desses inúteis de cabelo branco. Estou preocupado, se um dia arranjar uma namorada do CDS também ficarei a pensar desta forma?

Quem tem razão é a ministra porque confirma o que já tinha dito Passos Coelho, o mafarrico que está de partida, para ser substituído por um diabrete, já tinha dito que somos todos uma data de piegas, gente amaricada que não é capaz de viver com menos de 500 euro ou comer e calar depois de cortes de 30% dos rendimentos. Agora a linguagem é mais fina, já não somos piegas, em vez do adjetivo dos betinhos, a nossa condição é melhor caracterizada, as nossas comunidades são pouco resilientes.

As nossas aldeias estão cheias de gente amaricada que já não consegue apanhar um aguaceiro no lombo sem ter que ir para o centro de saúde com uma constipação. Somos um povo de medricas e fracos, mal vemos as primeiras labaredas desatamos a fugir, mijando pelas calças abaixo. Já não aguentamos o frio, não suportamos o calor, somos comunidades de fracos.

Não são só os ministros a precisarem de fazer semanas de campo em vez de andarem entretidos com orçamentos, são necessárias novas campanhas de dinamização cultural, com as meninas licenciadas na UAL a explicarem ao povo como se trabalha de sol a sol comendo pão com azeitonas, como é que se apanham azeitonas com os dedos enregelados pela geada, como é que se sobrevive com caldo-verde feito com as folhas da couve-galega, como se combatem incêndios apenas com as mãos. Estamos todos à espera que a nata nacional dos betinhos venham ensinar o país, os betinhos de boas famílias ensinam os ministros a preocuparem-se com coisas importantes e as betinhas dos corredores luxuosos do Estado vão ensinar as comunidades a serem mais resilientes.

O país está cheio de gente inteligente disponível para nos ajudar, explicam ao povo que tem de deixar de ser meio amaricado, sugerem destinos de emigração, ensinam os governos a preocuparem-se com o que é importante, dizem que não devemos ser piegas. Estas elites julgam que Portugal é um país de imbecis.

UMAS NO CRAVO E OUTRSS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Constança Urbano de Sousa, ainda ministra da Administração Interna

è lamentável que enquanto portugueses morrem alguém considere que a sua demissão é assunto, perante as perguntas insistentes dos jornalistas o bom senso aconselharia a declarar que aquele era o momento para liderar e preocupar-nos com as vidas alheias. Mas a ministra parece muito preocupada com a sua situação e até refere que não tem férias, sugerindo que está fazendo um grande sacrifício.

Talvez a ministra não saiba que há muita gente que não tem férias, que milhares de bombeiros não tiveram férias para combater os fogos e alguns deles morreram ou ficaram gravemente feridos. Falar do grande sacrifício de não ter tido férias neste momento não passa de argumento de menina bem. O que é isso ao lado dos que morreram, ficaram feridos, viram uma vida de trabalho destruída, ou combater incêndios durante dias a fio alimentados por refeições miseráveis, como se viu opelas fotografias?

«Acho que este não é o momento para a demissão, é o momento para a ação. Ir-me embora seria o caminho mais fácil, ia ter as férias que não tive". Foi assim a resposta de Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, quando questionada sobre se, à luz dos incêndios que começaram este domingo e que já fizeram 27 mortos, ponderava demitir-se.

Foi, aliás, a terceira vez a que respondeu à mesma pergunta, com formulações diferentes, de "tem condições para se manter no cargo?" a "sente-se confortável a manter as suas funções?". Impaciente, a governante respondeu pelas três vezes que a demissão "não iria resolver o problema", lembrando que as suas funções são "naturalmente, extremamente difíceis" e que por isso o caminho "mais fácil" a seguir seria a demissão.

Falando à saída de uma reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Carnaxide, Constança Urbano de Sousa tentou dar as respostas sobre o que falhou naquele que já é considerado o pior dia de incêndios do ano e uma situação só comparável ao verão de 2006, apesar de estarmos já a meio de outubro. "O que está a falhar já falha há muito tempo, que é a prevenção estrutural. Não se faz nem de um dia para o outro nem de um ano para o outro. Vai demorar muito até termos uma floresta ordenada", frisou.» [Expresso]

 Constança 2 - 0 Centeno

Quando o país devia estar a discutir o bom momento económico vieram os incêndios e não se falou de outra coisa. Agora que Centeno devia estar a defender o OE vem novamente a Constança e centra as atenções em si. Costa anda com azar.

      
  Prevenção estrutural?
   
«A ministra Constança Urbano de Sousa culpa o “número de ocorrências”, só igualado depois de muito se recuar na memória, “para 2006”, para justificar a dimensão dos incêndios que nos últimos dias têm consumido o país e que transformaram este domingo no "pior dia do ano". São já 31 as vítimas mortais.

“Houve imensas ignições – ignições que não surgem do nada. Não são auto-ignições”, assevera. Questionada sobre a sua origem, a ministra da Administração Interna responde que não se trata “necessariamente de mão criminosa, mas mão negligente, pessoas que fazem queimadas quando é absolutamente proibido fazer, e que fogem do controlo”.

“O país está numa situação de seca extrema, ontem [domingo] tivemos ventos fortíssimos por influência do furacão Ophelia. Tudo isso leva a que os incêndios tenham uma propagação absolutamente extraordinária”, considera Constança Urbano de Sousa, apelando aos cidadãos para que se comportem “em conformidade”.

“Temos de fazer uma reflexão séria sobre a adequação do sistema de protecção civil às novas condições. As novas condições dizem-nos que vamos ter cada vez mais incêndios de enorme proporção. Não só neste país”, continua a ministra, referindo os incêndios na Galiza e na Califórnia para sublinhar que esta não é uma situação exclusivamente portuguesa.» [Público]
   
Parecer:

A questão está em saber se antes do início do verão haviam circunstâncias que permitissem ou não prever o risco de ocorrerem situações como as que aconteceram.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à ministra.»